sábado, 19 de junho de 2010

Longe da TV, sul-africanos criticam Copa do Mundo e azedam clima com estrangeiros

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Para os bilhões de espectadores do Mundial de futebol na África do Sul, o continente negro está em festa por abrigar um dos maiores eventos do planeta até 11 de julho. A abertura da festa, no estádio Soccer City em Joanesburgo mostrou uma nação em busca de união após décadas de segregação racial. No entanto, longe das arenas luxuosas os locais, há protestos, desdém com os problemas de estrangeiros e denúncias sobre o desleixo das autoridades no enfrentamento a gargalos criados pelo mero recebimento da Copa do Mundo no país.



No primeiro fim de semana do torneio, até o batalhão de choque da polícia sul-africana foi usado: em Durban, após a vitória da Alemanha por 4 x 0 sobre a Austrália, houve confronto com funcionários de segurança da Copa do Mundo que protestavam contra seus baixos salários. Bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram usadas para afastar os manifestantes, que espalharam lixo pelas ruas da região enquanto se afastavam. Jornalistas na África do Sul dizem que o incidente não foi exibido por nenhuma TV do país.


Dias antes da abertura, várias entidades sul-africanas ameaçaram organizar manifestações perto dos estádios, mas acabaram limitadas por uma medida do governo, que criou anéis de ferro em torno das construções para isolar quem estivesse sem ingressos para os jogos. Ainda assim, espalharam campanhas na Internet para criticar a organização da Copa do Mundo e acusar estrangeiros de preconceito contra a África do Sul. Na TV, nada.


Estrangeiros que acompanham o Mundial sem entrar nas arenas relataram que a decisão do governo de isolar os estádios os expôs a mais roubos e confrontos com sul-africanos. Embora haja policiamento de sobra para os que têm ingressos, do lado de fora a insegurança é maior e, dependendo da cidade-sede, um turista desprevenido pode acabar desembocando em áreas perigosas a poucos quilômetros do local onde os jogos acontecem.


“Querem fazer um Mundial para a televisão e para quem tem dinheiro para pagar pelas entradas. Não querem nos ouvir e querem que o mundo seja bem recebido enquanto passamos fome?”, questionou Sisoko Meehebo, líder de uma comunidade pobre à mídia europeia. “A verdade é que a África do Sul sofre com uma série de outros problemas e que nos negligenciaram por anos. Acharam que ficaríamos quietos pela nação. Não somos antipatriotas, mas temos necessidades que vão além da Copa do Mundo.”


Sem razão para otimismo


O clima menos otimista com o Mundial já se espraiava pelo exterior antes da abertura, mas os incidentes da primeira semana de competição afetavam ainda mais as perspectivas até a grande final. Inicialmente, os sul-africanos esperavam receber 450 mil visitantes. Há algumas semanas, o número foi revisado para 250 mil pessoas. Agora o total pode ficar perto de 220 mil, segundo previsões extraoficiais da organização.


Um dos casos apontados como bomba-relógio do Mundial está na cidade de Nelspruit, 330 km a leste de Joanesburgo. Para a construção do estádio Mbombela, favelas e escolas foram postas abaixo. Quando as obras terminaram, no ano passado, nem as famílias tinham sido realocadas nem unidade escolar, reposta. Um efeito devastador, indicado por ONGs sul-africanas, em troca de apenas quatro partidas no local – apenas a Itália, entre as principais seleções, jogará lá. Ali, a Fifa teme protestos mais violentos.

“O gasto para erguer o estádio foi de US$ 145 milhões, para 46 mil assentos. Esse dinheiro, por sua vez, não foi injetado na economia local. Além disso, muitos trabalhadores das obras vieram da Suazilândia, do Zimbábue e de Moçambique”, disse ao OperaMundi o jornalista Angus MacSwan, da agência Reuters, sediado em Bloemfontain. “Na África do Sul há uma crescente xenofobia. Some isso tudo à questão das favelas e da escola. É nitroglicerina.”


Uma das chaves para não agravar as tensões parece ser a permanência da seleção local no torneio, segundo MacSwan. “Se a África do Sul for desclassificada na primeira fase, algo perfeitamente possível por causa do time ruim deles, o cenário de descontentamento com os visitantes pode aumentar. Um torcedor estrangeiro deveria torcer também pelos Bafana Bafana para que, pelo menos, não corram risco de aparecer na TV pelo motivo errado.”

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

OS CINCO CUBANOS NO FÓRUM SOCIAL DE DETROIT.

EUA - Fórum Social de Detroit


Publicado por: Redação Cuba Viva 16 jun, 2010



De 22 a 26 de junho, sob o lema Outro Mundo é Possível, Outro Estados Unidos é Necessário, acontecerá o Fórum Social dos Estados Unidos (USSF em sua sigla em inglês) na cidade de Detroit, Michigan. Se espera a participação de milhares de pessoas procedentes de todas as partes o mundo; na sua grande maioria dos Estados Unidos. O Fórum Social será um espaço para construir relações, aprender com as experiências dos demais participantes e compartilhar a análise das lutas que enfrentam as comunidades pobres e de trabalhadores. O USSF será uma oportunidade para o desenvolvimento da liderança, a visão e estratégias necessárias para criar um mundo mais justo. Os coordenadores da rede de solidariedade com Cuba nos Estados Unidos junto a outros grupos solidários com Cuba estão trabalhando para trazer uma variedade de temas relacionados com Cuba a este importante encontro. Entre esses temas, se encontra a luta pela liberdade dos 5 presos políticos cubanos nos EUA e a importância que este caso representa na atual relação entre os EUA e Cuba.

O Comitê Internacional pela Liberdade dos 5 apresentará a exposição de arte “Desde mi Altura“; uma mostra de pinturas originais de Antonio Guerrero um dos Cinco Cubanos condenado a uma injusta prisão por defender seu país contra o terrorismo. Através das pinturas, participantes do Fórum Social poderão aprender sobre o caso destes valentes homens.

Programa de Abertura

“DESDE MI ALTURA”

Quarta-feira 23 de Junho, das 16 às 18 horas

Apresentado por SereNgeti Gallery Global

Virgil H. Carr Cultural Arts Center

311 E. Grand River in Harmonie Park/Paradise Valley

Organizado pelo Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos, Campanha de Michigan pela Liberdade dos Cinco Cubanos/ Coalizão Justiça para Cuba; SereNgeti Gallery Global; COMPAS; Center of Music and Performing Arts Southwest; Tyree Guyton; DFA; artista e fundador do Heldelberg Project.

Horário aberto ao público das 11 às 17 horas (horas extras durante o Fórum Social). Para maiores informações chamar +1-313-355-8566

Durante a semana serão realizadas todo tipo de atividades, incluindo uma marcha e uma cerimônia inaugural, sessões plenárias, assembleias de movimentos populares, festivais de cinema e centenas de oficinas com temas mais diversos. O tema de Cuba estará presente no Fórum Social nas sessões plenárias e nas oficinas, com temas que incluem o fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba, a construção de um movimento de mulheres por Cuba, a Escola Latino-Americana de Ciências Médicas, etc. O Comitê de Chicago pela Liberdade dos Cinco juntamente com outros grupos apresentará o caso dos Cinco Cubanos em várias oficinas. Ativistas da solidariedade com Cuba e organizações terão mesas com informação sobre a realidade de Cuba e o exemplo de esperança que Cuba representa no mundo. Também se espera, em Detroit, a participação de representantes de instituições importantes de Cuba. Uma das metas dos organizadores do USSF é globalizar melhor o trabalho do setor progressista no país e os delegados cubanos lá estarão para compartilhar suas experiências.

Comitê Internacional para a Liberdade dos 5 Cubanos

http://www.thecuban5.org/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Brigada de Lucha contra el Terrorismo Mediático

Noviembre 15 al 28, 2010

Convocatoria

Estimado Amigo (a):
Reciba ante todo el saludo fraternal del Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos.
Hace ya algunos años se observa la ofensiva en Internet contra los pueblos que luchan por su libertad. La Web se ha acuñado ya como el nuevo escenario de lucha, y los primeros meses de este año 2010 han puesto en evidencia el empleo de estas nuevas tecnologías en contra de Cuba mediante una feroz campaña mediática en la que descuellan la mentira, la traición y el deshonor.
Cuba no es la única víctima. Todos los pueblos han sufrido el acoso y hostigamiento mediático. Hoy el combate es aún más encarnizado. Es necesario hacerle frente con mente fría y corazón ardiente, de forma coordinada y con la pluma en ristre.
Por esta razón, nuestro Instituto en coordinación con otras instituciones cubanas y con el auspicio de Cubainformación, convoca a la primera edición de la Brigada Mundial de Lucha contra el Terrorismo Mediático. Esperamos contar con la presencia de amigos y amigas vinculados al sector de los medios de prensa y a la actividad divulgativa por la solidaridad entre los pueblos.
El programa previsto del 15 al 28 de noviembre del 2010, comprende visitas, intercambios y conferencias relacionadas con el tema de los medios en Cuba, los retos de esta batalla, y la proyección de acuerdos para fortalecer la colaboración entre todos los participantes. Los delegados asistirán también al VI Coloquio por la Libertad de los Cinco Héroes cuyo programa concibe un taller de trabajo con los medios participantes como una de las sesiones de trabajo más importantes.
La estancia comprende unas 6 noches en el Campamento Internacional “Julio Antonio Mella" (CIJAM), municipio de Caimito a 45 Km de Ciudad de La Habana y 6 noches en una instalación de la provincia Holguín durante la realización del VI Coloquio por los Cinco. Todo el paquete (alojamiento, pensión alimentaria completa, y transporte) tendrá un costo de 310.00 CUC por pax en habitaciones compartidas (hasta para 4 personas en el CIJAM). Las visitas opcionales no se incluyen en el precio del paquete. La estancia en el CIJAM por noche adicional tiene un costo de 10.00 CUC por pax

Mucho nos agradará contar con su participación y experiencia en los medios de prensa de su país. Las inscripciones estarán abiertas para los interesados hasta el 10 de octubre del 2010. Les rogamos nos mantengan informados de su plan de vuelos (fecha, hora y línea aérea) de llegada y salida para organizar su recibimiento.




Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos



Brigada de Lucha contra Terrorismo Mediático


Noviembre 15 al 28, 2010



Programa



Lunes, 15 de noviembre


Llegada de los comunicadores y alojamiento en el CIJAM



Martes, 16 de noviembre


06:30 AM Transfer a Holguín para participar en VI Coloquio


(con noche de tránsito en ICAP Villa Clara)


Miércoles, 17 de noviembre


07:00 AM Continuar transfer a Holguín


01:30 PM Llegada a Hotel. Alojamiento y almuerzo

03:00 PM Recibimiento, reunión de información, y acreditación de las delegaciones extranjeras en EXPO-HOLGUIN


Jueves, 18 de noviembre


09:30 AM Apertura del VI Coloquio


10:00 AM Actualización del caso de los Cinco


Encuentro con familiares de los Cinco en Expo-Holguín


12:30 PM Almuerzo en Expo-Holguín


02:30 PM Intercambio de las delegaciones extranjeras por áreas geográficas


Viernes, 19 de noviembre


08:00 AM Trabajo productivo voluntario en organopónicos y siembras de bosques


12:30 AM Almuerzo en Expo-Holguín


02:30 PM Encuentros de los delegados según diferentes sectores profesionales


04:30 PM Reunión de la Comisión Nacional de atención al trabajo de los Cinco del ICAP y del Comité Internacional con representantes de las organizaciones de solidaridad y Comités por los Cinco asistentes al Coloquio, en Expo-Holguín


Sábado, 20 de noviembre

08:00 AM Marcha de la Solidaridad

08:30 AM Mitin en el Monumento al Che


10:00 AM Sesión Plenaria del VI Coloquio

12:30 PM Almuerzo

02:30 PM Aprobación de la Declaración Final y Plan de Acción


03:30 PM Conclusiones

08:30 PM Encuentro con los Comités de Defensa de la Revolución


Domingo, 21 de noviembre


09:00 AM Intercambio en los municipios sobre el trabajo por la Liberación de los Cinco


Lugar: todos los municipios de la provincia


09:30 AM Audiencia Pública contra el Terrorismo


Lugar: Boca de Samá


08:00 PM Actividad Cultural en saludo al 50º aniversario del ICAP


Lunes, 22 de noviembre


06:30 AM Regreso a La Habana, Campamento Julio Antonio Mella



Con alojamiento de tránsito en ICAP Villa Clara)

Martes, 23 de noviembre


08:00 AM Continuar transfer a La Habana (CIJAM)


01:00 PM Recibimiento en CIJAM: alojamiento, almuerzo y descanso


04:00 PM Inauguración oficial del programa de la Brigada por la presidenta del ICAP, cuya intervención define los objetivos y resultados esperados en la realización de este proyecto

Noche Inauguración de Exposición de productos comunicativos del ICAP


Miércoles, 24 de noviembre



10:00 AM Conferencia MIC-UPEC en el CIJAM



12:30 PM Almuerzo



02:30 PM Visita a la UCI



Noche Libre en el CIJAM



Jueves, 25 de noviembre


08:30 AM Salida para Ciudad de La Habana



10:00 AM Encuentro sobre situación y perspectiva de relaciones bilaterales Cuba-EEUU en la Casa de la Amistad



12:30 PM Almuerzo en la Casa de la Amistad



02:30 PM Actualización sobre economía cubana por periodista especializado en el tema



Noche Libre en la ciudad




Viernes, 26 de noviembre



10:00 AM Conversatorio sobre la sociedad civil en Cuba, en el CIJAM



12:30 PM Almuerzo



03:00 PM Intercambio con la prensa en el CPI



05:30 PM Presentación del portal www.siempreconcuba.cu y recepción



Noche Libre en la ciudad




Sábado, 27 de noviembre



Mañana Visita y jornada de trabajo en medio de prensa cubano: Cubadebate y/o Radio Habana Cuba



12:30 PM Almuerzo



Mediodía Visita al ICAIC



Noche Libre en la ciudad



Opcional Evento cultural (lírico o ballet)



Domingo, 28 de noviembre



Regreso a sus países.



