sábado, 17 de julho de 2010

"O mundo vive entre duas tragédias, a da guerra e a do meio ambiente"

(Extraído de CubaDebate)

FALTAVA meia hora para o meio-dia de 15 de julho, quando Fidel chegou de surpresa à entrada do Aquário Nacional, envergando uma fresca camisa xadrez, com calça e sapatos esportivos, para travar logo uma breve conversa com duas garotas e um pequeno grupo de trabalhadores que lá se encontravam.

Fidel com as jovens treinadoras dos golfinhos

Após as boas-vindas sem protocolos, o diretor da instalação, Guillermo García, foi-lhe apresentando os membros de sua equipe de direção, a maioria composta por mulheres. "Trabalhar com mulheres é muito bom", comentou ao líder da Revolução, o qual retrucou: "e muito mais seguro".

Depois de rever com visível alegria fotos e recordações dos dias da reinauguração do Aquário, no ano 2002, e cumprimentar uma ampla representação dos trabalhadores, entre eles a doutora veterinária Celia Guevara March, filha de Che Guevara, com a qual teve uma conversa carinhosa à parte para saber da família, Fidel foi convidado a assistir o espetáculo submarino dos golfinhos, único de seu tipo no mundo.

Três golfinhos fêmeas, de sete anos de idade aproximadamente, são as estrelas do empolgante espetáculo que atrai mesmo antes de começar, quando os treinadores iniciam a comunicação com os animais no bordo superior da piscina de 500 metros cúbicos de água, munida com uma ampla janela de acrílico de 7,5 metros de altura, 14 de largura e 22 centímetros de espessura.

Fidel conversa com garotas que estavam visitando o Aquário.

O diretor do Aquário explicou a Fidel que, contrário às apresentações na superfície, em que fazem pausas frequentes para premiar a atuação dos animais com algum alimento, esta só tem como estímulo o momento prévio em que se produz essa comunicação de ambas as partes.

Por volta das 11h47 começou a impressionante exibição de 20 minutos aproximadamente, na qual três golfinhos e seus treinadores (duas garotas e um rapaz) entrecruzavam-se e dançavam, impulsados a partir dos pés pelos poderosos animais, cujo peso médio é de 150 quilos.

Visivelmente empolgado, Fidel não parou de fazer comentários e perguntas a seus anfitriões. A primeira questão, o tempo dos treinadores sob a água sem respirarem, uma média de um minuto a um minuto e meio, com intervalos de apneia de 30 a 40 segundos, o que constitui um exercício duro.

Para este espetáculo, certificado pela Associação Mundial de mamíferos marinhos como exclusivo de seu tipo no planeta, estão preparados oito treinadores, formados no Aquário cubano, os quais se revezam nas atuações.

Durante o verão, as apresentações deste show exclusivo se estendem até muito tarde — das 17h00 às 22h00 — incluindo, às vezes, as madrugadas quando se produz a visita de crianças com xerocitose pigmentar, um padecimento cutâneo que as impede de tomarem o sol.

Fidel também se interesou pela relação entre os treinadores e os animais e os possíveis riscos de ataque, muito raros, segundo lhe explicaram e só devido a erros humanos, porque os golfinhos são seres muito sociáveis que vivem em média 25 anos e podem atingir o dobro dessa idade em cativeiro.

Com a ajuda dos treinadores do outro lado do acrílico, os belos golfinhos cumprimentaram várias vezes Fidel criando aros de borbulhas e ficando de cabeça para baixo. Nessa altura, houve uma explicação do "sonar" que possuem estes animais e os quilômetros que pode atingir como uma sorte de ultrassom que fez com que fossem utilizados para detectar minas e em outras atividades militares.

Comentando depois outros detalhes, Garcia disse que receberam a visita de treinadores de vários países, entre eles alguns norte-americanos os quais reconheceram que em toda a América do Norte não existe nada igual e não conhecem que exista em outros lados.

"Parece que tampouco há golfinhos", lamentou-se Fidel, lembrando o profundo dano ao ecossistema propiciado por tudo aquilo que é jogado aos mares e que está afetando esta e outras espécies. Sua observação foi alicerçada pelos dados do diretor do Aquário, que falou do registro de mais de 200 golfinhos e cerca de 550 tortugas mortas, em consequência do vazamento de petróleo no Golfo do México.

"Há dois perigos tremendos, o perigo de guerra e o perigo para o meio ambiente", advertiu Fidel, se lamentando de que isso ocorre apesar da extraordinária acumulação de conhecimentos produzida nos últimos 60 anos, período no qual triplicaram todos os conhecimentos. Adiantou que está preparando uma Reflexão onde aborda estes temas e reiterou novamente sua advertência de que "o mundo vive entre duas tragédias, a da guerra e a do meio ambiente".

Depois das fotos com os treinadores e com o coletivo do Aquário, Fidel explicou a razão de suas primeiras perguntas em relação com o tempo dos treinadores sob a água, devido à sua experiência como mergulhador: "Sei o que é estar sem respirar e inalar o ar com cilindros de ar comprimido ou mergulhar sem eles".

A uma pergunta do diretor informou que algumas vezes chegou a superar os dois minutos sem respirar, mas sem fazer movimento algum. "Posso apreciar o que eles fazem, o que é a apneia e o que significa repeti-la". Também lembrou com emoção particular ter partilhado alguma vez seus mergulhos com golfinhos na baía de Naranjo, em Banes, na província de Holguín.

Já na despedida, interessou-se pelos dias em que o Aquário oferece funções — das terças aos domingos, das 10h às 22h, com descanso nas segundas — e o tempo de trabalho e descanso do pessoal, especialmente os que animam os espetáculos com os animais, com uma frequência de três vezes por dia, sob assessoria dos médicos de medicina subaquática do hospital Naval, no caso do show sob a água, cujo risco fundamental é a repetição da apneia.

Resumindo suas impressões da visita, Fidel qualificou o espetáculo visto como "algo muito sossegado, mais bonito que qualquer outro que tenha visto. Se alguém quer oferecer algo especial a uma pessoa pela qual sinta especial consideração, pode ser este show".

Na saída, praticamente todo o pessoal do Aquário e dezenas de visitantes se tinham congregado para comprimentar o líder da Revolução.

O Aquário Nacional de Cuba, fundado há exatamente 50 anos, em 23 de janeiro de 1960, conta com uma população de mais de 3 mil animais, deles 23 de mamíferos marinhos, oito golfinhos e 15 lobos marinhos, atração principal desta instalação que recebe uns 3 mil visitantes por dia e de 25 mil a 30 mil turistas cada ano.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cuba - Mais uma vitória

Publicado por: Redação Cuba Viva 15 jul, 2010

Liberação dos presos: uma vitória silenciosa da Revolução.

Mais uma vez a Revolução Cubana oferece um exemplo de dignidade e firmeza.

Enrique Ubieta Gomez.

Na quarta-feira, 7 de julho, o arcebispo de Havana tornou pública a decisão do governo cubano de liberar nos próximos meses 52 contra-revolucionários detidos e julgados em 2003, cinco deles imediatamente. Isso se deu como resultado de reuniões realizadas pelo governo com o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana; e com o monsenhor Dionísio Garcia Ibañez, presidente da Conferência dos Bispos Católicos de Cuba. Um dos contra já havia sido liberado por motivos de saúde.

O sistema prisional de Cuba apenas costuma conceder anistia ao preso que, independentemente de seu delito, apresente problemas de saúde que não possam ser tratados na prisão. Desde 2004, já foram beneficiados com essa política 21 contra-revolucionários, sendo que quatro deles viajaram com suas famílias para a Espanha, como parte de um acordo com o governo espanhol.

O governo de Cuba está sempre aberto ao diálogo e a negociação – sem pressão, sem chantagens e sem condições prévias – sobre qualquer tema e com qualquer interlocutor que respeite a soberania cubana. O maior obstáculo para a liberação desses presos – julgados e condenados pelos tribunais cubanos segundo as leis do país – era, principalmente, a clara intenção de chantagem de uma campanha midiática, insuflada pelas grandes corporações de meios de comunicação, pela direita européia e estadunidense, estava (e está) promovendo de forma irresponsável. A Revolução, em troca, propõe um diálogo respeitoso.

É necessário recordar uma série de exemplos históricos: a troca de mercenários capturados durante a invasão da Praia Giron; o diálogo, em 1978, para que houvesse a liberação de centenas de simpatizantes do ditador Batista e de contra-revolucionários, muitos deles capturados em atividades terroristas; os acordos migratórios com os governos estadunidenses – tanto com Reagan ou W. Bush (republicanos) como com Clinton ou Obama (democratas); o processo de diálogo permanente com as mais diversas manifestações religiosas, inclusive a católica, dentre outros. A série inclui mediações internacionais como a que levou a paz definitivamente a Angola e ao Cone Sul africano.

Não há fraqueza na disposição ao diálogo, mas sim fortalecimento. As recentes conversas do governo com a cúpula da igreja católica cubana estão respaldadas pela existência de uma comunicação franca e coerente com as instituições e organizações religiosas do país. Os que têm uma fé religiosa ou não – de qualquer denominação – participam igualmente da construção de uma sociedade cada vez mais justa. Todavia, estas conversas transcorreram por iniciativas das partes e demandaram uma decisão que o assédio internacional havia proposto pelos meios de comunicação transnacionais e seus lacaios internos, inicialmente confusos, agora tentam capitalizar os resultados. Isso era previsível e não nos incomoda.

Pela vida de Guillermo Fariñas, como por qualquer outra de seus compatriotas, Cuba colocou a sua disposição os equipamentos médicos que possui – e os que não possui também, pois procurou aonde pode, apesar do bloqueio – e os melhores especialistas do país. Porém, Fariñas, com suas atitudes, nunca permitiu que os resultados benéficos fossem atingidos. É triste um homem jogar sua vida fora sem saber que outros estão manipulando seus sentimentos, planejam levar vantagem de seu sacrifício, utilizam sua obstinação para fins espúrios. É triste que – com tantas causas justas para se lutar neste mundo essencialmente injusto – um homem arrisque sua vida pelo bem-estar pessoal de uma corja de crápulas e de um país imperialista. É triste que um homem aposte na morte contra um país que luta contracorrente pela vida.

Obama seria capaz de abrir um diálogo franco, sem os costumeiros hábitos imperialistas, com seu pequeno mas digno vizinho? Ele teria coragem de reconhecer o caráter político e vingativo das acusações que pesam sobre os Cinco antiterroristas cubanos, presos há mais de dez anos em cárceres dos EUA? Obama poderia, num ato simples que dignificaria seu mandato, indultar essas cinco pessoas que fizeram em território estadunidense, a favor de seus cidadãos, o que fizeram as autoridades dos EUA? Mais uma vez a Revolução Cubana oferece um exemplo de dignidade e firmeza.

Fonte: A Ilha Desconhecida

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fidel: “Os EUA não jogam limpo nem dizem nenhuma verdade”

Havana. 13 de Julho, de 2010


(Extraído do CubaDebate)

“OS Estados Unidos não jogam limpo nem dizem nenhuma verdade”, afirmou o Comandante-em-chefe Fidel Castro na Mesa-Redonda especial que transmitiu a Televisão Cubana na tarde da segunda-feira, dia 12, conduzida pelo jornalista Randy Alonso.

Fidel fez uma análise exaustiva da situação no Oriente Médio, particularmente a crise provocada pelos Estados Unidos e por Israel em sua política de fustigação ao Irã, além de avaliar o arsenal nuclear de que as grandes potências internacionais dispõem e o afundamento do Cheonan, que foi navio-insígnia da armada sul-coreana, ação que foi imputada à Coreia do Norte.

Ao reiterar o perigo de guerra com o emprego de armas nucleares que vinha alertando em sua Reflexões, o Comandante-em-chefe ofereceu um enorme leque de argumentos e comentou opiniões de analistas políticos que vêm acompanhando os últimos acontecimentos no Oriente Médio.

Na Mesa-Redonda na qual, além do diretor do programa televisivo, encontrava-se o historiador Rolando Rodríguez; o diretor do Centro de Pesquisas da Economia Mundial, Osvaldo Martínez, e o diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNIC), doutor Carlos Gutiérrez, Fidel analisou o enorme arsenal de guerra de que dispõem as principais potências mundiais, lideradas pelos Estados Unidos: “é demencial o número de ogivas estratégicas”, assegurou.

Os dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (Sipri), disse Fidel, não deixam dúvida alguma do perigo que ameaça a humanidade. O gasto militar total dos Estados Unidos, em 2009, foi de US$1,531 trilhão, o que significa um incremento de 49% a respeito do ano 2000.

