terça-feira, 9 de agosto de 2011

Guerra e dívida

O debate que não aconteceu acerca do tecto de endividamento  

por Michael Hudson [*]

Crep�sculo em Washington.Vamos começar com a questão mais óbvia: Se os governos aumentam a sua dívida no processo de executar programas que o Congresso já aprovou, porque teria o Congresso ainda uma outra opção de impedir o governo de continuar estas despesas autorizadas, recusando-se a elevar o tecto de endividamento?

A resposta é óbvia quando se observa a razão porque esta verificação à prova de falha foi introduzida em quase todos os países do mundo. Ao longo da história moderna, a guerra tem sido a causa principal do aumento da dívida nacional. A maior parte dos governos operam em equilíbrio fiscal durante os tempos de paz, financiando seus gastos e investimentos com a cobrança de impostos e de taxas de utilização. As emergências de guerra pressionam este equilíbrio para o défice – por vezes para guerras defensivas, algumas vezes para a agressão.

Na Europa, os controles parlamentares dos gastos de governo foram concebidos para impedir governantes ambiciosos de travarem guerras. Este era o grande argumento de Adam Smith contra dívidas públicas e a sua insistência em que as guerras fossem financiadas numa base de pagamento imediato. Ele escreveu que se o povo sentisse imediatamente o impacto económico da guerra – a invés de adiá-lo com tomadas de empréstimos – seria menos provável que apoiasse o aventureirismo militar.

Esta não era obviamente a posição do Tea Party, nem a dos republicanos. O que é tão notável acerca da crise de 2 de Agosto do tecto da dívida nos Estados Unidos é a sua aparente dissociação com as despesas de guerra. Certamente, mais de um terço (US$350 mil milhões) do corte de US$917 mil milhões em gastos correntes cabe ao Pentágono. Mas isso simplesmente reduz a notável taxa de escalada que se verificou desde do Iraque até o Afeganistão e a Líbia.

O que é ainda mais notável no mês passado é que o democrata Dennis Kucinich e o republicano Ron Paul procuraram fazer com que o presidente Obama obedecesse às condições da Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act) e obtivesse a aprovação do Congresso para a sua guerra na Líbia, como é exigido quando a guerra perdura por mais de três meses. Esta tentativa de aplicar a regra da lei à Presidência Imperial não teve êxito. Obama afirmou que bombardear um país não era guerra. Era guerra só se soldados de um país estivessem a ser mortos. O bombardeamento da Líbia foi feito a partir do ar, a longa distância e talvez também por aviões sem piloto (drones). Então uma guerra sem sangue é realmente uma guerra – sem sangue do lado do agressor, não é?

Esta foi precisamente a situação pela qual a regra do tecto de endividamento foi introduzida em 1917. O presidente Wilson havia levado os Estados Unidos à Grande Guerra, rompendo a sua promessa de campanha eleitoral de não o fazer. Isolacionistas nos Estados Unidos procuraram limitar o compromisso da América, através da imposição da vigilância do Congresso e a aprovação do aumento do tecto de endividamento. Esta salvaguarda obviamente era destinada a ser utilizada contra gastos não programados que ocorressem sem a aprovação do Congresso.

O presente aumento da dívida do Tesouro dos EUA resulta de duas formas de guerra. Primeiro, a claramente militar Guerra do Petróleo no Médio Oriente, desde o Iraque ao Afeganistão (Pipelinistão) e à Líbia rica em petróleo. Estas aventuras acabarão por custar entre US$3 e US$5 milhões de milhões (trillion). Segundo, e ainda mais caro, é a mais encoberta e ainda mais custosa guerra económica da Wall Street contra o resto da economia, exigindo que perdas de bancos e instituições financeiras sejam transferidas para o balanço do governo ("contribuintes"). Os salvamentos de "almoços gratuitos" para a Wall Street – não por coincidência, o contribuidor número um de campanhas políticas para o Congresso – custam US$13 milhões de milhões.

Parece notável que o foco principal de Obama sobre o tecto de endividamento seja para advertir que o financiamento da Segurança Social deve ser cortado, juntamente com o do Medicare e outros programas sociais. Ele chegou a dizer que apesar do facto de que salários postos à parte para o FICA [1] terem sido investidos em títulos do Tesouro durante mais de meio século, o governo pode não enviar cheques esta semana.

Um duplo padrão radical está em acção para a democracia. Os investidores da Wall Street certamente não se preocupam muito. De facto, taxas de juro a longo prazo de Títulos do Tesouro realmente afundaram durante o mês passado e especialmente durante a última semana. Assim, possuidores de dívida institucional obviamente esperam ser pagos. Só os poupadores da Segurança Social são congelados (stiffed) – ou estaria Obama simplesmente a tentar ameaçá-los, de modo a aparecer como um herói salvador da sua Segurança Social através de uma Grande Negociação?

