sábado, 31 de outubro de 2009

Chávez dice que es muy probable que en las próximas horas Zelaya sea restituido

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Epresidente venezolano dijo en un acto oficial en Caracas que según informaciones llegadas desde Honduras, es muy probable que Zelaya pudiera ser restitudio en el poder en las próximas horas.

El presidente de Venezuela, Hugo Chavez, dijo que aunque no se conocen todavía los términos exactos del acuerdo firmado este viernes en Honduras, ha recibido información de que es muy probable que en las próximas horas el presidente legítimo de ese país, Manuel Zelaya, sea restituido.

"Se nos informa desde Honduras que es muy probable que en las próximas horas el presidente Zelaya" sea restituido, anunció Chávez.

"Desde aquí quiero felicitar al pueblo de Honduras", por la batalla que ha dado y sigue dando, añadió.

Agregó que lo alcanzado en Honduras es "una gran victoria moral" y que los tiranos que gobernaron desde el golpe de Estado del 28 de junio a Honduras no van a poder retomar el poder.

"Abajo el gorilismo, abajo imperialismo y las burguesías apátridas, que vivan los pueblos. No tengo duda de que se va imponer la voluntad del pueblo, como dice Fidel (Castro)", el líder de la Revolución Cubana.

Sobre la posibilidad de convocar a una Asamblea Constituyente en Honduras, Chávez dijo que si ahora Zelaya no pudiera hacerlo "uno puede decir por ahora" .

"Si Zelaya no puede llamar a una Asamblea Constituyente, uno puede decir, por ahora, pero sin entrar en más detalles, un abrazo a Zelaya, Xiomara (Castro, primera dama hondureña) y a su hija, la Pichu, los hombres de Honduras, las mujeres y la tierra de Morazán. No pasarán los gorilas en América Latina", reiteró.

Más temprano, en un encuentro que sostuvo con su homólogo brasileño, Luiz Inacio Lula da Silva, Chávez dijo que el acuerdo para que el legítimo presidente de Honduras, Manuel Zelaya, regrese al poder "parece abrir un horizonte".

"No hemos tenido tiempo de revisar el acuerdo, pero se habla de un acuerdo. Pareciera que hay un horizonte abierto", dijo Chávez en un discurso durante la firma de acuerdos de cooperación con su homólogo brasileño, Luiz Inacio Lula da Silva, en el pueblo petrolero de El Tigre, 320 km al sureste de Caracas.

"Seguimos desde aquí levantando la bandera de la democracia. No podemos permitir que retorne a América Latina la era de las cavernas, de las dictaduras, de los golpes militares, desconociendo la voluntad de los pueblos", añadió Chávez.

Este viernes, las delegaciones de Zelaya y del gobierno de facto de Roberto Micheletti, firmaron un acuerdo para solventar la crisis política en el país centroamericano.

El acuerdo aprobado contiene ocho puntos, entre ellos la creación de un Gobierno de reconciliación, rechazo a la amnistía política, reconocimiento a las elecciones presidenciales del 29 de noviembre, la creación de una comisión de verificación, de una comisión "de la verdad" y la "posible" vuelta de Manuel Zelaya la decida el Congreso Nacional previo dictamen de la Corte Suprema de Justicia.



teleSUR

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Acusam companhia dos EUA de atentados no Paquistão

Islamabad, 30 out (Prensa Latina)

O líder da organização insurgente Tehreek-el-Taliban Pakistan (TTP), Hakimullah Mehsud, responsabilizou hoje à companhia militar privada estadunidense Blackwater do atentado de faz dois dias na cidade paquistanesa de Peshawar.
Citado nesta sexta-feira pelo jornal local The Nation, Meshud disse que se o Talibã pode realizar ataques em Islamabad e contra os quartéis do Exército, então não há de sentido atentar contra alvos civis.
Segundo o líder do TTP, que luta por implantar no Paquistão a interpretação radical do compendio de leis islâmicas ou sharia, Blackwater e os serviços de inteligência paquistanesa estão por trás das explosões em lugares públicos, para culpar aos rebeldes.
Nossa guerra é contra o governo e o exército, não contra o povo, declarou Meshud.
No atentado há dois dias em Peshawar, o mais recente na sangrenta lista de explosões e ataques suicidas que têm estremecido o país asiático nas últimas semanas, faleceram pelo menos 110 pessoas.
As autoridades locais culpam o TTP, e asseguram que os últimos atentados são em vingança pelos golpes encaixados durante a ofensiva lançada pelo Exército contra a região de Waziristã do Sul, onde se diz operam entre 10 mil e 15 mil rebeldes.
lac/nm/bj










Fórum sobre Jerusalém denunciou em Marrocos violações israelenses

Rabat, 30 out (Prensa Latina)

Um nova alerta sobre a volatilidade da situação no Oriente Médio fizeram hoje aqui organizadores de um fórum islâmico sobre Jerusalém, que denunciou as violações a lugares santos muçulmanos por extremistas de Israel.
Ao fazer o balanço da reunião de dois dias concluída na quinta-feira na capital marroquina, participantes e palestrantes consideraram "muito perigosa" a situação na referida cidade santa pelo desrespeito e os ataques dos militares e radicais judeus à mesquita Al-Aqsa.
O Fórum Internacional sobre Jerusalém (Al-Quds, em árabe) foi convocado pelo rei Mohamed VI de Marrocos em sua condição de atual presidente do Comitê Jerusalém na Organização da Conferência Islâmica (OCI), que integram 57 Estados muçulmanos.
A preocupação pelas consequências imprevisíveis da tensão nessa cidade ocupada por Israel em 1967 e anexada em 1980 expô-la o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que destacou o significado de Jerusalém para os cristãos, muçulmanos e os judeus.
"Apoiar à Al-Quds é como apoiar a coexistência", disse Abbas para depois comentar que as violações israelenses "atingem o povo, os lugares sagrados e a herança cultural" da cidade.
Destacou que "as violações de pedras e árvores ameaçam não só a paz regional, mas a estabilidade do mundo", e afirmou que a meta dos palestinos é assegurar os direitos garantidos a todos baixo a lei internacional e as resoluções da ONU.
Outra intervenção meridiana em cita-a de Rabat, na opinião dos organizadores, foi a do coordenador especial da ONU para o processo de paz do Oriente Médio, Robert Serry, que recordou a sensibilidade do tema Al-Quds para os palestinos de todas a fé.
Ao falar em nome do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, Serry recordou que a comunidade internacional não reconhece a anexão israelense de Jerusalém Leste, e exortou a árabes e muçulmanos a "assegurar que a cidade santa se converta em um verdadeiro símbolo de paz".
O chanceler jordaniano, Nasser Judeh, também condenou os recentes ataques a palestinos na el-Aqsa, considerado o terceiro lugar sagrado do Islã, e recordou que o reino hashemita exerceu esforços com poderes influentes" sobre Tel Aviv para que depusesse sua atitude.
lac/Ucl/bj











