quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

E os cinco quando?

 

¿Y los Cinco para cuándo? Obama está empezando a liberar presos con motivo de las fiestas navideñas
                                                                                         EXTRAÍDO DE CUBA DEBATE

 


El presidente estadounidense, Barack Obama, ratificó hoy sus primeros indultos presidenciales, al borrar los historiales delictivos de nueve presos condenados por delitos que van desde narcotráfico a fraude, informó la Casa Blanca.

Los indultos presidenciales, que se producen tradicionalmente en la vacaciones de Navidad, se refieren a delitos cometidos en los últimos 50 años.


Los indultados que contaban con condenas por narcotráfico son Timothy James Gallagher, de Texas; Roxane Kay Hettinger, de Georgia; Edgar Leopold Kranz Jr, de Dakota del Norte; y Floretta Leavy, de Illinois.


Además, fueron indultados James Bernard Banks, de Utah, condenado por posesión de material federal; Russell James Dixon of Clayton, Georgia, condenado por violación de la ley de licores; y Ronald Lee Foster, Pennsylvania, sentenciado por “mutilación” de monedas.

Laurens Dorsey, de Nueva York, que fue condenado por defraudar a agencias federales, y Scoey Lathaniel Morris, de Texas, sentenciado por distribución de acciones falsas, también disfrutarán del indulto presidencial.


(Con información de EFE)

 

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Comite argentino por los Cinco

Haiti

 

 

Reflexões do companheiro Fidel
 
O DEVER E A EPIDEMIA NO HAITI

Na sexta-feira passada, 3 de dezembro, a ONU decidiu dedicar uma sessão da Assembléia Geral à análise da epidemia de cólera nesse irmão país. A notícia dessa decisão era esperançosa. Certamente, serviria para advertir a opinião internacional sobre a gravidade desse fato e mobilizar seu apoio para o povo haitiano. Afinal de contas, sua razão de existir é encarar problemas e promover a paz.


O momento atual do Haiti é grave, e a ajuda urgente requerida é pouca. Nosso agitado mundo investe anualmente um milhão 500 mil milhões de dólares em armas e guerras: o Haiti – um país, que há menos de um ano sofreu o brutal terremoto que provocou 250 mil mortos, 300 mil feridos e uma enorme destruição – precisa para a sua reconstrução e desenvolvimento, segundo cálculos de peritos, de 20 mil milhões, apenas 1.3% do montante que é despendido em um ano para esses fins.


Mas, agora não se trata disso, o que constituiria um simples sonho. A ONU não só faz um apelo a uma modesta solicitação econômica, que poderia ser resolvida em alguns minutos, mas que também faz um apelo para reunir 350 médicos e
2 000 enfermeiras, que os países pobres não têm e que geralmente lhes são roubados pelos países ricos. Cuba respondeu logo, oferecendo 300 médicos e enfermeiras. A nossa Missão Médica no Haiti oferece serviços médicos a quase 40% dos afetados pela cólera. Rapidamente, após o apelo da Organização Internacional, a missão começou a procurar as causas concretas do alto índice de letalidade. A baixa taxa dos pacientes que eles atendem é inferior a 1% - reduz-se e continuará reduzindo-se a cada dia – perante 3% das pessoas atendidas nos outros centros sanitários que trabalham no país.

É evidente que o número de falecidos não se limita apenas às mais de 1 800 pessoas reportadas. Nessa cifra não estão incluídos os que morrem sem assistir ao médico e aos centros de saúde existentes.

Indagando as causas dos que chegavam mais graves aos centros de luta contra a epidemia, que são atendidos por nossos médicos, eles observaram que esses pacientes procediam das subcomunas mais afastadas e com menos comunicação. A superfície do Haiti é montanhosa e até muitos pontos isolados apenas pode-se chegar caminhando por terrenos abruptos.


O país está dividido em 40 comunas, urbanas ou rurais e 570 subcomunas. Numa das subcomunas isoladas, onde moram aproximadamente 5 000 pessoas - segundo cálculos do Pastor protestante - 20 tinham morrido de cólera sem assistirem a um centro de saúde.


De acordo com investigações urgentes da Missão Médica Cubana, em coordenação com as autoridades sanitárias, constatou-se que 207 subcomunas haitianas nos pontos mais isolados não têm acesso aos centros de luta contra a cólera ou de atenção médica.

Na referida reunião das Nações Unidas, esta ratificou a necessidade informada pela senhora Valerie Amos, subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, quem visitou com urgência durante dois dias o país e calculou a cifra dos 350 médicos e 2 000 enfermeiras. Era preciso conhecer os recursos humanos existentes no país para calcular a cifra do pessoal requerido. Esse fator também dependerá das horas e dos dias consagrados pelo pessoal que luta contra a epidemia.

Um fato importante a levar em conta é não só o tempo dedicado ao trabalho, senão o horário. Na análise sobre o alto índice de mortalidade constata-se que 40% da letalidade acontece durante a noite, o qual evidência que nesse horário os pacientes afetados não recebem igual atendimento médico.


Nossa Missão considera que o uso ótimo do pessoal reduziria o total mencionado. Mobilizando os recursos humanos disponíveis da Brigada “Henry Reeve” e os formados pela ELAM com que se conta, a Missão Médica Cubana tem a certeza de que, ainda no meio das enormes adversidades originadas pela destruição do terremoto, do furação, das chuvas imprevisíveis e da pobreza, a epidemia pode ser dominada e preservar a vida de milhares de pessoas que morreriam nas atuais circunstâncias.


No domingo, dia 28, realizaram-se as eleições para a presidência, para a totalidade da Câmara de Representantes e para uma parte do Senado, o qual constituiu um evento tenso e complexo que nos preocupou seriamente por estar vinculado à epidemia e à  situação traumática do país.


Na sua declaração do dia 3 de dezembro, o Secretário Geral da ONU disse textualmente: “Chamo a todos os atores políticos, quaisquer que sejam as queixas ou reservas sobre o processo a se abstiverem de empregar a violência e a começarem a debater o assunto imediatamente para encontrar uma solução antes que comece uma crise séria", informou uma importante agência de notícias européia.


O Secretário Geral, segundo a referida agência, chamou à comunidade internacional a cumprir a entrega de 164 milhões de dólares, dos quais apenas foi entregue 20%.
Não é correto dirigir-se a um país como quem reprime uma criança pequena. O Haiti é um país que há dois séculos foi o primeiro neste hemisfério em abolir a escravidão.  Também foi vítima de todo tipo de agressões coloniais e imperialistas. Há apenas  seis anos foi ocupado pelo Governo dos Estados Unidos, após ter promovido uma guerra fratricida. A existência de uma força de ocupação estrangeira, em nome das Nações Unidas, não priva esse país do direito ao respeito por sua dignidade e por sua história.

Consideramos correta a posição do Secretário Geral das Nações Unidas de exortar os cidadãos haitianos a evitarem confrontos entre eles. No dia 28, em horas relativamente cedo, os partidos opositores subscreveram um chamamento para realizarem protestos na rua, provocando manifestações e criando notável confusão dentro do país, especialmente na capital Porto Príncipe: e, sobretudo, no exterior do país. Não obstante, tanto o Governo quanto a oposição conseguiram evitar atos violentos. No dia seguinte a nação estava em calma.


A agência européia informou que Ban Ki-moon tinha declarado ao respeito "das eleições do passado domingo no Haiti [...] que 'as irregularidades' registradas 'parecem agora mais sérias que o que se pensava no início'.”


Quem leu todas as informações procedentes do Haiti e as declarações posteriores dos principais candidatos da oposição, não pode compreender que quem fez um chamamento para evitar lutas fratricidas, após a confusão criada entre os eleitores, nas vésperas dos resultados do escrutínio que determinarão os dois candidatos rivais na eleição de janeiro, declare agora que os problemas eram mais sérios do que ele pensou no início, o que equivale a deitar lenha na fogueira dos antagonismos políticos.


Ontem, no dia 4 de dezembro, comemorou-se o 12º aniversário da chegada da Missão Médica Cubana à República do Haiti. Desde então, milhares de médicos e técnicos da saúde pública cubana tenham oferecido seus serviços no Haiti. Com seu povo temos convivido em tempos de paz ou de guerras, em terremotos e furações. Com ele estaremos nestes tempos de intervenção, de ocupação e de epidemias.


O Presidente do Haiti, as autoridades centrais e locais, sejam quais forem suas idéias religiosas ou políticas, sabem que podem contar com Cuba.
 
 
Fidel Castro Ruz
5 de dezembro de 2010
20h12

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alimentação

 

Este vídeo é muito oportuno. Assistam.

Sugerencia de nosso amigo:

Enio Expedito Franzoni

 

http://www.vtv.gov.ve/videos-emisiones-anteriores/49527

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LEVANTEMOS NUESTRAS VOCES POR LOS CINCO.

 

UNA VEZ MÁS,
LEVANTEMOS NUESTRAS VOCES
POR LOS CINCO.
 
Comitê Internacional pela Liberdade dos 5 Cubanos

 
10 de dezembroDia Internacional dos Direitos Humanos Levantemos Nossas Vozes em favor deles5 DIAS Pelos 5
 
Por proposta dos delegados da América Latina e Europa reunidos no VI Colóquio Internacional pela Liberdade dos 5 Herois e contra o Terrorismo em Holguín, foi proposta a realização de uma ação imediata no dia 10 de dezembro, Día Internacional dos Direitos Humanos.
 
Nesse día, das 9 da manhã às 5 da tarde, e por 5 dias consecutivamente, chame por telefone, ou envíe um fax ou escreva um e-mail ou despache um telegrama para pedir ao presidente Obama que liberte os 5 Patriotas Cubanos presos nos Estados Unidos por defender a vida.
 
O significado desta data é que 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos decretando esse dia como o Día Internacional dos Direitos Humanos.
 
Num informe emitido em 13 de outurbo de 2010, a Anistía Internacional pede ao governo dos Estados Unidos que revise o caso e mitigue qualquer injustiça por meio do processo de indulto ou qualquer outro meio apropriado, no caso de que novas apelações legais resultem ineficazes.
 
O presidente Obama tem provas mais que suficientes de que os 5 Cubanos são inocentes, que jamais significaram uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, que não possuiam armas e que seu único objetivo era monitorar organizações terroristas com sede em Miami para evitar mais mortes de pessoas inocentes. 
 
Nesse Dia Internacional dos Direitos Humanos instamos ao presidente Obama que, fazendo uso das faculdades que lhe confere a Constituição dos Estados Unidos, e como advogado, como pai, como filho, como esposo, como pessoa decente, amante da justiça, como Prêmio Nobel da Paz, PONHA FIM A ESTA COLOSSAL INJUSTIÇA E  QUE LIBERTE OS 5 IMEDIATAMENTE !
DIFERENTES FORMAS DE SE COMUNICAR COM A CASA BRANCA
Por telefone: 202-456-1111Chamando de fora dos EEUU, marque o Código Internacional do respectivo país + 1 (Código dos EEUU) 202.456.1111
Se envíar um fax de fora dos EEUU, marque o Código Internacional do respectivo país + 1 (Código de EEUU) 202-456.2461
Pelo correio eletrônico:

HTTP://WWW.WHITEHOUSE.GOV/CONTACT


Para enviar un telegramaPresidente Barack ObamaThe White House1600 Pennsylvania Ave, NWWashington, DC 20500EE.UU. 
ESTA AÇÃO COLETIVA SÓ PODERÁ SER EFETIVA SE PESSOAS DOS ESTADOS UNIDOS E DE TODAS AS PARTES DO MUNDO, CHAMAREM POR TELEFONE, OU ENVIEM FAX, CORREIOS ELETRÔNICOS OU TELEGRAMAS, DO DIA 10 A 14 DE DEZEMBRO. SE NINGUÉM RESPONDER AO CHAMADO TELEFÔNICO, DEIXE UMA MENSAGEM.

