terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Por onde vai a ajuda estadunidense ao Haiti

Washington, 19 jan (Prensa Latina)


Um devastador terremoto deixou o Haiti a mercê da solidariedade internacional, mas enquanto todos anunciam envios de médicos, remédios e alimentos, os Estados Unidos envia equipamentos de guerra e militares em uma missão declarada como sendo de segurança.



Milhares de efetivos estadunidenses chegam à nação caribenha desde a quinta-feira passada, depois do abalo sísmico de grande escala dois dias antes.



Já se encontram ali os soldados da 82 Divisão Aerotransportada de Infanteria do Exército, uma unidade expedicionária da Infanteria da Marinha, o porta-aviões USS Carl Vinson e um navio hospital da Marinha.



O exército estadunidense controla o aeroporto de Porto Príncipe, e vários países denunciam a presença militar de Washington na região, quando o que se precisa -advertem-, mais que militares, são ajudas urgentes de socorro.



França, Venezuela, Nicarágua, Brasil: são algumas das nações que alertaram já do perigo da infiltração militar estadunidense no Haiti, além de queixarem-se da falta de coordenação na distribuição da ajuda e do congestionamento no aeroporto.



No último domingo, Obama emitiu um comunicado junto ao governo haitiano, para justificar a mobilização militar nesse país.



Alegou no documento, segundo o Departamento de Estado, que o presidente haitiano, René Preval, solicitou a Washington, à Organização das Nações Unidas e aos sócios internacionais, ajudar, como for necessário, para aumentar a segurança.



Desde que os soldados estadunidenses chegaram ao Haiti, os politólogos visionam as consequências das forças militares na terra devastada.



A Casa Branca tenta liderar os esforços da comunidade internacional para socorrer os atingidos e agilizar as tarefas de resgate e reconstrução, dizem.



Para isso tem enviado equipamentos militares, especialistas militares, fornecimentos e pessoal médico, e anunciou a entrega de 100 milhões de dólares para a ajuda iminente dos afetados, agregaram.



O Haiti é vítima hoje de sua pior catástrofe em 200 anos, depois que em 2008 sofreu os impactos de quatro furacões seguidos, destacam especialistas.



No entanto, o que para uns é ruína e subsistência, para outros é política. Especialistas asseguram que esta é a primeira crise humanitária que enfrenta Obama e uma oportunidade para demonstrar a liderança imperial na região.



O mal-estar internacional não é injustificado, quase uma semana após o terremoto, os Estados Unidos, que têm mobilizado o maior esforço humanitário de sua recente história, superará a cifra de 14 mil soldados no país caribenho.



Mas nesta segunda-feira o vice-presidente, Joseph Biden, assegurou que seu governo mantém um forte compromisso a longo prazo para ajudar na recuperação do Haiti.



Durante uma cerimônia de celebração do Dia de Martin Luther King (líder afro-americano de direitos civis), indicou diante de estudantes haitianos que a ajuda seguirá crescendo. Quiçá ao mesmo ritmo o farão os soldados e equipamentos militares.



O terremoto, ocorrido na terça-feira, deixou sem moradia um milhão e meio de haitianos, os feridos contabilizados em 250 mil, e tirou a vida, até o momento registrado, de mais de 70 mil pessoas, número que seguirá crescendo com os dias.



rc/ggr/es

Nicarágua envia mais ajuda ao Haiti

Managua, 19 jan (Prensa Latina)


O governo da Nicarágua enviou mais ajuda em medicamentos para as vítimas do terremoto no Haiti, informou hoje uma nota do Conselho de Comunicação e Cidadania (CCC).



Segundo Rosario Murillo, por indicações do presidente Daniel Ortega, na noite de segunda-feira partiram para território haitiano dois aviões AN-26 com nove mil libras de alimentos e medicamentos, bem como oito médicos nicaraguenses.



Informou que Ortega mantém comunicação com o chefe do Exército, General Omar Moisés Hallesleven, e o chefe do Estado Maior, Juan Ramón Avilés, que decidiram mobilizar forças da Brigada Humanitária.



Estamos enviando também seis mil libras de arroz, feijão, azeite e leite de soja para as crianças, é o segundo envio deste país da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, e o fazemos com muito orgulho e solidariedade, sublinhou.



A dirigente governamental destacou o sentimento solidário de seu povo. "Compartilhamos o pão, compartilhamos o que temos, não compartilhamos o que nos sobra, mas sim o que temos e o que usamos aqui no trabalho cotidiano para levar saúde e alimentação a nosso povo", acentuou.



A Nicarágua, uma das nações mais pobres da América Latina, foi uma das primeiras a reagir diante da tragédia haitiana com o envio de assistência médica e alimentos.



arc/lb/es

Elogiam assistência médica cubana no Haiti

Melbourne, 19 jan (Prensa Latina)


 Enquanto milhões de haitianos sofrem e a ajuda internacional demora a chegar aos que precisam dela, 344 profissionais cubanos de saúde socorrem as vítimas do terremoto, ressalta hoje aqui uma carta publicada no diário The Age.



Na mensagem, assinada pela presidenta da Sociedade de Amizade Austrália-Cuba desta cidade, Joan Coxsedge, destaca-se o trabalho de médicos, enfermeiras e técnicos cubanos em um improvisado hospital na capital, Porto Príncipe, totalmente equipado, afirma.



Coxsedge afirma que mais ajuda de Havana vai a caminho para a devastada nação caribenha e recorda que desde 1989 Cuba fornece assistência médica gratuita aos pobres do Haiti.



Trata-se do único serviço sanitário público existente no Haiti, segundo informa em sua carta ao diário, principal do estado de Vitória e de circulação nacional.



Agrega que esse apoio continuou apesar das desordens que seguiram o derrocamento do presidente Jean Bertrand Aristide, quando outros hospitais fecharam e os facultativos abandonaram o país.



Também destaca que apesar do "bloqueio selvagem" imposto pelos Estados Unidos desde 1962, Cuba permite agora a passagem por seu espaço aéreo de aviões estadunidenses para a evacuação médica, com o qual evita a dilação dos 90 minutos que duram os voos da base naval de Guantánamo ao território haitiano.



Joan Coxsegge detalha seguidamente que na atualidade 35 mil médicos cubanos realizam seu trabalho de assistência em 78 países e mesmo assim os Estados Unidos incluiu Cuba em uma recente lista de patrocinadores do terrorismo internacional.



rc/sus/es

O HAITI COLOCA A PROVA O ESPÍRITO DE COOPERAÇÃO

Reflexões do companheiro Fidel



As notícias que chegam do Haiti configuram o grande caos que era de esperar na situação excepcional criada pela catástrofe.

Surpresa, espanto, comoção nos primeiros instantes, vontades de prestar ajuda imediata nos cantos mais afastados da Terra. O quê enviar e como fazê-lo para um canto do Caribe, desde a China, a Índia, o Vietnã e de outros pontos localizados a dezenas de milhares de quilômetros? A magnitude do terremoto e da pobreza do país gera nos primeiros instantes idéias de necessidades imaginárias, que dão origem a todo o tipo de promessas possíveis que depois se tenta fazer chegar por qualquer via.

Os cubanos compreendemos que o mais importante nesse instante era salvar vidas, para o qual estávamos treinados não apenas perante catástrofes como essa, mas também contra outras catástrofes naturais relacionadas com a saúde.

Ali estavam centenas de médicos cubanos e, adicionalmente, um bom número de jovens haitianos de origem humilde, convertidos em profissionais da saúde bem treinados, uma tarefa na qual temos cooperado durante muitos anos com esse irmão e vizinho país. Uma parte dos nossos compatriotas estava de férias e outros de origem haitiana treinavam-se ou estudavam em Cuba.

O terremoto ultrapassou qualquer cálculo; as casas humildes de adobe e barro ¬¬-de uma cidade com quase dois milhões de habitantes¬- não podiam resistir. Instalações governamentais sólidas ruíram; quarteirões completos de casas se desmoronaram sobre os moradores, que nessa hora, ao começar a noite, estavam em seus lares e ficaram sepultados debaixo das ruínas, vivos ou mortos. As ruas estavam repletas de pessoas feridas que clamavam por auxílio. A MINUSTAH, força das Nações Unidas, o Governo e a Polícia ficaram sem chefia e sem posto de comando. Nos primeiros instantes a tarefa dessas instituições, com milhares de pessoas, foi saber quem restavam com vida e onde.

A decisão imediata dos nossos abnegados médicos que trabalhavam no Haiti, bem como dos jovens especialistas da saúde formados em Cuba, foi se comunicar entre si, conhecer de sua sorte e saber com que se contava para assistir o povo haitiano naquela tragédia.

Os que estavam de férias em Cuba aprontaram-se logo para partir, assim como os médicos haitianos que se especializavam em nossa Pátria. Outros peritos cubanos em cirurgia que já cumpriram missões difíceis se ofereceram para partir com eles. Basta dizer que antes de 24 horas já nossos médicos tinham atendido centenas de pacientes. Hoje 16 de janeiro, apenas três dias e meio depois da tragédia,

elevava-se a vários milhares o número de pessoas afetadas que tinham sido já auxiliadas por eles.

Em horas do meio-dia de hoje sábado, a chefia de nossa brigada informou entre outros dados os seguintes:

“… realmente resulta louvável aquilo que estão fazendo os companheiros. É uma opinião unânime que, comparativamente, o Paquistão ficou bem por trás ?ali houve outro grande terremoto onde alguns trabalharam?; naquele país muitas das vezes recebiam fraturas inclusive mal consolidadas, alguns esmagamentos, mas aqui tem ultrapassado tudo o imaginável: amputações abundantes, as operações praticamente é preciso fazê-las em público; é a imagem que tinham imaginado de uma guerra.”

“… o hospital Delmas 33 já está funcionando; tem três salões para cirurgias, com geradores elétricos, áreas de consulta etc., porém ficou absolutamente lotado.”

“… Incorporaram-se 12 médicos chilenos, um deles anestesiologista; também oito médicos venezuelanos; nove freiras espanholas; espera-se a incorporação, de um momento para outro, de 18 espanhóis aos quais a ONU e Saúde Pública haitiana lhes tinham entregado o hospital, mas faltavam-lhes recursos de urgência que não tinham podido chegar, portanto decidiram se juntar a nós e começar a trabalhar de imediato.”

“… foram enviados 32 médicos residentes haitianos, seis deles iam partir diretamente para Carrefour, um sítio totalmente devastado. Também viajaram os três times cirúrgicos cubanos que chegaram ontem.”

“… estamos operando as seguintes instalações médicas em Porto Príncipe:

Hospital La Renaissance.

Hospital do Seguro Social.

Hospital da Paz.”

“… já funcionam quatro CDI (Centros de Diagnóstico Integral).”

Nesta informação se transmite apenas uma idéia do que está fazendo no Haiti o pessoal médico cubano e de outros países que trabalham junto com eles, entre os primeiros que chegaram a essa nação. Nosso pessoal está em disposição de cooperar e juntar suas forças com todos os especialistas da saúde que tenham sido enviados para salvar vidas nesse povo irmão. Haiti poderia se tornar um exemplo daquilo que a humanidade pode fazer por si própria. A possibilidade e os meios existem, mas falta a vontade.

Quanto mais tempo se dilatar o enterro ou a incineração dos falecidos, a distribuição de alimentos e outros produtos vitais, os riscos de epidemias e violências sociais se elevarão.

No Haiti se colocará a prova quanto pode durar o espírito de cooperação, antes que prevaleçam o egoísmo, o chauvinismo, os interesses mesquinhos e o desprezo por outras nações.

