quarta-feira, 11 de julho de 2012

26 de Julio en Guantánamo



Pedro Martínez Pírez


La reciente noticia de que el Pentágono se propone extender un cable submarino de fibra óptica desde el territorio que ocupa la Base Naval de Estados Unidos en la provincia de Guantánamo, hasta la Florida, viene a confirmar las intenciones imperialistas de perpetuar su ilegal presencia en ese territorio cubano.

Las informaciones indican que el Pentágono invertirá 40 millones de dólares en la instalación del cable submarino para aumentar el ancho de banda de sus comunicaciones con esa Base Naval, que ocupa 117,6 kilómetros cuadrados, de ellos casi cincuenta en tierra firma y el resto en aguas y pantanos desde el 23 de febrero de 1903, hace pronto ciento diez años.

La Base fue impuesta a Cuba como condición para el retiro de las tropas norteamericanas, que habían intervenido en 1898 en la guerra hispano-cubana, cuando los cubanos estaban a punto de alcanzar su independencia de España. Se impuso a Cuba la llamada Enmienda Platt aprobada por el Congreso de los Estados Unidos, y el engendro seudolegal fue incorporado a la Constitución cubana, en un acto de fuerza y violación del derecho internacional nada menos que como arriendo a perpetuidad mediante un pago simbólico de dos mil dólares, aumentado luego al doble y que Cuba rechazó cobrar al año siguiente del triunfo de la Revolución. 

Guantánamo, la más oriental de las provincias cubanas y cuyo nombre aborigen  significa “tierra entre ríos”, será la sede este año de los actos por el aniversario 59 del histórico asalto al cuartel Moncada, el próximo 26 de Julio, que para los cubanos es el Día de la Rebeldía Nacional.

Pero la celebración estará marcada no solamente por la decisión reciente del Pentágono, sino también por el recuerdo de una promesa incumplida. Y fue la formulada por el presidente Barak Obama el 22 de enero de 2009, dos días después de tomar posesión de su cargo, quien prometió cerrar la prisión que ilegalmente creó George W. Bush en el 2002 con centenares de prisioneros traídos desde Afganistán y otros lejanos países.

La cárcel sigue ahí, ahora con 169 detenidos que carecen de las más elementales asistencias jurídicas, y también la Base, que no solamente ofende y daña la soberanía cubana, sino que ha provocado la subutilización e impedido el desarrollo de la Bahía de Guantánamo, una de las más hermosas de Cuba.

Para todos los cubanos, vivan dentro o fuera del archipiélago caribeño, situado a sólo noventa millas de las costas de Estados Unidos, esta será una nueva ocasión para repudiar el fariseismo de la política exterior de Washington, que habla con hipocresía de democracia, libertad y derechos humanos, mientras viola en Guantánamo los principios del derecho internacional, tortura a prisioneros en una cárcel ilegal, retiene por la fuerza un pedazo del territorio cubano y mantiene, contra las resoluciones de la ONU, un bloqueo criminal y genocida contra una nación que decidió y logró ser libre y soberana en las narices del imperio.

De ahí la importancia de continuar celebrando en Cuba, cada 26 de Julio, el Día de la Rebeldía Nacional, y hacerlo este año en el territorio de Guantánamo.

Para ALER-CONTACTO SUR fue un comentario de Pedro Martínez Pírez desde Radio Habana Cuba.

Derrotar a contra-ofensiva imperialista e avançar para a revolução


Declaração Política do Movimento Continental Bolivariano (MCB): 
por  Movimento Continental Bolivariano (MCB) - abpnoticias-MCB
Os povos de Nossa América reclamam unidade e solidariedade nestes dias promissores, porém difíceis. É por isso que o Movimento Continental Bolivariano (MCB) saúda a realização do XVIII Encontro do Fórum de São Paulo, em Caracas, Venezuela, terra do Libertador Simón Bolívar, cenário do estimulante processo para a revolução que deu início e alento à nova onda de mudanças neste Continente da esperança. A Venezuela é fonte de solidariedade e merece solidariedade.
À luz da contínua batalha de nossos povos, a contra-ofensiva imperialista na região novamente se recrudesce. O golpe de Estado no Paraguai é outro passo em direção à tentativa de reverter a onda de mudanças a favor da autodeterminação e das transformações sociais encenadas nas últimas três décadas em nossa América.

Precederam esta nova agressão às aspirações democráticas de nossos povos: o golpe de Estado de Honduras, a vitória eleitoral da extrema direita chilena, colombiana, panamenha e costarriquenha; o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia, a reativação da IV Frota da marinha norte-americana, a tentativa derrotada de golpe no Equador e o reforço da ocupação militar no Haiti. Novas ameaças de retrocessos se fecham contra os processos transformadores na Bolívia, Venezuela, Nicarágua e Equador; enquanto Cuba é objeto de intensos e soturnos planos de agressão e desestabilização. 
Não há tempo a perder.  
O isolamento diplomático do regime golpista paraguaio não é suficiente, menos ainda quando se trata de reações passageiras, como a experiência hondurenha demonstrou. Tampouco bastam as medidas condenatórias. A solidariedade latino-americana deve ser implantada além das medidas adotadas pelos Estados progressistas no contexto das relações interestatais. 
A situação exige potencializar a resistência popular interna frente a todos os regimes subordinados às burguesias dependentes e ao imperialismo.
O vergonhoso regime colombiano segue implantando, com o apadrinhamento dos EUA e seu aliado Israel, a guerra suja contra a heroica e multifacetada resistência popular. A condenação a estes funestos intentos belicistas, a reivindicação por uma saída política ao conflito armado e social deve ser tão firme quanto o respaldo às forças insurgentes e aos componentes de sua também heroica resistência cívica, especialmente ao emergente Movimento Marcha Patriótica, formidável e inovadora confluência político-social, portadora de uma proposta de mudança estrutural, de paz com dignidade e nova institucionalidade democrática e participativa.
As novas escolas militares criadas pelo chamado Eixo Pacífico, as 44 bases militares ianques em toda Nossa América, as áreas de TLC, que estendem por todo o Pacífico desde o Chile até o México, o crescente saque de nossos recursos naturais com devastadoras consequências ambientais, são mostras incontestáveis da imposição a sangue e fogo de um sistema de injustiça. O aquífero Guaraní, que se insere nos propósitos do golpe no Paraguai, e a Amazônia, se constituem nos alvos prediletos da nova guerra de conquista imperialista.
Os restos de colonialismo no Caribe e nas Malvinas nos convocam a derrotá-los sem contemplações, da mesma forma que a recolonização e a militarização das Antilhas, que inclui a ocupação militar do Haiti, o reforço das bases norte-americanas, em Aruba, Curaçao e Porto Rico, a sua expansão para territórios da República Dominicana e o aumento extraordinário da guarda costeira dos EUA no Mar do Caribe. Porto Rico e demais colônias precisam e merecem sua independência!
Além do nosso continente, o povo palestino e o povo basco lutam por sua libertação nacional e sofrem as consequências da colonização e dominação tanto na Palestina invadida pelo movimento sionista internacional, como Euskal Herria invadida e ocupada pela Espanha e França, hoje, com uma proposta de paz real e possível que emergiu da sociedade basca.
Faz-se necessária a libertação dos milhares de presos políticos dos cárceres do Estado sionista de Israel, especialmente o camarada Ahmad Saadat, Secretário Geral da Frente Popular pela Libertação da Palestina, assim como as centenas de presos políticos abertzales  dos cárceres da Espanha e França.
Em Nossa América, o momento demanda superar as vacilações, os desdobramentos e as viragens conservadoras de uma parte dos governos e forças políticas progressistas pressionadas pela burguesia transnacional.
Além disso, é necessário o aprofundamento das mudanças sociais, políticas e culturais naqueles processos que, como o venezuelano, o boliviano e o equatoriano, assumem posturas anti-imperialistas e expressam a vontade de atingir transformações estruturais de orientação socialista. 
A Venezuela bolivariana possui diante de si as eleições presidenciais de outubro, definida pelo comandante Chávez como a batalha de Ayacucho do século XXI, decisiva para consolidar a independência venezuelana e o processo de mudanças políticas e sociais em Nossa América. Toda a solidariedade continental e mundial deve voltar-se a favor da vitória popular nessas eleições.
Assim, dado que o combate não é somente eleitoral e que o imperialismo norte-americano, a grande burguesia venezuelana e seus sócios políticos estão implantando um grande plano extraeleitoral destinado a sabotar o processo e/ ou desconhecer os resultados, a solidariedade deve expressar-se em todos os cenários de luta até garantir a derrota definitiva desses esforços sediciosos, o aprofundamento e a extensão do trânsito para o socialismo.
Em todos os pontos do continente devem expressar-se vigorosamente a determinação de não continuar permitindo que nos arrebatem ou nos conquistem. 
O NÃO ao retrocesso deve ser tão retumbante quanto a vontade de avançar, de derrotar o poder a serviço da burguesia transnacional, de reverter os retrocessos impostos mediante golpes de todo o tipo, de defender os processos transformadores ameaçados pela contraofensiva imperialista. É imperativo sair do engessamento, aprofundar e compreender a promissora onda pela nova independência.
Só assim nos faremos fortes para derrotar esta contraofensiva. E, como dizia o Libertador, “logo que sejamos fortes... então seguiremos a marcha para as grandes prosperidades a que está destinada a América Meridional”, o que é impensável sem a criação heroica do socialismo, projeto salvador da humanidade ameaçada de morte por um capitalismo que é causa e efeito desta crise destrutiva.     
Caracas, 5 de julho de 2012
Pelo Movimento Continental Bolivariano (MCB),  assinam:
PRESIDÊNCIA COLETIVA
SECRETARIA EXECUTIVA – SEÇÃO DA VENEZUELA
PARTIDO COMUNISTA DO MÉXICO (PCM)
PARTIDO COMUNISTA PARAGUAIO (PCP)
PARTIDO NACIONALISTA DO PORTO RICO (PNPR)
FOGONEROS URUGUAI
VOZES ANTI-IMPERIALISTAS VENEZUELA
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
MOVIMENTO CAAMAÑISTA DA REPÚBLICA DOMINICANA
PARTIDO COMUNISTA DA VENEZUELA (PCV)
PARTIDO COMUNISTA DO EQUADOR (PCE)
PARTIDO DO POVO DO PANAMÁ (PPP)
FRENTE POPULAR PELA LIBERTAÇÃO DA PALESTINA (FPLP)
COORDENAÇÃO SIMÓN BOLÍVAR – VENEZUELA
PRIMEIRA LINHA – GALIZA

