quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quando meias palavras transformam uma meia verdade em mentira.

Por Maria Fernanda Araújo e Otávio Marhofer Dutra*

Em resposta ao texto: “Vamos cercar de solidariedade os trabalhadores e o povo cubano” publicado pela LIT-QI e pelo PSTU.


Somos estudantes brasileiros em Cuba, país irmão no qual vivemos há quatro anos, e escrevemos este texto a fim de solidarizar-nos verdadeiramente com nossos hermanos e de contribuir sobre a reflexão quanto ao processo revolucionário cubano.
Confessamos que num primeiro momento a leitura do referido texto causou tamanha indignação, diante de tantos equívocos e disparates sobre uma realidade a qual estamos tendo a incrível oportunidade de vivenciar. No princípio, nos questionamos sobre as reais intenções deste texto. Longe de ser uma análise concreta sobre a realidade cubana, acreditamos que o texto da LIT não supera uma visão superficial, fragmentada e idealista de um complexo processo, impossível de compreender em poucos dias de viagem pelos rincões turísticos do país.
Essa é uma questão fundamental: para realizar qualquer discussão ou análise sobre a Revolução Cubana é necessário antes despir-nos de dogmas e preconceitos, compreendendo-a por si própria em sua diversidade. Os únicos pressupostos pelos quais devemos orientar-nos são que a realidade é dialética, e portanto contraditória e dinâmica, de maneira que toda transformação contém elementos do passado e embriões do futuro; e que é necessário ser radical, ou seja, compreender seus problemas a partir das suas raízes.

Sobre os caminhos históricos desde o triunfo de 1959

Sem a ciência da história ao nosso lado - buscando compreender sua dinâmica e seu movimento, sem cair nas facilidades das dicotomias ou dos atos de fé - podemos realizar análises equivocadas, seja pela ingenuidade, ignorância ou pelo oportunismo. No texto da LIT as falsas dicotomias entre bem ou mal e certo ou errado são tratadas como verdades absolutas e os sentidos comuns são o que há de mais freqüente. Assim cabe a nós fazer uma breve reflexão histórica, em que por razões dos objetivos do texto trataremos de 1959 aos dias de hoje.
Com o triunfo da revolução em primeiro de janeiro de 1959, à medida que avançavam as conquistas do heróico povo cubano, crescia também a contra-ofensiva do império. Ainda em 1961, a CIA financia e organiza o ataque de 1200 mercenários a Playa Girón, cujas tropas foram derrotadas pelo povo combatente. Foi então que para organizar o povo cubano e defender suas conquistas foram criados os Comitês de Defesa da Revolução – CDR, possibilitando a construção do socialismo e da democracia popular em cada bairro. Em 16 de abril de 61 Fidel declara o caráter socialista da Revolução Cubana e com a vitória de Playa Girón, que cumpre  50 anos este 19 de abril, o governo revolucionário realiza mais expropriações de empresas estratégicas e planificação do Estado. Depois desse, vieram muitos outros ataques, que seguem até os dias de hoje. Como se não bastasse, em 1962 os EUA expulsam Cuba da Organização dos Estados Americanos - OEA, e declaram o bloqueio econômico à ilha socialista, buscando impedir que outros países comercializem ou desenvolvam qualquer tipo de relação com este país. Com o bloqueio genocida, Cuba estreita suas relações com a União Soviética, através de acordos comerciais, militares e de solidariedade.
A partir da vitória de 61, os feitos da revolução cubana seguiram impressionando. Em poucos anos Cuba desenvolve-se como potência científica em diversas áreas, como a medicina e a farmacologia.  Torna-se o país com maior expectativa de vida e menor mortalidade infantil das Américas, números comparáveis aos mais desenvolvidos países europeus.  Desenvolve-se no âmbito dos esportes e cultural, sendo, por exemplo, o país de todo mundo com o maior percentual de escritores per capita, mostra do nível intelectual alcançado pelo povo durante o socialismo. Nas artes plásticas, na dança, na música, no cinema e no teatro a revolução deixou também sua marca: um povo culto é um povo livre, parafraseando José Martí. O povo cubano em sua grande maioria, ao contrario do que afirma a LIT, é extremamente crítico e conhecedor da sua história e da história dos outros povos do mundo, atualizado como nenhum outro sobre a conjuntura e os desafios dos processos que vivem os oprimidos em qualquer parte. É, sobretudo, um povo ativo e autônomo, soberano e independente, pouco passível às manipulações e ilusões de falsas verdades.

Pátria é humanidade: o internacionalismo de Cuba

Seguimos utilizando a história como instrumento para compreender outros disparates do texto da LIT, que peca pela ausência de base científica. O texto afirma que “a direção cubana implementou a mesma política que tiveram as direções da URSS, China, Alemanha Oriental etc.: a coexistência pacífica com o imperialismo, ao invés da revolução latino-americana e mundial”. O socialismo cubano, como a história prova, não acabou em si mesmo e muito menos coexistiu pacificamente com os EUA, como brevemente relatamos acima. Os cubanos deixaram marcas de emancipação em diversos países e internacionalizaram sua revolução mais do que qualquer outra. Um país pobre, de pequenas extensões geográficas e bloqueado economicamente por grande parte do mundo, jamais hesitou em solidarizar-se com um povo irmão. Desde a década de 60 aos anos 90 apoiou direta ou indiretamente as tentativas emancipatórias na América Latina, exportando sua experiência de guerrilhas, treinando militantes política e militarmente, ou apoiando financeiramente e com recursos humanos diversas organizações e governos revolucionários. Bolívia, Chile, Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, El Salvador, Peru, Nicarágua, Guatemala, México são alguns dos exemplos na América Latina. Na África contribuíram com exércitos e profissionais diversos aos esforços de libertação nacional de várias nações, como Angola, Etiópia, Congo, Moçambique (e muitos outros) sendo sua participação fundamental para o fim do regime Apartheid na África do Sul. Desde o triunfo da revolução já somam centenas de milhares os jovens oriundos de países da periferia do sistema que receberam cursos universitários em Cuba; dezenas de milhões os que foram alfabetizados por cubanos e cubanos; milhões os que voltaram a enxergar através cirurgias de catarata realizadas pelas missões médicas cubanas; dezenas de milhões que receberam atenção médica cubana nas mais diversas áreas, seja em desastres ambientais, epidemiológicos (como recentemente o terremoto e a epidemia de cólera no Haíti) ou para estruturar os sistemas nacionais de saúde e educação. Detalhe, Cuba realiza o que considera um princípio – a solidariedade – sem exigir nada em troca. Pelas proporções dos seus gestos, jamais houve tamanho internacionalismo. Quem diga o contrario ou desconhece profundamente a história ou bem intencionado não está.
Hoje, mesmo enfrentando tantas dificuldades econômicas, Cuba segue sendo vanguarda no que se refere à solidariedade internacional. Um exemplo é que atualmente estudam em Cuba cerca de 50 mil estudantes estrangeiros, dos mais diversos cursos universitárias, sendo a maioria medicina. Além disso, as missões cubanas de solidariedade na área de saúde e educação estão presentes em mais de 70 países. Somente na Venezuela são mais de 35 mil cubanos, entre médicos, profissionais da saúde e educadores. Outro relevante exemplo do internacionalismo do socialismo cubano é o projeto Escola Latino Americana de Medicina - ELAM, idealizado pelo Comandante Fidel Castro em um momento em que toda a América Central havia sido assolada por três furacões. O projeto ELAM já possui 12 anos de existência, com uma grande quantidade de médicos atuando em toda a América Latina. Atualmente, cerca de 700 brasileiros estudam em Cuba, outros 400 já se formaram, e em sua maioria estão comprometidos em trabalhar para construir um SUS 100% público, estatal, universal, integral e eqüitativo para o povo brasileiro, em que a gestão popular seja o principal instrumento de controle e planificação, a exemplo do que vivenciamos diariamente em Cuba.