Uma mudança climática ameaça toda a humanidade. O terremoto de Porto Príncipe, apenas três semanas depois, está nos lembrando a todos quão egoístas e auto-suficientes nos comportamos em Copenhague.

Os países observam de perto todo o que acontece no Haiti. A opinião mundial e os povos serão cada vez mais severos e implacáveis em suas críticas.



Fidel Castro Ruz

16 de janeiro de 2010

19h46

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Países emergentes analisarão futuro do dólar

Londres, 18 jan (Prensa Latina)


Os governos do Brasil, Índia, Rússia e China, países que formam o

grupo BRIC, analisarão em junho uma ampla agenda que incluirá um debate sobre o futuro do

dólar, disseram hoje aqui fontes do organismo.

Ralp Rander, oficial da chancelaria indiana, declarou aos jornalistas em Londres, que o bilhete

verde terá que ser substituído como moeda de referência em um futuro não muito longínquo.

Indicou que os governantes dessas quatro grandes economias emergentes se darão cita na cidade

russa de Ekaterimburgo e manterão uma ampla discussão sobre a agenda econômica e política

internacional.

O oficial indiano explicou que a agenda abarcará a reforma das instituições internacionais, o regime

mundial de comércio, o papel do dólar, a mudança climática e os biocombustíveis, entre outros.

Há uma grande preocupação com o futuro do dólar no marco da atual crise financeira global,

declarou Rander.

asg/rcg/dcp

Correa considera erro político fixar um ano para aprovar 14 leis

Quito, 18 jan (Prensa Latina)


Um dos principais lucros dos primeiros três anos de Revolução

Cidadã no Equador foi aprovar a nova Constituição, mas estabelecer em um ano para reformar 14

leis secundárias foi um erro político, afirmou o presidente Rafael Correa.

Em declarações exclusivas divulgadas hoje pelo diário digital oficial O Cidadão, o presidente disse

que todas estas leis afetam "demasiados interesses particulares" e, sem dúvida, geram resistência e

manifestações de rejeição.

Entre as leis que requerem reformas para se ajustar à nova Constituição estão as de Serviço Público,

Educação Superior, Recursos Hídricos, Comunicação, e Descentralização, entre outras.

Segundo Correa, o traspés obedece à ingenuidade e falta de experiência política e explicou que em

frente ao "desespero de avançar na mudança" a Assembleia Constituinte de Montecristi aprovou um

prazo peremptório para tratar ditas leis.

"Como responsáveis por este projeto político tínhamos que apresentar as propostas legais", afirmou

ao reconhecer que o Executivo devesse se apressar para cumprir com o mandato constitucional.

Esclareceu que enquanto as leis fundamentais, "em todas partes do mundo", são propostas desde o

Executivo, o problema esteve no curto prazo.

Outro erro político identificado pelo presidente é ter deixado passar cerca de oito meses desde a

aprovação da Constituição, até as novas eleições presidenciais. "Nesse tempo, a oposição armou-se

para fazer-nos dano", enfatizou.

tgj/prl/dcp

Uruguaios denunciam campanha dos EUA contra Cuba

Montevidéu, 18 jan (Prensa Latina)


A Comissão Nacional de Organizações Sociais do Uruguai

(CONOSUR) denunciou hoje aqui ao governo dos Estados Unidos por "colocar arbitrariamente a

Cuba em uma nômina de países propiciadores do terrorismo".

Um comunicado da CONOSUR que circulou nesta segunda-feira destaca à ilha como respeitosa dos

direitos humanos e predicadora com fatos de assistir a outros povos do mundo, como hoje faz no

Haiti.

"Dedicada a formar jovens, a educar um povo, em respeito a suas normas e ao direito internacional,

Cuba é colocada arbitrariamente em uma nômina de 14 países propiciadores do terrorismo", ressalta

o documento.

CONOSUR recorda a campanha do ex-presidente George Bush sobre as armas de destruição em

massa que supostamente possuía o Iraque, feito "jamais comprovado por comissão da ONU e nos

EUA admite-se descaradamente que nunca existiram".

"Este é o momento de lhes pôr travão. De que o movimento mundial pela paz, os grupos sociais

pela liberdade, pela democracia, e por outro mundo possível nos pronunciemos rotundamente",

sublinha o texto.

CONOSUR apóia a declaração do Ministério de Relações Exteriores de Cuba do passado 7 de

janeiro, mediante a qual o governo cubano condenou a inclusão arbitrária de Cuba nessa "lista do

mau".

O comunicado exige à administração norte-americana atuar contra quem em seu território têm

perpetrado atos terroristas contra a ilha e a libertar a cinco cubanos injustamente presos naquele país

por alertar a sua pátria de novas ações dessa natureza.

Afirma ademais que tais políticas dos Estados Unidos se somam à instalação de bases militares no

continente, ao golpe de estado em Honduras e a suas intervenções desestabilizadoras na Venezuela,

Equador e Paraguai.

asg/wap/dcp

Revela
ONU pede 3.500 efetivos a mais para o Haiti


Nações Unidas, 18 jan (Prensa Latina) O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu hoje

reforçar com 3.500 novos efetivos a força militar e policial de Nações Unidas no Haiti, depois do

terremoto que devastou esse país faz seis dias.

A solicitação foi feita ao Conselho de Segurança durante uma sessão de emergência nesta segundafeira

para analisar a situação na nação caribenha.

O máximo responsável pela ONU realizou ontem uma visita de várias horas a Porto Príncipe para

avaliar as necessidades existentes a raiz da catástrofe natural que provocou um desastre humanitário

de proporções incalculáveis até o momento.

Em declarações à imprensa acreditada aqui, Ban ressaltou que a magnitude dos danos materiais e

humanos e a situação existente requer de um aumento das forças da Missão de Estabilização da

ONU no Haiti (MINUSTAH).

Trata-se de dois mil novos soldados e de 1.500 policias para poder fortalecer a segurança e avançar

na distribuição de alimentos e ajuda humanitária, apontou.

A MINUSTAH trabalha no Haiti desde 2004 integrada por uns nove mil militares, polícias e civis

da Argentina, Bolívia, Chile, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Estados

Unidos, Peru, França, Guatemala, Paraguai, Rússia e Uruguai, entre outros países.

Seus três principais dirigentes morreram no terremoto da terça-feira passada: o tunisiano Hedi

Annabi, seu segundo; o brasileiro Luiz Carlos da Costa, e o comissionado de polícia da ONU no

Haiti, o canadense Doug Coates.

Cifras das autoridades haitianas situam hoje em mais de 70 mil o número de mortos ocasionados

pelo tremor e em 250 mil o de feridos.

mgt/vc/dcp
Grotowski em Cuba em registros cinematográficos originais


Havana, 18 jan (Prensa Latina) O universo criativo do teatrista polonês Jerzy Grotowski e seu

Teatro Laboratório entrarão em contato direto com o público cubano mediante registros

cinematográficos originais que afundam em sua biografia, obra e métodos de trabalho.

Trata-se de três apresentações únicas, organizadas em colaboração com o Instituto que leva seu

nome em Wroclaw, a embaixada desse país europeu, o Centro Cultural Critérios e a Associação de

Artes Cênicas da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC).

A primeira das projeções, Acrópolis, recolhe a célebre posta de Grotowski em Londres, com uma
ampla introdução de Peter Brook sobre o criador polonês e seu Teatro Laboratório.

Lhe seguirá Training, que acercará ao espectador a um treinamento plástico e físico no Teatro

Laboratório de Wroclaw, em 1972, com a condução e execução de Ryszard Cieslak, o ator

"grotowskiano por excelência".

A terceira proposta é um documentário que tenta um retrato do artista, desde a visão de

personalidades da cena mundial como Eugenio Barba, Peter Brook ou Anatoli Vasiliev, além de

destacados atores do Teatro Laboratório.

A sala Hurón Azul, da UNEAC, acolherá estes audiovisuais de inestimável valor, que enriquecerão

o espectro de dramaturgos, atores e teatristas da ilha, ao lhes abrir uma porta para o interior de um

inovador em pós de ambientes e atmosferas que contribuíssem a "a explosão do instante vivo".

Impulsor do conceito de teatro pobre -cujas vertentes desenvolveu a partir da técnica do trabalho

psicofísico de Konstantin Stanislavski-, Grotowski revolucionou a cena nos anos 60 e 70 do século

passado, ao lhe incorporar um hálito de aventura com suas construções-encantamento (obra de

teatro e ações cênicas) e seus cantos-encantamento (exercício de treinamento cênico).

mgt/ag/dcp

ONU

Celebram 51º aniversário de revolução cubana em Camboja

Phnom Penh, 18 jan (Prensa Latina)


Cambojanos graduados em Cuba destacaram a solidariedade

praticada pela ilha caribenha em uma celebração pelo 51º aniversário da revolução na província de

Siem Reap.

Fontes vinculadas à atividade disseram a Prensa Latina hoje que a ocasião combinou essa

comemoração com o meio século do estabelecimento de relações entre este reino do sudeste da Ásia

e o estado antilhano.

Sithica Kiev, presidente da filial da associação dos titulados em universidades cubanas de Siem

Reap, organizadora do evento, pôs de relevo a significação da data não só para a nação antilhana,

senão para todos os povos que vêem em Cuba a esperança de uma vida melhor.

"De Cuba aprendemo-lo tudo, de seu povo o exemplo e a atitude com que ensinam ao mundo se

enfrentando a Estados Unidos", disse Sithica Kiev depois de denunciar a agressiva política dos

Estados Unidos para essa ilha.

A sua vez a embaixadora cubana em Camboja, Gilda López, agradeceu a amizade e a solidariedade

que durante os últimos 50 anos têm caracterizado os vínculos bilaterais.

López referiu-se também a dupla norma de Washington no tema do terrorismo e recordou a injusta

prisão que guardam os cinco lutadores cubanos confinados em cárceres norte-americanas por

proteger a seu país dessas ações violentas, organizadas por grupos contra-revolucionários

assentados na Flórida.

Fernando González, René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e a Antonio Guerrero,

conhecidos como os Cinco a nível mundial, foram presos em 1998 e condenados três anos depois

com sanções desmesuradas por um tribunal de Miami.

Assistiram também à celebração familiares de jovens que estudam atualmente em Cuba e

autoridades de diferentes municípios da província de Siem Reap e numerosos amigos de Cuba.

tgj/sus/dcp

Serena

ONU aumentará quantidade de suas forças no Haiti

Nações Unidas, 18 jan (Prensa Latina)


As Nações Unidas analisará hoje o aumento da quantidade de militares e policiais de sua Missão de Estabilização no Haiti (MINUSTAH) para reforçar a segurança nesse país assolado por um terremoto na passada terça-feira.

A decisão sobre esse incremento será debatida nesta segunda-feira no Conselho de Segurança, segundo informou de Porto Príncipe o chefe das operações da ONU para a manutenção da paz, Alan Le Roy.

O objetivo é aumentar o contingente para garantir a tranquilidade nas ruas de Haiti, cuja população vive na via pública há seis dias, quando se registrou o terremoto a sete graus na escala Richter.

Antes do sismo, a MINUSTAH estava integrada por uns nove mil militares, policiais e civis da Argentina, Bolívia, Chile, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Peru, França, Guatemala, Paraguai, Rússia e Uruguai, entre outros países.

A ONU informa até agora a morte de 40 de seus trabalhadores destacados no Haiti e 330 desaparecidos pelo terremoto.

Entre os falecidos estão os mais altos chefes da MINUSTAH: o tunisiano Hedi Annabi, seu segundo, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, e o comissário da polícia da ONU no Haiti, o canadense Doug Coates.