Golpe no Paraguai revela nova face da Operação Condor, diz ativista







 
Em entrevista à Carta Maior, o mais importante ativista dos direitos humanos paraguaio, Martin Almada, disse que o golpe que destituiu Fernando Lugo da presidência revela a atualidade da Operação Condor, a maior ação articulada de terrorismo de estado já imposta ao povo latino-americano. Para Almada, essa nova Condor é muito mais abrangente do que a iniciada em 1964, no Brasil: é mais suave, global e revestida de uma capa pseudodemocrática, por meio da cooptação dos parlamentos.
Najla Passos - Brasília
Brasília - Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o mais importante ativista dos direitos humanos paraguaio, Martin Almada, disse que o recente golpe que destituiu Fernando Lugo da presidência do seu país revela a atualidade da Operação Condor, considerada a maior ação articulada de terrorismo de estado já imposta ao povo latino-americano.

Prêmio Nobel da Paz alternativo, foi Almada quem descobriu, no Paraguai, na década de 90, o chamado “arquivo do terror”, que contém os principais registros conhecidos da Operação Condor, a articulação dos aparelhos repressivos do Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai que, a partir da década de 1960, sob a coordenação dos Estados Unidos, garantiram o extermínio das forças resistentes à implantação de um modelo econômico favorável aos interesses das oligarquias locais e das multinacionais que elas representam.

O ativista está em Brasília justamente para participar, nesta quinta (5), de um seminário sobre a Operação, promovido pela Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Câmara.

Confira a entrevista:

- Como se deu a articulação do golpe que destitui Fernando Lugo da presidência do Paraguai?

Foi uma trama muito bem montada pela direita paraguaia. E quando digo direita paraguaia, me refiro à oligarquia Vicuna, aos grandes fazendeiros, me refiro aos donos da terra, os plantadores de soja transgênica, me refiro às multinacionais, como a Cargil e a Monsanto, e também aos partidos tradicionais ligados a essas oligarquias. É um caso muito particular de golpe.

- Mas é possível compará-lo, por exemplo, com o golpe que ocorreu em Honduras?

Ao contrário do que muitos dizem, não se pode comparar. Foram golpes completamente diferentes. Em Honduras, o exército norte-americano interveio, junto com as tropas hondurenhas. A embaixada americana teve uma atuação clara. O presidente caiu quando estava em sua casa, em sua cama. No Paraguai, tudo foi articulado via parlamento, que é a instituição mais corrupta do país. No fundo, é claro, sem aparecer, também estava a embaixada americana. Mas sua participação se deu através das organizações não governamentais (ONGs) e dos órgãos de inteligência. Normalmente, um golpe de estado, como ocorreu em Honduras, se dá com tiroteio, bomba, pólvora, morte. No Paraguai, não houve tiroteio, não houve pólvora. O que rolou foi muito dinheiro, muitos dólares.

- E como se comportou a imprensa paraguaia?

Os meios de comunicação estavam todos a serviço do golpe. É por isso que digo que foi um golpe perfeito: quando o presidente golpista assumiu, se cantou o hino nacional com uma orquestra. E uma orquestra de câmara. Foi um golpe planificado com muita antecipação.

- E onde estava o povo, os movimentos organizados que não saíram às ruas?

O presidente Lugo cometeu muitos erros. Primeiro, quando ocorreu a morte de sete policiais e onze camponeses, eu penso, como defensor dos direitos humanos, que tanto a polícia quanto os camponeses eram inocentes. Aquele conflito foi uma trama. Os policiais usavam colete à prova de balas, mas os tiros ultrapassaram estes coletes. E nós sabemos que as armas usadas pelos camponeses são muito artesanais. Não teriam essa capacidade. O que nós imaginamos é que havia infiltrados com armas muito potentes. E Lugo, após o conflito, fez uma declaração péssima: condenou os camponeses e prestou condolências aos familiares dos policiais. Isso caiu muito mal. Segundo, Lugo firmou uma lei repressiva, uma lei de tolerância zero. Outro erro de Lugo foi firmar acordo com a Colômbia para assessorar a polícia paraguaia.

- Para tentar se manter no poder, ele fez concessões à direita, que o desgastaram com as classes populares. É isso?

Exatamente. Então, no momento do golpe, o povo não saiu às ruas. Na verdade, foram dois motivos. Primeiro, a frustração, a indignação e o desencanto com Lugo. Segundo, no Paraguai, as pessoas com mais de 40 anos têm muito medo. Porque nós não vivemos 20 anos de ditadura. Nós vivemos 60. Então, só os jovens saíram às ruas. Aliás sempre, no Paraguai, as manifestações de ruas são protagonizadas por jovens, que tem uma coragem admirável.

- Como o senhor avalia a posição dos demais países do Mercosul e da Unasul de condenarem o golpe?