A desintegração da URSS e as contradições atuais
   
Seguindo os caminhos da história chegamos no período de desintegração da URSS e do bloco socialista. Na década de 80 recordamos que os acordos com o campo socialista passaram a responder por 85% do intercambio de mercadorias realizadas por Cuba, aprofundando a dependência econômica. Na década de 90, com a desintegração da URSS e do socialismo no leste europeu, teve inicio uma das épocas mais difíceis da história do aguerrido povo cubano: o período especial.
No primeiro ano após a dissolução do campo socialista do leste europeu e da União Soviética, o produto interno bruto decaiu 33%. A questão energética foi uma das mais prejudicadas, colapsando o transporte e a indústria. Cuba infelizmente possui reservas muito pequenas e de difícil acesso de recursos como o Petróleo ou carvão mineral. Um exemplo do caos energético gerado foram as muitas safras de alimentos que apodreceram no campo, já que sem combustível para o transporte não podiam ser deslocadas às cidades. Faltavam alimentos, remédios e outros produtos essenciais, como de vestuário e higiene. Nesse contexto, o cruel bloqueio imperialista tornou-se ainda mais perverso. Mas para a LIT tudo segue preto ou branco e, ignorando a lógica marxista, simplifica superficialmente as soluções para problemas tão profundos e complexos.
Mesmo com tamanhas dificuldades, em pleno período especial, o povo cubano ratifica sua vontade de seguir construindo o socialismo em plebiscito nacional, com mais de 90% dos votos e uma participação de quase 100% da população, com voto secreto, não obrigatório e universal aos maiores de 16 anos. Talvez, por tão heróica resistência e convicção do rumo escolhido, que Fidel considera o Período Especial “o mais glorioso dos 50 anos da Revolução Cubana”.
O povo cubano viveu anos de profunda escassez e sacrifícios. De fato, a dependência econômica que mantinha do campo socialista era profunda, o que se mostrou um grande equivoco na construção do socialismo em Cuba, talvez o maior que cometeram. As seqüelas da dependência se mostraram mais perversas no período especial, o país entrou em colapso. No entanto, julgar a história desde o futuro é fácil. As autocríticas da direção do Partido Comunista e das organizações de massa do povo cubano foram muitas e periódicas, mas não transformam o passado. Servem principalmente para evitar que erros similares voltem a ocorrer. O período especial gerou também uma serie de novas contradições cujas soluções são hoje, junto com o desafio de dinamizar a economia, os principais desafios para o avanço do socialismo em Cuba. Para reverter o processo de carência e dependência econômica criaram-se diversas empresas mistas (parcerias entre o Estado - sócio majoritário – e empresas capitalistas), com a finalidade de ampliar a infra-estrutura industrial, aumentar e diversificar a produção de bens de consumo para a população. Para incrementar a arrecadação do Estado, Cuba foi obrigada a abrir-se ao predatório turismo internacional e, para isso, fazer concessões as grandes redes turísticas, que detém o monopólio do turismo na Europa e América do Norte, de onde vem o grande contingente de turistas a Cuba. O povo cubano não teve escolhas, porque infelizmente a história não depende somente dos desejos, e os cubanos sabiam em que barco estavam entrando e os problemas que estavam por surgir. Mas para a LIT a resposta continua simples e se resume na seguinte fórmula: Cuba restaurou a economia de mercado.
Com tais medidas, Cuba pôde evitar a ofensiva da contra-revolução capitalista, como ocorreu nos países do antigo bloco socialista. Admirável é a convicção com que LIT defende essas contra-revoluçoes financiados pelo imperialismo, que deterioraram a vida de milhões nesses países, como revoluções sociais. Através do controle do Estado sobre as principais empresas estratégicas, planificação da economia e a manutenção das mais importantes conquistas da revolução nas áreas da saúde, educação, arte e cultura e produção de ciência e tecnologia Cuba pode resistir a tal contra-ofensiva. No entanto, este longo período de dificuldades materiais foi bastante marcante na determinação da consciência social. Um grande contingente de cubanos deixou o país durante os anos do período especial, e problemas como a prostituição, o mercado negro e a corrupção, tornaram-se presentes. As desigualdades internas foram intensificadas, especialmente quanto à valoração do trabalho.
Com o objetivo de proteger a população e garantir o mínimo necessário para que todo cubano pudesse seguir vivendo dignamente foi criada uma economia interna “fictícia”, com desvalorização da moeda e forte subsidio do Estado Cubano aos produtos essenciais. Assim, com o período especial foram criadas duas moedas: o Peso conversível (equivalente ao dólar), utilizado nas transações comerciais internacionais e no turismo; e o peso Cubano (que equivale a 1/24 de peso conversível), utilizado no mercado interno de produtos subsidiados pelo Estado. Todo trabalhador cubano recebe seu salário em peso cubano, e compra seus alimentos e produtos de primeira necessidade com valores muito abaixo do mercado internacional. O salário mínimo é de cerca 400 pesos cubanos, equivalentes aos 18 dólares relatados no texto da LIT. Mas, o essencial que omitiu é o real poder aquisitivo do peso cubano internamente. Exemplifiquemos. O quilo do arroz e do feijão custam 2 pesos cubanos, equivalente a 15 centavos de real para o cubano. O litro do leite custa menos de 1 peso cubano e é gratuito para as crianças de até 10 anos e idosos com mais de 60. A tarifa de ônibus vale 40 centavos de peso cubano (equivalentes a 3 centavos de real) e o pagamento é opcional.  Uma sessão de cinema, teatro ou ballet não passa de 40 centavos de real, ou 5 pesos cubanos, isso quando não são oferecidos os freqüentes descontos aos trabalhadores ou estudantes. Agora façamos as contas: algum cubano “passa fome”?  
Contudo, um trabalhador que recebe seus ganhos em Peso conversível (em geral aqueles que trabalham em setores vinculados ao turismo, como um taxista particular, alguém que recebe dinheiro de um familiar no exterior ou que aluga um quarto para estrangeiros), já que esta moeda tem um valor 24 vezes maior que o peso cubano, têm maiores possibilidades de consumo que um exemplar operário, um engenheiro, um médico ou um reconhecido professor universitário. Um problema que já é grande por si só é amplificado pelas informações equivocadas da LIT, quando afirma que “os cubanos que trabalham nas empresas internacionais não têm a proteção do Estado “socialista” cubano. Ao contrário, o trabalhador cubano não recebe o mesmo salário que essas empresas pagam em outras partes do mundo. Os cubanos só ganham os seus miseráveis 18 dólares mensais”. Basta informar-se minimamente para rebater esta falácia. O Estado Cubano recebe pelo trabalho de qualquer cubano de uma empresa mista um valor próximo à média que recebe um trabalhador com semelhante capacitação em qualquer lugar do mundo.  Dependendo da função do trabalhador e de sua preparação técnica repassa cerca de 10% desse salário. Um engenheiro de uma empresa mista com um salário em torno de 3 mil dólares recebe cerca de 300 dólares do Estado, que utiliza os outros 2700 para financiar os gastos sociais. Com 300 dólares um trabalhador cubano tem a possibilidade de viver confortável e dignamente em Cuba.
No entanto contradições como essa têm sido um dos maiores desafios do Estado cubano, do Partido Comunista e das organizações de massa do povo. A fim de avançar na superação delas, o governo revolucionário tem proposto à população uma série de reformas que visam principalmente aumentar a produtividade de setores estratégicos (especialmente àqueles vinculados à alimentação e o desenvolvimento de meios de produção). Uma delas trata da legislação trabalhista e objetiva aumentar a produtividade industrial e a agilidade dos serviços, por meio de incentivos materiais aos trabalhadores mais dedicados e comprometidos com a revolução. Tal medida vem no sentido de reafirmar o principio socialista de “receber de acordo com seu próprio trabalho e esforço”, rumando assim no sentido de diminuir a burocratização dos serviços e a corrupção, que estagnam a produção.  Outra importante medida adotada recentemente é a distribuição das terras ociosas do Estado aos pequenos agricultores e a garantia de condições para produzir, com o objetivo de aproximar Cuba da soberania alimentar, com aumento e diversificação da produção agrícola. Este é um dos grandes desafios de Cuba: manter os trabalhadores na terra.
Tendo em vista a ampla especialização da força de trabalho no país, em virtude do acesso irrestrito à educação, atualmente em Cuba faltam agricultores, trabalhadores técnicos, e sobram especialistas universitários a um ponto que em muitos setores da economia parte significativa da força de trabalho não está vinculada diretamente à produção. Com isso, por resolução do Conselho de Ministros da Assembléia Nacional do Poder Popular, debatida em todas as instâncias da sociedade cubana e movimentos de massa, tem sido realizada a redistribuição, e não a demissão como insiste erroneamente a LIT, dos trabalhadores nos diferentes setores da economia, de maneira que em cada local de trabalho pelo menos 80% dos trabalhadores sejam vinculados diretamente à produção, de maneira a aumentá-la e diminuir a burocracia do estado. Para atender à demanda de trabalhadores que não queiram ser redistribuídos, o Estado cubano aumentou a rede de serviços, ampliando a possibilidade de abertura de pequenos negócios (como cafeterias, restaurantes, cabelereiros, aluguel), assim como a ampliação de vagas em cursos técnicos.
Outro equivoco, por omissão de parte da verdade, é quando diz que “a maioria dos produtos que faziam parte da caderneta de abastecimento foi eliminada, ao mesmo tempo em que se anuncia o fim da própria caderneta”. Isso realmente tem acontecido, no entanto os produtos têm sido redirecionados aos setores sociais mais desfavorecidos. O fim do igualitarismo é uma das metas em curto prazo, já que isso não é um princípio socialista. Se é fato que a sociedade cubana hoje apresenta níveis de desigualdades (em proporções abismalmente distintas de qualquer sociedade capitalista) é dever do Estado socialista buscar um resgate do equilíbrio. Esse é um dos atuais objetivos. A caderneta pode num futuro deixar de ser universal para atender mais e melhor aos que mais precisam. Além disso, o texto da LIT diz que “na maioria das empresas os refeitórios foram fechados”. Ao contrário: os trabalhadores estão recebendo um incremento diário de cerca de 15 pesos cubanos e foram abertos restaurantes nas mesmas empresas que servem refeições de 5 a 15 pesos cubanos, com comidas de melhor qualidade, menos desperdícios e corrupção. O texto da LIT é repleto de meias palavras.
Agora, quando afirmam que “as belas crianças cubanas não tem brinquedos. Não poucos brinquedos. Sem brinquedos. É que os brinquedos são proibidos” parecem estar brincando. Não apenas tem brinquedos, como brincam durante todo o dia, e estão bem alimentadas. Aliás, 100% delas estão nas escolas, que é obrigatória até os 14 anos, em que as aulas iniciam às 8h e terminam às 16h. As crianças recebem alimentação e toda a atenção pedagógica durante esse período e não existe perspectiva alguma de acabar com “o período integral nas escolas”. Nenhuma criança cubana trabalha. Elas apenas estudam e brincam. Se para a LIT os brinquedos tem que ser os caríssimos brinquedos das grandes indústrias capitalistas e do consumismo ou um vídeo game de última geração e não apenas objetos para divertir e incentivar a criação e a imaginação da criança então, e somente assim, poderíamos afirmar que em Cuba as crianças não tem brinquedos. 