Precio del paquete por pax : 310. 00 CUC por pax



INCLUYE

Visitas según programa descrito

Alojamiento según itinerario

Comidas según programa

Entradas

Traslados

Asistencia directa permanente

DVD Promocional

Revista Habanera



NO INCLUYE

Comidas adicionales

Vuelos Domésticos y/o Internacionales

Impuestos aeroportuarios

Exceso de equipaje

Bebidas alcohólicas, gaseosas o agua mineral embotellada

Llamadas telefónicas personales nacionales o internacionales

Visitas a otras instituciones cubanas que deban ser pagadas en divisas

Actividades opcionales



Notas aclaratorias:

Deben notificarnos progresivamente las ventas que se vayan produciendo

Cada noche extra en el CIJAM tienen un costo neto de 10.00 CUC por pax no comisionable para las agencias

Las actividades opcionales deben ser pagadas por los brigadistas en efectivo directamente en el CIJAM (lugar de alojamiento)

Este precio de paquete es NETO no comisionable para las AAVV


Informação:
ACJMSC
48 30252991
99469441

terça-feira, 15 de junho de 2010

PANCADA DE GARRA À ESPREITA

Reflexões do companheiro Fidel

Na terça-feira, 8 de junho durante as horas do meio-dia escrevi a Reflexão “No limiar da tragédia”, mais tarde vi o programa televisivo “Mesa Redonda” de Randy Alonso, que é divulgado, como norma, às 18h:30.

Esse dia, destacados e prestigiosos intelectuais cubanos que participavam na Mesa, perante as agudas perguntas do diretor, responderam com eloqüentes palavras que respeitavam grandemente minhas opiniões, mas que eles não achavam que existiria razão para que o Irã rejeita-se a possível decisão -já conhecida - que adotaria o Conselho de Segurança na manhã do dia 9 junho, em Nova York - sem dúvidas, acordada entre os líderes das cinco potências com direito ao veto: os Estados Unidos, a Inglaterra e a França, com os votos da Rússia e da China.

Nesse instante, exprimi as pessoas mais próximas de mim que habitualmente me acompanham: “Como lamento não ter findado a minha Reflexão dizendo que ninguém desejava mais do que eu estar errado!”, mas já era tarde, não podia demorar seu envio para o site Web CubaDebate e para o jornal Granma.

No dia seguinte, às 10h:00, conhecendo que essa era a hora da reunião, pensei sintonizar a CNN em espanhol, que com certeza, ofereceria notícias sobre o debate no Conselho de Segurança. Assim foi que pôde escutar as palavras com que o Presidente do Conselho apresentava um Projeto de Resolução, promovido alguns dias antes pelos Estados Unidos, apoiado pela França, Grã Bretanha e Alemanha.

Também falaram vários representantes dos principais membros envolvidos no projeto. A representante dos Estados Unidos explicou por quê o seu país o aprovava com o arquisabido pretexto de sancionar o Irã por ter violado os princípios do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Pela sua vez, o representante da Turquia, um de cujos navios foi vítima do brutal ataque das forças elites do Israel, que transportadas em helicópteros assaltaram durante a madrugada do dia 31 de maio a flotilha que levava alimentos para o milhão e meio de palestinos sitiados em uma parte de sua própria Pátria, exprimiu a intenção de seu governo de rejeitar novas sanções contra o Irã.

A CNN, no seu espaço de notícias, apresentou várias imagens de mãos erguidas, ao tempo que exprimiam com gestos visíveis sua posição, entre elas, a do representante do Líbano, país que se absteria durante a votação.

A presença serena dos membros do Conselho de Segurança que votaram contra essa Resolução foi exprimida com a direita firme de uma mão de mulher, a representante do Brasil, que anteriormente tinha manifestado com voz firme as razões pelas quais a sua Pátria rejeitava esse acordo.

Ainda restava um monte de notícias sobre o tema; sintonizei Telesul, que durante horas satisfez a insaciável avidez de informação.

O Presidente Lula da Silva exprimiu na cidade de Natal, no nordeste do país, duas frases lapidárias: que as sanções aprovadas eram impostas por “aqueles que acreditam na força e não no diálogo”, que a reunião do Conselho de Segurança “poderia ter servido para discutir o desarmamento dos que têm armas atômicas”.

Nada de estranho teria que tanto o Israel quanto os Estados Unidos e os seus aliados mais próximos com direito ao veto no Conselho de Segurança, a França e a Grã Bretanha, quisessem aproveitar o grande interesse que provoca o Mundial de Futebol para acalmar a opinião internacional, indignada pela criminosa conduta das tropas elites israelitas perante a Faixa de Gaza.

Portanto, é bem provável que a pancada de garra continue durante algumas semanas e inclusive, que seja esquecida pela maioria das pessoas nos dias mais cálidos do verão boreal. Teria que ver-se o cinismo com que os líderes israelitas respondam às entrevistas de imprensa nos próximos dias, nas quais serão bombardeados de perguntas. Oportunamente, eles irão elevando o rigor de suas exigências antes de apertar o gatilho. Desejam repetir a história de Mossadegh no ano 1953 ou levar o Irã para a idade de pedra, uma ameaça da qual gosta o poderoso império em seus tratos com o Paquistão.

O ódio do Estado do Israel contra os palestinos é tão grande, que eles não vacilariam em enviar milhão e meio de homens, mulheres e crianças desse país para os crematórios nos que foram exterminados pelos nazistas milhões de judeus de todas as idades.

A cruz gamada do Führer, pareceria hoje ser a bandeira do Israel. Não nasce do ódio esta opinião, senão do sentimento de um país que se solidarizou e que ofereceu abrigo aos judeus durante os dias duros da Segunda Guerra Mundial, o governo pro – ianque de Batista tentou enviar de retorno desde Cuba um navio carregado deles, que fugiam da França, da Bélgica e da Holanda devido à perseguição nazista.

Conheci muitos membros da numerosa comunidade judaica radicada em Cuba depois do triunfo da Revolução; os visitei e falei com eles em várias ocasiões. Nunca os expulsamos de nosso país. As diferenças com muitos deles surgiram a partir das leis revolucionárias que afetaram interesses econômicos e, por outro lado, a sociedade de consumo atraia a muitos perante os sacrifícios que implicava a Revolução. Outros permaneceram em nossa Pátria e prestaram valiosos serviços a Cuba.

Uma nova e tenebrosa etapa se inicia para o mundo.

Ontem às 12h:44 Obama falou sobre o acordo do Conselho de Segurança.

Eis aqui algumas notas sobre o que exprimiu o Presidente, tomadas da CNN em espanhol.

“Hoje, o Conselho de Segurança da ONU votou por maioria a favor de uma sanção contra o Irã por suas repetidas inadimplências...”

“Esta resolução é a sanção mais forte que encara o governo iraniano e envia uma mensagem inequívoca sobre o compromisso da comunidade internacional para frear a expansão das armas nucleares.”

“Durante anos, o governo iraniano não cumpriu suas obrigações consignadas no Tratado de Não Proliferação Nuclear.”

“Enquanto os líderes iranianos se ocultam por trás da retórica, suas ações os comprometeram.”

“De fato, quando assumi há 16 meses, a intransigência iraniana era forte.”

“Oferecemos-lhes perspectivas para um melhor futuro caso cumprissem suas obrigações internacionais."

“Aqui não existem duplas rasas.”

“O Irão violou as suas obrigações sob as resoluções do Conselho de Segurança para suspender o enriquecimento de urânio.”

“Por isso, estas medidas são tão severas.”

“São as mais rigorosas que tenha encarado o Irã.”

“Isto demonstra a visão compartilhada de que para ninguém é conveniente desenvolver estas armas no Oriente Médio.”

Estas frases que tirei de seu breve discurso são mais do que suficientes para demonstrar que frágil, fraca e injustificável é a política do poderoso império.

O próprio Obama admitiu no seu discurso na Universidade Islâmica de Al-Azhar em El Cairo que “Em meio à Guerra Fria, os Estados Unidos desempenharam um papel no derrocamento de um governo iraniano democraticamente eleito”, embora não dissesse quando nem com que objetivos. É possível que nem sequer se lembrasse como o realizou contra Mossadegh no ano 1953 para instalar no governo a dinastia de Reza Pahlevi, o Sha da Pérsia, ao qual armou até os dentes, como o seu principal gendarme nessa região do Oriente Médio, onde o sátrapa acumulou uma imensa fortuna, derivada das riquezas petrolíferas desse país.

Naquela época, o Estado do Israel não tinha nenhuma arma nuclear. O império tinha um enorme e incontrastável poder nuclear. Foi então que os Estados Unidos pensaram na aventureira idéia de criar em Israel um gendarme no Oriente Médio, que hoje ameaça uma parte considerável da população mundial e que é capaz de agir com a independência e o fanatismo que o caracterizam.

Fidel Castro Ruz

10 de junho de 2010

11h:59

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A importância do trabalho voluntário e o exemplo do Che Guevara.

Comtribuição Telma Araujo


Tirso W. Sáenz

O trabalho voluntário era parte da concepção do Che sobre a construção da sociedade socialista e comunista. Um dos temas centrais de suas reflexões e dedicações práticas foi a definição do trabalho na nova sociedade, a busca das vias para superar seu caráter mercantil. Seu aporte de ter gerado em Cuba o trabalho voluntário estava encaminhado precisamente para favorecer a tendência à desalienação do trabalho, a criação de uma nova consciência na sociedade cubana.

Sobre o trabalho voluntário o Che expressou:

O trabalho voluntário, fundamentalmente, é o fator que desenvolve a consciência dos operários mais que nenhum outro.

Neste sentido o trabalho voluntário não deve ser avaliado pela sua importância econômica – ainda que tenha. Ele deve ser considerado fundamentalmente como um motor que desenvolve a consciência dos trabalhadores, ainda mais quando esse trabalho se realiza em lugares diferentes do seu lugar habitual de trabalho. Isto é particularmente para aqueles trabalhadores que trabalham no setor administrativo, que não conhecem muitas vezes as condições do trabalho da produção material.

O trabalho voluntário se converte desta foram em um veículo de ligação entre os trabalhadores do setor produtivo e do setor administrativo ou intelectual.

O Che, quando era Ministro de Indústrias em Cuba organizou a Brigada Vermelha para o trabalho voluntário. O Che era o chefe. O compromisso dos membros – a participação nessa brigada não era obrigatória – era trabalhar 240 horas voluntárias durante um semestre, ou seja, o equivalente a cerca de 10 horas voluntárias semanais, considerando-se apenas as horas de trabalho físico em alguma atividade produtiva. As horas-extras trabalhadas na atividade administrativa própria constituíam parte do trabalho normal. A meta era dura. Para alcançá-la, era necessário participar, todas as semanas, das jornadas de trabalho voluntário que, geralmente, duravam 4 horas e, além disso, tomar tempo das férias para completar as horas de trabalho produtivo.

Che, como em qualquer outra atividade, era um exemplo vivo. Ele participou como um operário agrícola no corte manual da cana de açúcar; inclusive ele esteve um mês cortando cana com a primeira cortadeira construída em Cuba. Ele trabalhou também na construção, na planta de farinha de trigo em Havana e numa das plantas têxteis, entre outras.

Geralmente, os que realizavam trabalho voluntário se reuniam à frente do edifício do ministério, por volta das 5 ou 6 horas da madrugada, para tomar o caminhão que os levariam ao lugar onde se realizaria a tarefa do dia. Em muitas ocasiões, vimos o Che descer do seu escritório, a essa hora, sem ter dormido. Na maioria das vezes, ele montava no caminhão junto com os demais operários. Em outras poucas, viajava no seu carro para aproveitar o tempo do trajeto e dormir um pouco.

Muitas vezes estive com ele nessas jornadas. Lembro-me de um domingo em que, cortando cana, ele colocou atrás de cada um de nos um medidor para verificar a quantidade de cana cortada por unidade de tempo. No dia seguinte, no Conselho de Direção, mostrou os resultados: ele esteve entre os mais produtivos; eu, entre os últimos. Isso foi motivo de gozação para ele ao notar meu rosto envergonhado.

O trabalho voluntário tinha que ser realmente produtivo, pois ele respondia ao cumprimento de metas de produção - que poderiam estar em risco de não se realizarem - ou mesmo tinha de ultrapassá-las. Em uma ocasião, se organizou o trabalho voluntário numa fábrica. Quando chegamos, não se tinha preparado uma jornada de trabalho produtiva. Para entretermos nos indicaram recolher pedrinhas no quintal da fábrica. O Che brigou duramente com o administrador e deu instruções para nos retirarmos de imediato.

Certa vez, Che desafiou os funcionários da Junta Central de Planificação a uma competição para realizar trabalho voluntário durante várias semanas em duas fábricas têxteis diferentes. De comum acordo, se estabeleceram indicadores para medir a efetividade do trabalho. O trabalho começava nos sábados, às 12 da noite, e terminava nos domingos, às 6 da manhã.

Por este motivo, o trabalho voluntário deve ser uma ferramenta ideológica para todas as pessoas e muito especialmente para os jovens que pensam e lutam por um futuro melhor, por uma sociedade livre de exploração e injustiças. O exemplo do Che sempre servirá de guia.

(Tirso, escreveu este texto especialmente para os futuros brigadistas, a meu pedido)

Tirso W. Saenz

Doutor em Ciências Técnicas, engenheiro químico, cubano, formado no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1954, como bolsista. Antes mesmo de formado foi contratado pela ProcterEtGamble, para trabalhar em uma filial em Cuba.

Com a vitória da Revolução, em 1960, as grandes empresas pertencentes a monopólios norte-americanos foram nacionalizadas. Ao tentar um visto para ir para os Estados Unidos, a arrogância de um vice-cônsul da embaixada norte-americana, no momento de sua entrevista, fez Tirso abandonar a idéia de sair de sua Pátria.

A sua incorporação no processo revolucionário não começou pela via da compreensão teórica, mas pelos caminhos de um sentido ético e da incorporação prática, decidida e entusiasta a um trabalho criativo e coletivo, que estava sendo útil a todo um povo.

Com o êxito do trabalho, foi reconhecido e nomeado chefe técnico da área de sabões e perfumaria no Consolidado Químico, que abrangia todas as empresas desse ramo em Cuba. Passados alguns meses foi indicado para a vice- diretoria de refinação do Instituto Cubano de Petróleo, que estava vinculado ao Instituto Nacional da Reforma Agrária( INRA) , sob a gestão do Comandante Ernesto Che Guevara. Em novembro de 1960, numa entrevista realizada, às duas horas da madrugada, horário normal de trabalho para o Che , depois de um aperto de mãos, Tirso, de fato, iniciava seu trabalho revolucionário.