Le Roy não informou em que magnitude serão incrementados os efetivos da força de Nações Unidas, ainda que a qualificou de pequena.

Os balanços preliminares das autoridades locais elevam o total de vítimas fatais a 100 mil e de atingidos para três milhões.

Durante uma visita ontem a Porto Príncipe, o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, declarou que as prioridades atuais são salvar vidas, distribuir ajuda humanitária (alimentos, água, medicinas e lojas de campanha) e a coordenação de esforços.

Ban reiterou que a ONU ocupará a direção dessa coordenação entre países, organizações não governamentais e trabalhadores internacionais, sob a liderança do governo haitiano.

arc/vc/bj

Presidente brasileiro chama a concretizar ajuda para o Haiti

Brasília, 18 jan (Prensa Latina)


O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chamou hoje à comunidade internacional a transformar a sensibilidade em dinheiro para ajudar à reconstrução de Haiti, destruído por um terremoto.

"O mundo está sensibilizado. Agora é necessário transformar essa sensibilidade em ajuda concreta, em dinheiro, para poder reconstruir Haiti", sustentou Lula na primeira apresentação de 2010 de seu habitual programa de rádio das segundas-feiras Café com o presidente.

Recordou que Brasil está há anos reclamando recursos dos países doadores, pela necessidade de resolver o problema de Haiti com mais rapidez e acrescentou que com a catástrofe acontecida pelo terremoto espera que o mundo inteiro resolva colocar dinheiro para o reparo dos danos.

Assim, prosseguiu, para dar qualidade de vida ao povo haitiano, que foi o primeiro do continente a conquistar sua independência.

O mandatário brasileiro indicou que o mundo está mobilizado e comentou que o secretário geral da Organização de Nações Unidas (ONU), Ban Ki Moon, esteve no Haiti.

O terremoto de 7,3 graus na escala Richter que afetou Porto Príncipe, a capital haitiana, na passada terça-feira 12 de janeiro está considerado a pior tragédia que enfrentou a ONU, que perdeu uns 100 servidores públicos nesse evento natural.

Lula sustentou que Brasil criou um comitê de crise, coordenado pelo general Jorge Félix, e acrescentou que os europeus estão ajudando e vão ajudar mais. Considerou que as nações latino-americanas vão colaborar e, sobretudo, os países mais ricos têm que colocar mais dinheiro.

"O momento agora é de meter a mão no bolso e ajudar. Brasil já colocou 15 milhões de dólares a disposição de Haiti e estimamos que há países que podem dar mais. O Banco Mundial já colocou 100 milhões de dólares", revelou o presidente.

Alertou que os donativos devem ter uma coordenação para que cheguem a quem precisa e para que esse dinheiro possa servir na reconstrução de Haiti, e destacou que a prioridade é cuidar da água e da alimentação dos afetados.

Lula insistiu no importante papel que deve jogar o Brasil na reabilitação do país caribenho, pois -relembrou- que sua nação coordena as forças armadas que dão segurança nesse estado há cinco anos, na Missão das Nações Unidas para a Estabilidade no Haiti.

Destacou o papel desempenhado pelos militares brasileiros depois da tragédia, em que morreram mais de uma dezena de seus soldados e outros se acham desaparecidos.

Lula lamentou também a morte do representante do Brasil na ONU, Luiz Carlos da Costa, e de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Infância.

rc/ale/bj

Confirmam reunião RPDC-Coreia do Sul sobre parque industrial

Seul, 18 Jan (Prensa Latina)


Representantes da República Democrática da Coreia e Coreia do Sul sustentarão amanhã um encontro para analisar formas de elevar a competitividade de um parque industrial conjunto, confirmaram fontes oficiais.

Um porta voz do Ministério de Reunificação explicou hoje que o encontro se realizará na localidade fronteiriça de Kaesong, em território norte, onde se localiza a citada instalação.

Para ali irão os nove delegados sulcoreanos e outras sete pessoas que os ajudarão, segundo o porta-voz.

Uma missão conjunta integrada por 10 inspetores da cada parte viajou a China e Vietnã no mês passado para conhecer as experiências desses países na administração dos mencionados parques.

O grupo estudou uma maneira de elevar a competitividade do projeto conjunto, inclusive temas como salários, sistema de seguro, infra-estrutura, segurança e normas alfandegárias, entre outros.

Inaugurado em 2004, o referido parque acolhe mais de 100 companhias sulcoreanas que baseiam sua produção em equipamentos eletrônicos e roupa, entre outros, e seu funcionamento responde a um dos acordos da cúpula intercoreana realizada em 2000.

rc/lam/bj

Haiti: confirmadas mais de 70 mil mortes por terremoto

Porto Príncipe, 18 jan (Prensa Latina)


Mais de 70 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão e meio de pessoas sem lar é até hoje o saldo preliminar do terremoto que devastou a capital haitiana e cidades vizinhas, informaram as autoridades.



O abalo sísmico de 7,3 graus na escala Ríchter, teve seu epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe e destruiu mais de 60 por cento das edificações desta cidade, bem como milhares de instalações nas cidades de Jacmel, Carrefour e Leogane.



De acordo com o secretário de Estado para a Alfabetização, Carol Joseph, já foram sepultados mais de 70 mil cadáveres, embora a cifra total de vítimas seja ainda muito difícil de estabelecer porque ainda há milhares de corpos sob os escombros.



Tanto as autoridades como os encarregados da assistência humanitária estimam que o número de mortos poderia ascender inclusive a mais de 150 mil.



O governo haitiano decretou um luto nacional de 30 dias em memória das vítimas desta catástrofe e impôs o estado de emergência até final do mês.



"O terremoto é a crise humanitária mais grave em décadas", declarou o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, que neste domingo realizou um percurso pela zona devastada.



Mais de 1.700 socorristas trabalham no terreno na busca de possíveis sobreviventes e dos corpos soterrados sob os escombros.



Nas áreas de desastre há também médicos de vários países, entre eles Cuba, Venezuela, Chile, e inclusive, haitianos que estudam na Escola Latinoamericana de Medicina.



Seis dias após o terremoto, as prioridades são salvar a maior quantidade de pessoas possível, distribuir alimentos, água e remédios aos afetados e coordenar a ajuda exterior, disse o secretário geral da ONU.



A partir de hoje serão abertos aqui 280 centros de urgência, com capacidade para 500 pessoas, a fim de abrigar os sem teto e oferecer-lhes ajuda.



Os centros serão instalados em praças públicas, pátios de escolas e igrejas da capital e seis cidades dos arredores.



mgt/car/es

Preparam Cúpula Mundial pelo Haiti em Santo Domingo

Santo domingo, 18 jan (Prensa Latina)


Os presidentes haitiano e dominicano, René Preval e Leonel Fernández, e representantes de outros países realizarão hoje aqui uma reunião preparatória da Cúpula Mundial pelo Haiti.



A Direção de Informação, Imprensa e Publicidade da Presidência agregou que à reunião irá a primeira vice-presidenta da Espanha, María Teresa Fernández da Vega, que ontem visitou a vizinha nação.



Fernández da Vega ratificou ontem o compromisso da União Europeia, que a Espanha preside o primeiro semestre do ano, de enviar toda a ajuda possível ao Haiti, devastado por um terremoto na terça-feira passada, dia 12.



O tema central de discussão da reunião será como a cooperação internacional dirigida ao Haiti se converte em um projeto a curto e médio prazo, detalha a nota oficial.



Acrescenta que os alinhamentos gerais desse programa já foram analisados por Fernández, Preval e o premiê do Haiti, Jean Max Bellerive, quando na última quinta-feira o presidente dominicano visitou Porto Príncipe.



Fernández convidou representantes de organismos multilaterais como as Nações Unidas, o Banco Mundial, a Comunidade do Caribe (CARICOM), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras entidades de cooperação regional.



O Presidente dispôs a poucas horas do devastador terremoto o envio imediato de ajuda em alimentos, remédios, cobertores, pessoal e equipes para socorrer às vítimas da tragédia.



A República Dominicana compartilha a ilha A Espanhola com o Haiti e sentiu com força o abalo sísmico, embora sem que se registrassem vítimas nem danos consideráveis.



O terremoto literalmente destroçou a capital haitiana e estimativas das autoridades e organismos de socorro calculam em dezenas de milhares os mortos e cerca de 250 mil os feridos.



lac/rl/es

Venezuela enviará barcos com alimentos e remédios para o Haiti

Caracas, 18 jan (Prensa Latina)


O governo venezuelano enviará hoje toneladas de alimentos e remédios para auxiliar o povo haitiano depois do terremoto que sacudiu esse país caribenho na terça-feira passada.



O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, em um contato ao vivo com o presidente Hugo Chávez ontem afirmou que nesta segunda-feira sai do país um barco da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA).



Maduro agregou durante uma participação no programa Aló Presidente deste domingo, que outros dois navios da Armada Venezuelana sairão com 5.675 toneladas de alimentos que devem partir tanto do Porto da Guaira (estado Vargas) como de Porto Cabello (estado Carabobo), rumo ao Haiti.



Esta seria a ajuda mais importante em alimentos e medicamentos em grande escala, destacou o chefe da diplomacia venezuelana.



Ontem, a Venezuela enviou 14 toneladas de alimentos, medicamentos e água para o empobrecido país do mar do Caribe num avião C-130 comandado pela Força Aérea Venezuelana.



Por sua vez, Chávez chamou ontem seu homólogo estadunidense, Barack Obama, a mandar médicos e verdadeira ajuda humanitária ao Haiti, ao invés de enviar soldados com armamento de guerra a essa nação devastada pelo terremoto.



Em contraste, o dignatário reconheceu que Cuba com suas centenas de médicos está navanguarda da ALBA.



A seu julgamento, a prioridade dever ser atender aos feridos enquanto destacou o trabalho da equipe de saúde cubana, que em Porto Príncipe (capital haitiana) e outras cidades já atenderam milhares de vítimas do terremoto.



Dentro deste contexto, o ministério de Relações Exteriores da Venezuela convocou no dia 13 de janeiro o povo a fazer doações para enviar ao Haiti.



Na sede da chancelaria dispôs-se de um centro de provisão com o propósito de reunir água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos, leite em pó, roupas e calçados que possam ser enviados a Porto Príncipe, capital haitiana.



Caracas enviou nesta quarta-feira um primeiro contingente de médicos, pessoal de resgate, militares e bombeiros para pôr à ordem dos servidores públicos haitianos que coordenam os trabalhos de busca e resgate.



Nesse dia, um avião Hércules C-130 partiu desta capital com 49 pessoas a bordo e 14 toneladas entre ferramentas, medicamentos, água potável e alimentos não perecíveis.



lac/rsm/es

Paraguai: continua busca de argentinos desaparecidos no rio Paraná

Assunção, 18 jan (Prensa Latina)


A busca de cinco corpos de nadadores argentinos continua hoje, depois que despareceram no sábado na parte paraguaia do rio Paraná durante a competição anual de número 80 de águas abertas na zona de Encarnación-Posadas.



Ontem, domingo, foram encontrados dois cadáveres, ainda não identificados, mas outros cinco continuam desaparecidos, informou o Governo Naval Argentino e a Polícia paraguaia.



Informaram que ambos foram encontrados em águas do Paraguai.



Os trabalhos de resgate foram suspensos na noite de ontem por motivo de segurança e serão reativados nas primeiras horas de hoje.



Cerca de 56 nadadores participavam no segundo dia do campeonato Misionense de Águas Abertas -a maioria de nacionalidade argentina- quando, 10 minutos após a partida, um fluxo produzido por um forte vento fez com que vários dos esportistas fossem sugado para próximo de uma barcaça ancorada no meio do rio Paraná.



