terça-feira, 1 de junho de 2010

MARTÍ

.A TRANSCENDÊNCIA HISTÓRICA DA MORTE DE MARTÍ



Apartando os problemas que hoje afligem à espécie humana, nossa Pátria teve o privilégio de ser berço de um dos mais extraordinários pensadores deste hemisfério: José Martí.


Amanhã, 19 de Maio, comemora-se o 115º Aniversário de sua gloriosa morte.

Não seria possível avaliar a magnitude de sua grandeza sem ter em conta que aqueles com os quais escreveu o drama de sua vida também foram figuras tão extraordinárias como Antonio Maceo, símbolo perene da firmeza revolucionária, protagonista do Protesto de Baraguá, e Máximo Gómez, internacionalista dominicano, mestre dos combatentes cubanos nas duas guerras pela independência nas quais participaram. A Revolução Cubana, que durante mais de meio século tem resistido os embates do império mais poderoso que tem existido, foi fruto dos ensinamentos daqueles predecessores.



Apesar da ausência de quatro páginas do diário de Martí nos materiais ao alcance dos historiadores, o que consta daquele diário pessoal escrito minuciosamente e de outros documentos seus daqueles dias, é mais do que suficiente para conhecer os detalhes do acontecido. Mesmo como nas tragédias gregas, foi uma discrepância entre gigantes.



Nas vésperas da sua morte em combate escreveu ao seu amigo próximo Manuel Mercado: “Já corro todos os dias o perigo de dar minha vida pelo meu país e por meu dever — visto que o entendo e tenho ânimos com que realizá-lo — de impedir a tempo com a independência de Cuba que os Estados Unidos da América se estendam pelas Antilhas e caiam com essa grande força, sobre nossas terras da América. Tudo o que fiz até hoje, e farei, é para isso". Em silêncio teve que ser e como indiretamente, porque existem coisas que para consegui-las têm que andar ocultas, e de proclamarem-se no que são, colocariam dificuldades duras demais para alcançar sobre elas o fim.”



Quando Martí escreveu essas palavras lapidárias, Marx já tinha escrito O Manifesto Comunista em 1848, isto é, 47 anos antes da morte de Martí, e Darwin tinha publicado A origem das espécies em 1859, para citar apenas as duas obras que, no meu entender, exerceram maior influência na história da humanidade.



Marx era um homem tão extraordinariamente desinteressado, que seu trabalho científico mais importante, O Capital, talvez nunca tivesse sido publicado se Federico Engels não reúne e ordena os materiais aos quais seu autor consagrou toda sua vida. Engels não só se ocupou dessa tarefa, mas também foi autor de uma obra intitulada Introdução à dialética da natureza, onde já faz referência ao esgotamento da energia solar.



O homem ainda não conhecia como liberar a energia contida na matéria, descrita por Einstein em sua famosa fórmula, nem dispunha de computadores que pudessem realizar bilhões de operações por segundo, capazes de recepcionar e transmitir, ao mesmo tempo, os bilhões de reações por segundo que têm lugar nas células das dezenas de pares de cromossomos com que contribuem a mãe e o pai em partes iguais, um fenômeno genético e reprodutivo do qual eu tive noção após o triunfo da Revolução, na busca de melhores características para a produção de alimentos de origem animal nas condições de nosso clima, que se estende através de suas próprias leis hereditárias às plantas.



Com a educação incompleta que recebíamos os cidadãos de maiores recursos nas escolas, geralmente privadas, consideradas os melhores centros de ensino, virávamos analfabetos, com um pouco de maior nível do que aqueles que não sabiam ler nem escrever ou daqueles que freqüentavam as escolas públicas.



Por outro lado, o primeiro país do mundo onde se tentou aplicar as idéias de Marx foi na Rússia, o menos industrializado dos países da Europa.


Lenine, criador da Terceira Internacional, considerava que no mundo não existia organização mais leal às idéias de Marx do que a facção Bolchevique do Partido Operário Social-democrata da Rússia. Embora boa parte daquele imenso país vivesse em condições semi-feudais, sua classe operária era muito ativa e sumamente combativa.



Nos livros que Lenine escreveu depois de 1915, foi incansável crítico do chauvinismo. Em sua obra O imperialismo, fase superior do capitalismo, escrita em Abril de 1917, meses antes da tomada do poder como líder da facção Bolchevique daquele Partido perante a facção Menchevique, demonstrou igualmente que foi o primeiro em compreender o papel que deviam desempenhar os países submetidos ao colonialismo, como a China e outros de grande peso em diversas regiões do mundo.



Ao mesmo tempo, a valentia e audácia de Lenine ficaram demonstradas quando aceitou deslocar-se desde a Suíça até as imediações de Petrogrado no comboio blindado que lhe proporcionou o exército alemão, por conveniência tática, pelo que os inimigos dentro e fora da facção Menchevique do Partido Operário Social-democrata da Rússia não demoraram em acusá-lo de espião alemão. Se não tivesse usado o famoso comboio, o final da guerra o surpreenderia na longínqua e neutral Suíça, com o qual o minuto ótimo e adequado se perderia.



De alguma maneira, por acaso, dois filhos da Espanha, graças às suas qualidades pessoais, começaram a desempenhar papéis relevantes na Guerra Hispano-Norte-americana: o chefe das tropas espanholas na fortificação de El Viso, que defendia o acesso a Santiago desde a altura de El Caney, um oficial que combateu até ser ferido de morte, causando aos famosos Rough Riders — ginetes duros, norte-americanos organizados pelo nessa altura Tenente-Coronel Theodore Roosevelt, que o precipitado desembarque tiveram que fazê-lo sem seus fogosos cavalos — mais de trezentas baixas, e o Almirante que, cumprindo a estúpida ordem do Governo espanhol, zarpou da baia de Santiago de Cuba com a infantaria de marinha , uma força seleta, e saiu com a esquadra da única forma possível, que foi desfilar com cada navio, um por um, saindo pelo estreito acesso em frente da poderosa frota ianque, que com seus couraçados em linha disparavam seus potentes canhões sobre os navios espanhóis os quais possuíam menor velocidade e blindagem. Logicamente, os navios espanhóis, suas dotações de combate e a infantaria de marinha foram afundados nas profundas águas da fossa de Bartlett. Apenas um conseguiu chegar a poucos metros da margem do abismo. Os sobreviventes daquela força foram presos pela esquadra dos Estados Unidos da América.



A conduta de Martinez Campos foi arrogante e vingativa. Cheio de rancor pelo seu fracasso na tentativa de pacificar a Ilha como em 1871, apoiou a política ruim e rancorosa do Governo espanhol. Foi substituído no comando de Cuba por Valeriano Weyler; ele, com a cooperação dos que enviaram o couraçado Maine na busca de justificativas para intervir em Cuba, decretou a concentração da população, que provocou enormes sofrimentos ao povo de Cuba e serviu de pretexto aos Estados Unidos da América para estabelecer seu primeiro bloqueio econômico, provocando uma enorme escassez de alimentos e a morte de sem-número de pessoas.



Dessa maneira foram viabilizadas as negociações de Paris, onde a Espanha renunciou a todo direito de soberania e propriedade sobre Cuba, depois de mais de 400 anos de ocupação em nome do Rei da Espanha em meados de Outubro de 1492, depois de Cristóvão Colombo ter asseverado: “esta é a terra mais bela que os olhos humanos viram”.



A versão mais conhecida da batalha que decidiu a sorte de Santiago de Cuba é a espanhola, e sem dúvida houve heroísmo se são analisados o número e as patentes dos oficiais e soldados, que na mais desvantajosa das situações defenderam a cidade, fazendo honra à tradição de luta dos espanhóis, que defenderam seu país contra os aguerridos soldados de Napoleão Bonaparte em 1808, ou a República espanhola contra a investida nazi-fascista em 1936.



Uma ignomínia adicional caiu sobre o comitê norueguês que outorga os prêmios Nobel, na busca de pretextos ridículos para conceder essa honra, em 1906, a Theodore Roosevelt, eleito duas vezes Presidente dos Estados Unidos da América, em 1901 e 1905. Nem sequer foi esclarecida sua verdadeira participação nos combates de Santiago de Cuba comandando os Rough Riders, e pôde existir muito de lenda na publicidade que recebeu posteriormente.



Eu só posso dar testemunho da forma em que a heróica cidade caiu nas mãos das forças do Exército Rebelde em Primeiro de Janeiro de 1959.



Foi então que as idéias de Martí triunfaram na nossa Pátria!





Fidel Castro Ruz

18 de Maio de 2010

18h12

RN - Entrevista com Fabio Simeon

Publicado por: Redação Cuba Viva 30 mai, 2010


Fabio Simeon González é um cidadão cubano, advogado, ex-vice Cônsul de Cuba na cidade do México e representante de relações internacionais do INSTITUTO CUBANO DE AMIZADE ENTRE OS POVOS – ICAP. Ele está no Brasil participando das várias convenções estaduais preparativas para a XVIII Convenção Nacional de solidariedade a Cuba, em Porto Alegre, de 4 a 6 de junho. Em sua passagem por Natal, Fabio González conversou com a nossa reportagem.

A imprensa tem alardeado aos quatro cantos falsas questões sobre os cinco cubanos presos nos Estados Unidos. Como cidadão cubano você tem toda propriedade para dizer o que de fato ocorre.

Fabio Simeon González – São cinco heróis cubanos, cinco companheiros nossos que estão presos em cárceres norteamericanos, acusados injustamente pelo único delito de passar informações sobre elementos concretos de ações terroristas contra nosso país. E por este delito foram condenados a prisão perpétua. É uma tamanha injustiça silenciada pela grande imprensa. Essas pessoas informaram o governo cubano dos atos terroristas a serem cometidos contra Cuba. O governo norte americano, em vez de tomar medidas de controlar o grupo terrorista, prendeu nossos companheiros acusados pela CIA de espionagem. Tentam silenciar e manipular pelo mundo, como muita coisa que se manipula sobre a realidade cubana. Então, tenho o privilégio de ser convidado pelas autoridades do movimento de solidariedade com Cuba, que não vai permitir toda uma campanha dos grandes meios para atacar a realidade cubana.

Cinqüenta e um anos de aniversário da revolução cubana, o que mudou, principalmente na transição do governo de Fidel para Raul?

Fabio – Eu não precisaria uma etapa de mudança com Fidel e Raul, por que a revolução cubana permanentemente está em mudança. As mudanças que seguem neste momento com Raul e seus ministros foram mudanças anunciadas pelo próprio Fidel, em sua maioria. É importante que se coloque que para se manter o brilho da revolução estamos sempre aperfeiçoando o processo. Este aperfeiçoamento nós trabalhamos permanentemente, de acordo com o tempo e a circunstância, procurando que o nosso projeto seja o mais perceptível possível em função de um mundo melhor.


Como andam os índices educacionais de Cuba, já que andaram dizendo que os índices não são as mesmas coisas e que se iguala a países subdesenvolvidos?


Fabio – Isso é parte desse circo, dessa campanha circense. Isso é totalmente absurdo, não procede. Ao contrario, nosso sistema educativo a cada dia se aperfeiçoa mais. Um país capaz de levar ao mundo os seus médicos, os seus profissionais, o seu capital humano, em função de dar essa luz à educação, não pode ser um país que está retrocedendo em seu sistema de educação.


Quando Obama se candidatou disse que ia resolver o problema do bloqueio econômico com Cuba. Como você vê essa questão?


Fabio – O povo de Cuba não tem nem um otimismo ao que Obama queira com relação à essa medida. Por que todos sabem que isso não depende de mudança tão substancial, sobretudo no que se refira à retirada do bloqueio. Isto é parte de um sistema e parte de uma intenção de governo que não basta de Obama..


Sobre o terremoto do Haiti, Cuba teve um importante papel…

Fabio – Esse é outro tema que os meios de comunicação não divulgaram. Os grandes meios de imprensa não reconhecem o mundo de conquistas de um projeto revolucionário. Um projeto que consegue índices saudáveis. Que país do mundo subdesenvolvido tem 78 anos de expectativa de vida? Temos conseguido reduzir a mortalidade infantil a 4,8 para cada mil nascidos vivos, graças ao projeto da revolução.


Fala-se que em Cuba não há liberdade de imprensa. Como tem sido o papel da imprensa cubana?