Democracia em Cuba: o povo no poder

O texto da LIT afirma que em Cuba existe “uma ditadura muito similar às piores e mais sanguinárias ditaduras do mundo”. Uma prova disso deve ser o fato de que Cuba é o país da América Latina com a menor taxa de homicídios do continente e uma das menores do mundo. Ou que é o país do nosso continente com o menor proporção de presos e prisões. Absurdo.
Vejamos, então, como é a estrutura de poder nesta ilha socialista. A estrutura de poder em Cuba inicia desde baixo, desde cada quadra: os CDR’s (Comitês de Defesa da Revolução). Estes têm função de garantir a segurança, a limpeza, a organização e convivência coletiva. O conjunto de CDR’s forma a Circunscrição, formada por cerca de 2 mil cubanos. Cada uma delas realizaAssembléias Comunitárias periódicas para debater desde as questões mais relevantes do bairro até os mais importantes temas da economia nacional. A presença nas assembléias não é obrigatória, mas é difícil chegar numa em que não exista ao menos um representante por família. Inclusive as crianças têm direito a expressão, e o utilizam intensamente. Nessas assembléias se indicam os candidatos do bairro para delegados da Assembléia do Poder Popular Municipal, órgão máximo a nível do município. Por voto livre, universal (aos maiores de 16 anos), secreto e não obrigatório elegem os delegados. Todos os cubanos e cubanas podem se candidatar, desde que maiores de idade. Os candidatos podem anunciar sua própria candidatura nas reuniões públicas realizadas nos seus bairros, ou serem indicados por organizações de massas (estudantes, trabalhadores, mulheres etc.). O Partido Comunista Cubano não indica nem escolhe candidatos. Depois, os cubanos escolhem os candidatos a delegados da Assembléia Provincial, por indicação das organizações de massas e das Assembléias Municipais e os deputados da Assembléia Nacional, em que os candidatos são indicados pelas mesmas organizações. As eleições para a Assembléia Municipal ocorrem a cada dois anos e meio. Já os pleitos para a Assembléia Provincial e a Assembléia Nacional são realizados a cada cinco anos.
As Assembléias do Poder Popular - APP são a máxima estrutura do poder a nível Municipal, Provincial ou Nacional. Entre seus representantes são divididas as funções executivas do Estado, em que apenas se executam as deliberações da APP. Todos os delegados ou deputados podem ter seu mandato revogado a qualquer momento pela base que representam. Nenhum recebe nem um centavo a mais pelo cargo, recebe o mesmo salário que tinha antes de ocupar a função.
As campanhas eleitorais são feitas por meio de um cartaz padronizado, em que todos os candidatos têm o mesmo espaço para expressar suas idéias e sua biografia. Os cartazes são colocados nos principais locais de movimentação do povo, publicados nos jornais de circulação massiva e divulgados na televisão, com o mesmo tempo e formato gráfico.
O presidente de Cuba não passa de mero executor das deliberações da APP Nacional, não tendo qualquer poder para além dessa. Antes de tudo, como qualquer outro membro da APP Nacional, o presidente de Cuba deve ser eleito deputado. Fidel, nas últimas eleições foi eleito deputado com cerca de 97% do votos em sua província e Raul Castro com 98%. Os dois tiveram iguais condições de apresentar sua candidatura que qualquer outro candidato.
Vale esclarecer que o Partido Comunista Cubano não cumpre nenhuma função de Estado, e todos suas posições, para tornarem-se realidade, devem ser construídas junto ao povo, que pode ou não reconhecer as posições do PCC como as mais acertadas. Caso não exista o convencimento do povo pelo Partido as políticas simplesmente não são aplicadas.
Dessa forma, consideramos que a comparação do nível da democracia cubana com qualquer “democracia” ocidental, deve ser bastante cuidadosa, já que em tais democracias o poder do povo está restrito ao voto, absolutamente manipulado pelos interesses econômicos e pelo monopólio da mídia, em que são os partidos da ordem e as classes dominantes, e não o povo, quem ditam as regras. Já a comparação da democracia cubana com “as piores e mais sanguinárias ditaduras do mundo”, em coro com o discurso de Bush ou Obama, para nós que vivemos há 4 anos nesta ilha e participamos ativamente dos instrumentos democráticos construídos pelo povo cubano, é sem dúvida a maior de todas as mentiras expressadas pela LIT em seu texto.

Acesso à informação

Os ataques imperialistas não cessam, mesmo o texto da LIT afirmando que a convivência é pacífica. O assassino bloqueio segue vigente, mesmo com as sucessivas votações contrárias nas assembléias da ONU, em que apenas 3 nações do mundo se mantêm favoráveis a sua continuidade. Os prejuízos para Cuba são incalculáveis: em apenas 8 horas de bloqueio o governo cubano poderia reparar cerca de 40 creches ou em 1 dia comprar 139 ônibus de transporte urbano. O caso dos cinco heróis cubanos é outro exemplo da desumanidade que impõe o monstro do norte - como definia Simon Bolívar – presos por lutar contra o terrorismo dos EUA.
É parte verdade o que diz o texto da LIT: nenhuma organização cubana votou pela proibição do acesso à internet. Sua restrição – e não sua proibição – é outro exemplo da ação do bloqueio estadunidense em Cuba, pois o monopólio e bloqueio do acesso a sinal de internet desde de satélites ianques, e pelos cabos que passam pelo Caribe fazem com a banda total de internet de Cuba seja menor do que uma Universidade Federal do Brasil, restringindo seu acesso aos trabalhadores em seus locais de trabalho (governo, escolas, hospitais, policlínicas), hotéis, Joven Clubs (espécie de lan house) e a residência de profissionais especializados. Essa situação se espera que melhore logo que o cabo submarino de fibra ótica que está sendo construído através da ALBA desde Venezuela chegue a terras cubanas.
Quanto ao acesso à informação no país, é verdade que o Granma é o órgão de informação oficial do Partido Comunista Cubano, que é distribuído em todo o país. Mas o/a autor(a) do texto esqueceu de informar sobre as outras dezenas de publicações especializadas, políticas, culturais e de lazer publicadas em todo o país, por organizações populares, nas quais as criticas e autocríticas ao processo revolucionário são freqüentes, quase cotidianas. E bem se vê que o/a correspondente da LIT aproveitou bastante sua viagem pelo Caribe e sequer teve um tempinho de assistir à televisão recheada de programas, filmes e documentários nacionais e das maiores redes de televisões do mundo em canal aberto e estatal, sem espaços para propagandas comerciais. Infelizmente, talvez não pôde aproveitar os debates com especialistas cubanos e de outros países sobre a situação no Oriente Médio, ocorridos no programa Mesa Redonda, que diariamente enfoca temas de importância nacional e internacional em horário nobre. Ou assistir na televisão os jornais diários, ou ler algumas das reflexões do companheiro Fidel e de muitos outros intelectuais cubanos sobe o assunto, publicadas tanto no próprio Granma quanto em periódicos internacionais e na internet. Dessa forma afirmamos categoricamente que a LIT se equivoca quando diz que “o governo e o Partido Comunista Cubano (...) não permitem que chegue, por meio da televisão ou da rádio (ambas controladas pelo governo), qualquer tipo de informação sobre o que as massas estão fazendo nos países árabes”. Para verificar a verdade não é necessário muito esforço, nem estar em Cuba, basta entrar nos inúmeros sites cubanos (inclusive das redes de televisão e rádio) que informam sua própria população e o mundo sobre o processo que vivem os povos árabes.

As estatísticas não mentem

Segundo o texto, o cubano vive no pior dos mundos (...). A partir da revolução, Cuba transformou-se no país mais igualitário da América, mas hoje é exatamente o contrário. Certamente, Cuba tornou-se o país mais igualitário das Américas, e quiçá as contradições surgidas com o período especial possibilitaram o surgimento de algumas diferenças sociais. Contudo, engana-se quem afirma que Cuba perdeu seu status de país mais igualitário da América, e isso percebemos cotidianamente: em Cuba, você jamais verá uma criança pedindo esmola. Pelo contrário, você encontrará inúmeros jovens brasileiros e demais latino-americanos e caribenhos, ex-crianças de rua, sem terra ou sem teto, tendo a possibilidade de estudar medicina, além de outras carreiras como engenharia, agronomia, arte, educação física, pedagogia. Jovens estes originários de países em que o acesso à educação, saúde, moradia e cultura é ainda limitado, mesmo sendo uma das dez maiores economias do mundo, como é o caso do Brasil.
Isso é visível nos dados sócio-econômicos sobre Cuba, publicados e disponíveis em sites de organizações de referência internacional, como a Organização Mundial da Saúde ou da ONU. Nestes 50 anos de Revolução, mesmo diante de condições econômicas diversas, Cuba atinge taxas de Índice de Desenvolvimento Humano e de expectativa de vida invejáveis. O Brasil, por exemplo, que possui o oitavo maior Produto Interno Bruto do Mundo (estimado em US$ 1,995  trilhões em 2007, e um PIB per capita de US$ 10.296), possuía no mesmo ano o 75º  IDH do mundo, e tinha uma media de expectativa de via em 72,4 anos (92º no ranking mundial).  Enquanto que Cuba, no mesmo período, sendo a 85ª economia (PIB de US$ 51,11 bilhões, e um per capita de US$ 4,5 mil), era o 51º em IDH (o,86) e 37º em expectativa de vida (78,3 anos).
Outro indicador importante, oferecida pela Oficina Nacional de Estadísticas de Cuba, é a progresão da mortalidade infantil e materna nos últimos anos, assim como os de acesso aos serviços de saúde, conforme segue abaixo.