Não é difícil imaginar o que aconteceria se for utilizada ao menos uma parte desse arsenal, e “no Congresso (dos Estados Unidos) há posições ainda mais agressivas que as do presidente”, acrescentou o líder da Revolução.

Os gastos militares dos EUA não deixaram de crescer. Fidel comentou que o orçamento da Defesa desse país passou de US$316 bilhões em 2001 a US$565 bilhões em 2010, para um incremento em 2,16 vezes.

“Os Estados Unidos apenas gastam mais que todos os países juntos”, disse. “Tem 2.002 ogivas estratégicas, e 500 não-estratégicas. Dispersaram 2.702, enquanto a Rússia tem 2.787 estratégicas, e 2.047 não-estratégicas. Entre os dois, têm quase sete mil ogivas estratégicas. Este número é demencial”.

CONCORDO COM O RISCO DE UMA GUERRA

Ante um comentário de Randy sobre o risco de que possa produzir-se uma guerra no Oriente Médio, Fidel assegurou: “concordo plenamente com o risco iminente de uma guerra”, e acrescentou: “Eu comecei a escrever sobre este tema depois da acusação contra a Coreia do Norte, à qual imputavam o afundamento do navio sul-coreano muito sofisticado, um dos mais modernos com que conta a indústria norte-americana, que usa metais especiais, artigos que não vendem à Coreia do Norte”.

Ironizou sobre a acusação contra a Coreia do Norte, à qual culpam de usar um velho torpedo dos anos 1950. “Imagine, um velho torpedo contra esse navio sofisticado!”, comentou.

Assegurou que um analista norte-americano deu uma explicação lógica: “A Coreia do Sul estava fazendo uma manobra com seu aliado, os Estados Unidos. O difícil que tem este fato, o que custa muito admitir aos EUA, é que foram eles que afundaram o navio sofisticado da Coreia do Sul. Morreram 46 homens... Uma embarcação assim apenas pode ser explodida com uma mina. E foi o que fizeram”.

Fidel disse ter a certeza de que se esta situação com a Coreia fugia ao controle, a situação teria sido dramática, e lembrou a frase utilizada pelos coreanos: “haverá um mar de fogo, de chamas”. Reconheceu que “isso era o que pensava inicialmente, que o problema ia desatar-se por ai, porque ainda não estava a resolução (do Conselho de Segurança) sobre o Irã”.

Quando esta foi aprovada, “evidenciou-se que primeiro se desataria o conflito com o Irã, e depois na Coreia. A Coreia do Norte deve acompanhar com muita atenção o que acontecer no Irã uso e minh do Norte"tentos do que aconteça no Ira sao ois na Coreia.ai, porque ainda nao estava a resoluçao dñu ”.

A CRISE MAIS SÉRIA DE OBAMA

Fidel comentou as recentes declarações do acadêmico norte-americano Noam Chomsky, quem garantiu que a posição dos Estados Unidos frente ao Irã, ”é a crise de política externa mais séria que tenha enfrentado a administração de Obama”.

“O Irã é a maçã da discórdia”, assegurou Fidel, “porque certamente não vão poder inspecionar esse país. Há 31 anos, quando travaram a guerra química contra a revolução do aiatolá Khomeini, que derrubou sem armas o xá do Irã, esse país não tinha exército, tinha os Guardiões da Revolução”.

Fidel acrescentou que Ahmadineyad não é um improvisado — pode-se concordar com ele ou não — mas não é um improvisado. Calcular que os iranianos vão se ajoelhar e pedir perdão aos ianques é absurdo”.

Arguiu que os iranianos “levam 30 anos se preparando, com um desenvolvimento industrial, adquirindo aviões, radares, armas antiaéreas... Os russos comprometeram-se a fornecer-lhes o (míssil) S-300, mas o fazem muito devagar e ainda não os entregaram. Compraram todos os aviões que puderam comprar. Têm armas russas. Têm centenas de lançadeiras de mísseis. O Exército também dispõe de forças de ar, mar e terra. A Marinha também tem forças de ar, mar e terra. Os Guardiões da Revolução têm mais de um milhão de soldados. Estão treinando todas as pessoas maiores de 12 anos e menores de 60. E são 20 milhões de muçulmanos xiítas. Quem vai simpatizar com esse inimigo que quer destruir tudo e que, aliás, o diz abertamente.

Fidel assegurou que entre todas as potências nucleares dispõem de umas 20 mil armas nucleares e é ridículo o pretexto que alegam contra o Irã: “É ridículo este problema criado e todas as resoluções (do Conselho de Segurança da ONU). O risco de que o Irã desenvolve ou fabrique duas bombas nucleares daqui a dois ou três anos. Onde está a lógica? Todo esse grande problema é por causa disso.”

Segundo o Comandante-em-chefe, a verdadeira causa é “o controle, a influência que tem o Estado de Israel sobre os Estados Unidos. Um país que em poucos anos se converteu numa potência nuclear”.

Afirmou que Cuba conhece muito bem acerca da experiência nuclear. “Nós estivemos sob o risco de que nos atacassem. Quando do governo de Ronald Reagan fizeram um teste nuclear no mar. Em um navio. Adivinhamos aquilo porque tínhamos as tropas viajando rumo à Namíbia”.

Através de Israel, “entregaram aos sul-africanos como 14 bombas nucleares, mais poderosas que as que jogaram em Hiroshima e Nagasaki. Essa circunstância não é nova. Nós tínhamos ali (Angola) uns 60 mil homens avançando. E já tínhamos vivido sob o risco de uma experiência nuclear”.

Lembrou o momento em que os soviéticos instalaram seus projéteis nucleares em Cuba, que, por sinal, nós não gostávamos muito, porque quando fizemos esta Revolução, não contamos com nenhuma aliança com a URSS”. Essa aliança “foi boa para nós, porque quando (os EUA) nos tiraram o petróleo, (a URSS) nos forneceu petróleo. Não estamos falando sem ter vivido uma experiência: vivemo-la em 1962 e em 1970 e pouco, durante uma missão internacionalista. E adotamos todas as medidas: avançarmos e refugiarmo-nos sob a terra. Não podíamos esperar uma casualidade. Tudo foi verificado. Nem sequer Mandela sabe o que fizeram com essas armas nucleares. Perguntei-lhe: “Ninguém sabe!”, disse. Lavaram-nas. Nunca atuaram de forma limpa.”

Por acaso pode-se brincar com isso?”, acrescentou. “Se você fala da hipótese não vai convencer ninguém. Não é preciso dramatizar, porque os fatos são dramáticos mesmo.“

O Comandante-em-chefe anunciou novas análises sobre estes perigosos acontecimentos para a Humanidade em sua reflexão publicada no site Cubadebate, na noite de domingo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Reflexões do companheiro Fidel

A origem das guerras


No dia 14 de julho afirmei que os Estados Unidos não cederiam também não o Irã; “um pelo orgulho dos poderosos, e outro, pela resistência ao jugo e a capacidade para combater, como ocorreu tantas vezes na história...”


Em quase todas as guerras uma das partes deseja evitá-la, e às vezes, as duas. Nesta ocasião teria lugar, embora uma das partes não o desejasse, mesmo como aconteceu nas duas guerras mundiais de 1914 e 1939, com apenas 25 anos de distância entre o primeiro e o segundo estalidos.


As matanças foram espantosas, não se teriam desatado sem erros prévios de cálculos. As duas defendiam interesses imperialistas, e achavam que obteriam seus objetivos sem o custo terrível que implicou.


No caso que nos ocupa, uma delas defende interesses nacionais, totalmente justos. A outra, tem como objetivo propósitos bastardos e grosseiros interesses materiais.


Fazendo uma análise de todas as guerras que tiveram lugar partindo da história conhecida de nossa espécie, uma delas procurou esses objetivos.


São absolutamente vãs as ilusões de que, nesta ocasião, esses objetivos serão atingidos sem a mais terrível de todas as guerras.


Num dos melhores artigos publicados pelo site Web Global Research, na quinta-feira 1 de julho, subscrito por Rick Rozoff, ele utiliza abundantes elementos de juízo os quais são inapeláveis sobre os propósitos dos Estados Unidos, que toda pessoa bem informada deve conhecer.


“... Pode-se vencer se um adversário sabe que é vulnerável a um ataque instantâneo e indetectável, abrumador e devastador, sem a possibilidade de defender-se ou de tomar represálias”, é o que segundo o autor pensam os Estados Unidos.


“... Um país que aspira a seguir sendo o único Estado na história que exerce a dominação militar de espectro completo na terra, no ar, nos mares e no espaço.”


“Que mantém e estende bases militares e tropas, grupos de combate de porta-aviões e bombardeiros estratégicos sobre e em quase cada latitude e longitude. Que o faz com um orçamento de guerra recorde posterior à Segunda Guerra Mundial de 708 bilhões de dólares para o próximo ano.”


Foi “ ...o primeiro país que desenvolveu e utilizou armas atômicas...”


“... os Estados Unidos conservam 1.550 ogivas nucleares posicionadas e mais 2.200 (segundo alguns cálculos 3.500) armazenadas, e uma tríade de veículos de lançamento terrestres, aéreos e submarinos.”

“O arsenal não nuclear utilizado para neutralizar e destruir as defesas aéreas e estratégicas, potencialmente todas as forças militares importantes de outras nações, consistirá em mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos adaptados a lançamento desde submarinos, mísseis cruzeiro e bombardeiros hipersônicos, e bombardeiros estratégicos "super-stealth" capazes de evitar a detecção por radar e assim evitar as defesas baseadas em terra e ar.

Rozoff enumera as abundantes entrevistas coletivas, reuniões e declarações nos últimos meses dos chefes do Estado Maior Conjunto e dos altos oficiais executivos do governo dos Estados Unidos.

Explica os compromissos com a NATO, e a cooperação reforçada dos sócios do Oriente Próximo, leia-se em primeiro lugar o Israel. Ele diz que: “os Estados Unidos também intensificam os programas de guerra espacial e cibernética com o potencial de paralisar os sistemas de vigilância e comando militar, de controle, de comunicações, informáticos e de inteligência de outras nações, levando-as à vulnerabilidade em todos os âmbitos, fora do tático mais básico.”


Fala da assinatura em Praga, no dia 8 de abril deste ano, do novo Tratado START entre e Rússia e os Estados Unidos, que “’... não contém nenhuma restrição sobre o potencial atual ou planificado de ataque global imediato convencional dos Estados Unidos. ‘"

Faz referência a numerosas notícias relacionadas com o tema, e representa com um exemplo desconcertante os propósitos dos Estados Unidos.

Assinala que “... ‘O Departamento de Defesa explora atualmente toda a gama de tecnologias e sistemas para uma capacidade de Ataque Global Imediato Convencional que poderia oferecer ao presidente opções mais verossímeis e tecnicamente adequadas para encarar ameaças novas e em desenvolvimento."

Sustento o critério de que nenhum presidente, nem sequer o mais experiente chefe militar, teria um minuto para saber o que deverá ser feito se não estiver já programado em computadores.

Rozoff, imperturbável, relata o que afirma Global Security Network numa análise intitulada: “’Custo de ensaiar um míssil estadunidense de ataque global poderia atingir os 500 milhões de dólares”’ de Elaine Grossman.

“‘O governo de Obama solicitou 239.9 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento de ataque global imediato por parte dos serviços militares no ano fiscal 2011... Se os níveis de financiamento se mantêm nos próximos anos como foi antecipado, o Pentágono haverá gastado uns 2 bilhões de dólares em ataque global imediato para o fim do ano fiscal 2015, segundo documentos orçamentários apresentados no mês passado ao Congresso’."

“Um cenário horripilante comparável aos efeitos de um ataque de PGS, este da versão baseada no mar, apareceu há três anos em Popular Mechanics:

"No Pacífico, emerge um submarino nuclear da classe Ohio, pronto para a ordem de lançamento do presidente. Quando chega a ordem, o submarino dispara ao céu um míssil Trident II de 65 toneladas. Depois de 2 minutos, o míssil voa a mais de 22.000 quilômetros por hora. Por sobre os oceanos e fora da atmosfera acelera durante milhares de quilômetros.

"’ Na cúspide de sua parábola, no espaço, as quatro ogivas do Trident se separam e começam sua descida para o planeta.

"’ Voando a 21.000 km/h, as ogivas vão repletas de barras de tungstênio com o dobro da resistência do aço.