Sobem para 63 as mortes por vírus (H1N1) na Espanha

Madri, 30 out (Prensa Latina)

As mortes pela gripe A (H1N1) na Espanha subiram para 63 no fechamento de 24 de outubro, informou hoje uma nota do Ministério de Previdência e Política Social do país ibérico.
De acordo com o informe, o número de novos casos pela pandemia chegou a 80 mil 981 pessoas entre os dias 18 e 24 do corrente mês.
Essa cifra representa o duplo de contágios certificados na semana prévia, quando se registraram 42 mil 387 novos doentes pelo vírus, revela o relatório oficial.
Durante o período avaliado, a taxa estimada de gripe clínica em atenção primária foi de 182,45 casos por 100 mil habitantes, um montante superior ao da semana de 11 a 17 de outubro, quando se localizou em 101,22.
Essa informação, transmitida ao ministério de Saúde pela Rede de Médicos Sentinelas do Sistema de Vigilância de Gripe na Espanha, permite calcular que nos últimos sete dias se produziram 81 mil 532 casos de gripe clínica.
Deles, 99,32 por cento deram um resultado positivo para o novo vírus, pelo que a estimativa final é a já mencionada de 80 mil 981 contágios, destacou a fonte.
O Ministério enfatizou que a praticamente todos os doentes apresentam um quadro leve e respondem aos tratamentos convencionais.
Em 27 semanas, data desde a que se informa a partir do sistema de vigilância por médicos sentinelas, a taxa de letalidade é de 0,15 falecidos pela cada mil afetados de gripe A (H1N1).
lac/edu/bj











Vietnã, mais de 20 bilhões em investimentos diretos

Hanói, 30 out (Prensa Latina)

O Vietnã recebeu neste ano 20 bilhões 37 milhões de dólares em investimentos diretos (IED), segundo o capital inscrito informado pelo ministério de Planejamento e Investimento.
De acordo com essa fonte, as previsões sobre o valor total dos projetos de IED pode chegar ao fechamento de 2009 a 25 bilhões de dólares, cinco bilhões acima da meta proposta, depois da recente inscrição dos fundos de pelo menos três grandes planos que acabam de obter licenças de execução.
O departamento de Investimentos Estrangeiras, uns sete bilhões 200 milhões de dólares foram desembolsados nos últimos nove meses, equivalentes a 90 por cento desse indicador em igual período do ano passado.
Entre os projetos recém aprovados figura o complexo hoteleiro de Dragon Beach, na central província de Quang Nam, com um orçamento de mil 15 milhões de dólares, duas zonas urbanas no sul e uma nova cidade multifuncional em Phu Iene, no centro do país.
lac/sus/bj











Qualificam de fracassada política dos Estados Unidos contra Cuba

Fausto Triana
Paris, 30 out (Prensa Latina)

Um destacado jornalista cubanoamericano residente em Miami qualificou hoje de fracassada a política dos Estados Unidos contra Cuba, exigiu o fim do bloqueio e a libertação dos cinco lutadores antiterroristas.
Em um coloquio em Paris, Andrés Gómez, diretor da revista Areíto digital e fundador da brigada Antonio Maceo, disse que a nova condenação em Nações Unidas ao cerco econômico de Washington contra a ilha caribenha demonstra a rejeição mundial a essa medida.
"Para mim é extraordinário que 187 países repudiem o bloqueio, o qual se soma a um consenso hemisférico que deplora as linhas traçadas pela Casa Branca ao longo dos anos, apesar das ações ainda em curso da ultradireita", enfatizou.
O integrante do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco (os luchadores antiterroristas cubanos que permanecem em cárceres estadunidenses há 11 anos), admitiu que a burocracia dificulta mudanças na política de Washington.
"Temos o caso de Antonio Guerrero, Ramón Labañino, René González, Gerardo Hernández e Fernando González, que como evidenciam seus processos, buscavam detectar atividades terroristas contra Cuba planificadas em Miami", comentou.
Conhecem-se as arbitrariedades dos casos, os manejos políticos e a certeza de que personagens violentos organizaram ações, e ainda seguem o fazendo, para minar à Revolução cubana e até assassinar a seus dirigentes, acrescentou.
Gómez disse que diante deste espectro e outras vertentes, o presidente Barack Obama demonstra sua boa vontade de mudanças, ainda que por enquanto não concretizou nada transcendental e pareceu atrapalhado pelas armadilhas da política nos Estados Unidos.
"O verdadeiro é que há 30 anos foi assassinado em Porto Rico nosso colega Carlos Muñiz Varela e seus assassinos passeiam pelo sul da Flórida impunemente, enquanto os Cinco são prisioneiros", lamentou.
Avaliou assim o processo de re-sentença que já deu um ligeiro benefício a Antonio Guerreiro e pelo qual aguardam agora Ramón Labañino e Fernando González.
"De qualquer forma, ficou claro que toda a solidariedade internacional que fazemos, vocês aqui na França e nós lá, tem um peso relevante e serve de muito, para pressionar até ver livres aos Cinco", apontou Gómez.
Na atividade estiveram presentes Charly Bouhana, do grupo CubaSiFrance, a Coordenadora de Defesa da Revolução e o conselheiro da embaixada da Ilha na França, Leyde Ernesto Rodríguez.
lac/ft/bj











Concluída venda a Venezuela de ações em refinaria dominicana

Santo Domingo, 30 out (Prensa Latina)