Este golpe foi um golpe ao Mercosul, um golpe à Unasul, porque Lugo tinha boas relações com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com o presidente da Bolívia, Evo Morales... e isso desagradava. Lugo, com todos os seus defeitos, melhorou a saúde do povo, melhorou a educação, deu alimentação nas escolas, comida, merenda. Nem tudo estava mal. Mas ao invés de premiar Lugo, o castigaram. É por isso que acreditamos que foi um golpe à unidade regional. Uma conspiração contra a unidade da região, contra a pátria grande com que sonhou Bolívar para todos os latinoamericanos. Isso atenta contra todos. Pode ocorrer, amanhã, aqui, na Argentina...; na Bolívia, tentam um golpe de estado, no Equador também.

- Então, como na Operação Condor, é uma ameaça a toda a América Latina?

O golpe no Paraguai é a Condor se revelando. É prova dev que a Condor está se revelando com outro método. Uma Condor mais moderna, mais suave e mais parlamentar.

- E como o campo progressista pode reagir?

Esta reunião aqui no parlamento brasileiro para tratar da Operação Condor, por exemplo, é de extrema importância. Porque já é possível identificar três fases desta Operação. A primeira, que começou aqui no Brasil, em 1964, com a queda do presidente João Goulart, era uma Condor bilateral: Brasil-Argentina, Brasil-Paraguai, Brasil-Uruguai. A segunda, em 1975, já era uma Condor multilateral, com um acordo ratificado entre as ditaduras dos cinco países. Agora, a Condor é global. Depois dos eventos de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, se revelou que havia centros clandestinos de tortura americanos até na Europa. Portanto, há uma Condor global. E nós temos que entender o que é a Operação Condor, como ela funciona, quem a dirige... porque quem dirige a Condor é também quem dirige a Organização das Nações Unidas, o Pentágono, a máfia das drogas...



Fonte:   http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE


www.cubadebate.cu
Fecha: 2012-07-08

Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE


www.cubadebate.cu
Fecha: 2012-07-07

Irán afirma que destruirá 35 bases de EEUU si es atacado


5 Julio 2012
 
Irán tiene planes detallados para destruir con sus misiles y fuerza aérea las 35 bases de EE.UU. en la zona de Oriente Medio, el golfo Pérsico y Asia Central si es atacado, dijo hoy el general Amir Ali Hayizadeh, comandante de la Fuerza Aeroespacial de los Guardianes de la Revolución. 
 
“Hemos tomado las medidas necesarias para situar esas bases y desplegar los misiles para destruir todas en los primeros minutos de un ataque (enemigo contra Irán)”, advirtió hoy Hayizadeh en declaraciones difundidas por la agencia local Fars. 
 
Hayizadeh hizo sus declaraciones, en las que manifestaba los planes de Irán ante un eventual ataque de Estados Unidos contra su territorio, al término de unas maniobras de tres días en las que los Guardianes de la Revolución han probado diversos tipos de misiles de fabricación nacional. 
 
El mando del cuerpo militar especial iraní de defensa de la revolución islámica explicó que EE.UU. “tiene 35 bases alrededor de Irán” y agregó que “todas ellas están al alcance de nuestros misiles, lo mismo que la tierra ocupada de Palestina (Israel)”.
 
Según él, las maniobras de misiles que hoy finalizan tenían como objetivo destruir la réplica de hipotéticas bases de EE.UU. en la región y aseguró que habían sido un éxito. Por su parte, la página web de los Guardianes de la Revolución, “Sepah News”, informó hoy que, dentro de las maniobras, se habían disparado misiles del tipo “Golfo Pérsico” antibuque contra blancos marinos, con el apoyo de aviones de combate y aeronaves no tripuladas. 
 
Ayer, los guardianes de la Revolución aseguraron que habían destruido siete hipotéticas bases de “fuerzas ajenas a la región” en unas maniobras aéreas y de misiles de un alcance de hasta 1.300 kilómetros. Los misiles tierra-tierra lanzados en las maniobras de la Guardia Revolucionaria fueron de distinto tipo y de 300, 500, 800 y 1.300 kilómetros de alcance, aunque el general Hayizadeh insistió en que el país dispone de misiles que superan los 2.000 kilómetros, según la agencia local Mehr. 
 
Las autoridades de Irán han reiterado que el territorio de Israel y los buques y bases de EE.UU. en las zonas de Oriente Medio, el golfo Pérsico y Asia Central están al alcance de sus misiles y que atacarán esos objetivos si sufren una agresión. Irán está sometido a sanciones de la ONU, y también de EE.UU. y la UE, por su programa nuclear, y Washington y Tel Avil han amenazado con atacar territorio iraní si no frena sus actividades atómicas, a lo que Teherán ha respondido que, en ese caso, dará una respuesta “aplastante” y podría cerrar el estratégico estrecho de Ormuz. 
 
Mientras algunos países, con EE.UU. a la cabeza, sospechan que el programa nuclear iraní tiene una vertiente armamentista destinada a fabricar armas atómicas, Teherán asegura que es exclusivamente civil y pacífico, acorde con el Tratado de No Proliferación (TNP) nuclear. Ayer, en su rueda de prensa semanal, el portavoz del Ministerio de Asuntos Exteriores, Ramin Mehmanparast, comentó estas maniobras y dijo que el mensaje de los ejercicios es que “Irán tiene total autoridad y la preparación necesaria para establecer la seguridad en el golfo Pérsico y el tráfico de petróleo en el estrecho de Ormuz”. 
 
El presidente de la Comisión de Seguridad Nacional y Política Exterior del Parlamento de Irán, Alaedin Boruyerdi, dijo que Teherán considera la presencia de fuerzas extranjeras en la zona “perjudicial” para la seguridad y añadió que las maniobras con misiles muestran la capacidad de Irán para mantener la estabilidad en el área.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Governo silencia e servidores constroem uma das maiores greves dos últimos anos



Os docentes das instituições federais de ensino foram os primeiros a entrar em greve, em 17 de maio, mas, paulatinamente, outras categorias decidiram paralisar suas atividades e hoje um percentual significativo de servidores está parado. Enquanto isso, o governo se mantém impávido e não apresenta uma proposta. Pelo contrário, já anunciou que os servidores, em termos de reajuste geral, terão 0% em 2013, assim como foi em 2011 e 2012, em um claro desrespeito à Constituição Federal.

Esse descompromisso está sendo o fermento para as greves que se espalham pelo país. De acordo com a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que representa 80% do total de servidores do executivo, a greve já chega a 26 categorias em 22 estados e o Distrito Federal (ver quadro aqui).

Entre as categorias em greve na base da Condsef estão o Incra, Funasa, Funai, Arquivo Nacional, Inpi, Agricultura, Dnit, Cnem, Datasus, Transportes, Saúde, Museu do Índio, Iphan, INES, Justiça, MTE, Previdência Social, HFA (Celetistas e Estatutários), Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário (MDA), Area Ambiental (Ibama, MMA, Chico Mendes), Ceplac, Fundo de Marinha Mercante, Planejamento (4 horas por dia) e Fazenda (1 hora por dia). Servidores do IBGE têm realizado operações padrões e os das agências reguladoras e DNPM, que estão em estado de greve e podem parar por tempo indeterminado a partir do dia 16.

Auditores fiscais da Receita Federal têm realizado operações-padrão e policiais rodoviários federais planejam para a próxima terça-feira, 10 de julho, uma grande manifestação em Brasília. Na Polícia Federal, os agentes também estão mobilizados e prometem engrossar a greve dos servidores federais. “Setores que geralmente são refratários à greve, como o pessoal da Fiocruz e das agências reguladoras, estão parando. Esse é um fator que deve ser ressaltado”, pontuou o dirigente da CSP-Conlutas, Paulo Barela, em reunião do Fórum das Entidades, realizada na terça-feira (3).

No setor das instituições federais, a greve já é realidade entre os docentes de 96 universidades (ver quadro aqui) e a quase totalidade dos institutos federais, incluindo os filiados ao ANDES-SN ou ao Sinasefe, já está parada. Na base da Fasubra, que representa os técnico-administrativos das universidades, a greve se amplia a cada dia.