"’ Sobre o objetivo, as ogivas explodem, fazendo chover na área milhares de barras - cada uma com 12 vezes a força destruidora de uma bala de calibre 50. Tudo o que se encontra na área de 279 metros quadrados dessa vertiginosa tormenta metálica é aniquilado. ’"

A seguir Rozoff faz referência à declaração feita no dia 7 de abril deste ano pelo chefe do Estado Maior Conjunto das forças armadas russas, general Leonid Ivashov num artigo intitulado “’A surpresa nuclear de Obama’ ”

Nele faz referência ao discurso do Presidente dos Estados Unidos em Praga no ano passado com as palavras seguintes: " ‘A existência de milhares de armas nucleares é o legado mais perigoso da Guerra Fria’ — e sua assinatura do acordo START II na mesma cidade em 8 de abril, o autor disse:

"Não se pode descobrir na história dos Estados Unidos durante o século passado um só exemplo de serviço sacrificatório das elites estadunidenses para a humanidade ou para os povos de outros países. Seria realista esperar que a chegada de um presidente afro-estadunidense à Casa Branca mude a filosofia política do país, orientada tradicionalmente a conseguir a dominação global? Os que crêem que algo semelhante seja possível deveriam tratar de compreender por que os Estados Unidos — o país com um orçamento militar maior do que os de todos os demais países do mundo em seu conjunto — continuam a gastar enormes somas de dinheiro em preparativos para a guerra’."

"... ‘O conceito de Ataque Global Imediato prevê um ataque concentrado utilizando vários milhares de armas convencionais de precisão, entre 2 e 4 horas, que destruiria as infra-estruturas críticas do país objetivo e assim o obrigaria a capitular’."

"’O conceito do Ataque Global Imediato tem o propósito de assegurar o monopólio dos Estados Unidos no campo militar e ampliar a brecha entre esse país e o resto do mundo. Em combinação com o deslocamento de defesa de mísseis que supostamente deveria manter os Estados Unidos imunes contra ataques de represálias da Rússia e da China, a iniciativa de Ataque Global Imediato converterá Washington num ditador global da era moderna’.”

"’Essencialmente, a nova doutrina nuclear dos Estados Unidos é um elemento da nova estratégia de segurança dos Estados Unidos que seria descrita de modo mais adequado como a estratégia da impunidade total. Os Estados Unidos aumentam seu orçamento militar, dão rédea à OTAN como gendarme global, e planejam exercícios numa situação real no Irã para provar a eficiência na prática da iniciativa de Ataque Global Imediato. Ao mesmo tempo, Washington fala de um mundo totalmente livre de armas nucleares’."

Em essência, Obama pretende enganar o mundo falando de uma humanidade livre de armas nucleares, que seriam substituídas por outras destrutivas demais, porém idôneas para aterrorizar os que dirigem os Estados e lograr a nova estratégia de impunidade total.

Os ianques acham que a rendição do Irã será em breve. Espera-se que a União Européia informe um pacote de sanções próprias a serem assinadas em 26 de julho.

O último encontro de 5+1 foi realizado no dia 2 de julho, depois que o Presidente iraniano Mahmud Ahmadineyad afirmasse que “seu país voltará às conversas no final de agosto com a participação do Brasil e da Turquia”.

Um alto funcionário da UE “advertiu que nem o Brasil nem a Turquia serão convidados para participarem nas conversações, pelo menos não a esta altura.”

“O chanceler iraniano Manouchehr Mottaki, declarou-se ser a favor do desafio às sanções internacionais e continuar com o enriquecimento de urânio.”

Desde terça-feira 5 de julho alegam, perante a reiteração européia, que promoverão medidas adicionais contra o Irã; esse país respondeu que não negociará até setembro.

Cada dia diminuem mais as possibilidades de ultrapassar o insuperável obstáculo.

O que acontecerá é tão evidente que pode ser previsto de maneira quase exata.

Pela minha parte, devo fazer-me uma autocrítica, errei ao afirmar na Reflexão de 27 de junho que na quinta-feira, na sexta ou a mais tardar o sábado se desencadearia o conflito. Era bem conhecido que navios de guerra israelitas navegavam rumo a esse objetivo juntamente com as forças navais ianques. A ordem de revista dos navios mercantes iranianos já tinha sido dada.

Não reparei, contudo, que havia um passo prévio: a constância da negação da permissão para a inspeção do navio mercante por parte do Irã. Na análise da tortuosa linguagem do Conselho de Segurança, impondo sanções contra esse país, não me apercebi desse detalhe para que a ordem de inspeção adquirisse total vigência. Era o único que faltava.

No dia 8 de agosto cumpre-se o prazo de 60 dias, dado pelo Conselho de Segurança em 9 de junho, para receber a informação sobre o cumprimento da Resolução.

Mas aconteceria algo mais lamentável. Eu trabalhava com o último material elaborado sobre o delicado tema pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba e o citado documento não continha dois parágrafos chaves que eram os últimos dessa resolução e expressam na íntegra:

“Solicita que, num prazo de 90 dias, o Diretor Geral da OIEA presente à Junta de Governadores da OIEA e, paralelamente, ao Conselho de Segurança, para ser examinado, um relatório no qual fique demonstrado que o Irã suspendeu total e categoricamente todas as actividades mencionadas na resolução 1737 (2006), e se está aplicando todas as medidas que exige a Junta de Governadores da OIEA e cumprindo as outras disposições das resoluções 1737, 1747, 1803 e da presente resolução;

“Afirma que examinará as ações do Irã à luz do relatório mencionado no parágrafo 36, a ser apresentado em 90 dias, e que: a) suspenderá a implementação das medidas se o Irã cessa todas as atividades relacionadas com o enriquecimento e o reprocessamento, inclusive a pesquisa e o desenvolvimento, e enquanto durar a suspensão, que verificará a OIEA, de forma a possibilitar negociações de boa fé a fim de chegar a um resultado em breve e mutuamente aceitável;

b) deixará de aplicar as medidas especificadas nos parágrafos 3,4,5,6,7 e 12 da resolução 1737, bem como nos parágrafos 2,4,5,6, e 7 da resolução 1747, nos parágrafos 3,5,7,8,9,10 e 11 da resolução 1803 e nos parágrafos 7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,21,22,23 e 24 da presente resolução, logo que o determinar, após receber o relatório mencionado no parágrafo anterior, que o Irã cumpriu totalmente suas obrigações em virtude das Resoluções do Conselho de Segurança e as exigências da Junta de Governadores da OIEA, quando confirmado pela própria Junta; e c) no caso em que no relatório indique que o Irã não cumpriu o disposto nas resoluções 1737, 1747, 1803 e na presente Resolução, adotará segundo o Artigo 41 do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas outras medidas para persuadir o Irã a cumprir o disposto nessas resoluções e as exigências da OIEA, e sublinha que deverão ser adotadas outras decisões caso tais medidas adicionais sejam necessárias...”


Algum companheiro do Ministério, após o trabalho esgotante de muitas horas na máquina tirando cópias de todos os documentos, dormiu. Meu afã de buscar informação e trocar pontos de vista sobre estes delicados temas, permitiu-me descobrir esta omissão.


Acho que os Estados Unidos e seus aliados da OTAN disseram sua última palavra. Dois estados poderosos com autoridade e prestígio não exerceram seu direito a vetar a pérfida resolução da ONU.


Era a única possibilidade de ganhar tempo para buscar alguma fórmula para salvar a paz, objetivo que lhes proporcionaria maior autoridade para continuar lutando em favor dela.


Hoje todo está suspenso de um tênue fio.


Meu principal propósito foi advertir a opinião pública internacional do que estava acontecendo.


O consegui em parte observando o que acontecia, como dirigente político que fui durante longos anos enfrentando o império, seus bloqueios e seus inqualificáveis crimes. Mas, não o faço por vingança.


Não hesito em correr os riscos de comprometer minha modesta autoridade moral.


Continuarei escrevendo Reflexões sobre o tema. Serão várias mais depois desta, para continuar aprofundando em julho e agosto, salvo se ocorresse algum incidente que ponha em funcionamento as mortíferas armas que hoje se apontam umas às outras.


Desfrutei muito as partidas finais da Taça Mundial de Futebol e as de volei onde nossa valente equipe encabeça seu grupo na Liga Mundial desse esporte.



Fidel Castro Ruz

11 de Julio de 2010

20h14

CUBA - Aparição Pública de Fidel Castro

Publicado por : Redação Viva Cuba 11 jul, 2010


O Líder Revolucionário de Fidel Castro fez SUA Primeira Aparição Pública, Desde Que Ficou Doente HÁ Quatro anos, em Uma Visita na última Quarta- feira , dia 7, um hum Centro de Pesquisas em Havana, informou não Sábado, dia 10, o sítio e blogueiros Correspondentes da Revolução .

Fotos tiradas com câmera de Uma de celular e não publicadas blog Mostram Fidel sorrindo e conversando com a Pessoas Que se reuniam um Seu Redor QUANDO deixava o Centro Nacional de Investigações Científicas parágrafo , Por Ele Criado em 1965 n º Realizar estudos em áreas naturais Como ciência e medicina.

A blogueira Rosa C. Baez Escreveu Que Fidel Foi Visto Fazendo Uma surpresa visita " "Ao centro nd Quarta- feira cumprimentar e n. Parou e mandar " beijos "para o grupo Que Esperava Por Uma chance par vê- lo.

"Ele magro esta, Mas Bem Pareceu e , segundo Nosso Diretor , ESTA Muito Lucido ", Baez Disse que blogueiros e Correspondentes da Revolução .

Nas fotos , Fidel esportivo casaco veste um, costuma Como Fazer Todas Quase como em divulgadas Fotografías Desde Tratamento Seu Que Ele comecou . Ele Foi Visto em fotos e vídeos Apenas ocasionalmente Desde Que foi submetido uma cirurgia intestinal Uma de Emergência em julho de 2006.



Leia mais em:

http://convencao2009.blogspot.com/2010/07/primeira-visita-de-fidel-depois-de-2006.



http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=4982

sábado, 10 de julho de 2010

EUA - Danny Glover grava vídeo pelos 5 Herois

Publicado por: Redação Cuba Viva 7 jul, 2010

O ator norte-americano Danny Glover narrou conto de Gerardo Hernández, um dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos por suposta espionagem, em gravação recentemente divulgada pela internet.

¨Gerardo y Cardenal¨ relata a história de um passarinho que acompanhou Hernandéz na Prisão Federal de Victorville, Califórnia, e apresenta uma perspectiva do preso sobre sua situação.

Hernandez, junto com Antonio Guerrero, Ramon Labanino, Fernando Gonzalez e Rene Gonzáles, está detido desde 1998 e foi condenado, em 2001, por espionar bases militares e grupos de exilados cubanos. Segundo as autoridades norte-americanas, Hernández e seus companheiros forneciam informações secretas ao governo do então presidente Fidel Castro.

Havana reconhece que enviou os cinco presos para a Florida, com o propósito de vigiar ações terroristas que estavam sendo planejadas contra alvos cubanos. Mas afirma que todas as informações apuradas foram repassadas ao presidente dos Estados Unidos na época, Bill Clinton.

Cuba pede há anos, com apoio de diversos países, que a Justiça dos Estados Unidos liberte os cinco homens, considerados inocentes na ilha. O julgamento, de acordo com autoridades cubanas, desrespeitou normas legais e sofreu pressão dos circulos anti-castristas da Florida.

Leia mais:

Fidel reage a críticas de Obama sobre liberdade de expressão e o chama de “crente fanático” (http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=3395 )

Cuba, direitos humanos e hipocrisia (http://operamundi.uol.com.br/colunas_ver.php?idConteudo=1060)


Cuba, Israel e a dupla moral (http://operamundi.uol.com.br/colunas_ver.php?idConteudo=1073)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CHÁVEZ E CORREA PROMOVEM PRIMEIRA OPERAÇÃO CONJUNTA DE COMPRA E VENDA COM SUCRE

.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o do Equador, Rafael Correa, realizaram nesta terça-feira (6/7) sua primeira transação financeira pelo Sucre (Sistema Único de Compensação Regional). Caracas, por meio do Banco da Venezuela, transferiu - pela internet e ao vivo na TV - 1.984.015 sucres para o Banco Central do Equador pela compra de mais de cinco mil toneladas de arroz. O dinheiro será repassado ao Banco Nacional de Fomento equatoriano.

A meta, segundo os dois presidentes - reunidos em Caracas para um série de encontros bilaterais -, é minimizar os custos e evitar o uso de moedas extrarregionais, como o dólar, no comércio entre os países. Correa destacou que o uso do Sucre "permite sair da dependência do dólar e, com isso, diminuir custos", mas admitiu que como seu país não tem moeda nacional e que a de uso comum é a americana, os exportadores nacionais continuarão recebendo dólares.