A República Dominicana e a Venezuela concluíram na prática o acordo mediante o qual o país caribenho venderá 49 por cento das ações da Refinaria Nacional (REFIDOMSA) a esse Estado andino.
As conversas concluíram aqui ontem à noite dirigidas pelo ministro de Fazenda dominicano,Vicente Bengoa, e Asdrúbal Chávez, vice-presidente executivo da paraestatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).
Caracas pagará 131 milhões 500 mil dólares por 49 por cento da participação em REFIDOMSA, o mesmo pelo qual o Estado dominicano entregou 110 milhões de dólares à multinacional Shell no início deste ano.
O convênio entre Dominicana e Venezuela inclui a transferência de tecnologia, garantia de fornecimento a preços preferenciais e planos de expansão para converter a este pequeno país em fornecedor de derivados e combustíveis às Caraíbas e a América Central.
Também assegura a Santo Domingo existência de combustível diante de catástrofes naturais, diferentemente de seu acordo prévio com a multinacional anglo-holandesa que controlava o refino, a fonte de abastecimento a preços do mercado e se reservava o direito de escolher o petróleo que refinaria.
No final das conversas, Bengoa anunciou que a assinatura do contrato definitivo se realizará no próximo 15 de novembro, mas se absteve de confirmar onde será e se o presidente venezuelano, Hugo Chávez, virá ao país para o fazer, como estava planejado.
O titular dominicano elogiou o tratamento oferecido a seu país pela parte venezuelana durante as negociações e adiantou que os detalhes do acordo serão informados tão cedo seja finalmente rubricado.
tgj/msl/bj











Imprensa vietnamita faz sua rejeição ao bloqueio a Cuba

Hanói, 30 out (Prensa Latina)

A imprensa vietnamita rejeitou hoje na ONU o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, ao qual qualificou de"injusto, desumano e obsoleto", de acordo com o diário Quan Doi Nhan Dan.
Ao despir os motivos do bloqueio, o rotativo do Exército Popular do Vietnã recordou que antes da revolução, Estados Unidos controlava 70 por cento das terras cultiváveis e três quartas partes da indústria da nação caribenha.
Politicamente, a vitória de Cuba converteu-se em um excelente exemplo para a luta de independência dos países da África e América Latina, algo inaceitável para sucessivas administrações norte-americanas.
Todos os jornais de circulação nacional, a rádio e a televisão colocaram em suas manchetes internacionais a aplastante votação de 187 dos 192 Estados membros da ONU, em apoio à resolução cubana sobre a necessidade de pôr fim ao cerco imposto por Washington há quase 50 anos.
Nhan Dan, órgão oficial do Partido Comunista (PCV), destacou por sua vez que além das críticas do embaixador vietnamita nas Nações Unidas, Le Luong Minh, à política estadunidense para Cuba, ao intervir na Assembleia Geral. Minh denunciou o bloqueio como uma violação flagrante das leis internacionais e da Carta da Onu, que atinge a economia da ilha e a vida de sua população.
O jornal do PCV destacou o chamado aos Estados Unidos para que levante o bloqueio e com esse mesmo enfoque, Tin Tuc ressaltou assim o discurso do chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
Por sua vez, Hanoi Moi recolheu com grande deslocamento em seu espaço internacional de contrapartida, registrado com uma foto do ministro Rodríguez, o desenvolvimento dos acontecimentos durante o debate da resolução apresentada por Cuba na quarta-feira, e também detalhou as perdas causadas à Ilha pela unilateral medida de Washington.
A respeito Quan Doi Nhan Dan comentou que apesar de sua persistente negativa, Washington não pôde ocultar a veracidade de que a "parede" colocada com o fim de isolar a Havana do resto do mundo tem ocasionado muitos danos materiais e espirituais ao povo cubano.
tgj/sus/bj











Iêmen recebe apoio estrangeiro enquanto agudiza combate a separatistas

Sanaa, 30 out (Prensa Latina)

O secretário geral da Organização da Conferência Islâmica (OCI), Akmaluddin Ihsan Oglu, interessou-se hoje no Iêmen pelas vítimas civis do confronto armado entre o exército e forças separatistas, enquanto o governo recebe fôlego estrangeiro a defender a estabilidade.
Ihsan Oglu e sua delegação têm previsto entrevistar com o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, e outros servidores públicos do executivo, além de visitar vários campos de refugiados que acolhem a deslocados pela guerra entre o exército e separatistas Houthis.
Esses acampamentos foram improvisados nas províncias nortenhas de Saada e Amran, onde desde agosto passado teve um aumento da ofensiva governamental contra os insurgentes Houthis pertencentes à seita Al-Zaydi do Islã xiita que propugnam a cisão do país.
Segundo fontes oficiais, o dirigente da OCI tem o propósito de avaliar as necessidades dos refugiados e elaborar um relatório das condições imperantes nos campos para conseguir ajuda dos países membros dessa entidade muçulmana integrada por 57 nações.
O governo de Saleh, por seu lado, informou que nas últimas horas morreram três insurgentes e um preso junto a outros 18 na cidade de Saada, onde sustenta que é exitosa sua ofensiva.
Outros relatórios referiram que um rebelde perdeu a vida e outros dois sofreram lesões graves quando tratavam de abater a efetivos do exército regular com um franco-atirador.
As unidades militares e agentes de segurança disseram ter controlado a última fortaleza dos rebeldes na montanha de el-Hasakh, além de expulsá-los de outras seis posições que foram destruídas e das áreas de el-Zubairat.
Fontes militares asseguraram que os Houthis sofreram "grandes perdas" de homens e armamento, e que especialistas removeram minas terrestres colocadas pelos insubordinados naquela zona.
Por outro lado, Egito somou-se a outras nações árabes e renovou sua respaldo ao Iêmen para fazer frente ao que definiu como interferência e conspiração que buscam socavar a segurança, estabilidade e unidade do país, segundo expressou seu embaixador aqui, Mohamed Mursi Awad.
Com respeito à rebelião Houthis que emergiu pela primeira vez em 2004, o governo dos Estados Unidos urgiu a agências internacionais a assistir aos mais de 150 mil iemenitas que se viram forçados desde essa data a abandonar suas comunidades e moradias, indicou a imprensa.
Washington solicitou a países doadores da União Europeia a apoiar a agências humanitárias no trabalho de aliviar o sofrimento dos deslocados e para isso disse ter destinado neste ano 8,7 milhões de dólares, levando em conta que se estima há 55 mil novos refugiados.
tgj/Ucl/bj










Repsol descobre novos poços de petróleo no Golfo do México

Madri, 30 out (Prensa Latina)