Foi vice-ministro de Che Guevara no Ministério das Indústrias, de 1962 e 1965 . Publicou o livro O ministro Che Guevara –testemunho de um colaborador pela Editora Garamond.

“Trabalhei com Che os cinco melhores anos de vida “ Tirso W. Saenz

HIMNO NACIONAL DE LA REPÚBLICA DE CUBA.

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Al combate corred bayameses,

que la patria os contempla orgullosa,

no temais una muerte gloriosa,

que morir por la patria es vivir.

En cadenas vivir es vivir,

en afrenta y oprobio sumidos.

del clarín escuchad el sonido,

a las armas valientes corred.




Contribuição Telma Araujo

Guantanamera: Versos “sencillos”de Martí

Contribuição: Telma Araújo


Yo soy um hombre sincero

De donde crece la palma

Y antes de morirme quiero

Echar mis versos del alma.

Guantanamera, guajira Guantanamera

Guantanamera, guajira Guantanamera


Con los pobres de la tierra

Quiero mis versos dejar,

Porque el arroyo de la sierra,

Complace mucho más que el mar


Guantanamera, guajira Guantanamera

Guantanamera, guajirra Guantanamera

Mi verso es de um verde claro

Yde um carmín encendido

Mi verso es um ciervo herido

Que busca em el bosque amparo


Cultivo uma rosa blanca

Em Julio como em Enero

Para el amigo sincero

Que me da su mano franca


Guantanamera significa garota de Guantánamo, cidade a sudoeste de Cuba.

Maceo y Che

http://www.granma.cubaweb.cu/2010/06/14/nacional/artic08.html


El 14 de junio, hace 165 años, nació en Santiago de Cuba, un fiero y cabal mambí, una de las figuras más relevantes de nuestra historia, que se destacó como combatiente, organizador y jefe militar; un hombre astuto y valiente: el General Antonio Maceo y Grajales.

Su proceder, hazañas, heroicidad, carácter y cualidades, entrelazados por sentimientos revolucionarios y antiimperialistas, hicieron posible su entrega a la defensa de un ideal noble y justo, la libertad. Del Titán de Bronce percibimos su pensamiento rebelde, visión de futuro, virilidad, estirpe y principios independentistas.

Hace 82 años, el 14 de junio de 1928, despertó al mundo en la ciudad argentina de Rosario un hombre esencialmente humano: el Comandante Ernesto (Che) Guevara de la Serna, quien creció haciendo leyendas con sus actos para darse a conocer ante el mundo como el Guerrillero Heroico.

El Che recorrió la vida brindando los más nobles sentimientos de rebeldía, honestidad y solidaridad. Llevó a sus espaldas una mochila cargada de sueños y humanismo, como muestra del internacionalismo y compromiso con los humildes.

Su palabra de hombre honesto y revolucionario a toda prueba, continúa iluminando el futuro de los pueblos.

Informações Gerais sobre Cuba

Comunicações Importantes

Contribuição: Telma Araújo

Este documento fez parte de uma cartilha entregue para os brigadistas de 2010, algumas alterações serão feitas.


Eu, Telma Araújo, participante de várias brigadas e ativista do Movimento de Solidariedade a Cuba, apresento algumas informações sobre a Ilha, no sentido de contribuir para o conhecimento de alguns aspectos históricos, políticos, econômicos, geográficos e turísticos fundamentais para aqueles que viajam à Cuba.

CUBA

• Localização:

A República de Cuba é um arquipélago constituído pela ilha de Cuba, a Ilha da Juventude e mais de 4.000 pequenas ilhas. Situada à entrada do Golfo do México, em pleno Mar do Caribe, ocupa uma superfície total de 110.922 Km² e 5.000 km de costa. Lembra a forma de um crocodilo.

• População: Cerca de 11 milhões

• Idioma: espanhol

• Moeda: peso cubano e CUC

• Fuso horário: – menos 2 horas. De abril a outubro, menos 1 h (horário de Brasília)

• Províncias – Pinar Del Rio - La Habana - Matanzas – Cienfuegos - Santa Clara- Sancti Spiritus - Ciego de Ávila – Camaguey - Las Tunas - Holguín - Granma - Santiago de Cuba – Guantánamo - Município especial Isla de la Juventud.

• Atividades Econômicas: açúcar, tabaco, turismo, medicina, níquel.


BREVE HISTÓRIA

O arquipélago foi descoberto por Cristóvão Colombo em 27 de outubro de 1492. Na conquista, os espanhóis exterminaram a sua população aborígene, substituída por escravos africanos. Durante mais de quatro séculos, a Ilha permaneceu como colônia espanhola, etapa em que foram forjadas as características da Nação cubana, sua história, sua cultura e tradições. Esse processo se consolidou com as lutas de independência que começaram em 10 de outubro de 1868 e durou mais de 30 anos, tendo como protagonistas Carlos Manoel de Céspedes (Pai da Pátria e iniciador da luta), Antônio Maceo, Máximo Gómez (dominicano) e José Martí (herói nacional e mentor intelectual da nação cubana).

Diante da iminência do triunfo cubano em 1898, os Estados Unidos declararam guerra contra Espanha e frustraram os mais caros sonhos de independência do povo cubano.

A guerra terminou com o Tratado de Paris, em 10/12/1898, no qual os Estados Unidos receberam o controle absoluto de Porto Rico e Filipinas e ocuparam Cuba militarmente. Em 20 de maio de 1902 foi concedida a Cuba uma independência formal que, de fato, fez do país uma neo - colônia dos Estados Unidos com a instituição da Emenda Platt - dispositivo legal inserido na Carta Constitucional de Cuba que dava a eles, EUA o direito de intervir em Cuba sempre que julgassem necessários e também o direito de estabelecer bases militares permanentes na Ilha.

FIDEL CASTRO liderou o início da luta do povo cubano pela verdadeira libertação contra a ditadura de Fulgêncio Batista com a tomada do Quartel Moncada (Santiago de Cuba) em 26 de julho de 1953 e que culminou no dia 1° de janeiro de 1959, com o triunfo da Revolução Cubana. Abel e Haydée Santamaría, Célia Sanchéz, Raúl Castro, Juan Almeida, Frank País, Che Guevara (médico argentino), Camilo Cienfuegos, dentre outros, são nomes de destaques nessa luta vitoriosa (1953-1959).

PERSONAGENS DESTACADOS DA HISTÓRIA DE CUBA

• José Martí : Herói Nacional de Cuba, poeta, escritor, orador, catedrático, agente consular, jornalista, estadista e Patriota.

Dedicou sua breve vida à luta pela independência de Cuba e morreu em combate em 1895, durante a Guerra da Independência (1868 a 1895).

“Homem terno e sonhador, mas um revolucionário implacável”, assim o definia Florestan Fernandes.

• Antonio Maceo: Figura importante na luta pela Independência. Morreu em combate em 7/12/1896.

• Carlos Manoel de Céspedes - Liderou o levante contra o governo espanhol e iniciou a libertação dos seus escravos. Dá início em 10/10/1868 à 1ª guerra da Independência.

• Julio Antonio Mella: Um dos fundadores do Partido Comunista de Cuba, 1925. Líder estudantil, fundador da FEU (Federação Estudantil Universitária).

• Camilo Cienfuegos - Chegou junto com Fidel na expedição do Granma em 1956 como soldado e tornou-se comandante de uma coluna rebelde desde o Oriente até Pinar del Rio. Homem do povo que saiu do povo.

• Che Guevara - Líder guerrilheiro, poeta, médico, fotógrafo, ministro, escritor, leitor, meigo, homem de ação, internacionalista, austero, solidário, operário. “O ser humano mais completo da nossa era”, disse Sartre.

DATAS COMEMORATIVAS

• 28 de janeiro - Nascimento de José Martí, Herói Nacional de Cuba (1859-1895)

• 24 de fevereiro - Início da segunda etapa da Guerra de Independência (1895) e proclamação da Constituição Socialista da República de Cuba (1976).

• 13 de março - Tomada do Palácio Presidencial de Fulgêncio Batista por um grupo de jovens revolucionários universitários (1957). Neste confronto morreu José Antonio Echevarría.

• 19 de abril – Vitória de Playa Girón, Baía dos Porcos, primeira derrota dos EUA na América (1961).

• 19 de maio - Morte em combate de José Martí, em Dos Rios, Cuba (1895).

• 30 de julho – Assassinato de Frank País (1957) e Dia dos Mártires da Revolução.

• 08 de outubro – Morte em combate de “Che” Guevara, na Bolívia (1967).

• 28 de outubro - Desaparecimento de Camilo Cienfuegos (1959).

• 27 de novembro – Execução de oito estudantes de medicina pelo governo colonial espanhol (1871).

• 02 de dezembro – Desembarque do Granma em Cuba (1956).

• 07 de dezembro – Morte de Antonio Maceo (1896) e Dia dos mártires internacionalistas cubanos.

• 22 de dezembro – Declaração de Cuba como Território Livre de Analfabetismo (1962).

FERIADOS EM CUBA

• 1° de janeiro - Triunfo da Revolução Cubana

• 1° de maio - Dia Internacional dos Trabalhadores

• 26 de julho - Assalto ao Quartel Moncada. – Dia da Rebelião Nacional

• 10 de outubro – Início das guerras de independência.



BLOQUEIO DOS EUA A CUBA

O bloqueio iniciou-se em 07-02-1962 e continua até hoje. Foi reforçado em 1992 com a Lei Torricelli e, em 1996, com a Lei Helms Burton. Em 1999, Bill Clinton ampliou o bloqueio comercial, proibindo que as filiais estrangeiras de companhias dos EUA comercializassem com Cuba.

Em 2007, pela 16ª vez, a ONU pede o fim do bloqueio a Cuba. Este bloqueio econômico, comercial e financeiro que dura quatro décadas fere a carta da ONU e o Direito Internacional. 184 países votaram a favor do fim do bloqueio e apenas EUA, Israel, Ilhas Marshall e Palau votaram contra o fim de bloqueio nesse mesmo ano. Mas nada mudou em relação à política agressiva e extremamente hostil dos Estados Unidos.

ALGUMAS AUTORIDADES DE CUBA

• Fidel Castro: líder máximo da Revolução Cubana desde 1953, membro do Bureau Político.

• Raúl Castro: Presidente da República de Cuba e do Conselho de Estado e de Ministro1; está ao lado de Fidel desde a fundação do Movimento 26 de Julho.

• Ricardo Alarcón: Presidente do Parlamento Cubano e Vice – Presidente do Conselho de Estado.

• Bruno Rodríguez Parrilha: Ministro das Relações Exteriores. Advogado e jornalista, foi embaixador de Cuba na ONU. Antes era vice-ministro das Relações Exteriores. Substitui Felipe Pérez Roque.

• José Amado Ricardo Guerra: Secretário do Conselho de Ministros, general de brigada substitui Carlos Lage.

• Abel E. Prieto Jiménez : Ministro da Cultura

• Ena Elsa Velásquez: Ministra da Educação

• Bernardo Pericás Neto : Embaixador do Brasil em Cuba

• Carlos Rafael Zamora Rodriguez: Embaixador de Cuba no Brasil - Brasília.

• Lázaro Mendez: Cônsul de Cuba no Brasil - Consulado em São Paulo.

ICAP – INSTITUTO CUBANO DE AMIZADE COM OS POVOS

Este Instituto tem a finalidade de promover o intercâmbio cultural e fortalecer os laços de amizade com os povos. Existem mais de 2000 organizações em mais de 140 países.

Alguns representantes do ICAP:

• Kênia Serrano Puig – Presidente do ICAP

• Henrique Romano- Vice- Presidente 1°

• José Prieto Cintado - Diretor da América Latina e Caribe

• Fabio Semeón González - Responsável pelo Brasil

• Juan Carlos - Diretor do Acampamento – CIJAM


BRIGADA DE TRABALHO VOLUNTÁRIO

Projeto social que tem como finalidade uma maior compreensão da realidade cubana. Faz parte da programação dos internacionalistas a realização de jornadas de trabalho voluntário, iniciado por Che Guevara, como apoio ao desenvolvimento agrícola do país. Inclui visitas a lugares de interesses históricos, econômicos e sociais.

LUTA ATUAL DO POVO CUBANO

• Retorno dos cinco heróis:- Geraldo, Antonio, Ramon, Fernando e René, presos injustamente nos EUA em cárceres de segurança máxima. São privados do direito de serem visitados regularmente por seus familiares. Foram presos por lutarem contra o terrorismo. Existem comitês de solidariedade pela libertação dos “cinco” em muitos países, incluindo o Brasil.

• Rompimento do Bloqueio

• Integração Latino Americana.


LUGARES PARA VISITAR EM HAVANA

Capitólio- Catedral - Malecón - Museu da Revolução - Memorial José Martí - Hotéis Havana Livre e Nacional - La Bodeguita del Médio - Tribuna Anti-Imperialista (com o “Monte de Bandeiras”: são 138 bandeiras representando 138 anos de luta contra o Imperialismo e uma bandeira branca) - Universidade da Havana - Maquete de Havana - Copélia (sorveteria) - Museu Nacional de Arte. Há um ônibus que faz um city tour no valor de 5 CUC.


MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE A CUBA no Brasil

Este movimento existe no Brasil, através das Entidades de Solidariedade a Cuba e de outras iniciativas, com o objetivo de promover o intercâmbio cultural com CUBA e fomentar a integração da América Latina. Já foram realizados oito Encontros e 17 Convenções Nacionais, em diferentes Estados Brasileiros :I MG, II SP, III SC, IV AL, V RJ, VI PA, VII CE, VIII MG, IX RJ, X RS, XI DF, XII BA, XIII SP, XIV PE, XV MG, XVI RJ .XVII SC.

A XVIII Convenção será em Porto Alegre, RS, em 2010.


INFORMAÇÕES DE ALGUNS SITES

www.granma..cu

http://www.cubasocialista.cu/

http://www.cubadebate.cu/

www.icap.cu

http://www.unb.br/ceam/nescuba/

WWW.cubaviva.com.br

Sinalização em Havana

São números e letras em blocos no chão. Variam de 2 em 2.