O presidente equatoriano destacou que com este método, que já é utilizado por Brasil e Argentina, será possível efetuar no futuro qualquer outra transação, incluindo o envio de remessas a familiares.

Já Chávez disse que a fuga de divisas continuará sendo combatida graças ao Sucre, já que os exportadores de seu país poderão fazer suas transações sem a necessidade de recorrer ao Estado em busca de divisas.

O Sucre foi adotado em 2009 pelos membros da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) para agilizar e diminuir custos das transações comerciais e conseguir uma maior independência sobre o dólar, mas o instrumento só foi ratificado formalmente por Cuba, Equador e Venezuela.

Além destes três países, a Alba, que considera o Sucre um passo importante em direção à soberania monetária regional, é formada por Antígua e Barbuda, Bolívia, Dominica, Nicarágua, São Vicente e Granadinas.

Projetos

Os dois presidentes também debateram o projeto de construção de uma refinaria no Equador para processar 300 mil barris de petróleo equatoriano e venezuelano e previram sua entrada em operação para meados da década, conjuntamente com um adicional "polo petroquímico".

Sobre a operação militar contra o narcotráfico nas fronteiras de seus países com a Colômbia, Chávez esclareceu que ela é considerada conjunta porque Quito e Caracas compartilham as táticas de luta.

Acompanhado em San Lorenzo por um general do Exército e outro da Polícia Nacional, o vice-ministro do Interior equatoriano, Edwin Jarrín, reportou que nove mil soldados participaram da operação na fronteira com a Colômbia, na qual foi encontrado um submarino dotado de "alta tecnologia" e recém fabricado.

Do lado venezuelano, o general Néstor Reverol, diretor do Escritório Nacional Antidrogas (ONA), disse, em Machiques, que, da mesma forma que no Equador, não foram encontrados cultivos ilícitos na Venezuela.

Na operação do lado venezuelano, que envolveu 1.800 soldados, segundo ele, foram encontradas e destruídas cinco pistas de aterrissagem clandestinas, assim como um acampamento com dois laboratórios para fabricar cocaína.


SUCRE NACE PARA REEMPLAZAR UTILIZACIÓN DE MONEDA EXTRARREGIONAL

Caracas, 06 Jul. AVN.- El Sistema Único de Compensación Regional (Sucre) con el firme objetivo de reemplazar la utilización de monedas extrarregional en los intercambios comerciales entre los países miembros de la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba).

Dicho nuevo instrumento financiero, fue aprobado el pasado jueves 16 de abril, luego de la firma del acuerdo marco, en la VII Cumbre Extraordinaria de Jefes de Estado que integran al Alba, a los fines de no depender del dólar en sus transacciones y aminorar los costos de los intercambios comerciales.

En poco más de un año este sistema único de compensación, cuyo valor fue definido en 1,25 dólares, se perfila en instrumento confiable para los intercambios regionales, de hecho ya Cuba, Venezuela y Ecuador han lo ratificado al realizar sus primeras transacciones.

En febrero de 2010 empezaron las transacciones con el Sucre. En la primera operación comercial, Venezuela exportó 360 toneladas de arroz para Cuba.

Este martes, la República del Ecuador y Venezuela hicieron su primera operación comercial por 150 mil toneladas métricas de arroz paddy, donde el comprador la Corporación Casa hizo las veces de comprador y el proveedor fue el Banco Nacional de Fomento del Ecuador.

De igual forma, Bolivia anunció la compra de cemento asfáltico venezolano, mientras Venezuela importará de ese país madera, alimentos, textiles y artesanía.

El presidente Hugo Chávez, durante la firma del tratado constitutivo, acordado en octubre del 2009 en Cochabamba, Bolivia, resaltó la importancia histórica de este compromiso de los países con el largo proceso de integración regional a favor de los pueblos.

"El Sucre es un paso importante para nuestra soberanía monetaria, para liberarnos de la dictadura del dólar que el imperio yanqui le impuso al mundo", manifestó Chávez.

Luego de estas importantes transacciones hechas por Venezuela, Cuba y Ecuador, se espera que los demás integrantes del Alba se vayan sumando a esta iniciativa y utilicen el Sucre para intercambios en busca de un comercio justo entre los pueblos de Latinoamérica.
 
07/2010 - 08:40

Agência Efe
Caracas

terça-feira, 6 de julho de 2010

VIVA ALÉCIO VERZOLA

O deputado Sargento Amauri Soares fez, na Tribuna da Assembleia Legislativa, homenagem para o militante comunista Alécio Verzola, que faleceu no dia 3 de julho.




http://www.youtube.com/watch?v=KJu7UJEs8F8

A felicidade impossível / Fidel

PROMETI que seria o homem "mais feliz do mundo se estava errado" e infelizmente minhá felicidade duraria muito pouco.

Ainda não concluiu a Copa Mundial de Futebol. Restam seis dias para o jogo final.

Que extraordinária oportunidade perderão, possivelmente, o império e o Estado fascista de Israel para manter afastadas as mentes da imensa maioria dos habitantes do planeta de seus problemas fundamentais!

Quem terá reparado nos funestos planos do império com relação ao Irã e seus burdos pretextos para agredi-lo?

Ao mesmo tempo me pergunto: o que fazem pela primeira vez os navios de guerra israelenses nos mares do Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e nas áreas marítimas do Irã?

É possível imaginar que os porta-aviões nucleares ianques e os navios de guerra israelenses vão sair dali com o rabo entre as pernas, quando se cumpram os requisitos da Resolução 1929 de 9 de junho de 2010 aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que mantém a autorização para a inspeção dos navios e aeronaves iranianas com a possibilidade de levá-la a cabo no território de qualquer Estado e que esta vez autoriza a fazê-lo aos navios no alto-mar?

A Resolução também estabelece que não se realizaria a inspeção dos navios iranianos sem a autorização do Irã. Nesse caso a denegação seria objeto de análise.

Outro elemento mais é a possibilidade de confiscar o inspecionado, de confirmar-se que descumpre o disposto pela Resolução.

Um Irã desarmado foi vítima daquela guerra cruel com o Iraque onde os Guardiões da Revolução limpavam os campos de minas avançando sobre as mesmas.

Este não é o caso atual. Em Reflexões anteriores expliquei que Mahmud Ahmadineyad foi chefe dos Guardiões da Revolução no oeste do Irã, que levou o peso principal daquela guerra.

Anos depois, um governo do Iraque, valente e audaz,enviou a maioria de sua Guarda Republicana e se anexou o Emirado Arabe de Kuweit rico em petróleo, que foi presa fácil.

O governo do Iraque mantinha estreita amizade com Cuba, e lhe prestávamos colaboração em importantes serviços médicos desde os tempos em que não estava em guerra com ninguém. Nosso país tentou convencê-lo de que abanadonara Kuweit e terminara a guerra que tinha provocado a partir de pontos de vista errados.

Hoje se conhece que uma medíocre embaixadora ianque, que tinha excelentes relações com o governo do Iraque, foi que o levou a cometer o erro.

Bush pai atacou seu antigo aliado dirigindo uma potente coligazão com uma forte composição árabe-muçulmana-sunita de países que fornecem de petróleo a grande parte das nações industrializadas e ricas, que avançou do sul do Iraque para impedir a retirada da Guarda Republicana que retrocedia rumo a Bagdade, e que por prudência da infantaria da Marinha e das Forças Armadas dos Estados Unidos — sob a direção de Colin Powell, general com prestígio, e posteriormente secretário de Estado de George W. Bush — fugiu para a capital do Iraque.

Como vingança, utilizaram contra ela os projéteis contaminados com urânio empobrecido com os quais pela primeira vez experimentaram o dano que poderiam ocasionar nos soldados adversários.

O Irã ao qual este momento ameaçam com seus exércitos de ar, mar e terra, de religião muçulmana-xiita, em nada se parece com a Guarda Republicana que atacaram impunemente no Iraque.

O império está a ponto de cometer um erro impagável sem que nada o possa impedir. Avança inexoravelmente para um destino funesto.

A única coisa que pode afirmar-se é que houve quartas de final na Copa Mundial de Futebol. Desta forma os fanáticos do esporte desfrutamos das emocionantes partidas onde vimos coisas incríveis . Afirma-se que, em 36 anos, o time da Holanda não perdia, sexta-feira, em partidas da Copa Mundial de Futebol. Somente graças aos computadores poderia saber-se isto.

O fato real é que o Brasil foi eliminado das quartas de final da Copa.

Um juiz deixou o Brasil fora da mesma. Ao menos essa foi a impressão que repetiu constantemente um excelente narrador da televisão cubana. Depois a FIFA declarou que a decisão do árbitro era correta.

Depois, o mesmo juiz deixou o Brasil com 10 jogadores num momento decisivo, quando ainda restava mais da metade do segundo tempo. Com certeza essa não foi nunca a intenção do árbitro.

Ontem foi eliminado o time da Argentina. Nos primeiros minutos a seleção alemã, através do meio-campo Müller, surpreendeu a confiada defensa e o goleiro argentino, conseguindo marcar um gol.

Posteriormente, não menos de 10 vezes os dianteiros argentinos, por uma vez do time alemão, não conseguiram marcar um gol.

Ao contrário, o time alemão marcou três mais e até a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, aplaudia sem cessar.

Desta forma, novamente, um dos times favoritos perdeu. Mais de 90% dos fanáticos do futebol em Cuba ficaram estupefatos.

A maioria dos amadores desse esporte nem sequer sabem em qual continente está o Uruguai. Um final entre países europeus será o mais descolorido e anti-histórico desde que esse esporte nasceu no mundo.

Não obstante, aconteceram fatos na esfera internacional que não têm nada a ver com os jogos de azar e sim com a lógica elementar que rege os destinos do império.

Várias notícias tornaram-se públicas nos dias 1, 2 e 3 de julho.

Todas têm a ver com um mesmo fato: em 2 de julho, as grandes potências representadas no Conselho de Segurança das Nações Unidas com direito ao veto, mais a Alemanha, instaram o governo do Irã a dar "uma rápida resposta" ao convite feito para retornar às negociações pelo seu programa nuclear.

O presidente Barack Obama assinou o dia anterior uma lei que amplia as medidas existentes contra os setores energético e bancário do Irã, e que poderia penalizar a companhias que negociem com o governo de Teerã. Isto é, o bloqueio rigoroso e a estrangulação do Irã.

O presidente Mahmud Ahmadineyad afirmou que seu país retornará ao diálogo nos finais de agosto e destacou que no mesmo deverão participar países como o Brasil e Turquia, os dois únicos membros do Conselho de Segurança que se opuseram às sanções em 9 de junho.

Um funcionário de alto rango da União Europeia advertiu, desprezativamente, que nem o Brasil nem Turquia serão convidados a participar das conversações.

Não faz falta mais para tirar as conclusões pertinentes.

Nenhuma das duas partes vai ceder; uma pelo orgulho dos poderosos, e outra, pela resistência à sujeição e sua capacidade para combater, como tem acontecido tantas vezes na história do homem.

O povo do Irã, nação de milenárias tradições culturais, se defenderá sem dúvida alguma dos agressores. É incompreensível que Obama creia seriamente que o Irã vai ceder a suas exigências.

O presidente desse país e seus líderes religiosos, inspirados na Revolução Islâmica de Ruhollah Jomeini, criador dos Guardiões da Revolução, as Forças Armadas modernas e o novo Estado do Irã, resistirão.

Os povos pobres do mundo, que não temos nenhuma culpa do colossal enredo criado pelo imperialismo, situados neste hemisfério ao sul dos EUA, os demais situados a oeste, centro e sul da áfrica , e os outros que possam ficar indenes da guerra nuclear no resto do planeta, não temos outra alternativa que enfrentar as consequências da catastrófica guerra nuclear que em breve tempo vai estalar.

Infelizmente não tenho nada que retificar e sou responsável pelo escrito nas últimas Reflexões.




Fidel Castro Ruz



4 de julho de 2010



17h36

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Frustram ataque suicida contra base militar em Paquistán

Escrito por Beatriz Quintana Valle

lunes, 05 de julio de 2010



05 de julio de 2010, 06:58Islamabad, 5 jul (Prensa Latina) Forças de segurança paquistaníes mataram hoje a quatro atacantes suicidas que tentaram penetrar em uma base militar do noroeste do país, a bordo de dois veículos carregados de explosivos, informaram fontes castrenses.



De acordo com um comunicado emitido pelo departamento de Relações Públicas do Exército, o frustrado ataque teve lugar nas primeiras horas desta segunda-feira na região de Baixo Dir, cerca da fronteira com Afeganistão.