A companhia hispano argentina Repsol YPF anunciou hoje aqui que foi encontrado duas novas jazidas de petróleo em águas profundas do Golfo de México.
Em um comunicado difundido em Madri, a multinacional destacou que a descoberta destes dois poços confirma o alto potencial do campo Shenzi, o qual supera em 20 por cento as expectativas de produção.
A exploração e produção de petróleo no Golfo de México constitui um dos 10 projetos do Plano Estratégico da petroleira para o período 2008-2012.
Segundo Repsol, que nos últimos dois anos somou 26 novos achados de gás e petróleo, a citada área geográfica é considerada pela indústria como uma das zonas de águas profundas mais rentáveis do mundo.
O consórcio descobridor destes novos depósitos está integrado por Repsol (28 por cento), BHP Billiton e Hess Corporation.
Estas últimas duas assinaturas compartilham-se, respectivamente, 44 e 28 por cento das operações, acrescentou o comunicado.
De concreto, a multinacional ibérica efetuou uma importante descoberta no poço Shenzi-G104, já em produção, no qual se encontrou uma flamante coluna de 170 metros de hidrocarbonetos.
Com uma profundidade total de sete mil 804 metros, esta jazida começou a produzir em setembro passado e está pendente de uma avaliação mais extensa para determinar seu potencial e futuro desenvolvimento, explicou a companhia.
Outra coluna de petróleo de 30 metros encontrou-se no Shenzi-8, que tem uma profundidade de sete mil 895 metros e foi perfurado em novembro de 2008.
Durante os últimos três anos, Repsol reforçou sua presença na zona, onde conta com 101 licenças em águas estadunidenses, que incluem a adjudicação de outros 16 blocos na mais recente rodada de licitação dessa área.
tgj/edu/bj












Chamam a acabar com tráfico humano no Vietnã

Hanói, 30 out (Prensa Latina)

Autoridades vietnamitas marcaram hoje o imperativo de combater o tráfico humano no país, sobretudo de mulheres e crianças, e para isso se requer do esforço de todos os estratos sociais.
O governo pôs em marcha um programa de ação preventiva que há cinco anos tem resultado na descoberta de mil 586 casos e dois mil 888 suspeitos detentos.
Fontes do ministério de Segurança Pública apontaram que 60 por cento dessas operações estava relacionado com contrabandos para a China e 11 por cento para o Cambodja.
Nesse período forças da polícia resgataram mais de mil vítimas e ajudaram a outras três mil a retornar a seus lugares de origem, acrescentaram.
O vice-ministro do ramo Troung Vinh Trong destacou que a luta contra o tráfico de pessoas constitui um objetivo político e socioeconômico para o governo em todos os níveis.
É um imperativo que além da vigilância pública requer de elevar o nível dos recursos humanos e as condições de vida da população, sobretudo nas zonas remotas, afirmou Trong.
tgj/sus/bj










Advertem rejeição a autonomias indígenas na Bolívia

La Paz, 30 out (Prensa Latina)

O ministro boliviano de Autonomias, Carlos Romero, alertou que em algumas regiões do país pretendem boicotar o estabelecimento da autonomia indígena, a qual será votada no próximo 6 de dezembro em 12 municípios.
De acordo com Romero, citado hoje pelo jornal Cambio, nos departamentos de Santa Cruz e Chuquisaca se apresentará a reação mais adversa a esse processo.
"A criação das autonomias representa uma redistribuição de poder a favor dos povos originários e isso obviamente vai afetar alguns interesses corporativos que tratarão de se opor", alertou o Ministro.
Advertiu sobre a existência de setores reacionários, inimigos a uma mudança de status nas comunidades indígenas porque esta será uma disputa territorializada do poder político.
Para o antropólogo Xavier Albó, a oposição à autonomia indígena tem-se evidenciado em Santa Cruz quando por certa manipulação de alguns grupos foram excluídos os municípios de Gutiérrez e Lagunillas para alcançar o novo regime depois do referendo de fim de ano.
Por sua vez, o presidente do Conselho Autonômico do município de Mojocoya (Chuquisaca), Andrés Maturana, afirmou que existem grupos de pessoas contrárias ao desenvolvimento da região e que por isso se opõem à autonomia indígena, disse.
As comunidades originarias que cumpriram os requisitos para inscrever suas propostas autonômicas são Huacaya, Tarabuco e Villa de Mojocoya, no departamento de Chuquisaca; e Charazani e Jesús de Machaca, em La Paz.
Também foram aprovados Chipaya, San Pedro de Totora, Pampa Aullagas, Salinas de Garci Mendoza e Curahuara de Carangas, em Oruro; Chayanta em Potosí e Charagua em Santa Cruz.
O presidente Evo Morales, durante uma visita ontem a Oruro, instou a população a dar o Sim à autonomia departamental e indígena.
Disse que se antes se opôs a este regime foi porque as oligarquias de algumas regiões buscavam a divisão do país.
Agora com a aprovação da Constituição Política do Estado, afirmou, se garante maior soberania para todos os departamentos em um marco de unidade e cooperação.
tgj/por/bj










Advertem a Clinton sobre bombardeios EUA contra o Paquistão

Islamabad, 30 out (Prensa Latina)

Os líderes das Áreas Tribais Federalmente Administradas (FATA) do Paquistão advertiram hoje à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que os bombardeios teledirigidos contra essa região criam ódio contra Estados Unidos.
A delegação da FATA, por suas siglas em inglês, reuniu-se hoje em Islamabad com a chefe da diplomacia estadunidense, que realiza sua primeira visita oficial ao Paquistão desde que assumiu o cargo em janeiro passado.
De acordo com um informe da rede de televisão GeoTV, os representantes das diferentes etnias paquistanesas que habitam nessa zona de 27 mil quilômetros quadrados e 5,6 milhões de habitantes, disseram a Clinton que com o uso da força não se solucionarão os problemas.
Relatórios não confirmados asseguram que desde agosto de 2008 até a data, cerca de 700 civis paquistaneses foram mortos na FATA como resultado dos bombardeios realizados por aviões teledirigidos do tipo Predator.
O Pentágono justifica esses ataques com o argumento de que nessa zona montanhosa fronteiriça com Afeganistão se ocultam os membros do Talibã e da rede Al Qaeda.
Os líderes tribais paquistaneses asseguraram, no entanto, à servidora pública estadunidense que eles não são terroristas.
tgj/nm/bj











Processo contra ex presidente Chirac na França

Paris, 30 out (Prensa Latina)