Wall Street tinha isto como certo. Não havia crise real. A autorização para elevar o tecto do endividamento público não é uma ocasião adequada para discutir política fiscal a longo prazo. Desde 1962 – exactamente quando a Guerra do Vietname começava a escalar – ela foi elevada 74 vezes. Isto dá uma média de cerca de uma vez a cada oito meses. É como ir a um notário público – só para certificar que o presidente não está a fazer algo errado. O sr. Obama podia ter pedido um voto limitado apenas a isto, sem cláusulas adicionais. Nunca antes tais cláusulas foram acrescentadas. E ainda mais notavelmente, não houve tentativa de impor uma cláusula restringindo a administração Obama de gastar quaisquer fundos adicionais na Líbia, sem obter uma declaração de guerra oficial do Congresso.

Obama podia ter recorrido à 14ª emenda para pagar. Ele podia ter adoptado a proposta feita por Scott Fulwiler e outros economistas da UMKC [2] de o Tesouro emitir US$1 milhão de milhões de moedas metálicas e pagar o Fed por Títulos do Tesouro. Mas o sr. Obama dirigiu o debate para a direita, transformando-a numa discussão sobre como cortar a Segurança Social e o Medicare na guerra de classe estado-unidense que está a emergir, ao invés de super-estender a Guerra do Petróleo à África do Norte.

A primeira grande vitória para o sector financeiro na guerra de classe interna da América foram os cortes fiscais "temporários" de Bush sobre a riqueza. Esta agressão não foi desfeita a fim de restaurar o equilíbrio orçamental. Não foram revogados nenhuns cortes fiscais temporários, nenhuma escapatória foi fechada. O fardo de equilibrar o orçamento foi empurrado ainda mais sobre a base do Partido Democrata: o trabalho urbano, minorias raciais e étnicas, os litorais Leste e Oeste. Mas os democratas dividiram-se na votação para elevar o tecto da dívida ao retalhar os gastos sociais do seu maior eleitorado.

Eleitorado votante, mas não contribuidores de campanha. Isto parece ser a chave de como se desdobrou a crise da dívida. Embora líderes democratas como Maxine Walters Waters, Dennis Kucinich, Henry Waxman, Barney Frank, Edolphus Towns, Charles Rangel e Jerrold Nadler se opusessem (e do lado republicado, Ron Paul, Michele Bachmann e Ben Quayle), grande parte da oposição baseada em princípios veio de republicanos tradicionais. Paul Craig Roberts, assistente do secretário do Tesouro do Reagan, acusou o acordo de ser demasiado à direita e de favorecer a riqueza num grau que ameaça provocar depressão.

A essência da teoria económica clássica do mercado livre era restringir o poder executivo – numa época em que o poder de fazer guerra era o principal abuso aos interesses nacionais. Assim como as câmaras baixas de legislativos bicamerais assumiam o poder de comprometer nações a uma dívida nacional permanente – ao invés das dívidas reais que morriam com os reis, como era norma antes do século XVI – também os parlamentos afirmaram seu direito de impedir a guerra.

Mas agora que as finanças são a nova forma de guerra – interna, não externa – onde está o poder para constranger o poder do Tesouro e do Federal Reserve a comprometerem os contribuintes com o salvamento de interesses financeiros do topo da pirâmide económica? O Fed e outros bancos centrais afirmam que a sua "independência" política é uma "característica de democracia". Parece ao invés ser uma transição para a oligarquia financeira. E agora que essas finanças juntaram-se à indústria petrolífera, grandes monopólios e privatizadores do domínio público, a necessidade de alguma espécie de supervisão do Congresso é tão necessária quanto foi o poder parlamentar sobre gastos militares em tempos passados.

Nenhuma discussão deste princípio básico foi divulgada no debate do tecto de endividamento. Mesmo críticos que (ostensivamente) votaram de forma relutante (de modo a proporcionar uma desculpa plausível para o que sem dúvida serão as suas posteriores condenações do acordo quanto chegar outra vez o tempo de eleições) actuaram como estivessem a salvar a economia. A realidade é que agora há pouca esperança de reconstruir a infraestrutura como prometera o presidente. Os cortes na partilha da receita federal atingirão duramente cidades e estados, forçando-os a vender ainda mais terra, estradas e outros activos do domínio público para cobrir seu défice orçamental quando a economia dos EUA afundar ainda mais na depressão. O Congresso acabou de acrescentar deflação fiscal à deflação da dívida, desacelerando o emprego ainda mais.