Evolución de los indicadores de salud. Años seleccionados

  Indicadores seleccionados
1960
1980
1990
1995
2000
  Tasa de mortalidad infantil (por mil nacidos vivos)
42,0
19,6
10,7
9,4
7,2

  Tasa de mortalidad en niños menores de 5 años (por mil nacidos vivos)
42,4a
24,3
13,2
12,5
9,1

  Índice de niños con bajo peso al nacer (en %)
...
9,7
7,6
7,9
6,1

  Tasa de mortalidad materna (por 100 000 nacidos vivos)
120,1
52,6
31,6
32,6
34,1

  Partos atendidos en instituciones hospitalarias (%)
63,0
98,5
99,8
99,8
99,9

  Habitantes por médico
...
635
275
193
169


No último ano, Cuba alcançou a cifra de mortalidade infantil de 4,4 para cada mil nascidos vivos. Essa progressão mostra como, mesmo em tão difíceis condições econômicas e de embargo depois de mais de 20 anos do fim da URSS, os indicadores sociais de Cuba continuam melhorando. No mesmo período são diversos os estudos que mostram uma situação completamente distinta nos países do leste europeu em que existiram contra-revoluçoes capitalistas. Os índices de educação e acesso a cultura também estão progressivamente avançando, assim como os indicadores de segurança pública, que ao contrário do mundo se mantém estáveis, com os menores índices de violência do mundo. E como se alcança níveis de IDH e expectativa de vida tão avançados? A resposta é bastante objetiva: oferecendo a sua população possibilidades ao seu pleno desenvolvimento como seres humanos, em condições de igualdade e universalidade de acesso a educação, saúde, cultura, arte e lazer – condições jamais alcançáveis se em Cuba tivesse ocorrido ou ocorrendo a volta do capitalismo.

A solidariedade que o povo cubano necessita: a verdade!

“Mas a paciência dos cubanos parece estar chegando ao fim (...)Mais cedo ou mais tarde, os trabalhadores cubanos vão se rebelar contra essa situação”. Quanto a isso a LIT está certa: é verdade que os cubanos já não tem mais paciência com tantas dificuldades. No entanto se equivoca contra o quê e de que forma vão se rebelar. Os cubanos são profundamente rebeldes. E estão rebelando-se contra tudo que está ruim em sua revolução, interna e externamente. As reformas são urgentes, assim como o fim do bloqueio, pois realmente é difícil um país viver tantos anos com tamanhos entraves. Mas a certeza de que o socialismo é o caminho que o povo cubano defende com todas as suas forças foi comprovada na marcha do dia 16 de abril, pelos milhões de cubanos que marcharam por Havana e por toda Cuba em comemoração aos 50 anos do socialismo em Cuba e da vitória de Playa Girón, e que também abriu o VI Congresso do PCC. Neste dia, militares, trabalhadores e estudantes, por livre vontade e convicção - e não por opressão das armas como ocorriam nas ditaduras mais sanguinolentas de América Latina - caminharam juntos, unidos, em defesa da Revolução, do seu governo revolucionário e do socialismo cubano. É possível que milhões (em um país de não mais de 11 milhões de habitantes) marchem alegres e unidos através de mecanismos de opressão?
Para finalizar, muitos insistem em deturpar o caminho escolhido pelo povo cubano, mas os fatos não escondem a verdade: em 52 anos o socialismo humanizou a sociedade cubana. Cuba é o único país das Américas em que a violência, tão crescente no Brasil, é insignificante. Havana, uma capital com quase 3 milhões de habitantes, é tão tranqüila quanto uma pacata cidade do interior, em que assassinatos e seqüestros ficam restritos aos romances policiais. Cuba é um país que trabalha cotidianamente para superar a desigualdade de direitos entre os gêneros, para superar o racismo, a discriminação por qualquer orientação sexual e tantas formas de opressão, tão enraizadas em nossas sociedades. Outros não cansam de afirmar que a Revolução Cubana é coisa do passado e que o socialismo morreu junto a URSS. Para esses respondemos que não somente é presente o socialismo em Cuba, mas que vem fortalecendo seus princípios e ideais à medida que avançam os processos revolucionários na América Latina. Contudo, a construção do socialismo não depende somente da vontade das pessoas, mas de condições históricas, objetivas e concretas, cuja complexidade vai para além do que está nos manuais ou nos livros, pois a realidade é antes de tudo, dialética.
Revolução é fazer do extraordinário cotidiano. E isso em Cuba é diário, em cada criança que brinca livremente nas praças do país, sem preocupações com tráfico de drogas, assaltos, ou com o ganha pão diário. Crianças de um país pobre e bloqueado economicamente, mas que mesmo assim sabemos que terão todas as condições de desenvolver-se plenamente como seres humanos.  Este, independente dos caminhos que se tomem, é fim principal do que entendemos por socialismo.
Cuba e o socialismo nos permitem seguir sonhando com a utopia de um mundo humano, no mesmo sentido em que dedicaram suas vidas tantos mártires nesses 52 anos de revolução. Por eles e pelas gerações futuras o povo cubano jamais abandonará as trincheiras conquistadas.


17 de abril de 2011 - Havana, Cuba



* Maria Fernanda Araújo e Otávio Marhofer Dutra são estudantes de medicina na Universidade de Ciências Médicas de Havana e militantes da base Paulo Petry do Partido Comunista Brasileiro e da União da Juventude Comunista em Cuba

OTAN pide nueva resolución del Consejo de Seguridad para incursión terrestre en Libia


MOSCÚ, 3 de mayo.—

El Consejo de Seguridad de la ONU debe adoptar una nueva resolución que permita operaciones terrestres en Libia, dijo hoy el representante especial del secretario general de la OTAN para el Cáucaso del sur y Asia Central, James Appathurai.

"Creo que el Consejo de Seguridad de la ONU debe aprobar una nueva resolución sobre Libia, puesto que la resolución 1973 no contempla la realización de misiones terrestres. Por ello, y para poder llevar operaciones militares en la tierra, hay que aprobar un nuevo documento", señaló Appathurai en una videoconferencia en Moscú, según Ria Novosti.

Entretanto, el observador del Consejo de Seguridad en la nación norafricana, Abdel Elah Al Khatib, afirmó que tanto los libios que respaldan al Gobierno del líder Muammar al Gaddafi, como los rebeldes, están listos para consolidar un cese el fuego siempre y cuando "la parte contraria esté comprometida a hacer lo mismo". Durante la sesión del bloque multiestatal, el observador resaltó que los defensores de la Revolución Verde exigen que se detengan los bombardeos de la OTAN; mientras que los sublevados piden que se retiren las autoridades gubernamentales.

En tanto, Telesur dio a conocer que los rebeldes pedirán a las potencias extranjeras que les otorguen entre 2 000 y 3 000 millones de dólares de los bienes bloqueados en varios países a Libia.

Ali Tarhouni, que encabeza el comité financiero del autoproclamado Consejo Nacional Transitorio (CNT) de los insurgentes, señaló que espera que Francia, Italia y Estados Unidos amplíen las líneas de crédito y el dinero llegue en el plazo de una semana a diez días.

Según expresó, ya se logró un consenso entre los rebeldes y las potencias extranjeras, con las que los representantes de la rebelión tienen previsto reunirse en Roma el jueves, en el marco de los trabajos del Grupo de Contacto, para encontrar un modo de abrir el crédito, agrega AFP.

Por su parte, Yalal Al Galal, portavoz del CNT, dijo que los fondos se destinarán principalmente a la economía de las zonas que están bajo su control. "Con ese dinero pagaremos los salarios de los funcionarios (del CNT)", explicó Galal.

Añadió que además proveerán "a la población de bienes de primera necesidad y suministros médicos, que empiezan a escasear".

Previamente, el vocero rebelde Abdel Hafiz Ghoga había revelado que el CNT mantiene conversaciones con Emiratos Árabes Unidos y Qatar para conseguir préstamos con los que cubrir los gastos de la guerra y de su administración.

Mientras, en Trípoli, Reuters informa que los combates entre los insurgentes y las tropas leales a Gaddafi están obligando a miles de personas a huir del oeste del país mediterráneo a pie hacia la frontera tunecina o por mar hacia Europa, comunicó la agencia de refugiados de la ONU, ACNUR.

Los refugiados dijeron que está aumentando el peligro de inanición en algunas localidades asediadas.
"Este último fin de semana, más de 8 000 personas llegaron a Dehiba, en el sur de Túnez, la mayoría de ellos mujeres y niños", dijo el portavoz Adrian Edwards en una rueda de prensa en Ginebra.