A justiça francesa abrirá um processo por suposta malversação de fundos públicos ao ex presidente da República Jacques Chirac, anunciaram hoje fontes oficiais.
O mandatário francês até 2007 terá que render contas sobre os manejos de fundos quando era prefeito de Paris (de 1977 a 1995) no chamado caso "encarregados de missão" que salpica também em seu substituto na Prefeitura parisiense, Jean Tiberi.
De acordo com meios do Tribunal Correcional desta capital, Chirac enfrentará acusações em torno de 21 expedientes de supostos empregos falsos, favoritismo ou totalmente fictícios.
Círculos próximos ao ex dirigente afirmaram que Chirac se encontra tranquilo e seguro de poder demonstrar que não existiram esses postos de trabalho falsos.
Os procuradores afirmam que o então prefeito beneficiou a personalidades próximas ao partido neogalista RPR, criado pelo antigo chefe de Estado e que depois se converteu na atual União por um Movimento Popular (UMP) em 2002.
Gozava durante seus 12 anos de inquilino principal do Palácio Eliseé de imunidade, e que agora a perdeu. Em realidade a juíza de instrução Xaviere Siméoni mencionou a 35 casos e não 21 de empregos fictícios.
Dias atrás ficou pronto para conclusões o chamado escândalo Clearstream, que envolve ao ex premiê Dominique de Villepin, aliado de Chirac, por supostamente difamar e boicotar ao atual dignatário Nicolás Sarkozy.
tgj/ft/bj












Projeto de reforma política instala-se no cenário argentino

Buenos Aires, 30 out (Prensa Latina)

O projeto de reforma política eleitoral enviado nesta quarta-feira à Câmara de Deputados pelo presidente argentina, Cristina Fernández, continua instalado hoje aqui como um dos temas fundamentais de discussão.
A oposicionista Coalizão Cívica ARI ofereceu a véspera sua respaldo à proposta de celebrar eleições primárias abertas e negou que as modificações projetadas possam ser nocivas aos partidos políticos.
Em um comunicado difundido aqui, o agrupamento disse estar de acordo em princípio, já que é o melhor método para a eleição de candidaturas. "Desmentimos categoricamente que este sistema possa chegar a nos prejudicar", destacou.
Uma opinião coincidente emitiu a vice-presidenta da Câmara de Deputados, Patricia Vaca Narvaja, que afirmou que a proposta governamental busca evitar uma "fragmentação e divisão permanente" entre os partidos políticos". Pelo contrário, disse a legisladora citada pela agência de notícias Telam, o projeto aponta a "fortalecer e melhorar a expressão organizada da política através dos partidos".
Vaca Narvaja recordou que atualmente na Câmera de Deputados existem 45 blocos, dos quais 17 são monoblocos, outros cinco ou seis estão integrados por dois deputados e o resto contam com três.
Isso não é bom para contribuir aos mecanismos de acordos e consensos, pela forte fragmentação que existe, sustentou. Em uma conferência de imprensa oferecida ontem, o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo, afirmou que a proposta oficial de reforma política eleitoral surgiu do diálogo iniciado desde julho último com os diferentes partidos.
O Governo, esclareceu, "não inventou nada", mas que valorizou "todos as contribuições recebidas", enfatizou.
Nesse sentido apontou que houve acordo com o conjunto das forças políticas para melhorar o sistema de partidos e detalhou que na atualidade no país existem 685 organizações deste tipo, das quais só 33 são de ordem nacional.
tgj/mpm/bj











Morreram 82 pessoas em confrontos com polícia brasileira

Brasília, 30 out (Prensa Latina)

Um total de 82 pessoas morreram em setembro passado no Rio de Janeiro, uma média de 2,7 por dia, em confrontos com a polícia durante o aumento da violência que afeta hoje a essa cidade brasileira.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) refletem que em setembro do ano passado se produziram 62 mortes e em agosto deste ano foram 75 os atos de resistência, como qualifica a força repressiva este tipo de falecimento.
Ainda que o subsecretario de Treinamento e Integração Operacional da Secretaria Estadual de Segurança, Roberto Sá, assegurou que existe uma tendência à baixa deste tipo de casos, indicou que a lei lhe concede ao polícia o direito à legítima defesa, de se mesmo e de terceiros.
Se a polícia, enfrentando um problema de criminalidade, vai em busca de um delinquente, dá-lhe a voz de deter-se e é respondida com tiros, a legislação faculta-o para defender-se o mesmo e a qualquer pessoa inocente, precisou Sá.
Há duas semana o Rio de Janeiro vive os maiores atos de violência dos últimos anos devido a confrontos entre grupos rivais de narcotraficantes pelo controle da venda de drogas na zona norte da cidade.
Segundo os primeiros dados revelados pela Polícia, mais de 40 pessoas morreram em uma semana.
Entre os falecidos nesses confrontos aparecem três uniformados que viajavam em um helicóptero abatido pelos narcotraficantes no Morro dos Macacos. Depois de ser atingido pelos disparos, o aparelho incendiou-se, mas o piloto conseguiu manobrar para não se precipitar sobre edifícios e moradias próximas.
O piloto conseguiu levar a aeronave a um terreno de futebol próximo e aterrissar de emergência, mas não impediu sua explosão, o que causou a morte imediata de dois policiais e outros três ficaram feridos, um deles de gravidade, que morreu dois dias depois.
Outros dados do ISP mostram uma diminuição acentuada dos roubos de veículos, bem como os roubos nas ruas, em particular os furtos de celulares, a pedestres e em ônibus no passado mês de setembro em comparação com igual mês de 2008.
No entanto, aumentaram em 10 por cento os roubos em residência, com 147 casos, bem como duplicaram-se os estupros, ao registrar-se 308 acontecimentos em 30 dias.
O número de detentos, refere o relatório do ISP, passou de mil 299 no nono mês do ano passado a mil 661 em igual período de 2009.
tgj/ale/bj

Chávez percorrerão campo de soja em Anzoátegui, na Venezuela Lula e

Lula e Chávez percorrerão campo de soja em Anzoátegui, na Venezuela

Caracas, 30 out (Prensa Latina) O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seu homólogo brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, percorrerão um campo de soja cultivado e colhido com tecnologia brasileira no estado Anzoátegui, leste do país.

Chávez adiantou nesta quarta-feira em um ato público que hoje ambos os dirigentes estarão na colheita de soja nas savanas do Orinoco, em um projeto conjunto para produzir alimentos, maquinaria e tecnologia.

Lula chegou nesta quinta-feira a Caracas para impulsionar a aliança estratégica com esta nação com a qual registrou, em 2008, quase seis bilhões de dólares no comércio bilateral.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu o presidente do gigante sul-americano no aeroporto internacional Simón Bolívar em Maiquetía, estado Vargas.

Ao chegar ao aeroporto o dignatário esteve acompanhado pela ministra da Presidência, Dilma Rousseff, o chanceler Celso Amorim, o assessor presidencial Marco Aurelio García e o embaixador do Brasil na Venezuela, Antônio José Simões.