Como será que eles explicarão tudo isto nas eleições de Novembro de 2012?
03/Agosto/2011
[1] FICA: Federal Insurance Contributions Act. Lei federal americana que obriga empregadores a reterem os salários de funcionários para o pagamento da Previdência Social e de Seguros de Saúde
[2] UMKC: University of Missouri - Kansas City


[*] Ex-economista da Wall Street. Professor e investigador da Universidade de Missouri – Kansas City. Autor de Super Imperialism: The Economic Strategy of American Empire (new ed., Pluto Press , 2002) e Trade, Development and Foreign Debt: A History of Theories of Polarization v. Convergence in the World Economy. mh@michael-hudson.com

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/hudson08032011.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Um roubo de US$16 milhões de milhões

Um roubo de US$16 milhões de milhões

por Atilio A. Boron
 
 
A atenção da opinião pública internacional está centrada no acordo pírrico firmado entre Barack Obama e o Congresso pelo qual o presidente compromete-se a aplicar um duro programa de ajuste fiscal, centrado no corte de gastos sociais (saúde. educação. alimentação) e infraestrutura de 2,5 milhões de milhões de dólares mas preservando, como exige o Tea Party, o nível actual de despesa militar e sua eventual expansão. Em troca disto. a Casa Branca recebeu a autorização de elevar o endividamento dos Estados Unidos até 16.4 milhões de milhões de dólares, número superior nuns dois milhões de milhões de dólares o PIB desse país. Com isto espera-se – confiando na "mágica dos mercados" – superar a crise da dívida pública e reactivar a languidescente economia norte-americana. Esta receita já foi implementada a ferro e fogo na América Latina e não funcionou, nem tão pouco na convulsionada Europa destes dias. Com este acordo a única coisa certa será o agravamento da crise e, por isso, o agravamento da belicosidade norte-americana no cenário mundial.

"Socialismo para os ricos, mercado para os pobres"

O debate do possível incumprimento dos EUA eclipsou completamente um escândalo financeiro de proporções inéditas. No passado dia 21 de Julho soube-se o resultado da auditoria integral realizada pelo Gabinete Governamental de Prestação de Contas ((Government Accountability Office. GAO) à Reserva Federal (Fed). o banco central dos EUA. a primeira que se pratica à referida instituição desde que foi criada em 1913. Os resultados são espantosos: num prazo de pouco mais de dois anos e meio, entre 1 de Dezembro de 2007 e 21 de Julho de 2010, o Fed concedeu empréstimos secretos grandes corporações e empresas do sector financeiro no valor de 16 milhões de milhões (10 12 ) de dólares, um número maior que o PIB dos Estados Unidos o qual no ano de 2010 foi de US$14,5 milhões de milhões e mais elevado que a soma dos orçamentos do governo federal durante os últimos quatro anos. Não só isto: a auditoria revelou também que 659 milhões de dólares foram entregues a algumas das instituições financeiras beneficiadas arbitrariamente por este programa para que administrassem o multimilionário salvamento de bancos e corporações disposto como mecanismo de "saída" da nova crise geral do capitalismo. Desse gigantesco total cerca de 3 milhões de milhões foram destinados a socorrer grandes empresas e entidades financeiras na Europa e na Ásia. O resto foi destinado ao resgate de corporações estado-unidenses. encabeçadas pelo Citibank. o Morgan Stanley. Merrill Lynch e o Bank of America. dentre as mais importantes. Tudo isso enquanto a crise aprofundava até níveis desconhecidos a desigualdade económica dentro da população estado-unidense ao mesmo tempo que afundava sectores sociais crescentes na pobreza e na vulnerabilidade social. Naturalmente. esta informação apenas mereceu um espaço completamente marginal na imprensa financeira. tanto na internacional como na norte-americana. ou nos grandes meios de comunicação dos Estados Unidos. São notícias que. como recorda Noam Chomksy. não têm porque ser conhecidas do grande público.