JUNTOS PODEMOS  CONSEGUIR !


 
Comitê Internacional pela Liberdade dos 5 Cubanos
Para inteirar-se das últimas novidades sobre el caso

www.thecuban5.org

 

 

Hay que educar en la verdad

Bruno Rodríguez

Escrito por Bruno Rodríguez Parrilla

Domingo, 05 de Diciembre de 2010 14:04

Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, en la XX Cumbre Iberoamericana. Mar del Plata, 4 de diciembre del 2010

Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, en la XX Cumbre Iberoamericana. Mar del Plata, 4 de diciembre del 2010

Excelentísima Señora Cristina Fernández de Kirchner, Presidenta de la Argentina:


Agradezco la hospitalidad con que se nos ha acogido en esta bella ciudad. Deseo trasladar a nombre del Gobierno y pueblo cubanos un saludo de hermandad al Gobierno de la Argentina y al pueblo de San Martín y del Che Guevara, al que nos unen lazos entrañables. Sentimos hacia usted, Sra. Presidenta, profundo respeto y admiración por su pensamiento, su carácter y su firmeza.


Me honra también, rendir homenaje al compañero Néstor Kirchner.

Señora Presidenta:


Su Majestad Juan Carlos de Borbón:


Estimados Presidentes, Primeros Ministros y Jefes de Delegaciones:


La reunión de Cancún será la etapa más visible de un largo proceso que, tras el fraude de Copenhague, ha tenido como objetivo reencaminar las metas y objetivos de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático. Podría ser la oportunidad de aunar voluntades para evitar un desastre ecológico cuyas consecuencias son desafortunadamente previsibles.


Todo parece indicar que el egoísmo de los responsables históricos del desequilibrio climático impedirá adoptar los compromisos que mínimamente se requieren. Sus Gobiernos se dirigen más bien a socavar las bases y principios cardinales de la Convención Marco y de su Protocolo de Kyoto.


En el mejor de los casos, asistiremos a la conformación de un programa para seguir negociando y deliberando con vistas al año próximo. Cuando concluya la conferencia de Cancún, se habrá perdido un año, desde el desastre de Copenhague, en la cuenta regresiva que conduce al fin de la especie humana.


Al reunirnos en esta Cumbre Iberoamericana para deliberar sobre la educación, no podemos ignorar la obligación de educar a las niñas y niños, jóvenes y adultos en el cuidado de la Madre Tierra o Pacha Mama, en la sabiduría de las milenarias y muy avanzadas culturas americanas y en la comprensión de que los irracionales patrones de consumo del capitalismo son insostenibles y contrarios a la perdurabilidad del ser humano.

Es responsabilidad también de los Gobiernos asegurar que los pueblos dispongan de toda la información necesaria sobre esta amenaza trascendental.


Expreso toda la solidaridad de Cuba a las hermanas naciones que están sufriendo catástrofes naturales.


Tampoco podríamos permanecer impasibles y callados ante el peligro para el planeta, resultante de los inmensos arsenales nucleares y de armas convencionales cada vez más letales.


Como infatigablemente viene alertando a la opinión pública internacional el compañero Fidel Castro Ruz, la mera existencia de esas armas es el riesgo mayor, cuando se ha demostrado que la explosión de una ínfima parte de las ojivas listas para ser disparadas provocará un invierno nuclear que destruirá la vida inteligente en la Tierra.

La educación sería bien incompleta si no se ilustra a los niños, jóvenes y adultos y se forma conciencia de que la solución urgente es el desarme general y completo, incluido el desarme nuclear, en vez del concepto, políticamente amañado, de la no proliferación de dichas armas. Habría que advertirles sobre las políticas que se basan en las guerras de conquista de recursos, como el petróleo, y en la amenaza del voraz complejo militar-industrial, dedicado a producir guerras.

Los políticos y los grandes intereses a los que habitualmente ellos sirven, los medios de comunicación y sus poderosos dueños tendrían que ser, primero y si fuera posible, educados ellos mismos en el respeto a la verdad y al libre flujo de la información objetiva para que contribuyan a la educación de los demás y a la calidad de la enseñanza, en vez de a la creación de codiciosos, egoístas y embrutecedores reflejos condicionados.


Los padres, la familia, los maestros y los gobernantes debieran siempre educar con el ejemplo y creo que faltaríamos al deber que enseña la educación cívica y ética, si calláramos en esta primera reunión que tiene lugar horas después de las últimas y escandalosas revelaciones de documentos secretos norteamericanos, muchos muy recientes, que desnudan la diplomacia imperial, llenos de arrogancia, de sus juicios sobre nuestras Naciones y líderes, de su desdén por el Derecho Internacional, de su cinismo e hipocresía, donde se transparentan sus verdaderas intenciones, se confunde a la diplomacia con las operaciones de inteligencia y la subversión, y a la influencia política con la burda intervención en nuestros asuntos internos.


Hay uno muy interesante que traje conmigo, el ID-194480, del 27 de febrero del 2009, que reconoce y demuestra que Cuba es uno de los países más seguros del mundo para los ciudadanos norteamericanos y donde resulta materialmente imposible que se organicen actos terroristas u hostiles contra Estados Unidos. Es, curiosamente, un documento del mismo Gobierno que incluye a Cuba en la espuria lista de Estados patrocinadores del terrorismo internacional, mientras protege al terrorista Posada Carriles y encarcela a nuestros cinco jóvenes luchadores antiterroristas.


Este otro papel, del 2 de febrero del 2010, codificado 10CARACAS187, demuestra el interés de ese país en obstaculizar la cooperación médica internacional cubana. Y hay muchos más.


Aunque falten datos sobre los siempre oscuros vericuetos de la política doméstica norteamericana, quizás relacionados con este hecho, han de quedar pocos ingenuos en este mundo que no hayan entendido que, detrás de las sonrisas y palabras amables del actual Presidente de los Estados Unidos, no ha habido ningún cambio real de política ni de ética, ni ningún “nuevo comienzo” ha ocurrido.


Recuerdo que ningún vocero ha respondido a las preguntas acerca de las misiones actuales del Comando Conjunto de Operaciones Especiales que, al mando del General Mc Chrystal, reportaba a Cheney sobre las ejecuciones extrajudiciales en diversas regiones del mundo.


Señora Presidenta:


Hay que educar en la verdad.


La educación ha estado en el corazón de las luchas de los pueblos de América Latina y el Caribe por su emancipación e independencia, mientras la ignorancia y el analfabetismo han sido consecuencia del saqueo e instrumento de la opresión de las oligarquías serviles y de intereses extraños a nuestra cultura.


La Historia de Nuestra América ha de ser enseñada como fue, con la madurez a que induce el transcurso del tiempo, pero sin adulteración ni engaño.

La Comunidad Iberoamericana, por los lazos culturales que la identifican y los recursos a su alcance, cuenta con condiciones excepcionales para promover la cooperación en el campo de la educación. No hay razones para justificar que en nuestra región existan decenas de millones de analfabetos y niños fuera de la escuela.


Sin embargo, en años recientes, como resultado de la firme voluntad de sus Gobiernos y de la cooperación regional, Venezuela, Bolivia, Nicaragua y Ecuador han erradicado el analfabetismo. El gobierno del Presidente Lula ha alcanzado también significativos progresos en sus políticas sociales. Es una demostración de lo que se puede alcanzar cuando las prioridades de los Gobiernos se centran en la distribución de la riqueza, la igualdad de oportunidades y las políticas sociales y se avanza, como en el ALBA, en la integración solidaria. Sabemos que el mercado jamás lo hará.


Partimos de la convicción de que, en pleno siglo XXI, no es aceptable que el acceso a la educación siga siendo una meta inalcanzable para importantes segmentos de la población. Para toda Iberoamérica, el beneficio de una educación primaria de calidad debería reconocerse como un derecho humano fundamental. Los Gobiernos deberían actuar bajo el firme compromiso de garantizar el acceso universal al nivel de educación media y de fomentar la más amplia cooperación en aras de lograrla.


Es necesario denunciar que el robo de cerebros y el drenaje inescrupuloso de recursos humanos, en contraste con las brutales políticas anti-inmigrantes del mundo industrializado, es una forma de saqueo cada vez más difundida. América Latina y el Caribe son exportadores netos de capital y también de recursos humanos calificados. Protegernos de este fenómeno, debiera ser también tarea de todos y formar parte de la Agenda Iberoamericana.


José Martí, quien murió en combate “para evitar que los Estados Unidos caigan con esa fuerza más sobre nuestras tierras de América” proclamó: “ser cultos para ser libres”.
No hay, en realidad, verdadero ejercicio de los derechos políticos sin educación y sin conocimiento. Sin acceso a la ciencia y la tecnología, se coarta el progreso cultural y se compromete el desarrollo.

La educación y el desarrollo sostenido de la cultura cubana han sido factores centrales de nuestra Revolución, de la participación democrática del pueblo en el gobierno y de la plena liberación de los cubanos que hoy debaten soberanamente, sin admitir injerencias, la actualización de nuestro modelo económico socialista, bajo la conducción del Presidente Raúl Castro Ruz.


A pesar del bloqueo económico de los Estados Unidos, Cuba es referente mundial por sus éxitos en la educación. Hemos convertido esas conquistas en componente fundamental de nuestra solidaridad con los pueblos de América Latina, el Caribe y otras regiones del mundo, convencidos de que el conocimiento es un bien común de la Humanidad.


Hoy estudian en Cuba 27 391 estudiantes de 126 países. Y más de 30 mil lo hacen, con profesores cubanos, en sus propios territorios. Hemos ya cumplido el compromiso de preparar, en una década, cien mil médicos latinoamericanos y caribeños. Se han graduado en Cuba 31 528 universitarios de 135 países.

No hay que hablar de Cuba, sino para argumentar que sí se puede. Prácticamente todos los niños y jóvenes menores de 17 años asisten a la escuela. Entre esa edad y 24 años, estudian en las universidades el 53%. Todos los discapacitados reciben educación especial. Desde 1959, se han graduado en las universidades
989 913 cubanos. El 65,7% de la fuerza técnica calificada es femenina. Existen 14 investigadores científicos o doctores en ciencias por cada 10 000 cubanos. La familia cubana ejerce el derecho a la educación de forma plena, garantizada por el Estado y gratuita.


Sí hay que hablar de Haití que sufre. Llamo a la solidaridad iberoamericana. Cuba, modestamente, ha desplegado ahora 300 profesionales de la salud más para enfrentar el cólera, y están allí 714 colaboradores de la salud cubanos, 100 médicos latinoamericanos y caribeños y 89 haitianos, entrenados en nuestra pequeña isla. Ya existen 76 centros de salud y hospitales y nos proponemos dedicar hasta 50 centros para luchar ahora contra la epidemia que, además podría poner en riesgo a toda nuestra región, y para enfrentar las consecuencias del terremoto y de la expoliación brutal a la que se ha sometido a ese noble pueblo por siglos.


Señora Presidenta:


Esta Cumbre se celebra cuando la América Latina y el Caribe avanzan hacia la profundización de su independencia y su integración regional. El respaldo de Iberoamérica a ese curso indetenible es bienvenido.