O diário Última Hora detalhou que o início do cruzamento a nado do rio Paraná, num primeiro momento, foi questionado pelas más condições do tempo.



No entanto, deu-se a ordem de partida e a competição terminou em uma tragédia com a perda de vida de vários esportistas.



lac/otf/es

Testemunhas do massacre na Bolívia prestam declarações em La Paz

La Paz, 18 jan (Prensa Latina)


O Tribunal de Sentença encarregado do julgamento de responsabilidades contra o ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada se transferirá hoje a esta cidade para tomar declarações das testemunhas do massacre de outubro de 2003.



Segundo o advogado dos familiares de mortos e feridos nesse fato, Freddy Ávalos, trata-se de 20 testemunhas que se encontram impossibilitadas de viajar até Sucre, cidade onde se desenvolve o processo iniciado em maio de 2009.



Ávalos assinalou que os declarantes dispõem de um relatório médico legista que aprova sua situação; no entanto, "dependerá da vontade das autoridades judiciais para tomar seus depoimentos seja na cidade de La Paz, seja em El Alto.



De acordo com esse documento, aqueles que foram lesionados na matança não podem suportar uma viagem de 12 horas até Sucre, pelas próteses que têm, em alguns casos, ou porque perderam a mobilidade por causa das feridas.



O advogado indicou que também prestarão suas declarações outras pessoas como o presidente Evo Morales e a senadora e ex-defensora do Povo Ana María Romero, embora ainda não exista uma data exata para isso.



Até o momento, o Tribunal de Sentença da Corte Suprema de Justiça já tomou cerca de 100 declarações, com as quais se tem entre 70 e 80 por cento de avanço no trabalho processual.



"Esperamos concluir o julgamento de responsabilidades em maio próximo. Nesse mês já se pode ter a sentença para os ex-ministros e ex-membros do Alto Comando Militar que estão em julgamento dentro do país", expressou.



Sánchez de Lozada, agora refugiado nos Estados Unidos, e vários de seus ex-ministros, são julgados por seu envolvimento na repressão policial na cidade do Alto contra uma manifestação ocorrida em outubro de 2003, a qual deixou um saldo de 68 mortos e mais de 400 feridos.



Entre os colaboradores do ex-dirigente encontram-se Carlos Sánchez Berzaín, Jorge Berindoague, Hugo Carvajal Donoso, Guido Añez Moscoso, Adalberto Kuajara e Erick Reyes Villa.



Também estão acusados Mirtha Quevedo, Jorge Torres, Javier Torres, estes três asilados no Peru, onde também se presume que esteja Dante Pino.



O massacre de outubro de 2003 recorda-se como um dos períodos mais turbulentos da história recente da nação andina, originada pelo projeto para exportar gás para a potência nortista através de portos do Chile.



lac/por/es

Correa denuncia financiamento externo para desestabilizar o Equador

Quito, 18 jan (Prensa Latina)


O presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou que tem relatórios de envios de dinheiro do exterior a certos grupos da oposição, para tentar desestabilizar o governo da Revolução Cidadã.



"Temos evidências de que a certos grupos se lhes financia de afora (do país), temos os relatórios das conexões", assegurou Correa em entrevista exclusiva ao diário oficial O Cidadão, onde denunciou "um afã conspirativo permanente" desses setores.



Segundo o governante, a estratégia dos grupos de poderes fáticos que não ganham eleições, mas querem manter-se no poder, não é enfrentar nas urnas, que é o que diria o espírito democrático, mas sim desestabilizar o país.



Esses grupos "querem criar conflito depois de conflito para desgastar e desestabilizar o Governo", acrescentou Correa e perguntou-se: "De onde sai o dinheiro para as mobilizações, as campanhas de imprensa, e os rumores que têm circulado contra o regime?".



No entanto, assegurou, essas tentativas se esbarrarão no apoio popular que goza este governo e que lhe permitiu vencer com folga a oposição em seis eleições consecutivas.



Nos três anos de Revolução Cidadã, este foi o Governo que mais cumpriu, afirmou. "Nas poucas coisas que não cumprimos, pedimos desculpas e buscamos a maneira de compensar", manifestou.



"A base de nosso programa foi a nova Constituição para enterrar o neoliberalismo, e aí está. Em seguida a atenção aos setores sociais, e aí está; resgatar os setores estratégicos e recuperar nossos recursos com uma estratégia de soberania, e aí está", afirmou.



"A marcha para o desenvolvimento é dura e não se pode fazer da noite para o dia, porque implica educação e mudança cultural, são coisas que tomam tempo. Mas ao menos já avançamos rápido e vamos na direção correta", enfatizou o presidente equatoriano.



arc/prl/es

Avatar, de James Cameron, triunfa nos Globos de Ouro

Los Angeles, 18 jan (Prensa Latina)


O filme de ficção científica Avatar, do canadense James Cameron, conquistou dois prêmios Globo de Ouro para a melhor direção e melhor filme drama, outorgado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood.



O filme, que se encaminha a dominar as candidaturas dos prêmios Oscar, deixou para trás outros grandes favoritos como Up-altas aventuras, de Jason Reitman, e o musical Nine, de Rob Marshall.



A estadunidense Sandra Bullock triunfou na categoria de melhor atriz de drama por seu papel em The blind side, enquanto no título masculino o louro foi para Jeff Bridges por Crazy heart.



O prêmio à melhor interpretação feminina em um musical ou comédia mereceu-o a veterana Meryl Streep por sua atuação em Julie and Julia e seu conterrâneo Robert Downey Jr. venceu nessa mesma categoria com Sherlock Holmes.



O filme alemão The white ribbon, de Michael Haneke, foi eleito como melhor longa-metragem estrangeiro e desbancou outros adversários, entre eles, A Nana, do chileno Sebastián Silva, e Os abraços rompidos, do espanhol Pedro Almodóvar.



rc/may/es

Venezuela ratifica intenção de viver em paz com Colômbia

Caracas, 17 jan (Prensa Latina)


O presidente Hugo Chávez reiterou hoje a vontade da Venezuela de manter relações pacíficas com Colômbia, apesar da decisão do governo desse país de acolher sete bases militares estadounidenses consideradas uma ameaça regional.



Posso dizer que nós não estamos fazendo nada para agravar a situação. Não queremos uma guerra com Colômbia, assegurou o dignatario ao participar no programa "José Vicente hoje" da Venezuelana de Televisão.



De acordo com o estadista, qualquer passo adotado por Caracas é estritamente defensivo, em resposta ao palco imperante.



O que estamos fazendo é nos preparar desde todo ponto de vista para defender a Venezuela de uma possível agressão dos Estados Unidos utilizando o território irmão de Colômbia, advertiu.



O presidente também recusou acusações de Bogotá sobre uma suposta pretensão venezuelana de bloquea-la economicamente, depois do congelamiento comercial que decidiu em resposta aos entraves do Pentágono autorizados pelo presidente Álvaro Uribe.



A eles lhes dói o tema econômico, expôs Chávez, que recordou que os vínculos comerciais bilaterais atingiram um pico histórico graças a sua gestão (as importações de produtos do vizinho país chegaram a cinco bilhões de dólares em 2008).



Para o chefe de Estado, a aprofundização do conflito colombo-venezuelano deve ser buscada na postura da oligarquía neogranadina e de Uribe.



Quem governa a Colômbia é a antítese de quem governa aqui. Nós governámos com o povo e não somos donos dos meios de comunicação nem de grandes latifundios, nem amparamos a narcotraficantes ou paramilitares, precisou.



Historicamente têm existido conflitos mas agora se tem exacerbado. Antes eram entre lacaios do impero (estadunidense), mas agora não, aqui há uma revolução e lá governam os contra-revolucionarios, essa é a realidade, apontou.



Com respeito ao papel de Uribe, Chávez considerou que o dirigente da nação vizinha entregou seu país a Washington.



Conheço até certo ponto sua psicologia e acho que o triunfo de Barack Obama provocou-lhe pânico de perder o apoio dado por George W. Bush, e então entregou a Colômbia, disse.



asg/wmr

Chávez considera possível distenção em relações com EE.UU.

Caracas, 17 jan (Prensa Latina)


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, considerou hoje provável uma disteção nas relações com Estados Unidos, ainda que advertiu que o aval à investida golpista em Honduras e a instalação de bases norte-americanas na Colômbia complicam a aproximação.



Sim é possível, expôs o mandatário, que recordou seu intercâmbio com o presidente norte-americano, Barack Obama, na Cúpula das Américas, realizada no ano passado em Trinidad e Tobago. De acordo com Chávez, em Porto Espanha ocorreram sinais e gestos positivos que acontecimentos posteriores jogaram por terra.



Nesse sentido mencionou a postura complascente da Casa Branca com raiz do golpe de Estado contra Manuel Zelaya e o estabelecimento em solo colombiano de bases militares do Pentágono.



As boas intenções que pudesse ter Obama ficaram de lado, ainda que se as mantivesse, o mais provável é que império o eliminasse, estimou Chávez no programa "José Vicente hoje" do canal privado Televen.



O palco bilateral sofreu deterioramento nas últimas semanas, depois de várias denúncias da Venezuela pela violação de seu espaço aéreo por aviões de combate norte-americanos procedentes de Curazao.



A passar do complexo panorama bilateral, Chávez informou que faz poucos dias autorizou o vice-cancheler Francisco Arias Cárdenas trocar com emissários de Washington. Eles manifestaram que querem conversar e que não têm planos de agressão contra Venezuela, explicou.



Ao respeito, o governante ratificou a vontade de diálogo do Executivo, mas descartou emitir sinais pelo momento.



Neste momento não tenho previsto um sinal, estamos avaliando, precisou.



asg/wmr

Chávez desafia partidos opositores convocarem referendo revogatório

Caracas, 17 jan (Prensa Latina)


Desafio os partidos opositores venezuelanos a convocar a um referendo revogatório para ver se demonstram o expressado por eles de que meu gerenciamento não serve, assegurou hoje o presidente Hugo Chávez.



Se os partidos opositores insistem tanto em que Chávez não serve, o desafio a que convoquem um referendo revocatorio para que me tirem daqui, disse Chávez durante um Alô Presidente transmitido desde Cidade Mariche, estado Miranda.



Em seu julgamento, se os opositores propõe-se recolher assinaturas vão se dar conta de que o povo está com o governo.



Na Venezuela celebrou-se o 15 de agosto de 2004, um referendo presidencial para decidir a permanência de Chávez na chefia do Estado, cujos resultados foram a ratificação de seu governo constitucional.



Os resultados finais deram o triunfo ao "Não" (não revogar o mandato) com o 59,10 por cento (cinco milhões 800 mil 629 votos) em frente a um 40,64 por cento (três milhões 989 mil oito votos) da opção "Sim" (revogar o mandato).



Segundo a Constituição venezuelana, todos os cargos de eleição popular são revogáveis e decorrido a metade do período para o qual foi eleito o servidor público, um número não menor do 20 por cento dos eleitores inscritos na correspondente circunscrição poderá solicitar a convocação de um referendo para revogar seu mandato.



Durante o período para o qual foi eleito um servidor público não é possível fazer mais de uma solicitação de revogação de seu mandato.



asg/rsm

Guatemala: nova falha em operação antinarcóticos apoiada por E.U.A.

Guatemala, 17 jan (Prensa Latina)


Pela quarta vez consecutiva uma operação para deter a narcotraficantes guatemaltecos frustrou-se, sempre com participação de efetivos estadounidenses, reporta hoje a imprensa.