As assombrosas revelações deste relatório deveriam dar lugar a uma discussão, sobre vários temas de grande importância. Um. a extremamente desigual distribuição dos esforços requeridos para enfrentar a crise. Até agora aqueles foram trazidos pelos trabalhadores. ao passo que as grandes fortunas pessoais ou corporativas, assim como os rendimentos fenomenais dos mais ricos, foram beneficiados com reduções de impostos e resgates multimilionários dispostos por George W. Bush e ratificados por Barack Obama no acordo recente. Dois. sobre os inexistentes – ou extremamente fracos e ineficazes – mecanismos de auditoria e controle democrático sobre as políticas e decisões de uma instituição crucial para a economia norte-americana e o bem-estar da sua população como o Fed. Três. sobre a duvidosa compatibilidade existente entre uma ordem que se autoproclama democrática e o estatuto jurídico e institucional do Fed como entidade autónoma que não tem a obrigação de prestar contas perante nenhuma instância de controle democrático. Em relação a este último o Fed manifestou sua predisposição para "considerar muito seriamente" as recomendações do GAO, mas por não ser uma instituição governamental não pode ser forçado a aceitá-las. Apesar do seu carácter privado o Governador (Chairman) do Fed e os sete membros da sua direcção são designados pelo Presidente dos Estados Unidos e sujeitos à sua confirmação posterior pelo Senado. Mas ao contrário do que pensa a esmagadora maioria da população norte-americana, o Fed não é uma agência do governo federal e sim uma corporação privada. Em termos políticos é o partido do capital financeiro. Sua autonomia é tão grande que não se sairia um milímetro da legalidade se as suas autoridades decidissem ignorar as recomendações do GAO ou rebelar-se abertamente contra elas. Para o Fed. não existe a prestação democrática de contas perante a comunidade e por ser uma entidade de direito privado não tem porque acatar nem sequer o estabelecido na Lei de Liberdade Informação, cuja jurisdição se estende só às instituições públicas. Situações aberrantes existem sim: um número equivalente ao total da dívida pública estado-unidense que pôs os EUA à beira do incumprimento foi desembolsado em resgates fraudulentos, secretos e muito benéficos para os prestatários e lesivos para o contribuinte, com cujo dinheiro um banco central "independente" como o Fed financiou toda esta operação. Cabe perguntar: independente de quem?

Conspiração de silêncio?

O escândalo revelado pela auditoria quase não teve nenhuma repercussão nos Estados Unidos. O governador do Fed, Ben Bernanke, fez-se de desentendido e disse que no momento em que se temia um incumprimento desse país o importante era resguardar a credibilidade do Fed e do sistema monetário estado-unidense. Apesar de o GAO ser um organismo de apoio aos trabalhos do Congresso as reacções de deputados e senadores perante a divulgação do relatório foram o mais absoluto e imoral silêncio. Até onde pudemos saber, uma das pouquíssimas vozes dissonantes foi a do senador Bernie Sanders. do estado de Vermont. Sanders é uma avis rara não só no Congresso como na política estado-unidense: é um político que se declara socialista e que foi eleito como candidato independente em aliança com o Partido Democrata. única maneira de ultrapassar o asfixiante bipartidarismo imperante nos Estados Unidos. Eleito senador em 2007 com 65% dos votos, um aluvião eleitoral muito pouco frequente na política desse país, foi apoiado por diversos movimentos sociais e pequenas organizações políticas de Vermont. Sanders reagiu duramente quando o relatório foi conhecido. Transcrevemos alguns dos parágrafos mas destacados da declaração emitida pelo seu gabinete de imprensa, que foi praticamente ignorado por quase todos os media dos Estados Unidos. Diz o seguinte:

21 de Julho de 2011.
"A primeira auditoria integral da Reserva Federal descobriu novos pormenores assombrosos acerca de como os Estados Unidos forneceram a bagatela de 16 de milhões de milhões de dólares (US$16.000.000.000.000) em empréstimos secretos para resgatar bancos e empresas estado-unidenses e estrangeiras durante a pior crise económica desde a Grande Depressão. Uma emenda proposta pelo senador Bernie Sanders à lei de reforma da Wall Street – aprovada há exactamente um ano atrás esta semana – havia ordenado ao Gabinete Governamental de Prestação de Contas (Government Accountability Office) efectuar esse exame.
"Como resultado desta auditoria agora sabemos que a Reserva Federal forneceu mais de 16 milhões de milhões de dólares em assistência financeira total a algumas das maiores corporações e instituições financeiras nos Estados Unidos e no resto do mundo", disse Sanders.
"Isto é um caso claríssimo de socialismo para os ricos e individualismo nu tipo 'salve-se quem puder' para os demais".