Casa de la Amistad –Paseo entre 17 y 19

ICAP ( Instituto Cubano de Amizade com os Povos )

Calle 17 n° 301, El Vedado, Havana

e-mail: icap@icap.cu Fone (537) 838 2395

“Solidarizar-se com Cuba é solidarizar-se com todos os Povos do Mundo”

Pensamentos de José Martí

Brigada 2010
Telma Araujo



“Trincheras de ideas valen más que trincheras de piedras “


“ Conocer es resolver “


“La política es el arte de hacer felices a los hombres “


“Quien se levanta hoy con Cuba se levanta para todos os tiempos


Hacer es nuestra manera de decir.


“As crianças são a esperanza do mundo e nascem para ser felizes “

Cronologia da vida de José Martí

Brigada Suramericana 2010

Telma Araujo

1853 – Nasce em Havana (Cuba) no dia 28 de janeiro.

1857 – Viaja à Espanha com sua família e permanece lá durante dois anos.

1862 – Escreve a sua primeira carta conhecida, dirigida à sua mãe.

1865 – Ingressa na Escuela Municipal de Varones, que é dirigida por Rafael Maria de Mendive.

1869 – Seu drama “Abdala” é publicado em La Pátria Libre. Publica seu primeiro escrito político, “El Diablo Cojuelo”. É condenado a seis anos de prisão por sua participação no movimento de independência de Cuba.

1871 – É deportado para a Espanha e publica “A prisão militar política em Cuba”. Entra na Universidade Central de Madri, onde segue o curso de Direito.

1874 – Obtém os graus de licenciado em Direito Civil e Canônico, e de Licenciado em Filosofia e Letras. Deixa a Espanha e segue para o México, com passagem por Nova York.

1875-6 – No México, publica em La Revista Universal, sob o pseudônimo de Orestes. Estréia a peça teatral “O amor com amor se paga”. Manifesta-se contrário à tomada do poder pelo General Porfírio Diaz.

1877 – Estabelece-se na Guatemala, onde trabalha como professor na Escola Normal. Escreve o livro “Guatemala”. Casa-se com Carmen Zayas Bázan, na Cidade do México.

1878 – Regressa a Cuba, onde tem negado o direito de exercer a advocacia. Nasce o filho José Francisco.

1879 – Dá aulas em colégios de Havana. Inicia-se o movimento pró-emancipação conhecido como Guerra Chiquita. Martí é novamente preso e deportado para a Espanha. No fim do ano, parte para os Estados Unidos.

1880 – Hospeda-se na residência da família Mantilla, em Nova York. Colabora com os artigos para o The Hour e The Sun, periódicos de Nova York.

1881 – Empreende a viagem à Venezuela. Funda Revista Venezuelana. Dedica-se ao magistério e ao jornalismo. No mesmo ano, recebe a ordem de deixar o país e se dirige à Nova York.

1882 – Escreve sua primeira crônica para La Nación, de Buenos Aires. Engaja-se no movimento de organização de cubanos pela independência de Cuba.

1883 – Inicia sua colaboração com o La América, de Nova York. Pronuncia um tributo à Bolívar.

1884 – Assume a direção da revista La América.

1885 – No folhetim El Latino-americano, de Nova York, e com o nome de Adelaida Raw, publica sua novela “Amistad funesta”. Sua esposa e filho regressam a Cuba.

1886 – Passa a escrever para El Partido Liberal, no México e La República, de Honduras.

1887 – É nomeado Cônsul do Uruguai em Nova York.

1888 – Representa a Associação de Imprensa de Buenos Aires nos Estados Unidos e no Canadá.

1889 – Publica La Edad de Oro, revista para as crianças. Em Washington, pronuncia o discurso Madre América, de boas-vindas aos delegados latino - americanos na I Conferência Internacional Americana.

1890 – Dá aulas em La Liga, sociedade que tinha por objetivo instruir os operários negros cubanos e porto-riquenhos. Foi nomeado Cônsul da Argentina e do Paraguai em Nova York.

1891 – Participa da Conferência Monetária Internacional como representante do Uruguai. No México, publica “Nuestra América” em El Partido Liberal. Também publica Versos Sencillos. Viaja para a Flórida para trabalhar politicamente com os cubanos emigrados.

1892 – São formuladas as Bases do Partido Revolucionário Cubano e seus Estatutos Secretos. Seu órgão de imprensa, Pátria, aparece pela primeira vez em 14 de março.

1893-4 – Realiza intenso programa de viagens, conferências e reuniões para organizar a revolução.

1895 – Junto com Máximo Gómez firma o Manifesto de Montecristi em Cabo Haitiano (Haiti). Inicia a Guerra de Independência. No dia 19 de maio, na planície de Dos Rios, enfrenta tropas espanholas, quando é atingido por um tiro que o leva à morte.

Feliz Aniversário Che Guevara

Publicado por: Redação Cuba Viva
14 jun, 2010


SEREMOS COMO O CHE !!!



Em 14 de junho, Che completaria 82 anos. Sua vida foi um exemplo de luta, de desprendimento, de entrega total pelos mais excluídos de qualquer parte do mundo. Cada momento de sua vida, sempre com sua sensibilidade social aliada a sua consciência política, esteve a serviço dos povos de todo o mundo. Às vezes, era argentino e cubano, em outras, boliviano e africano. Atualmente, é patrimônio de todos os revolucionários e de todos os que almejam um mundo melhor para seus filhos e para os filhos de seus filhos. Depois de se formar em medicina, cuidou de leprosos e pegou em armas para o triunfo da Revolução Cubana ao lado de Fidel, Raul, Camilo, Almeida dentre outros contra a ditadura de Batista apoiada pelos Estados Unidos. Promoveu o trabalho voluntário para fortalecer a Pátria de todos: Cuba. Recebeu grau de comandante no combate diário contra o inimigo da humanidade.


Sempre teve em mente que o êxito e a estabilidade da Revolução Cubana dependiam da solidariedade e da luta de todos os povos do mundo. Decidiu lutar na Bolívia e sonhava que a revolução também se cristalizasse na Argentina. Em solo boliviano, a terra consentida de Simón Bolívar, Che foi ferido e preso por soldados bolivianos e norte-americanos. A CIA ordenou que fosse assassinado, acreditando, erroneamente, que matando Ernesto “Che” Guevara acabaria com o seu exemplo. Para nós, Che não está morto. Ele vive na luta e na esperança dos povos e está ao lado de todos aqueles que morreram com dignidade na grande batalha por sua segunda independência, não mais contra o colonialismo espanhol, que foi derrotado por Bolívar, San Martín, Artigas e todos os patriotas da Grande Pátria, mas sim contra o imperialismo norte-americano. O pensamento de Che é o que devemos sempre resgatar para as novas gerações. Che não está apenas estampado numa camiseta, numa moeda, numa bandeira ou numa fotografia, ele está vivo porque suas ideias ainda perduram.



Até a vitória, sempre!



Fonte: Red Informativa Virtin.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A arte negra da "administração de notícias"

Artigo

John Pilger

"Os mestres do ilusionismo, que concebem a propaganda negra e arranjam falsos pretextos para a chicana política e para guerras e atrocidades, tais como o Iraque e o assalto israelense à flotilha da paz de Gaza. Como começam as guerras? Com um "ilusionista mestre", segundo Ralph McGehee, um dos pioneiros da CIA em "propaganda negra", hoje conhecida como "administração de notícias". Em 1983, ele descreveu-me como a CIA havia forjado um "incidente" que se tornou a "prova conclusiva da agressão do Vietnã do Norte". Isto se seguia a uma afirmação, também forjada, de que navios com torpedos haviam atacado um vaso de guerra americano no Golfo de Tonquim em Agosto de 1964.

"A CIA", disse ele, "carregou um junco, um junco norte-vietnamita, com armas comunistas – a Agência mantém arsenais comunistas nos Estados Unidos e por todo o mundo. Eles rebocaram este junco ao longo da costa do Vietnã central. Então dispararam sobre ele e fizeram aparentar que tinha havido um incêndio, e levaram isto à imprensa americana. Com base nesta evidência, duas equipes de Marines aterraram em Danang e uma semana depois disso a força aérea americana começou o bombardeio regular do Vietnã do Norte". Uma invasão que ia custar três milhões de vida estava a iniciar.

Os israelenses têm jogado este jogo assassino desde 1948. O massacre de ativistas da paz em águas internacionais a 31 de Maio foi uma "pirueta" para o público israelense durante a semana passada, preparando-o para ainda mais assassínios por parte do seu governo, com a flotilha desarmada de trabalhadores humanitários a serem descritos como terroristas ou enganados por terroristas. A BBC ficou tão intimidada que relatou a atrocidade basicamente como um "potencial desastre de relações públicas para Israel", a perspectiva dos assassinos, e uma desgraça para o jornalismo.

Um ilusionismo semelhante preocupa atualmente os governos asiáticos. Em 20 de Maio a Coréia do Sul anunciou que tinha "prova esmagadora" de que um dos seus navios de guerra, o Cheonan, fora afundado em Março por um torpedo disparado por um submarino norte-coreano com a perda de 46 marinheiros. Os Estados Unidos mantêm 28 mil soldados na Coréia do Sul, onde o sentimento popular há muito apóia uma distensão com Pyongyang.

A 26 de Maio, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, foi a Seul e afirmou que a "comunidade internacional deve responder" ao "ultraje da Coréia do Norte". Ela viajou a seguir ao Japão, onde a nova "ameaça" da Coréia Norte convenientemente eclipsou a breve política externa independente do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, eleito no ano passado com a popular oposição à ocupação militar permanente do Japão pelos Estados Unidos. A "prova esmagadora" é uma hélice de torpedo que "tem estado a corroer-se durante pelo menos vários meses", informou o Korea Times. Em Abril, o diretor da inteligência nacional da Coréia do Sul, Won See-hoon, disse a um comitê parlamentar que não havia prova ligando o afundamento do Cheonan à Coréia do Norte. O ministro da Defesa concordou. O chefe de operações militares da marinha da Coréia do Sul disse: "Nenhum vaso de guerra norte coreano foi detectado nas águas em que o acidente se verificou". A referência a "acidente" sugere que o navio abalroou um recife e partiu-se em dois.

Para os media americanos, a culpa da Coréia da Norte é indubitável, assim como não havia dúvida da culpa do Vietnã do Norte, nem de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, nem de que Israel pode aterrorizar com impunidade. Contudo, ao contrário do Vietnã e do Iraque, a Coréia do Norte tem armas nucleares, as quais ajudam a explicar porque não foi atacada, ainda não: uma lição saudável para outros países, tais como o Irão, atualmente no centro das atenções.

Na Grã-Bretanha, temos os nossos próprios ilusionistas mestres. Imagine alguém no estado apanhado a beneficiar-se de £40 mil [€45,4 mil] de dinheiro dos contribuintes numa fraude com uma segunda casa. Seguir-se-ia quase certamente uma sentença de prisão. David Laws, secretário chefe do Tesouro, fez o mesmo e é assim descrito:

"Sempre admirei a sua inteligência, seu sentido do dever público e sua integridade pessoal" (Nick Clegg, vice-primeiro-ministro). "O Sr. é um homem bom e honrado. Estou certo de que foi sempre motivado pelo desejo de proteger a sua privacidade ao invés de qualquer outra coisa". (David Cameron, primeiro-ministro). Laws é "um homem de nobreza bastante excepcional" (Julian Grover, Guardian ). Uma "mente brilhante" (BBC).

O Clube Oxbridge e seus membros associados à política e aos media tentaram ligar o "erro de julgamento" e a "ingenuidade" de Laws ao seu "direito à privacidade" como gay, uma irrelevância. A "mente brilhante" é um rico banqueiro de investimento cultivado em Cambridge e corretor de ouro dedicado à nobre tarefa de cortar os serviços públicos da maior parte das pessoas pobres e honestas.

Agora imagine outro responsável público, um dos grandes criminosos e mentirosos de guerra. Este responsável "articulou" a invasão ilegal de um país indefeso que resultou na morte de pelo menos um milhão de pessoas e o despojamento de muitos mais: com efeito, o esmagamento de uma sociedade humana. Se isto fosse nos Bálcãs na África, ele muito provavelmente teria sido processado pelo Tribunal Penal Internacional.

Mas o crime compensa para os membros do clube. Em sintonia com o caso Laws, esta verdade foi demonstrada pela contínua celebração de Alastair Campbell, cujas freqüentes aparições na mídia proporcionam uma emoção indireta para a inteligência liberal. Para o Guardian, Campbell é "obstinado, por vezes mal direcionado, mas sem medo de pressionar onde outros podiam ter hesitado". O interesse imediato do Guardian é a publicação "exclusiva" dos diários "politicamente explosivos" e "não censurados" de Campbell. Aqui está uma amostra: "Sábado 14 de Maio. Telefonei a Peter [Mandelson] e perguntei por que ele não respondeu aos meus telefonemas de ontem. 'Você sabe por que'. "Não, não sei'. Ele disse que estava em brasa com a minha entrevista ao Newsnight".

Numa entrevista promocional ao Guardian, Campbell dispensou deste incesto datado, referindo-se assim ao banho de sangue de que foi o principal apologista: "Fez-nos o Iraque perder apoio em 2005?", perguntou retoricamente. "Sem dúvida..." Portanto, uma tragédia criminosa de escala igual à do genocídio de Rwanda foi minimizada como uma "perda" para o New Labour: um ilusionista mestre de notável brutalidade.

03/Junho/2010

O original encontra-se em http://www.johnpilger.com/page.asp?partid=578



Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Fidel Castro: No limiar da tragédia

9 de Junho de 2010 - 9h16



Desde o dia 26 de março, nem Obama nem o Presidente da Coreia do Sul têm podido explicar o que realmente aconteceu com o navio insígnia da Marinha de Guerra sul-coreana - o moderníssimo caça-submarino Cheonan, que participava de uma manobra com a Armada dos Estados Unidos ao oeste da Península da Coreia, próximo aos limites das duas Repúblicas -, deixando 46 mortos e dezenas de feridos.



Por Fidel Castro, em Portal Cuba



O embaraçoso para o império é que seu aliado conheça, de fontes fidedignas, que o navio foi afundado pelos Estados Unidos. Não existe maneira de eludir esse fato que os acompanhará como uma sombra.


Em outra parte do mundo, as circunstâncias se ajustam igualmente a fatos muito mais perigosos que os do Leste da Ásia e que não podem deixar de acontecer sem que a superpotência imperial consiga formas de evitá-los.


Israel não se absteria de ativar e usar, com total independência, o considerável poder nuclear criado nesse país pelos Estados Unidos. Pensar de outra maneira é ignorar a realidade.