Agentes da polícia e o exército nacionais e da instituição antidrogas norte-americana, a DEA, fracassaram novamente em sua tentativa de capturar a quatro membros de uma família dedicada a esse negócio ilícito com fins de extradição.



No entanto, os Lorenzana, o pai e três filhos, bem como outros dois supostos delinqüentes, também não puderam ser localizados na véspera em dois povoados do departamento de Zacapa.



Esse território centroriental é assinalado como zona de residência e operações do clã, vinculado ao cartaz mexicano do Golfo.



Após operativos com idênticos propósitos em julho e agosto de 2009 e também mal faz seis dias, os efetivos participantes se foram com as mãos vazias, apesar ao apoio de vários meios técnicos, incluídos helicópteros.



A primeira vez ganhou força a teoria de uma infiltração desde os comandos, apesar da discrição nos preparativos, mas após as outras falha não se fala a respeito das razões.



Ao finalizar a busca de ontem, as autoridades policiais guardaram silêncio sob pretexto de evitar entorpecer o curso das investigações.



O porta-voz do Ministério da Defesa, Byron Gutiérrez, disse que o exército se ocupou da segurança perimetral dos promotores durante as mais de cinco horas da operação, iniciada muito antes de despontar o alvo.



Foram habitantes da União e Gualán quem contaram a jornalistas como no sábado acordaram com o estrondo das aeronaves e a entrada dos agentes em propriedades dos Lorenzana e sobretudo de seu chefe Waldemar, apelidado O Patriarca.



Foram bloqueadas algumas vias, onde veículos e passageiros eram revistados, bem como camponeses a pé, mas no general foi proibida a circulação com o consquente mal-estar dos moradores.



Os quatro buscados para ser enviados aos Estados Unidos foram declarados fugitivos dia 21 de julho passado, data da primeira operação, e a DEA ofereceu recompensas por informações conduzentes a seus paradeiros.



asg/jf

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti: dados da magnitude da tragédia ainda são imprecisos

Porto Príncipe, 16 jan (Prensa Latina) Dezenas de milhares de mortos, centenas de milhares de feridos e quase um milhão e meio de pessoas que perderam suas casas, são hoje os dados estimados que ilustram a tragédia do terremoto no Haiti.



Cifras também ainda preliminares das Nações Unidas calculam que cerca de três milhões de haitianos, um terço da população, foram afetados pelo terremoto que destroçou na terça-feira a capital e as zonas vizinhas.



Na primeira conferência de imprensa ontem, servidores públicos do governo estimaram em 50 mil os mortos e em 250 mil os feridos por causa da catástrofe natural.



O ministro de Saúde Pública, Alex Larsen, disse que cerca de um milhão e meio de pessoas perderam suas casas.



O premiê, Jean-Max Bellerive, informou que os cadáveres de mais de 15 mil mortos foram retirados das ruas e sepultados.



As autoridades do país, onde o violento abalo derrubou a maioria das sedes governamentais, reconheceram que as estimativas ainda são parciais, devido ao caos e desolação existentes na capital.



Anteriormente, o subsecretario de Segurança Pública, Louis Aramick, havia afirmado que as vítimas fatais poderiam ser pelo menos 140 mil e apontou que 40 mil já foram sepultados.



“Estamos tirando os cadáveres das ruas para enterrá-los em fossas comuns, assegurou a jornalistas.

Boletins de imprensa indicam que grandes fossas comuns foram abertas em um descampado a cerca de 10 quilômetros da capital, para onde estão sendo levados os cadáveres em caminhões de carga sem documento algum.



Fontes humanitárias explicaram que a destruição da infra-estrutura da cidade está obstaculizando a distribuição da ajuda enviada em massa pela comunidade internacional.



O presidente René Preval assinalou ontem que a coordenação da assistência enviada a seu país é um dos problemas mais importantes deste momento.



A advertência foi feita pelo mandatário ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, durante uma conversa telefônica nesta sexta-feira, segundo foi informado na sede da ONU.



Nesse contato, o dirigente da organização mundial garantiu a Preval a plena mobilização da ONU para levar ajuda ao devastado país caribenho, vítima de um terremoto de 7,0 graus de intensidade na escala Richter.



Ban anunciou ontem à noite que amanhã, domingo, chegará a Porto Príncipe para constatar diretamente a magnitude da tragédia, enquanto que neste sábado é esperada a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.



/rl/cc

Venezuela cria ponte humanitária com Haiti

Caracas, 16 jan (Prensa Latina)


A Venezuela enviou nesta semana pessoal e recursos em resposta ao pedido de auxílio lançado pelo Haiti à comunidade internacional após o terremoto de magnitude 7,3 que deixou milhares de mortos e atingidos nessa nação caribenha.



Apenas algumas horas após o terremoto que nesta terça-feira destruiu 70% da capital, Porto Príncipe, um avião Hércules C-130 da Força Aérea transportou quase 50 membros da brigada anti-desastres Simón Bolívar e várias toneladas de medicamentos, alimentos e água potável.



Médicos, bombeiros e avaliadores de danos viajaram ao Haiti, acompanhados também de ferramentas para a busca e o resgate de vítimas.



Ontem, um segundo aparelho com 25 militares a bordo e 12 toneladas de ajuda humanitária reforçou a brigada avançada.



O primeiro contingente já realizou estimativas da situação no terreno, que considerou muito complexa pela quantidade de cadáveres e de escombros disseminados nas zonas devastadas pelo tremor.



De acordo com o diretor venezuelano de Proteção Civil, Luis Díaz, à ponte aérea se somará nas próximas horas um transporte marítimo, que permitirá levar centenas de toneladas de alimentos não perecíveis, água, medicamentos e maquinaria pesada para os trabalhos de reconstrução.



Ao respaldo dado pelo governo de Hugo Chávez ao Haiti, soma-se a solidariedade de muitos cidadãos, que têm respondido às campanhas públicas direcionadas ao recolhimento de donativos.



Para tal efeito, criaram-se pontos de recolhimento em universidades, unidades militares e meios de comunicação do país.



lac/wmr/cc

Denúncia ao imperialismo marca a semana na Bolívia

Por Pablo Osoria Ramírez



La Paz, 16 jan (Prensa Latina)


 A apresentação do livro “Evo na mira: CIA e DEA na Bolívia”, da escritora argentina Stella Calloni, foi palco na semana que se encerra hoje para denunciar planos de ingerência dos Estados Unidos na nação sul-americana.

Em um emotivo encontro, celebrado na quinta-feira passada na cidade de Cochabamba, Calloni apresentou sua mais recente pesquisa diante do presidente Evo Morales, de outras autoridades do governo e de centenas de bolivianos.

Em suas palavras introdutórias, a destacada jornalista destacou que desde a década de 1950, os Estados Unidos entraram com força na nação andina com seus organismos de inteligência, marcando o início do que se tornaria com o tempo uma ingerência eterna.

Para a escritora, a intromissão imperialista, continuada pela invasão neoliberal, produziu uma série de rebeliões inevitáveis que receberam o melhor da resistência no Estado andino desde a época em que o líder indígena Túpac Katari dirigiu a primeira rebelião contra o colonialismo espanhol.

"Nessas circunstâncias nasceu o que é hoje um modelo de país para a América Latinoa, liderado por Morales, que tem tomado para si essas lutas e desafiado o neocolonialismo", afirmou a prolífica jornalista nas palavras introdutórias do último de seus textos.

Calloni destacou que quando o dirigente cocaleiro assumiu a presidência boliviana em janeiro de 2006, já tinha estado na mira de uma série de atentados, espionagens e conspirações, que o tinham convertido em um alvo permanente dos Estados Unidos.

A postura firme do primeiro presidente indígena da Bolívia e a resistência de seu povo – afirmou Calloni – ajuda a desmascarar a face escura de um império em decadência.

Calloni é reconhecida por seu profundo conhecimento da história política da América Latina e em particular por seu trabalho sobre o Plano Côndor, uma rede de espionagem conformada pelas ditaduras do Cone Sul na década dos anos 1970 e 1980.

Na noite de apresentação de “Evo em mira”, o mandatário referiu-se a detalhes sobre atentados dos quais foi objeto por organismos estadunidenses durante sua carreira política e sindical de 20 anos, desde 1985 até 2005, quando ascendeu por eleição popular à presidência de Bolívia.

"O império tem dois métodos de eliminar os líderes que lutam por seus povos. Um deles é exclui-los do palco político acusando-os de sediciosos e outro é eliminá-los fisicamente", assinalou o governante.



Ao referir-se ao livro, Morales recordou episódios em que, desde policiais e militares até legisladores e cocaleiros lhe alertaram para fugir a tempo de emboscadas destinadas a acabar com sua vida.

Nesta semana também foi notícia na Bolívia a apresentação de plano de investimentos programado para a petroleira Yacimientos Petrolíferos Promotores Bolivianos (YPFB), que chegam a 11 bilhões de dólares em cinco anos.

De acordo com o chefe de Estado, os novos projetos programados colocarão a entidade estatal no nível de grandes empresas latino-americanas.

"Sonho com que nossa estatal petroleira esteja em pouco tempo no nível das petroleiras Petróleos de Venezuela Sociedade Anônima (PDVSA) ou Petróleos Brasileiros (PETROBRAS)", manifestou, ao conhecer o plano da entidade para o período 2010-2015.



lac/por/cc

Solidariedade no Uruguai a cubanos presos nos EUA é destacada

Montevidéu, 16 jan (Prensa Latina)


O joprnal uruguaio La República destaca hoje que a bandeira que exige liberdade para cinco anti-terroristas cubanos presos nos Estados Unidos está na cume do Aconcágua, em um belo gesto solidário com uma justa causa.

Em um editorial com o título de "No teto da América" a publicação destaca a iniciativa dos jovens Santiago Vega e Aldo e Alcides Bonnavitta, oriundos da província argentina de Neuquén.

O La República recorda que o trio de escaladores fincou no cume da montanha uma bandeira com o brasão criado por Gerardo Hernández, um dos cinco cubanos injustamente presos em cárceres estadunidenses desde 1998.

Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González cumprem severas penas, desde 15 anos à prisão perpétua, por prevenir ações terroristas contra seu país forjadas em solo estadunidense.

O artigo assinala que Vega, locutor de rádio e televisão, bem como Aldo e Alcides, respectivamente funciopnário bancário e ativista social, realizaram uma verdadeira façanha solidária.

“Seu objetivo é divulgar desde o mais importante pico do continente, depois de desafiar as baixas temperaturas e os obstáculos da escalada, o que a grande imprensa monopólica tenta silenciar sobre a verdade dos cinco cubanos", precisa o texto.

“A exigência mundial” - acrescenta - “pela libertação de Gerardo, Antonio, René, Ramón e Fernando é um clamor que se estende pelos cinco continentes e o presidente norte-americano, Barack Obama, é o responsável por essa injustiça”.

“A expedição retornará a Neuquén e ali os alpinistas divulgarão aquilo que a imprensa cúmplice cala, a exigência mundial pela libertação dos cinco cubanos presos políticos nos Estados Unidos", conclui o artigo.



mgt/wap/cc

Vigília por Cuba em Paris com exibição de filme

Paris, 16 jan (Prensa Latina)

 Um amplo intercâmbio de opiniões sobre Cuba consagrado aos 51 anos de Revolução e a 48 de bloqueio dos Estados Unidos seguiu-se à projeção do filme “Lista de espera”, durante uma vigília dedicada à ilha caribenha.