Para o líder venezuelano, o Brasil com Lula deu uma viragem geopolítica, "já não é o sub-império que era; Venezuela também era um sub-império dentro das escalas correspondentes".

O VI Encontro Trimestral entre ambas as nações se desenvolveu em Salvador, capital da Bahia, no Brasil, em agosto.

Ambos os governos assinaram oito convênios no dia 20 desse mês sobre desenvolvimento científico, tecnológico e industrial.

Nesse dia foi rubricada uma carta de intenção para estabelecer um Comitê de Trabalho entre setores públicos e privados com o propósito de estudar as exportações de bens e serviços para a segurança alimentar e desenvolvimento da capacidade industrial.

Da mesma forma ficou subscrita a ata da primeira reunião da Comissão Bilateral entre a agência brasileira de desenvolvimento e o ministério de Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias para definir a execução de sete projetos de colaboração industrial.

Outros documentos assinados estabelecem acordos da Corporação Elétrica Nacional (CORPOELEC) com diversas empresas e organismos brasileiros para a constituição de comissões técnicas que avaliarão o fornecimento de diversos materiais elétricos, com possibilidades de transferência tecnológica.

lac/rsm/bj












Bolívia acolhe festival internacional do charango

Cochabamba, Bolívia, 30 out (Prensa Latina) A população de Aiquile (Cochabamba) acolhe desde hoje o XXVI Festival Internacional do Charango, instrumento de cordas originário desta região central da Bolívia.

Até o próximo domingo destacados intérpretes nacionais e estrangeiros debaterão sobre as origens e atualidade do charango no mundo.

O fórum prevê ademais a celebração de uma feira de exposição de construtores desse instrumento.

Segundo Ruth Escobar, à frente do comitê organizador, ao encontro assistirão músicos do Chile, Argentina, El Salvador, Estados Unidos, Peru e Bolívia.

Agregou que em matéria de artesãos ou fabricantes de charango participarão representantes de Oruro, Sucre, La Paz, El Alto, Cochabamba e de Aiquile.

Os intérpretes concorrerão nas categorias: maiores, juvenis e infantis, informou.

lac/ga/bj













Uma mirada ao teatro em Revolução em festival havanero

Havana, 30 out (Prensa Latina) Uma conferência sobre o teatro em 50 anos de Revolução iniciará hoje aqui o ciclo de oficinas e encontros teóricos do XIII Festival Internacional de Havana 2009.

Inaugurado ontem com uma extensa jornada que durou até à noite, o encontro se estenderá até o próximo dia 8 de novembro.

O programa de hoje renderá homenagem ao falecido dramaturgo cubano Virgilio Piñera, no 30° aniversário de sua morte, com a reposição da peça Se vais comer espera por Virgilio, de José Melián.

Também Um fogonazo para Virgilio, a cargo do fórum de narração oral cênica do Grande Teatro de Havana.

O público desfrutará de Heureca em apuros, do agrupamento El mejunje e a puesta de Y sin embargo se mueve, da Companhia infantil a Colmenita, que abriu o festival em sua sede do Teatro da Ordem terceira, no centro histórico havanero.

O sinal de partida correspondeu ao agrupamento lírico cubano Ópera da rua, que ofereceu um espetáculo nos arredores do Complexo cultural Bertolt Brecht, e os DJ alemães Koze e André Luth atuaram para o público havanero junto a outros colegas da ilha.

Artistas de 16 países, desses a metade da América Latina, participam do encontro com umas 30 obras para crianças e adultos.

Entre os momentos mais esperados encontram-se as apresentações dos grupos Teatro na mosca, dirigido pelo dramaturgo chileno Guillermo Calderón e uma nova versão de Hamlet, de William Shakespeare, do agrupamento francês Boyokani Kyeseli com atores africanos.

Fundado em 1980, o XIII Festival Internacional de Teatro de Havana é promovido pelo Conselho Nacional das Artes Cênicas.

lac/alb/ag/bj







Presidente equatoriano dialoga com Patriarca ortodoxo russo

Moscou, 30 out (Prensa Latina) O presidente equatoriano, Rafael Correa, reúne-se hoje com o Patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Kiril I, com o prefeito da capital, Yuri Luzhkov, e com o presidente do Conselho da Federação, Serguei Mironov.

A Sala de Recepções da Catedral de Jesucristo el Salvador servirá de sede para o encontro do líder religioso com o estadista sul-americano, que assistiu ontem à assinatura de sete acordos com Rússia em um amplo espectro de esferas de interesse.

Ao concluir esse encontro, Correa, que chegou na quarta-feira passada, na primeira visita oficial de um chefe de Estado equatoriano a este país, irá para a Prefeitura de Moscou, onde se encontrará com Luzhkov.

Mais tarde, o presidente equatoriano conversará no Conselho da Federação com Mironov e daí passará ao Governo desta capital, onde oferecerá a conferência magistral "A política de inserção econômica e comercial do Equador no mundo".

A isso seguirá um encontro com empresários russos, antes de sustentar um encontro com a imprensa na agência RIA Novosti.

Correa encaminhará-se depois ao Instituto Estatal Moscovita de Relações Internacionais (MGIMO), onde receberá o título de Doutor Honoris Causa desse centro universitário.

Na Aula Magna do MGIMO, o presidente sul-americano oferecerá a conferência magistral "A implementação de novos esquemas econômicos para o desenvolvimento da América Latina".

Correa também sustentará uma conversa com alunos da Universidade Russa de Amizade com os Povos (RUDN), onde o reitor desse centro, Vladimir Filipov, lhe entregará oficialmente 10 bolsas para estudantes equatorianos.

Na mesma RUDN, o chefe de Estado sul-americano se reunirá com a comunidade equatoriana nesta nação.

Ao concluir sua visita à Rússia, Correa viajará a Bruxelas.

lac/to/bj












Organizações panamenhas contra as bases militares dos EUA

Panamá, 30 out (Prensa Latina) A instalação de bases militares estadunidenses na Colômbia e sua possível extensão ao Panamá encontra hoje a rejeição do Serviço de Paz e Justiça (SERPAJ), autor de uma carta aberta ao presidente estadunidense, Barack Obama.

Segundo os organizadores do agrupamento, nesta sexta-feira prevê-se a entrega da mensagem na embaixada de Washington nesta capital, ação que terá ademais lugar em outras nações da área.