Esclarecimento: o Government Accountability Office (GAO) é uma agência independente e não partidária que trabalha para o Congresso dos Estados Unidos. A missão do GAO é investigar a forma com que o governo federal dispõe os dólares dos contribuintes. O chefe do GAO é Controlador Geral do Estados Unidos e é nomeado por um período de 15 anos pelo presidente a partir de uma lista de candidatos elaborada pelo Congresso. O chefe actual do GAO é Gene L. Dodaro. o qual fora nomeado pelo presidente Barack Obama em Setembro de 2010 e confirmado no seu cargo em Dezembro desse mesmo ano ao ser aprovado no seu posto pelo Senado. (Nota de A. Boron)

Dentre outras coisas a auditoria estabeleceu que a Reserva Federal "carece um sistema suficientemente exaustivo para tratar casos de conflitos de interesse. apesar de que existem sérios riscos de abusos neste sentido". De facto. segundo esta auditoria a Reserva Federal emitiu dispensas de conflito de interesse em favor de empregados e empreiteiros privados a fim de que pudesse manter seus investimentos nas mesmas corporações e instituições financeiras que recebiam empréstimos de emergência".

"Por exemplo. administrador-executivo do JP Morgan Chase exercia funções na Direcção da Reserva Federal de Nova York enquanto o seu banco recebia mais de 390 mil milhões de dólares de ajuda financeira da parte da Reserva Federal. Além disso, o JP Morgan Chase actuava como um dos bancos de compensação para os programa de empréstimos de emergência do Fed".

"Outra descoberta perturbadora do GAO é a que menciona que em 19 de Setembro de 2008 o senhor William Dudley. Presidente da Reserva Federal de Nova York, recebeu uma dispensa que lhe permitia conservar seus investimentos na AIG (American International Group. líder mundial no campo dos seguros) e GE (General Electric) enquanto estas companhias recebiam fundos de resgate. Uma razão pela qual o Fed não obrigou Dudley a vender as suas acções. Segundo a auditoria, foi porque tal acção poderia haver criado a aparência de um conflito de interesses".

"A investigação também revelou que o Fed terciarizava a empreiteiros privados como JP Morgan Chase. Morgan Stanley e Wells Fargo a maioria dos seus programas de empréstimos de emergência. Estas mesmas firmas também recebiam milhões de milhões de dólares do Fed por empréstimos concedidos a taxas de juro próximas do zero".

Os principais beneficiários destes empréstimos – concedidos entre 1 de Dezembro de 2007 e 21 de Julho de 2010 – são os seguintes:

Citigroup: $2.5 milhões de milhões ($2.500.000.000.000)
Morgan Stanley: $2.04 milhões de milhões ($2.040.000.000.000)
Merrill Lynch: $1.949 milhões de milhões ($1.949.000.000.000)
Bank of America: $1.344 milhões de milhões ($1.344.000.000.000)
Barclays PLC (Reino Unidos): $868 mil milhões ($868.000.000.000)
Bear Sterns: $853 mil milhões ($853.000.000.000)
Goldman Sachs: $814 mil milhões ($814.000.000.000)
Royal Bank of Scotland (UK): $541 mil milhões ($541.000.000.000)
JP Morgan Chase: $391 mil milhões ($391.000.000.000)
Deutsche Bank (Germany): $354 mil milhões ($354.000.000.000)
UBS (Suíça): $287 mil milhões ($287.000.000.000)
Credit Suisse (Suíça): $262 mil milhões ($262.000.000.000)
Lehman Brothers: $183 mil milhões ($183.000.000.000)
Bank of Scotland (Reino Unido): $181 mil milhões ($181.000.000.000)
BNP Paribas (França): $175 mil milhões ($175.000.000.000)
Wells Fargo & Co. $159 mil milhões ($159.000.000.000)
Dexia SA (Bélgica) $159 mil milhões ($159.000.000.000)
Wachovia Corporation $142 mil milhões ($142.000.000.000)
Dresdner Bank AG (Alemanha) $135 mil milhões ($135.000.000.000)
Societé Generale SA (França) $124 mil milhões ($124.000.000.000)
Todos os demais: $2,6 milhões de milhões ($ 2.639.000.000.000)
Total: $16,115 milhões de milhões ($ 16.115.000.000.000)
O original encontra-se em http://www.rosa-blindada.info/?p=744

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

XIX BRIGADA SURAMERICANA DE SOLIDARIDAD CON CUBA

“En el marco del 40 Aniversario de la Fundación del Campamento Internacional “Julio Antonio Mella”, (CIJAM)”

Programa  de la XIX Brigada Suramericana.
Del  22 de enero al  5 de febrero de 2012.

 
XIX BRIGADA SURAMERICANA DE SOLIDARIDAD CON CUBA

Ciudad de La Habana.

"Año 52 de la Revolución" 



Estimado(a) amigo(a):

Reciba el saludo fraterno y cordial del Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos.