Com o auspício da associação Peuples em Lutte (Povos em Luta), o teatro do centro Jean Dame do bairro parisiense de Les Halles serviu de palco à apresentação do filme de Juan Carlos Tabío.

Ao fim da exibição da fita, aplaudida por seu sentido de humor na versão para o idioma francês, Víctor Dedaj, diretor do site de internet alternativo Le Grand Soir, fez uma exposição atual do processo revolucionário cubano.

Dedaj destacou que a política de cerco econômico, financeiro e comercial de Washington contra Havana tem suas raízes históricas no desejo da superpotência de anexar a Ilha desde finais do século XVII e inícios do XVIII.

O jornalista francês referiu-se também ao fato de que a administração de Barack Obama não significou mudança alguma para a maior das Antillas e que, diante da permanente hostilidade, os cubanos mantêm a defesa de sua soberania e independência.

Comentou ainda o espírito solidario da Revolução cubana, palpável em um caso tão dramático como o do Haiti neste momento, onde os médicos, pessoal da saúde e de educação sempre enviam sua ajuda.

Na atividade esteve presente o conselheiro político da embaixada de Cuba na França, Leyde Ernesto Rodríguez, e Roxanne Prudhomme, responsável pela Peuples em Lutte.



mgt/ft/cc

Exigida proteção para refugiados da Rep. Democrática do Congo

Libreville, 16 jan (Prensa Latina)


Organizações humanitárias exigiram a criação de campos para refugiados procedentes da República Democrática do Congo (RDC) no Congo e na República Centro-africana (RCA), uma vez que essas pessoas ocupam hoje edifícios e espaços públicos.

Um comunicado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, difundido aqui, detalhou que o grande fluxo de deslocados pela guerra coloca a prova os escassos recursos desses estados africanos, o que poderia provocar fortes tensões nas comunidades.

De acordo com a ONU, os refugiados fugiram da RDC, onde existem confrontos armados e violência contra a população civil.

Pelo menos 107 mil refugiados da República Democrática do Congo foram para o Congo, enquanto outros 17 mil cidadãos desse instável país africano dirigiram-se à RCA, segundo estatísticas das Nações Unidas.



mgt/obf/cc

Declarado alerta vermelho na Amazônia boliviana frente a severas inundações

La Paz, 16 jan (Prensa Latina)


O Serviço Nacional de Hidrografia Naval (SNHN) boliviano confirmou a declaração de alerta vermelho em rios da Amazônia que transbordaram seus leitos devido às intensas chuvas nessa região e as zonas altas do país.

Segundo informou hoje o diretor dessa unidade de monitoramento, o capitão de navio Jorge Espinoza, nessa situação encontram-se o rio Ichilo, no setor de Porto Villarroel e de toda a região da bacia alta, marcadamente os rios Sajta, Chapare, Chimoré e seus afluentes menores.

Espinosa afirmou que no município de Puerto Villarroel, no departamento [estado] de Cochabamba, o nível de água superou os 30 centímetros em diferentes comunidades, motivo pelo qual foi necessário evacuar moradores assentados nas margens dos rios.

Também estão próximos ao alerta vermelho os cursos d`agua de Beni, Ibare e Mamoré, uma vez que o nível das águas tende a aumentar no setor de Cachuela Esperanza, Puerto Siles e Guayaramerín.

Por sua vez, o responsável pela Área de Risco do governo de Cochabamba, Fernando Fernández, informou que até a data há 7.080 famílias afetadas pelas inundações e pelo transbordamento do rio Ichilo nos municípios de Villa Tunari, San Alberto, Puerto Villarroel e Entre Ríos.

Por essa razão, segundo afirmou Fernández, “declarou-se estado de desastre em algumas regiões e não se descarta a emergência departamental”.

O vice-ministério de Defesa Civil prevê que em 2010 se registrem inundações em 73 municípios dos 9 departamentos do país e que 103.998 famílias sejam atingidas pelo fenômeno climático El Niño e pelas intensas precipitações pluviais.

Segundo a projeção realizada por essa entidade, 55 municípios têm um alto nível de recorrência de inundação, enquanto nos restantes 18 teme-se que aconteça algo similar.



mgt/por/cc

Uruguai doa duas estações de tratamento de água ao Haiti

Montevidéu, 16 jan (Prensa Latina)


O Uruguai doou ao Haiti duas estações de tratamento de água, enquanto o Sistema Nacional de Emergências coordena o envio de outros tipos de ajuda ao país caribenho.

A Intendência de Montevidéu enviará cerca de 1,5 toneladas de leite em pó à prefeitura de Porto Príncipe, capital haitiana, e uma equipe de resgate integrada por cinco duplas de cães amestrados e seus guias, que já partiram.

Quatro dias após o terremoto que assolou a capital haitiana e outras localidades, seguem desaparecidos dois uruguaios, o tenente coronel Gonzalo Martirené, que trabalhava no edifício do contingente militar da ONU, e o ex-jogador de futebol Daniel Varese.

Varese, casado com uma guatemalteca funcionária das Nações Unidas, está desaparecido junto a um dos dois filhos do casal.

Dados preliminares assinalam a existência de dezenas de milhares de mortos, centenas de milhares de feridos e quase um milhão e meio de pessoas que perderam suas casas em conseqüência do terremoto no Haiti.



mgt/wap/cc

Candente litígio sobre Banco Central foi destaque na semana na Argentina

Por Roberto Molina Hernández



Buenos Aires, 16 jan (Prensa Latina)


 As tensões pela remoção do presidente do Banco Central (BCRA), Martín Redrado, por sua recusa de implementar o Fundo do Bicentenário decretado pelo governo, caracterizaram o curso da semana.



A forte investida do chamado núcleo duro da oposição contra a presidenta Cristina Fernández, em particular, e o executivo em geral, serviu de substrato aos monopólios mediáticos para proclamar a plenos pulmões a presença de uma crise política no país.



A afirmação não é gratuita, porque certamente a atitude de Redrado não só de não abandonar o cargo, senão de recorrer à justiça -com sucesso- para sua readmissão, elevou à categoria de política o que deveria ter sido uma decisão administrativa.



O assunto foi bem aproveitado por aqueles que não reconhecem nem sequer um dos atos do executivo, que identificam com a presidenta, para apelar a uma juíza federal e conseguir inclusive o congelamento do mencionado fundo, de seis bilhões 569 milhões de dólares, que deveriam sair das reservas do BCRA para pagar dívidas em vencimento em 2010.



Como atuarão coordenadamente, um juiz estadunidense embargou uma das contas argentinas a favor dos chamados “fundos buitres” [especuladores] que reclamam compensações, um ato que permitiu que Redrado desabotoasse a camisa e proclamasse que a solução desse assunto era tarefa só para ele, com o qual se atava ainda mais à cadeira executiva.



No entanto, sua sorte começou a declinar quando no diretório dessa instituição, de nove membros, a correlação de forças lhe foi desfavorável, seis a três na tomada de decisões importantes, além de uma retirada estratégica da oposição dura ao respaldo quase incondicional que lhe estava proporcionando.



Este panorama continuará na próxima semana, quando a justiça analisará a causa aberta pelo governo contra Redrado por descumprimento do dever de servidor público e todas as demais medidas cautelares e recursos de amparo geradas por este assunto.



Na ordem internacional, a visita do presidente eleito do Uruguai, José Mujica, e seu encontro com a presidenta, na quinta-feira, tem todos os indícios de abrir uma nova etapa nas relações bilaterais, complicadas nos últimos três anos pelo litígio legal sobre uma planta de celulose no país vizinho.



Caracterizado por sua linguagem simples e eloqüente, o ex-militante tupamaro e candidato vencedor do Frente Amplio, declarou que estabeleceu com Fernández uma agenda de temas importantes que comissões negociadoras dos dois países começarão a debater depois de sua tomada de posse em 1º de março próximo.



Energia, gás, navegação fluvial, o tratado sobre o compartilhado rio Uruguai e questões do MERCOSUL serão os pontos principais dessa agenda, que o Uruguai abordará sob a ótica de Mujica de que os governos passam, mas os países ficam porque não podem se mudar e isso obriga a um manejo inteligente das relações, sem ingerências.



Outro tema relevante foi a chegada ao pico do Aconcagua de dois alpinistas argentinos que colocaram uma bandeira exigindo do Teto da América a liberdade dos cinco jovens cubanos presos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo.



Apesar do fato não ter sido notícia para os monopólios mediáticos do país, circulou pelo mundo como um gesto singular de solidariedade e as redes alternativas nacionais possibilitaram que a população argentina conhecesse a façanha de Santiago Vega, condutor de rádio e televisão, e Alcides Bonavitta, ativista social.



mgt/rmh/cc

Chilenos pensam como serão suas vidas após eleições

Por Jorge Luna



Santiago do Chile, 16 jan (Prensa Latina)


Para além do nome do novo presidente, que será conhecido nas próximas 24 horas, os chilenos se perguntam hoje se suas vidas melhorarão ou não durante os próximos quatro anos.



"Para isso são as eleições", disse à Prensa Latina um empresário que prosperou durante os quatro governos da Concertación, do ex-presidente Eduardo Frei, mas que também não lhe preocupa um triunfo, pela primeira vez, da direita chilena, do multimilionário Sebastián Piñera.



O importante homem de negócios, que pediu o anonimato e também não revelou por quem votará neste domingo, insistiu que as diferenças entre ambos os candidatos são menores do que a tensa e prolongada campanha eleitoral refletiu.



Acrescentou que ambos defendem, com matizes, a essência do sistema econômico que o regime militar do general Augusto Pinochet (1973-90) instaurou, que trouxe grandes desigualdades, mas também crescimento econômico e, ultimamente, uma importante rede de proteção social.



O que a diferencia, destacou, são temas subjetivos, como o comportamento público, os direitos humanos e, especialmente, a composição social de seus aderentes e dirigentes.



Empate estatístico



Em 13 de dezembro passado, durante o primeiro turno eleitoral, foram eleitos senadores e deputados em uma proporção quase exata entre os que apóiam a Frei e os que respaldam Piñera.



Isso ratifica que, como até agora, qualquer lei importante será fruto da negociação e do consenso. As pesquisas que projetam o segundo turno de amanhã enfatizam essa divisão do eleitorado e já instalaram o termo empate técnico entre ambas as candidaturas, ao mesmo tempo em que os especialistas coincidem em descrever estas como as eleições mais acirradas da história chilena.



Sem dúvida, isso também reflete um pensamento claro entre os eleitores do país: por mais que os candidatos possam se parecer, "não dá na mesma quem ganhe", frase repetida nestes dias inclusive pela presidenta Michelle Bachelet, que anunciou seu voto por Frei.



Pinochetismo sem Pinochet



Piñera, pese a sua linguagem e consignas sobre mudança e modernidade, não tem conseguido se distanciar de personagens que colaboraram diretamente com o regime de Pinochet, ocasionador de violações em massa aos direitos humanos.



De fato, os três candidatos que enfrentaram Piñera em dezembro sofreram perseguição, exílio ou a morte de familiares pelas mãos desse regime, repudiado internacionalmente.



O candidato esquerdista Jorge Arrate, que - entre outros cargos - foi ministro do presidente Salvador Allende, teve que viver vários anos fora do Chile e centrou sua campanha na necessidade de evitar o triunfo eleitoral da direita. Ainda que Arrate, apoiado entre outros pelo Partido Comunista, pediu votos por Frei no segundo turno, o fez depois de que este se comprometeu a encaminhar 12 medidas de caráter popular.



Igualmente, Marco Enríquez-Ominami, que descreveu tanto Frei como Piñera como candidatos unidos ao "passado obscuro do Chile" e levantou uma alternativa independente, finalmente anunciou com reticência que votará por Frei, apenas para tratar de evitar a vitória da direita.