No documento, SERPAJ recorda que a possibilidade de instalar bases navais estadunidenses no país é incompatível com o Tratado de Neutralidade Permanente e Funcionamento do Canal.

Os povos, acrescentou a organização, só poderão conseguir "o desenvolvimento genuíno com um clima de paz e estabilidade".

Daí a solicitação ao presidente estadunidense para que retire as forças armadas dos Estados Unidos de nossos espaços e proponha caminhos de entendimento" entre os Estados Unidos e a região.

No final de setembro, o ministro de Governo e Justiça, Jose Raúl Mulino, anunciou um acordo de cooperação internacional para estabelecer duas estações navais nas províncias de Darién e Veraguas.

O servidor público argumentou a medida com a necessidade de estabelecer maiores controles na costa panamenha para evitar o tráfico de entorpecentes.

A notícia levou a Frente Nacional pela Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais (FRENADESO) a denunciar que o presidente da República, Ricardo Martinelli, buscava a volta das bases militares estadunidenses ao país.

Nesse momento, FRENADESO advertiu que sob nenhum pretexto se pode aceitar "viver outra vez a vergonha e a desonra de ceder a soberania a uma potência imperialista".

Posteriormente, Mulino indicou que o Panamá operará com suas próprias forças de segurança as estações navais na Baía de Piña e Ponta Coca.

Serão estações claramente panamenhas, com uma estrutura de tarefa conjunta integrada pelos serviços Nacional de Fronteira e Aeronaval, além da Polícia Nacional, afirmou o servidor público.

lac/mem/bj







Em chamas enorme depósito de combustível na Índia

Nova Delhi, 30 out (Prensa Latina) Densas colunas de fumaça emanam de um depósito de combustível que queima hoje na cidade indiana de Jaipur, com saldo preliminar de uma dúzia de mortos e mais de 100 feridos como resultado do sinistro.

Em imagens transmitidas pela televisão local aprecia-se que os 12 grandes tanques de armazenamento no lugar estão em chamas, e segundo declarou o ministro indiano de Petróleo, Murli Deora, será necessário esperar que o fogo apague por si só.

Não temos outra opção que não seja esperar que todo o combustível seja consumido pelo fogo, admitiu o funcionário, que nesta sexta-feira se apresentou nas instalações acidentadas, que segundo informou têm capacidade de armazenamento de 80 milhões de litros.

A agência de notícias indiana PTI noticiou que o incendiou começou ontem à noite no depósito que é propriedade da corporação Indian Oil quando o combustível era transferido de um dos tanques para um motorista.

Suspeita-se que uma fuga foi a causa da tragédia, que obrigou a evacuar cerca de meio milhão de pessoas dos arredores.

lac/nm/bj







Intenso trabalho preventivo contra gripe A em RPDC

Pyongyang, 30 out (Prensa Latina) A República Popular Democrática da Coréia (RPDC) realiza hoje um forte trabalho preventivo a fim de evitar a entrada do vírus da gripe A(H1N1), do qual não se registram casos no país.

De acordo com a agência de notícias KCNA, com esse fim reforçou-se o controle no aeroporto da capital, terminais marítimos e postos fronteiriços diante do aumento de afetados pela nova pandemia em territórios e regiões geograficamente próximas à RPDC.

Acrescenta que o estudo da doença, incluídas a prevenção e tratamento, foi intensificado, enquanto toda pessoa suspeita de estar contagiada com o vírus é examinada imediatamente.

O Centro de Higiene e Epidemologia do Ministério de Saúde e outras instituições organizaram várias oficinas com a fim de elevar a preparação do pessoal.

Também funciona uma rede nacional com centros de observação, ao que se soma a distribuição de medicamentos e equipamentos necessários para combater a doença.

lac/Lam/bj








Coreia do Sul anuncia planos para maior presença no Afeganistão

Seul, 30 out (Prensa Latina) O governo sul-coreano anunciou hoje que ampliará sua presença no Afeganistão com o envio de tropas a esse país, ocupado pelos Estados Unidos e forças da OTAN.

De acordo com o plano, 200 soldados e pouco mais de 20 policiais se somarão à Equipe de Reconstrução Provincial (ERP) de Seul despregado ali, em resposta a pressões para que aumente sua participação na campanha do Pentágono na mencionada nação centro-asiática.

O pessoal sul-coreano presta serviço na base aérea estadunidense de Bagram, ao norte de Kabul, como apoio à outra parte.

Segundo o representante da chancelaria Moon Tae-young, os militares sul-coreanos se absterão de intervir em ações de combate, excepto se isso for necessário para proteger aos integrantes do ERP.

Fontes oficiais disseram que o governo tem planos para operar um ERP independente em uma província com 130 civis e entre 200 e 300 efetivos militares.

As zonas de Kabul, Daykundi e Nimroz, próxima à fronteira com o Irã, figuram entre as candidatas para a ocupação das forças sul-coreanas naquele país, onde a ocupação estrangeira é fortemente recusada.

Uma missão de Seul viajará no próximo mês a Kabul a fim de recopilar informação antes de decidir tudo relacionado com o referido envio, incluída a área onde suas forças se estabelecerão.

As tropas serão enviadas em abril se o plano for ratificado pela Assembleia Nacional, de acordo com a chancelaria.

lac/Lam/bj









Partido Comunista Francês aplaude condenação a bloqueio contra Cuba

Paris, 30 out (Prensa Latina) O Partido Comunista Francês (PCF) aplaudiu hoje a condenação pela décima oitava ocasião do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba no seio da Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo um comunicado oficial.

O PCF saúda este voto positivo, chama ao respeito das Resoluções da ONU sobre esta questão de direito, democracia e soberania, afirmou a nota.

Destacou que apesar dos chamados reiterados dos países da América Latina e da comunidade internacional em favor de uma supressão total do cerco econômico, financeiro e comercial à ilha caribenha, o bloqueio persiste.

"É anacrônico e desumano. Priva à população do acesso aos equipamentos e às tecnologias necessárias para os serviços de saúde. Dificulta as relações com as instituições financeiras e bancárias e cria obstáculos ao comércio de bens e serviços", anotou.

O PCF recordou que as medidas lançadas pelo presidente Barack Obama sobre Cuba não significam em modo algum uma mudança em torno da política de hostilidade com o bloqueio.

Por outra parte, a organização política francesa opinou que com a futura presidência semestral da Espanha na União Europeia deveria se pôr fim à chamada Posição Comum do bloco comunitário.