Fabio – Primeiro de tudo, pensamos que a imprensa tem que ser uma imprensa que responda aos interesses da maioria do povo cubano. Não uma imprensa que tenta distorcer a realidade. Temos um espaço de mídia livre e institucional. Realmente, nós queremos uma imprensa que defenda nosso projeto e que a crítica tenha um sentido construtivo e não uma crítica para deteriorar a imagem da revolução, que foi uma conquista de muitos anos e não abrimos mão disso. Sabemos quanto a imprensa é nociva quanto à formação da nossa juventude, ou até mesmo à nossa sociedade, propagando violência, propagando permanentemente mensagem agressiva. Permanentemente estamos levando mensagem de paz e não crítica por crítica.


E as eleições em Cuba?


Fabio – Muito boa pergunta, por que recentemente tivemos outra eleição parcial, com participação de 95% da população (em Cuba, o voto não é obrigatório). É muito raro um país no mundo onde vote 95% da sua população. Muitas pessoas não entendem que em Cuba não haja um candidato proposto por um partido político. Nossos candidatos são propostos em assembleia popular. Nossas urnas não são cuidadas por militares levando pistolas, levando fuzis, nossas urnas são cuidadas por crianças. Quando termina o processo eleitoral, todo eleitor pode ver a apuração. Não há nenhum segredo. Todo mundo tem o direito de acesso ao local das urnas. Penso que esse sistema é o mais democrático. Quando tenho referência de como é feito o processo eleitoral em outros lugares do mundo eu me sinto orgulhoso do nosso sistema eleitoral.

Quanto à questão econômica, como é que Cuba sobrevive diante de todo esse bombardeio?

Fabio – Isto realmente parece incrível. Primeiro que tudo por que somos um povo heróico. No período especial o comandante do nosso governo nos avisou a que iamos enfrentar. E nos perguntou se estávamos disposto a assumir a responsabilidade. O povo de Cuba assumiu com dignidade, sem se negar. Temos muita muita dificuldade, por que realmente enfrentar o bloqueio não era nada fácil. Nós crescemos afortunadamente com nosso capital humano. Por isso que a crise mundial não nos agarra, por que estamos preparados, prevenidos, por que sabemos como enfrentar. De alguma maneira tiramos uma lição desse período especial.


Em relação a essa campanha internacional de solidariedade com Cuba, em sua opinião, qual tem sido a importância das Casas de Amizade?

Fabio – Extraordinário. Eu te digo que nós somos fortes, e te digo com toda autoridade por que vivo passando por vários estados. Nos tornamos um movimento de solidariedade com Cuba-Brasil mais forte, com mais forças incorporadas de todos os setores políticos. Quando se fala no tema é Cuba há uma convergência da esquerda brasileira e dos amigos de Cuba, a favor de Cuba, tratando de apoiar a Cuba. Se irmanando conosco e superando etapas muito difíceis. Há uma manobra do imperialismo que nesta hora está utilizando mercenários e armando um espetáculo circense para diminuir o apreço que se levanta a favor da revolução cubana. Em todos os estados estão sendo realizadas reuniões, criados documentos e atos de afirmação solidária com a Cuba do povo, com a Cuba de Fidel, com a Cuba de Raul. Todos estes atos convergem nos dias 4, 5 e 6, em Porto Alegre, com todos os amigos de Cuba, na Décima-Oitava Convenção Nacional para denunciar a campanha mediática contra Cuba. Teremos também uma delegação cubana acompanhando o evento. Vamos discutir vários temas, como dar atenção a estudantes estrangeiros que estudam em Cuba; o processo orgânico de como articular melhor o trabalho de solidariedade com Cuba no Brasil. Estamos cumprindo 50 anos de relação entre 2625 Institutos Cubanos de Amizade com os Povos e associações de solidariedade com Cuba em 134 países do mundo.


Fonte:
 http://www.foque.com.br/fabio-entrevista.php


Assista vídeo em:
 http://www.youtube.com/watch?v=i7Hz_2SFRLI&feature=player_embedded#!

REPÚDIO INDIGNADO A MAIS UMA COVARDE E DESUMANA AGRESSÃO SIONISTA

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O Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio e indignação diante do covarde ataque cometido por agentes do Estado terrorista de Israel, que agiram como verdadeiros piratas modernos contra a flotilha humanitária que levava remédios e suprimentos para a população bloqueada da Faixa de Gaza.


Trata-se de uma ação desumana e bárbara contra civis pacifistas, desarmados, realizada em águas internacionais, com o uso de barcos de guerra, forças especiais, helicópteros e armas pesadas. Foram assassinados cruelmente mais de 15 pacifistas e cerca de cinco dezenas ficaram feridos.


Este escandaloso massacre realizado pelos piratas israelenses faz parte da ofensiva sionista para calar todas as forças progressistas do mundo que clamam por uma paz justa na região e pela formação do Estado Palestino, livre e soberano. Além de uma violação ao direito internacional, esta agressão demonstra claramente para o mundo os métodos brutais com que o governo israelense trata não só os palestinos, mas todos os povos que se opõem à sua política de opressão na região. A impunidade de Israel é garantida por sua aliança com o imperialismo, sobretudo o norte-americano.


O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua ação internacionalista em defesa da liberdade dos povos, envia suas condolências às famílias dos pacifistas assassinados nessa ação selvagem, ao mesmo tempo em que manifesta sua profunda admiração por todos os pacifistas da Frotilha da Liberdade que, mesmo arriscando a própria vida, tiveram a coragem de expor ao mundo as atrocidades do bloqueio israelense por terra, mar e ar ao povo palestino na Faixa de Gaza.

Diante dessa barbaridade que envergonha o mundo, o Partido Comunista Brasileiro soma-se às forças progressistas que vêm emprestando irrestrita solidariedade ao povo palestino e dirige-se ao governo brasileiro no sentido de que rompa imediatamente todas as relações comerciais com Israel, expulse seu embaixador do Brasil e realize uma ação firme na ONU contra mais essa barbaridade cometida pelas forças sionistas.



Secretariado Nacional do PCB



31 de maio de 2010.

sábado, 29 de maio de 2010

SC - Criada Frente Parlamentar

29 mai, 2010
A cerimônia de lançamento aconteceu às 19 horas desta quarta-feira (26) no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e contou com a participação do deputado Sargento Amauri Soares (PDT), proponente da frente, e do cônsul-geral de Cuba no Brasil, Lazaro Mendez Cabrera. O objetivo é estreitar laços de amizade entre catarinenses e cubanos, defender a soberania dos países e estimular as relações comerciais e convênios tecno-científicos, esportivos e culturais, buscando o fim do bloqueio econômico ao país caribenho.


Segundo Soares, a criação da frente visa “resgatar uma dívida com o povo cubano”. Para o parlamentar, ainda existe muita falta de informação acerca de Cuba, algo “construído historicamente pelas escolas, igrejas e meios de dominação ideológicos”. “Dizer que Cuba é mais democrática que os Estados Unidos traz espanto à maioria das pessoas. Precisamos mostrar isso de perto”. Soares mencionou que planeja criar em novembro uma comitiva para visitar o país. “Vamos levar as pessoas para conhecerem de perto aquilo de que tanto ouvem falar mal. Será uma forma de tentar quebrar preconceitos”.


Iniciando seu mandato como cônsul-geral no país, Lazaro Mendez Cabrera disse que deseja ampliar o trabalho de divulgação do que afirmou serem conquistas da Revolução Cubana, principalmente nas áreas da medicina e educação, cujos bons índices seriam reconhecidos por organismos das Nações Unidas. “Se conhece pouco sobre Cuba, devido ao bloqueio econômico e à campanha difamatória a que estamos expostos desde 1959”. Cabrera também explicou ao público presente o funcionamento do sistema eleitoral cubano, a maior fonte de dúvida dos estrangeiros, segundo o diplomata. “Queremos demonstrar que pode haver democracia sem pluripartidarismo”.


Ele citou que no país, com cerca de 8 milhões de eleitores, não há policiamento nas eleições e nem obrigatoriedade de se votar. “Mesmo assim há um alto índice de participação da população nas eleições. Até mesmo os votos brancos não chegam a 5%. Isto se deve ao nosso sistema eleitoral, que está sendo continuamente aperfeiçoado, aumentando-se a participação popular”, completou. Para o diplomata, iniciativas como a Frente de Solidariedade são importantes, por abrirem uma via de comunicação com a sociedade brasileira.


A frente foi constituída a pedido da Associação Cultural José Martí de Santa Catarina (ACJM-SC), a exemplo de outras já existentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Tem caráter suprapartidário e deve funcionar por tempo indeterminado.

Entre os deputados que já assinaram o apoio à Frente, estão: Dagomar Carneiro (PDT), Sargento Amauri Soares (PDT), Edison Andrino (PMDB), Genésio Goulart (PMDB), Ana Paula Lima (PT), Pedro Uczai (PT), Décio Góes (PT), Angela Albino (PCdoB), Dirceu Dresch (PT), Darci de Matos (DEM) e Jorginho Mello (PSDB). Segundo Soares, também manifestaram intenção de participar os deputados Silvio Dreveck (PP) e Jailson Lima (PT).


Após o lançamento da Frente, representantes da ACJM-SC convidaram o público a participar da III Convenção de Solidariedade a Cuba, um preparativo para a XVIII Convenção Nacional, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de junho, em Porto Alegre. Além de elencar medidas de apoio ao país socialista, o evento pretende colocar em debate temas como a questão do bloqueio comercial, educação, saúde e uma moção de apoio aos cinco cubanos que estão atualmente presos nos Estados Unidos.

Representantes da escola de samba União Ilha da Magia, de Florianópolis, divulgaram que a agremiação finalizou acordo que estabeleceu Cuba como tema do seu desfile em 2011.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Colômbia

46 anos batalhando por uma nova Colômbia

Bogotá, 27 de maio - Lançando uma das mais duras ofensivas deste ano, as FARC-EP comemoram 46 anos de existência e luta insurgente. Em comunicado enviado à redação da ABP Notícias, as FARC evocam as causas que deram origem a seu surgimento, seu compromisso histórico com a paz e com bem-estar para o povo; apresentam o balanço de seu crescimento como força insurgente em contraste com a violenta precipitação de um governo que sob promessa de extermínio, cometeu os mais terríveis crimes contra o povo. Sobre o atual debate eleitoral as FARC-EP afirmam: "(...)está marcado pela intolerância e pela belicidade que impôs a autocracia Uribista".


Viva Bolívar! Viva Manuel!


“Há quarenta e seis anos que a oligarquia mais reacionária, sanguinária, terrorista e submissa à estratégia imperialista dos Estados Unidos na Colômbia, decidiu empurrar a nação ao terrível caminho da guerra, fazendo ouvidos surdos às milhares de vozes que clamavam pelo imperativo do diálogo e das saídas políticas ao invés das agressões militares contra os camponeses de Marquetalia. O poder da violência e do terror foram agitados na colérica e provocadora palavra do senador Álvaro Gómez Hurtado, que nunca foi à guerra ainda que, deslumbrado pelo terror das falanges franquistas na Espanha, preparou o terreno, sobre mentiras, para justificar o novo ciclo de violência como metodologia para arrasar a oposição política.

A demência do poder decretou poucas semanas para arrasar a resistência encabeçada pelo maior e mais firme comandante guerrilheiro de todos os tempos, Manuel Marulanda Vélez e seu nascente Estado Maior com Jacobo Arenas, Isaías Pardo, Hernando Gonzales, Joselo Lozada, Ciro Trujillo, Miguel Pascuas, Fernando Bustos e Jaime Guaracas que, junto aos demais corajosos camponeses que não ultrapassavam 46 vontades, enfrentaram o terror bipartidário representado no excludente pacto da Frente Nacional, que engendrou esta guerra que já dura meio século.

Desde o início da campanha oligárquica e militarista, auspiciada e planejada pelo imperialismo para justificar o terror contra o movimento agrário de Marquetalia e Riochiquito, até o dia que iniciaram a agressão, nossa voz, junto à de muitas organizações e personalidades nacionais e internacionais, vibrou de sensatez propondo saídas incruentas e construtoras de democracia, de desenvolvimento humano, de fortalecimento da produção alimentária, de equilíbrio ambiental, de reconhecimento à cosmovisão das comunidades indígenas e negras e de participação equitativa na produção e distribuição da riqueza. Mas a cegueira do poder da oligarquia criolla e sua postura de joelhos ante as migalhas do amo imperial, desqualificou e silenciou essas vozes. Seu conto tem sido o enriquecimento, a qualquer preço, a base do terror e do roubo.