Estados Unidos desplegará misiles interceptores en Rumania



BUCAREST, 3 de mayo.— 


El presidente de Rumania, Traian Basescu, anunció hoy que los misiles antibalísticos del escudo de Estados Unidos en Europa serán emplazados en una base aérea, 100 kilómetros al suroeste de esta capital, según PL.
Aprobamos como lugar de despliegue del sistema antimisiles la base aérea de Deveselu, provincia de Olt, precisó Basescu durante la visita de Ellen Tauscher, subsecretaria de Estado para los Asuntos de Seguridad de Estados Unidos.
Foto: Ria Novosti WASHINGTON Y BUCAREST ACORDARON EL DESPLIEGUE EN LA ANTIGUA BASE DEVESELU, UBICADA EN EL SUR DE LA NACIÓN EUROPEA.Los interceptores estadounidenses forman parte del nuevo mecanismo proyectado por Washington tras cancelar el plan inicial con bases en Polonia y la República Checa.
El contingente enviado por la Casa Blanca a Rumania estará conformado por 200 efectivos, no obstante su número puede aumentar hasta 500 en caso necesario, subrayó el mandatario.
Tras conocer sobre las negociaciones, Moscú exigió garantías jurídicas de que el escudo antimisiles en Europa no estará dirigido contra las fuerzas nucleares estratégicas de Rusia.
"Es de lamentar que Estados Unidos procediera a desplegar su escudo antimisiles en Europa haciendo caso omiso al diálogo ruso-estadounidense sobre la defensa antimisiles entablado por iniciativa de los presidentes de Rusia y de Estados Unidos y los acuerdos alcanzados en la cumbre del Consejo Rusia-OTAN en Lisboa", declaró la Cancillería en un comunicado citado por Ria Novosti.

Según proyecciones, las instalaciones rumanas del escudo estadounidense estarían operativas en el 2015.

Obama sube en las encuestas con la muerte de Bin Laden



ROBERTO CASTELLANOS FERNÁNDEZ


Washington

Acorralado por la campaña republicana, la compleja situación económica y varias guerras, el presidente estadounidense, Barack Obama, se anotó un importante triunfo con la muerte de Osama Bin Laden, estiman hoy la prensa y expertos.

"Su último índice de aprobación estaba en 43 puntos. Este lunes es un día equivalente a V-E Day (8 de Mayo de 1945, cuando los aliados aceptaron la rendición de Alemania Nazi)", estimó John Zogby, presidente de la encuestadora Zogby International.

"Sus números subirán 10 puntos y le dará impulso (para su reelección), en un momento cuando los republicanos no tienen un candidato claro y están desunidos. Será difícil llamar al Presidente indeciso sobre temas de terrorismo", comentó.

En similar sentido se pronunció Stephen Wayne, profesor de la Universidad de Georgetown y experto en elecciones presidenciales.

"El terrorismo no es el tema principal en el país, sino la economía. Si la muerte de Bin Laden resulta en más ataques contra Estados Unidos, eso lo pondrá en el centro de atención para los votantes", subrayó.

Esto ayudará a Obama a fortificar su imagen, como alguien que es enérgico en la persecución de los intereses del país, pero que usa la fuerza solo como la opción final, añadió.


Aunque es difícil de medir las consecuencias que tendrá en los comicios, sin ninguna duda es uno de los momentos más importantes del gobernante, consideró el diario The Washington Post. (PL)

terça-feira, 3 de maio de 2011

A segunda morte de Osama bin Laden


por Paul Craig Roberts
Cartoon de Latuff.Se hoje fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No actual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de bin Laden, que "bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de actividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou? O governo estado-unidense tem êxito em apresar os activos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes défices e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição maciça", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA. 
02/Maio/2011
Ver também:
  • Onde estava Osama bin Laden no dia 11 de Setembro de 2001

  • As ligações dos Bush com os Bin Laden

  • A história dos clãs Saud e Bush

  • A corrida louca pela hegemonia americana põe em perigo a vida na Terra

  • Oposição líbia inclui terroristas islâmicos

  • Os diabos do diabo

  • Nasce um pária internacional


  • Who Is Osama Bin Laden?

    O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24587 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .


  • Estados Unidos terrorista, acaso conoce la moral?


    Por Euclides Fuentes Arroyo
    No es necesario hurgar en los detalles del proceso que la “justicia” norteamericana acaba de realizar al confeso asesino de más de 73 inocentes,, a quien el poder mediático del imperio y sus lacayos de este continente, pretenden exhibirlo como “opositor” de un líder mundial, para llegar a la conclusión que se ratificaría la impunidad del favorito de Washington, Luis Posada Carriles.
    Bandera EE.UUUna burla a la opinión pública mundial es avalar el amañado proceso que, previamente había sido viciado de deshonestidad por los antecedentes en que funcionarios del aparato procuraron desestimar los crímenes del sujeto protegido, entrenado y pagado por los aparatos del terrorismo de Estado del imperio.
    El individuo de marras tiene la protección de quienes ejecutaron al Presidente John Fitzgerald Kennedy, en Dallas, Texas, en Noviembre de 1963. A partir de allí, recibe la patente de corso para ejecutar sus crímenes bajo la protección de la oligarquía estadounidense. Que el mundo entero no crea que solamente ese cáncer lo padecen Latinoamérica y otros países inmersos en el subdesarrollo..
    De nada valió la confirmación hecha por la periodista estadounidense del New York Times, Ann Louise Bardach quien, fiel a la ética, grabó y dejó registrado para la historia, el descaro de un delincuente que mintió cínicamente al afirmar que desconocía el idioma inglés. Se burló de los jueces del sistema, consciente de su descomunal poder, al permitir que se materialice un fallo que retrata al gobierno de
    Washington como lo que es, un Estado terrorista que carece de autoridad moral para repartir calificativos condenatorios al resto de los pueblos en materia de derechos humanos.
    A pesar de las advertencias tácitas que encierran los honestos pronunciamientos del digno ex Presidente Jimmy Carter, en su reciente visita a la hermana isla de Cuba, el prisionero de la Casa Blanca no reaccionará ante el hecho probable de que se produzca otra infamia que mancille al noble pueblo norteamericano, víctima del esclavismo y la discriminación racial que aún se respira por los poros de la sociedad estadounidense, con la injusta condena de cinco patriotas cubanos que pusieron en manos de las autoridades de ese gobierno, las pruebas de una amenaza terrorista que no sólo alcanzaría instalaciones y ciudadanos de un pueblo vilmente hostilizado por Washington, sino también a viajeros de Estados Unidos y otras naciones que acuden a la isla para encontrar en su turismo, el aire de felicidad que les está vedado en sus estructuras presas del consumismo y la indolencia .
    Cuando se insulta la inteligencia de la humanidad, no cabe otra alternativa que continuar despertando conciencias, a través de la denuncia de esa hipocresía ensayada por quienes detentan el poder de los recursos económicos de los países atados a los intereses imperialistas. Están sometidos, como eunucos, a la voluntad omnímoda de un sistema que, aunque tambaleante por la autodestrucción de su aparato económico, se juega su última carta para continuar sacrificando a la mayoría de esos pueblos a los que han estado acostumbrados a explotar y expoliar a lo largo de toda su historia.. (Panamá, 9 de abril de 2,011. E.F.A.)

    Venezuela exige cese inmediato de ocupación en Asia tras muerte de Bin Laden

    El Gobierno que dirige el presidente Hugo Chávez expresó su condena a todas las formas de terrorismo.


    El Gobierno de Venezuela exigió este lunes, a través de un comunicado, que "cese inmediatamente la ocupación y la violencia desatada por los Estados Unidos en Asia Central", de ser cierta la muerte anunciada de Osama Bin Laden.

    El texto difundido por la Cancillería venezolana afirma que las invasiones militares ejecutadas por Estados Unidos y la OTAN en Irak y Afganistán se llevaron a cabo con la "supuesta intención" de neutralizar a Bin Laden.

    "Este sombrío personaje, entrenado y armado por las agencias de inteligencia estadounidenses durante los años 80 del siglo pasado, volvió sus prácticas terroristas contra Estados Unidos en años posteriores, convirtiéndose en el mejor pretexto para desatar la guerra que hoy se prosigue contra los pueblos de Irak y Afganistán", reza el texto oficial.

    El comunicado añade que "ante la barbaridad y la ilegalidad de los métodos utilizados por el gobierno de los Estados Unidos", el gobierno de Caracas continúa convencido que "no se puede combatir al terror con más terror, ni a la violencia con más violencia".

    Venezuela destaca que "el respeto a la dignidad y soberanía de los pueblos constituye un requisito indispensable para la consolidación de la seguridad y la paz mundial".

    La misiva expresa que tanto el Gobierno como el pueblo de Venezuela manifiestan su solidaridad con el pueblo de Estados Unidos "especialmente con las familias de las víctimas de los atentados del 11 de septiembre de 2001".

    El Gobierno que dirige el presidente Hugo Chávez, ratificó en el comunicado "su condena irrestricta al terrorismo en todas sus formas y manifestaciones". De igual manera expresa su repudio a "todas las formas de violencia, y su compromiso con la paz".

    Osama Bin Laden era el hombre más buscado a nivel internacional después de haber sido señalado como autor del ataque contra las torres gemelas y al pentágono en Washington el 11 de septiembre de 2001. Este fue uno de los mayores atentados sufridos por el país norteamericano. La información sobre la autoría del ataque aún no ha sido confirmada.

    El líder de Al-Qaeda acusado de terrorista por Washington, fue entrenado por la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés) así lo aseguran recientes investigaciones. El país norteamericano además entrenó a miles de árabes islamistas radicales.