Pero ese rumbo está lleno de amenazas. Los golpistas han quedado impunes en Honduras y la intentona fallida que tuvo lugar en Ecuador no ha sido un hecho fortuito.


La experiencia reciente nos enseña que las fuerzas reaccionarias, en conspiración con los Estados Unidos, el capital trasnacional y grandes medios de comunicación, persisten en las viejas y brutales prácticas del golpe militar contra Gobiernos constitucionales elegidos por el pueblo, no olvidan las doctrinas aprendidas en la “Escuela de las Américas” e, incluso, hacen planes de magnicidio.


Celebramos la conducta valiente y serena del Presidente Correa, y saludamos al heroico pueblo ecuatoriano por la defensa de su Revolución Ciudadana. También reiteramos nuestra solidaridad con el hermano pueblo hondureño y los sectores populares que piden democracia y castigo para los golpistas.


Como ha afirmado el Presidente Hugo Chávez Frías, podremos adoptar documentos y pronunciamientos para determinar qué hacer si se vuelve a producir una ruptura de la paz y del orden constitucional en cualquiera de nuestras naciones, pero no podremos impedir que se repitan las intentonas, ni alejaremos la amenaza, si no apuntamos directamente a las causas y no señalamos por su nombre a los perpetradores. En días pasados, en brillante y valiente discurso ante los Ministros de Defensa de las Américas, el presidente Evo Morales decía que sería peligroso e ingenuo confundir los instrumentos para enfrentar los golpes de estado con las recetas de la Carta Democrática Interamericana, de la muy cuestionada OEA, o con mecanismos de intervención como el TIAR.


Señora Presidenta:


Para todo empeño justo y altruista, los países de la Comunidad Iberoamericana siempre podrán contar con la solidaridad y la acción desinteresada de Cuba.

    Os fariseus e a dignidade

     


    O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabem os telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes de rádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobre Cuba, se dependesse da mídia brasileira?

    O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo.

    No circo dessa imprensa recentemente realizado em São Paulo, os relatos dizem que os donos das empresas – Frias, Marinhos – tinham intervenções mais discretas, – ninguem duvida das suas posiçõoes de ultra-direita -, mas seus empregados se exibiam competindo sobre quem fazia a declaração mais extremista, mais retumbante, sabendo que seriam recolhidas pela mídia, mas sobretudo buscando sorrisinho no rosto dos patrões e, quem sabe, uns zerinhos a mais no contracheque no fim do mês.

    Quem foi informado pela imprensa que há quase 50 anos Cuba já terminou com o analfabetismo, que mais recentemente, com a participação direta dos seus educadores, o analfabetismo foi erradicado na Venezuela, na Bolívia e no Equador? Que empresa jornalística noiticiou? Quais mandaram repórteres para saber como países pobres ou menos desenvolvidos conseguiram o que mais desenvolvidos como os EUA ou mesmo o Brasil, a Argentina, o México, náo conseguiram?

    Mandaram repórteres saber como funciona naquela ilha do Caribe, pouco desenvolvida economicamente, o sistema educacional e de saúde universal e gratuito para todos? Se perguntaram sobre a comparação feita por Michael Moore no seu filme "Sicko" sobre os sistemas de saúde – em particular o brutalmente mercantilizado dos EUA e o público e gratuito de Cuba?

    Essas empresas privadas da mídia fizeram reportagens sobre a Escola Latinoamericana de Medicina que, em Cuba, já formou mais de cinco gerações de médicos de todos os países da América Latina e inclusive dos EUA, gratuitamente, na melhor medicina social do mundo? Foi despertada a curiosidade de algum jornalista, econômico, educativo ou não, sobre o fato de que Cuba, passando por grandes dificuldades econômicas – como suas empresas não deixam de noticiar – não fechou nenhuma vaga nem nas suas escolas tradicionais, nem na Escola Latinoamericana de Medicina, nem fechou nenhum leito em hospitais?

    Se dependesse dessas empresas, se trataria de um regime “decrépito”, governado por dois irmãos há mais de 50 anos, um verdadeiro “goulag tropical”, uma ilha transformada em prisão.

    Alguém tentou explicar como é possivel conviver esse tipo de sociedade igualitária com a base naval de Guantánamo? Se noticiam regularmente as barbaridades que ocorrem lá, onde presos sob simples suspeita, são interrogados e torturados – conforme tantas testemunhas que a imprensa se nega em publicar – em condições fora de qualquer jurisdição internacional?

    Noticiam que, como disse Raul Castro, sim, se tortura naquela ilha, se prende, se julga e se condena da forma mais arbitrária possível, detidos em masmorras, como animais, mas isso se passa sob responsabilidade norteamericana, desse mesmo governo que protesta por uma greve de fome de uma pessoa que – apesar da ignorância de cronistas da família Frias – não é um preso, mas está livre, na sua casa?

    Perguntam-se por que a maior potência imperial do mundo, derrotada por essa pequena ilha, ainda hoje tem um pedaco do seu territorio? Escandalizam-se, dizendo que se “passou dos limites”, quando constatam que isso se dá há mais de um século, sob os olhos complacentes da “comunidade internacional”, modelo de “civilização”, agentes do colonialismo, da escravidão, da pirataria, do imperialismo, das duas grandes guerras mundiais, do fascismo?

    Comparam a “indignação” atual dos jornais dos seus patrões com o que disseram ou calaram sobre Abu-Graieb? Sobre os “falsos positivos” (sabem do que se trata?) na Colômbia? Sobre a invasao e os massacres no Panamá, por tropas norteamericanas, que sequestraram e levaram para ser julgado em Miami seu ex-aliado e então presidente eleito do país, Noriega, cujos 30 anos foram completamente desconhecidos pela imprensa? Falam do muro que os EUA construíram na fronteira com o México, onde morre todos os anos mais gente do que em todo tempo de existência do muro de Berlim? A ocupação brutal da Palestina, o cerco que ainda segue a Gaza, é tema de seus espacos jornalisticos ou melhor calar para que os cada vez menos leitores, telespectadores e ouvintes possam se recordar do que realmente é barbarie, mas que cometida pela “civilizada” Israel – que ademais conta com empresas que anunciam regularmente nos orgãos dessas empresas – deve ser escondida? Que protestos fizeram os empregados da empresa que emprestou seus carros para que atuassem os servicos repressivos da ditadura, disfarçaados de jornalistas, para sequestrar, torturar, fuzilar e fazer opositores desaparecerem? Disseram que isso “passou de todos os limites” ou ficaram calados, para não perder seus empregos?

    Mas morreu um preso em Cuba. Que horror! Que oportunidade para bajular os seus patrões, mostrando indignação contra um país de esquerda! Que bom poder reafirmar diante deles que se se foi algum dia de esquerda, foi um resfriado, pego por más convivências, em lugares que não frequentam mais; já estão curados, vacinados, nunca mais pegarão esse vírus. (Um empregado da família Frias, casado com uma tucana, orgulha-se de ter ido a todos os Foruns Econômicos de Davos e a nenhum Fórum Social Mundial.
    Ali pôde conhecer ricaços e entrevistá-los, antes que estivessem envoldidos em escândalos, quebrassem ou fossem para a prisão. Cada um tem seu gosto, mas não dá para posar como “progressista”, escolhendo Davos a Porto Alegre.)

    Não conhecem Cuba, promovem a mentira do silêncio, para poder difamar Cuba. Não dizem o que era na época da ditadura de Batista e em que se transformou hoje. Não dizem que os problemas que têm a ilha é porque não quer fazer o que fez o darling dessa midia, FHC, impondo duro ajuste fiscal para equilibrar as finanças públicas, privatizando, favorecendo o grande capital, financeirizando a economia e o Estado. Cuba busca manter os direitos universais a toda sua população, para o que trata de desenvolver um modelo econômico que não faça com que o povo pague as dificuldades da economia. Mentem silenciando sobre o fato de que, em Cuba, não há ninguem abandonado nas ruas, de que todos podem contar com o apoio do Estado cubano, um Estado que nunca se rendeu ao FMI.

    Cuba é a sociedade mais igualitária do mundo, a mais solidária, um país soberano, assediado pelo mais longo bloqueio que a história conheceu, de quase 50 anos, pela maior potência econômica e militar da história. Cuba é vítima privilegiada da imprensa saudosa do Bush, porque se é possivel uma sociedade igualitária, solidária, mesmo que pobre, que maior acusação pode haver contra a sociedade do egoísmo, do consumismo, da mercantilizacao, em que tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra?

    Como disse Celso Amorim, o Ministro de Relações Exteriores do Brasil: os que querem contribuir a resolver a situação de Cuba tem uma fórmula muito simples – terminem com o bloqueio contra a ilha. Terminem com Guantanamo como base de terrorismo internacional, terminem com o bloqueio informativo, dêem aos cubanos o mesmo direito que dão diariamente aos opositores ao regime – o do expor o que pensam. Relatem as verdades de Cuba no lugar das mentiras, do silêncio e da covardia.

     

    Diante de situações como essa, a razão e a atualidade de José Martí:

     

    “Há de haver no mundo certa quantidade de decoro,
    como há de haver certa quantidade de luz.
    Quando há muitos homens sem decoro, há sempre outros
    que têm em si o decoro de muitos homens.
    Estes são os que se rebelam com força terrível
    contra os que roubam aos povos sua liberdade,
    que é roubar-lhes seu decoro.
    Nesses homens vão milhares de homens,
    vai um povo inteiro,
    vai a dignidade humana…
    Emir Sader

    sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

    Cuba em Haiti

    « ›Solidaridad de Cuba con Haití reconocida en el Caribe (noticias que no serán noticias)
    Puerto España.- Descrito como ejemplo inspirador de compromiso con los que sufren, se destaca aquí en el diario Trinidad Express el envío por Cuba de 300 médicos más para combatir el cólera en Haití. El país devastado por un terremoto y una epidemia de cólera, miembro de la Comunidad Caribeña (CARICOM) recibe este ejemplo de solidaridad práctica, característico del Gobierno y el pueblo cubanos, dice el prestigioso columnista Rickey Singh. Así responde Cuba a las tragedias humanas en todos los continentes, en este caso atendiendo al llamado internacional hecho por Valerie Amos, subsecretaria general de Naciones Unidas para Asuntos Humanitarios. Mientras los haitianos continuaron enterrando a sus muertos, estimados ya en unos dos mil, la necesidad desesperada de personal médico continúa y en este sentido elogió la respuesta de Cuba al llamado de las Naciones Unidas.



    "Nada es tan perfecto como el sol,

    y el sol tiene manchas,

    los malagradecidos hablan de las manchas,

    los agradecidos hablan de la luz"



    José Martí



    Alexis Bandrich Vega

    quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

    CÓLERA NO HAITI

    NOTÍCIAS DA CÓLERA NO HAITI (noticias que no serán noticias


    Há muitas coisas das quais falar quando os Estados Unidos ficam envolvidos em um escândalo colossal como conseqüência dos documentos publicados por Wikileaks, cuja autenticidade ―independentemente de qualquer outra motivação desse sítio Web― ninguém colocou em dúvida.



    Contudo, nosso país neste instante está comprometido em uma batalha contra a cólera no Haiti, que por sua vez se torna em uma ameaça para os outros povos da América Latina e para outros do Terceiro Mundo.


    No meio das conseqüências de um terremoto que matou ou feriu mais de meio milhão de pessoas e causou uma enorme destruição, desatou-se a epidemia que, quase de imediato, ficou agravada pelo açoite de um furacão.