Para a Condsef, a tendência é que greve continue crescendo, já que a postura inalterada do governo tem estimulado o reforço do movimento pelo Brasil. Essa também é a posição do ANDES-SN. “O governo, na sua intransigência, empurrou os servidores para a greve”, afirma o 1º vice-presidente do Sindicato Nacional, Luiz Henrique Schuch.

Nessa terça-feira (3), dirigentes da Condsef e do Sindidsep-DF foram recebidos pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que se comprometeu a conversar com a presidenta Dilma Rousseff para que ela determine ao Planejamento a apresentação imediata da proposta ao funcionalismo.

Um fator positivo na atual conjuntura é que as categorias estão conseguindo unificar as ações de mobilização, o que só está sendo possível graças ao esforço pela unidade feito pelas entidades desde o início do ano. “Conseguimos unificar uma pauta comum (ver aqui), em cima de sete pontos, e sem constranger as nossas pautas específicas, estamos lutando de forma conjunta”, avalia Schuch.

Atividades

Em plenária dos Servidores Públicos Federais (SPF) realizada no início de junho, foi decidida a realização de uma série de atividades unificadas, que já foram ou serão realizadas até o final de julho. Nesta semana estão previstas ações nos estados, que terão como mote a “Qualidade nos serviços públicos”.

No próximo sábado (7/7) haverá uma reunião conjunta dos Comandos de Greve do setor da educação em Brasília e de 9 a 13 de julho serão realizados atos unificados nos estados com o mote Copa do Mundo, a serem realizados em locais simbólicos, como nos estádios em construção e rodovias.

No dia 18 de julho, haverá uma grande Marcha de servidores em Brasília para cobrar do governo uma resposta às pautas protocoladas. Dessa data até o dia 20 está programado um acampamento na Esplanada dos Ministérios. No dia 20, será realizada uma plenária dos SPF, quando será deliberado outro calendário de mobilizações.

Brasília para cobrar do governo a resposta das pautas protocoladas. Durante todos os dias haverá atividades políticas na Esplanada. E no dia 20 acontece uma plenária unificada de avaliação com todas as entidades com categorias em greve.

“Nós, os servidores, já entregamos a nossa pauta ao governo e cabe a ele, agora, apresentar uma proposta. Graças à nossa mobilização conseguimos que categorias em greve fossem recebidas na mesa de negociação, mas precisamos ir além. O Planejamento tem de, efetivamente, apresentar uma proposta. E será a nossa pressão que fará com essa negociação no rito e no prazo que produza resultados”, avalia Schuch.


Com informações da Condsef

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Brasileiros e paraguaios realizam a maior manifestação na fronteira desde golpe no Paraguai


tropa
 Um protesto em favor da democracia.  Cerca de quatro mil pessoas participaram nesta sexta-feira (29) de mais um ato na fronteira entre Brasil e Paraguai contra o golpe ocorrido no país vizinho na última sexta-feira (22), quando o presidente Fernando Lugo foi destituído do cargo através de um "impeachment relâmpago”.

Desta vez o protesto conseguiu fechar a Ponte da Amizade por cerca de uma hora e meia. Participam do ato movimentos sociais dos dois países. Do lado brasileiro, participaram representantes da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, o MST; Via Campesina, além de sindicatos trabalhistas e estudantes. Do Paraguai, estiveram membros do Movimento Campesino, Movimento 20 de Abril, entre outros.

“Queremos abraçar o povo brasileiro que está nos apoiando neste momento em que caímos nas mãos da extrema direita. Estamos sendo oprimidos”, dizia o integrante do movimento 20 de Abril, Pedro Torres, diante de um impasse criado pelas autoridades paraguaias para que a marcha dos manifestantes vizinhos chegasse até os brasileiros.

Para o dirigente da APP - Sindicato em Foz do Iguaçu e membro do Partido Comunista Brasileiro, Fabiano Severino, além de um ato de solidariedade, é necessário que os movimentos sociais e o povo brasileiro se posicione contra o golpe no Paraguai. “Não podemos mais permitir que este tipo de baque à democracia continue acontecendo na America Latina. Este ato não é de apoio ao Lugo, mas sim ao povo paraguaio que o elegeu em 2008”.

Marcha

Depois de muita luta, cerca de três mil paraguaios conseguiram chegar até a ponte. Eles chegaram sob a escolta da tropa de choque do Exército. Além dos movimentos sociais, muitos ambulantes de Ciudad Del Este (PY) fecharam seus pontos de comércio para participar da marcha.“Estamos aqui para demonstrar nossa revolta e indignação com o golpe. Queremos a volta da democracia em nosso país e não queremos mais viver uma ditadura”, disse a integrante do Movimento Campesino Catalina Fernandez.

O protesto contou com uma forte presença policial, porém nenhum incidente foi registrado. Para o coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e Via Campesina, de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, Nildemar da Silva, a participação dos brasileiros no protesto serve tanto para demonstrar solidariedade como para protestar contra o que, para ele, “fere os princípios da democracia”. “Este golpe foi influenciado pelo sistema agro-exportador latino-americano, que conta inclusive com a presença de brasileiros”, apontou.

Impasse

Após o protesto, os manifestantes paraguaios tentaram seguir em marcha rumo ao Brasil, no entanto, foram impedidos pelo militares paraguaios que fizeram um cordão de isolamento. Já os brasileiros acompanharam os paraguaios em marcha até a Praça da Paz, em Ciudad Del Este (PY).

O movimento desta sexta-feira reuniu cerca de quatro mil pessoas, entre brasileiros e paraguaios. A maior parte dos participantes era de paraguaios, o que demonstra um aumento no descontentamento da população com o golpe ocorrido na última sexta-feira (22).

Para o professor Jose Bovadilla, que vive em Distrito Iguaçu, no interior do Paraguai, uma das maiores dificuldades nafranco mobilização do povo é a posição de alguns setores da imprensa paraguaia. “Parece que a imprensa está de acordo com o golpe. Este foi um projeto arquitetado pelo imperialismo sem qualquer consulta popular e a imprensa pouco fala sobre isso”.

O presidente da Federação dos Estudantes de Universidades Públicas do Paraguai, Fabian Franco, apontou que a maioria dos veículos de comunicação do país vizinho parece estar numa tentativa “minimizar a situação”. “A imprensa tem apresentado noticiais como se tudo estivesse bem.
Na verdade, muitos deles são realmente ligados ao agronegócio e às imobiliárias”. Para Franco ainda existem outros grupos interessados em manter a população paraguaia alheia ao que está ocorrendo no país.