Outro assunto muito grave é que as Nações Unidas tampouco têm alguma maneira de mudar o curso dos acontecimentos e muito em breve os ultra-reacionários que governam Israel se chocarão com a indomável resistência do Irã, uma nação de mais de 70 milhões de habitantes e de conhecidas tradições religiosas que não aceitará as ameaças insolentes de nenhum adversário.


Em duas palavras: o Irã não cederá perante as ameaças de Israel.


Os habitantes do mundo, logicamente, desfrutam cada vez mais dos grandes acontecimentos esportivos, aqueles relacionados com o divertimento, a cultura e outros que ocupam seus limitados espaços de lazer, no meio dos deveres que lhes ocupam grande parte de seu tempo dedicado aos afazeres cotidianos.

Nos próximos dias, o Campeonato Mundial de Futebol que acontecerá na África do Sul lhes arrebatará todas as horas livres de seu tempo. Com crescente emoção, acompanharão as vicissitudes das personagens mais conhecidas. Observarão cada passo de Maradona e não deixarão de lembrar o instante do espetacular gol que decidiu a vitória da Argentina num dos clássicos.


Novamente outro argentino vem surgindo espetacularmente, de estatura baixa, mas veloz, que aparece como raio e, com as pernas ou a cabeça, dispara a bola à velocidade insólita. Seu sobrenome: Messi, de origem italiana, já é bem conhecido e mencionado por todos os fanáticos.

A imaginação deles é levada até o delírio quando chegam as imagens dos numerosos estádios onde ocorrerão as competições. Os projetistas e arquitetos criaram obras jamais sonhadas pelo público.


Aos governos que sempre estão reunidos para cumprir as obrigações que a nova época impôs sobre seus ombros, o tempo é curto para conhecerem a imensa quantidade de notícias que a televisão, o rádio e a imprensa escrita divulgam constantemente.

Quase tudo depende exclusivamente da informação que recebem dos seus assessores. Alguns dos mais poderosos e importantes Chefes de Estado, que tomam as decisões fundamentais, costumam usar os telefones celulares para se comunicar diariamente entre eles várias vezes.

Um número crescente de milhões de pessoas no mundo vive apegado a esses pequenos aparelhos sem que ninguém saiba qual o efeito que terão na saúde humana. Dilui-se a inveja que deveríamos sentir por não ter desfrutado dessas possibilidades em nossa época, que se afasta pela sua vez velozmente em muito poucos anos e quase sem dar-nos conta.

Ontem, em meio à voragem, foi publicado que possivelmente hoje Conselho da Segurança das Nações Unidas poderia votar uma resolução pendente para decidir se é imposta uma quarta rodada de sanções ao Irā, por negar-se a parar o enriquecimento do urânio.


O irônico desta situação é que se fosse Israel, os Estados Unidos da América e seus aliados mais próximos diriam logo que Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e vetariam a resolução.


No entanto, se o Irã é acusado simplesmente de produzir urânio enriquecido até 20%, é solicitada imediatamente a aplicação de sanções econômicas para asfixiá-lo e é óbvio que Israel atuaria como sempre, com fanatismo fascista, igual como fizeram com os soldados das tropas de elite lançados de helicópteros, em horas da madrugada, sobre os que viajavam na flotilha solidária, que transportava alimentos para a população sitiada em Gaza, matando várias pessoas e ferindo dezenas que foram depois presas juntamente com os tripulantes das embarcações.


Logicamente tentarão destruir as instalações onde o Irã enriquece uma parte do urânio que produz. Também é lógico que o Irã não se conformará com esse tratamento desigual.


As conseqüências dos enredos imperiais dos Estados Unidos poderiam ser catastróficas e afetariam a todos os habitantes do planeta, ainda mais do que todas as crises econômicas juntas.


Fidel Castro

8 de Junho de 2010

O MOVIMENTO AVANÇANDO SINDICAL (MAS) REPUDIA O OPORTUNISMO E A IRRESPONSABILIDADE RECORRENTE DO PSTU

A REPETIÇÃO DE MÉTODOS IMPOSTOS POR MAIORIAS ARTIFICIAIS SÓ EVIDENCIA QUEM NÃO TEM COMPROMISSO COM A CONSTRUÇÃO DA CENTRAL CLASSISTA.


A realização do Congresso da Classe Trabalhadora – CONCLAT, na cidade de Santos-SP, nos dias 5 e 6 de junho, tinha tudo para ser um evento repleto de êxito, não fosse a falta de bom senso por parte da maioria Conlutas, hegemonizada pelo PSTU. A partir do momento em que o PSTU tentou, contando com uma maioria eventual, impor a sua forma de organização ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras que ali estavam na condição de delegados e delegadas eleitos pela base, acabou por interditar, talvez de forma irremediável, mais de cinco anos de acúmulo com vistas à construção de uma Central das Classes Trabalhadoras.



Militantes da Conlutas; da Intersindical; do Movimento Avançando Sindical – MAS; do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL; do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST; da Pastoral Operária - PO Metropolitana de São Paulo, e de várias outras organizações, têm feito esforços sobre-humanos para construir uma Central combativa, classista, autônoma com relação aos patrões, ao estado e aos governos; independente com relação aos partidos políticos e aos credos religiosos; que reúna trabalhadores do campo e da cidade, com ou sem carteira assinada, com ou sem emprego, mas que queiram se organizar como integrantes da imensa massa de explorados e oprimidos de nosso país; uma Central que refugue para a lata de lixo da história o sindicalismo de cartório, oficialesco, subordinado aos ditames do estado autocrático burguês; uma Central que respeite e apóie todas as lutas econômicas e imediatas dos trabalhadores e trabalhadoras, que oriente o conjunto destas lutas com bandeiras mais elevadas para a emancipação do trabalho diante da exploração e a opressão capitalista, sendo ela própria uma escola para a construção do socialismo; uma Central democrática, que respeite o conjunto de seus integrantes, que esteja submetida à vontade das bases, que saiba incluir as minorias sem abdicar da condição de Central Classista; uma Central que não pretenda submeter nenhum outro setor oprimido à sua própria natureza e caráter, com cifras burocráticas de participação que engessam a própria Central Classista, e que destroem a autonomia dos outros setores.



Sem qualquer dúvida, essa era a vontade mais profunda da imensa maioria das delegadas e dos delegados participantes do CONCLAT de Santos. Mas o centralismo imposto pelo PSTU à maioria dos integrantes da Conlutas, em um congresso desta, realizado exatamente na véspera do CONCLAT, impossibilitou o debate franco e fraterno que garantisse a produção de novos conceitos e a construção conjunta de concepções que pudessem representar minimamente a vontade de todos os setores construtores e participantes do CONCLAT. Prevaleceu, lamentavelmente, a imposição das vontades, as palavras de ordem sem conexão com uma reflexão de conteúdo, o sectarismo ao invés do diálogo apto a aceitar o argumento das outras partes. No fundo dos argumentos dos defensores das teses do PSTU, a acusação velada de que os outros são homofóbicos, racistas, machistas, elitistas e anti-estudantis. Como se estudantes trabalhadores, mulheres trabalhadoras, negros e negras trabalhadoras, homossexuais trabalhadores e trabalhadoras tivessem alguma rejeição dos opositores às teses do PSTU. Nada mais falso, mais oportunista e mais enganador! Defendemos que estudantes, negros, homossexuais, mulheres, desde que integrantes da classe trabalhadora, participem dos sindicatos, associações e movimentos de suas respectivas categorias de trabalhadores, e, portanto, estejam aptas e aptos a fazer parte da direção da Central Classista que queremos construir. Isto não significa que somos contra a existência de movimentos organizados pela condição de gênero, étnica e de opção sexual, pelo contrário, defendemos inclusive que estes movimentos façam parte de um Fórum ou Coordenação de lutas que reúnam todas as formas de lutas. Contudo, somos absolutamente contrários que isto seja um impedimento para a construção de uma central classista, pois a superação do capitalismo passa pela vitória das classes trabalhadoras sobre a burguesia, pela sua condição de classe produtora do próprio capital. Portanto, a sua organicidade enquanto classe em e para si é central! E é claro, que a Central Classista terá a tarefa de combater todas as formas de preconceitos, de formular políticas para a defesa de todos os oprimidos, e o vigor revolucionário da Central estará justamente na capacidade de construir programas neste sentido e de garantir a sua efetivação. Se uma Central que se pretenda classista, constituir-se por outras motivações que não a motivação de classe, até mesmo sua democracia interna estará prejudicada, pois estará garantida, em estatuto, a possibilidade de dupla e até de tripla representação, ou seja, se o militante não sai como delegado às instâncias da Central pelo seu sindicato, sai por outros movimentos, de opressão, gênero, etc. distorcendo a democracia interna.



Para nós do Movimento Avançando Sindical – MAS, a deliberação mais grave foi justamente a que resolveu manter, para a possível nova Central, o mesmo caráter existente na Conlutas, de outras formas de representação que não a vinculada à condição de classe trabalhadora do militante. Nós do MAS, assim como o MTL, já saímos há um ano e meio da Conlutas, também por isso. Os companheiros e companheiras da composição “Unidos para Lutar”, afirmam que não voltam mais para a Conlutas também por causa desta questão. Tantas outras entidades ou militantes de oposição nunca foram para a Conlutas por este motivo. Mas o PSTU insiste nesse ponto, e, conhecendo sua posição obreirista histórica, não nos sobra avaliação a não ser a certeza de que estão defendendo isso justamente para perpetuar sua hegemonia no interior deste movimento, pois é a fórmula que garante a todos os seus militantes serem delegados para qualquer instância da Central. E isso ficou claro em uma votação logo em seguida à votação do caráter da central, quando decidiram que os estudantes poderiam participar já da primeira diretoria da Central, mesmo que no caso deste CONCLAT nenhum era delegado pela condição estudantil, a menos que os critérios tenham sido burlados.



Quando foi votado o caráter da Central o PSTU alcançou seu objetivo principal, e nós, todos os outros, já tivemos a derrota principal, a de princípio. Mas o PSTU achou pouco, e fez aprovar o nome da Central que significa justamente a continuidade da fórmula Conlutas de ser. Além disso, ao impor o nome “Conlutas/Intersindical”, mesmo com a desautorização formalizada pela Intersindical, o PSTU humilhou todos os outros setores, todas as outras forças convocantes do CONCLAT e todos os setores que não foram para a Conlutas justamente por não concordarem com essa fórmula. Esta foi a razão pela qual a base se retirou do plenário.



E não venha o dirigente mor do PSTU afirmar que os que saíram não respeitam a “democracia operária” e que poderão voltar quando respeitarem a “democracia operária”. Não fosse irritante, essa seria uma piada de mau gosto! Atropelar de forma insensata e oportunista o conceito de classe trabalhadora e vir falar em “democracia operária” só mesmo numa situação em que o oportunismo suplantou qualquer noção de realidade. Da nossa parte, não temos nenhuma intenção de voltar se os métodos e os conceitos forem os mesmos, justamente pelo respeito que temos ao proletariado em geral e, especialmente, à classe operária.



Continuaremos defendendo os mesmos princípios apresentados em nossas teses e minimamente expostos no segundo parágrafo desta nota, assim como os métodos mencionados neste conjunto. Por falar em método, eles são importantes e expressam um conteúdo. Das questões mais específicas às mais abrangentes, os métodos são fundamentais. Quando a Conlutas e a Intersindical dirigiram todas as mesas do CONCLAT que não terminou (com exceção da última mesa, que foi dirigida pela Conlutas e por uma companheira do MTL, curiosamente que defendeu, em tudo, a mesma posição do PSTU), e a mesma dinâmica foi extensiva aos trabalhos de grupo, as outras forças convocantes do CONCLAT foram desrespeitadas, diminuídas em seus esforços para a construção de todo o processo. Isso precisa mudar para existir a continuidade de qualquer processo de construção de uma Central das Classes Trabalhadoras. É preciso mudar também a confusão na relação entre trabalho sindical e trabalho partidário. Se o CONCLAT que não terminou não teve tempo para discutir bandeiras de luta, táticas, política internacional, programa de sociedade, combate ao racismo, à homofobia, à opressão de gênero, não faltou tempo para verdadeiras pré-convenções partidárias, especialmente por parte do PSTU. Felizmente, Plínio de Arruda Sampaio não foi até lá, pois isso o colocaria no mesmo patamar do dirigente mor do PSTU neste aspecto!



Queremos construir uma Central das Classes Trabalhadoras – CECLAT, com este ou com outro nome, mas que mantenha os princípios e os métodos de Central Classista. Queremos discutir isso com todos os setores que defendem a autonomia da classe frente aos patrões, ao estado e aos governos, e sua independência organizativa quanto aos partidos políticos. Os partidos de formação social proletária são bem vindos, para fortalecer o debate da classe, trazendo subsídios, programas, instrumentos de luta; jamais para se apropriar do esforço de militantes proletários que não são de nenhum partido e, em hipótese alguma para sugar recursos financeiros dos trabalhadores e trabalhadoras para construção partidária ou para objetivos eleitorais. Apenas se um Congresso da Classe decidir, por consenso, apoiar uma determinada candidatura é que podemos admitir esta hipótese, e sem o uso de recursos financeiros das entidades de massa.



Para nós do MAS, organização convocante, o CONCLAT não terminou. Três das seis organizações convocantes e mais a “Unidos Pra Lutar” que também reivindica o processo de reorganização, se retiraram do plenário. Nós não reconhecemos, portanto, qualquer encaminhamento ou deliberação. A Conlutas, diante de uma eventual maioria, utilizou os mesmos métodos da Articulação (PT) na CUT para impor sua posição. Subverteu a democracia operária impondo na prática uma tese guia e votando tudo o que lhe interessasse. Não ouviu os apelos da metade do plenário. Não dialogou, não respeitou o fato da INTERSINDICAL ter desautorizado o uso do seu nome na central que se pretendia criar e não respeitou o fato da INERSINDICAL levar às últimas conseqüências a unidade a ponto de rachar o seu último encontro. Quem tirou a esperança da unidade foi a Conlutas. Deixemos, portanto, eles sentirem o reflexo da sua irresponsabilidade.