    O número de pessoas afetadas pela doença se elevava ontem, 29 de novembro, a 75 mil 888, das quais a Brigada Médica Cubana atendeu 27 mil 015, com 254 falecidos para 0,94%. O resto das instalações hospitalares públicas, ONGs e privados, atenderam 48 mil 875, das quais morreram 1 721, para 3,03%.


    Hoje, 30 de novembro, a Missão Médica Cubana, que aliás conta com 201 formados da Escola Latino-americana de Medicina, atendeu 521 pacientes de cólera para totalizar 27 536.


    No domingo passado, 28 de novembro, chegaram ao Centro de Tratamento da Cólera do hospital de referência comunitário situado na comuna L’Estere do Departamento Artibonite, 18 pessoas em estado muito crítico, procedentes de uma sub-comuna chamada Plateau, as que foram atendidas imediatamente pelos 11 médicos e 12 enfermeiras da Brigada Médica Cubana que ali trabalha. Afortunadamente, conseguiu-se preservar a vida de todos.


    Na segunda-feira 29 chegaram desde a mesma sub-comuna mais 11 casos, entre eles, uma criança de cinco anos cujos pais tinham falecido por cólera. Mais uma vez se conseguiu preservar a vida dos mesmos.


    Perante tal situação, o Dr. Somarriba, chefe da Missão Médica, decidiu o envio de um veículo todo-terreno com 5 médicos, 2 enfermeiras, um enfermeiro e um reabilitador para a sub-comuna, com os recursos necessários para atender os casos com urgência.


    Dos cinco médicos, quatro são formados da ELAM: uma uruguaia, um paraguaio, um nicaragüense, um haitiano e o chefe da brigada cubana do departamento de Artibonite.


    Percorreram seis quilômetros pela estrada, caminharam mais seis por terrapleno, e finalmente outros dois quilômetros por terreno abrupto com todo o equipamento e os recursos em cima para chegar até a sub-comuna.

    Plateau está situada entre cinco montanhas com casas humildes agrupadas em três pontos; calcula-se que o número de habitantes se aproxima de cinco mil. Não há ruas, nem eletricidade, nem comércios segundo informaram, e apenas uma igreja protestante.


    A população, de pobreza extrema, dedica-se fundamentalmente ao cultivo de amendoim, milho, feijão e abóbora.


    Quando chegaram a Plateau, o pastor da igreja ofereceu-se para organizar dentro da mesma o Centro de Tratamento, com seis catres e quatro bancos dos fiéis, que permite que 10 pessoas sejam internadas de urgência.

    Hoje ingressaram oito, três em estado crítico.


    Os vizinhos comunicam que já faleceram por volta de 20. Esses dados não aparecem na cifra oficial de falecidos. Durante a noite trabalharão com as lanternas que eles levaram.


    A Missão decidiu criar um Centro de Atendimento da Cólera nessa intricada comunidade, que terá 24 leitos. Amanhã serão enviados todos os recursos, incluído o gerador elétrico.


    Informa igualmente que os cameramen foram até a comuna ao conhecerem da notícia.


    Hoje não houve falecidos e foi aberto outro estabelecimento no norte, para um total de 38 centros e unidades de tratamento da cólera.


    Relato o caso para explicar as circunstâncias e os métodos com os que ali se leva a cabo a luta contra a epidemia, que com dezenas de falecidos diariamente vai se aproximando das 2 000 vítimas mortais.


    Com os métodos de trabalho que estão sendo aplicados e o esforço programado, será mais difícil que o número de falecidos continue ao ritmo que tinha.


    Conhecendo as paixões com que os processos eleitorais tradicionais se desenvolvem, para além do abstencionismo típico que caracteriza muitos deles, preocupava-nos o que poderia acontecer no Haiti no meio da destruição e da epidemia. Um princípio básico e jamais violado é o respeito às leis, aos partidos e às crenças religiosas dos países onde prestam seus serviços nossos médicos ou a Brigada “Henry Reeve”.


    Todavia, inquietaram-nos as versões amplamente divulgadas pelos meios internacionais de imprensa que mostraram um quadro de violência generalizada no país, que estava longe de ser realidade. Os observadores internacionais estavam surpreendidos por aquelas notícias que se divulgavam no exterior, quando na verdade os fatos que deram lugar aos mesmos foram isolados, afetando apenas em uma reduzida percentagem os eleitores que exerceram seu voto.


    Os próprios líderes que fizeram um apelo ao povo para sair às ruas compreenderam que não era correto, no meio da trágica situação do país, a realização de ações que podiam incentivar enfrentamentos violentos que impossibilitariam controlar e derrotar a epidemia. Se tal objetivo não se consegue, esta poderia se converter em endêmica e dar lugar a um desastre sanitário no Haiti e a uma ameaça permanente para o Caribe, bem como para a América Latina, onde milhões de pessoas pobres em número crescente se acumulam nas grandes cidades; também para outras muitas nações pobres da Ásia e da África.


    Não se deve esquecer nunca que, além disso, o Haiti tem que ser reconstruído desde seus alicerces, com a ajuda e a cooperação de todos. É o que esperamos para seu nobre e abnegado povo.



     Fidel Castro Ruz

    30 de novembro de 2010

    21h34

    quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

    Cinema Latinoamericano

     

    Por favor, que el verdadero terrorista se ponga de pie

    Escrito por Cuba Cinco

    Lunes, 29 de Noviembre de 2010 10:28

    El cineasta norteamericano Saul Landau visitó a Gerardo Hernández junto al actor Danny Glover

    El cineasta norteamericano Saul Landau visitó a Gerardo Hernández junto al actor Danny Glover

    Entre las 515 películas y documentales que serán presentados en el XXXII Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, que se celebrará en La Habana entre el 2 y el 12 de diciembre próximo, figura el largometraje documental Will the real terrorist please stand up (Por favor, que el verdadero terrorista se ponga de pie). Dirigido por el cineasta norteamericano Saúl Landau, el filme será estrenado en el cine Charles Chaplin el próximo 11 de diciembre, a las 5:30 de la tarde.
    Saúl Landau posee una larga trayectoria artística. Entre sus títulos sobresalen Fidel, (1968); The Sixth Sun: Mayan Uprising in Chiapas (1997), Maquila: A Tale of Two Mexicos (1999) y We dont play golf here (2007).
    Tuve el privilegio de acompañarlo durante el rodaje de esta su más reciente película. Mucho he aprendido en mis horas de trabajo y conversaciones con él, de la lectura de sus textos y el visionaje de sus filmes. Saúl es un cineasta auténtico, un escritor audaz, un ser humano admirable.


    -¿Cómo nace la idea de realizar este documental que aborda una temática tan compleja como es el terrorismo anticubano desde sus orígenes hasta la actualidad?


    -Fui testigo de la violencia de la CIA contra Cuba desde el año 1960. Durante mi primera visita a este país, y por más de 50 años, he seguido la política violenta de estos criminales. Dos compañeros míos, Orlando Letelier y Ronni Moffitt murieron a causa de una bomba colocada en el auto de Orlando por un cubano anticastrista. Después de dos años de trabajo, o más, admito que esta película ha sido una tarea muy difícil. Sin embargo, quise contar una historia desconocida en los Estados Unidos y en buena parte del mundo.


    -¿Cuáles son tus expectativas con esta película? ¿Cómo crees que la recibirá el público cubano?


    -Espero que el público cubano me haga una fuerte crítica que me permita aprender más. Ojala que la televisión y los teatros de los Estados Unidos decidan mostrarla, y también, el importante circuito universitario.


    -¿Quienes te acompañan en tu viaje a La Habana?

    -El editor Rick Tejada Flores y varios personajes de la película: Fidel Castro, Ricardo Alarcón, Fabián Escalante, Néstor García, Silvia Wilhelm (de Miami), Valeria, una de mis hijas. Y tú. Danny Glover hará todo lo posible por viajar, pero eso podrá ser si termina antes una filmación en la que está enrolado.

    -¿Cuánto contribuirá esta obra audiovisual a desenmascarar a los terroristas y por otra parte, a dar a conocer al mundo la causa de los Cinco?


    -En la película aparecen entrevistas con los más “destacados” terroristas radicados en los Estados Unidos: Posada Carriles, Bosch, Basulto y Veciana, entre otros. Ellos hablan de sus “éxitos” y de sus “fracasos” en sus carreras terroristas. Ex agentes del FBI y otros oficiales, también revelan como el gobierno de EEUU ha apoyado directamente el terrorismo contra Cuba, o simplemente, han permitido que los “luchadores por la libertad” lleven a cabo impunemente sus acciones violentas.

    -Has visitado en cuatro oportunidades a Gerardo Hernández en su prisión en los Estados Unidos, dos de ellas junto al conocido actor Danny Glover. ¿Qué ha sido lo que más te ha impresionado de esos encuentros?


    -Gerardo tiene recursos mentales muy fuertes para continuar sano y optimista con su lucha. Danny me dijo que Gerardo tiene cualidades humanas similares a las de Nelson Mandela. Yo pienso lo mismo.


    -¿Qué nos puedes decir de Gerardo?


    -El ambiente de la prisión es deprimente. Sin embargo, Gerardo mantiene inclaudicable su fe, su idealismo, su amor por su mujer, su familia y por su Patria. Es un hombre disciplinadísimo que inspira a los demás prisioneros, a la guardia y a los visitantes. Un modelo de comportamiento humano. Gerardo merece la libertad porque es inocente. ¡Que ironía!: un antiterrorista en la cárcel, mientras los verdaderos terroristas andan libres por las calles de Miami y reciben “los honores” de la ciudad.

    Descargue el trailer en http://idisk.mac.com/tomasito-Public/work_copy_trailer.mov

    Título original: Will the real terrorist please stand up
    Una película de IPS y Stichting Derde Cinema
    Fecha de realización: 2010
    Duración: 85 minutos
    Productor y director: Saul Landau
    Editor: Rick Tejada Flores
    Cámara: Roberto Chile, Tomás Hernández y Haskell Wexler
    Música: Greg Landau, Omar Sosa, The Cuban Cowboys y Camilo Landau
    Productores asociados: Catherine Murphey y Julia Landau
    Agradecimientos especiales a Jack Willis
    Filmado y editado en HD


    Sinopsis: El documental recorre 50 años de terrorismo contra Cuba. Desde el triunfo de la Revolución, el gobierno norteamericano patrocinó la violencia contra el pequeño país vecino. Después la toleraba, a la vez que permitía la libre operación desde la Florida de los que conspiraban contra el pueblo cubano. Una de las medidas defensivas de Cuba, fue infiltrar agentes en los grupos contrarrevolucionarios radicados en Miami. El filme trata el caso de Cinco cubanos encarcelados en los Estados Unidos, quienes penetraron las bandas terroristas y entregaron información valiosa al FBI para contrarrestar atentados contra aviones civiles y otros planes macabros que ocasionarían la muerte de personas inocentes. Irónicamente fueron arrestados y condenados a sentencias draconianas. Mientras, los verdaderos criminales permanecen al amparo de las leyes norteamericanas. En la película se insertan entrevistas a los más connotados terroristas anticubanos: Posada Carriles, Bosch, Venciana y Basulto. Ex agentes del FBI y oficiales norteamericanos, así como dirigentes cubanos y otros personajes imprescindibles de esta historia, ofrecen también sus testimonios sobre esta larga hoja de crímenes y planes ofensivos contra Cuba. Gerardo Hernández, uno de los Cinco cubanos arrestados injustamente en los Estados Unidos, explica en off desde la prisión, el punto de vista cubano. El documental fue filmado en Miami, Washington y La Habana. Contiene fotos, documentos y valioso material de archivo.
    Saul Landau es un escritor, periodista, director de documentales y académico estadounidense. Ha recibido los premios Emmy, George Polk, First Amendment, Letelier-Moffit y Bernardo O¨ Higgings. Sus filmes están disponibles en roudworldproductions.com

    Hillary Clinton debería renunciar

     

    Hillary Clinton debería renunciar ante evidencias de espionaje a gobiernos del mundo

    noviembre 30, 2010 8:16 AM
    Archivo de audio en Portal de la Radio Cubana

    "Deberías renunciar, señora, es lo menos que puede hacer: renunciar, y toda esa maraña de espías y de gente delincuente que hay en el Departamento de Estado. Deberían dar una respuesta al mundo", expresó el presidente Chávez ante las evidencias de espionaje y otros abusos que fueron revelados por Wikileaks. Tomado de Venezolana de Televisión. 30 de noviembre/2010

    Patria Antiimperialista

     

    Manifiesto de Defensa de la Patria Antiimperialista

    (Primera parte)

    Archivo de audio en Portal de la Radio Cubana

    Representantes de los cinco Poderes Públicos de la República Bolivariana de Venezuela suscribieron el Manifiesto de Defensa de la Patria Antiimperialista, con el cual el Estado venezolano en pleno, rechaza la cumbre fascista que prófugos y terroristas de Latinoamérica realizaron en los espacios del Congreso de Estados Unidos con la aprobación del Gobierno de ese país.