Texto: Megafone - Fernanda Regina
Imagens: Marcos Labanca e Fernanda Regina

Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE


www.cubadebate.cu
Fecha: 2012-07-03

Crise, greve da educação federal e a necessária ofensiva pela Universidade Popular



(Nota conjunta CCLCP, MAS e JCA)

A ebulição presente nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), nas Instituições de ensino tecnológico (IFETs), e em algumas universidades estaduais nesse ano de 2012, é resultado de inúmeras determinações e políticas que condicionaram a educação brasileira nos últimos anos. Desde o arrocho e diferenciação salarial, incremento na política de gratificações, contra-reformas da década de 2000, cortes de verbas da educação até o famigerado projeto de expansão do REUNI – que hoje expõem suas mazelas – temos como denominador uma realidade cada vez mais mercadológica, privatista e sucateadora da educação pública.
No âmbito das Universidades Federais os docentes iniciaram sua greve em 17 de maio e hoje atinge cerca de 92% das IFES, trata-se da greve mais forte da última década e com a adesão dos trabalhadores técnicos administrativos e em muitas universidades a culminação da greve estudantil, cria um ambiente de lutas conjuntas na universidade que já está fazendo história em diferentes instituições. Em muitos casos a luta docente tem enfrentado a resistência de sindicatos burocratizados e contrários ao movimento grevista, isso tem colocado em cheque a estrutura do sindicalismo de estado promovida durante a última década.
Este movimento de greve nas universidades se fortalece com a greve nas demais categorias do serviço público federal que tendem a ampliar o movimento durante as próximas semanas. O eixo destas lutas sociais vai além das lutas salariais, pois se articula pautas de diferentes categorias e que no âmbito da educação reforça a luta pelos 10% do PIB para educação pública. Destacamos que as políticas governamentais (contra-reformas) tem fortalecido a lógica de subordinação do desenvolvimento da universidade brasileira aos desígnios da mercantilização da educação superior, em especial na lógica produtivista imposta às universidades públicas, que combina um processo de quebra do princípio da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão coma formação de uns poucos “centros de excelência” de um lado e de outro com a formação de colegiões de terceiro grau (educação terciária segundo as diretrizes do Banco Mundial).
Para nós, o componente essencial que agrava essas contradições de forma mais clara é a crise estrutural do sistema do capital pela qual passamos. As bruscas quedas na taxa de lucro, somadas à difícil expansão do processo de acumulação capitalista, fizeram com que a ofensiva do capital se direcionasse com maior voracidade para os fundos e políticas públicas, requisitando cada vez mais redução no financiamento dos direitos sociais e aumento do repasse dos recursos públicos aos monopólios industriais e financeiros, e ao latifúndio. Nos países ditos de primeiro mundo, os direitos sociais do “Estado de bem estar social” são eliminados com uma intensidade cada vez mais agressiva, colocando ao povo a necessidade de defender seus direitos. Nos países dependentes, como o Brasil, as contradições são ainda mais fortes, e o pouco que se tinha de direitos sociais também é eliminado. Somado à situação de superexploração da força de trabalho, temos uma série de contra-reformas que querem passar como políticas voltadas ao crescimento. Mesmo poucas políticas compensatórias não conseguem ocultar o quanto o poder no Brasil não tem estado à serviço da maioria do povo e da classe trabalhadora.
No Brasil, principalmente desde 2006, vivemos um estado de euforia criado artificialmente pela mídia e pelo governo. Supunha-se que a crise, desde então mais evidente nos EUA e na Europa, passava por aqui como “uma marolinha”. No entanto, as políticas implementadas no campo da educação superior demonstram hoje que a realidade de crise em que vivemos não pode mais ser ocultada.
Em 2007, quando da aprovação do projeto de expansão e reestruturação das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) pelo REUNI, estudantes,  professores e técnicos expuseram suas críticas, que foram da origem do projeto – vinculado ao Protocolo de Bolonha e às indicações do Banco Mundial – até os problemas estruturais que estariam por vir. Já denunciávamos naquele período que essa expansão não viria com a necessária ampliação de recursos e de contratação de professores e técnicos, assim como a tal reestruturação nada mais era do que uma massificação dos diplomas e diferenciação entre “centros de ensino” e “centros de excelência”. Outra forma de expansão se deu nos antigos CEFETS, hoje Institutos Federais de Ensino, expondo os mesmos problemas. Com o surgimento do PRONATEC, a remessa de fundos para o setor privado dos cursos tecnológicos e o condicionamento de cursos totalmente vinculados às demandas da classe dominante, a prioridade de voltar a educação à função de reprodução da força de trabalho seguindo as demandas do capital se tornou ainda mais evidente.
Portanto, as atuais lutas correspondem a esses problemas crônicos pelos quais passam o ensino, a pesquisa e a extensão. A precarização do trabalho docente é concorrente com a precarização do trabalho dos técnico-administrativos, fazendo com que, na grande maioria dos casos, a jornada de trabalho se ampliasse, assim como o acúmulo de funções administrativas. Ainda há o produtivismo acrítico que vem tornando os trabalhadores em educação em profissionais que necessitam cumprir uma infinidade de tarefas em conjunto com uma produção acadêmica desordenada e que se realize em resultados quantitativos e vendáveis. Os jovens trabalhadores professores e técnicos entram nesse processo de forma ainda mais precarizada, e com os salários que expõem uma defasagem histórica de mais de uma década. Os salários baixos com vencimentos mais baixos ainda (sem contar as gratificações), aliados com os planos de carreira duramente atacados nesses anos e de uma extrema diferenciação entre o trabalhador inicial e o de fim de carreira, são elementos essenciais para essa greve nacional dos professores e técnicos.
Além de todas essas condições adversas, a privatização crescente da educação coloca a necessidade de uma ofensiva dos movimentos organizados que defendem a educação pública a serviço da resolução das necessidades do nosso povo. O projeto hegemônico é vinculado ao capital, determina projetos de pesquisa, extensão e ensino em sintonia com as demandas crescentes da acumulação capitalista em tempos de crise e queda da taxa de lucro. Nos últimos 10 anos, não só se manteve o caráter elitista dessas instituições, como se aprofundou radicalmente essa vinculação com o setor privado, não só pela propalada Inovação Tecnológica, mas também pela defesa das corruptas Fundações ditas de apoio, e pelo repasse e isenções para as Universidades privadas e públicas de direito privado. Nesse mesmo período de greves na educação superior, também se constrói nacionalmente uma importante luta contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que pretende privatizar os Hospitais Universitários.
Essa greve nacional tem demonstrado também a urgente necessidade de um novo organismo nacional de organização das classes trabalhadoras, uma Central combativa e autônoma aos patrões e aos governos. Os instrumentos colocados hoje para a nossa luta nacional são ainda muito insuficientes.
É também o momento de reforçar a ofensiva do campo popular, por uma Universidade e pela Educação que se vincule às necessidades do povo brasileiro. Por isso, é importante lutar por outro projeto de universidade, uma Universidade Popular, que amplie a democracia e vincule a produção de conhecimento à melhoria das condições de vida de todos os explorados e oprimidos pela atual ordem social, que propicie instrumentos para a resolução dos problemas agrários, urbanos, educacionais, sanitários, entre tantos outros. Quem vem construindo uma importante contribuição nesta vinculação entre a luta presente e a construção de um novo projeto para a universidade brasileira é o Grupo de Trabalho Nacional de Universidade Popular (GTUP-Nacional), alternativa que é importante ser impulsionada, por buscar articular não só as três categoriais da universidade mas também movimentos populares e sindicais fora dela.

Todo apoio à greve da educação federal!
Criar, criar Universidade Popular!

Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes – CCLCP
Movimento Avançando Sindical – MAS
Juventude Comunista Avançando – JCA