As FARC-EP, nascemos empurradas pela intolerância, exclusão e perseguição violenta das castas que ostentam o poder e estabelecem os governos; “temos sido vítimas da fúria latifundiária e militar, porque aqui, nesta parte de Colômbia, predominam os interesses dos grandes senhores da terra e os interesses acorrentadores da reação mais retrógrada do país. Por isso nos tocou sofrer na carne e no espírito, todas as bestialidades de um regime podre que brota da dominação dos monopólios financeiros entroncados ao imperialismo.” manifestamos no Programa Agrário. Não inventamos esta guerra, nem fomos a ela como aventura para homologar epopeias redentoras da pobreza; assumimos com dignidade e seriedade o destino político que lhe impôs o abominável poder oligárquico à nação, como destacamos naquela época no Programa Agrário: "somos revolucionários que lutamos por uma mudança de regime. Mas queríamos e lutávamos por essa mudança usando a via menos dolorosa para nosso povo: a via pacífica, a via democrática de massas. Essa via nos foi fechada violentamente com o pretexto fascista oficial de combater supostas 'Repúblicas Independentes' e como somos revolucionários que de uma ou outra maneira jogaremos o papel histórico que nos corresponde, nos tocou buscar a outra via: a via revolucionária armada para a luta pelo poder".

Assim foi que os potentados do terror nos transformaram em combatentes de resistência que a sabedoria do povo tem nutrido neste quase meio século de ação pela dignidade, a paz e a soberania. Crescemos ao calor da batalha político-militar, aferrados ao legado histórico que nos deixaram as comunidades indígenas na resistência contra o invasor espanhol; as lutas contra esse mesmo poder por negros e cimarrões; o levantamento guerrilheiro dos comuneiros com José Antonio Galã, Lorenzo Alcantuz e Manuela Beltrán; os forjadores das mobilizações pela primeira independência do colonianismo Espanhol há duzentos anos com Dom Antonio Nariño; e ao fogo patriótico e soberano que nos irradia o pensamento e o exemplo do libertador Simón Bolívar. Florescemos na experiência dos guerrilheiros dos mil dias, já nos novecentos, contra o “regenerador” Rafael Núñez. Reafirmamos a luta contra a barbárie, agitando como bandeira a memória dos assassinados pelo exército oficial a serviço do imperialismo no massacre das bananeiras no dia 6 de dezembro de 1928 em Ciénaga, estado de Magdalena e na comprometida lembrança com todos os lutadores vitimizados pelo Estado e suas estruturas paralelas para o terror. Mas também crescemos com a crítica, o reconhecimento, o abraço, o amor e a ternura de uma importante multidão de compatriotas que nos alentam com seu próprio sacrifício na luta por transformar o modelo econômico e os costumes políticos implantados.

Nestes 46 anos de árdua luta, crescemos em razões e em nosso compromisso de luta com cada vez mais camponeses sem terra por deslocamento forçado, que já ultrapassam a infame cifra dos 4 milhões de refugiados internos devido ao terror paraestatal; com os milhões de sem teto e com os mais de 20 milhões de pobres que se esforçam para romper o império da desigualdade; com os mais de 20 milhões de desempregados condenados ao “jeitinho”; e compromisso com os milhões de jovens que não têm acesso à educação; com a memória de todas as vítimas do terrorismo de Estado em todos estes anos de terror e que dia a dia clamam justiça, assim como os mais de 2.500 assassinados pela força pública e apresentados baixo o eufemismo de “falsos positivos” neste governo de Uribe Vélez; com as mulheres que tecem esperanças de igualdade ante uma violência que lhes oprime e nega possibilidades de vida digna. Crescemos no fragor do combate e na experiência organizativa ante cada arremetida militarista e ante cada ciclo por desqualificar-nos e exterminar-nos. O Plano Colômbia não tem diminuído nossa fortaleza, nem nossa moral; fracassou ante as inocultáveis razões do levantamento e pelo violento autoritarismo que sustenta a política de segurança desse governo que termina; estatelou-se pela mentira, o crime e a corrupção que constituem sua verdadeira natureza.

A escalada militar imperialista em nossa pátria também fracassará ante a capacidade de luta e resistência da insurgência e a mobilização de nosso povo. A defesa da soberania pátria é um imperativo neste tempo de reverência oligárquica ante os interesses do governo estadunidense.

Nossa disposição a construir caminhos de paz é um compromisso de sempre: pela saída política nos lançamos com seriedade, com ponderação, sem ilusões às maiorias nacionais, sem politicagens, sem malícia em todos os cenários. Assim foi com o governo de Belisario Betancur e Virgilio Barco na Casa Verde, ou em Caracas e Tlaxcala com Cessar Gaviria, ou na última tentativa em Caguan com Andrés Pastrana. Mas a excludente minoria de políticos, empresários, latifundiários e narcotraficantes que ostentam o poder, têm armado carapuças para posicionar seus interesses, só têm procurado abrir espaço para recompor suas estruturas de repressão estatal sob ordens e financiamento do império; como a implementação do fracassado Plano Colômbia para impossibilitar qualquer avanço da paz democrática e impor a linguagem do terror e a chantagem para desqualificar os movimentos de resistência e libertação nacional, bem como desestabilizar a região diante dos ventos de mudança e soberania que acompanham o continente.


O governo que agoniza, prometeu o aniquilamento das FARC-EP, como uma irrefutável estratégia de manipulação mediática da opinião, para manter-se de todas as formas no poder. E com seu extravagante autoritarismo ocultar seus crimes, seus vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo, bem como a corrupção que fervilha por todos os cantos do palácio presidencial. Jamais se apagará da história colombiana este período escuro e letal do fátuo potentado que culmina seu governo com uma profunda crise estrutural e com mais de 100 membros de sua bancada parlamentar comprometidos com a parapolítica, a iídiche-política e a feira dos cartórios. Isso além dos escândalos fraudulentos como Carimagua, Agroingreso Seguro; os decretos de emergência social; as zonas francas para incrementar o patrimônio familiar; as perseguições e grampos ilegais do DAS a opositores, sindicalistas e ativistas de direitos humanos; a perseguição às cortes; as reuniões palacianas com narcotraficantes; a obsessão cega por impor um promotor de bolso; a agressão ao território dos países irmãos violando todas as normas do direito internacional; a ameaça a jornalistas independentes; os “falsos positivos” e a entrega do território nacional para a operação de forças militares de ocupação norte-americanas.


O debate eleitoral que culmina seu primeiro turno neste 30 de maio, está marcado pela intolerância e a pugnacidade que impôs a autocracia Uribista. As propostas, programas e compromissos com a nação têm sido substituídos pelo ataque grotesco e vulgar, pela propaganda obscura em um esforço desmedido por apresentar a um ou outro dos candidatos como uma opção mais reacionária e autoritária que a caracterizada pelo mandatário que sai. Todos se esforçam para demonstrar submissão ante o império, assumindo posições chauvinistas contra os vizinhos e com o joelho no chão frente ao império do norte, como afirmou Gaitán. Ninguém tem proposto debater os temas vitais que mantêm a nação no profundo abismo das desigualdades e do terror. Todos em coro prometem mais despesa militar e mais guerra. É escuro o horizonte que traçam estes aspirantes e por estas razões estamos convocando à abstenção, convencidos que só a força da mobilização de todos os colombianos poderá impor um destino verdadeiro de paz e de justiça que devolva os prisioneiros de guerra a seus lares, que libere os guerrilheiros e os milhares de presos políticos que apodrecem nas prisões do Estado, reconcilie e reconstrua a Colômbia. Só a luta organizada das maiorias levantadas há duzentos anos, para lançar o segundo grito por nossa definitiva independência, devolverá a terra para produção camponesa, resolverá a crise ambiental que gera constantes desastres naturais a mudança de estação e a crise alimentária que mata a nação. E solucionará definitivamente o drama dos refugiados, garantirá o acesso à educação em todos os níveis, à saúde integral, à moradia digna, ao emprego bem remunerado e asseguraria o exercício pleno e integral dos direitos humanos. Só a unidade de todos os revolucionários e democratas da pátria, mobilizados junto às grandes maiorias, nos permitirá tirá-la da horrível noite em que a deixou abatida o Uribismo e eximir a geração do bicentenário.

Neste 46º aniversário, ratificamos nosso compromisso com a pátria grande e o socialismo, com a paz democrática como condição essencial para a reconstrução e reconciliação de todos os colombianos. Com a memória viva de todos os lutadores por uma nova Colômbia, com a força moral do pensamento de Bolívar, Manuel Marulanda Vélez, Jacobo Arenas, Raúl Reis, Iván Rios, e Efraín Guzmán, as FARC-EP dedicamos todos nossos recursos humanos pelo acordo humanitário e a paz da Colômbia.



Compatriotas.



Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP



Publicado por:
 
Círculos Bolivarianos.
REDE PÚBLICA de discussão e debate do MORENA

REVOLUÇÃO

FIDEL - Conceito de Revolução


Publicado por: Redação Cuba Viva 25 mai, 2010



é sentido de momento histórico;

é mudar tudo que deve

ser mudado;

é igualdade e liberdade plenas;

é ser tratado e tratar aos demais

como seres humanos;

é emancipar-nos por nós mesmos

e com nossos próprios esforços;

é desafiar poderosas forças

dominantes dentro e fora

do âmbito social e nacional;

é defender valores nos quais se crê

ao preço de qualquer sacrifício;

é modéstia, desinteresse, altruísmo,

solidariedade e heroísmo;

é lutar com audácia,

inteligência e realismo;

é não mentir jamais

nem violar princípios éticos;

é convicção profunda

de que não existe força no mundo

capaz de esmagar

a força da verdade e as ideias.

REVOLUÇÃO é unidade,

é independência,

é lutar por nossos sonhos de justiça

para Cuba e para o mundo,

que é a base de nosso patriotismo,

nosso socialismo

e nosso internacionalismo.



Fidel Castro Ruz

1º de maio de 2000

quarta-feira, 26 de maio de 2010

III Convenção Estadual de Solidariedade Cuba de SC

O movimento nacional de solidariedade a Cuba realiza, nos próximos

dias 04,05 e 06 de junho, a XVIII Convenção, na cidade de Porto

Alegre/RS.

A Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba é um evento que congrega

todas as organizações e pessoas do país que estão do lado do processo

revolucionário cubano, com suas conquistas sociais e humanitárias. O

objetivo do evento, dentro dos marcos da defesa da soberania e

autodeterminação dos povos, é organizar os trabalhos da solidariedade,

construindo alternativas para contrapor o bloqueio midiático exercido

pelos poderosos meios de comunicação contra a Ilha Caribenha em nosso

país.


Em preparação ao evento nacional, a Associação Cultural José Marti de

Santa Catarina organiza a III Convenção Estadual de Solidariedade a

Cuba, que ocorrerá no próximo dia 26 de maio, às 19 horas, no

Plenarinho, da Assembléia Legistativa de Santa Catarina – ALESC,

quando também será formalizada a Frente Parlamentar Catarinense de

Solidariedade a Cuba, com a presença de representantes do governo

cubano.



Contamos com sua presença.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O IMPÉRIO MANDA, AS COLÔNIAS OBEDECEM

Frei Betto e João Pedro Stédile

Após a Segunda Guerra Mundial, quando as forças aliadas saíram vitoriosas, o governo dos EUA tentou tirar o máximo proveito de sua vitória militar. Articulou a Assembléia das Nações Unidas dirigida por um Conselho de Segurança integrado pelos sete países mais poderosos, com poder de veto sobre as decisões dos demais.

Impôs o dólar como moeda internacional, submeteu a Europa ao Marshall, de subordinação econômica, e instalou mais de 300 bases militares na Europa e na Ásia, cujos governos e mídia jamais levantam a voz contra essa intervenção branca.

O mundo inteiro só não se curvou à Casa Branca porque existia a União Soviética para equilibrar a correlação de forças. Contra ela, os EUA travaram uma guerra sem limites, até derrotá-la política, militar e ideologicamente.

A partir da década de 90, o mundo ficou sob hegemonia total do governo e do capital estadunidenses, que passaram a impor suas decisões a todos os governos e povos, tratados como vassalos coloniais.

Quando tudo parecia calmo no império global, dominado pelo Tio Sam, eis que surgem resistências. Na América Latina, além de Cuba, outros povos elegem governos antiimperialistas. No Oriente Médio, os EUA tiveram que apelar para invasões militares a fim de manter o controle sobre o petróleo, sacrificando milhares de vidas de afegãos, iraquianos, palestinos e paquistaneses.

Nesse contexto surge no Irã um governo decidido a não se submeter aos interesses dos EUA. Dentro de sua política de desenvolvimento nacional, instala usinas nucleares e isso é intolerável para o Império.