    El ex presidente estadounidense, Ronald Reagan, llamaba al líder islamista y a sus seguidores "luchadores por la libertad", ahora son considerados como enemigo

    teleSUR - Cancillería / FC/YR
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    Sirios afirman que muerte de Bin Laden es "un teatro de EE.UU."
    Manifestantes congregados frente a la embajada de Estados Unidos en Siria consideraron la muerte del líder de la red Al-Qaeda, Osama Bin Laden, a manos de un comando especial estadounidense como “un teatro fabricado por Estados Unidos” para “embellecer” la imagen del presidente, Barack Obama, de cara a las elecciones presidenciales de 2012.
    Para los sirios “el papel de Bin Laden ha pasado y ahora es tiempo (para que EE.UU.) aproveche su muerte también para tratar de salir de la crisis política y económica que está sufriendo debido a su fracaso en Oriente Medio”, reportó el corresponsal.
    El corresponsal de teleSUR en el Medio Oriente, Hisham Wannous, indicó que los manifestantes consideraron que la “lucha” de Washington contra el terrorismo es un pretexto para “meter sus armas en territorio árabe y así poder controlar los yacimientos de petróleo”.
    Wannous destacó que algunos manifestantes acogen con recelo la veracidad de la noticia de la muerte del líder terrorista y exigieron “pruebas materiales sobre la muerte de Bin Laden”, quien fue lanzado al mar después que fuera hallado muerto en Pakistán tras un ataque de fuerzas estadounidenses.

    El corresponsal de teleSUR también se refirió a las reacciones sobre anuncio del deceso de Bin Laden en otros países del Golfo.
    Reportó que los países del Golfo “han acogido bien la noticia” de la muerte del líder de Al-Qaeda, “porque dicen que han acabado con la persona que causó tantas muertes a muchos musulmanes”.

    Israel también ha acogido “bien la muerte (de Bin Laden) y dicen que ayudará al establecimiento de paz en el mundo entero, en especial en territorio israelí”, informó el periodista.

    Libia consideró,  por su parte, “que no le importa la muerte de Osama, sino que lo que les interesa es que se termine la crisis que azota al país” norteafricano, señaló el corresponsal.

    Wannous subrayó que el Gobierno afgano ha dicho que “Osama ha pagado por sus actos (…) Dice que la guerra tiene que hacerse fuera de los territorios de Afganistán en referencia a que Bin Laden se consiguió en territorio paquistaní”.

    Tras la muerte del líder de Al-Qaeda, Irán ha sido uno de los países que pide la salida de las tropas extranjeras de Afganistán.

    El Gobierno iraní declaró públicamente que Estados Unidos y sus aliados “ya no tienen excusar para mantener sus fuerzas en Oriente Medio, bajo pretexto de “luchar” contra el terrorismo.

    La República Islámica se suma con este pedido a otras voces de la región como la del líder del grupo insurgente suní pakistaní, Tehrik-e Insaf, el jeque Imran Jan, que en la mañana de este lunes también exigió la retirada de las fuerzas militares estadounidenses.

    La secretaria de Estado de Estados Unidos, Hillary Clinton, señaló este lunes que la batalla contra la red Al-Qaeda no termina con la muerte de su líder Bin Laden, acusado de terrorista por Washington y entrenado por la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés), según confirman recientes investigaciones.
    Clinton señaló que su gobierno duplicará sus esfuerzos y mantendrá su invasión en Afganistán para "aislar a los talibanes". "No nos derrotarán", sentenció la funcionaria.

    Osama Bin Laden, enemigo público número uno de Estados Unidos, era el hombre más buscado a nivel internacional después de haber sido señalado como autor del ataque contra las torres gemelas de Nueva York  y al edificio del Pentágono, en Washington, el 11 de septiembre de 2001.

    teleSUR/kg-EN


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    Argentina pide que muerte de Osama Bin Laden no obstaculice paz del Medio Oriente
    Argentina manifestó este lunes, mediante un comunicado abierto, su deseo acerca de que la muerte de Osama Bin Laden "no desvíe a los pueblos" del Medio Oriente "del camino de los cambios en paz", a la par que ratificó su repudio al “terrorismo internacional”.

    "La muerte de Osama Bin Laden coloca al terrorismo internacional, una vez más, como tema central de la sociedad. Argentina manifiesta su profundo rechazo a quienes utilizan la política o la religión para cometer acciones criminales", dice un comunicado oficial dado a conocer por la cancillería del país suramericano.

    "La operación militar que ha llevado a la muerte al responsable de tanto dolor inocente ocurre en momentos en que el mundo árabe busca reformas democráticas que permitan a sus pueblos vivir en libertad", agrega la nota difundida por la Cancillería argentina.

    En este sentido, remarca que este país "desea que los acontecimientos de las últimas horas no desvíen a los pueblos del Medio Oriente del camino de los cambios en paz".

    "Las acciones criminales desarrolladas por Osama Bin Laden son repudiadas por toda persona y país que cree profunda y sinceramente en la dignidad de la condición humana y, una vez más, nos solidarizamos con todas las víctimas de dichos actos", puntualiza.

    El comunicado resalta que Argentina "ha sido víctima de dos atentados cometidos por el terrorismo internacional", en referencia al ataque contra la Embajada de Israel en Buenos Aires en 1992, que causó 29 muertos, y el atentado que destruyó el edificio de la Asociación Mutual Israelita-Argentina (AMIA) que dejó 85 personas fallecidas y cientos de heridos.

    "Reafirmamos nuestra decisión irrenunciable de continuar denunciando al terrorismo internacional en todos los foros y en todas las circunstancias posibles", apunta la misiva.

    "Además continuaremos por el camino de la Justicia hasta que todos los culpables de dichos atentados hayan sido juzgados con todo el rigor y las garantías de la Ley", concluye.

    En horas de la mañana de este lunes, el jefe de la cartera de ministros, Aníbal Fernández, afirmó que no teme por amenazas de Al Qaeda, pero que las fuerzas de seguridad estarán “en alerta” para prevenir eventuales actos del grupo terrorista.

    "Estas cosas no me asustan ni me quitan el sueño, pero me obligan a ser cuidadoso y a actuar en consecuencia (...) tenemos la obligación de cuidarnos ante las cosas que ya han pasado. Como dice el dicho popular: El que se quema con leche, ve la vaca y llora", dijo Fernández.

    teleSUR/ EFE-La Razón-Cancillería Argentina/rp-FC

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    Latinoamérica dividida entre críticas y celebraciones por muerte de Osama Bin Laden
    El vicepresidente de Venezuela, Elías Jaua, cuestionó las celebraciones que han tenido lugar en algunos rincones del mundo tras el anuncio de la muerte del líder de la red terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, a manos de un grupo de la fuerza especial estadounidense. Jaua consideró que tales festejos rinden culto al asesinato como forma de solución de los conflictos.

    "A uno no le deja de sorprender cómo se ha naturalizado y cómo se celebran los crímenes imperiales, son abiertamente celebrados por jefes de Gobierno que bombardean" a otros países menos preparados militarmente, dijo el alto funcionario venezolano.

    En una entrevista concendida a la estatal Venezolana de Televisión, el vicepresidente de Venezuela aclaró que el suyo es "un cuestionamiento ético, desde el punto de vista humano”, nacido del rechazo a ver como se celebra “el asesinato como instrumento de resolución de problemas".

    "Para el imperio no hay otra salida, las salidas diplomáticas y políticas quedaron atrás, aquí impera (...) una lógica que es el asesinato como instrumento para la resolución de problemas políticos", observó.

    Reiteró que en la actualidad el modelo a seguir pareciera ser "el asesinato convertido en una norma" por naciones extranjeras mientras recomendó fortalecer la soberanía y la organización del país.

    Por su parte, la Administración de Brasil confía en que la muerte de Bin Laden no desencadene más violencia y represalias en el mundo de la que ya se ha generado por células terroristas y Gobiernos imperiales.

    El canciller del país suramericano,  Antonio Patriota, expresó este lunes su esperanza en que la muerte del terrorista Osama Bin Laden "no desencadene más violencia" y situaciones que lamentar.

    El ministro recordó ante periodistas de su país que Bin Laden "contribuía directa e indirectamente a estigmatizar al mundo islámico" y a dividirlo en la "falsa tesis" de "autocracia o fundamentalismo", lo cual "nunca fue el caso".

    Patriota afirmó que Brasil condena todas las formas de terrorismo en el mundo pero no ocultó su preocupación por las acciones que la muerte pueda despertar en el orbe.

    "Nos preocupa que pueda haber represalias. Esperamos que estos acontecimientos no desencadenen ningún atentado ni más violencia", apuntó.

    Presidentes saludan operación militar de EE.UU.
    En contraste, los Gobiernos latinoamericanos de Paraguay, Chile y Colombia, mostraron respaldo a la estrategia de lucha contra el terrorismo empleada por la Casa Blanca, que a través del asesinato logró detener a Osama Bin Laden.

    En Asunción, las autoridades de Paraguay exaltaron la política internacional empleada por el presidente Obama para acabar con el líder de Al-Qaeda a manos de soldados norteamericanos.

    "EE.UU. en su política internacional fijó mucho la atención en la lucha contra el terrorismo y, específicamente a Bin Laden. Entonces, las palabras del presidente Obama hablan de una lucha para hacer justicia y defender a la nación y al pueblo norteamericano", dijo este lunes el canciller, Jorge Lara Castro.

    Asimismo, el ministro de Hacienda, Dionisio Borda, consideró que la muerte de Osama es "un paso necesario” para la seguridad del mundo.