No intercâmbio de disparos à entrada da base ocupada por forças paramilitares morreu também um dos agentes que custodiava a instalação, e outros sete resultaram feridos, informou, por sua vez, a cadeia de televisão DawnNews.



Segundo o reporte, os dois veículos carregados de explosivos foram destruídos, e seus quatro ocupantes abatidos pelo fogo das forças de segurança.



Enquanto, o canal de televisão Geo News assegurou que dois dos atacantes lançaram granadas de mão contra a garita da entrada do quartel, enquanto um terceiro se fez estallar na porta do mesmo ao percatarse de que não poderiam penetrar na base. Geo News, que citou fontes policiais, apontou que 11 agentes de segurança e um civil resultaram feridos.



mb/asg/nm

05 de julio de 2010 )

La felicidad imposible / Fidel

4 Julio 2010

Prometí que sería el hombre “más feliz del mundo si estaba equivocado” y desgraciadamente mi felicidad duraría muy poco.

Todavía no ha concluido la Copa Mundial de Fútbol. Faltan aún seis días para el partido final.

¡Qué extraordinaria oportunidad se perderán posiblemente el imperio yanki y el Estado fascista de Israel para mantener apartadas las mentes de la inmensa mayoría de los habitantes del planeta de sus problemas fundamentales!

¿Quién se habrá percatado de los siniestros planes del imperio con relación a Irán y sus burdos pretextos para agredirlo?

Al mismo tiempo me pregunto: ¿qué hacen por primera vez los buques de guerra israelitas en los mares del Golfo Pérsico, el Estrecho de Ormuz y las áreas marítimas de Irán?

¿Es posible imaginar que de allí se marcharán los portaaviones nucleares yankis y los buques de guerra israelitas con el rabo entre las piernas, cuando se cumplan los requisitos contenidos en la Resolución 1929 del 9 de junio de 2010 aprobada por el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, que mantiene la autorización para la inspección de los buques y aeronaves iraníes con la posibilidad de llevarla a cabo en el territorio de cualquier Estado y que esta vez autoriza a hacerlo a los buques en altamar?

La Resolución establece también que no se realizaría la inspección de los buques iraníes sin el consentimiento de Irán. En ese caso, la denegación sería objeto de análisis.

Otro elemento añadido es la posibilidad de confiscar lo inspeccionado, si se confirma que incumple lo dispuesto por la Resolución.

Un Irán desarmado fue víctima de aquella cruel guerra con Iraq en la que masas de Guardianes de la Revolución limpiaban los campos de minas avanzando sobre las mismas.

Este no es el caso de hoy. Expliqué en Reflexiones anteriores que Mahmud Ahmadineyad fue jefe de los Guardianes de la Revolución en el Oeste de Irán, que llevó el peso principal de aquella guerra.

Años más tarde, un gobierno de Iraq envalentonado envió el grueso de su Guardia Republicana y se anexó el Emirato Árabe de Kuwait rico en petróleo, que fue presa fácil.

El gobierno de Iraq mantenía con Cuba estrecha amistad y se le prestaba, desde los tiempos en que no estaba en guerra con nadie, importantes servicios de salud. Nuestro país trató de persuadirlo de que abandonara Kuwait, y pusiera fin a la guerra que había provocado a partir de puntos de vista erróneos.

Hoy se conoce que una mediocre embajadora yanki, que sostenía con el Gobierno de Iraq excelentes relaciones, lo indujo al error cometido.

Bush padre atacó a su antiguo amigo dirigiendo una potente coalición con una fuerte composición árabe-musulmana-sunita de países que abastecen de petróleo a gran parte de las naciones industrializadas y ricas, la cual avanzó desde el Sur de Iraq para cortar la retirada a la Guardia Republicana que se replegaba hacia Bagdad, la que por prudencia de la Infantería de Marina y las Fuerzas Armadas de Estados Unidos -bajo la dirección de Colin Powell, general con prestigio, y posteriormente Secretario de Estado de George W. Bush- escapó hacia la capital de Iraq.

Por pura venganza, contra ella utilizaron los proyectiles contaminados con uranio empobrecido con los que por primera vez experimentaron el daño que podrían ocasionar en los soldados adversarios.

El Irán al que en este momento amenazan, con sus ejércitos de aire, mar y tierra, de religión musulmana-chiíta, en nada se parece a la Guardia Republicana que atacaron impunemente en Iraq.

El imperio está a punto de cometer un impagable error sin que nada lo pueda impedir. Avanza inexorablemente hacia un siniestro destino.

Lo único que puede afirmarse es que hubo cuartos de final en la Copa Mundial de Fútbol. De ese modo los fanáticos del deporte pudimos disfrutar los emocionantes partidos en que vimos cosas increíbles. Se afirma que, en 36 años, el equipo de Holanda no perdía un viernes en partidos de la Copa Mundial de Fútbol. Únicamente gracias a las computadoras podría sacarse esa cuenta.

El hecho real es que Brasil fue eliminado de los cuartos de final de la Copa.

Un juez dejó a Brasil fuera de la misma. Al menos esa fue la impresión que no se cansó de repetir un excelente narrador de la televisión cubana. Después la FIFA declaró que era correcta la decisión arbitral.

Más adelante, el mismo juez dejó a Brasil con 10 jugadores en un momento decisivo, cuando faltaba todavía más de la mitad del segundo tiempo del partido. Con seguridad que esa no fue nunca la intención del árbitro.

Ayer fue eliminada Argentina. En los primeros minutos el equipo alemán, a través del mediocampista Müller, sorprendió a la confiada defensa y al portero argentino logrando obtener un gol.

Con posterioridad, no menos de 10 veces los delanteros argentinos, por una del equipo alemán, no lograron un gol.

Por el contrario, el equipo alemán anotó tres más, y hasta Angela Merkel, Canciller Federal de Alemania, aplaudía rabiosamente.

Así, nuevamente, uno de los equipos favoritos perdió. De ese modo, más del 90% de los fanáticos del fútbol en Cuba quedaron estupefactos.

La inmensa mayoría de los amantes de ese deporte ni siquiera saben en qué continente está Uruguay. Un final entre países europeos será lo más descolorido y antihistórico desde que nació ese deporte en el mundo.

En cambio, ocurrieron hechos en la esfera internacional que no tienen nada que ver con los juegos de azar y sí con la lógica elemental que rige los destinos del imperio.

Una serie de noticias vieron la luz los días 1, 2 y 3 de julio.

Todas giran en torno a un hecho: las grandes potencias representadas en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas con derecho al veto, más Alemania, instaron el dos de julio al Gobierno de Irán a dar “una pronta respuesta” a la invitación que se le hiciera para retornar a las negociaciones por su programa nuclear.

El Presidente Barack Obama firmó el día anterior una Ley que amplía las medidas existentes contra los sectores energético y bancario de Irán, y podría penalizar a compañías que realicen negocios con el Gobierno de Teherán. Es decir, el bloqueo riguroso y el estrangulamiento de Irán.

El Presidente Mahmud Ahmadineyad afirmó que su país retomará las conversaciones a fines de agosto y destacó que en las mismas deben participar países como Brasil y Turquía, los dos únicos miembros del Consejo de Seguridad que se opusieron a las sanciones el 9 de junio.

Un funcionario de alto rango de la Unión Europea advirtió, despectivamente, que ni Brasil ni Turquía serán invitados a participar en las conversaciones.

No hace falta más para sacar las conclusiones pertinentes.

Ninguna de las dos partes cederá; una, por el orgullo de los poderosos, y otra, por la resistencia al yugo y la capacidad para combatir, como ha ocurrido tantas veces en la historia del hombre.

El pueblo de Irán, una nación de milenarias tradiciones culturales, se defenderá sin duda alguna de los agresores. Es incomprensible que Obama crea seriamente que se plegará a sus exigencias.

El Presidente de ese país y sus líderes religiosos, inspirados en la Revolución Islámica de Ruhollah Jomeini, creador de los Guardianes de la Revolución, las Fuerzas Armadas modernas y el nuevo estado de Irán, resistirán.

A los pueblos pobres del mundo, que no tenemos la menor culpa del colosal enredo creado por el imperialismo, ubicados en este hemisferio al Sur de Estados Unidos, los demás situados al Oeste, Centro y Sur de África, y los otros que puedan quedar indemnes de la guerra nuclear en el resto del planeta, no nos queda otra alternativa que enfrentar las consecuencias de la catastrófica guerra nuclear que en brevísimo tiempo estallará.

Desdichadamente no tengo nada que rectificar y me responsabilizo plenamente con lo escrito en las últimas Reflexiones.



Fidel Castro Ruz

Julio 4 de 2010

5 y 36 p.m.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Analisam direito a comunicação familiar de antiterroristas cubanos

jueves, 01 de julio de 2010



01 de julio de 2010, 16:22Havana, 1 jul (Prensa Latina) A III Conferência Internacional Mulher, Gênero e Direito analisará hoje em Cuba o direito humano à comunicação familiar no caso dos cinco antiterroristas desta nação presos nos Estados Unidos desde 1998.



O evento, com sede no Hotel Nacional, propiciará um diálogo aberto entre os 70 delegados de ao redor de 15 países, e Nuris Piñero, advogada das famílias dos lutadores e diretora do Escritório de Serviços Legais Especializados desta capital.



Olga Mesa, professora da Universidade de Havana, dissertará sobre as leis da igualdade de gênero, e Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, abordará aspectos relacionados com a educação sexual como política do Estado.



Durante a sessão anterior da Conferência, os delegados estrangeiros conheceram o protagonismo da mulher cubana na obra da Revolução, e os esforços do Estado para que atinjam seus plenos direitos.



Segundo os organizadores do evento, elas formam 46,7 por cento da força trabalhista do país e constituem o maior número de profissionais egressos das universidades.



rc/ydg/bj

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Carta abierta al señor Diego Armando Maradona

Por Carlos Malbrán

Para el caso que no ganemos el campeonato del mundo

Querido Diego, "Pelusa", "Pibe de Oro", "Diez", "Dios", "Gordo":

Quiero hacer memoria, para que no se te olvide a vos, ni a ninguno de los argentinos.

Eras un pibe de la villa miseria de Fiorito. Uno de esos asentamientos informales, insalubres y laberínticos, de viviendas precarias en las que se hacinan los desplazados. Síntoma brutal de la marginación y la pobreza, del que los políticos prefieren no hablar porque es poner en duda toda la estructura legal del sistema.

Jugabas porque el fútbol es la expansión de los humildes, un acto atemporal que los saca de las desdichas cotidianas. La vida te había negado casi todo, y vos, como miles de chicos argentinos, con tus zapatos rotos, te desquitabas a patadas.

En 1973 alguien te dijo:

- Che pibe, vamos a armar un equipo para jugar en el “Torneo Evita”, ¿Entrás?

Con tus piernas flacas y tu rostro de “negrito”, te convertiste en la pesadilla del torneo, nadie quería enfrentarte. “Los Cebollitas”, (así se llamaban), se llevaron la copa y al año siguiente ganaron el Campeonato de la 8ª División. El conjunto se mantuvo invicto 136 partidos y gracias a que “Los Cebollitas” se convirtieron en una sensación, conociste Perú y Uruguay, donde los invitaron a jugar. No tenías 12 años y ya eras campeón.

A alguien se le ocurrió hacerte debutar en las inferiores del Club Argentino Juniors. Resultó fácil, fue el primer acto ilícito de tu vida: te cambiaron el nombre y mintieron la edad, agregándote dos años para que te aceptaran. Algo completamente inútil porque tu brillo era tal que cuando te vieron jugar, todos preguntaban: ¿Quién ese pibe? ¿De dónde salió ese prodigio?

Entonces decidieron que era mejor ponerte en el entretiempo de los partidos de la Primera División para que entretuvieras a la hinchada haciendo malabares con la pelota. Naciste mago. Siempre la pelota ha hecho todo lo que querés, ¿O será al revés?

Llegaste a la villa eufórico:

- ¡Mamá, me pagaron!

Doña Dalma te dio un beso y tu padre Diego te regaló una sonrisa y una palmada afectuosa. Hasta hay un viejo comercial de Coca Cola, donde se ve a aquel muchachito haciendo maravillas.

La primera vez que figuraste en los diarios, (esos que cada vez que pueden, intentan destruirte por tus ideas), tenías diez años. El Clarín decía: “Había un pibe con porte y clase de ‘crack’…”. Este periodista no sabía que aún faltaban por llenar muchas páginas hablando del “Pibe de Fiorito”. Porque en dos años ascendiste ocho divisiones en Argentinos Juniors, de novena a primera, y comenzaste a dibujar tu historia con goles: en 1978, aunque te consagraste como el goleador del Metropolitano, el flaco Menotti te dejó fuera de la Selección que ganó el campeonato porque eras muy niño, pero al año siguiente nos trajiste la Copa del Mundial Juvenil.