A Casa Branca não aceita democracia entre os povos. Que significa todos os países terem direitos iguais. Não aceita a soberania nacional de outros povos. Não admite que cada povo e respectivo governo controlem seus recursos naturais.

Os EUA transferiram tecnologia nuclear para o Paquistão e Israel, que hoje possuem bomba atômica. Mas não toleram o acesso do Irã à tecnologia nuclear, mesmo para fins pacíficos. Por quê? De onde derivam tais poderes imperiais? De alguma convenção internacional? Não, apenas de sua prepotência militar.

Em Israel, há mais de vinte anos, Moshai Vanunu, que trabalhava na usina atômica, preocupado com a insegurança que isso representa para toda a região, denunciou que o governo já tinha a bomba. Resultado: foi sequestrado e condenado à prisão perpetua, comutada para 20 anos, depois de grande pressão internacional. Até hoje vive em prisão domiciliar, proibido de contato com qualquer estrangeiro.

Todos somos contra o armamento militar e bases militares estrangeiras em nossos países. Somos contrários ao uso da energia nuclear, devido aos altos riscos, e ao uso abusivo de tantos recursos econômicos em gastos militares.

O governo do Irã ousa defender sua soberania. O governo usamericano só não invadiu militarmente o Irã porque este tem 60 milhões de habitantes, é uma potência petrolífera e possui um governo nacionalista. As condições são muito diferentes do atoleiro chamado Iraque.

Felizmente, a diplomacia brasileira e de outros governos se envolveu na contenda. Esperamos que sejam respeitados os direitos do Irã, como de qualquer outro país, sem ameaças militares.

Resta-nos torcer para que aumentem as campanhas, em todo mundo, pelo desarmamento militar e nuclear. Oxalá o quanto antes se destinem os recursos de gastos militares para solucionar problemas como a fome, que atinge mais de um bilhão de pessoas.

Os movimentos sociais, ambientalistas, igrejas e entidades internacionais se reuniram recentemente em Cochabamba, numa conferência ecológica mundial, convocada pelo presidente Evo Morales. Decidiu-se preparar um plebiscito mundial, em abril de 2011. As pessoas serão convocadas a refletir e votar se concordam com a existência de bases militares estrangeiras em seus países; com os excessivos gastos militares e que os países do Hemisfério Sul continuem pagando a conta das agressões ao meio ambiente praticadas pelas indústrias poluidoras do Norte.

A luta será longa, mas nessa semana podemos comemorar uma pequena vitória antiimperialista.


Frei Betto é escritor


João Pedro Stédile integra a direção da Via Campesina

sexta-feira, 21 de maio de 2010

III Convenção Estadual de Solidariedade Cuba de SC

O movimento nacional de solidariedade a Cuba realiza, nos próximos dias 04,05 e 06 de junho, a XVIII Convenção, na cidade de Porto Alegre/RS.

A Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba é um evento que congrega todas as organizações e pessoas do país que estão do lado do processo revolucionário cubano, com suas conquistas sociais e humanitárias. O objetivo do evento, dentro dos marcos da defesa da soberania e autodeterminação dos povos, é organizar os trabalhos da solidariedade, construindo alternativas para contrapor o bloqueio midiático exercido pelos poderosos meios de comunicação contra a Ilha Caribenha em nosso
país.


Em preparação ao evento nacional, a Associação Cultural José Marti de Santa Catarina organiza a III Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, que ocorrerá no próximo dia 26 de maio, às 19 horas, no Plenarinho, da Assembléia Legistativa de Santa Catarina – ALESC, quando também será formalizada a Frente Parlamentar Catarinense de Solidariedade a Cuba, com a presença de representantes do governo cubano.


Contamos com sua presença.


Atenciosamente.

Mauricio Tomasoni

Presidente


ACJM-SC – Associação Cultural José Martí de Santa Catarina


Caixa Postal 27

88010-970 – Florianópolis – SC

CNPJ 00.074.248/0001-05

Fones (48) 3025-2991 e 9946-9441

Direita brasileira é enxotada da manifestação pró-Cuba

André Abrahão

quinta-feira, 20 de Maio de 2010 - 16h57

A direita brasileira escolheu o dia 20 de Maio, esta quinta-feira, para fazer uma manifestação contrária ao regime de Cuba, mas foram surpreendidos com uma manifestação favorável a ilha. Os cinco manifestantes de direita, liderados pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foram enxotados pela dezenas de manifestadores que foram prestar solidariedade à Cuba.Para isso contaram com a ajuda de policiais militares que impediram os atos de agressão ensaiados pelos “ianques”, como foram chamados pelos manifestantes: “Fora ianques”. Eles ainda insistiram nas provocações, passando de carro em frente à Embaixada de Cuba em Brasília, onde se realizava o ato.

Após o encerramento do evento, que durou duas horas de discursos, gritos de palavras de ordem e agitação de bandeiras e exibição de faixas, os manifestantes foram recebidos pelo embaixador cubano, Carlos Zamora, nos jardins da embaixada. Ele quis agradecer pessoalmente ao que considerou “ demonstração de carinho e solidariedade para com a revolução cubana e o que ela significa para todo o mundo.”

A exemplo dos manifestantes, Zamora encerrou sua fala com as palavras de ordem: “A luta de Cuba é a luta do povo”; “Liberdade para os cinco”, “Abaixo o imperialismo”; “Viva José Martí”, “Viva Fidel Castro”. E foi acompanhado ainda nas palavras de “vivas” à “Eterna amizade do povo de Cuba e do povo do Brasil”, encerrando com “Patria ou Muerte”.

Vaias e vivas

Na chegada do grupo de Aleluia, que carregava fotos de presos em Cuba, o vice-presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Paulo Guimarães, que estava discursando no carro de som, calou-se para acompanhar a movimentação de chegada e retirada deles, que durou poucos minutos. E depois comemorou: “Foram embora com o rabo entre as pernas, porque não tem inserção social, não tem apoio popular.”

“Vaias para eles e vivas para Cuba”, gritavam os manifestantes à saída do grupo de Aleluia.

Após a saída do grupo, os manifestantes se revezaram ao microfone para apresentarem palavras de apoio e solidariedade. Guimarães voltou a falar “para prestar solidariedade e apoio a esse povo que tem uma história que honra a humanidade. Esse ato demonstra a representatividade da luta do povo cubano que está centrada no entendimento e solidariedade”, disse.

Campanha midiática

Os manifestantes, a exemplo da coordenadora do Núcleo de Estudos de Cuba (NesCuba) da Universidade de Brasília (UnB), María Auxiliadora César, também se posicionaram contra a campanha midiática das grandes potências que tentam desacreditar a revolução cubana diante do mundo. “Cuba soube resistir porque tem um povo bravo e existem grupos no mundo inteiro que a apoiam, como esse que está aqui agora em Brasília.”

“Na base de mentiras e calúnias, transformam delinqüentes comuns em “presos políticos”, transformam mercenários pagos pelos cofres do Pentágono em “dissidentes”, premiam blogueiros vulgares como se fossem jornalistas e escritores. O centro desta campanha esta na Casa Branca, com o apoio de governos e parlamentares reacionários da União Européia. No Brasil, a campanha é protagonizada pela mídia conservadora e uma minoria de direitistas no Congresso Nacional”, diz o texto distribuído entre os manifestantes.

Graça Sousa, secretária de mulheres da CUT, disse que os movimentos sociais estão alertas para a ofensiva do capitalismo contra a revolução cubana que, a despeito do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, comemora 50 anos. E destacou as principais bandeiras de luta do regime cubano que conta com o apoio e solidariedade dos povos da América Latina: o fim do bloqueio, a devolução do território de Guatanamo e a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Tilden Santiago, que foi embaixador de Cuba no primeiro Governo Lula, falou sobre a alegria de participar do ato, destacando que a mesma alegria devem sentir Fidel e Raul Castro ao tomar conhecimento de que o povo trabalhador brasileiro defende a revolução.

“A democracia avança na América Latina e avança a resistência dos cubanos que deram suor e sangue contra o imperialismo”, discursou, acrescentando que “se hoje nós temos governos à esquerda em toda a América Latina – Bolívia, Venezuela, Equador e no Brasil -, nós devemos a resistência permanente da revolução cubana, que é a vanguarda do sistema socialista na América Latina.”

“De pé, nunca de joelhos”

O ato contou com a participação de representantes de outros países e de cubanos. Tirso Sainz, da Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil (ANCREB) agradeceu a presença dos brasileiros, bolivianos e equatorianos, destacando que “a revolução cubana tem em seu povo a principal força.”

O coordenador do MST da Bolívia, Silvestre Saisari, disse que a presença da Bolívia no ato em apoio à Cuba representa a confiança na luta dos trabalhadores para construir uma pátria livre. Ele encerrou suas palavras breves, como a maioria dos oradores, puxando palavras de ordem: “Cuba de pé, nunca de joelhos.”

A equatoriana Loyda Olivo, da Via Campesina internacional, lembrou, em sua fala que “quem está contra Cuba está contra a América Latina.” E teve as palavras reforças por Rosângela Piovizani, do movimento de mulher camponesas, que destacou: “Cuba é uma referência para nós e tudo que significa de país livre do imperialismo”. Ao final, ela animou o público com as palavras de ordem: “Globalizemos a luta”. Em resposta, os manifestantes diziam: “Globalizemos a esperança.”

Roseli Maria de Sousa, da Via Campesina Brasil, resumiu sua fala à condução de uma representação. Ela pediu que os manifestantes se voltassem para a frente da embaixada e para o reconhecimento da revolução socialista com gritos de “vivas” à Cuba, à população cubana e aos trabalhadores e trabalhadoras que combatem o imperialismo. “É a Via Campesina na luta em defesa do socialismo e contra o imperialismo”, afirmou.

Lutas antigas e atuais

O embaixador Zamora, sob o sol forte de meio-dia, conversou com os manifestantes ao final do ato. Ele reforçou as lutas atuais do povo cubano, como a recuperação do território de Guatanamo, que serve como um posto de tortura dos Estados Unidos e que é mantido pela força; o fim do bloqueio econômico, que condena o povo cubano a penúria e que persiste, apesar de ser considerado pelos tratados e a comunidade internacional como elementos de genocídio; e a libertação dos cinco heróis cubanos, que lutaram contra o terrorismo dos Estados Unidos em nosso território e que estão cumprindo pena nas prisões dos Estados Unidos - presos injustamente e sem julgamento.

Zamora destacou que estas questões são ignoradas pela mídia internacional, que se cala sobre elas e que, enquanto elas existirem, Cuba não pode manter relação adequada com os Estados Unidos e nem o mundo poderia.

O diplomata também lembrou que a data de de maio é “cara” para o povo cubano, porque marca a morte do herói cubano José Martí, líder da guerra pela independência de Cuba.

Em 19 de maio de 1895, no comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas nas proximidades do vilarejo de Dos Ríos, José Martí é atingido e vem a falecer em seguida. Seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, é exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.“Um feito que nós cubanos levamos no coração”, disse o diplomata.

Sobre o dia 20 de maio, o diplomata disse que representa “um dia nefasto na história de Cuba”. Naquela data, "Cuba caiu nas garras do império norte-americano, que interveio na guerra contra a Espanha, ocupou militarmente a ilha e estabeleceu o que se conheceu pela primeira vez na história da humanidade como neocolonialismo.”

De Brasília

Márcia Xavier



Atualizada dia 20, às 19h

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Las Damas de Blanco y las Madres de Soacha.

Cuba, Colombia: comparaciones que gritan Verdad.

Por Azalea Robles

• Capitulo 1.

 Elegancia, caminatas, y cámaras

Las Damas de Banco se visten de blanco y muy elegantes llevan flores, y caminan en protesta de un malvado gobierno y sistema social que le garantiza a toda la población de Cuba el acceso a la vivienda, a la educación gratuita, a la salud gratuita, a la salubridad urbana y rural, a la cultura, al desarrollo humano, intelectual y artístico pleno de cada persona; ya que el malvado sistema cubano estima que la salud, la vivienda, la educación, la cultura y la sanidad no son un lujo o una mercancía, sino un derecho humano de todas y todos. Las Damas de Blanco caminan siempre muy elegantes, porque saben que las cámaras y espacios mediáticos mundiales van a captar y difundir cada una de sus marchas, cada uno de sus pasos.