segunda-feira, 25 de junho de 2012

¿Por qué cayó Lugo? La conexión del agronegocios

Por Atilio A. Boron
 
El Congreso del Paraguay consumó este viernes uno de los fraudes más descarados de la historia política latinoamericana: destituyó, en un juicio sumarísimo que se asemejó mucho más a un linchamiento político que a un proceso constitucional, al presidente Fernando Lugo. Con una rapidez proporcional a su ilegitimidad, el Senado más corrupto de las Américas -¡y eso es mucho decir!- lo halló culpable de "mal desempeño" de sus funciones debido a las muertes ocurridas en el desalojo de una finca en Curuguaty. Esa masacre fue una trampa montada por una derecha que desde que Lugo asumiera el poder estaba esperando el momento propicio para acabar con un régimen que, pese a no haber afectado a sus intereses, abría un espacio para la protesta social y la organización popular incompatible con su dominación de clase. El eterno deshonor de ser el conductor de este golpe institucional, que imita al perpetrado en contra de Mel Zelaya en Honduras (con la salvedad de la operación comando mediante el cual este fuera sacado de su casa a punta de bayonetas) le correspondió al señor Aldo Zucolillo, director y propietario del diario ABC Color y encumbrado dirigente de la Sociedad Interamericana de Prensa, la siniestra SIP. Ese personaje de marras -un hijo putativo del strossnismo- es al igual que varios de sus congéneres en el resto de la región un inescrupuloso empresario que fomenta sus negocios al amparo de la “libertad de prensa” y de un inverosímil “periodismo independiente”, taparrabos que no alcanza a ocultar al torvo empresario que, como lo demuestra el economista paraguayo Idilio Méndez Grimaldi, es el “socio principal en Paraguay de Cargill, una de las transnacionales más grandes del agronegocios en el mundo.” El ABC Color lanzó una intensa campaña previa al golpe de estado, preparando el clima político que hizo posible el rapidísimo linchamiento político de Lugo. El protagonismo de Cargill y Monsanto en el democracidio perpetrado en Paraguay es escandaloso Ofreciendo una radiografía del saqueo sistemático al que ha sido sometido ese país el economista paraguayo Méndez Grimaldi sostiene que “las transnacionales del agronegocio en Paraguay prácticamente no pagan impuestos, mediante la férrea protección que tienen en el Congreso, dominado por la derecha.
La presión tributaria en Paraguay es apenas del 13% sobre el PIB. El 60 % del impuesto recaudado por el Estado paraguayo es el Impuesto al Valor Agregado, IVA. Los latifundistas no pagan impuestos. El impuesto inmobiliario representa apenas el 0,04% de la presión tributaria, unos 5 millones de dólares, según un estudio del Banco Mundial aún cuando el agronegocio produce rentas en torno al 30 % del PIB, que representan unos 6.000 millones de dólares anuales. ... . El 85 por ciento de las tierras, unas 30 millones de hectáreas, está en manos del 2 por ciento de propietarios.”
En un capitalismo de estas características, donde la prebenda y el soborno constituyen el motor de la acumulación del capital, era poco probable que Lugo pudiera estabilizarse en el poder sin construir una poderosa base social de sustentación. Sin embargo, pese a las advertencias de numerosos aliados dentro y fuera de Paraguay el derrocado presidente no se abocó a la tarea de consolidar la multitudinaria pero heterogénea fuerza social que con gran entusiasmo lo elevara a la presidencia en Agosto del 2008. Su gravitación en el Congreso era mínima (sólo 4 senadores se opusieron al golpe parlamentario) y en Diputados no tenía mucho más.
Sólo la capacidad de movilización que pudiera demostrar en las calles era lo que podía conferirle gobernabilidad a su gestión y desalentar a sus enconados enemigos. Pero se resistió tercamente a ello pese a la predisposición de amplios sectores dentro de Paraguay y al muy favorable entorno de mandatarios amigos que gobernaban en la región y que estaban dispuestos a acompañarlo en la empresa. Pero no lo entendió así y a lo largo de su mandato se sucedieron continuas concesiones a la derecha, ignorando que por más que se la favoreciera ésta jamás iría a aceptar su presidencia como legítima. Gestos concesivos hacia la corrupta oligarquía paraguaya lo único que lograron fue envalentonarla, no apaciguar la virulencia de su oposición. Pese a esas defecciones Lugo no dejó de ser considerado como un intruso molesto, por más que promulgara, en vez de vetarlas, las leyes antiterroristas que, a pedido de “la Embajada” -otro protagonista decisivo de su caída, junto a las transnacionales del agronegocios y los oligarcas locales- aprobaba la banda que dominaba el Congreso. Una derecha que, por supuesto, siempre actuó hermanada con Washington para impedir, entre otras cosas, el ingreso de Venezuela al Mercosur. Prueba de ello es que una de las primeras declaraciones que hizo su ilegítimo sucesor, Federico Franco, fue asegurarle a la Casa Blanca que el Senado paraguayo no votará el ingreso de los bolivarianos al Mercosur.
Lo que el usurpador no sospecha es que hay altas probabilidades de que sea su país el que se vaya a quedar fuera del Mercosur, la UNASUR y otras organizaciones regionales. Tarde se dio cuenta Lugo de lo poco democrática que era la institucionalidad del estado capitalista, que lo destituyó en un tragicómico simulacro de juicio político violando impunemente todas las normas del debido proceso. Y mal reaccionó al convalidar con su actitud de monacal obediencia la monstruosidad jurídica perpetrada en su contra, actuando más como un obispo que perdona un pecado venial cometido por un humilde feligrés que como un presidente popular despojado de su cargo por una gavilla de saqueadores. ¿Por qué no convocó al pueblo a resistir, rodeando con una muralla humana el edificio del Congreso para frustrar el golpe de estado? Una lección para todos los pueblos de América Latina y el Caribe: sólo la movilización y organización popular puede garantizar la estabilidad de gobiernos interesados en impulsar un proyecto de transformación social, por más moderado y contemporizador que sea su afán reformista, como fue el caso de Lugo. La oligarquía y el imperialismo jamás cesan de conspirar y actuar, y si a veces parece que están resignados ante el avance de un gobierno instalado por una mayoría popular, esta apariencia es engañosa, más ilusoria de real, como se acaba de comprobar una vez más en el sufrido país hermano del Paraguay.

Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE


www.cubadebate.cu
Fecha: 2012-06-22

Ela, de novo!



Por Marcela Cornelli, jornalista

3 de muitas Compañero Roberto González, hermano Entrañable ¡Presente! ¡Hasta la Victoria Siempre!


Compañero Roberto González ¡Presente!
 ¡Hasta la Victoria Siempre!

Imágenes integradas 1


      El viernes 22 de junio recibimos la tristísima noticia. Falleció el compañero Roberto González, hermano de René González, abogado revolucionario que consagró los últimos años de su  joven vida  a la defensa de nuestros Cinco Heroicos y Entrañables Hermanos. Sucedió al término de una penosa enfermedad, poco tiempo después de  que su hermano René, obligado a permanecer en los EEUU después de haber salido de prisión,  lo visitara durante un corto período de 15 días.  Apenas si  podíamos creerlo. Apenas si queríamos creerlo.
      Roberto estuvo en Argentina  en dos oportunidades y su recuerdo permanecerá imborrable  entre nosotros. La primera visita fue  en septiembre del 2006 y la segunda y ultima en septiembre del 2008. En ambas ocasiones se mostró profundamente agradecido por la labor desarrollada en nuestro país  y nos transmitió el reconocimiento de su hermano René, el de  sus  cuatro compañeros y el de sus familias a quienes nosotros sentimos como nuestras.
     En ambas ocasiones, tuvo conceptos esclarecedores en relación al caso de los Cinco. Recordamos casi textualmente sus palabras: “La batalla legal es importante- decía-  porque obliga a los jueces y al gobierno a equivocarse y pone de relieve la magnitud de la injusticia pero no es en ese terreno en donde se definirá el caso” “Hoy se hace más necesaria que nunca la solidaridad”.
    En el 2006, durante su primera visita,  Roberto intervino como testigo de la fiscalía en aquel  “juicio al juicio de Miami” celebrado en Buenos Aires, el 16 de septiembre en la Sala Jorge Luis Borges de  la Biblioteca Nacional. En aquella oportunidad señaló: “El lugar del juicio, los cargos, los procedimientos, las formas, las condenas, todo eso son   recursos del Imperio para sancionar a personas que luchan por la vida “.
    Querido Roberto, entrañable hermano: Quienes tuvimos el privilegio de escucharte, nunca olvidaremos tus palabras al comenzar  aquella  intervención:
    “Quiero pedir un minuto que no me quiten del tiempo de exposición para agradecer” dijiste.  “Es imprescindible agradecer. Pretendemos ser abogados revolucionarios y no lo podemos ser si no somos agradecidos con ustedes. En las causas colectivas lo que da la medida del avance de la causa es ir haciéndose uno prescindible. Hace algunos años a lo mejor yo podía pensar que yo era imprescindible pero ya hoy no lo soy, y no lo soy porque existen ustedes. Lo primero que pueda decirle yo a René cuando lo vea es que me fui de Argentina con la tranquilidad de que me puedo morir mañana porque existen ustedes…”
      Querido Roberto, no es cierto que puedas hacerte  prescindible. Nunca lo serás.  Pero en algo son acertadas tus palabras. Siempre contarás con nosotros para continuar esta batalla hasta la victoria. Este será nuestro mejor homenaje, el único homenaje posible, el  único digno de tu recuerdo y de tu memoria.
      Con amor
Comité Argentino por la Libertad de los Cinco