Por ese tiempo, aunque River te quería contratar y te ofreció lo mismo que ganaba Ubaldo Fillol, el jugador mejor pagado de entonces, decidiste jugar para Boca, que estaba en serios problemas económicos y no podía comprar tu pase. Nos hiciste campeones, pero duraste poco. Europa siempre ha pagado mejor y te fuiste al Sevilla y después al Nápoles.

El Mundial de México 86, siempre será recordado como “el Mundial de Maradona” y podría escribir muchas páginas con las emociones que nos hiciste vivir, porque cada vez que mandaste la pelota al fondo de la red, no era un gol de Maradona, era un tanto de desquite de todos los humildes de tu pueblo.

La FIFA, aún a regañadientes, (los oligarcas del fútbol no te quieren Diego) tuvo que elegirte como al mejor jugador del siglo XX. Para nosotros significas mucho más. Siempre recordaré cuando como consecuencia de haber caído en los abismos de la droga, te tuvieron que internar de urgencia y una multitud angustiada hizo intransitable cuadras enteras en torno al hospital. Alguien puso un gran cartel: “El cielo tiene que esperar”, otro decía: “Siempre vivirás, Dios no quiere competencia.”, otro: “Jesús resucitó una vez. Vos, miles.”, y quizá el más significativo rezaba: “Diego, no aflojés que vas a salir. No podés perder. No te olvides que Maradona juega para vos.”

Saliste de la droga como también te levantaste de cada golpe que te dieron en la cancha, pero los medios internacionales siempre magnificaron tu adicción a las drogas y cada error que cometías, porque lo que no te perdonan es que a pesar del dinero, la fama y la gloria, nunca olvidaste al pibe de la villa de Fiorito y que cada uno de tus mensajes políticos mueva la conciencia de los pobres y explotados del mundo.

El mercado puede aceptar que seas un genio del fútbol, pero no que te hayas convertido en la compensación para una sociedad frustrada por varias dictaduras militares y desgastada por el accionar de políticos corruptos.

Se acepta, ¿qué otro remedio les queda?, que seas un campeón, más no que reflejes los sentimientos de los despojados que necesitan creer que Dios no está tan lejos.

Eso no te lo van a perdonar nunca Diego.

La FIFA no te puede perdonar que promuevas la sindicalizació n de los jugadores, a los que llamas “los obreros del fútbol”, porque eso echaría por tierra un negocio que mueve millones de dólares cada cuatro años.

Si Maradona dona una escuela, o promueve una colecta para los niños pobres con parálisis, no saldrá en la primera plana de ningún periódico del mundo, porque lo imperdonable no son estos actos en sí, sino que lo hagas siempre diciendo que sólo estás devolviendo algo de lo que los poderosos roban a la gente.

Demagogo, populista, oportunista, drogadicto, son los calificativos aconsejados por los señores de la SIP para poner junto a tu nombre. Como también aconsejan destacar siempre las declaraciones del señor Pelé, porque ese si es “bueno”. Se coloca debajo de un cartel de alguna firma de productos deportivos, que por supuesto le paga, para reivindicar siempre al sistema y defender sus intereses. De eso vive.

No te van a perdonar tus visitas a Chávez, o que tengas al Ché tatuado en tu hombro.

La única vez que te tuve cerca fue cuando en noviembre de 2005, con motivo de la Cumbre de Presidentes de Mar del Plata, nos invitaste a ir a repudiar la presencia de Bush en la Argentina.

Los grandes diarios del mundo, no publicaron en estos días la foto de la Selección Argentina despidiéndose rumbo a Sudáfrica con una gran pancarta que decía: “Apoyamos a las abuelas de Plaza de Mayo para el Premio Nobel de la Paz”. Ni tampoco la noticia de que recibiste en Pretoria a Estela Carlotto con un gran abrazo.

Eso no se perdona Diego.

El fútbol, vos lo sabés mejor que nadie, es un juego impredecible y como bien declaraste: “No hay favoritos. Cualquiera te puede clavar la pelota en el ángulo y todo lo que hiciste… Chau”. Todo es posible, pero por todo esto y mucho más quiero decirte que si eso sucede, no te hagas ningún problema, porque con nosotros ya cumpliste.

Gracias por ser Maradona.

Gracias por ser nuestra alegría y nuestra esperanza.

Gracias por no olvidar al pibe de Fiorito.

Gracias por representarnos siempre a todos con dignidad.

Gracias campeón.





Cubadebate

CÚPULAS NO CANADÁ

Muito caras para tão pouco saldo

● Organizações não-governamentais consideraram escasso o tratamento dado a temas capitais como o meio ambiente e o combate à pobreza

Elsa Claro

EM 2 de abril de 2009 o presidente dos EUA reconheceu a responsabilidade de seu país como iniciador da crise global ante os representantes do G-20, fórum criado um ano antes e integrado pelos sete países com maior desenvolvimento além da Rússia e de 12 nações de médio ou pequeno porte, entre as quais destacam as chamadas emergentes, quer dizer, aquelas com um ritmo de crescimento atual superior à média e com grandes territórios e população. Eis os casos do Brasil, China e a Índia.


Promissória foi a flexibilização introduzida, ao aceitar a presença daqueles que em outras circunstâncias não teriam sido chamados a consenso, mas o novo fórum, apenas surgido, deixou ver as diferenças existentes e, sobretudo, o inútil de debater assuntos sem pactuar a responsabilidade de cumprir os acordos.


A norma desse fórum não foi a coincidência e muito menos levar à prática aquilo considerado necessário. Embora houvesse suas exceções. Como por exemplo, o bilhão de dólares conferido pelos países ricos ao FMI, dando alento e beligerância a um organismo que não merecia ser ressuscitado.


Na Cúpula realizada em Londres, falou-se de impulsionar uma reforma do sistema financeiro mundial, ditame aprovado depois de vários debates e de duas posições. A norte-americana, que propõe outorgar estímulos fiscais para impulsionar a economia, quer dizer, continuar favorecendo empresas e bancos já favorecidos com dinheiro dos contribuintes e continuar diminuindo os gravames ao setor abastado; e a européia, que advogou priorizar o estabelecimento de regulamentações para as finanças.


Este é o antecedente de Toronto 2010, onde parecia que se repetiria o dito na Grã-Bretanha. Indecisões e contrastes ou embargos inexplicáveis, como são as exorbitantes compensações recebidas pelos banqueiros. Também não existe transparência nos mercados e muito menos naqueles que tratam com valores de risco. Os especuladores continuam atacando os países e as moedas, em situações favorecidas para os setores mais beneficiados, e de desvantagem para o resto dos cidadãos.


"(...) a gente é consciente da jogada arquitetada do capital e dos mercados financeiros. Durante anos os benefícios foram extraordinários com a especulação das hipotecas "suprime" ( de pouco valor e elevada debilidade), sem quase pagar impostos, a custa do endividamento do setor privado; quando o sistema colapsa, conseguem que o Tesouro Público os resgate e lhes mantenha uma fiscalização privilegiada, com a promessa ingênua de reativar o credito às empresas e aos cidadãos que mantêm asfixiados.


Finalmente, aproveitam a fraqueza dos Estados, conseqüência do enorme esforço que supõe dita ajuda, para colocá-los à beira da falência e forçá-los a desmontar o pouco que fica do sistema de bem-estar, empobrecendo injustamente milhões de pessoas, com a cumplicidade das mesmas instituições não democráticas que permitiram aumentar o déficit público em benefício da banca". Assim o explica o professor titular de Direito Financeiro e Tributário da Universidade de Almeria, Miguel Ángel Luque Mateo.


E deve reiterar-se algo usualmente escamoteado em diversas palavras e raras lendas: a dívida pública sobre a qual tanto se fala e que parece inquietar os dirigentes, não procede de partidas dedicadas a satisfazer nenhuma das necessidades sociais.


O endividamento dos Estados foi provocado pelas milionárias ajudas oficiais entregues ao setor privado. Aqueles que governam pensam que a primeira obrigação é proteger o status dos avaros e ajeitar o sistema com limitados e funestos moldes.


DISJUNTIVA


Quem tem a razão? Os EUA expondo que devem manter-se os estímulos do Estado ao capital ou aqueles que na União Europeia querem aplicar impostos às operações dos bancos? Nem todos os países sofreram os mesmos efeitos sobre essas entidades, por tal motivo não lhes interessa nem precisam de fixar taxas adicionais. Outros as rejeitam por serem paraísos fiscais, vivem disso, e também estão os que têm enormes fortunas em condição privilegiada e com enormes lucros nesses lugares.


Washington recomenda manter as medidas de estímulo ( eles o chamam "potenciar o crescimento") entronizado no início do estalido imobiliário estadunidense, medida imitada pela Europa, onde agora preferem um projeto de austeridade fiscal, ainda que "exista o risco de que o ajuste fiscal sincronizado de várias economias possa ter um impacto adverso na recuperação", segundo um comunicado final da Cúpula. Nenhum gravame bancário foi concebido para ressarcir as maiorias prejudicadas pelos salvamentos. As receitas obtidas por essa via não são para aliviar as dificuldades da população. Seriam capital de resgate, de novos resgates, para entidades financeiras em apuros. Existe constância documental de temor a outras medidas de apuro.


Os países industrializados se comprometem a reduzir em 50% seu déficit público em 2013 e posteriormente iniciar outras restrições, expressa o texto da Cúpula. Indeciso e até contrário ao que sugere a experiência. O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega advertiu: "Reduzir metade do déficit para alguns países é um ajuste draconiano, quando o médico receita de mais, pode matar o paciente". A presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, destacou sobre o tema: "A política de austeridade é um desastre, nós já experimentamos em 2001", ano do cessar de pagamentos sofrido por Argentina, entre outras calamidades que não seria difícil padeçam varias nações nesta etapa.


Vale a pena esclarecer que se os do Velho Continente ou seus parceiros norte-americanos não coincidem totalmente no que deve fazer-se não se trata de contradições de fundo, apenas é um problema formal. Não buscam mudanças, mantêm o mesmo padrão. A diplomacia ou o pragmatismo levam ao mesmo fim, segundo estima Barack Obama.


Existem outras saídas dentro do próprio capitalismo menos dolorosas para as pessoas, inclusive até benéficas para a sobrevivência do sistema, mas se aferram ao modelo atuante, apesar das dificuldades que já provocou em diversas economias. Falta de perícia ou de imaginação? A falta de apoio sólido, o G-20 e o G-8 aceitam que cada qual aplique soluções nacionais por região ou segundo seus interesses. Unidade, império da sensatez mancomunada, são, como a vilipendiada justiça, preceitos que ficam para uma remota agenda mundial.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A guerra de Obama

por Atilio Boron [*]

Amitai Eztioni é um dos sociólogos mais influentes do mundo. Nascido na Alemanha e emigrado em Israel nos anos fundamentais desse estado, radicou-se depois nos Estados Unidos onde iniciou um longa carreira académica que o levou a algumas das mais prestigiosas universidades desse país: Berkeley, Columbia, Harvard, até culminar, nos últimos anos em Washington, DC, como Professor de Relações Internacionais da George Washington University. Mas as suas actividades não se limitaram aos claustros universitários: foi um consultor permanente de diversos presidentes norte-americanos, especialmente de James Carter e Bill Clinton. E desde o 11/Set, com o auge do belicismo, sua voz ressoou com força crescente no establishment norte-americano. Há poucos dias ofereceu um novo exemplo disso.



Apologista incondicional do Estado de Israel, acaba de publicar na Military Review, uma revista especializada das forças armadas dos Estados Unidos, um artigo que põe em evidência o "clima de opinião" que prevalece na direita norte-americana, o complexo militar-industrial e nos sectores mais cimeiros da administração, muito especialmente no Pentágono. O título do seu artigo diz tudo: "Um Irão com armas nucleares pode ser dissuadido?" A resposta, convém esclarecer, é negativa. Esta publicação não podia chegar num momento mais oportuno para os belicistas estado-unidenses, quando reiteradas informações – silenciada pela imprensa que se diz "livre" ou "independente" – falam do deslocamento de navios de guerra estado-unidenses e israelenses através do Canal de Suez em direcção ao Irão, o que faz temer a iminência de uma guerra. Em várias das suas últimas "Reflexões" o comandante Fidel Castro havia advertido, com a sua habitual lucidez, acerca das ominosas implicações da escalada desencadeada por Washington contra os iranianos, cuja pauta não difere senão em aspectos anedóticos da utilizada para justificar a agressão ao Iraque: assédio diplomático, denúncias perante a ONU, sanções cada vez mais rigorosas do Conselho de Segurança, "incumprimento" de Teerão e o inevitável desenlace militar.