Las Madres de Soacha no se visten de blanco, se visten con ropas variopintas y a veces dispares, remendadas y lavadas a mano en el agua gélida de un grifo popular, ya que muchas de ellas no tienen agua en sus casuchas de madera, plásticos y zinc. Las Madres de Soacha también caminan, pero no sólo en el sitio en que las cámaras internacionales las van a captar, como lo hacen las Damas de Blanco; de hecho las cámaras internacionales no suelen captar a las Madres de Soacha…

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Las Madres de Soacha sortean miles de preocupaciones básicas mientras llevan en el alma y en el llanto el recuerdo de sus hijos: caminan kilómetros y kilómetros al día, para ir a ofertar su fuerza de trabajo en casas de ricos, como “empleadas de servicio” a cambio de míseras sumas y de esas ropas variopintas y gastadas que tienen el mal gusto de ponerse. Caminan kilómetros a diario ya que muchas de ellas viven en zonas a las que no llega el transporte público, y menos se “atreve” a llegar un taxi, debido a la inseguridad que causan las condiciones paupérrimas del lugar en el que habitan.

Las Damas de Blanco no se preocupan por los básicos de la supervivencia cotidiana, ellas están a otro nivel, más filosófico; no se preocupan por su vivienda, ya que en Cuba la vivienda es un derecho básico que cada cual tiene, y no una mercancía, con lo cual ellas no conocen la preocupación del alquiler, el desahucio, los cortes de luz por impago, y todas esas preocupaciones terrenales que las alejarían de la escenificación y brillo que les corresponden, y de la difusión de la “necesidad de establecer en Cuba la Libertad”; la libertad de comprar como en Miami, y de morirse por falta de diálisis, como en Miami.

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• Capitulo 2. Hijos, comodidad y riesgos

Las Madres de Soacha han criado a sus hijos milagrosamente: solas, sin ayuda del estado, sin guarderías infantiles, sin salubridad, viviendo en medio de cloacas, y en casuchas que pueden caerse de la loma a la primera lluvia… Siempre nerviosas por el niño o la niña mientras iban a trabajar; algunas debiendo optar por dejarlos solitos con escasos 3 o 4 años de edad, a la merced de los accidentes mortales del hogar. Las Madres de Soacha han criado a sus hijos haciendo equilibrismo entre el agua con sal, el agua con azúcar, y el indispensable par de zapatos para el hijo al momento de mandarlo a la escuelita, si es que había alguna no muy lejos, cuya cuota de inscripción fuera accesible. Muchas han conocido desplazamientos forzados, en el segundo país con más desplazados del mundo… (1) En Colombia hay más de 4,5 millones de personas despojadas y desplazadas de sus tierras y hogares mediante el terror para beneficio de la oligarquía colombiana y de las multinacionales del agro-industrial o de la extracción.

Las Damas de Blanco han criado a sus hijos con todas las necesidades cubiertas, y además con acceso a la cultura, a los deportes y a una sociedad sana. Nunca se han preocupado por el asunto de las guarderías infantiles, ya que en Cuba las guarderías infantiles son un derecho básico, y las hay en todos los barrios. Nunca se han preocupado de accidentes de sus niños obligados a estar solos en el hogar… Nunca se han preocupado de deslaves, e incluso en las catástrofes naturales, como los ciclones que azotan periódicamente a Cuba, han gozado de un eficaz plan de evacuación, de asistencia social, de salubridad, que hace que Cuba, gracias a su sistema, sea el único país de la región en el que esos ciclones no dejan centenares o miles de muertos, como sí es el caso en Haití, Republica Dominicana, Honduras, USA (Nueva Orleans), Nicaragua, etc.…

Las Damas de Blanco nunca se han preocupado por la insalubridad, ya que en Cuba la salubridad es un básico resuelto en el que la desarrollada medicina preventiva cubana pone mucho énfasis.

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• Capitulo 3. Libertad

Las Damas de Blanco claman “Libertad y Justicia”, según unos conceptos que estipulan que la Libertad es la libertad a la propiedad privada, y la “Justicia” significa que ellas, sus allegados y sus familiares puedan poner bombas en hoteles o cines de Cuba, puedan delinquir y asesinar, pagados por la CIA, y que se les aplique la “justicia” de dejarlos en libertad (2).

Las Madres de Soacha y las madres de los 7.500 presos políticos en Colombia claman “Justicia y Libertad”. Las madres de Soacha piden que no haya impunidad para militares, generales y planificadores de algo llamado “falsos positivos” (3); las madres de los presos políticos en Colombia piden la Libertad de sus hijas e hijos, encarcelados bajo montajes judiciales (4), (5): estudiantes, sindicalistas, campesinos, indígenas, afro descendientes, líderes feministas, sociólogos, maestros, algunos condenados a penas que rondan los 40 años de cárcel, por su pensamiento crítico y reivindicación social.

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• Capitulo 4. Sobrevivientes

Muchas de Las Madres de Soacha son sobrevivientes de las masacres perpetradas por la Herramienta paramilitar y militar del estado colombiano y de las multinacionales (6); masacres perpetradas para desalojar a campesinos, indígenas y afro descendientes. Con estos traumas sicológicos a cuestas viven en Bogotá, o más bien en sus barrios periféricos, aquellos reservados a los más empobrecidos, como lo es Soacha. Sus rostros envejecidos por el terror y la miseria son marginados de difusión mediática: mujeres valientes, golpeadas, avanzan invisibles en el trasegar de los pueblos.

Las Damas de Blanco llegan a sus casas, después de una marcha, como “sobrevivientes”… sobrevivientes al calor habanero multiplicado por las cámaras múltiples, e intensificado por la multitud que siempre se aglutina en torno a ellas cuando salen a hacer sus mediatizadas marchas: con el fin de abuchearlas, no de aplaudirlas (7). La multitud les grita que el pueblo cubano no se cree sus mentiras, que no alienten las políticas del bloqueo genocida de USA contra Cuba… Las Damas de Blanco, visiblemente desacreditadas por la pasión con la que el pueblo cubano sale a las calles a recriminarles su mercenariato, caminan disgustadas por lo que ellas más tarde llamarán ante los mass-media mundiales: “el lavado de cerebro castrista”, pues ellas no pueden entender que el pueblo cubano prefiera defender a Cuba revolucionaria y no caer en un sistema de privilegios para pocos y exclusiones correlativas para las mayorías, como lo es el capitalismo. No obstante el ostensible repudio popular que suscitan las Damas de Blanco en Cuba, los mass-media ocultan y deforman sin cesar la realidad. Las arregladas caras de las Damas de Blanco, ofuscadas por el oprobio de no poder hacer de Cuba un país capitalista, llenan las pantallas del mundo entero.

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• Capitulo 5. Traumas

Las Madres de Soacha viven cotidianamente con imágenes de horror estampadas en el alma: imágenes de las masacres con moto-sierra que acabaron con la vida de sus familiares; las imágenes del horror inyectado por la Estrategia paramilitar del estado colombiano y sus militares (8)… Estas Madres deben acostarse y levantarse cada día, y avanzar sorteando el miedo y la angustia, con un corazón de praderas irreales. Estas Madres han sobrevivido sin embargo a las masacres, y han “echa´o pa´lante” para la ciudad a criar a sus hijos…

Las Damas de Blanco viven cotidianamente traumatizadas por “la dictadura castrista” que les impide acumular tierras y lujos, que les impide desposeer a otros cubanos, para tener sobre ellos un privilegio feudal. Con estos traumas sicológicos a cuestas viven las Damas de Blanco, como habaneras en La Habana… o mejor dicho viven en la Habana como estadounidenses-habaneras, ya que gozan de una paga en dólares suministrada por la “Oficina de Intereses de Estados Unidos en Cuba”. Se duermen y se despiertan con la omnipresencia de las imágenes de los grandes shopping-centers de Miami, en el alma, estilizada y plastificada; siempre listas para influenciar a sus hijos y a otros jóvenes con la propaganda de “lo maravilloso que es vivir en el capitalismo”, al que ellas llaman “Mundo Libre”.

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• Capitulo 6. En la Guerra mediática unas apuñalan y otras son apuñaladas

Entre lo superfluo “útil” sobre-mediatizado y lo macabro “útil” escondido… 35 000 niños muriendo por causas evitables cada día son un “detalle”; la parábola de la uña rota frente al hospital devastado…

Las Damas de Blanco apuñalan propaganda; son parte de una maquinaria de guerra mediática adelantada por la ex oligarquía que había en Cuba antes de la revolución y por el gran capital transnacional. La propaganda inyectada a través de los mass-media mundiales y los grupúsculos financiados en Cuba por la CIA, busca acabar con la revolución cubana, preparando internacionalmente una matriz de opinión en la que se presenta a Cuba como un sistema nefasto, lleno de pobreza e injusticia, y a su gobierno como un régimen despótico. En Cuba, esta propaganda busca convencer de “las maravillas del capitalismo”, obviando que en el “Mundo Libre” cada 7 segundos muere de hambre un niño de menos de diez años. Ninguno en Cuba.

En el “mundo Libre”, 200 millones de niños viven y duermen en las calles; ninguno en Cuba.

1.020 millones de personas sufren de malnutrición crónica en el mundo (FAO) (9). Ninguna de ellas es cubana.

Cada día mueren en el mundo por causas totalmente evitables unos 35 000 niños (10), ninguno de ellos en Cuba. Cuba, a pesar de ser un país bloqueado, posee índices de salud iguales a los del “primer mundo” (“una tasa de mortalidad infantil de 4,7 por cada mil nacidos vivos y 26 de los 169 municipios cubanos presentan mortalidad cero» (UNICEF))… esto porque hay voluntad, decisión política, y sobre todo porque el sistema cubano no permite la libertad de acumular y capitalizar en grandes monopolios. Es esta capitalización la que excluye a las mayorías del acceso a suplir sus necesidades más vitales, como pasa en el “Mundo Libre”.

En América Latina y el Caribe hay 228 millones de pobres, 102 millones de indigentes, o sea el 42% de la población en la pobreza y el 20% en total indigencia. Ninguno de ellos es cubano. (CEPAL). (11)

En América Latina mueren decenas de miles de personas, cada año, por falta de atención médica; salvo en Cuba: Cuba es el país del mundo que tiene la más alta cifra de médicos por habitante, y la medicina en Cuba no es una mercancía, sino un derecho humano.

Actualmente mueren casi dos millones de niños al año en el mundo, sólo por falta de agua potable y saneamiento adecuado… Ninguno de ellos en Cuba. (12)

Pero las Damas de Blanco, muy a la par de los Menticientes de Miami, no toman en cuenta estas cifras, estos “detalles” acerca de la vida y la muerte de millones de personas; ellas tienen una jugada política que hacer, y es para lo cual les pagan. Una jugada política amplificada por los mass-media de propiedad de los mismos que las financian, para que funjan de “víctimas” del único sistema social que antepone el beneficio del ser humano al del gran capital. Sus financistas, acumuladores de riquezas y de patrañas, tienen en las Damas de Blanco y en demás grupúsculos desprovistos de ética, la base idónea para sus montajes mediáticos.

Las Madres de Soacha fueron apuñaladas por la propaganda; han sido molidas por la perversión de una maquinaria de guerra adelantada por la oligarquía colombiana y el gran capital transnacional. La propaganda inyectada mediante los mass-media busca presentar una realidad virtual de Colombia que no corresponde con la realidad objetiva, creando internacionalmente una matriz de opinión en la que se presenta al Estado colombiano como un Estado “desbordado” entre “bandas de extrema izquierda y bandas de extrema derecha”: tapando la realidad de que el Estado colombiano es un Estado-instrumento de la oligarquía colombiana y de las multinacionales para viabilizar el saqueo de los recursos, acallando mediante la represión atroz toda reivindicación social. La propaganda busca ocultar que es en ese este marco de Terrorismo de Estado al servicio del gran capital, que se desarrolla la Estrategia paramilitar.