Cada año el Instituto acoge con simpatía e inmensa satisfacción a la Brigada Suramericana de Trabajo Voluntario y Solidaridad con Cuba, integrada por delegaciones de Argentina, Brasil, Chile, Paraguay y Uruguay.

La Brigada tiene como objetivos coadyuvar a una mayor compresión de la realidad cubana y la realización de jornadas de trabajo voluntario como aporte al desarrollo agrícola y a la esfera productiva del país.

El programa contempla visitas a lugares de interés histórico, económico, cultural y social, tanto en la capital como en provincias; conferencias sobre la actualidad nacional, y encuentros con organizaciones de la sociedad cubana.

En este 2012 recibiremos la XIX edición de la Brigada Suramericana;  será dedicada al 40 Aniversario de la fundación del Campamento Internacional Julio Antonio Mella “CIJAM”. Nos proponemos desarrollar el programa del 22  de enero al  5 de febrero en las provincias de  La Habana, Artemisa, y por primera vez en la historia de nuestras Brigadas Suramericanas, será visitado el Municipio Especial Isla de la Juventud, con variadas y atractivas visitas de interés. Se adjunta programa para mayor información.

 Son 14 noches de estancia: de ellas 10 en el Campamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), ubicado en el municipio Caimito, a 45 Kms. de La Habana, y 4 noches en instalaciones de turismo del  Municipio Especial Isla de la Juventud

La estadía tendrá un costo de 390.00 CUC que incluye alojamiento (en habitaciones compartidas hasta 6 personas en el caso del CIJAM, pensión alimentaría completa, transfer in – out y transportación a todas las actividades del programa.

Las jornadas de trabajo agrícola se efectuarán en áreas aledañas al CIJAM. Este campamento, creado en el año 1972, cuenta con condiciones adecuadas para satisfacer la vida colectiva y las necesidades de las personas que nos visitan de diferentes partes del mundo.

La ascendente participación en la brigada denota la motivación por conocer Cuba y la creciente solidaridad que despierta nuestro proyecto social, sobre la base de dos pilares fundamentales: la condena al bloqueo impuesto por Estados Unidos y el respeto a nuestra autodeterminación e independencia.

Con su asistencia el brigadista se compromete a cumplir con el programa señalado y a observar adecuadamente las normas de conducta, disciplina y convivencia social.

Mucho nos agradaría contar con su presencia en la XIX Brigada Suramericana, por lo que le invitamos cordialmente a participar de la misma.

Las inscripciones estarán abiertas para los interesados hasta el día  04 de diciembre de 2011. Rogamos nos mantengan informados de la fecha, hora y vuelo de llegada de los brigadistas.


Fraternalmente,


Fabio Simeón González
Director XIX Brigada Suramericana
Dirección América latina y el Caribe
ICAP 




PROGRAMA SURAMERICANA 2012                         grupo A

Domingo 22:                     Opcionales de AMISTUR

Lunes 23:                          
09:00 hrs.                            Ofrenda Floral al busto de  Julio Antonio Mella.
09.30 hrs.                            Actividad oficial de bienvenida. Conferencia martiana y presentación cultural. Siembra de árbol  en Bosque Martiano
12.00 – 13:30 hrs.             Almuerzo en el CIJAM.
14:00 hrs.                            Coloquio.  “40 Aniversario de la fundación del CIJAM”. Encuentro fraternal con algunos de sus fundadores.
16:00 hrs.                            Reunión por países.

20:30 hrs.                            Noche Cubana.
                                              
Martes 24:                         
05:30 – 06:30 hrs.             Desayuno.
06:45.                                  Salida para Santa Clara.
Visita a complejo escultórico Ernesto Che Guevara y Tren Blindado

12:30 – 15:00 hrs.             Almuerzo en Delegación ICAP de Santa Clara

15.00 hrs.                            Regreso para el CIJAM
19.30 hrs.                            Cena en el CIJAM
21:00 hrs.                            Proyección de película cubana a definir.
                                            
Miércoles 25:                   
05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
12:00.                                  Almuerzo en el CIJAM.
15:00                                   Encuentro sectorial CTC, FMC , FEU y ACRC
18:30 hrs.                            Cena
Noche.                                Actividad con música grabada

Jueves 26:                        
05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
12:00.                                  Almuerzo en el CIJAM.
14:00 hrs.                            Conferencia sobre  Democracia y Derechos Humanos en Cuba.
18:00 hrs.                            Cena
20.30 hrs.                            Proyección de película cubana y documentales.