Enríquez-Ominami, filho de Miguel Enríquez, líder do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), morto em combate em 1975 em frente a agentes de Pinochet, deixou, no entanto, em liberdade de ação aos seus apoiadores para que votem com consciência.



Frei mencionou em várias ocasiões seu pai, o também ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970), assassinado por envenenamento em 1982 por agentes do Pinochet, segundo uma investigação judicial atualmente em curso.



Muitos eleitores, portanto, votarão por Frei, pese a ter dúvidas sobre o que será seu "segundo governo", mais que por suas virtudes, por temor a uma volta da direita chilena ao poder.



Somatória



Se os votos de dezembro das três forças pudessem ser somados de maneira matemática a favor de Frei, superariam amplamente aos de Piñera, mas a política não se dá assim, pelo que ambos os candidatos dedicaram esta etapa da campanha a atrair o chamado voto alheio, o de Arrate (seis pontos) e o de Enríquez-Ominami (20 pontos).



Os esforços, com gestos e promessas, resultaram em um precário empate estatístico, segundo a pesquisa confiável mais recente, que assinalou que a provável diferença entre Frei e Piñera será de menos de dois pontos percentuais, favorável ao segundo.



Mas, como a margem de erro do estudo é de três pontos, tudo isso pode mudar.



Ainda que amanhã poderão votar mais de sete milhões de chilenos, só uns poucos milhares definirão ao novo presidente, que sucederá a dois democrata-cristãos (Patricio Aylwin, 1990-94, e Frei, 1994-2000) e dois socialistas (Ricardo Lagos, 2000-06, e Bachelet, 2006-10).



Inclusive, poderiam ser decisivos os votos nulos e brancos, bem como o nível de abstenção.



Herança de Bachelet



Outro tema que preocupa a maioria dos chilenos é que nenhum dos dois candidatos conta com a popularidade atingida por Bachelet, a primeira mulher presidenta do país.



As pesquisas têm reiterado 80 por cento de reconhecimento de Bachelet - também vítima, junto a sua família, da repressão militar-, cujo mandato de quatro anos termina no próximo 11 de março.



Sua alta popularidade - e também internacional - tem elevado disputa entre ambos os aspirantes ao Palácio de la Moneda.



Ao longo da campanha eleitoral, o comando eleitoral de Frei (que obteve 29 por cento dos votos em dezembro) tentou sem sucesso canalizar para seu candidato a popularidade de Bachelet.



Igualmente, Piñera (44 por cento em dezembro) fez várias piruetas ao longo de sua campanha para insinuar que seu eventual governo manteria e aprofundaria as medidas de proteção social da administração atual.



Em quase todos os terrenos, a marca de Bachelet tem obrigado aos candidatos a se esforçarem para captar ao escorregadio eleitorado chileno.



Em todo caso, o sucessor de Bachelet receberá, segundo os analistas, uma economia "saneada e em recuperação" frente à crise internacional e quiçá isso seja o que mais interesse aos chilenos no momento de entrar à cabine secreta de votação.



mgt/jl/cc

Presidente uruguaio eleito destaca agenda com Argentina

Montevidéu, 16 jan (Prensa Latina)


 O presidente uruguaio eleito, José Mujica, assinalou que o objetivo de uma recente viagem à Argentina era fixar uma agenda de temas que começará a ser discutida quando assumir o governo em 1º de março próximo.



Mujica, citado hoje pelo jornal La República, assinalou que o diálogo é o caminho para superar a diferença bilateral devido à instalação de uma papeleira em um rio limítrofe.



Segundo o jornal, insistiu em esperar a resolução do Tribunal Internacional de Justiça de Haia sobre este assunto.



A presidenta argentina, Cristina Fernández, recebeu na Casa Rosada neste quinta-feira ao futuro Chefe de Estado, que viajou acompanhado de sua esposa, a senadora Luzia Topolansky.



O foco do encontro foi estabelecer uma comissão negociadora que tratará diversos pontos vinculados à relação entre os dois países, a mudança energética e a navegabilidade dos rios Uruguai e da Prata, entre outros.



Mujica manifestou seu interesse por um encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com uma temática central baseada no apoio desse país ao setor de trens uruguaio, de acordo com a fonte.



O próximo governante do Uruguai na segunda administração do Frente Amplio, indicou que a transição para a mudança de governo é tempo ganho.



"Eu pelo menos trato de adiantar tempo, estou tratando de aproveitar as férias", comentou.



mgt/wap/cc

Parlamentares cubanos expressam solidariedade com o povo haitiano

Havana, 16 jan (Prensa Latina)


A Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba expressou seu pesar diante da tragédia que o Haiti vive depois de um terremoto devastador, que provocou a morte de milhares de seres humanos,desaparecidos e estragos materiais.



Este terremoto assolou a capital e outras áreas da nação caribenha em ruínas, "bem como deixou aos cidadãos desse país irmão um inconsolável luto e dor", destaca uma nota da Comissão Permanente de Relações Internacionais do parlamento publicada hoje no jornal Granma.



Diante de tanta calamidade que hoje sofre essa nação, impõe-se o espírito humanista e o dever solidário da comunidade internacional, destaca o texto.



O documento pede "ir urgentemente e com toda vocação de generosidade, à mobilização de todos os recursos possíveis, que contribuam a aliviar as graves penúrias que padece nestes momentos, com particular severidade, a nação haitiana".



Que cheguem aos parlamentares haitianos, às autoridades desse país, aos familiares das vítimas e a toda a população em geral, as nossas mais sinceras condolências, conclui a nota.



mgt/joe/cc

Indígenas venezuelanos receberão capacitação em Cuba

Caracas, 16 jan (Prensa Latina)


Indígenas venezuelanos receberão atualização em matéria agro-ecológica ambiental em Cuba, como parte de um acordo entre ambas as nações para favorecer o desenvolvimento social, informou hoje o Ministério de Assuntos Indígenas da Venezuela.



A instituição indicou que 200 indígenas de diferentes povos que habitam a Venezuela serão capacitados na Ilha com a metodologia desenvolvida no Centro de Capacitação "Niceto Pérez", da Associação Nacional de Agricultores Pequenos de Cuba.



As autoridades venezuelanas estimam que o acordo contribuirá para a formação da rede solidária social e o fortalecimento das duas mil 874 comunidades originárias existentes no país sul-americano.



Os indígenas venezuelanos também receberão assessoramento para a formação de redes nacionais, preparação de oficinas para o fortalecimento das redes solidárias e capacitação político-ideológica, de acordo com a informação.



Uma nota de imprensa da instituição indica que a iniciativa pretende também permitir a integração e intercâmbio dos povos desde uma perspectiva socialista, para a melhora social das comunidades indígenas e o desenvolvimento sustentável.



mgt/ml/cc

Ban Ki-Moon viajará amanhã ao Haiti

Nações Unidas, 16 jan (Prensa Latina)


O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viajará amanhã ao Haiti para tratar de reforçar a quase ultrapassada capacidade da ONU diante do desastre causado nesse país caribenho pelo terremoto da última terça-feira.



O dirigente da organização mundial recebeu ontem uma clara queixa do presidente haitiano, René Preval, sobre a necessidade de coordenar as operações de socorro lançadas desde todos os lugares do mundo.



Três dias após o terremoto de 7,3 graus de intensidade, o presidente da nação devastada considerou que esse é um dos problemas mais importantes deste momento, quando os mortos chegam a centenas de milhares e os prejudicados em milhões.



O terremoto ocasionou a maior tragédia sofrida pela ONU desde sua fundação em 1945, com danos enormes à Missão de Estabilização das Nações Unidas (MINUSTAH), destacada no Haiti desde 2004.



O terremoto deixou o edifício do quartel geral desse contingente em Porto Príncipe em ruínas e desde então o chefe da MINUSTAH e seu segundo na hierarquia, Hedi Annabi (Tunísia) e Luis Carlos da Costa (Brasil), integram a lista de desaparecidos durante o sismo.



Em sua representação, Ban enviou para o Haiti ao guatemalteco Edmond Mulet e ao estadunidense Tony Banbury.



O porta-voz oficial da ONU, Martin Nesirky, confirmou que até agora a quantidade de trabalhadores da organização mortos pelo terremoto no Haiti soma 37, além de 330 desaparecidos.



Um dos falecidos fazia parte da equipe do Programa Mundial de Alimentos e o resto pertencia à MINUSTAH.



Essa força está integrada por uns nove mil militares, policiais e civis da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Canadá, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Peru, França, Guatemala, Paraguai, Rússia e Uruguai, entre outros países.



A ONU lançou ontem um apelo à comunidade internacional para arrecadar 562 milhões de dólares para ajuda de emergência ao país caribenho assolado.



mgt/vc/cc

Banco Central "independente": fetichismo do papel

Por Jorge Luis Ubertalli (*)



Buenos Aires, (Prensa Latina)


A remoção do ex-Presidente do Banco Central, Martín Redrado, pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner ficou vetada por uma juíza vinculada diretamente com serviços de inteligência da ditadura militar, quem o restabeleceu no cargo.



O assunto põe em evidência não só uma operação política de desgaste governamental pela oposição de direita- e seus inconsistentes aliados progressistas- senão a mesmíssima existência da independência do Banco Central, administrador do papel-moeda, simples transfiguração monetária de mercadorias que só podem ser produzidas mediante o trabalho humano.



O fetichismo da virtualidade monetária, hoje como ontem, traduzida na Carta Orgânica do Banco que proclama a autarquia do ente, desata uma nova crise política no país.



Reflexo do papel verde



A oposição de Redrado ao cancelamento da dívida externa de mais de seis bilhões de dólares com uma parte das divisas nacionais, calculadas em 48 bilhões, deu lugar a uma crise de proporções ainda não resolvida.



Apoiado por todo o espectro opositor de direita, ao que se somam setores de centro-esquerda, Redrado se entrincheirou no Banco Central e dali resiste sua destituição.



Frente à atitude dos setores mas reacionários, que têm contribuído no crescimento da dívida externa contraída pela ditadura militar durante os anos de democracia formal e que agora simulam resistir seu pagamento (?), levantaram-se as vozes do oficialismo, entre elas a do deputado Carlos Heller.



Na edição de sábado do jornal Página 12, defendeu a conveniência de cancelar a dívida da forma como propôs o Poder Executivo.



Também sustentou, quanto à "independência" do Banco Central, que esta tinha sido auspiciada nos anos 90 pelo "Consenso de Washington" e executada pelo então ministro da Economia Domingo F. Cavallo, quem carrega sobre seus ombros vários julgamentos ainda não resolvidos por seu gerenciamento corrupto a frente do ministério.



No entanto, faz-se necessário esclarecer ainda porque a "independência" do Banco Central em relação ao Ministério da Economia e outros órgãos do Executivo está descolada dos princípios elementares da realidade econômica, tal qual a pinta a mesma economia política burguesa.



As divisas atuais do país, bem como as de muitas nações do globo, estão constituídas, em sua maioria, por dólares, desvalorizado papel verde e verdadeiro reflexo monetário em relação a sua suposta representação da riqueza mundial, produzida pelo trabalho humano.



Por outra parte, o dinheiro só é o equivalente projetado das mercadorias criadas pelos trabalhadores.



Constituindo-se na transfiguração ao sistema monetário da produção mercantil, o dinheiro deve sua existência à circulação de mercadorias, as quais podem ser trocadas graças ao papel-moeda circulante.