La propaganda busca presentar a la Estrategia Paramilitar del Estado colombiano y las multinacionales, como “bandas de extrema derecha” de surgimiento “espontáneo” “frente a las bandas de extrema izquierda”; cuando en realidad no hubo tal “surgimiento espontáneo en respuesta a”: el Paramilitarismo fue, y es, una herramienta del terror del Estado y las multinacionales (13) para asesinar sindicalistas, comunistas, ecologistas y todo aquel que reivindique los derechos económicos, sociales, ecológicos y culturales del pueblo de Colombia (14) . La Herramienta Paramilitar es coordinada por los militares, por los asesores USA y del Mossad; y en pago por su “labor” de asesinar comunistas y opositores, le han dado parte de la gestión del narcotráfico a algunos capos paramilitares: éstos comparten la gestión del narco con la oligarquía secular, bajo la supervisión de la CIA, que gestiona los dineros del narco a nivel internacional. La mayoría del dinero del narcotráfico termina en las plazas financieras de USA y UE, quedándose una parte sustancial en manos de la CIA para financiar sus operaciones encubiertas en toda América: golpes de Estado (el caso más reciente es el de Honduras), desestabilización y financiación de paramilitarismo contra el proceso de emancipación de Venezuela, paramilitarismo contra la resistencia en Honduras, reactivación de terror paramilitar en Perú (particularmente en las zonas de alto interés para las empresas mineras), paramilitarismo y terror en México (otro país clave), fomento de las Maras y otras estructuras destinadas a la desintegración social en Centro-América, coordinadas en Guatemala por las sanguinarias PAC de Ríos Montt, operaciones contra Cuba, etc.…

La Madres de Soacha han visto cómo sus hijos eran asesinados y sus cadáveres usados para los siniestros montajes militaro-mediáticos del Estado colombiano: conocidos como “falsos positivos”.

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• Capitulo 7. Montajes mediáticos: Cómo ocultar un genocidio y sus causas en Colombia, y cómo inventarse disidentes en Cuba

Guerra mediática y sus insumos: miles de asesinatos perpetrados por el Estado colombiano, y Damas de Blanco caminando mientras los Damos ponen bombas…

La Madres de Soacha tienen las vidas atravesadas por los Montajes mediáticos. En los barrios periféricos donde viven, el Estado busca a sus víctimas para los “falsos positivos”. Los militares del ejército de Colombia secuestran niños y jóvenes pobres en barrios como Soacha, se los llevan, los asesinan y los presentan como “guerrilleros dados de baja en combate”. La ONU ya ha reconocido al menos 2000 casos de niños y jóvenes asesinados por el ejército colombiano para la fabricación de sus “falsos positivos”, y la cifra adelantada por las organizaciones de derechos humanos supera los 5000 asesinatos: y esto es sólo la punta del iceberg de lo que es una política estatal, determinada por la directiva presidencial 029, que incentiva estos crímenes mediante un perverso mecanismo de recompensas (15).

Los “falsos positivos” benefician al Estado pues este aduce que su política contra-insurgente arroja “resultados reales”. El disfrazar de guerrilleros a los civiles asesinados, le permite también al Estado asesinar sindicalistas, estudiantes, campesinos, y hacerlos pasar por “guerrilleros muertos en combate”. Colombia es el país más peligroso del mundo para ejercer el sindicalismo, y eso no parece “ameritar” ser noticia mundial. Miles de sindicalistas han sido asesinados y el genocidio sigue en medio del más absoluto silencio internacional que beneficia al Estado y su estructura militar-paramilitar.

La práctica de montajes de todo tipo es uno de los caballos de guerra más desarrollados del Estado colombiano. Es un Estado que practica incluso el auto-atentado (16), (17) con tal de provocar muertos para poder sustentar su guerra mediática, como ha sido corroborado por funcionarios del propio DAS, y recientemente incluso por documentos escritos del DAS: “Montajes (…) Sabotaje, Terrorismo: explosivos incendiarios servicios públicos, tecnológico (…)” (17). Entre los raptados por el ejército y sus paramilitares para posteriormente asesinarlos y disfrazarlos en sus “falsos positivos”, hay varios niños… Presentarlos como “guerrilleros muertos en combate” potencia la campaña de desprestigio contra la guerrilla que adelanta el Estado (documentos DAS) (17). El Estado es experto en fabricar “pruebas”, poco importa que eso implique asesinar.

En Colombia la guerra física y la guerra mediática adelantadas contra el pueblo por el gran capital, mediante las estructuras del Estado (militares y paramilitares), han llegado al paroxismo absoluto: se habla de “Guerra mediática y cadáveres útiles al Estado”

El Terrorismo de Estado en Colombia ha desaparecido a más de 200.000 personas (18), El Terror Estatal ha desplazado de sus tierras a más de 4,5 millones de personas (1), mediante sus militares y su Herramienta paramilitar, ofreciendo así las tierras vacías de habitantes y reivindicaciones a latifundistas y multinacionales. El régimen colombiano tiene más de 7.500 presos políticos encarcelados mediante montajes judiciales (4).

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La Damas de Blanco tienen las vidas atravesadas por los montajes mediáticos: son financiadas por la mafia de Miami y la CIA, vinculada con Damos como Posada Carriles, responsable del atentado contra el avión de Cubana de Aviación en 1976, en el que murieron 73 personas (19). Estos grupúsculos son la minúscula y terrorífica base social mercenaria, que le ha causado a Cuba muchos muertos y lisiados, y que además adelantan permanentemente una campaña de mentiras contra la Isla. Esta minoría mercenaria es la que, a través de la lupa y deformación de los mass-media, se proyecta como multitudinaria. Los mass media adelantan la conquista de la opinión pública contra Cuba. Las acciones de las Damas de Blanco sirven de sustento a los montajes mediáticos, ya que, a nivel mundial, cualquier caminata de las Damas de Blanco es sobre-mediatizada, con una lectura del asunto completamente descontextualizada, distorsionada y mentida… de un puñado de “Damas” los mass-media fabrican titulares como: “Pueblo cubano protesta contra la dictadura castrista”, y de una evacuación popular de las Damas de Blanco, los mass-media mundiales titulan “Los Castro revientan a golpes la protesta de las Damas de Blanco” (20). Todos los diarios del grupo español Vocento titulaban hace poco: “Castro se ensaña con la protesta pacífica”, y afirmaban que “la protesta pacífica “fue “desbaratada a golpes por la Policía cubana” (20). Los ejemplos de desinformación y mentiras, en los que se transforma a un puñado de asalariadas de Estados Unidos en “una multitud”, y en los que se transforma a las mujeres policías cubanas (que curiosamente llevan tacones para “reprimir”) en agresivas fuerzas de represión abundan… Se impone la comparación entre lo que los mass-media nombran “la brutal represión” refiriéndose a la policía cubana, y las verdaderas represiones brutales que nunca tienen cabida para ser denunciadas por los mass-media… En México, Colombia, o Nigeria son con frecuencia asesinadas personas por la policía, que Sí reprime brutalmente las manifestaciones… Y sin salir de Europa: los policías anti-manifestaciones parecen más Robocops que seres humanos (21).

José Manzaneda relata así la realidad de las marchas organizadas en Miami en contubernio con las realizadas por las Damas de Blanco en La Habana (22): “El pasado 25 de marzo, una marcha recorría las calles de Miami en favor de las llamadas Damas de Blanco, grupo de familiares de presos que cumplen condena en Cuba por colaboración con el gobierno de EEUU. La manifestación fue convocada por la cantante Gloria Estefan, quien pertenece a una de las familias que huyeron a Miami por sus vínculos con la dictadura de Fulgencio Batista, a cuya guardia personal perteneció su padre. El acto fue secundado por organizaciones que apoyan no sólo el bloqueo, sino la intervención militar en Cuba, y contó con la presencia de Posada Carriles, terrorista protegido por el gobierno de EEUU y autor confeso, entre otros muchos atentados, de la voladura de un avión de Cubana de Aviación en pleno vuelo en 1976, que causó 73 víctimas mortales. La persona que introdujo refugiado en EEUU a este criminal, en el interior de su propio yate, es Santiago Álvarez Fernández-Magriñá, uno de los financiadores de las Damas de Blanco, a través de la asociación que preside, Rescate Jurídico (23)”

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• Capitulo 8. el Drama silenciado y el Teatro vociferado

Las Madres De Soacha y sus familiares han conocido de lleno el Terrorismo de Estado en Colombia por reclamar que sean condenados los asesinos de sus hijos, y que se castigue la criminalidad del Estado. Han sufrido la desaparición y asesinato de otros de sus hijos y familiares, amenazas por denunciar, han visto la liberación e impunidad para los militares autores materiales de los crímenes, así como la libertad e impunidad para los autores intelectuales de los crímenes (que ni siquiera fueron imputados)… Las Madres de Soacha han sido criminalizadas, y muchas deben esconderse, ya que varios testigos y denunciantes en los casos de los “falsos positivos” han sido asesinados para asegurar la impunidad dentro del marco de una estrategia estatal (24). Si de su sufrimiento hay que hablar… la voz misma se quiebra de angustia ante el genocidio y la indiferencia internacional que se abate sobre el pueblo colombiano. El llanto largo e invisibilizado de las Madres de Soacha no goza de la solidaridad de “intelectuales y artistas” a nivel mundial. Los mass-media internacionales guardan silencio acerca de este drama.

Las Damas de Blanco y sus familiares han conocido de lleno las embajadas de varios países europeos, cuyos funcionarios también atizan el odio contra Cuba y su sistema social. Ninguna Dama de Blanco ha sido desaparecida o asesinada. Si de su “sufrimiento” hay que hablar… tal vez han sufrido sus trajes de lino blanco por marchar en los calores habaneros… El perpetuo martilleo mediático de cualquier ademán de las Damas de Blanco goza de la solidaridad de “intelectuales y artistas” a nivel mundial. Los mass-media internacionales han hecho gran alboroto con esta farsa.

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• Capítulo 9. Dos realidades mentidas y ocultadas: Antípodas cuya comparación desvela la manipulación de los medios de comunicación

El que se haya descubierto en Colombia la mayor fosa común del continente americano, con 2000 cadáveres, producto de desapariciones y asesinatos de la Fuerza Omega del ejército, no es noticia mundial (25), cuando debería ser un escándalo mayúsculo, dada la dimensión del crimen, sólo comparable a las fosas nazis. Para buscar información acerca de este hecho dantesco hay que convertirse en un arqueólogo de los archivos, mientras que basta con teclear “Damas de Blanco”, y aparece toda la falsimedia contra Cuba, que, obviamente, también oculta a Cuba. Colombia y Cuba son dos realidades mentidas y ocultadas: la primera es la realidad del pueblo que mayor genocidio y dictadura conoce de todo el continente americano, y la segunda es la realidad del pueblo que goza de mayor respeto a los derechos humanos y mayor libertad de todo el continente americano, la realidad que le da al ser humano vitamina de esperanza… Pero la falsimedia muestra de Colombia un “Estado democrático”, ocultando de un plumazo a los 200.000 desaparecidos… y de Cuba muestra a “un Estado irrespetuoso de los derechos humanos”… ¡Qué cinismo macabro!

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NOTAS:

(1) Colombia es, según informes de la ACNUR y de CODHES el segundo país con más desplazados del mundo, después de Sudán, incluso delante de Irak o Afganistán. Hay más de 4,5 millones de personas despojadas y desplazadas de sus tierras, las cifras de varios organismos de derechos humanos en Colombia, refieren 5,5 millones de personas desplazadas. http://www.codhes.org/index.php?option=com_content&task=view&id=187

http://www.acnur.org/pais/docs/2583.pdf

IDMC, Internal Displacement Monitoring Center: http://www.internal-displacement.org/8025708F004CE90B/%28httpEnvelopes%29/C89B42F05847587BC12575EF0051E74C?OpenDocument&count=10000

MOVICE, Movimiento Nacional de Víctimas de Crímenes de Estado: 4,5 millones de desplazados, cifras 2009:

http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&task=view&id=278&Itemid=64

MOVICE: 10 millones de hectáreas de tierras despojadas a los campesinos, 2009: http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&task=view&id=274&Itemid=69

(2) Damas de Blanco: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=103767

http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/04/08/desmontando-el-guion-mediatico-de-las-damas-de-blanco/

(3) “los falsos positivos”: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=98363

http://www.falsos-positivos.blogspot.com/ http://www.rebelion.org/noticia.php?id=100822

(4) Presos políticos en Colombia: http://www.arlac.be/A2009/2009/Tlaxcala.htm . Campaña europea 2009-2011 por la liberación de los presos políticos en Colombia. Son 7500, en su mayoría presos de opinión y activistas sociales que luchan por una Colombia digna, con paz y justicia social. Las asociaciones y personas del mundo que quieran apoyar la campaña por la liberación de los presos políticos en Colombia, son bienvenidas. Para firmar pinchar aquí: http://www.tlaxcala.es/detail_campagne.asp?lg=es&ref_campagne=14&nbsp

(5) Encarcelados bajo montajes judiciales. Tras 3 años presas por un montaje judicial, más de 40 personas son liberadas tras “falso positivo” jurídico masivo: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=104161&titular=m%C3%A1s-de-40-personas-son-liberadas-tras-%E2%80%9Cfalso-positivo%E2%80%9D-jur%C3%ADdico-masivo-