     

     

    Cinco presos politicos

     

    Notícias

    20/11/2010

    DEZ MIL PESSOAS PEDEM A OBAMA QUE LIBERTE OS CINCO PRESOS CUBANOS

    Ato ocorreu neste sábado pela manhã, em Holguin, leste de Cuba. Delegação gaúcha integrou a manifestação

    Stela Pastore

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    Manifestação pede libertação dos cinco cubanos

    Neste sábado (20), cerca de dez mil pessoas realizaram um ato pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que liberte os cinco cubanos presos injustamente há doze anos. Trabalhadores, estudantes, moradores e ativistas de 56 países realizaram uma caminhada e após um ato em frente ao monumento a Che Guevara, na Avenida dos Libertadores em Holguin, leste de Cuba. Liderancas de vários países pronunciaram-se contra a detenção e contra o terrorismo de Estado. A delegação gaúcha, com 14 pessoas, integrou as manifestações que tomaram as ruas.

    Stela Pastore

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    Ato reuniu dez mil pessoas

    O padre inglês Geoffrey Bottons disse que Obama deve fazer jús ao prêmio Nobel da Paz e libertar os cubanos. "Não estamos pedindo que abra o mar vermelho ou que alimente todo o mundo com pães e peixes, como faria Fidel . Estamos pedindo que ponha fim à injustica e solte os companheiros presos". Líderes sindicais, da juventude, membros de comitês de solidariedade, representantes de partidos políticos pediram justica e maior divulgação do caso, que segue sendo omitido. Há muita desinformação sobre o assunto. Esclarecer todos os detalhes é um dos objetivos do encontro.

    Stela Pastore

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    Delegação gaúcha participou do ato

    O ato integra a programação do VI Colóquio pela Liberdade dos Cinco e Contra o Terrorismo. Familiares dos presos estão presentes ao evento e junto com os mais de 300 delegados, na véspera, plantaram dezenas de árvores num ato simbólico de solidariedade dos povos.

    Stela Pastore

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    Estudantes defendem libertação dos cinco cubanos

    Em mais de 150 países existem associações de solidariedade aos cinco antiterroristas cubanos presos arbitrariamente nos Estados Unidos desde 1998. Fernando Gonzales, Ramon Labañino, Antônio Guerrero, Gerardo Hernandez e René Gonzales estão detidos por terem evitado atos de grupos terroristas norte-americanos contra Cuba.

    Mais de quatro mil cubanos já foram mortos em atentados terroristas patrocinados pelos Estados Unidos.

    Texto e fotos - Stela Pastore

     

    19/11/2010

    DELEGAÇÃO GAÚCHA BUSCA MAIOR TRANSPARÊNCIA DA MÍDIA INTERNACIONAL SOBRE A REALIDADE CUBANA

    O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Jose Maria Rodrigues Nunes, pronunciou-se na abertura do VI Colóquio Internacional pela Libertação dos Cinco e contra o Terrorismo. Atividade congrega mais de 300 delegados de 56 países.

    O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Jose Maria Rodrigues Nunes, pronunciou-se durante a atividade de abertura do VI Colóquio Internacional pela Libertação dos Cinco e contra o Terrorismo, nesta quinta-feira (19), na província de Holguin, leste de Cuba. A atividade congrega mais de 300 delegados de 56 países reunidos contra a arbitrária prisão de Fernando Gonzales, Ramon Labañino, Antônio Guerrero, Gerardo Hernandez e René Gonzales, detidos há 12 anos nos Estados Unidos, por defenderem Cuba contra atos de um grupo terrorista norte-americano.

    José Nunes integra a delegação gaúcha que está em Cuba participando da I Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático, com 14 integrantes. Em sua manifestação no VI Colóquio, Nunes destacou que o imperialismo não exita em valer-se da grande mídia, dos recursos de marketing e demais tecnologias para intervir na sociedade e disseminar sua equivocada visão do mundo, impondo os valores que interessam às classes dominantes.

    Ele observou que os sucessivos governos estadounidenses utilizam os meios de comunicação como instrumentos para apropriarem-se da vontade dos povos e enfraquecer sua soberania, divulgando intencionalmente versões distorcidas sobre a realidade cubana e a detenção dos cinco ativistas.

    “A grande mídia internacional é prestativa em aceitar pagamento dos Estados Unidos para desestabilizar Cuba. O capitalismo contrapondo-se aos princípios humanistas do socialismo”, disse o sindicalista.

     

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    José Maria Nunes representou delegação gaúcha

    Em nome da delegação gaúcha, Nunes enfatizou que esta realidade precisa ser mudada. “Estamos aqui em busca de justiça, pela garantia da soberania cubana, a libertação dos cinco e pelo fim do bloqueio. Estamos aqui porque compreendemos a importância de vencer um modelo que sujeita milhares de povos à humilhação e à exploração econômica, política e cultural. Respeitamos a resistência e generosidade da nação cubana explicitando um ideal para a América Latina e o mundo”, concluiu.

    As atividades da I Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático prosseguem até o dia 26, com intercâmbio com blogueiros cubanos, apresentação de produtos audiovisuais, visitas ao Palácio da Computação, debates sobre as relações bilaterais CUBA-EUA, entre outras. Desta Brigada participam ativistas de 20 países. A programação é organizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), com o objetivo de mostrar a realidade cubana em geral tratada de forma distorcida pelos meios de comunicação.

    Reportagem e texto: Stela Pastore

     

    Notícias

    18/11/2010

    OMISSÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIFICULTA LIBERTAÇÃO DE PRESOS CUBANOS NOS EUA

    Ativistas de dezenas de países estão em Cuba mobilizados pela soltura de cinco cubanos detidos há 12 anos nos Estados Unidos. Crescem as mobilizações para que o presidente Barak Obama liberte os prisioneiros julgados sem provas

    Stela Pastore

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    Ato em Camaguei pede a libertação dos 5 cubanos

    Os cinco cubanos presos há 12 anos nos EUA são inocentes. O presidente Barak Obama deve retirar as acusações e libertá-los imediata e incondicionalmente. A declaração partiu do presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular Cubano, Ricardo Alarcón, na abertura do VI Colóquio Internacional pela Libertação dos 5 e Contra o Terrorismo, nesta quinta-feira (18), em Holguin, Cuba. Uma delegação gaúcha de 11 integrantes ligados à Associação Cultural Jose Marti participa da atividade que busca ampliar a divulgação das arbitrariedades desta detenção ocorrida em 1996. "O silêncio midiático prejudica e inviabiliza a libertação dos presos cubanos nos EUA", ressaltou o dirigente, exemplificando que esta injusta prisão não é pauta nos meios de comunicação.

    Os cubanos Antonio Guerrero Rodríguez, Fernando Gonzalez Llort, Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino Salazar, Rene Gonzaléz Shewerent foram acusados de espionagem, fato nunca comprovado. Os ativistas estavam no país para combater ações que estavam sendo planejadas por um grupo terrorista norte-americano em Miami.

    Ricardo Alarcón detalhou as irregularidades judiciais deste processo, considerado o mais prolongado da história dos EUA. O dirigente declarou que os Estados Unidos negaram a defesa por necessidade, já que os ativistas cubanos ingressaram no país para evitar ações terroristas anti-cubanas. Usando uma metáfora, o dirigente comparou que é o mesmo que alguém invadir uma residência para salvar alguém que está dentro, sendo uma invasão de domicilio, porém motivada por uma causa maior.

    Alarcón precisou várias arbitrariedades e imprecisões jurídicas do processo. A Anistia Internacional, após estudar o caso por anos, pronunciou-se em sem 2009, denunciando que há violações no processo. Alem disso, os familiares enfrentam uma série de dificuldades para visitar os prisioneiros devido à burocracia para obter vistos de ingresso nos EUA. A média tem sido de uma visita familiar a cada ano, informou Alarcón. Esposas de dois detidos estão impedidas de visitá-los, contrariando os direitos prisionais e causando sofrimento.

    Entre as irregularidades no processo está a ausência de provas. As ameaças ao júri também integram a lista de denúncias. Fotógrafos e cinegrafistas perseguiram os jurados durante o processo, ficando comprovado, em 2006, que eram jornalistas contratados pelo governo americano para constranger o júri, mostrando onde moravam, placas dos carros e outras informações pessoais. “Os julgadores temiam por suas vidas”, relatou Alarcón. Além disso, os acusados foram presos 30 meses antes do julgamento.

    Alarcón pediu que se redobre e multiplique os esforços para a libertação dos ativistas. “Está provado que a solidariedade internacional funciona. O presidente Obama sabe que pode fazer e que cresce esta onda para pressioná-lo a cumprir seu dever. Nós, que estamos em liberdade e vivemos com nossas famílias, podemos contribuir para libertar estes cinco companheiros que sacrificam suas vidas”, conclamou.

    O VI Colóquio é parte da programação da I Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático que ocorre de 16 a 26 de novembro, reunindo ativistas de 20 países com o objetivo de ampliar as informações sobre a situação da ilha que aplica o modelo socialista desde 1959.

    Reportagem e texto: Stela Pastore

    Declaración Final del VI Coloquio Internacional "Por la Libertad de los Cinco y contra el terrorismo"

    Los Coloquios realizados en Holguín desde hace seis años han marcado la importancia y la creciente solidaridad que esta colosal injusticia contra los Cinco despierta en miles de amigos solidarios. Colectivamente las condenas de nuestros Cinco Hermanos hoy suman dos cadenas perpetuas más 99 años de prisión. Los recursos legales se agotan; tampoco han sido concedidas las visas múltiples al conjunto de los familiares, ni las visas humanitarias para Olga y Adriana.

    Mientras los Cinco guardan injusta prisión, connotados terroristas internacionales son homenajeados en universidades de Miami como Orlando Bosch Ávila; y Luis Posada Carriles sólo será juzgado por mentir a las autoridades migratorias, y no por ser terrorista y responsable de la muerte de miles de seres inocentes.