As sombrias previsões do comandante parecem optimistas em comparação com o que coloca este tenebroso ideólogo dos falcões norte-americanos. Numa entrevista concedida quarta-feira passada a Natasha Mozgovaya, correspondente do jornal israelense Haaretz nos Estados Unidos, Etzioni ratifica o afirmado na Military Review, a saber: o Irão pretende construir um arsenal nuclear e isso é inaceitável. A única opção é um ataque militar exemplar e é preferível desencadeá-lo um mês antes e não dez dias depois de o satanizado Irão dispor da bomba atómica. No seu artigo o professor da GWU insiste em assinalar que qualquer outra alternativa deve ser descartada: a diplomacia fracassou; as sanções da ONU carecem de eficácia; bombardear as instalações nucleares não mudaria muito as coisas porque, segundo declarações do secretário da Defesa Robert Gates, a única coisa que se conseguiria seria atrasar o avanço do projecto atómico iraniano por três anos; e, finalmente, a dissuasão não funciona com "actores não racionais" como o actual governo do Irão, dominado pelo irracionalismo fundamentalista que contrasta com o comedimento e racionalidade de governantes israelenses que assassinam activistas humanitários em pleno Mediterrâneo. Em consequência, a única coisa realmente eficaz é destruir a insfraestrutura do Irão para impossibilitar a continuação do seu programa nuclear.



Esse ataque, acrescenta, "poderia ser interpretado por Teerão como uma declaração de guerra total", mas como as tentativas de diálogo ensaiadas por Obama fracassaram é urgente e imprescindível adoptar medidas drásticas se os Estados Unidos não quiserem perder o seu predomínio no Médio Oriente em favor do Irão. Pelas suas grandes reservas petrolíferas – superadas apenas pela Arábia Saudita e o Canadá [NT] , e muito superiores às do Iraque, Kuwait e dos Emirados – o Irão excita a ânsia de rapina do imperialismo norte-americano, que com 3 por cento da população mundial consome 25 por cento da produção mundial de petróleo. Além disso, não se pode esquecer que a guerra é o principal negócio do complexo militar-industrial, de modo que para sustentar os seus lucros há que utilizar e destruir aviões, foguetes, helicópteros, etc. Assim, o par diabólico formado pela "guerra preventiva" a "guerra infinita" continua seu curso inalterável, agora sob a presidência de um Prémio Nobel da Paz cujo servilismo diante deste escuros interesses juntamente com a sua falta de coragem para honrar esse prémio coloca a humanidade à beira do abismo.





26/Junho/2010



[NT] As reservas do Canadá não deveriam ser comparadas às da Arábia Saudita pois são em grande parte constituídas por xistos betuminosos. A transformação do mesmo em petróleo está no limiar do rácio EROEI (Energy Returned On Energy Inputed).



[*] Director do Programa Latino-americano de Educação a Distância em Ciências Sociais (PLED), Buenos Aires, Argentina, http://www.atilioboron.com



O original encontra-se em http://alainet.org



Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, 29 de junho de 2010

SABER A VERDADE A TEMPO

Reflexões do companheiro Fidel


Quando escrevia cada uma das minhas Reflexões anteriores, à medida que uma catástrofe para a humanidade se aproximava aceleradamente, minha maior preocupação era cumprir o dever elementar de informar o nosso povo.

Hoje estou mais tranquilo do que 26 dias atrás. Como continuam acontecendo coisas na curta espera, posso reiterar e enriquecer a informação à opinião pública nacional e internacional.

Obama se comprometeu em assistir no dia dois de julho à partida de quartas de final, se seu país obtiver a vitória nos oitavas de final. Ele deveria saber mais do que ninguém, que essas quartas de final não se poderiam realizar visto que antes ocorreriam gravíssimos acontecimentos,

ou pelo menos deveria sabê-lo.

Na passada sexta-feira 25 de junho, uma agência internacional de notícias de conhecida minuciosidade nos detalhes das informações que elabora, publicou as declarações do “...comandante da Armada do corpo elite dos Guardiões da Revolução Islâmica, General Ali Fadavi…” ―advertindo― “… que se os Estados Unidos e seus aliados inspecionarem os navios iranianos em águas internacionais ‘receberão uma resposta no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz’”.

A informação foi tomada da agência local de notícias Mehr, do Irã.

Essa agência, segundo a notícia, comunicou: “Fadavi acrescentou que ‘a Armada dos Guardiões da Revolução possui atualmente centenas de embarcações dotadas com lança-mísseis".

A informação elaborada quase na mesma hora do publicado no Granma, ou talvez antes, parecia, em alguns pontos, uma cópia fiel dos parágrafos da Reflexão elaborada na quinta-feira 24 de junho e publicada nesse jornal na sexta-feira 25.

A coincidência se explica pelo uso elementar que sempre aplico do raciocínio lógico. Eu não conhecia uma palavra do que publicou a agência local iraniana.

Não tenho a menor dúvida de que logo que as naves de guerra dos Estados Unidos e do Israel ocuparem seus postos ―junto do resto das embarcações militares norte-americanas localizadas nas proximidades das costas iranianas― e intentarem inspecionar o primeiro barco mercante desse

país, desatar-se-á uma chuva de projéteis em uma e em outra direção. Será o momento exato em que se iniciará a terrível guerra. Não é possível prever quantas naves se afundarão nem de que bandeira.

Saber a verdade a tempo é para nosso povo o mais importante.

Não importa que quase todos por natural instinto, poderia se dizer que 99,9 por cento ou mais dos meus compatriotas, conservem a esperança e coincidam comigo na vontade sincera de estarem enganados. Tenho falado com pessoas dos círculos mais próximos e ao mesmo tempo tenho recebido

notícias de tantos cidadãos nobres, abnegados e cumpridores de seu dever, que ao lerem minhas Reflexões não impugnam no mais mínimo suas considerações, assimilam, acreditam e engolem a seco os raciocínios que exponho, contudo, dedicam logo o seu tempo a cumprirem com o trabalho, ao qual consagram suas energias.

É isso precisamente que desejamos de nossos compatriotas. O pior é que de repente se conheçam as notícias de gravíssimos acontecimentos, sem ter escutado antes alguma notícia sobre tais possibilidades, então espalhar-se-á o desconcerto e o pânico, que seria indigno de um povo heroico como o cubano, que esteve a ponto de se tornar alvo de um ataque nuclear maciço em outubro de 1962, e não hesitou um instante em cumprir com o dever.

No desempenho de heroicas missões internacionalistas, combatentes e chefes valentes das nossas Forças Armadas Revolucionárias estiveram a ponto de ser vítimas de ataques nucleares contra as tropas cubanas que se aproximavam da fronteira sul de Angola, onde as forças racistas sul-africanas tinham sido desalojadas após a batalha de Cuito Cuanavale e se entrincheiravam na fronteira com a Namíbia.

O Pentágono, com o conhecimento do Presidente dos Estados Unidos, forneceu aos racistas sul-africanos ao redor de 14 armas nucleares através de Israel, mais poderosas do que as que foram lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, como explicamos em outras reflexões.

Não sou profeta nem adivinho. Ninguém me informou uma palavra do que ia acontecer, tudo tem sido fruto do que hoje qualifico como o raciocínio lógico.

Não somos novatos nem entremetidos neste complicado tema.

No pós-crise nuclear, pode-se augurar o que acontecerá no resto da América de língua ibero-americana.

Em tais circunstâncias, não se poderá falar de capitalismo ou socialismo. Só se abrirá uma etapa de administração dos bens e serviços disponíveis nesta parte do continente. Inevitavelmente continuarão

governando cada país os que hoje estão chefiando os governos, vários muito próximos do socialismo e outros cheios de euforia pela abertura de um mercado mundial que hoje se abre para os combustíveis, o urânio, o cobre, o lítio, o alumínio, o ferro, e outros metais que na atualidade são enviados para os países desenvolvidos e ricos que desaparecerão repentinamente.

Abundantes alimentos que hoje são exportados para esse mercado mundial também desaparecerão de forma abrupta.

Em semelhantes circunstâncias, os produtos mais elementares que se precisam para viver: os alimentos, a água, os combustíveis e os recursos do hemisfério a sul dos Estados Unidos, abundam para manter um pouco de civilização, cujos avanços descontrolados têm dirigido a humanidade a

semelhante desastre.

Contudo, ainda há coisas muito incertas, poderão se abster as duas potências nucleares mais poderosas -os Estados Unidos e a Rússia- de empregar uma contra a outra suas armas nucleares?

Do que não há dúvida nenhuma é que da Europa, as armas nucleares da Grã-bretanha e da França, aliadas aos Estados Unidos e a Israel ―que impuseram com entusiasmo a resolução que inevitavelmente desatará a guerra, e esta, pelas razões explicadas, de imediato se tornará nuclear―, ameaçam o território russo, embora o país ao igual que a China tente evitar na medida das forças e das possibilidades cada uma delas.

A economia da superpotência se derrubará como um castelo de cartas. A sociedade norte-americana é a menos preparada para suportar uma catástrofe como a que o império tem criado no próprio território donde partiu.

Ignoramos quais serão os efeitos ambientais das armas nucleares, que inevitavelmente estourarão em várias partes do nosso planeta, e que na variante menos grave, serão produzidas em abundância.

Aventurar hipótese seria pura ficção científica da minha parte.



Fidel Castro Ruz



27 de junho de 2010



14h15

RPDC reitera necessidade de fortalecer disuasivo ante ameaça EAU.

Escrito por Beatriz Quintana Valle

Pyongyang, 28 jun (Prensa Latina) Coréia Democrática advertiu hoje que a anormal situação criada em lhe Península reafirma a necessidade de continuar fortalecendo o disuasivo nuclear ante a persistente política hostil e ameaça militar dos Estados Unidos contra este país.

Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores fez as declarações ao recordar a recente divulgação de documentos que revelaram planos de Washington para um ataque nuclear contra a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) em 1969, quando o incidente pelo derrubo do avião espião norte-americano EC-121.

Acrescentou que igual se fez em 1954 pouco depois da Guerra da Coréia (1950-53), para mirar golpes desse tipo a vários pontos do território setentrional da península e do nordeste da China, de acordo com a agência de notícias KCNA.

O vocero denunciou que todo isso constitui outra prova de que Estados Unidos está atento a qualquer oportunidade para utilizar as armas nucleares contra este país, em correspondência com sua política de força.

Os fatos históricos demonstram que a decisão da Coréia Democrática de fazer frente às armas nucleares com as mesmas é justa, assegurou.

Por outra parte, o diário Rodong Sinmun, ao referir-se aos mencionados planos, assinala que estes reafirmam de onde prove a verdadeira ameaça nuclear na Península, baixo a qual o território norte vive desde faz décadas, agrega.

Recorda que a partir da segunda metade da década do 50 do século passado, Washington começou a introduzir armas nucleares em Surcorea, estimadas em mais de mil em meados da década do 70.

Ademais, não deixa de realizar exercícios de guerra nuclear contra a RPDC, reitera.

Insiste em que o disuasivo norcoreano é a garantia da defesa de seus interesses supremos e segurança, ao reduzir o perigo de uma guerra desse tipo.

Se Estados Unidos realmente deseja a solução do problema nuclear da Península Coreana deve cessar suas ameaças nucleares contra a RPDC, retirar suas forças do Sur e pôr fim à política hostil contra Pyongyang, adverte o rotativo.



bq/ocs/lam

 28 de junio de 2010 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

EU BEM GOSTARIA ESTAR ENGANADO / FIDEL

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL



Quando estas linhas sejam publicadas no jornal Granma amanhã sexta-feira, o dia 26 de julho, data em que sempre recordamos com orgulho a honra de ter resistido os embates do império, ficará distante, apesar de que faltam apenas 32 dias.

Os que determinam cada passo do pior inimigo da humanidade ­―o imperialismo dos Estados Unidos, uma mistura de mesquinhos interesses materiais, desprezo e subestimação às demais pessoas que habitam o planeta― calcularam tudo com precisão matemática.

Na reflexão do dia 16 de junho escrevi: “Entre jogo e jogo da Taça Mundial de Futebol, as diabólicas notícias vão sendo colocadas de pouco e pouco, de maneira que ninguém se ocupe delas”.

O famoso evento esportivo tem entrado em seus momentos mais emocionantes. Durante 14 dias, as equipes integradas pelos melhores futebolistas de 32 países têm estado competindo para avançar rumo à fase de oitavos de final; depois virão sucessivamente as fases de quartos de final, semifinais e o final do evento.