MOVICE. Falsos Positivos Judiciales: http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&task=view&id=554&Itemid=1

(6) Paramilitarismo de Estado en Colombia - informe y documentos: http://www.arlac.be/paramilitarismo/html/deuda.htm

http://www.elespectador.com/noticias/judicial/articulo91305-mancuso-dice-fuerza-publica-le-ayudo-masacre-del-aro

Audiencia a paramilitar Mancuso: Rito Alejo del Río Coordinador paramilitares: http://www.youtube.com/watch?v=3WlH5RpofaU

(7) La población cubana abuchea a las Damas de Blanco cuando salen a hacer sus mediatizadas marchas, VIDEO: http://www.kaosenlared.net/noticia/video-cubanasos-defienden-socialismo-frente-oposicion-capitalista-subv

(8) Los testimonios de paramilitares, de sobrevivientes y los resultados de los equipos forenses evidencian que la Estrategia paramilitar del Estado diseñó un método para descuartizar a seres humanos: dictando “cursos” utilizando a personas vivas llevadas hasta sus campos de entrenamiento. Francisco Villalba, el paramilitar que dirigió en el terreno la barbarie del Aro (Antioquia), en la que torturaron y masacraron a 15 personas durante 5 días, revela detalles de esos “cursos”: "Eran personas que llevaban en camiones, vivas, amarradas (...) Se repartían entre grupos de a cinco (...) las instrucciones eran quitarles el brazo, la cabeza... descuartizarlas vivas(…) Ellos salían llorando y le pedían a uno que no le fuera a hacer nada, que tenían familia"

http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-3525024

Los “cursos de descuartizamiento” eran para adiestrar a los paramilitares en su función más específica: infundir terror en la población, para lograr “disuadir por el terror” y lograr desplazar a los sobrevivientes que habían presenciado las masacres. Así se expresó el paramilitar Veloza, alias HH, refiriéndose al ejército oficial de Colombia: “Nosotros éramos ilegales y son más culpables ellos que nosotros, porque ellos representaban al Estado y estaban obligados a proteger a esas comunidades y nos utilizaban a nosotros. Nosotros cometimos muchos homicidios y tenemos que responder, pero ellos también deben responder…” 'H.H' revela vínculos de AUC con Byron Carvajal y Rito Alejo del Río: http://www.elespectador.com/noticias/judicial/articulo116951-alias-hh-revela-vinculos-de-auc-byron-carvajal-y-rito-alejo-del-rio

HH confiesa más de 3000 asesinatos; será extraditado para callar los nombres de los autores intelectuales:http://www.kaosenlared.net/noticia/paramilitar-confiesa-mas-3000-asesinatos-sera-extraditado-para-callar-

(9)FAO: www.fao.org/news/story/es/item/20568/icode/

(10) UNICEF, informe Estado Mundial de la Infancia 2009

(11) Fuentes actualizadas con el último informe de la CEPAL, informe del BID, y las previsiones 2010 de la OCDE

http://www.educacion.es/horizontales/prensa/discursos/2010/02/tribuna-iberoamerica.html

http://www.oei.es/pdf2/PSE2009-Cap-I-pobreza.pdf

http://www.lavozdelsandinismo.com/internacionales/2010-03-21/cepal-228-millones-de-pobres-en-america-latina-y-el-caribe/

http://www.eleconomista.es/mercados- cotizaciones/noticias/1737831/11/09/Treinta-y-nueve-millones-de-nuevos-pobres-en-America-Latina-en-2010.html

"39 millones de personas más caerán bajo el nivel de pobreza en América Latina en el 2010", indicó la OCDE en su informe 'Panorama Económico', 2009. Las estimaciones de pobreza en América Latina, contrastando varias de las fuentes más optimistas como la CEPAL, arrojan que las cifras alcanzarían los 228 millones de pobres, y más de 102 millones de indigentes. Tras los números, se esconden las tragedias humanas que a diario sufren millones de personas: muerte por desnutrición, malformaciones congénitas por desnutrición, por polución de las aguas, por fumigaciones; violencia intrafamiliar, homicidios, violaciones, prostitución adulta e infantil galopante, esclavitud moderna, trabajo infantil… o sea violaciones sistemáticas a los más básicos derechos humanos de alimentación, vivienda, educación, sanidad, salubridad y vida digna… mientras unas pocas corporaciones y familias oligarcas monopolizan ganancias y destruyen culturas y bosques.

(12) Actualmente mueren casi dos millones de niños al año por falta de agua potable y saneamiento adecuado, informe del PNUD 2009: http://www.undp.org/spanish/publicaciones/annualreport2009/pdf/SP_FINAL.pdf

(13) El Paramilitarismo es una herramienta del terror del Estado y las multinacionales. El Tribunal Permanente de los Pueblos condenó al Gobierno colombiano y a 34 multinacionales por genocidio: http://www.ntn24.com/content/tribunal-permanente-pueblos-condena-a-gobierno-colombiano-genocidi

http://colombia.indymedia.org/news/2009/03/100268.php

(14) Informe en el que se revela que paramilitares aseguran haber perpetrado 30.470 asesinatos en unos 15 años: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/66984-NN/ex-paramilitares-colombianos-reconocen-haber-cometido-cerca-de--30-mil-500-asesinatos/

(15) Los “falsos positivos” son una política estatal, determinada por la directiva presidencial 029, que incentiva estos crímenes mediante un perverso mecanismo de recompensas: http://ecofondo.org.co/ecofondo/downloads/Libro%20Continuidad%20o%20Desembrujo.pdf Informe “Continuidad o desembrujo”, página 76: “(…)directiva para el pago de recompensas por capturas o bajas, que establece cupos por unidad militar y una lista de precios por las bajas presentadas: Directiva Secreta 029 de 2009, cuya vigencia fue defendida tanto por el Presidente de la República como por los mandos militares. Estas normas fueron expedidas cuando era ministro de Defensa Camilo Ospina, quien luego fuera embajador ante la OEA, y postula a Fiscal General de la Nación.” http://www.falsos-positivos.blogspot.com/

(16) Auto atentados del estado colombiano, DAS implicado: http://www.kaosenlared.net/noticia/video-piedad-cordoba-denuncia-analiza-colombia-ocultada-medios-desinfo

http://www.kaosenlared.net/noticia/video-autoatentados-macabra-estrategia-terrorismo-estado-para-montajes

(17) Consta en los documentos del DAS incautados en la instrucción contra Noguera. Más de 300 páginas obtenidas por Antonio José Caballero. Escuchar minuto 3.15 del editorial de Juan Gossaín leyendo documentos del DAS: “Operaciones, Amazonas, Transmilenio, Bahía, estrategia: desprestigio (…) Montajes, Sabotaje, Terrorismo: explosivos, incendiarios, servicios públicos, tecnológico (…)” en: http://www.rpasur.com/ElmayorescandalodeespionajedelahistoriadelDAS.html

VIDEO Confesiones del ex director de Informática del DAS, Rafael García I. Noticias Uno y Telesur: http://www.telesurtv.net/noticias/multimedia/video.php#%C2%A0

(18) En Colombia el terrorismo de Estado ha desaparecido a 200.000 personas según las últimas cifras compiladas y según lo denunció últimamente Piedad Córdoba (2010): http://www.rebelion.org/noticia.php?id=104558&titular=piedad-c%F3rdoba-denuncia-la-pasividad-internacional-y-pide-que-se-condicione-el-tlc-con-europa-

(19) Posada Carriles: http://www.publico.es/303351

(20) Titularán “Los Castro revientan a golpes la protesta de las Damas de Blanco”. http://www.larazon.es/noticia/3298-policias-cubanos-apalean-y-encierran-a-mas-de-40-damas-de-blanco

http://www.elcorreo.com/vizcaya/v/20100318/mundo/castro-ensana-protesta-pacifica-20100318.html

(21) ¡Basta ya! Cuba debe aprender de España: Lecciones de “democracia” para Cuba en vídeo: http://www.kaosenlared.net/noticia/basta-ya-cuba-debe-aprender-espana-lecciones-democracia-para-cuba-vide

(22) José Manzaneda: http://www.kaosenlared.net/noticia/especial-desmontando-guion-mediatico-damas-blanco

(23) Santiago Álvarez Fernández-Magriñá, con vinculaciones verdaderamente terroristas, es uno de los financiadores de las Damas de Blanco, a través de la asociación que preside, Rescate Jurídico: http://www.cubadebate.cu/noticias/2009/10/22/liberan-en-miami-al-terrorista-santiago-alvarez-benefactor-de-posada-carriles/

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=68292

(24) Informe de Amnistía Internacional sobre la impunidad de las ejecuciones extrajudiciales en Colombia, denuncia asesinatos de familiares, “Buscando Justicia: Las madres de Soacha” http://www.rebelion.org/noticia.php?id=100633&titular=buscando-justicia:-las-madres-de-soacha-En el caso de los “falsos positivos” de Soacha ya han asesinado a varios familiares. Carmenza Gómez Romero tenía tres hijos, al primero lo asesinó el Estado para sus montajes de “los falsos positivos”, y al segundo lo asesinaron por denunciar. John Nilson fue abaleado el 4 de febrero de 2009; ya había sobrevivido a un atentado contra su vida. Tras el asesinato de John Nilson la familia sigue recibiendo amenazas. Luz Nidia, hija de Carmenza, recibe amenazas telefónicas: “Conque ha puesto denuncias... ¿Qué es lo que quiere triple hijueputa […]?”

Atentado contra testigo de “falso positivo”. http://www.youtube.com/watch?v=cARk2cLiEMw&feature=player_embedded

Delegación asturiana denuncia: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=100450&titular="europa-no-puede-firmar-un-tlc-con-un-estado-violador-de-los-derechos-humanos"-

(25) La mayor fosa común del continente, donde el ejército habría estado enterrando a desaparecidos desde 2005, al menos 2000 cadáveres: http://www.publico.es/internacional/288773/aparece/colombia/fosa/comun/cadaveres

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=99507

Estado intenta ocultar la dantesca fosa, y remover la escena del crimen: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=100898



*Blog de la autora: http://azalearobles.blogspot.com/

Europa carece de moral para questionar Cuba

Escrito por Erica Soares

lunes, 17 de mayo de 2010

17 de mayo de 2010, 11:07Madri, 17 mai (Prensa Latina) O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou hoje aqui que a União Europeia (UE) carece de autoridade moral para falar sobre a situação dos direitos humanos em seu país.

Entrevistado pelo canal de televisão Telecinco, Rodríguez reforçou que Cuba, como país soberano, não reconhece ao bloco comunitário nenhuma autoridade moral para tratar desse tipo de assunto.

O chanceler advertiu, também, que enquanto existir a chamada Posição Comum da UE com respeito a Cuba, aprovada em 1996, será impossível uma completa normalização dos vínculos entre a nação antilhana e os Vinte e sete.

Rodríguez, no entanto, reconheceu a Espanha como um interlocutor válido, em sua condição de presidente de turno da União durante o atual semestre.

Perguntado pela emissora madrilenha, o chefe da diplomacia de Havana negou a existência de presos políticos na ilha e assegurou que há réus como em qualquer parte do mundo.

Trata-se, esclareceu, de pessoas julgadas por atos ilegais qualificados em leis prévias e sancionadas em processos ordinários por tribunais civis.

Nada a ver com as comissões ou os tribunais militares que julgam na base de Guantánamo ou em Abu Ghraib, e sobre o qual a Europa não tem dito uma só palavra, denunciou o titular de Exteriores.
Rodríguez, que encabeça a delegação cubana à VI Cúpula euro-latino-americana, expressou seu otimismo em que esse fórum se pronuncie amanhã pela plena vigência dos princípios do Direito Internacional, inclusive a não ingerência nos assuntos internos e a igualdade soberana dos Estados.
tgj/edu/es

Modificado el ( lunes, 17 de mayo de 2010 )

O povo da Grécia

Luta pela Humanidade

Miguel Urbano Rodrigues

11.Mai.10 :: Destaques

Neste artigo Miguel Urbano Rodrigues chama a atenção para o agravamento da crise mundial do capitalismo. A dívida externa dos EUA, a maior do mundo, ultrapassa já o PIB do país e continua a aumentar. Obama, negando compromissos assumidos, nomeou para postos chave da Administração alguns dos principais responsáveis pela crise financeira. Numa segunda parte, reflecte sobre os acontecimentos da Grécia, sublinhando que nestas semanas o povo da Helada luta pela humanidade inteira num combate em que o Partido Comunista da Grécia se assume como vanguarda revolucionária da classe operária, na melhor tradição leninista.
As gigantescas manifestações de protesto do povo grego contra a política do Governo do Partido Socialista e as medidas impostas ao país pela União Europeia e o FMI iluminam nestes dias a amplitude e complexidade de uma crise sem precedentes.