    Graciela Ramírez, presidenta del Comité Internacional por la Liberación de los Cinco Héroes cubanos, leyó en el plenario la declaración final del VI Coloquio por la Libertad de los Cinco Héroes y contra el Terrorismo.

    Las declaraciones recientes del terrorista internacional Francisco Chávez Abarca, mano derecha de Luis Posada Carriles, detenido en Venezuela el pasado primero de julio y extraditado a Cuba; revelan los planes contra la isla, Venezuela y otros países de la región, que se fraguan con total impunidad desde EE.UU.
    La falta de respuesta a la solicitud de extradición del criminal Luis Posada Carriles a Venezuela cursada hace más de cinco años por el gobierno bolivariano, y la negativa de extraditar a Argentina a Roberto Guillermo Bravo, autor del asesinato de 16 presos políticos, nos muestra en su real dimensión al gobierno de EE.UU. que carece de moral para hablar de derechos humanos, de lucha contra el terrorismo; mantiene injustamente en prisión a los Cinco por más de 12 años mientras que los terroristas andan libres por las calles de Miami.
    A este VI Coloquio Internacional asistieron más de 350 delegados de 56 países. El caso de los Cinco es absolutamente político y solo la solidaridad internacional podrá lograr su regreso a la patria y al seno familiar. Estamos conscientes de la urgencia de la etapa en la cual nos encontramos. Por lo tanto, es fundamental intensificar las acciones durante los dos últimos años de la primera administración de Obama.
    Tenemos que trabajar más unidos que nunca y multiplicar las acciones entre las miles de manos que como un solo puño se levantan y forman los más de 300 comités solidarios por su liberación en 111 países.

    Los más de 300 delegados de 50 países asistentes al VI Coloquio Internacional por la Libertad de los Cinco y contra el Terrorismo convocan a:
    1. Ampliar el trabajo con parlamentarios, sindicalistas, religiosos, personalidades y movimientos sociales; extendiéndolo a sus homólogos en EE.UU. Solicitar pronunciamientos del Parlamento Europeo, Parlacen y Parlatino. Utilizar las diferentes resoluciones, mociones y otros documentos que ya han sido aprobados por los parlamentos con anterioridad.
    2. Utilizar el documento recientemente emitido por “Amnistía Internacional” sobre los Cinco en todas las oportunidades que se crea conveniente; especialmente enviarlo a miembros del gobierno de la Administración estadounidense; lo mismo con la decisión del Grupo de Trabajo sobre Detenciones Arbitrarias de Naciones Unidas.
    3. Continuar movilizando el desarrollo de las jornadas internacionales de solidaridad con los Cinco del 12 de septiembre (aniversario de sus arrestos) al ocho de octubre, destacando el seis de octubre declarado por Cuba “Día de las víctimas del terrorismo”; y el ocho de junio aniversario de la injusta sentencia de culpabilidad de los Cinco.
    4. Crear nuevas formas de comunicación para que la verdad llegue a todas y todos y ampliar la divulgación del caso de los Cinco en los más vastos sectores sociales.
    5. Realizar en Washington una conferencia internacional que convoque a personalidades de EE.UU. y diferentes países que demanden al Presidente Obama:
    • Hacer uso de sus facultades y otorgar la libertad a los Cinco.
    • Poner fin al bloqueo genocida contra Cuba.
    • Respetar la voluntad de los pueblos del mundo.
    6. Exigir el otorgamiento de las visas múltiples para todos los familiares y en especial para Olga Salanueva y Adriana Pérez. Apelar a la Comisión Internacional por el Derecho a Visitas Familiares; a Michelle Obama en su doble condición de mujer y de madre; y continuar estimulando las iniciativas y acciones de los comités.
    7. Difundir y estimular la demanda de libertad para los Cinco, por parte de artistas, personalidades y líderes de opinión, a través de sus relaciones con medios de prensa escritos, radiales, televisivos y medios alternativos mediante carteles, postales, cartas, llamadas telefónicas, impresos, filmaciones, tanto a nivel local, nacional e internacional. Identificar un cantante conocido que esté dispuesto a escribir una canción sobre los Cinco y buscar cantantes de diferentes partes del mundo que la interpreten a la vez.
    8. Organizar conferencias sobre el caso de los Cinco en universidades norteamericanas y en otras con juristas reconocidos.
    9. Mantener informada a “Cubainformación” de las acciones que se realizan para permitir apoyarse mutuamente en las campañas.
    10. Incrementar la utilización de las redes sociales, como Twitter, Facebook, blogs, correos electrónicos, radios comunitarias, canales de TV e Internet.
    11. Convocar demostraciones, conciertos, obras de teatro, exposiciones, concursos y actividades que denuncien el caso y reclamen la solidaridad desde todos los espacios culturales posibles. Estimular acciones deportivas como maratones, partidos de béisbol o fútbol, entre otros.
    12. Denunciar la impunidad y el doble rasero de un gobierno que se dice en lucha contra el terrorismo; mientras ampara y otorga protección a terroristas internacionales como Luis Posada Carriles y Orlando Bosch Ávila. Exigir el cese de la impunidad, el desmantelamiento de las organizaciones terroristas con sede en Miami; y el juicio y castigo a los asesinos de nuestros pueblos.
    13. Reproducir el documental “Razones de Cuba” que contiene las declaraciones del terrorista internacional Francisco Chávez Abarca, para denunciar las formas del terrorismo contra Cuba y nuestros pueblos.
    14. Utilizar la digitalización de la nueva gráfica por los Cinco, para ampliar su reproducción en los diferentes países.
    15. Hacer un llamado, en el Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes a celebrar en Sudáfrica, de respaldo a la demanda universal para que el Presidente Obama libere inmediatamente y sin condiciones a los Cinco Héroes cubanos.
    “Cese la injusticia. ¡Libertad ya!”

    VI Congreso del Partido Comunista Cuba.

    PARTIDO COMUNISTA DE CUBA / COMITÉ CENTRAL



    A las fuerzas políticas y movimientos sociales amigos:

    La Revolución cubana, en su batallar por construir una sociedad más justa, se apresta a celebrar el VI Congreso del Partido Comunista Cuba.



    Las actividades previas ya han comenzado con el debate crítico y el análisis certero por el pueblo y sus militantes del proyecto de Lineamientos de la Política Económica y Social, documento que recoge la esencia de la actualización que requiere nuestro modelo económico, basado en la planificación y no en el mercado.



    El próximo Congreso se celebrará en un contexto caracterizado por el enfrentamiento a los efectos de 50 años de guerra económica de EE.UU., las consecuencias de la crisis económica internacional y la pérdida de 20 900 millones de dólares entre 1998 y 2008 por eventos climatológicos. En el orden interno, agravan la situación la baja eficiencia de varias de nuestras ramas productivas; la descapitalización de la base productiva y la infraestructura; el envejecimiento y estancamiento del crecimiento de la población; y medidas conceptuales y humanas acertadas en su momento, pero a la luz de hoy requieren su erradicación.



    La prensa internacional y muchos autotitulados analistas sobre temas cubanos han comenzado a distorsionar, reinterpretar y falsificar el contenido, el alcance y los objetivos de las medidas que hoy discutimos en Cuba. Buscan con ello mancillar el espíritu humanista de nuestro proyecto socialista.



    El anuncio sobre la eliminación de cerca de un millón de puestos de trabajos innecesarios, mayoritariamente en los sectores presupuestados y de los servicios, de los cuales se eliminarán cerca de 500 mil antes de marzo del 2011, está siendo tratado por la prensa internacional como una medida de despidos en masa, algunos han usado el término de “terapia de choque”.




    Omiten los medios de comunicación y los analistas que se trata de un proceso encaminado a lograr un mejor reordenamiento y distribución de la fuerza laboral y a erradicar paulatinamente el pernicioso fenómeno del subempleo; hacer sustentable y eficiente, desde el punto de vista económico, nuestro proyecto revolucionario y socialista en las condiciones actuales ya descritas; y corregir medidas que llevaron a nuestro Estado a asumir posturas paternalistas que arriesgaban la continuidad del Socialismo en Cuba.



    El reordenamiento laboral tiene también entre sus objetivos, reorientar una buena parte de esa fuerza laboral a otros sectores productivos que hoy demanda la economía del país. Además, un poco más del 20% de esos 500 mil, solo cambiarán la forma de gestión, nunca su empleo, lo que aligerará la carga presupuestaria del Estado y redundará, por tanto, en una mayor eficiencia en la producción y los servicios.



    A todo esto hay que agregar, que es conocida la firme voluntad del Estado socialista de mantener sus conquistas sociales y de no dejar desamparado a ningún obrero o empleado, pero ahora bajo nuevas fórmulas más sustentables.



    La gran prensa monopolizada tampoco dirá nunca que las medidas que hoy se implementan y las que serán aprobadas en el VI Congreso del PCC contienen el análisis oportuno y reflexivo y las propuestas que el pueblo ha venido expresando en el debate que sobre el futuro de la Revolución se estableció en Cuba y que tiene tres grandes momentos:



    El primero de ellos fue la discusión generada a partir del discurso del Comandante en Jefe, Fidel Castro, en la Universidad de La Habana, en noviembre de 2005, donde llamó a reflexionar sobre los peligros internos que acechaban a la Revolución y la responsabilidad de todos los cubanos en preservarla y fortalecerla.



    El segundo momento se inició después de la intervención del compañero Raúl Castro el 26 de Julio de 2007. A partir de esa fecha, y durante meses, todo el pueblo tuvo la oportunidad de expresar sus criterios sobre la sociedad y la Revolución cubanas y sobre el futuro del Socialismo en Cuba. Este debate continuó en el 2008, pero al interior de cada sector productivo y social, con el objetivo de que se propusieran todas las soluciones posibles para diagnosticar y corregir, sectorial e integralmente, las deficiencias de nuestro modelo económico. Todas las opiniones, todas, fueron recogidas por el Partido y la dirección del país y son la brújula que marca el proceso que hoy alcanza una nueva etapa.



    El tercer momento es ya el Congreso del PCC que ha comenzado en las calles, en los hogares, en las industrias, en todos los rincones del país, con el análisis crítico por toda la población de los Lineamientos de la Política Económica y Social, documento que es fruto de las discusiones anteriores y que no está cerrado, pues recogerá nuevamente las opiniones y sugerencias finales que serán debatidas y aprobadas por los delegados al VI Congreso del PCC.



    Amigos y amigas del mundo:


    El VI Congreso se enmarca en el 50 aniversario de la Victoria de Playa Girón, primera gran derrota militar de Estados Unidos en América y de la Proclamación del carácter socialista de la Revolución Cubana.


    Cuba, su pueblo y su Revolución, están conscientes del camino escogido en 1959 y del papel que juegan en el mundo de hoy. Abandonar la senda del socialismo constituiría un suicidio, pues sucumbiría nuestra soberanía y traicionaríamos a millones de mujeres y hombres que han sacrificado sus vidas defendiendo el progreso de la nación.