Viernes 27:                        
05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
12:00.                                   Almuerzo en el CIJAM y entrega de refrigerio para la comida.       
13.30.                                  Salida para visita al Museo de la Revolución y actividad  con la Colmenita (al terminar libre en ciudad hasta 21.00 horas)
21.30                                   Concentración en el parque frente a Museo Revolución.
Noche.                                Participación en la Marcha de las antorchas en la Universidad de la Habana.



Sábado 28:

05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas y actividad final de producción
12:30.                                   Almuerzo en el CIJAM
14.00   hrs.                            Encuentro por el 50 aniversario de la UJC
18.30 hrs.                              Cena en el CIJAM.
21:00 hrs.                              Actividad cultural con talentos locales.
                                  
Domingo 29:
09:00 a.m.                            Salida CIJAM para Batabanó.
3:00pm                                 Recibimiento Terminal marítima
3:30pm                                 Alojamiento y descanso
7:00pm                                 Cena
9:00pm                                 Actividad de Bienvenida en la delegación del ICAP con las autoridades del territorio
                                               - Actividad cultural
11:00pm                               Regreso a las Villas           
                                        

Lunes 30:

7:30 am         Desayuno
8:30 am         Visita Museo Municipal
10:00am        Visita al Presidio Modelo
12:00 m         Regreso a las villas
- Almuerzo
2:00 pm         Estancia en playa Bibijagua
6:00 pm         Regreso a las Villas
7:00 pm         Cena
8:30 pm         Visita a la UNEAC
                       Intercambio con artistas e intelectuales
                       Muestra de un Salón Gráfico dedicado a los CINCO
                      Presentación de una Gala Cultural.
11:00 pm       Regreso a las Villas

Martes 31:

7:30 am         Desayuno
8:00 am         Trabajo voluntario - productivo
12:00 m         Regreso a las villas
- Almuerzo
2:00 pm         Visita a Pesca-Isla, Mármol y Cerámica (dividir en grupos)
- Intercambio con los trabajadores
5:00 pm         Regreso a las Villas
7:00 pm         Cena
8:30 pm         Encuentro con los CDR (zona cederista)         


Miércoles 1/2:

7:00 am                                Desayuno
8:00 am                                Visita al museo “El Abra”
9:30 am                                Visita a la Jungla de Jones
12:00 m                                Regreso a las villas
                                              - Almuerzo
3:00 pm                                Estancia en playa Bibijagua
5:00 pm                                Regreso a las Villas
7:00 pm                                Cena
8:30 pm                                Actividad de despedida en la Delegación del ICAP
                                               
Jueves 2/ 2:

7:00                Desayuno y entrega de habitaciones.
                      Regreso de la provincia.
                     Almuerzo y Cena en el Hotel
                      Las Yagrumas.
                                               
Viernes 3/ 2:

07:00                                    Desayuno en el Hotel
09.00 hrs– 11:00 hrs         Encuentro con los familiares de los Cinco Héroes

12: 00hrs.                             Almuerzo en el CIJAM  grupos A y B

14:00 a 16:00                    Conferencia sobre transformaciones económicas de la actualidad cubana.
16:30 hrs.                          Salida para el Hotel.
18:30 hrs.                          Salida la Casa de la Amistad

19.30 hrs.                             Actividad cultural y cena en Casa de la Amistad.
23:30 hrs.                             Regreso al Hotel.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
                                            
Sábado 4/2:

07:00                                Desayuno en el Hotel
10.00                                Actividad final de Solidaridad en el CIJAM.
13:00                                   Almuerzo en el CIJAM      
Tarde                                   preparación Noche Suramericana
20:00                                   Noche Suramericana       

Domingo 5/2:                    Regreso de las delegaciones a sus países.




PROGRAMA SURAMERICANA 2012                         grupo B

Domingo 22:                     Opcionales de AMISTUR

Lunes 23:

09:00 hrs.                            Ofrenda Floral al busto de  Julio Antonio Mella.
09.30 hrs.                            Actividad oficial de bienvenida. Conferencia martiana y presentación cultural. Siembra de árbol  en Bosque Martiano
12.00 – 13:30 hrs.             Almuerzo en el CIJAM.
14:00 hrs.                            Coloquio.  “40 Aniversario de la fundación del CIJAM”. Encuentro fraternal con algunos de sus fundadores.
16:00 hrs.                            Reunión por países.
17:30 hrs.                         Salida para el Hotel

20:30 hrs.                            Noche Cubana.
                                              
Martes 24:
                                            
05:30 – 06:30 hrs.             Desayuno.
06:45.                                  Salida para Santa Clara desde el Hotel.
Visita a complejo escultórico Ernesto Che Guevara y Tren Blindado