A grande maioria da Humanidade não tomou ainda consciência de que o seu futuro é inseparável da luta de classes em desenvolvimento na terra que foi berço da civilização europeia e do conceito de democracia política.

Um sistema mediático controlado pelo imperialismo insiste em apresentar os acontecimentos da Grécia como episódio de uma crise financeira mundial prestes a ser superada.

Trata-se de uma inverdade. A Humanidade enfrenta uma crise global e estrutural do capitalismo que se agrava a cada semana nas frentes económica, financeira, cultural, energética, ambiental, militar, social e politica.

O MITO OBAMA


A crise iniciou-se nos EUA, o principal baluarte do imperialismo. A potência que os media portugueses insistem em apresentar como «a maior economia do mundo» entrou num processo de decadência irreversível. Os EUA são hoje o país mais endividado do mundo. A sua divida externa no final de 2008 atingia 13,77 milhões de milhões de dólares, o equivalente ao PIB do país; actualmente já o excede. É actualmente superior a todas as dívidas externas somadas da Europa, Ásia, África e América Latina. Uma divida impagável, anunciadora de um estouro que abalará o mundo. Por si só, a China é possuidora de mais de 900 mil milhões de dólares em reservas de dólares e títulos do Tesouro norte-americano.

Por que se mantém então a hegemonia dos EUA?

Dois factores a garantem. O primeiro é o seu imenso poderio militar. O outro a permanência do dólar como moeda de referência no comércio internacional, nomeadamente a divisa utilizada nas transacções do petróleo. E não há controlo para a emissão do bilhete verde.

Mas como os EUA se transformaram numa sociedade parasitária que consome muito mais do que produz, o país avança para um desastre, sem data no calendário, de proporções colossais.

O gigante tem pés de barro. O seu deficit comercial ultrapassou um milhão de milhões de dólares no ano passado. Este ano será superior.

Como a acumulação capitalista não funciona mais de acordo com a lógica do sistema, Washington, na fidelidade a uma estratégia de dominação universal, saqueia os recursos naturais de dezenas de países e desencadeia guerras de agressão ditas «preventivas» com a cumplicidade dos seus aliados da União Europeia.

Neste contexto o presidente Barack Obama, apresentado pela propaganda como político progressista e humanista, desenvolve uma politica que é indispensável e urgente desmistificar porque configura uma ameaça à Humanidade.

A falsificação da História não pode apagar a realidade. O homem distinguido com o Nobel da Paz ampliou a politica belicista de Bush. Manteve a ocupação do Iraque, intensificou a guerra de agressão no Afeganistão, iniciou os bombardeamentos no Noroeste do Paquistão, mantém a aliança com o sionismo neofascista israelense.

Crimes monstruosos, sobretudo no Afeganistão, comparáveis aos das SS nazis na II Guerra Mundial, são cometidos rotineiramente pelas Forças Armadas dos EUA. A barbárie militar tem aliás por complemento uma vaga de barbárie cultural. Essa é porém assunto a que os grandes media dedicam atenção mínima. Seria incómodo lembrar a destruição e saque de patrimónios da Humanidade na antiga Mesopotâmia. Informar por exemplo que nas ruínas de Babilónia estacionam tanques da US ARMY, que a maior base americana no Afeganistão, Begram, está instalada no espaço arqueológico de Kapisa, a antiga capital da desaparecida civilização Kuchana.

O Nobel da Paz dos EUA é o primeiro responsável pelo golpe de Estado nas Honduras (ver odiario.info de 26 de Julho e 1 de Dezembro de 2009), retoma a política de hostilidade à Revolução Cubana, volta a enviar a IV Esquadra para águas da América Latina, ameaça a Venezuela Bolivariana, o Equador e a Bolívia, cria 7 novas bases militares norte-americanas na Colômbia, instala em África o AFRICOM, um exército permanente dos EUA naquele Continente, bombardeia a Somália e o Iémen.

O presidente dos EUA é elogiado como defensor de um mundo sem armas nucleares. Mas na recente Conferência sobre Desnuclearização ameaçou usá-las contra o Irão, se o seu governo não se submeter às exigências de Washington.

A CUMPLICIDADE COM A FINANÇA

Diariamente lemos nos jornais portugueses e ouvimos em programas televisivos em que pontificam politólogos do sistema que a recessão terminou na maioria dos países da União Europeia, que a retoma é uma realidade e que nos EUA a economia cresceu no último trimestre mais do que o previsto. A Grécia, Portugal, a Espanha, a Irlanda e a Itália seriam excepções. A «turbulência» dos mercados mantinha-se, com bruscas oscilações nas bolsas, mas isso resultaria da acção de especuladores.

Os governantes e a comunicação social esforçam-se por persuadir os povos de que tudo voltará em breve à normalidade graças a sábias políticas financeiras -insinua-se - que salvaram a banca e a medidas de austeridade impostas pela necessidade de reduzir os deficits orçamentais. Em Portugal o PEC seria a solução salvadora. Com custos, é um facto, mas a hora exigiria sacrifícios de «todos» a bem da pátria.

O discurso da mentira e da hipocrisia pode mudar na forma, mas o seu conteúdo é fundamentalmente o mesmo de Washington a Paris, de Tóquio a Londres.

O objectivo é enganar os povos para impedir que a intensificação das lutas sociais abale as bases do sistema.

Uma vez mais são os EUA quem comanda a campanha de desinformação.

Na realidade, muito pouca coisa mudou ali no mundo corrupto da finança. Centenas de milhões de dólares foram injectadas no «mercado» pela Administração Obama, mas não para acudir às grandes vítimas da crise, as camadas mais pobres do povo norte-americano. As medidas tomadas pelo Governo Federal visaram salvar da falência os responsáveis pelas acções criminosas que desencadearam a crise, sobretudo a grande banca, as seguradoras, os gigantes da indústria automóvel.

Os patrões da finança são os mesmos e continuam a atribuir-se salários e prémios milionários (em Portugal acontece o mesmo) e retomam os métodos fraudulentos que estão na origem do tsunami financeiro.

Prémios Nobel da Economia como Joseph Stiglitz, Paul Krugman e académicos de prestígio mundial como Noam Chomsky arrancam a máscara ao governo federal, desmontando a mentira da recuperação. Acusam frontalmente Obama de, ao invés de punir os cardeais da finança ter colocado muitos deles em postos chave da Administração. É o caso do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, um ex-magnata de Wall Street, hoje responsável pela política monetária do país. Mais expressivo ainda é o caso de Larry Summers. Esse homem foi, durante o governo de Clinton o autor intelectual da revogação da lei que impedia a chamada «desregulamentação», isto é as politica criminosas que provocaram falências em cadeia. Que fez Obama? Nomeou-o seu assessor económico.

Em 1929, no auge da crise iniciada com o crash de Wall Street, John Kenneth Galbraith, o eminente economista liberal afirmou que «o sentido de responsabilidade da comunidade financeira perante a sociedade (…) é praticamente nulo».

Nada mudou desde então.

Obama comprometeu-se a reformar profundamente o sistema financeiro. Mas, em vez de cumprir a promessa, manteve os privilégios dos cardeais da finança.

O desemprego, entretanto, cresce. A pobreza alastra em cidades como Detroit (antes pulmão da indústria automobilística) e Pittsburg (antiga capital do aço) onde bairros inteiros, desabitados, oferecem uma imagem de decadência que nega os slogans do american way of life.

A chanceler Merkel e o presidente Sarkozy bradam que «é preciso refundar o capitalismo». Mas, conscientes de que o capitalismo não é humanizável, tudo fazem para o recauchutar.

O EXEMPLO DA GRÉCIA

Foi ilusório acreditar que a Europa escaparia aos efeitos da crise nos EUA.

Sucedem-se as crises na Islândia, na Espanha, na Irlanda, em Portugal, na Grécia.

O euro desvaloriza-se em ritmo alarmante. A taxa de desemprego atinge já os 20% em Espanha. Na Alemanha e na Grã-Bretanha a gravidade da crise será transparente após as eleições. Em França, Sarkozy tenta em vão ocultar o profundo descontentamento do povo que se expressa na amplitude assumida pela contestação social.

Na Grécia a economia desmoronou-se. O alarme foi tamanho em Bruxelas que os grandes da União Europeia, temendo o contágio, aprovaram com o FMI, após tumultuosos debates, marcados por contradições e hesitações, um plano dito de «ajuda» que na realidade impõe ao país medidas que, a serem aplicadas, o reduziria à condição de colónia administrada pela finança internacional.

Subestimaram o espírito de luta do povo grego, a sua firmeza no combate em defesa de direitos históricos adquiridos há muitas décadas.

Sete greves gerais nos últimos cinco meses expressaram a recusa dos trabalhadores gregos a submeter-se ao chamado «programa de austeridade», eufemismo que encobre as exigências impostas pelo grande capital, violadoras da soberania nacional.

A greve do dia 5 de Maio, gigantesca, paralisou o país. Centenas de milhares de trabalhadores protestaram em Atenas e 68 outras cidades contra a agressão exterior mascarada de «ajuda».

Como era de esperar, os media internacionais desinformaram na Europa e nos EUA. Reduziram a dimensão do protesto e deturparam o significado da grande jornada de luta.

Mas o objectivo de caluniar o povo grego não foi atingido. Era impossível ocultar que o país parou. Transportes, escolas, hospitais, fábricas, portos, aeroportos, comércio; o sector privado juntou-se ao público.

Elementos da extrema direita provocaram distúrbios na manifestação em frente do Parlamento. Entre eles havia polícias à paisana. Mas a tentativa de responsabilizar o PAME - a Frente Sindical que mobilizou os trabalhadores -fracassou porque o protesto foi pacífico, excluindo todas as formas de violência.

Os governantes e banqueiros da UE insistem em falar do «caos grego», criticam os grevistas que se opõem a medidas de austeridade concebidas para «salvar o país». Mentem conscientemente. A Grécia projecta nestas semanas a imagem de uma luta de classes exemplar na qual o seu povo, no confronto com o capital, assume o papel de sujeito histórico. O mundo do trabalho não está disposto a pagar a factura da política capituladora que lhe é imposta, prevista aliás no Tratado de Maastricht: eliminação dos 13º e 14º salários, redução de pensões de reforma, corte brutal nos salários, congelamento dos mesmos, etc.

No dia 4 de Maio, reagindo à estratégia de Bruxelas, o Partido Comunista da Grécia (KKE), ocupou simbolicamente a Acrópole, em Atenas, e desfraldou naquela colina milenar bandeiras com uma inscrição desafiadora: «Povos da Europa levantai-vos!»

O KKE está consciente de que a Europa não se encontra no limiar de uma situação pré-revolucionária. Na própria Grécia não estão reunidas condições para um assalto ao poder.

Nem por isso o brado revolucionário do KKE é menos comovente e oportuno. Também em 1848 Marx sabia, quando redigiu com Engels o Manifesto do Partido Comunista, que a Revolução socialista na Europa não iria concretizar-se no futuro próximo. Mas o grito «Proletários de todos os países uni-vos!» ecoou no Continente como incentivo à luta de classes, desencadeando um vendaval de esperança nas massas oprimidas.

As grandes revoluções não se forjam em dias, sequer em meses ou anos. Não existe para elas data previsível porque resultam de uma soma de pequenas e grandes lutas inseridas em contextos históricos favoráveis.

Os comunistas gregos não ignoram que a derrota do capitalismo vai tardar. Mas adquiriram há muito a convicção inabalável de que deve ser frontal e sem concessões no combate ao sistema que invoca a necessidade de «reformas» e de «políticas de austeridade» para reforçar a opressão social.

Uma certeza: a crise, na Grécia e no mundo, vai agravar-se com pesado custo para o proletariado de novo tipo que engloba a nível planetário centenas de milhões de trabalhadores.

E não será dos Parlamentos transformados em instrumentos da dominação das classes dominantes que sairá a saída para a crise global que vivemos e ameaça a Humanidade.

Por isso mesmo, a exemplar lição de combatividade dos trabalhadores gregos e do seu heróico partido, vanguarda revolucionária na melhor tradição leninista, é tão importante, bela e simbólica.

Nesta Primavera europeia do ano 2010, os filhos da Helada voltam a lutar pela Humanidade.

V.N.de Gaia, 9 de Maio de 2010