Mesmo que este exista como meio de pagamento, sempre o dinheiro e outros símbolos da virtualidade, aceitos socialmente como os fiéis aceitam a Deus- encontram-se subordinados à produção de riqueza social.



"As finanças não representam elementos mais ou menos técnicos que contemplam friamente o desenvolvimento dos acontecimentos sócio-econômicos, mas, pelo contrário, são instrumentos essencialmente dinâmicos que desempenham um importante papel nas tarefas políticas e econômicas", sustentou em seu artigo "As finanças como um método de desenvolvimento político" o economista cubano Luis Alvarez Rom. ("O Grande Debate sobre a economia em Cuba- 1963/64"- Ocean Press Editores, Melbourne, 1963, p. 155).



Portanto, nenhuma instituição oficial que entesoure, regule ou manipule dinheiro ou símbolos representativos da riqueza produzida por outros deveria arrogar-se a uma independência em relação ao organismo estatal que regula a produção e distribuição de bens/mercadorias: o Ministério de Economia.



Contribuições



Com base no pensamento anticapitalista, vários autores, incluindo o próprio Karl Marx, sustentaram a teoria aplicada a impossibilidade conceitual de outorgar às instituições que regulam atividades financeiras, como Bancos Centrais, a "independência" frente aos organismos do Estado encarregados de representar a atividade econômica, tanto produtiva como comercial.



Vladimir Ilich Lenin, em seu livro "O imperialismo, fase superior do capitalismo", argumentava como na etapa final deste sistema aparecia o capital financeiro, fusão do capital industrial com o bancário.



Em relação a isto, e em uma polêmica (1964) com o então presidente do Banco Nacional de Cuba, Marcelo Fernández Font, centrada no papel que deveria cumprir o Banco no desenvolvimento do socialismo na ilha, Ernesto "Che" Guevara sustentava: "Volta a propor-se o problema do ovo ou da galinha: Predomina um dos capitais (industrial ou bancário) nesta relação, qual? Têm exatamente a mesma força?". Citando Lenin, Che defendia que "a partilha do mundo pelos trustes internacionais", típica do imperialismo, fazia-se para obter matérias primas para suas indústrias.



"Isto é- acrescentava o Che- as necessidades objetivas da produção fazem surgir, no sistema capitalista desenvolvido, as funções dos capitais que engendram o imperialismo ou, o que é a mesma coisa, o capital industrial é o gerador do capital financeiro e o controla direta ou indiretamente. Pensar o contrário seria cair no fetichismo que ataca Marx com respeito à análise burguesa do sistema capitalista..." ( "O Grande Debate sobre a economia em Cuba 1963/1964" - Ernesto Che Guevara- Ocean Press editores, Melbourne, 2006, p. 292, 293).



Segundo Lenin, destacado por Che, "... o banco dos monopólios é seu próprio ministério de finanças, na dualidade de um Estado dentro de outro que se opera nesta etapa".

Isto, e não outra coisa, significa a "independência" dos bancos centrais dos Ministérios de Economia nos países capitalistas, independência por demais fictícia, porquanto se demonstrou nos Estados Unidos como o Federal Reserve, "independente" do Departamento do Tesouro, ambos a serviço dos monopólios, ajudou aos bancos quebrados com 750 bilhões de dólares, sacados dos bolsos dos contribuintes, em sua maioria criadores e realizadores de riqueza alheia.



Conclusões



Apesar de o governo de Cristina Fernández de Kirchner ter decidido utilizar fundos de reserva do Fundo do Bicentenário para cancelar uma dívida externa fraudulenta, contraída pela ditadura militar e elevada pelos governos democráticos formais que lhe sucederam, fundamentalmente o de Carlos Menem, também é verdadeiro que para deixar da pagar, tal como justamente reclamam setores de esquerda e centro-esquerda, requer-se uma correlação de forças favorável, representada por uma aliança da classe operária e classe média, hoje praticamente debilitada.



O governo deverá então aprofundar a redistribuição da receita, tirando dos mais ricos para distribuir aos mas pobres, a fim de ganhar ativamente às grandes massas para uma transformação radical do país.



No entanto, a administração atual joga às vezes para os dois lados de modo a manter o equilíbrio com setores de poder com os quais não se deve conciliar.



Modificar a Lei de Entidades Financeiras e a Carta Orgânica do Banco Central permitirá liquidar a especulação improdutiva virtual e criar a base econômico-financeira para o desenvolvimento planificado do país quanto à regulação de produção de bens/circulante; concessão de créditos, contabilidade e controle de despesas e divisas e outras.



E possibilita também terminar com o fetichismo das finanças quanto à sua suposta hegemonia sobre a geração de riquezas reais, meios de produção e bens de consumo, produzidas pelos trabalhadores, a quem terão de pertencer, cedo ou tarde.



(*) O autor é jornalista e escritor argentino, colaborador de Prensa Latina.



rr/rmh/jlu/cc
Por María Julia Mayoral (*)



México (Prensa Latina)


O Sindicato Mexicano de Eletricistas (SME) conduz há mais de três meses um protesto pela demissão de mais de 44 mil trabalhadores da empresa Luz e Força do Centro (LyFC), fechada em outubro por decreto presidencial.



A extinta companhia era uma das duas estatais no setor elétrico nacional e seu fechamento, argumentou o Governo, esteve motivado pela alta ineficácia tecnológica e milionárias perdas financeiras, próximas a um por cento do Produto Interno Bruto.



Aos olhos da organização sindical, "a justificativa dita dessa maneira está incompleta", indica Fernando Amezcua, secretário do Exterior do SME, em entrevista a Prensa Latina.



A forma em que atuou o Executivo contra LyFC e seus operários "foi semelhante a um golpe de Estado; na noite de 10 de outubro os militares tomaram as instalações de nossa empresa e no dia seguinte, também sem aviso prévio, emitiu-se a ordem de extinção", estima Amezcua.



Na decisão, estiveram envolvidos o governo federal e governadores dos estados do México, Hidalgo e Morelos, onde operava Luz e Força. Também dirigentes de partidos políticos e sobretudo os grandes donos do capital multinacional e nacional interessados na privatização do setor elétrico em México, denuncia o representante do SME.



Em poucas horas, comenta, nos vimos sem trabalho mais de 44 mil pessoas e sem amparo quase 23 mil aposentados; "para o SME, surgido faz 95 anos, estes fatos têm a intenção de liquidar a um dos sindicatos com maior história de luta independente no México".



De acordo com Amezcua, o que realmente decidiu extinguir o Governo federal não foi a uma empresa, senão um movimento sindical.



"Nem plantas geradoras de eletricidade, nem postes, linhas aéreas, subestações nem nenhum outro componente da infra-estrutura de Luz e Força deixaram de funcionar."



"A outra paraestatal do setor, a Comissão Federal de Eletricidade (CFE) trouxe pessoas para ocuparem esses postos de trabalho, incluídos guatemaltecos e hondurenhos contratados por empresas privadas em condições de precariedade", argumenta o dirigente operário.



Até o momento "não houve transferência legal de nenhum dos ativos de Luz e Força à CFE e, caso ocorra esse processo legal, os operários de LyFC teríamos direito ao emprego com um padrão substituto e a manutenção do contrato coletivo de trabalho", resume Amezcua.



A história se repete



LyFC, em uma área de 20.539 quilômetros quadrados, equivalente a um por cento do território mexicano, proporcionava serviços elétricos a 25 milhões de pessoas, aproximadamente um quarto dos habitantes do país; a outra parte estava a cargo da CFE e de entidades privadas.



De um total de seis milhões e 200 contratos que atendia LyFC, por volta de 46 mil eram serviços industriais, os quais absorviam 70 por cento das transferências entregues pelo Governo como subsídio às tarifas elétricas, menciona Amezcua.



Os 30 por cento restantes eram dirigidos aos setores comercial e público, neste último inclui-se bombeamento de água potável e negra, iluminação pública e clientes domésticos.



"Aonde quero chegar com esta explicação? A um singelo raciocínio: é verdade que LyFC era ineficiente, dependia da entrega de milhões de pesos anuais por parte do Estado, mas a maioria desse financiamento era para beneficiar aos grandes industriais, a quem a política governamental lhes fixou as tarifas mais baratas", sustenta o entrevistado.



O orçamento federal de despesas para 2010, alerta, não contempla subsídios para a CFE, as pessoas que pagavam 100 pesos verão aumentadas suas faturas em 300; isso já está ocorrendo, e a gente está inconformada pelo aumento nos recibos mensais.



Enquanto isso, "o preço da tarifa industrial continuará sendo praticamente o mesmo; isto quer dizer que o governo absorverá por essa via o subsídio que antes lhes outorgava pela LyFC, sem necessidade de repassar dinheiro à Comissão Federal de Eletricidade", assinala Amezcua.



Quase 50 por cento da geração de eletricidade no México, detalha o especialista, corre a cargo de empresas privadas multinacionais, e a idéia do Executivo é que os industriais possam contratar diretamente o serviço das companhias estrangeiras sem intermediação da CFE.



"Isto significa que o orçamento federal da nação deixará de captar aportes milionários e a maior parte dos ganhos pelo serviço de eletricidade ficará nas mãos das multinacionais", adverte o representante sindical.



"A história se repete; à Luz e Força fizeram-lhe o mesmo que a outras entidades públicas: primeiro converteram-na em um suposto ônus financeiro e deixaram de investir em sua modernização tecnológica para depois justificar o fechamento e alargar a onda de privatizações iniciada aqui desde os anos 1980".



Um dilema dessa natureza, destaca, é enfrentado pelo nosso sindicato e no país por muitos cidadãos desinformados.



"Mas outros tantos estão conscientes e se solidarizam com o SME, sabem que se nos passarem por cima, passarão por cima de outros sindicatos; para a direita no México a melhor organização operária é a que não existe ou está associada aos interesses das elites dominantes", conclui Amezcua.



rr/fa/mjm/cc

Novos bombardeios dos Estados Unidos deixam 11 mortos no Paquistão

Islamabad, 16 jan (Prensa Latina)


Ao menos 11 pessoas morreram em dois bombardeios consecutivos lançados por aviões não tripulados estadunidenses na zona tribal paquistanesa de Waziristão do Norte, próxima à fronteira com o Afeganistão, reportou hoje a imprensa local.



De acordo com o canal de televisão privado Geo News, o primeiro ataque ocorreu ontem à noite contra uma moradia da aldeia de Mir Ali ocupada por supostos insurgentes islâmicos.



Ao menos cinco dos ocupantes da casa faleceram, acrescentou a rede de televisão, depois de apontar que uma hora depois, várias aeronaves teledirigidas operadas pelos Estados Unidos do Afeganistão lançaram mísseis na zona de Shaktoi.



O alvo desse segundo bombardeio foi outro complexo habitacional, onde morreram seis pessoas.



Estados Unidos tem intensificado os ataques com aviões tipo Predator dentro do território paquistanês, onde assegura que se ocultam os insurgentes que resistem às suas tropas de ocupação no Afeganistão.



No que vai de ano, os aviões drones estadunidenses, como também se lhes conhece no jargão militar, realizaram ao menos 10 incursões em Waziristão do Norte, considerado ademais um bastião do movimento Talibã paquistanês.



Há dois dias, o líder do Tehreek-e-Taliban Pakistan, Hakimullah Mehsud, saiu ferido de um desses ataques, que no ano passado deixaram mais de 700 mortos entre a população civil paquistanesa.



O governo do Paquistão tem manifestado em várias ocasiões sua oposição a este tipo de incursões aéreas, por considerá-las uma violação de sua soberania, mas até agora Washington tem feito pouco caso aos protestos de Islamabad.



mgt/nm/cc