12:30 – 15:00 hrs.             Almuerzo en Delegación ICAP de Santa Clara

15.00 hrs.                            Regreso para hotel en la Habana
19.30 hrs.                            Cena en hotel
21:00 hrs.                            libre en hotel

Miércoles 25:
09:00 a.m.                            Salida  para Batabanó.
3:00pm                                 Recibimiento Terminal marítima
3:30pm                                 Alojamiento y descanso
7:00pm                                 Cena
9:00pm                                 Actividad de Bienvenida en la delegación del ICAP con las autoridades del territorio
                                               - Actividad cultural
11:00pm                               Regreso a las Villas           

Jueves 26:

7:30 am                               Desayuno
8:30 am                               Visita Museo Municipal
10:00am                              Visita al Presidio Modelo
12:00 m                               Regreso a las villas
                                             - Almuerzo
2:00 pm                               Estancia en playa Bibijagua
6:00 pm                               Regreso a las Villas
7:00 pm                               Cena
8:30 pm                               Visita a la UNEAC
                                             Intercambio con artistas e intelectuales
                                             Muestra de un Salón Gráfico dedicado a los CINCO
                                             Presentación de una Gala Cultural
11:00 pm                             Regreso a las Villas           

Viernes 27:

7:30 am                               Desayuno
8:00 am                               Trabajo voluntario - productivo
12:00 m                               Regreso a las villas
                                             - Almuerzo
2:00 pm                               Visita a Pesca-Isla, Mármol y Cerámica (dividir en grupos)
                                             - Intercambio con los trabajadores
5:00 pm                               Regreso a las Villas
7:00 pm                               Cena
8:30 pm                               Encuentro con los CDR (zona cederista)         

Sábado 28:

7:00 am                                 Desayuno
8:00 am                                 Actividad de homenaje al Natalicio de José Martí en el museo “El Abra”
9:30 am                                 Visita a la Jungla de Jones
12:00 m                                 Regreso a las villas
- Almuerzo
3:00 pm                                 Estancia en playa Bibijagua
5:00 pm                                 Regreso a las Villas
7:00 pm                                 Cena
8:30 pm                                 Actividad de despedida en la Delegación del ICAP

 Domingo 29: 
                              
7:00                Desayuno y entrega de habitaciones.

Regreso de la provincia para CIJAM
Almuerzo y Cena en el CIJAM

Lunes 30:

05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
 12:30.                                   Almuerzo en el CIJAM
 13.30.                                   Salida para visita al Museo de la Revolución y actividad      con la   Colmenita           
19.00 hrs.                              Regreso a CIJAM.
20.00 hrs.                              Cena en el CIJAM.
21:00 hrs.                             Actividad cultural con talentos locales



Martes 31:

05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
12:00.                                  Almuerzo en el CIJAM.
14.00   hrs.                            Encuentro por el 50 aniversario de la UJC
18.30 hrs.                              Cena en el CIJAM.
21:00 hrs.                            Actividad cultural con talentos locales
           

Miércoles 1/2:
05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas
12:00.                                  Almuerzo en el CIJAM
14:00 hrs.                            Conferencia sobre  Democracia y Derechos Humanos en Cuba.
18:00 hrs.                            Cena en el CIJAM
20.30 hrs.                            Proyección de película cubana y documentales
                                               
Jueves 2/ 2:
                                             
05:45 – 06:45 hrs.             Desayuno.
07:30 hrs.                            Labores agrícolas y actividad final de producción
12:30.                                   Almuerzo en el CIJAM
15: 00 hrs.                             Encuentro  sectorial CTC. FMC, FEU, ANCRC    
18:30 hrs.                              Cena en el CIJAM
21:00 hrs.                             Proyección de película cubana a definir
                                               
Viernes 3/ 2:

07:00                                    Desayuno
09.00 hrs– 11:00 hrs         Encuentro con los familiares de los Cinco Héroes

12: 00hrs.                             Almuerzo en el CIJAM Grupos A y B

14:00 a 16:00                      Conferencia sobre transformaciones económicas de la actualidad cubana.
18.30 hrs.                          Salida para la Casa de la Amistad
19.30 hrs.                             Actividad cultural y cena en Casa de la Amistad.
23:30 hrs.                             Regreso al CIJAM.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Sábado 4/2:

07:00                                    Desayuno
10.00                                Actividad final de Solidaridad.
13:00                                   Almuerzo en el CIJAM      
Tarde                                   Preparación Noche Suramericana
  20:00                                   Noche Suramericana


Domingo 5/2:                    Regreso de las delegaciones a sus países.

Informações:
48  9946 9441