Continuaremos dedicando nossos esforços para construir a Central que a nossa classe tanto precisa, e queremos fazer isso com todos que estejam à altura de compreender este desafio e suas dificuldades, mas que estejam prédispostos a respeitar efetivamente todos os setores legítimos organizados na base da classe. Intersindical, Unidos para Lutar, MTL, MTST, PO, Refundação Comunista já estão no campo que reúnem os princípios básicos de Central que defendemos. Vários outros setores podem vir, e consideramos importante que venham, como os camaradas do PCB, a parte da Intersindical que não esteve até agora nesta tentativa de construção, setores independentes, militantes de base que buscam ansiosos um instrumento nacional de luta. Também conclamamos o MST para este debate, é fundamental que este setor tão importante esteja neste esforço. Com certeza a nossa classe é maior que a inconseqüência e a irresponsabilidade de pretensas vanguardas exclusivistas e excludentes. Mesmo que inicialmente com pouca expressão (o que não é dificuldade somente nossa na atual conjuntura brasileira), com certeza estes setores, aglutinados em um organismo nacional capaz de entender o momento histórico e suas vicissitudes, poderão crescer bastante em poucos anos. Defendemos a reabertura e a continuidade dos trabalhos para a construção de uma Central das Classes Trabalhadoras, classista, generosa e fraterna, desde já, sem postergação e sem ingenuidade em relação a companheiros que já mostraram, mais de uma vez, a intenção de manter a hegemonia, mesmo atropelando princípios e métodos.





São Paulo, 8 de junho de 2010.





Saudações Classistas e Fraternas!







Movimento Avançando Sindical - MAS

Criminosa Hipocrisia do Parlamento Europeu

Azalea Robles*



27.Mai.10

Quanto mais evidente se torna a fase senil do capitalismo, maior é a pressão e o recurso à mentira e à falsidade dos meios de comunicação do sistema contra Cuba e todos os que se opõem coerentemente ao sistema.



Num comunicado contra Cuba empapado de mentiras até à medula e assinado por “intelectuais” a circular nos blogs criados pela CIA refere-se que Zapata Tamayo foi “brutalmente torturado” o que, sendo uma mentira crassa, nos deve fazer recordar a quem talvez não o saiba o que é isso de ser “brutalmente torturado”.

Diomedes Meneses, brutalmente torturado pelo Estado colombiano: os militares do Estado colombiano tiraram-lhe um olho com uma navalha, deixando-o em cadeira de rodas e agora o estabelecimento prisional continua a tortura deixando a gangrena minar-lhe uma perna e negando-lhe assistência médica enquanto o corpo literalmente apodrece e lhe devora a vida (1).

Isso é tortura. É criminoso que os signatários contra Cuba aceitem tanta falsidade e disfarcem as suas acções anticubanas como “humanitarismo”, quando na verdade pouco lhes importa a humanidade.

A oligarquia mundial desencadeou nestes últimos dias um ataque do seu ódio contra Cuba: um ataque mediático, diplomático e económico. A oligarquia mundial mantém contra Cuba um ódio inabalável e visceralmente marcado pelos interesses próprios. É bem normal que a oligarquia odeie de morte Cuba e, em particular, o sistema social de que a ilha beneficia, pois em Cuba conseguiu-se consolidar a única revolução contemporânea da América Latina.

Quer dizer, é o único pais que conseguiu, graças à valentia do seu povo e também por factores circunstanciais, históricos e contextuais, uma independência real na América Latina. Os outros países latinoamericanos continuam a viver com estruturas estatais que obedecem a uma ordem mundial claramente neocolonial e num regime capitalista no qual são considerados “países-taberna”, quer dizer, destinados ao saque arrasador e ao consequente empobrecimento. Alguns países gozam de governos progressistas, inspirados por ideias bolivarianas e socialistas, mas em substância as estruturas de um sistema de exclusão como o capitalismo não mudaram ainda. Cuba continua a ser o único país emancipado da América Latina, depois de uma revolução vitoriosa consolidada após anos de resistência aos ataques dos EUA, da UE e do autodenominado “mundo livre” na sua globalidade.

E não é por falta de povos corajosos, nem por falta de apreço, nem por falta de sacrifício, que os outros povos não conseguiram a revolução que Cuba conseguiu, é porque as oligarquias locais e a sistemática ingerência estrangeira mantiveram o despotismo dos Estados repressores na América Latina à custa de massacres e terrorismo de Estado. Qualquer veleidade de reivindicação social dos povos tem sido criminosamente atacada. São muitos os casos.

A revolução nicaraguense foi assassinada à nascença, um assassinato perpretado por aqueles que temiam uma revolução em terras do continente e cujos interesses económicos e hegemónicos se veriam afectados pela consolidação da emancipação do povo da Nicarágua: bombardearam o país durante 5 anos e introduziram os Contra (paramilitares) financiados pela CIA com dinheiro do narcotráfico (caso Irão- Contra).

Da mesma forma que hoje financia as operações secretas e genocidas contra todos os povos que tentam libertar-se, a CIA aguenta o criminoso Estado colombiano (através de planos sistemáticos de extermínio da oposição, como o plano “LASO” ou o plano “Baile Rojo”), a olgarquia colombiana e as multinacionais têm este Estado como instrumento de viabilização do saque, esmagando resistências e reivindicações sociais, e o dinheiro do narcotráfico gerido em conjunto pela oligarquia paramilitar da Colômbia e pela CIA financia os massacres contra a população colombiana (além do dinheiro público dos impostos, fazem falta quantias rápidas em certas operações de terrorismo de Estado, e a gestão do narco fornece-as).

A CIA por sua vez usa o dinheiro do narcotráfico para financiar as suas operações secretas contra os povos que procurem libertar-se: golpes de Estado (o caso mais recente das Honduras), desestabilização e financiamento dos paramilitares contra o processo de emancipação da Venezuela, paramilitares contra a resistência nas Honduras, reactivação do terror paramiltar no Perú (particularmente nas zonas de maior interesse para as empresas mineiras), injecção de Maras (Mara = gang criminoso com origem em Los Angeles disseminado na América Central – N.T.) e de estruturas destinadas à desintegração social na América Central coordenadas na Guatemala pelas sanguinárias PAC de Rios Montt (2), etc.

A gestão do narcotráfico é claramente um assunto da CIA e, tanto na Colômbia, como no México, os rendimentos respectivos são geridos por máfias locais estreitamente relacionadas com os próprios governos (quando não por eles implantadas) e cujo fim é neutralizar a reivindicação social através do terror e garantir militarmente o controle dos recursos para o grande capital, sendo os rendimentos do narcotráfico parte do seu prémio, assim como combustível para o terrorismo de Estado local e para a exportação do paramilitarismo sob os auspícios da agência terrorista número um no mundo, com sede em Washington. Assim, tudo o que se passa, se instala ou se desenvolve em qualquer região latino-americana, tem efeito directo noutra região.

No meio do saque perpretado pelas multinacionais e pela oligarquias locais, e com todo o criminoso empobrecimento provocado por esse saque, é normal que ter-se um exemplo claro de que outro sistema social é possível seja visto com ódio pelos saqueadores. Cuba é o “mau exemplo”. Os saqueadores sabem que a existência da Cuba revolucionária é uma vitamina de esperança para todos os povos da América e do mundo.



A miséria na América Latina humilha todos os povos saqueados e empobrecidos. Cuba, por dispor de um sistema diferente, não sofre destes males.

No autoproclamado “mundo livre” (o mundo sob o sistema capitalista), em cada 7 segundos morre de fome uma criança com menos de dez anos. Nenhuma delas é cubana.

De acordo com a FAO, 842 milhões de pessoas sofrem de malnutrição crónica. Nenhuma delas é cubana.

No “mundo livre”, 200 milhões de crianças vivem e dormem nas ruas. Nenhuma delas é cubana.

Na América Latina e nas Caraíbas, há 228 milhões de pobres, 102 milhões deles em completa indigência, ou seja 42% da população na pobreza e 20% em total indigência. Nenhum delas em Cuba. (CEPAL. Fontes actualizadas com o último relatório CEPAL e com as previsões da OCDE para 2010, nas quais se prevê que mais 39 milhões de pessoas caiam na pobreza durante este ano (3)).

Cada dia, morrem no mundo de causas completamente evitáveis cerca de 35.000 crianças (UNICEF, relatório “Estado Mundial da Infância 2009”). Cuba, apesar de país bloqueado, possui índices de saúde iguais aos do “primeiro mundo” (“taxa de mortalidade infantil de 4,7 por mil nascimentos vivos, apresentando 26 dos 169 municípios cubanos uma mortalidade zero” (UNICEF), isto porque existe vontade e decisão política e sobretudo porque o sistema cubano não permite a liberdade de acumular e capitalizar em grandes monopólios. É esta capitalização que exclui às maiorias o acesso ao suprimento das suas necessidades mais vitais, como acontece no “mundo livre”.

Na América Latina, morrem dezenas de milhar de pessoas todos os anos por falta de cuidados médicos, excepto em Cuba. Cuba é o país que tem o mais elevado número de médicos por habitante e a medicina em Cuba não é um negócio, é um direito humano.

Morrem actualmente quase dois milhões de crianças no mundo só por falta de água potável e saneamento adequado. Nenhuma criança morre em Cuba por estas causas. (4)

No entanto, as fábricas de opinião tratam sem cessar de desprestigiar e destruir o sistema cubano, mentindo sistematicamente e ocultando evidentemente os números aquí expostos, os quais no entanto organismos como a UNICEF tiveram que reconhecer.

De Cuba, os meios de comunicação falam-nos de uns supostos “presos políticos”. Olhemos em detalhe: a lista dos pretensos “presos políticos”, a mais inflacionada de todas, não chega a 50, entre os quais encontramos nem mais nem menos que pessoas que recebiam salário da CIA para fomentar a desintegração social, delinquentes comuns que bateram em mulheres e pessoas que estão presas por terem colocado bombas em hotéis.

É impressionante como o “mundo livre” fala sem cessar dos “presos cubanos”, enquanto torna totalmente invisíveis os milhares de presos políticos mexicanos, peruanos, nigerianos, colombianos, porque todos eles são presos dos quais os media preferem não falar. Este tratamento criminoso dos media contra os presos políticos é uma parte da guerra mediática: procura-se esconder que nos países cujos regimes são favoráveis ao saque multinacional há milhares e milhares de presos políticos.

Nos regimes amigos dos EUA e da UE, que são tratados pelos media como “democracias exemplares”, todos os que se opõem ao espólio são encarcerados, quando não feitos desaparecer. E enquanto o sofrimento de milhares de presos políticos é ocultado nos regimes verdadeiramente ditatoriais e torturadores como o nigeriano ou o colombiano, amplifica-se e deturpa-se a situação de 50 pessoas presas em Cuba por delito comum, ou pior, por terem recebido dinheiro da CIA e terem cometido atentados provocando vítimas em Cuba.

José Manzaneda, coordenador de “Cuba Información”, resume assim: “Os governos dos países mais poderosos e ricos do mundo apoiam-se neste “argumento” para pressionar o governo cubano e tratar de forçar mudanças na ilha de acordo com os seus interesses políticos e económicos. Há que recordar que nenhum dos chamados “dissidentes” foi condenado por delitos de opinião, mas sim pela sua colaboração directa com o governo dos EUA (…). Os denominados “dissidentes” cubanos receberiam penas muito superiores pelos seus delitos em qualquer dos países citados (5) (…). Para todos ficou provada a recepção directa ou indirecta de fundos do governo dos EUA e a colaboração com a política de guerra contra o país. (…) Os delitos dos chamados “dissidentes” não têm portanto nada que ver com a liberdade de expressão, mas antes com a colaboração com uma potência estrangeira inimiga.”

Os presos políticos silenciados: não sofrem? não são humanos? porque os tornam invisíveis?

7500 presos políticos na Colômbia (6) são tornados completamente invisíveis pelos media. São sindicalistas, estudantes, professores, camponeses, ecologistas, todos do povo, encarcerados na sua maioria depois de toscas montagens judiciais e condenados por “terrorismo”. A quantidade de presos políticos na Colômbia é escandalosa e as suas condições de vida são infra-humanas, uma vez que o Estado colombiano é um dos principais Estados torturadores do mundo (OMCT). Mas a subvalorização mediática destes milhares de presos políticos domesticou inclusivamente as mentes de pessoas de “esquerda”, que não os reclamam como deviam.

O terrorismo de Estado na Colômbia fez desaparecer mais de 50.000 pessoas (7). O terror estatal deslocou das suas terras mais de 4 milhões e meio de pessoas, através dos militares e dos seus intrumentos paramilitares, oferecendo assim as terras sem habitantes, nem reivindicações às multinacionais e ao poder agro-industrial.

Um “cadáver útil” para reactivar a campanha de ódio contra Cuba, ódio à equidade num mundo em que 2000 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar de pobreza

De acordo com a ONU, a pobreza atingiu em 2009 limites insuspeitados, abrangendo 2000 milhões de pessoas vivendo abaixo do limiar de pobreza. Mesmo nos países mais ricos como os EUA e a UE, o sistema de exclusão também gera milhões de pobres, já que segundo o estudo 35 milhões de cidadãos dos EUA vivem na pobreza e mais de 60 milhões de pessoas estão abaixo da linha de pobreza na Europa. No mundo, sofrem de fome todos os dias 1200 milhões de pessoas, entre as quais 350 milhões de crianças. Tudo isto é devido à injusta repartição da riqueza, já que este planeta tem suficientes recursos para abastecer o mundo inteiro.

Os 2% de pessoas mais ricas acumulam mais de metade da riqueza total do planeta, enquanto o conjunto dos mais pobres da população adulta do mundo dispõe apenas de 1% da riqueza para o seu sustento. Segundo um relatório do Instituto Mundial para Investigação do Desenvolvimento Económico da UNU (UNU-WIDER), “a riqueza está muito concentrada na América do Norte, na Europa e nos países de rendimentos elevados na área Ásia-Pacífico (Austrália e Japão)”. “A população destes países possui 90% da riqueza total mundial.” (8).

A morte de Orlando Zapata Tamayo (9) em Cuba, ofereceu à propaganda anticubana o pretexto sonhado para uma intensificação do ataque permanente de agressões económicas, diplomáticas e mediáticas qua a ilha sofre. Agora, depois de 50 anos à procura de um mártir que nunca encontraram porque a Cuba revolucionária respeita os direitos humanos (ao contrário dos governos repressores da região que são cinicamente denominados “democracias”), têm finalmente o seu “cadáver útil”. O grémio anticubano e a CIA, com a sua desinformação e lavagem ao cérebro sistemáticos, empurraram para a morte o preso comum Orlando Zapata Tamayo, a fim de terem um cadáver para converter em “cadáver de um dissidente” e com o qual armar a guerra mediática, económica e diplomática contra Cuba.