    "(Bin Laden) fue una pieza que sembró terror en el mundo", aseveró Borda, de acuerdo con medios locales.

    El Gobierno de Chile manifestó por su parte que la muerte de Bin Laden es "un avance muy importante en la guerra contra el terrorismo", según el ministro de Relaciones Exteriores, Alfredo Moreno.

    El canciller consideró que el operativo militar puesto en marcha por soldados estadounidenses en Pakistán deja una "enseñanza importante" para los chilenos, con la que se logra entender que "la única manera de luchar contra el terrorismo" es hacerlo en colaboración con otros países.

    La seguridad de la embajada de Estados Unidos en Santiago de Chile fue reforzada luego de la advertencia lanzada este lunes por el Departamento de Estado que recomienda intensificar los controles de acceso para evitar represalias.

    El presidente de Colombia, Juan Manuel Santos, se inclinó a favor de "perseverar" en el combate contra el terrorismo y congratuló a su homólogo estadounidense, Barack Obama, por el éxito del operativo.

    Santos "felicita" a Obama y a las fuerzas de seguridad de Estados Unidos "por la operación que terminó con la muerte del terrorista Osama Bin Laden", cita un comunicado difundido este lunes desde la sede del Gobierno colombiano.

    "En la lucha mundial contra el terrorismo solo hay un camino: perseverar, perseverar y perseverar", subraya el mandatario en su comunicado.

    Para el Gobierno colombiano, la muerte del líder de Al Qaeda "es un importante y contundente golpe al terrorismo global", y "demuestra, una vez más que los terroristas, tarde o temprano, siempre caen".

    El domingo 1 de mayo, el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, confirmó la muerte de Osama Bin Laden. El mandatario explicó que el deceso ocurrió tras un operativo en Pakistán, organizado por un grupo de estadounidenses, donde ninguno salió herido.

    Osama Bin Laden, enemigo público número uno de Estados Unidos, era el hombre más buscado a nivel internacional después de haber sido señalado como autor del ataque contra las torres gemelas, en Nueva York, y al pentágono, en Washington, el 11 de septiembre de 2001.

    El líder de Al-Qaeda, acusado de terrorista por Washington, fue entrenado por la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés) según aseguran recientes investigaciones. El gobierno norteamericano además entrenó a miles de árabes islamistas radicales.

    Durante su mandato, el ex presidente estadounidense, Ronald Reagan, llamaba al líder islamista y a sus seguidores "luchadores por la libertad".

    teleSUR - Efe / dg - EN

    Libios juran vengar asesinato hijo Gadafi, mientras siguen combate


    Trípoli, 3 may (PL-RHC) Grupos opositores a Muamar El Gadafi atacaron hoy posiciones gubernamentales en el oriente y occidente de Libia, apoyados por bombardeos de la OTAN, mientras seguidores del líder prometieron vengar el asesinato de su hijo.
    alt Afianzados en la región de las Montañas Occidentales, cerca de la frontera con Túnez, los rebeldes libios prosiguieron su ofensiva contra el Ejército regular, a pesar de que registraron pocos avances debido al poder de la artillería terrestre.

     Hombres pertenecientes a tribus bereberes armados con fusiles y otras armas afianzaron sus posiciones en los poblados de Zintan y Yafran, en inmediaciones de la localidad limítrofe de Dehiba, y atacaron a unidades subordinadas al Gobierno de Trípoli.

     Sin embargo, informaciones sin confirmación independiente aseguraron que las tropas gubernamentales dispararon al menos 10 cohetes contra el norte de Zintan el lunes en la noche, con el fin de aislar esas zonas por donde se cree entran armas y otros suministros para los alzados.

     Portavoces de la insurgencia describieron un panorama de desolación y hambruna allí supuestamente debido al sitio del Ejército, y retomaron los llamados del opositor Consejo Nacional de Transición (CNT) en Benghazi (este) para que la OTAN intensifique sus bombardeos.

     Con el argumento de que    es necesario levantar el sitio a Zintan   , un vocero identificado como Abdulrahman justificó que los ataques de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) serían    útiles    para destruir    objetivos claros    y ayudar al avance insurrecto.

     Entretanto, fuentes leales a El Gadafi aseguraron mantener el control del aeropuerto en la también occidental ciudad de Misratah, la tercera de Libia que ha estado bajo intensos combates desde el inicio de la rebelión armada el pasado 15 de febrero.

     Los rebeldes arreciaron el lunes sus ataques en un intento fallido por tomar la terminal aérea, y el CNT insistió en más ataques aéreos de la alianza atlántica sobre Misratah, mientras barcos dragaminas rondaron el puerto para remover dos minas sumergidas allí.

     Por otro lado, una multitud de seguidores de El Gadafi se concentró ayer para el funeral de su hijo Saif Al-Arab, muerto el sábado durante un bombardeo de la OTAN contra su residencia en Trípoli, lo cual generó amplia condena internacional y represalias dentro del país.

     Aunque el líder libio no fue visto en la procesión al cementerio capitalino Hani, Saif Al-Islam, el más conocido de sus siete hijos, asistió junto con su hermano mayor Mohammed para repudiar la acción en la que también perdieron la vida tres nietos del estadista norafricano.

     Unas dos mil personas con banderas verdes y fotos del mandatario y su finado vástago acompañaron el ataúd mientras alzaban sus puños y pancartas en las que se leía    Todos estamos con Gadafi y Libia   , a la vez que prometían vengar el asesinato.

    Estados Unidos esconde pruebas sobre Los Cinco

    E

    El presidente del Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, denunció que Estados Unidos insiste en esconder las pruebas que desenmascaran su violación en el caso de los cinco antiterroristas cubanos presos en cárceles norteamericanas, y para ello se vale de su dictadura mediática.
    altDurante el Encuentro Internacional de Solidaridad Sindical, celebrado en La Habana, exhortó Alarcón a los 900 invitados de 42 países a redoblar la lucha en una batalla por la vida, y contra el ocultamiento y la infamia.
     
     Hace un año les hablé de la situación de los cinco, dijo, y expliqué de la apelación colateral o habeas corpus que se presentaría a favor del luchador Gerardo Hernández, un joven inocente sobre quien pesa la sentencia de dos cadenas perpetuas más 15 años de cárcel.
    El titular de la Asamblea Nacional del Poder Popular de Cuba alegó que hace exactamente una semana, la fiscalía, o sea Washington, pidió al tribunal de Miami rechazar esa moción sumariamente sin conceder una audiencia para discutirla, sin revisar las nuevas evidencias y argumentos, NI permitir que Gerardo comparezca y pueda hablar.

    Alarcón llamó al movimiento internacional de solidaridad a NO cejar en la lucha hasta vencer a un gobierno que se sostiene con la mentira e impide al pueblo norteamericano descubrir la realidad.
     Durante el encuentro, una de las tantas voces que se levantaron en apoyo a Los Cinco, fue la del líder obrero australiano, Digney Molina, quien señaló que las almas honestas y sensibles de todo el orbe se suman al reclamo universal de libertad para Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González y René González.
    También se manifestó contra el bloqueo que desde hace medio siglo el gobierno norteamericano le impone al pueblo de Cuba.
     Molina convocó a los proletarios del planeta a juntar esfuerzos para defender las luchas de la nación caribeña -que dijo- son causas comunes de todos los hombres justos del mundo.


    segunda-feira, 2 de maio de 2011

    Multitudinario y combativo



    SUSANA LEE
    Foto: Estudios RevoluciónMillones de cubanas y cubanos festejaron el Día Internacional de los Trabajadores con entusiastas y combativos desfiles en las decenas de escenarios de sus citas patrióticas del oriente al occidente, con los que evidenciaron su unidad y firmeza junto a la Revolución, el Partido, Fidel y Raúl y reiteraron el principio enarbolado de que el Socialismo es independencia y soberanía.
    Los trabajadores y el pueblo santiagueros, como se ha hecho tradición, iniciaron las marchas combatientes a las 7 de la mañana en la Plaza de la Revolución Antonio Maceo Grajales, en gigantesca manifestación presidida por el General de Ejército Raúl Castro Ruz, Primer Secretario del Partido y Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros.
    En tanto, en la emblemática Plaza de la Revolución José Martí, más de 600 000 habaneros protagonizaron otro multitudinario desfile, apenas 15 días después del realizado en ocasión del aniversario 50 de la proclamación del socialismo en Cuba y la épica victoria de Girón, y del inicio de las históricas sesiones del Sexto Congreso del Partido, que encabezó José Ramón Machado Ventura, Segundo Secretario del Comité Central y Primer Vicepresidente de los Consejos de Estado y de Ministros.
    Compartieron esta celebración más de 1 500 amigos de 63 países, integrantes de 167 organizaciones sindicales y solidarias.
    En la Habana, minutos antes de comenzar el desfile, Salvador Valdés Mesa, miembro del Buró Político y secretario general de la CTC, leyó la alocución de la organización a los trabajadores y el pueblo por la efeméride, mientras en Santiago de Cuba lo hizo María de los Ángeles Cordero, secretaria general de la Central de Trabajadores de Cuba en la provincia.
    Dirigentes del Partido, el Estado, el Gobierno; representantes de la UJC, las organizaciones de masas, la Asociación de Combatientes de la Revolución Cubana, las FAR y el MININT; asaltantes de los cuarteles Moncada y Céspedes, expedicionarios del Granma, familiares de nuestros 5 Héroes y de las víctimas del terrorismo, Heroínas y Héroes del Trabajo, entre otros invitados, también asistieron a las extraordinarias manifestaciones populares.