    Les aseguramos a nuestros amigos y amigas en el mundo que la defensa irrenunciable de nuestra independencia y de nuestro socialismo son hoy y serán siempre las principales banderas del proceso revolucionario cubano

    DEPARTAMENTO DE RELACIONES INTERNACIONALES

    La Habana, 26 de noviembre de 2010.

    terça-feira, 30 de novembro de 2010

    Reflexões do companheiro Fidel: O DISCURSO DE HUGO CHÁVEZ

    Uma insólita reunião acontecera no Capitólio dos Estados Unidos entre um grupo de legisladores da direita fascista desse país e líderes da direita oligárquica e golpista da América Latina. Ali se falou do derrubamento dos governos da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua.
    O fato aconteceu poucos dias antes do encontro de Ministros de Defesa dos países do hemisfério, em Santa Cruz, na Bolívia, onde o presidente Evo Morales pronunciou sua enérgica denúncia em 22 de novembro.
    Mas não se tratava de uma campanha midiática caluniosa ?algo habitual na política imperialista?, senão de uma atividade conspirativa que, com certeza, conduziria na Venezuela a um inevitável derramamento de sangue.
    Pela experiência vivida ao longo de muitos anos, não albergo a menor dúvida do que aconteceria na Venezuela se Chávez fosse assassinado. Não haveria que partir de um plano prévio contra o Presidente; bastaria um alucinado, um consumidor habitual de drogas, ou a violência desatada pelo narcotráfico nos países da América Latina, para produzir na Venezuela um problema extremamente grave. Analisando o fato do ponto de vista político, as atividades e os hábitos da oligarquia reacionária proprietária de poderosos meios de informação, encorajada e financiada pelos Estados Unidos, conduziria inevitavelmente a choques sangrentos nas ruas venezuelanas, como são as intenções claras da oposição venezuelana, semeadora de ódio e atos de violência a olhos vistos.
    Guillermo Zuloaga ?proprietário de um canal de televisão opositor à Revolução Bolivariana e prófugo da justiça venezuelana?, é um dos conspiradores que participou da reunião de congressistas convocada por Connie Mack e Ileana Ros-Lehtinen ?de origem cubana e filiação batistiana?, conhecida por nosso povo como a “loba feroz” por sua conduta repugnante aquando do seqüestro de Elián González e sua negativa de entregar o menino a seu pai. A congressista republicana é um símbolo do ódio e do ressentimento contra Cuba, a Venezuela, a Bolívia e os demais países da ALBA; quase com toda certeza o Congresso dos Estados Unidos a elegerá Presidenta do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes; foi defensora do governo golpista de Honduras, rejeitado pela maioria dos países da América.
    O Governo Bolivariano da Venezuela estava perante um grave e provocador desafio. Era um tema realmente delicado. Perguntava-me qual seria a reação de Chávez. A primeira resposta enérgica partiu de Evo Morales em seu brilhante e sentido discurso que nosso povo já conhece hoje. Há dois dias, na terça-feira 23, foi anunciado que Chávez abordaria o tema na Assembléia Nacional.
    O ato foi convocado para as 17h00 e começou quase exatamente à hora marcada. Os discursos ali pronunciados foram enérgicos e precisos. Todas as atividades decorreram em apenas duas horas e alguns minutos. Os venezuelanos tinham tomado o problema bem em sério.
    Chávez começou mencionando os nomes de numerosas pessoas presentes e, depois de brincar com a nova campeã mundial de Katá e o jogo entre dois times profissionais de Beisebol, entrou progressivamente em matéria:  
    “…vou, na verdade, na verdade, na verdade, ser breve. Foi dito, digam-me, esse documento que foi lido pelo deputado Roy, obrigado Roy, Roy Daza, por essa leitura; esse documento, não só em defesa da Venezuela, como aqui já foi dito, Eva o disse. Não, estamos saindo em defesa da pátria humana; a gente poderia dizer, inclusive, em defesa da possibilidade humana.
    “Trouxe uns livros […] Este foi o mesmo exemplar, já está um pouquinho desgastado, que ergui lá, nas Nações Unidas, Chomsky, Hegemonia ou sobrevivência —continuo recomendando este livro—: A estratégia imperialista dos Estados Unidos, Noam Chomsky. Eva o mencionava e nos lembrava a este grande do pensamento crítico, do pensamento criador, da filosofia, da luta pela humanidade.
    “Eis a continuação deste, Estados falidos: o abuso de poder e o ataque à democracia. Aqui, nada mais e nada menos, Chomsky coloca a tese de que o primeiro Estado falido neste mundo é o Estado estadunidense, um Estado falido, uma verdadeira ameaça para todo o planeta, para todo o mundo, para a espécie humana.”
                “Aqui tem uma parte da entrevista, das conversações, onde Chomsky faz reflexões acerca da América Latina e sobre a Venezuela, de maneira muito valente, muito objetiva e generosa, defendendo nosso processo revolucionário, defendendo nosso povo, defendendo o direito que temos e estamos exercendo, de dar-nos nosso próprio caminho, como todos os povos do mundo têm, e o império ianque tem desconhecido este direito e pretende desconhecê-lo.
    “No mesmíssimo capitólio federal —acho que o chama—, na mesmíssima Washington se reuniu, foi instalada uma cúpula de terroristas; uma cúpula, uma patota —diriam os argentinos, e também os venezuelanos falamos patota—, uma verdadeira patota de delinqüentes, trapaceiros, terroristas, ladrões, malandros, reuniram-se, e, além disso, aprovados por ‘prestigiosas’ figuras do estabelecimento, do establishment, não só das correntes da extrema direita republicana, mas também do Partido Democrata, e lançaram —como já foi dito aqui, Eva o disse, também Roy no maravilhoso documento que leu, um documento de Estado, um documento nacional— abertamente uma ameaça contra a Venezuela, contra os países e os povos da Aliança Bolivariana.
    “Saudamos desde aqui a Evo Morales, valente companheiro, camarada, e ao povo da Bolívia.
    “Saudamos desde aqui a Rafael Correa, valente companheiro, camarada, e ao povo equatoriano.
    “Saudamos desde aqui a Daniel Ortega, esse comandante presidente, valente companheiro, camarada, e ao povo da Nicarágua.
    “Saudamos desde aqui a Fidel Castro, a Raúl Castro e a esse valente povo cubano.
    “Saudamos desde aqui a todos os povos do Caribe, a Roosevelt Skerrit e ao povo de Dominica, valentes líderes; São Vicente e as Granadinas; Ralph Gonçalves, Spencer, aos povos da ALBA, da Aliança Bolivariana, a seus governos, aos nossos governos, e, é claro, desde aqui ao povo bravio da Venezuela, nosso compromisso e nosso apelo à unidade e a continuar batalhando pelo futuro da pátria, pela independência, cuja ata original —já o disse nossa presidenta Cilia— aí está, a ata original que data de 200 anos. 
    “Estamos entrando já em 2011, preparemo-nos de todos os pontos de vista:  espiritual, político, moral, para comemorar os 200 anos daquele primeiro Congresso, daquela primeira Constituição, a primeira da América Latina, daquele nascimento da Primeira República, o nascimento da pátria venezuelana, muito mais que em 5 de julho, é todo 2011, e o início da guerra revolucionária de independência que comandou primeiro Miranda, depois Bolívar e os grandes homens e mulheres que nos deram pátria.
    “O documento que lia Roy Daza começa fazendo citação de uma frase de Bolívar em carta ao agente Irving, um agente estadunidense que veio aqui para reclamar aqueles navios que Bolívar e suas tropas apreenderam no Orinoco porque os Estados Unidos enviavam armas e apetrechos.
    “Não é novo, Eva, não é novo tudo isso que você denuncia aí, de enviar milhões de dólares, apoio logístico. Não. Desde essa época o governo dos Estados Unidos enviava armas e apetrechos às tropas imperialistas da Espanha. E é famoso. Assim o recolheu em parte esse bom escritor cubano, Francisco Pividal, em outro livro que não deixo nunca de recomendar: Bolívar, pensamento precursor do antiimperialismo. Lê-se de uma vez. E tema í um conjunto de citações extraordinárias. Você já sublinhava uma.
     