A morte é sempre triste e o mais triste de tudo é que Orlando Zapata Tamayo foi empurrado para a morte pelos mesmos que agora lucram com ela.

Provavelmente, o homem, manipulado e sacrificado, não se deu conta da iminente realidade da sua morte, nem que a sua morte ia ser utilizada da forma tão vil como está sendo, convertendo-o no “mártir” dos que o assassinaram por indução. Numa gravação telefónica, apanha-se a cínica conversa entre dois cabecilhas do mercenário cubano de Miami que opera em Cuba, pago pela CIA. Na conversa entre Yaniset Rivero, membro da organização contra-revolucionária “Directorio Democrático Cubano” com sede em Miami, e Juan Carlos González Leiva, seu agente em Cuba, torna-se evidente que a vida de Orlando Zapata Tamayo não os preocupa e que o seu verdadeiro interesse não é que a mãe acompanhe o seu filho, mas antes poder utilizá-la para uma conferência de imprensa, mostrando-se a conversa arrepiante e digna de ser escutada (10).

A CIA e o grémio da mafia cubana de Miami viam Zapata como um “descartável”, alguém que lhes era mais útil morto do que vivo, uma vez que morto constitui o ambicionado “mártir”. Em 50 anos, os anti-revolucionários do mundo não tinham conseguido obter uma morte em circunstâncias de greve de fome em Cuba (não como em Espanha, na Colômbia, nos Estados Unidos, no Perú, etc.) e agora esta morte parece “enchê-los”, porque podem basear as suas falácias contra Cuba num morto real, ainda que este morto tenha perecido em circunstâncias muito diferentes das que difundem os media (mas a verdade é um “pormenor”, a desinformação tratará de revestir a sua morte das características desejadas pela guerra mediática contra Cuba).

José Manzaneda resume o lamentável caso: “Ao contrário do afirmado pelos media, Zapata não formava parte do grupo de 75 pessoas detidas em Havana em Março de 2003 por ligações ao governo dos EUA. Este governo não incluíu o seu nome na lista dos supostos ‘prisioneiros políticos’ apresentada à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Foi na prisão que foi aliciado por Oswaldo Payá e Marta Beatriz Roque, representantes da contra-revolução cubana mais fiel a Washington. A família começou então a receber dinheiro de organizações da mafia de Miami, como a Fundación Nacional Cubano Americana, financiada pelo governo americano e responsável pela morte de inúmeros civis devido a acções terroristas em Cuba (…). Incitaram-no a fazer esta greve da fome com base em petições impossíveis (telefone e cozinha na cela), que começou a 18 de Dezembro de 2009. Ainda que se tenha negado sempre a receber assitência médica, foi tratado e atendido contra sua vontade em vários hospitais do país. Um ano antes, em Março de 2009, tinha sido operado a um tumor cerebral.

As mentiras surgidas nos meios de comunicação são imensas, mas é especialmente escandalosa a versão de que faleceu pela recusa do director da prisão de lhe dar água durante 18 dias. A causa final da sua morte no passado dia 23 de Fevereiro de 2010 foi uma pneumonia que afectou ambos os pulmões. Desta forma, a autodenominada “dissidência” cubana, desprezada pela imensa maioria do povo de Cuba pela sua natureza mercenária, conseguiu uma cumplicidade mediática e diplomática sem precedentes e um mártir sobre o qual apoiar a sua estratégia de sobrevivência” (11).

Este assunto revela a ignomínia destes grupúsculos coordenados pela CIA, cujo membro terrorista mais famoso é sem dúvida Posada Carriles, que assassinou 73 pessoas no atentado contra o avião cubano em 1976 em Barbados. A nova campanha de propaganda de calúnias contra o sistema social e contra o governo cubano goza de espaço infindável nos media. Todos dedicam ao assunto um tempo que é proporcioal aos interesses económicos que beneficiam com a calúnia contra Cuba, o único país realmente independente da América Latina.

Assim, os meios de comunicação vão ungindo tergiversações e fingindo humanismo no seu ataque de desinformação contra Cuba, o mesmo humanismo que negam aos milhares de presos políticos, torturados e assassinados nos outros países do mundo. Como parte desta agressão orquestrada pela CIA, criaram-e e multiplicaram-se múltiplos blogs para manipular a opinião pública contra Cuba.



O Parlamento Europeu e a sua duplicidade de condenar Cuba e apoiar as “democracias” mais genocidas do planeta

O próprio governo e presidente espanhóis participaram activamente no ataque: “E daqui exigimos ao governo cubano que devolva a liberdade aos presos de consciência e que respeite os direitos humanos” (discurso de Zapatero).

Os media repetem incansavelmente: “O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que condena a morte do dissidente cubano Orlando Zapata, onde o texto de consenso entre os dois grandes grupos, popular e socialista, critica a deterioração dos direitos humanos da ilha” (TV espanhola). E os títulos fazem-se eco da sempre eterna desinformação acatada pela Eurocâmara, que em nenhum momento verificou quais as exigências de Tamayo na sua greve de fome: telefone e cozinha na cela, exigências que não são de carácter social ou humanista, nem procuram incidir em benefício das maiorias, mas reivindicações egoístas e além disso não concedidas a nenhum preso, em qualquer parte do mundo. Acontecendo que o governo cubano tenha negado esses caprichos, isso constitui “tortura”, ao passo que a tortura real não é mencionada como tortura pelos media por ser produzida nas prisões de outros lugares do mundo.

Alguns “intelectuais e artistas” espanhóis, inclusivamente, assinaram um comunicado, cujo texto é aberrante de falsidade contra Cuba. Reproduzo aquí uma parte da carta impossível de assinar por conter tanta mentira (assinalo-as):

“Pela libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos nas prisões cubanas; pelo respeito ao exercício, promoção e defesa dos direitos humanos em qualquer parte do mundo; pela decência e valor de Orlando Zapata Tamayo, injustamente encarcerado e brutalmente torturado nas prisões castristas, morto em greve de fome denunciando estes crimes e a falta de direitos e democracia no seu país; pelo respeito pela vida de quem corre o risco de morrer como ele para impedir que o governo de Fidel e Raúl Castro continue a eliminar fisicamente os críticos e opositores pacíficos, condenando-os a penas de até 28 anos de cadeia por “delitos” de opinião; pelo respeito pela integridade física e moral de cada pessoa, assinamos esta carta e exortamos a assiná-la todos os que escolheram defender a sua liberdade e a liberdade dos outros.” (12)

No seu comunicado contra Cuba, empapado em mentiras até à medula e assinado por “intelectuais, referem-se a que Tamayo foi “brutalmente torturado”, o que é uma mentira completa, mas talvez não saibam o que é ser “brutalmente torturado” e devamos recordá-lo. A simples comparação entre Cuba e a “democracia” mais apreciada por Espanha e pelos EUA, aquela que efectivamente tortura milhares de presos políticos como parte do seu plano de “pacificação” e salvaguarda dos interesses das multinacionais, o Estado colombiano, essa comparação lança luz sobre a hipocrisia cúmplice.

A todos os que pretendem humanismo, se realmente tiverem uma ponta de humanidade nas suas motivações e realmente acreditarem fazer algo “contra a tortura” enlameando e mentindo acerca de Cuba, é preciso dizer-lhes que, se o que querem é actuar contra a tortura, que o façam contra a tortura real e não seguindo a falsidade macabra dos media. Podiam por exemplo mobilizar-se em massa a favor de Diomedes Meneses, brutalmente torturado pelo Estado colombiano: os militares do Estado colombiano tiraram-lhe um olho com uma navalha, deixando-o depois em cadeira de rodas e agora o estabelecimento prisional continua a torturá-lo, deixando a gangrena devorar-lhe uma perna e negando-lhe assistência médica enquanto o corpo literalmente apodrece e lhe devora a vida. Isto sim é tortura (13). É criminoso que estes subscritores contra Cuba acatem tanta falsidade dos media.

Também poderiam mobilizar-se por este outro caso de tortura com sevícias: o preso político colombiano Carlos Iván Peña Orjuela está a ser torturado através do desaparecimento e assassinato de membros da sua família, sem dúvida a tortura mais atroz jamais imaginável. O preso político colombiano Carlos Iván Peña foi sujeito a pressões por parte de funcionários da polícia judicial da SIJIN para que testemunhe contra camponeses inocentes da região de Magdalena Medio e, perante a sua recusa, a polícia fez desaparecer e assassinou o seu irmão mais novo, prendeu a sua companheira e ameaçou assassinar o seu filho de 6 anos (14). O desaparecimento forçado e o homicídio de Omar Daniel Rodriguez Orjuela de 25 anos de idade, irmão mais novo do preso político Carlos Iván Peña Orjuela, teve lugar a partir de 29 de Janeiro de 2010 na cidade de Bogotá. Duas semanas depois, a 15 de Fevereiro de 2010, foi presa a senhora Yolanda Cañón, também familiar do preso político e quem cuidava do filho de Carlos Iván Peña, criança de apenas seis anos de idade. O agente da SIJIN Juan Carlos Celis Torres avisou o preso político, depois do desaparecimento e assassínio de seu irmão e depois da prisão da sua companheira, que se insistisse na recusa em “colaborar” continuariam as prisões e agressões contra a sua família. Em palavras textuais: “Disse-lhe para colaborar e você não quiz colaborar e então (…) calhou a minha vez de ir prendê-la e além disso tenho por aí outros assuntos…”.

O preso político Carlos Iván Peña Orjuela manifesta com bastante tristeza que tanto o seu irmão assassinado, como Yolanda Cañón eram as únicas pessoas que o visitavam na cadeia e agora teme principalmente pela vida de seu filho.

A humanidade de Diomedes tornada invisível: torturado pelo Estado colombiano, que lhe extirpou um olho com navalha e o degolou

Indigna que Ana Belén, Victor Manuel, Almodóvar e outros subscritores da calúnia contra Cuba não mexam um dedo pelos presos políticos torturados na Colômbia e venham agora com essa falsa história de que Zapata Tamayo “foi torturado”. É desumana tanta mentira. Vejamos se se mobilizam por Diómedes Meneses, antes que lhe amputem outra parte do corpo, ou por Carlos Iván Peña, para evitar que agora seja assassinado o seu pequeno filho de 6 anos, ou pelos milhares de presas políticas na Colômbia, mães de crianças que se vêem na completa indigência.

Ou, por acaso, não é tortura os soldados e polícias do regime colombiano tirarem a Diómedes Meneses um olho com uma navalha (aí sim, a palavra apropriada é “regime”)? Ou, por acaso, Diómedes não é humano? Ou, por acaso, não interessa salvar e reivindicar a favor de Diómedes Meneses, porque ao torná-lo visível se daria a ver a cloaca que é a ditadura colombiana, que em Espanha é apresentada como “democracia”, enquanto se insulta e mente sem parar sobre Cuba?

7 Corporações controlam 70% dos media no mundo

O nível de impacto e controle dos media é muito mais importante e sério do que vulgarmente se pensa. Os media definem a nossa ideologia, comportamento e sistema de valores, sendo a indústria cultural a parte mais importante da superstrutura destinada à manutenção do sistema capitalista. Jerry Mander, presidente do forum internacional da globalização, dá-nos alguns dados: “7 corporações controlam 70% dos meios de comunicação de massas do mundo, quer dizer, 7 empresas privadas controlam a televisão, os satélites, as agências de informação, as redes de cabo, as revistas, a rádio, os jornais , os editoriais, a produção cinematográfica, as ligações à internet, a distribuição de filmes, todos os meios de comunicação e difusão. Esta é a maior concentração de propriedade de todas as indústrias e esta indústria não negoceia com coisas, mas com consciências, o seu objectivo é meter coisas na cabeça das pessoas. E esta é a maneira como as pessoas obtêm muitas das ideias com que vive (…) As 7 corporações que monopolizam a indústria cultural mundial são a Fox News, a Time Warner, a Disney, a Sony, a Bertelsmann, a VIACOM e a General Electric” (15).

Esta concentração de propriedade da indústria cultural explica a uniformização do pensamento e a adopção de valores que normalizam a aceitação do sistema capitalista com todas as suas aberrações excludentes e evidentemente o monopólio da indústria cultural explica o facto sistemático da agressão contra Cuba. Cuba em si veicula valores contrários aos valores que sustêm o capitalismo e só a sua existência é já a constatação de que é possível outro sistema, um sistema socialista cujos valores giram à volta do ser social e não da acumulação de capital. Este “humanitarismo” que serve de disfarce para a guerra contra Cuba deve ser denunciado, assim como a mediatização da falsidade dos media contra Cuba e o silêncio sistemático das realidades ignominiosas noutras partes do mundo lançam luz sobre a sua imensa hipocrisia.

Eis aqui duas realidades importantíssimas que se produziram numa altura coincidente com o caso Zapata Tamayo e que foram completamente obliteradas pelos media.: o assassínio e desaparecimento sistemáticos de dirigentes sociais, professores e sindicalistas nas Honduras, depois do golpe de Estado e da instauração da ditadura no dia 27 de Junho de 2009, liderada primeiro por Micheletti e a seguir por Porfírio Lobo. Ocorreram mais de uma centena de assassinatos, dezenas de desaparecimentos forçados e inúmeros casos de tortura. Claudia Larissa Brizuela, membro da Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) oposta ao golpe de Estado, foi assassinada a 24 de Fevereiro de 2010, um dia depois do falecimento de Zapata. Não houve nem uma palabra a esse respeito nos media (16).

Outro caso escandaloso que ilustra a duplicidade e cumplicidade dos media na ocultação das situações de genocídio são as sistemáticas violações de direitos humanos na Colômbia, entre as quais se incluem, no período contemporâneo do caso Zapata, bombardeamentos com assassínio de crianças (17), a confissão de 30.470 assassinatos por parte dos paramilitares (18), assim como a confissão dos vínculos militares com vários políticos e vários assassinatos políticos e desaparecimentos, o mais recente dos quais sendo o de Johnny Hurtado, destacado líder social e defensor dos direitos humanos do Bajo Ariari (Meta), que denunciara em fins de Dezembro de 2009 graves violações dos direitos humanos na região (19). Cabe salientar que o nosso companheiro, que em várias ocasiões foi delegado pela comunidade para encarar as denúncias no tema dos direitos humanos e na recente visita ao Município de Macarena de pessoas da organização “Justicia por Colombia”, parlamentares, sindicalistas e outras personalidades inglesas, fez parte da delegação de camponeses, líderes comunais e defensores dos direitos humanos que deram a conhecer atentados a esses direitos humanos na região”, precisa o comunicado emitido pela organização camponesa de direitos humanos do Bajo Ariari.