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Condolencias por la muerte de Roberto.docxCondolencias por la muerte de Roberto.docx
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EEUU destina otros 20 millones de dólares para la subversión en Cuba



Washington, 25 jun (RHC) Estados Unidos destina otros 20 millones de dólares para la subversión en Cuba, según revela una carta del Departamento de Estado al Congreso que publicó El Nuevo Herald.
La misiva, con fecha del 26 de abril, detalla la finalidad del dinero, para ser usado durante el año fiscal que termina el 30 de septiembre. Será administrado por tres entidades del Departamento de Estado: la Oficina de Latinoamérica y el Caribe (LAC) de la USAID; la Oficina de la Democracia, los Derechos Humanos y el Trabajo (DRL), y Asuntos del Hemisferio Occidental (WHA).alt
Esta carta se hace pública dos días después de la decisión de los países del ALBA de expulsar a la USAID de sus territorios, por constituir "un factor de perturbación que atenta contra la soberanía y estabilidad política" de estas naciones.
El objetivo no es beneficiar al pueblo cubano, sino reforzar con acceso a tecnologías a individuos en Cuba que respalden la política de "cambio de régimen", al facilitarles servicios de red e instrumentos solo a colaboradores identificados para esos fines.
Así, por ejemplo, el mayor bloque individual de dinero es el de cuatro millones de dólares que LAC gastará en un programa de "democracia digital" para estimular el uso de "tecnología innovadora".
La carta no ofrece detalles sobre los destinatarios del dinero y las tecnologías, "para proteger a los programas de los intentos de Cuba por pararlos", asegura El Nuevo Herald.
De acuerdo con la publicación, "el programa estimulará el suministro de computadoras, DVD, unidades USB y teléfonos celulares, dijo un empleado del Congreso enterado del caso".
WHA recibió una asignación de 1, 53 millones de dólares para un programa de "entrenamiento a distancia sobre habilidades básicas para la información tecnológica", y la DRL tiene 1,05 millones para proporcionar equipos y software a individuos que recopilan información sobre supuestos abusos contra los derechos humanos, que ninguna otra fuente verifica.
LAC tiene otros 2,9 millones de dólares para "apoyo humanitario" a "personas políticamente marginadas". en otras palabras, el financiamiento de un gobierno extranjero para individuos que integran "grupúsculos opositores", algo que es penado severamente en Estados Unidos.
Durante la administración Obama, el gobierno estadounidense ha utilizado en su intento por desestabilizar nuestra sociedad, una combinación de métodos subversivos tradicionales y novedosos. Tanto para el año fiscal 2009 como para el 2010, se destinaron 20 millones a programas subversivos a través de la USAID y el Departamento de Estado.
Una característica distintiva ha sido la incorporación de nuevas formas para intentar influir en nuestra sociedad. Ha priorizado una modalidad de la política del llamado "Carril II", cualitativamente diferente, con una retórica menos confrontacional y una postura que intenta acercarse más a las expectativas actuales de nuestra población, que se basa, además, en un mayor uso de las nuevas tecnologías de la información, en línea con el contexto mundial actual.
Las potencialidades de las nuevas tecnologías son empleadas por la Casa Blanca para continuar imponiendo su agenda a los medios de prensa e influir negativamente en la población cubana, y además, para crear supuestos "líderes" que le den voz y rostro a la contrarrevolución interna.
Ejemplos visibles de este fenómeno son los "ciberdisidentes" y los llamados periodistas "independientes", que acuden cada semana a la SINA para participar en teleconferencias, y cuyas carreras son promovidas por una intensa campaña mediática y con la entrega de importantes premios internacionales.
La subversión política e ideológica ha devenido a lo largo de estos años un instrumento indispensable de la política de Estados Unidos contra Cuba, y todo apunta a que adquirirá mayor relevancia, cuando es evidente que ha fracasado la estrategia de aislamiento político y diplomático internacional y se hace cada vez menos sostenible el bloqueo económico contra nuestro país.

Derrotar o Golpe de Estado no Paraguai e avançar nas conquistas democráticas



Diante dos recentes acontecimentos no Paraguai, é necessário um pronunciamento de todas as forças progressistas, democráticas e revolucionárias contra o Golpe de Estado orquestrado pela oligarquia paraguaia e pelo imperialismo.
Utilizando-se do recente massacre dos camponeses de Curuguaty a favor dos grandes latifundiários, acusou-se o governo de “mau desempenho de suas funções” a fim de justificar o Golpe como um impeachment amparado pela institucionalidade.
A CCLCP, mesmo analisando muitas limitações no processo interno paraguaio e no próprio Governo de Lugo, reconhece que ele é fruto de um processo democrático que despertou novas esperanças no povo paraguaio. O que hora ocorre no Paraguai representa a vontade das forças mais reacionárias no país, uma oligarquia aburguesada de natureza política profundamente autoritária. Caso o Golpe se perpetue, estará instalado um amplo retrocesso político na vida do país. Inclusive a própria situação dos camponeses, que tem intensificado uma importante luta pela reforma agrária, tenderá a piorar.
Exigimos que o Governo Brasileiro siga os passos dos Governos da Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Argentina e se posicione imediatamente repudiando o Golpe de Estado no Paraguai. Não podemos permitir que as classes dominantes sigam orquestrando golpes contra os povos da América Latina!

Viva o povo paraguaio!
Abaixo o Golpe de Estado!

domingo, 24 de junho de 2012

CONTRA O GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI



    América Latina novamente assiste um golpe de Estado. O país de turno é o Paraguai, mas agora no formato da suposta “legalidade”, assim como também o fizeram na Honduras em 2009 e como o tentaram fazer na Bolívia com a crise da Media Luna e na Venezuela em 2002.
    Na sexta-feira 22 de junho o Parlamento do Paraguai representando os interesses da classe dominante oligárquicas em conjunto com multinacionais como a MONSANTO e a DOW CHEMICAL e dos Estados Unidos depuseram seu presidente Fernando Lugo sem permitir sua defesa. Presidente que foi eleito de forma democrática e dentro das normas legais de aquele país.
    O Paraguai após de sua independência da Espanha tentou desenvolver sua economia de forma endógena para poder ter autonomia, o que contrariava os ditados que orientava Inglaterra. Pelo qual a Inglaterra estimulou e financiou uma guerra contra o Paraguai feita pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). O Paraguai jamais se recuperou de aquela selvageria feita contra seu povo.
    Depois as ditaduras determinaram um rombo de exploração, opressão e injustiça para o povo. As sucessões de ditaduras com pequenos períodos democráticos marcam a história desse país. Em quanto se fortalecia uma oligarquia latifundiária que aliada a setores financeiros imperiais desenvolveram negócios lucrativos para poucos, com o agronegócio da soja, a partir da apropriação ilegal da terra, de leis fraudulentas, da perseguição e ilegalização da oposição, como o mostra a historia do partido comunista do Paraguai, e por ultimo a instauração do narcotráfico para criar relações mafiosas na sociedade e não permitir a formação de processos que levem a verdadeiras mudanças estruturais. 
    A situação agraria paraguaia é fruto de toda essa complexa construção de exploração, exclusão e de uma acumulação por desapropriação feita contra os camponeses/as, contra os indígenas e contras setores minoritários de afro-descendentes que vivem nesse país.
   As mortes violentas entre a resistência agraria e as forças da repressão não é responsabilidade do presidente. É responsabilidade da oligarquia paraguaia e seus aliados. O presidente Lugo poder ser acusado de suas tímidas políticas por levar avante mudanças estruturais em favor do povo que o levo à presidência e por seus errados cálculos políticos de achar que poderia governar em coligação com setores da burguesia.
    O que acontece no Paraguai não só atenta contra a frágil democracia desse país, mas contra todas as democracias de América. A deposição da presidência ao Lugo, um ano antes de terminar seu período, é uma ameaça para as construções populares democráticas que em nosso continente se estão gestando. É outra movida na procura da criação de um bloco de países de dereita afetos aos Estados Unidos em América.
    Nossa solidariedade deveria ser dirigida ao povo paraguaio e apontando para que se respeite a decisão que fez este povo nas urnas quando em plebiscito eleitoral elegeram a Fernando Lugo como seu presidente. Há necessidade de denunciar, de mobilização e de pressionar contra a ditadura no Paraguai.
Não ao golpe de Estado no Paraguai!
Agenda Colômbia - Brasil
A Solidariedade é dos Povos!
http://agendacolombiabrasil.blogspot.com.br/2012/06/contra-o-golpe-de-estado-no-paraguai.html#comment-form, 23-06-12