    “Mas em alguns trechos de algumas dessas cartas de Bolívar a Irving —acho que foi a última que ele lhe enviou—, quando já Irving começa a ameaçá-lo com o uso da força, Bolívar lhe diz: não vou cair na provocação, nem em essa linguagem. Só desejo dizer-lhe, senhor Irving —por aí está escrito, vou parafrasear, porque é a idéia, é a dignidade de nosso pai Bolívar o que se impõe, o que importa nesta sala plena de magia, plena de símbolos, plena de pátria, plena de sonhos, plena de esperança, plena de dignidade—, disse-lhe Bolívar: Saiba, senhor Irving, que mais da metade ou a metade —era 1819, já tinha decorrido quase uma década de guerra a morte— ou quase a metade dos venezuelanos e venezuelanas morreu na luta contra o império espanhol, a outra metade dos que cá ficamos estamos ansiosos de seguir esse mesmo caminho se Venezuela tivesse que enfrentar o mundo inteiro por sua independência, por sua dignidade.
    “Esse era, esse é Bolívar, e aqui estamos seus filhos, suas filhas, Maria, dispostos a fazer a mesma coisa. Saiba o mundo, estamos dispostos a fazer a mesma coisa. Se o império ianque, com todo seu poderio, do qual não nos rimos, não, é preciso levá-lo em conta —como bem nos recomenda Eva—; decidisse agredir, continuar agredindo e agredir abertamente Venezuela para tentar deter esta revolução, cá estamos dispostos, saiba, senhor império e suas personificações, que aqui estamos dispostos a fazer a mesma coisa:  a morrer todos por esta pátria e sua dignidade!
    “Haveria que se perguntar, essa reunião de cúpula de terroristas que se reuniu em Washington, alguns venezuelanos, bolivianos, instrumentos de genocídio —como se perguntava ontem um bom jornalista em uma entrevista— seria bom saber quê passaporte estão usando esses delinqüentes, por onde entraram, se alguns deles estão no código vermelho da INTERPOL. Chegaram muito fácil, e chegam e passeiam pelas ruas de Washington, são bem tratados. Por isso tem razão Noam Chomsky. Repito com Noam Chomsky: O Estado estadunidense é um Estado falido que age mais além das leis internacionais, não respeita absolutamente nada e se sente, também, com direito a fazê-lo, não responde perante ninguém. É uma ameaça não só para a Venezuela e para os povos do mundo, senão para seu próprio povo, povo que é agredido permanentemente por esse Estado antidemocrático.
    “Vejam aqui, apenas um resumo. Wikileaks, familiar, não é?
    “O quê dirá esta senhora representante, fascista, que nos chama a nós, a Evo, a Correa e a mim, foragidos? Foragida ela, é uma foragida que bem pudesse um tribunal venezuelano solicitar extradição dessa foragida por estar cometendo delitos e conspirando, e muitos outros, contra a soberania do nosso país. É uma foragida. Só resta desmascará-la perante o mundo; é o que resta, e aos foragidos.
    “O quê dirão esses foragidos, sobre isto, por exemplo?
    “Leio:
    “‘O quê dirá o Parlamento estadunidense sobre estes relatórios, sobre estes documentos que eram secretos e agora têm sido publicados nesta página Wikileaks? O quê significará Wikileaks? Assim como Chávez Candanga.
    “‘Em 15 de março de 2010, Wiki Candanga publicou um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no qual tratava várias filtrações protagonizadas por esta Web relacionadas com interesses estadunidenses e propunha diversas vias para marginalizá-la: vídeo de assassinatos de jornalistas.’ Eis alguns dos documentos, são públicos.  Seria bom ver se alguma autoridade nos Estados Unidos toma alguma iniciativa perante esses delitos, ou esses supostos delitos, não é? Não sou juiz para determiná-lo, supostos delitos graves cometidos por cidadãos de seu país, civis, militares; por seu governo.
    “Leio: ‘No dia 5 de abril de 2010, Wikileaks publicou um vídeo no qual se vê como soldados estadunidenses assassinam o repórter de Reuters, Namir Noor-Eldeen, a seu ajudante e mais nove pessoas.  Vê-se claramente que ninguém dos presentes fazia fintas de ataque ao helicóptero Apache do qual lhes disparavam. Ainda que a agência Reuters solicitasse em numerosas ocasiões o vídeo, foi-lhe negado até que Wikileaks conseguiu este vídeo inédito que pôs em xeque o aparelho militar dos Estados Unidos.’
    “Bom, pôs em xeque é fala, né? Pelo menos moralmente.
    “Mais uma vez, o quê dirão as Nações Unidas? O quê se passaria se isso acontecesse em alguns dos países da ALBA? O quê se passaria?  O quê dirá a OEA, o quê dirá o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Conselho de Direitos Humanos? O quê dirá a tristemente célebre Corte Internacional de Direitos Humanos? Para que vejamos a dupla rasoura com que se medem aqui os direitos humanos, o respeito à vida, o terrorismo e todos esses fenômenos.
    “Diários de guerra do Afeganistão, 25 de julho de 2010, foram também publicados.  Registros da guerra do Iraque. Reparem nesta frase: ‘Em 22 de outubro de 2010’—há poucos dias— ‘Wikileaks tornou público em sua página Web um compêndio denominado Documento da guerra no Iraque, que contém 391 831 documentos filtrados, desde o Pentágono, sobre a guerra do Iraque e sua ocupação, entre 1 de janeiro de 2004 e 31 de dezembro de 2009, nos quais se revelam, entre outros assuntos, o uso sistemático de torturas, a cifra de 109 032 mortos no Iraque, dos quais 61 081 foram civis, 63%; 23 984 'inimigos etiquetados como insurgentes', 15 196 chamados do país anfitrião.’ Que maneira de visitar um país!  ‘E 3 771 mortos 'amigos', força da coligação. Os documentos revelam que cada dia morreram 31 civis como média durante um período de seis anos.’
    “Quem investiga isto? Quem responde por isto? Não, é o império, é o falido Estado norte-americano. Leio esta frase: ‘Estes documentos que estão ordenados cronologicamente e por categorias descrevem ações militares mortais que afetam o exército dos Estados Unidos, incluindo o número de pessoas assassinadas, feridas o detidas como resultado dessas ações, bem como a localização geográfica precisa de cada acontecimento; além disso, detalha as unidades militares implicadas e as armas utilizadas.’ Suficientes detalhes para uma investigação.
    “O quê dirá o Congresso dos Estados Unidos sobre isto? Lá está nosso embaixador em Washington.  Você ainda é embaixador lá? Sim, você é embaixador. Que saibamos aqui não se disse nada, não é?
    “Aqui diz: ‘A maioria das entradas do diário foram escritas por soldados e membros dos Serviços de Inteligência, que escutavam os relatórios transmitidos por rádio desde a frente de combate.
    “‘Vítimas civis provocadas pela força da coligação. Ao mesmo tempo’, diz aqui, ‘foi publicado um grande número de ataques e mortes, como resultado dos disparos das tropas contra condutores desarmados, perante o temor de que esses fossem terroristas suicidas.
    “‘Um relatório detalha como uma criança foi assassinada e outra resultou ferida quando o auto no qual viajavam recebeu os disparos das tropas. Em compensação por este ataque foi pagado a seus familiares 100 000 afganis pelo menino morto, 1 600 euros.’ O capitalismo paga, 20 000 afganis, 335 euros pelo ferido e 10 000 afganis, 167 euros pela viatura. E a tudo isso lhe chamam nos relatórios, aqueles que o redigem, ‘pequenas tragédias’, ‘pequenas tragédias’. Esta é a grande ameaça, a maior ameaça que hoje vive o planeta.
    “O império ianque, sem dúvida, entrou em uma fase de declínio político, econômico e, sobretudo, ético; mas quem pode negar seu grande poderio militar, que, combinando esses fatores, converte este, o mais poderoso império da história da Terra, em uma ameaça muito maior para nossos povos.  O quê nos resta? Já foi dito também: unidade, unidade e mais unidade.
    “O quê vai fazer o Congresso dos Estados Unidos a partir de janeiro, um Congresso de extrema direita? Bom, o Parlamento venezuelano a partir de 5 de janeiro deve ser de extrema esquerda.
    “E faço um apelo para os deputados e deputadas eleitos pelo povo, pelos movimentos populares, os movimentos sociais, os partidos da revolução, têm um grande compromisso a partir do 5 de janeiro.
    “É na verdade inaudito, e Eva nos lembrou isso. Como é que aqui se continua permitindo que a gente, tendo esta Constituição —quanto custou, quantos anos de batalha, quanto suor, quanto sangue, quantos esforços; cá está bem claramente estabelecido, também está ali na primeira Constituição, a primeira ata de independência e nossa primeira Constituição, somos um país soberano—, a risco de que nos chamem outra vez ‘a pátria boba ou a revolução boba’, ou se quisermos ser muito mais populares na palavra ‘a revolução pentelha’; como é que a gente vai permitir que partidos políticos, ONGs, personalidades da contra-revolução continuem sendo financiados com milhões e milhões de dólares do império ianque e andem por aí fazendo uso da plena liberdade para abusar e violar nossa Constituição e tentar de desestabilizar o país? Imploro que seja feita uma lei bem severa para impedi-lo. Essa deve ser a forma como a gente deve responder à agressão imperial, à ameaça imperial, radicalizando posições, não afrouxando absolutamente nada, ajustando posições, afincando o passo, consolidando a unidade revolucionária. Não apenas um Parlamento, muito mais à esquerda, muito mais radicalmente à esquerda, precisamos de um governo muito mais radicalmente à esquerda, uma força armada, general Rangel —general em chefe, que o ascenderemos finalmente no sábado, que é 27 de novembro, Dia da Força Aérea—, muito mais radicalmente revolucionária, junto do povo.
    “Não deve existir cabimento em nossas fileiras civis, militares, para palavras vagas. Não, uma só linha: radicalizar a revolução! E isso o tem que sentir essa grosseira burguesia apátrida, deve senti-lo! Essa burguesia venezuelana, sem-vergonha e sem pátria, deve sentir, deve saber que não é gratuito que um dos seus mais conotados representantes vá no mesmíssimo Congresso do império a arremeter contra a Venezuela e que continue tendo aqui um canal de televisão. E assim por diante, e assim desse jeito! A burguesia venezuelana deve saber que vai-lhe custar cara a agressão contra o povo, e não andar se passeando por aí.
    “Lembro —aí está José Vicente Rangel, Maduro e companheiro, obrigado por nos acompanhar— quando no governo de Betancourt, inclusive foram apreendidos, sem julgamento prévio nem fórmula prévia, deputados dos partidos de esquerda, sem prova alguma os meteram na cadeia, tiraram-lhes a imunidade parlamentar. 
    “Dentro de poucas semanas ingressará neste recinto um grupo de deputados da extrema direita. Bom, apenas é preciso lembrar-lhes que aqui existe uma Constituição. Assim como foi ilegalizado aqui, em seu momento, o Partido Comunista da Venezuela, e muitos outros partidos, e a muitos deputados lhes retiraram a imunidade parlamentar, mesmo sem provas, outros foram para a montanha, como o grande Fabricio Ojeda, que renunciou a sua cadeira e foi para a montanha para dar o sangue pela revolução e pelo povo. Imagino que este digno Parlamento não aceitará, tendo a representação majoritária das forças populares, que aqui venha a força da ultra direita a tentar subverter a ordem constitucional. Suponho que o Estado, tenho a certeza de que o Estado ativará todos os mecanismos em defesa da Constituição e da lei perante as agressões que não se deixarão esperar.
    “Em resumo, a ameaça... Como é que chamaram o evento dos terroristas? ‘Ameaça nos Andes’, né?, Nicolás; Perigo nos Andes, é como o título de um filme, Perigo nos Andes; aliás, haveria que advertir ou alertar o perigo no mundo, o perigo é mundial.
    “mesmo agora tem uma situação, nestes momentos, lá na Península da Coréia. Quando eu vinha para cá ainda as notícias eram confusas, como confuso foi o afundamento daquele navio da Coréia do Sul, o Cheonan; mas depois surgiram evidências de que essa nave foi afundada pelos Estados Unidos. Agora em uma pequena ilha, naquela península dividida pelo império ianque, invadida, arrasada durante anos, existe uma situação de tensão, umas bombas, uns mortos e uns feridos.
    “Fidel Castro leva vários meses alertando acerca dos graves riscos de uma guerra nuclear. Há pouco estive lá, mais uma vez, e me explicava, desenvolvia seu pensamento —já bastante o conhecemos, é claro, não há nada melhor que dialogar— e me dizia: ‘Chávez, qualquer teco ali nessa zona, cheia de armas de destruição maciça, de armas atômicas, pode escalar para uma guerra, que pudesse ser, primeiro, convencional...’; mas ele está convencido de que vai direto a uma guerra nuclear, que pudesse marcar o fim da espécie humana. Portanto, não é o perigo nos Andes, esquálidos de Washington; o perigo é mundial.
    “Cá na Venezuela, como Eva dizia, acendeu-se uma luz, e na América Latina acendeu outra, acendeu outra e acenderam outras. Hoje podemos dizer —não Venezuela; não—: América Latina é o continente da esperança e o império ianque não pode fechar as portas da esperança.
    “A nós, aos venezuelanos e venezuelanas, sempre nos coube, por alguma razão, ou por algumas razões de diferentes sinais, estar na vanguarda dessas lutas, há séculos.
    “Vejo lá o retrato de Miranda, de Bolívar, e lá Martín Tovar e Tovar, Carabobo, e tudo isso Roy o lia e o dizia com paixão: Cá está, em nossos genes, em nosso sangue. Parafraseou Mao, o grande timoneiro.
    “Esse império, esse Estado falido que são os Estados Unidos, apesar de seu imenso poder, de suas ameaças, vai terminar sendo um gigantesco tigre de papel e nós somos obrigados a nos converter em verdadeiros tigres de aço, pequenos tigres de aço, invencíveis, indomáveis.
    “Senhora Presidenta, prometi ser breve, e o disse no começo, e o repito: Acho que tudo o que aqui devia ser dito, foi dito entre Eva Golinger, a valente mulher, e este valente cavaleiro deputado Roy Daza, recolhido nesse documento que agora entendo que vai circular pelos quatro cantos da Venezuela, e mais além, pela América Latina.
                “Agradeço o convite a este ato; agradeço o gesto, e só, como mais outro, junto-me a este gigantesco batalhão, por assim dizer, em defesa da Venezuela, em defesa da pátria venezuelana.
    “Olhando o quadro, mais do que um quadro, a obra monumental de Tovar e Tovar, a gente enxerga lá a infantaria, e enxerga lá a cavalaria.  Inspiremo-nos ali: Infantaria, baionetas caladas, a passo redobrado! Cavalaria, ao galope, em defesa da pátria bolivariana, da Aliança Bolivariana de nossos povos!
    “Abaixo o império ianque!”, exclamou finalmente, e vivas à ALBA, à Pátria e à Revolução.
    Não há a menor dúvida de que Chávez, um homem de profissão militar, porém muito mais apegado à persuasão e ao diálogo do que à força, não hesitará para impedir que a direita pró imperialista e anti patriótica lance venezuelanos enganados contra a força pública para ensangüentar as ruas da Venezuela.
    Na Bolívia e na Venezuela a máfia imperialista tem recebido uma resposta tão clara e enérgica que talvez não imaginava.
    Fidel Castro Ruz
    25 de novembro de 2010
    18h34