Johnny Hurtado tinha denunciado o achado macabro da maior vala comum do continente americano. Esta vala, que tinha também sido silenciada pelos media, contém os restos de pelo menos 2.000 pessoas e está em La Macarena, departamento de Meta. Desde 2005 que o exército instalado na zona tem ido enterrando ali milhares de pessoas, sepultadas anónimas. Consolidar o silêncio sobre genocídios é tarefa combinada entre o silêncio mediático e o assassínio dos que ousam levantar a voz contra a barbárie.

Querem fazer silêncio sobre este achado, apenas comparável em dimensão às valas nazis. Os media fazem obedientemente silêncio e, para consolidar o silêncio, as pessoam que ousem denunciar são assassinadas, como aconteceu a Johnny Hurtado. A população da região, alertada pelas emanações putrefactas dos cadáveres para as águas potáveis e atingida pelos desaparecimentos, já tinha denunciado a existência da vala em várias ocasiões durante 2009, mas em vão, pois a fiscalização não tratava de investigar. Foi graças à perseverança dos familiares dos desaparecidos e à visita de uma delegação de sindicalistas e deputados britânicos que investigava a situação dos direitos humanos na Colômbia em Dezembro de 2009 que se conseguiu revelar este horrível crime perpetrado pelo exército.

O jurista Jairo Ramirez, secretário do Comité Permanente para a Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, descreveu a espantosa cena: “O que vimos foi arrepiante. Uma infinidade de cadáveres e na superfície centenas de placas de madeira brancas com a inscrição NN e com datas desde 2005 até hoje. O comandante do Exército disse-nos que eram “guerrilheiros caídos em combate”, mas as pessoas da região falam-nos de uma quantidade de líderes sociais, camponeses e defensores comunitários que desapareceram”. (20) A delegação asturiana denunciou uma ostensiva intenção de alterar a cena do crime: “Ninguém está protegendo o lugar. Ninguém impede que se possam baralhar as provas, que um tractor possa entrar e voltar a misturar cadáveres anónimos, pegar neles e levá-los para outro lugar.” (21) “Solicitamos às instituições responsáveis do Estado colombiano que implementem as medidas cautelares necessárias para assegurar as informações já registadas nos documentos oficiais, que tomem as medidas cautelares necessárias com o fim de proteger o perímetro e que previna a modificação do sítio, a exumação ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório que ali está (…) sendo fundamental a criação de um Centro de Identificação Forense de La Macarena com o fim de lograr a individualização e plena identificação dos cadáveres NN ali sepultados.” (22)

O achado desta vala descomunal, que é a imagem de um Estado criminoso, foi quase totalmente obliterado pelos media… Os interesses económicos na Colômbia “exigem a perpetuação de um regime criminoso que abafe as reivindicações sociais e portanto o silêncio mediático acerca do genocídio impõe-se. “ (23)

Aos media, à União Europeia e aos EUA pouco lhes importa a morte e sofrimento, na verdade o que lhes importa são os negócios, e as suas preocupações dirigem-se em acordo com os seus interesses económicos… O carácter humanitário é um disfarce: pouco lhes importa Zapata Tamayo, como pouco lhes importam os torturados Diómedes Meneses e Carlos Iván Peña Orjuela e os mortos hondurenhos e colombianos. Zapata Tamayo apenas é funcional na guerra mediática contra Cuba. Procuram aniquilar o sistema cubano, os seus valores, e a esperança que a sua revolução irradia no coração de outros povos.

No entanto, frente a todas as artimanhas urdidas pela CIA contra Cuba (pagando a mercenários em Cuba para fomentar a desestabilização, como as “damas de branco”), o povo cubano responde, como se pode observar neste video que obviamente não foi difundido pelo monopólio dos media a nível mundial. Vejam como o povo cubano reprova as mercenárias “damas de branco” e defende a sua revolução: http://www.youtube.com/watch?v=Flsj3-w7wjo&feature=player_embeddedY . Neste outro video, o leitor poderá comparar o que os media chamam a “repressão em Cuba” com a verdadeira repressão, que os media nunca denunciam como “repressão brutal” (imagens de repressão na Europa, nem sequer no México ou na Colômbia), que resultam brutais comparadas com as imagens apresentadas como a “repressão em Cuba”: http://www.youtube.com/watch?v=BHQvyifbRfw&feature=player_embedded#

NOTAS:

(1)Torturas a Diomedes Meneses, e campanha: http://www.comitedesolidaridad.com/index.php?option=com_content&task=view&id=273&Itemid=1 http://colombia.indymedia.org/uploads/2009/03/campa_a_libertad_diomedes_internet.pdf

(2) PAC: “Patrulhas de Autodefesa Civil”, os nomes no paramilitarismo obedecem à sua função, perpetrar o terrorismo de Estado de forma encoberta, e como parte do encobrimento são adoptados nomes com palavras como “defesa”, “autodefesa”, “pacificadores”, “paz”, etc. Vemos que PAC e AUC (“Autodefesas Unidas da Colômbia”, paramilitares da Colômbia), obedecem a um padrão muito semelhante, ditado a partir dos gabinetes militares dos Estados Unidos (Escola das Américas, CIA, etc.). Como cúmulo do cinismo, hoje na Guatemala o Estado premeia as PAC pelos massacres cometidos que deixaram um saldo de 200.000 desaparecidos e assassinados. Mais sobre as PAC em http://alainet.org/active/2213〈=es- . Em 2002, o gabinete económico da Guatemala criou um novo imposto para a “indemnização” (!) aos ex-PAC. Trata-se de pagar aos assassinos paramilitares pelo seu silêncio. Os fortes protestos de sectores sociais e dos Direitos Humanos atrasaram estes “pagamentos”, mas as PAC mantêm a Guatemala em alerta vermelho aos reclamá-los, ainda que os seus rendimentos obtidos com assassinatos continuem a ser suculentos (as PAC coordenam junto com a polícia as Maras e seus lucros).

http://business.highbeam.com/6111/article-1G1-90465361/compensan-los-victimarios-guatemala-entidades-defensoras

(3) A América Latina e Caraíbas é a região mais desigual do mundo em termos da distribuição de rendimento e de activos, como terra, capital, saúde, educação e tecnologia. Assim o dizia Alícia Bárcena, secretária executiva da CEPAL em Outubro de 2009: “Há no entanto níveis inaceitáveis de desigualdade social e de segmentação na nossa região. E contudo existem 181 milhões de latinoamericanos pobres e mais de 70 milhões de indigentes” http://www.oei.es/noticias/spip.php?article5743 . Segundo o relatóriod a CEPAL “Panorama social da América Latina, 2009”, na América Latina há um total de 189 milhões de latinoamericanos que vivem na pobreza, uns 34% do total da população de 550 milhões. E prevê-se que “mais 39 milhões de pessoas cairão abaixo do nível de pobreza da América Latina nos finais de 2010”, indicou a OCDE no seu relatório ‘Panorama Económico’, publicado em Portugal durante a cimeira Iberoamericana de 2009. http://www.eleconomista.es/mercados-cotizaciones/noticias/1737831/11/09/Treinta-y-nueve-millones-de-nuevos-pobres-en-America-Latina-en-2010.html . As estimativas de pobreza na América Latina atingiriam os 228 milhões de pobres e mais de 70 milhões de indigentes, números estes esmagadores, detrás dos quais se escondem as tragédias humanas que diariamente sofrem milhões de pessoas: morte por desnutrição, malformações congénitas por desnutrição, por poluição das águas, por fumigações, por violência intrafamiliar, homicídios, violações, galopante prostituição adulta e infantil, moderna escravatura, trabalho infantil, violações sistemáticas dos mais básicos direitos humanos de alimentação, habitação, educação, sanidade, salubridade e vida digna, enquanto umas poucas corporações e famílias oligárquicas monopolizam ganhos e destroem culturas e florestas.

(4) morrem actualmente quase dois milhões de crianças por ano por falta de água potável e saneamento adequado, relatório do PNUD 2009.

http://www.undp.org/spanish/publicaciones/annualreport2009/pdf/SP_FINAL.pdf

(5)http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=14151%3Aiaplicamos-la-legislacion-de-otros-paises-a-los-qdisidentesq-cubanos&catid=39&Itemid=86 . O código penal dos EUA prevê uma pena de 20 anos para quem preconize o derrubamento do governo ou da ordem estabelecida, 10 anos de prisão para quem emita “falsas declarações” com o objectivo de atentar contra os interesses dos EUA e 3 anos para quem “mantenha (…) correspondência ou relações com um governo estrangeiro”. O código penal espanhol castiga com pena de 4 a 8 anos a quem “mantiver relações de espionagem ou relações de qualquer género com governos estrangeiros (…) com o fim de prejudicar a autoridade do Estado ou comprometer a dignidade ou os interesses vitais da Espanha” e pena de 10 a 15 anos aos culpados de tentar destituir ou suprimir faculdades do rei de Espanha. A França castiga com pena até 30 anos e 450.000 euros de multa “o facto de manter relações de espionagem com uma potência estrangeira”. Os denominados “dissidentes” cubanos receberiam penas muito superiores pelos seus delitos se os cometessem em quaisquer dos citados países e noutros aqui não mencionados.

(6) Campanha pela libertação dos presos políticos na Colômbia: http://www.arlac.be/A2009/2009/Tlaxcala.htm . Foi lançada em Bruxelas na Bélgica a campanha europeia 2009-2011 pela libertação dos presos políticos da Colômbia. São 7.500, na sua maioria presos por delitos de opinião e activistas sociais, ou operários, camponeses, indígenas e estudantes que lutam por uma Colômbia digna, com paz e justiça social. As associações e pessoas do mundo que quiserem apoiar a campanha pela libertação dos presos políticos na Colômbia são benvindas. Para subscrever clicar aquí: http://www.tlaxcala.es/detail_campagne.asp?lg=es&ref_campagne=14 http://www.kaosenlared.net/noticia/campana-liberacion-presos-politicos-colombia

(7) Terrorismo de Estado, 50.000 desaparecidos na Colômbia: http://justiciaypazcolombia.com/50-000-personas-desaparecidas-en

(8) Revela um estudo que 2 % de milionários possui metade da riqueza mundial: http://update.unu.edu/esp/archive/issue44_22.htm(

(9) Sobre Zapara Tamayo: http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/03/02/orlando-zapata-tamayo-un-caso-de-manipulacion-politica-video/ http://www.rebelion.org/noticia.php?id=101143 y http://www.kaosenlared.net/noticia/cuba-medios-occidentales-suicidio-orlando-zapata-tamayo

(10) Orlando Zapata Tamayo, vítima da manipulação política. A cínica conversa entre 2 mercenários http://www.youtube.com/watch?v=gN6Sr78TDM0&feature=player_embedded#

(11) José Manzaneda: “As mentiras surgidas nos media são inúmeras, mas é particularmente escandalosa a versão de que faleceu pela recusa em lhe darem água durante 18 días por ordem do director da prisão” http://www.kaosenlared.net/noticia/orlando-zapata-delincuente-convertido-martir-estrategas-guerra-contra-

(12) O comunicado que circula nos blogs postos en marcha pela CIA: http://www.kaosenlared.net/noticia/artistas-del-psoe-contra-cuba

(13) Para aderir à campanha pela vida e contra la tortura de Diomedes Meneses: fcsppsantander@gmail.com http://colombia.indymedia.org/uploads/2009/03/campa_a_libertad_diomedes_internet.pdf , ou escrever para fcsppsantander@gmail.com

(14) O preso político colombiano Carlos Iván Peña Orjuela está sendo torturado através do desaparecimento e assassinato de membros da su familia: http://www.kaosenlared.net/noticia/desaparicion-familiares-tortura-contra-presos-politicos-alto-estado-ge

(15) 7 corporações controlam 70% dos media no mundo: http://www.youtube.com/watch?v=cObHaBvi-aU&feature=player_embedded# http://www.kaosenlared.net/noticia/video-sobre-control-informacion-mundo-poder-mediatico-corporaciones-je

(16) Àcerca das Honduras, da resistência popular e da arremetida genocida de assassinatos e desaparecimentos desencadeada desde a ditadura, com emprego do paramilitarismo, recomendo o jornalista Dick Emanuelsson, cuja cobertura é constante, investigadora e próxima das comunidades populares das Honduras: http://dickema24.blogspot.com/ Àcerca de Claudia Larissa Brizuela: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=101209

(17) Bombardeamentos para despejar zonas de elevado interesse económico para as multinacionaiss Muriel Mining, Anglo Gold e Glencore: http://justiciaypazcolombia.com/Muere-bebe-de-20-dias-de-nacido http://www.kaosenlared.net/noticia/uribe-bombardea-indigenas-colombianos-objetivo-entregarle-tierras-mult http://www.kaosenlared.net/noticia/video-bombardeo-pueblo-originario-alto-guayabal-colombia

(18) Relatório de 16.02.2010 “Paramilitares confessam 30.470 assassinatos”: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/66984-NN/ex-paramilitares-colombianos-reconocen-haber-cometido-cerca-de–30-mil-500-asesinatos/

(19) Assassinato de Jhonny Hurtado: http://prensarural.org/spip/spip.php?article3738

(20) Antonio Albiñana, «Aparece na Colombia uma vala comum com 2.000 cadáveres», Público.es, 26 de Janeiro de 2010.

(21) http://www.pachakuti.org/textos/hemeroteca/2010_1/fosas-poco-comunes.html

(22) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=100450&titular=”europa-no-puede-firmar-un-tlc-con-un-estado-violador-de-los-derechos-humanos”-

(23) http://www.kaosenlared.net/noticia/alerta-medios-ocultan-mayor-fosa-comun-america-mientras-estado-colombia . Mais sobre a vala comum e o terror estatal na Colômbia: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=99507&titular=destapan-la-mayor-fosa-común-del-continente:-colombia-en-el-paroxismo-del-horror-clama-solidaridad-



* Jornalista, historiadora

Este texto foi publicado em www.rebelion.org

Tradução: Jorge Vasconcelos