    Cuba condena enérgicamente las muertes del hijo y nietos de Gadafi


    1 MAYO 2011
    Bandera cubanaCuba condenó hoy enérgicamente la muerte de un hijo y tres nietos del líder libio, Muamar al Gadafi, en un bombardeo de la OTAN, al tiempo que reclamó el cese inmediato de la agresión armada y llamó a la búsqueda de una solución urgente a la situación en ese país norteafricano.
    Una declaración del ministerio de Relaciones Exteriores (MINREX) de la isla divulgada por la televisión local condenó “enérgicamente el brutal asesinato” de los familiares de Gadafi que se encontraban en una vivienda bombardeada por la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN).
    “Estas criminales acciones se unen a los intensos bombardeos incluso con aviones no tripulados norteamericanos de la más moderna tecnología en los que mueren personas inocentes a la entrega de armas y equipamiento a las denominadas fuerzas insurgentes y al despliegue de asesores militares en territorio libio”, señaló.
    El portavoz del Gobierno libio, Musa Ibrahim, ha asegurado que el hijo menor de Gadafi, Saif al Arab, de 29 años, y tres de los nietos del líder libio murieron a causa de un bombardeo de la Alianza Atlántica.
    Según esa información, Gadafi estaba también en la casa, pero resultó ileso.
    El ministerio de Exteriores de la isla también denunció que la OTAN ”manipula y viola la misma resolución 1.973 que impuso, carente de toda legitimidad”, al Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas con el pretexto de proteger las vidas e civiles.
    Asimismo, subrayó que “los hechos han confirmado las tempranas advertencias” del líder cubano Fidel Castro sobre una intervención militar de la OTAN en Libia.
    “Es evidente que los objetivos de la Alianza son el cambio de régimen y el control de sus recursos petrolíferos”, afirmó.
    La cancillería de La Habana expresó su “más profundo rechazo a los ataques indiscriminados de que es objeto el pueblo libio y reclamó “el cese inmediato de la agresión armada”.
    Además, indicó que se “suma al llamado de la Unión Africana y otros grupos de países a la búsqueda urgente de una solución pacífica a la situación en ese país”.
    En ese sentido, pide para Libia “pleno respeto a su independencia, integridad territorial, soberanía sobre sus recursos naturales y autodeterminación, sin ningún tipo de injerencia extranjera”.
    (Con información de EFE)

    Condena Cuba asesinato de hijo y nietos de Gadafi por aviones de la OTAN


    El ministerio de Relaciones Exteriores de Cuba condenó enérgicamente la muerte de uno de los hijos de del líder libio Muamuar Al Gadafi, y tres de sus nietos y acusó a la Alianza Atlántica (OTAN) de buscar "el cambio de gobierno y el control de recursos petrolíferos".
    altLa cancillería cubana demandó un alto al fuego y el respeto a la soberanía de la nación Libia, al tiempo que exigió la condena a esos actos criminales.
    En la noche del sábado, el portavoz del gobierno libio Ibrahim Musa anunció que la casa de Saif al Arab, de 29 años y uno de los seis hijos del líder libio, fue "atacada con potentes medios", muriendo el hijo de Gadafi y tres de sus nietos.
    "Estas criminales acciones se unen a los intensos bombardeos, incluso con aviones no tripulados norteamericanos (...) en los que mueren personas inocentes", dijo la cancillería.
    La OTAN "manipula y viola la misma resolución 1973 que impuso, carente de toda legitimidad, al Consejo de Seguridad de Naciones Unidas con el pretexto de proteger la vida de civiles. Es evidente de que los objetivos de la Alianza es establecer  el control de recursos petrolíferos", añadió la nota.

    Declaración del Ministerio de Relaciones Exteriores de Cuba

    El Ministerio de Relaciones Exteriores de la República de Cuba condena enérgicamente el brutal asesinato de uno de los hijos del líder libio Muamar El Gadhafi, junto a tres de sus nietos menores, que se encontraban en una vivienda familiar en Trípoli cuando esta fue objeto de un ataque de las fuerzas de la OTAN, como han informado agencias internacionales de noticias.
    El embajador cubano en Libia que visitó este domingo, junto al Cuerpo Diplomático acreditado en esa ciudad y corresponsales extranjeros, el lugar del bombardeo, confirmó que la vivienda está enclavada en un barrio residencial, donde incluso se encuentran varios inmuebles diplomáticos.
    Hace solo dos días, un ataque similar se produjo contra instalaciones de la Televisión libia, también confirmado por medios internacionales y nuestra Embajada.
    Estas criminales acciones se unen a los intensos bombardeos con aviones norteamericanos de moderna tecnología, en los que mueren personas inocentes; a la entrega de armas a las denominadas fuerzas insurgentes y al despliegue de asesores militares en territorio libio.
    La OTAN manipula y viola la misma resolución diecinueve setenta y tres que impuso al Consejo de Seguridad de la ONU con el pretexto de proteger a los civiles. Los hechos han confirmado las tempranas advertencias del Comandante en Jefe sobre una intervención militar de la OTAN en Libia.
    Es evidente que los objetivos de la Alianza son el cambio de régimen y control de sus recursos petrolíferos.
    El Ministerio de Relaciones Exteriores expresa su más profundo rechazo a los ataques al pueblo libio, reclama su cese inmediato y se suma al llamado en busca de una solución pacífica a la situación en ese país, con pleno respeto a su independencia, soberanía y autodeterminación.

    O Governo dos Estados Unidos pede que seja recusada a solicitude de Habeas Corpus de Gerardo.

    O Governo dos Estados Unidos pede que seja recusada a solicitude de Habeas Corpus de Gerardo Hernandez Nordelo e que não lhe seja concedida uma audiência para analisar os seus argumentos e as supostas provas apresentadas contra ele.
    A posição oficial esta contida em um documento de 123 páginas mais três anexos entregados hoje AP tribunal federal de Miami pela promotora Caroline Heck Miller, a principal acusadora contra nosso compatriota e foi também a que se negou a indiciar ao terrorista Luis Posada Carriles em 2005.
    Proximamente a equipe da defesa de Gerardo dará a sua resposta e a juíza Joan Lenard tomará a sua decisão.
    Lembremos a Leonard Weinglasas:
    “O pior que pode acontecer-lhe a alguém dentro do sistema de justiça norte-americano é estar só. A solidariedade é necessária para indicar que o mundo está vigiando e que a lei deve cumprir-se”

    Reafirmaron trabajadores cubanos su apoyo a la Revolución y el Socialismo


    La Habana, 1 may (RHC).- Millones de trabajadores en Cuba  marcharon este Primero de Mayo en representación de todo el movimiento obrero para mostrar su apoyo a la Revolución y su incondicionalidad a Fidel y a Raúl, firmes guías hacia un Socialismo excepcional y más humano.
    Multitudinario desfile por Primero de Mayo en La Plaza de la Revolución Con el lema "Unidad, productividad y eficiencia", el pueblo trabajador que se reunió en la histórica Plaza de la Revolución José Martí, reafirmó su convicción de que el socialismo es el único camino a seguir y ratificó su apoyo a los acuerdos del VI Congreso del partido Comunista de Cuba (PCC).
    Abrieron el desfile  representantes del sector de la Educación en la Isla, quienes también celebran este año el Aniversario 50 de la Campaña de Alfabetización, evento que liberó del analfabetismo a la Isla, recién iniciada la Revolución.
    El acto en La Habana, estuvo presidido por  José Ramón Machado Ventura, vicepresidente primero, acompañado por los miembros del Buró Político, Comandante de la Revolución Ramiro Valdés Menéndez, Esteban Lazo Hernández y Mercedes López Acea. También están presentes 1 500 amigos de 63 países, quienes viajaron a La Habana, para apoyar al pueblo cubano en su defensa de la soberanía e independencia.
    Salvador Valdés Mesa, miembro del Buró Político y secretario general de la Central de Trabajadores de Cuba (CTC), dio inicio al gran día de desfile del proletariado cubano, que este año conmemora medio siglo de la declaración del  carácter socialista de la Revolución.
    En su comunicado, Valdés Mesa destacó que millones  de cubanas y cubanos celebran la efeméride con la alegría de haber realizado el VI Congreso del Partido Comunista de Cuba, que trazó el camino para renovar el sistema económico y perfeccionar la sociedad en la Isla.
    El dirigente sindical afirmó que los trabajadores y el movimiento sindical son protagonistas de los cambios en la transformación del modelo económico  y el perfeccionamiento de la sociedad y para ello trabajo, ahorro, disciplina, eficiencia son  brújulas e imprescindible en la unidad.
    Precisó que esa unidad  es expresión de la diversidad de unas filas obreras ahora  más engrosadas y fortalecidas con  miles de trabajadores no estatales, recientemente sumados.
    Valdés Mesa agradeció a  los amigos solidarios que admiran a Cuba y su Revolución y hoy marchan codo con codo en calles y plazas cubanas y a todos los que en el mundo hacen de ese sentimiento un arma de lucha en defensa de la paz.
    Dijo que ese respaldo Cuba lo conoce por experiencia propia porque ha estado presente en las más de cinco décadas de enfrentamiento al bloqueo económico, financiero y comercial  impuesto a la Isla por los gobiernos de Estados Unidos.
    También abogó por la inmediata liberación y regreso a la patria de los luchadores antiterroristas Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René González, Gerardo Hernández y Fernando González, encarcelados injustamente en Estados Unidos.