Paraguay: detrás del retorno de la mafia de Stroessner, la inteligencia yanqui

Por Jean-Guy Allard

 
Tan grande es la confianza que reina entre Federico Franco, el presidente golpista de Paraguay, y la Embajada de Estados Unidos en este país que él llego a discutir de la oportunidad de derrocar a su presidente, Fernando Lugo, ya en 2009, con el embajador yanqui. Lo revelaba meses después un texto publicado por Wikileaks donde un funcionario de inteligencia de la Embajada cuenta como Franco conversó del tema con el diplomático.
El texto fechado del 6 de mayo de 2009 y redactado por un miembro de la representación diplomática – leer CIA - y liberado más tarde por la tropa del australiano Julian Assange, señala las discrepancias observadas entre el presidente y su vicepresidente, y precisa las intenciones de este último.
"Ciertamente, la división entre Lugo y Franco está creciendo. Sin embargo, Franco dijo el embajador de 28 de abril que él no está involucrado en algún plan para derrocar a Lugo y que su posición es mantener la paciencia para apoyar las instituciones democráticas de Paraguay", dice textualmente el informe secreto.
Federico Franco pertenece al Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA - derecha), la “oposición” blanda permitida por el Partido Colorado del dictador Alfredo Stroessner que mantuvo durante 35 años su sanguinaria dictadura sobre Paraguay. La llegada de este médico liberal derechista al poder al lado del popular ex obispo Lugo fue el resultado de unas contorsiones políticas cuyos secretos domina la clase política tradicional del país sudamericano.
Pero siempre a alguien se le escapa sus verdaderas orientaciones.
Un homenaje "espontáneo" al "general" Stroessner
Los archivos cuentan como el viernes 18 de Agosto de 2006, el vice-presidente Franco asombró los presentes cuando, en el acto de inauguración de la sede de la Gobernación de Central, en Areguá, agradeció a Stroessner, entonces recientemente fallecido.
Al señalar que este departamento era “el único que no tenía local propio”, dijo que "eso se lo debemos a Stroessner. Le agradezco al general Stroessner porque Central no tenía delegación de gobierno”.
Abrazado por la diplomacia yanqui
Las relaciones más que amistosas de Franco con la embajada de Estados Unidos en Asunción demuestran hasta que punto el pulpo de la diplomacia yanqui abrazaba de cerca este vicepresidente traidor que no escondía su repugnancia por el “cura” que acompañaba a la dirección del país.
Y de manera evidente discutía y compartía con los diplomáticos yanquis agradecidos y complacidos las numerosas fricciones que surgían, casi a diario entre él y su jefe.
Ya a su llegada a la vicepresidencia, el Departamento de Estado le había puesto un interlocutor bien preparado para enfrentar una coyuntura que no se había podido evitar. El embajador yanqui era entonces James Cason, quién se había hecho famoso justo antes como jefe de la Seccion de Intereses Norteamericano de La Habada, la estación CIA que se pretende diplomática en La Habana, Cuba.
En Asunción, Cason se hacía el gracioso– hasta dándose en espectáculo como intérprete amateur del folklor guaraní, lo que divertía hasta lugo. Pero no se limitaba a hacerse el payaso,
Cason, un socio de cada cabecilla de la mafia cubanoameriacna, se esmeró para provocar un número record de incidentes, confrontando las autoridades revolucionarias del país.
La actual embajadora en Asunción, Liliana Ayalde,. llego por su parte a maternizar a Federico para asegurar su integración con los planes de los herederos de Stroessner, estos mismos que ocupan el sistema parlamentario nacional, y se dedican a conspirar.
Recepción conspirativa en la embajada
Un incidente ilustra el tema.
En marzo del 2010, ell ministro de Defensa de Paraguay, general retirado Luis Bareiro Spaini, fue llamado a comparecer ante la Cámara de Diputados por sus “agravios contra la embajadora de Estados Unidos”.
Con 41 votos a favor y 4 en contra, los diputados aprobaron una interpelación contra el alto oficial tras una carta que le dirigió a Ayalde, acusándola de intromisión en asuntos internos de Paraguay, por la injerencia groseramente expresada a mediados de febrero en la legación diplomática.
En un almuerzo que organizó en la embajada con el propio vicepresidente Federico Franco y la presencia de una brocheta de generales del Ejército de EEUU que se encontraban de visita, Ayalde propició un debate en la mesa sobre… la situación política de Paraguay y la eventualidad de un juicio político para destituir al presidente Lugo!.
Los opositores del congreso fustigaron entonces, no a Franco sino a Bareiro Spaini “por entrometerse en una función que compete al ministro de Relaciones Exteriores”, al tiempo que ni señalaron la postura altamente traidora de Franco.
Ya el complot estaba caminando.
Lugo rodeado de tiburones
El documento del 2010 señalado ya especulaba con la planifiación de la salida de Lugo y "el grado de participación del vicepresidente en dichos planes".
El informe habla de algunos “actores políticos”, informantes de la embajada que tienen a Franco bajo su lupa, y que señalan como ha llegado a un acuerdo con el general golpista Lino Oviedo para acelerar un plan de juicio político de Lugo para que el vicepresidente tome el poder con Oviedo eventualmente” elegido como vicepresidente".
El informe de la Embajada de Estados Unidos en Asunción hace mención al interés de algunos políticos en acortar el Gobierno de Lugo.
"Persisten los rumores de que el ex general golpista Lino Oviedo, el expresidente Nicanor Duarte Frutos, y /o el vicepresidente Federico Franco, continúan buscando formas de reducir el plazo de Lugo", explica el cable filtrado por WikiLeaks, sin dudas seguido de cables internos de la CIA, donde las cosas se expresaban de manera mucho más cruda.
El mensaje secreto emitido por la Embajada y dirigido al Departamento de Estado, también hablaba de la existencia de "tiburones políticos" que rodean al presidente.
"Creemos que se encuentra bajo una gran presión", dice para luego abrir la posibilidad de que algunos podrían conseguir que renuncie o que enfrente un juicio político”, indicaba. Esto "puede convertirse en una posibilidad cada vez mayor".
Informado diariamente de cada incidencia en la más altas esferas del poder, beneficiándose de la complicidad de cada “tiburón”, le quedaba solo al mecanismo de espionaje de la embajada guiar los pasos de quién conservaba en su corazón la nostalgia del general asesino, él que gobernaba con mano de hierro.