O fanatismo esportivo cresce incessantemente, cativando centenas e talvez milhares de milhões de pessoas em todo o planeta.

Contudo, haveria que se perguntar quantos sabem que desde o dia 20 de junho naves militares norte-americanas, incluído o porta-aviões Harry S. Truman, escoltado por um ou mais submarinos nucleares e outros navios de guerra com mísseis e canhões mais potentes do que os velhos couraçados utilizados na última guerra mundial entre 1939 e 1945, navegavam rumo ás costas iranianas através do canal de Suez.

Junto das forças navais ianques avançam barcos militares israelitas, com armamento igualmente sofisticado, para inspecionar toda a embarcação que parta para exportar e importar produtos comerciais que o funcionamento da economia iraniana precisa.

O Conselho de Segurança da ONU, a proposta dos Estados Unidos, com o apoio da Grã-bretanha, a França e Alemanha, aprovaram uma dura resolução que não foi vetada por nenhum dos cinco países que ostentam esse direito.

Outra resolução mais dura foi aprovada por acordo do Senado dos Estados Unidos.

Com posterioridade, uma terceira, ainda mais dura, foi aprovada pelos países da Comunidade Européia. Tudo aconteceu antes de 20 de junho, o que motivou uma viagem urgente do Presidente francês Nicolás Sarkozy à Rússia, segundo notícias, para entrevistar-se com o chefe de Estado desse poderoso país, Dmitri Medvédev, com a esperança de negociar com o Irã e evitar o pior.

Agora se trata de calcular quando as forças navais dos Estados Unidos e do Israel se desdobrarão frente às costas do Irão, para se juntar ali aos porta-aviões e demais navios militares norte-americanos que estão de plantão nessa região.

O pior é que, igual do que os Estados Unidos, Israel, o seu gendarme no Oriente Médio, possui moderníssimos aviões de ataque e sofisticadas armas nucleares fornecidas pelos Estados Unidos, que o tornou a sexta potência nuclear do planeta por seu poder de fogo, entre as oito reconhecidas como tais, que incluem a Índia e o Paquistão.

O Xá da Pérsia fora derrocado pelo Ayatollah Ruhollah Khomeini em 1979 sem empregar uma arma. Os Estados Unidos depois lhe impuseram a guerra àquela nação com a utilização de armas químicas, cujos componentes forneceu ao Iraque junto da informação requerida por suas unidades de combate e que foram empregues por estas contra os Guardiães da Revolução. Cuba sabe disso porque na altura era, como temos explicado outras vezes, Presidente do Movimento de Países Não- Alinhados. Sabemos bem dos estragos que causou em sua população. Mahmud Ahmadineyad, hoje chefe de Estado no Irão, foi chefe do sexto exército dos Guardiães da Revolução e chefe dos Corpos dos Guardiães nas províncias ocidentais do país, que suportaram o peso principal daquela guerra.

Hoje, em 2010, tanto os Estados Unidos quanto Israel, após 31 anos, subestimam o milhão de homens das Forças Armadas do Irão e sua capacidade de combate por terra, e às forças de ar, mar, e terra dos Guardiães da Revolução.

A elas se acrescentam os 20 milhões de homens e mulheres, entre 12 e 60 anos, escolhidos e treinados sistematicamente por suas diversas instituições armadas entre os 70 milhões de pessoas que habitam o país.

O governo dos Estados Unidos elaborou um plano para levar a cabo um movimento político que, apoiando-se no consumismo capitalista, dividisse os iranianos e derrocasse o regime.

Tal esperança já é inócua. Resulta risível pensar que com as naves de guerra estadunidenses, unidas às israelitas, despertem as simpatias de um só cidadão iraniano.

Por minha parte acreditava inicialmente, ao analisar a atual situação, que a contenda começaria pela península da Coréia, e ali estaria o detonante da segunda guerra coreana que, por sua vez, daria lugar de imediato à segunda guerra que os Estados Unidos lhe imporiam ao Irão.

Agora, a realidade muda as coisas em sentido inverso: a do Irão desatará de imediato à da Coréia.

A direção da Coréia do Norte, que foi acusada do afundamento do “Cheonan”, e sabe de sobra que foi afundado por una mina que os serviços de inteligência ianque conseguiram colocar no casco dessa nave, não esperará um segundo em agir logo que no Irão se inicie o ataque.

É muito justo que a torcida do futebol desfrute a seu bel-prazer das competições da Taça do Mundo. Cumpro apenas com o dever de fazer um apelo ao nosso povo, pensando sobretudo em nossa juventude, plena de vida e esperanças, e especialmente em nossas maravilhosas crianças, para que os fatos não nos apanhem por surpresa, absolutamente desprevenidos.

Doe-me pensar em tantos sonhos concebidos pelos seres humanos e as assombrosas criações das que têm sido capazes em apenas uns poucos milhares de anos.

Quando os sonhos mais revolucionários se estão cumprindo e a Pátria se recupera firmemente, eu bem gostaria estar enganado!



Fidel Castro Ruz

24 de junho de 2010

21h34

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Brigada de Luta Contra o Terrorismo Midiático

CUBA


Publicado por: Redação Cuba Viva 24 jun, 2010

Brigada de Luta contra o Terrorismo Midiático.


15 a 28 de Novembro de 2010.

Convocatória.

Estimado Amigo (a):

Antes de tudo receba um abraço fraternal do Instituto Cubano de Amizade com os Povos.


Já faz alguns anos que se observa a ofensiva na internet contra os povos que lutam pela sua liberdade. A Web é o novo cenário desta luta e os primeiros meses deste ano de 2010 colocou em evidência o emprego destas novas tecnologias contra Cuba mediante uma feroz campanha midiática onde prevalecem a mentira, a traição e a desonra.


Cuba não é a única vítima. Todos os povos tem sofrido o acosso e fustigamento midiático. Hoje o combate é ainda mais encarniçado. É necessário fazer frente com mente fria e coração ardente, de forma coordenada e com a caneta em riste.


Por esta razão, nosso Instituto juntamente com outras instituições cubanas e com o apoio de Cubainformación, convoca para a primeira edição da Brigada Mundial de Luta contra o Terrorismo Midiático. Esperamos contar com a presença de amigos e amigas vinculados aos meios de imprensa e à atividade divulgativa pela solidariedade entre os povos.


O programa previsto de 15 a 28 de novembro de 2010, compreende visitas, intercâmbios e conferências relacionadas com o tema dos meios em Cuba, as diretrizes desta batalha e a projeção de acordos para fortalecer a colaboração entre todos los participantes. Os delegados assistirão também ao VI Colóquio pela Liberdade dos Cinco Herois cujo programa concebe uma oficina de trabalho com os meios participantes como uma das sessões de trabalho mais importantes.


A estada inclui 6 noites no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), município de Caimito a 45 Km da Cidade de Havana e 6 noites em uma instalação na província de Holguín durante a realização do VI Colóquio peos Cinco. Todo o pacote (alojamento, pensão alimentícia completa e transporte) terá um custo de 310.00 CUC por pax (cerca de R$ 650,00) em apartamentos compartilhados (até para 4 pessoas no CIJAM). As visitas opcionais não estão incluidas no preço do pacote. A estada no CIJAM por noite adicional custará 10.00 CUC por pax.


Muito nos agradará contar com sua participação e experiência nos meios de imprensa de seu país. As inscrições estarão abertas para os interessados até 10 de outubro de 2010. Pedimos que nos mantenham informados de seu horário de voo (data, hora e linha aérea) de chegada e saida para organizarmos sua recepção.

Brigada de Luta contra o Terrorismo Midiático

15 a 28 de Novembro de 2010



Programa


Segunda-feira, 15 de novembro

Chegada dos participantes e alojamento no CIJAM


Terça-feira, 16 de novembro

06:30 AM Transfer a Holguín para participar no VI Colóquio


(com noite de trânsito no ICAP Villa Clara)


Quarta-feira, 17 de novembro


07:00 AM Continuação do transfer a Holguín

01:30 PM Chegada ao Hotel. Alojamento e almoço


03:00 PM Recebimento, reunião de informação e inscrição das delegacioes estrangeiras na EXPO-HOLGUIN



Quinta-feira, 18 de novembro


09:30 AM Abertura do VI Colóquio


10:00 AM Atualização sobre o caso dos Cinco


Encontro com familiares dos Cinco na Expo-Holguín


12:30 PM Almoço na Expo-Holguín

02:30 PM Intercâmbio das delegações estrangeiras por área geográfica



Sexta-feira, 19 de novembro

08:00 AM Trabalho produtivo voluntário em organopônicos e plantio de árvores


12:30 AM Almoço na Expo-Holguín


02:30 PM Encontros dos delegados segundo diferentes setores profissionais


04:30 PM Reunião da Comissão Nacional de Atenção ao Trabalho dos Cinco do ICAP e do Comitê Internacional com representantes das organizaciones de solidariedade e Comitês pelos Cinco presentes ao Colóquio, na Expo-Holguín



Sábado, 20 de novembro


08:00 AM Marcha da Solidariedade


08:30 AM Encontro no Monumento a Che


10:00 AM Sessão Plenária do VI Colóquio


12:30 PM Almoço


02:30 PM Aprovação da Declaração Final e Plano de Ação


03:30 PM Conclusões


08:30 PM Encontro com os Comitê de Defesa da Revolução



Domingo, 21 de novembro

09:00 AM Intercâmbio nos municípios sobre o trabalho pela Libertação dos Cinco

Lugar: todos os municípios da província


09:30 AM Audiência Pública contra o Terrorismo
Lugar: Boca de Samá

08:00 PM Atividade Cultural saudando o 50º aniversário do ICAP


Segunda-feira, 22 de novembro

06:30 AM Regresso a Havana, Acampamento Julio Antonio Mella


(com alojamento de trânsito no ICAP Villa Clara)



Terça-feira, 23 de novembro


08:00 AM Continuação do transfer a Havana (CIJAM)

01:00 PM Recepção no CIJAM: alojamento, almoço e descanso


04:00 PM Inauguração oficial do programa da Brigada pela presidenta do ICAP, cuja intervenção definirá os objetivos e resultados esperados na realização deste projeto

Noite Inauguraçao da Exposição de produtos de comunicação do ICAP



Quarta-feira, 24 de novembro


10:00 AM Conferência MIC-UPEC no CIJAM


12:30 PM Almoço

02:30 PM Visita à UCI


Noite Livre no CIJAM



Quinta-feira, 25 de novembro

08:30 AM Saída para a Cidade de Havana


10:00 AM Encontro sobre a situação e perspectiva das relações bilaterales CUBA-EUA na Casa de Amizade

12:30 PM Almoço na Casa de Amizade


02:30 PM Atualização sobre a economía cubana por jornalista especializado no tema



Noite Livre na cidade



Sexta-feira, 26 de novembro


10:00 AM Conversa sobre a sociedade civil em Cuba, no CIJAM


12:30 PM Almoço


03:00 PM Intercâmbio com a imprensa no CPI


05:30 PM Apresentação do portal www.siempreconcuba.cu e recepção


Noite Livre na cidade

Sábado, 27 de novembro

Manhã Visita e jornada de trabalho em meio de imprensa cubano: Cubadebate e/ou Rádio Habana Cuba


12:30 PM Almoço


Tarde Visita ao ICAIC


Noite Livre na cidade


Opcional Evento cultural (lírico ou ballet)



Domingo, 28 de novembro

Regresso aos seus países.



Preço do pacote por pax : 310. 00 CUC (aprox. R$ 650,00)



INCLUI


• Visitas segundo programa descrito


• Alojamento segundo itinerário


• Refeições segundo programa


• Entradas


• Traslados


• Assistência direta permanente


• DVD Promocional


• Revista Habanera



NÃO INCLUI


• Refeições adicionais


• Voos Domésticos e/ou Internacionais


• Impostos aeroportuários


• Excesso de bagagem

• Bebidas alcoólicas, refrigerantes ou água mineral


• Chamadas telefônicas pessoais locais ou internacionais


• Visitas a outras instituções cubanas que devam ser pagas em divisas


• Atividades opcionais



Notas:

• Devem notificar progressivamente as vendas

• Cada noite extra no CIJAM tem um custo neto de 10.00 CUC por pax não comissionável para as agências


• As atividades opcionais devem ser pagas pelos brigadistas em dinheiro diretamente no CIJAM (lugar do alojamento)

• Este preço do pacote é NETO, não comissionável


informações:

Associação Cultural José Martí de SC

48 30252991 / 99469441