Igualmente deveria estabelecer-se uma relação normal de cooperação mutuamente vantajosa em favor do desenvolvimento de Cuba, sem condições nem ingerências, afirmou o PCF.

tgj/ft/bj







Resolverão conflito Guiné Bissau e Senegal

Bissau, 30 out (Prensa Latina) As autoridades da Guiné Bissau e Senegal ratificaram hoje que resolverão de modo pacífico um conflito no qual estão implicados ambos os países na importante região petroleira guineana de Oio, informaram fontes governamentais.

Segundo um comunicado conjunto de ambos os estados, uma comissão técnica mista analisará a candente situação na zona nas próximas semanas.

A disputa surgiu depois da cessão de terrenos em Oio a senegaleses para a edificação de hotéis e outras instalações, indicou a publicação Nero Digital.

De acordo com esse meio, Oio, com uma superfície de 5.404 km² e mais de 179 mil habitantes, é rica em recursos minerais que tratam de controlar grupos rebeldes assentados no lugar.

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Alertam na Venezuela sobre gravidez precoce

Caracas, 30 out (Prensa Latina) Venezuela iniciou uma campanha contra a gravidez precoce que alerta que, hoje no país, 21 por cento dos nascimentos é por pais adolescentes, menores de 19 anos de idade.

A campanha realizada pelo Fundo de População das Nações Unidas e pelo Ministério de Educação inclui distribuição de folhetos, folders e informação dirigida à população estudantil.

A jornada, com o lema O controle de tua vida tem você, pela prevenção da gravidez na adolescência, trata de conscientizar sobre o fenômeno em jovens de ambos os sexos.

A iniciativa incluiu mesas técnicas de trabalho com associações civis e voluntários.

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Analista uruguaio destaca negado recorde ao bloqueio a Cuba

Montevidéu, 30 out (Prensa Latina) O analista internacional do jornal uruguaio La República Niko Schvarz destaca hoje o crescimento da votação na ONU contra o bloqueio a Cuba, como um fato que reveste extraordinária significação internacional.

"Parecia difícil que pudesse superar a votação do ano passado a respeito disso que arrojou 185 votos a favor, 3 contra e duas abstenções. A margem para crescer era muito exíguo já que há 192 países na ONU. No entanto, isso ocorreu", sublinha.

Schvarz recorda que em 18 destas votações realizadas na ONU desde 1992, a cifra de opositores ao bloqueio tem crescido em forma ininterrupta, sem nenhuma exceção.

Em um artigo afirma que se reproduziram os votos dos EUA, Israel e Palau contra a resolução anti-bloqueio e se abstiveram as ilhas Micronésia e Marshall, que em ocasiões anteriores votaram contra ou se abstiveram.

Esclarece que as três nações insulares são em realidade protetorados estadunidense no Oceano Pacífico, que tem ali bases militares e têm sido campos de provas nucleares. Schvarz comenta que apesar de se produzir durante quase uma vintena de anos votações sobre o tema, todas contundentes no mesmo sentido, nada tem mudado.

"É realmente aberrante. Não há outro caso igual no mundo, e que se mantenha durante tanto tempo: 47 anos a partir da proclamação Presidencial assinada pelo presidente John F. Kennedy o 7 de fevereiro de 1962", sublinha.

Essa Proclamação - abunda- acentuou suas projeções extraterritoriais com a lei Torricelli assinada por (George) Bush pai em 1992 e a lei Helms-Burton promulgada por (William) Clinton em 1996.

O comentarista do citado jornal sublinha que Cuba é o único país que sofre uma agressão permanente deste tipo.

"Esta circunstância coloca em entredito todo o sistema das Nações Unidas e sua capacidade de decisão, incluindo a integração do Conselho de Segurança e o direito de veto de algumas potências", remarca.

tgj/wap/bj










Bolivianos aspiram a boa atuação em torneio regional de pesos

La Paz, 30 out (Prensa Latina) A seleção boliviana de levantamento de pesos tratará de conseguir bons resultados a partir de hoje nas competições adiantadas dessa modalidade dos XVI Jogos Bolivarianos Sucre- 2009.

A equipe, ao comando do técnico cubano Fernando Delgado, apresenta-se na disputa com o propósito de fazer uma plausível participação, destaca a imprensa local.

Ao torneio também assistem delegações da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru, países unidos historicamente ao Libertador Simón Bolívar.

Entre os levantadores bolivianos sobressaem, nas damas, Raquel Asiama (Chuquisaca, em mais de 75 quilos) e Patricia Ávila (Santa Cruz, em 58).

Enquanto nos homens destaca-se Ramiro Vela (Chuquisaca, em 56 quilos), um dos favoritos para obter alguma medalha.

A sede principal dos jogos será Sucre, com 26 disciplinas, incluídas futebol, basquete, atletismo, ginástica, tênis, voleibol, beisebol, luta e boxe, entre outras.

Também terá sub-sedes nacionais nas cidades de Santa Cruz, Cochabamba e Tarija, enquanto as internacionais são Quito, Guayaquil e Salinas no Equador e Lima no Peru.

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Militares venezuelanos reforçam vigilância em fronteira colombiana

Caracas, 30 out (Prensa Latina) Militares venezuelanos mantêm hoje uma forte presença no estado fronteiriço Táchira, depois do massacre cometido ali supostamente por irregulares colombianos, segundo informes da imprensa regional.

O jornal La Nación, de San Cristóbal de Táchira, assegura que a presença dos soldados em zonas vizinhas à fronteira, é bem recebida pela população depois do seqüestro e posterior assassinato de 10 homens, oito deles colombianos.

As primeiras investigações indicam que o crime é resultado do transbordamento da violência colombiana sobre a Venezuela, através de uma complicada fronteira a mais de dois mil 200 quilômetros.

Paralelamente, fontes desse estado venezuelano, mais de 800 quilômetros ao sudoeste de Caracas, reportam rigorosos controles sobre veículos, motocicletas e pedestres nas pontes internacionais de San Antonio e Ureña.

Estes procedimentos são parte das ações de luta contra o contrabando de combustível e alimentos que se vendem a preços subvencionados na Venezuela e são levados ilegalmente ao país vizinho.

O comandante do destacamento de fronteiras 11, tenente coronel Héctor Hernández, indicou que a vigilância não se limita aos pontos de controle fixo, e inclui as trilhas e outras vias as 24 horas do dia.

Ontem a disputa da Assembléia Nacional por Táchira Íris Varela denunciou que há investigações e provas que relacionam com irregulares colombianos ao governador desse estado, César Pérez Vivas, a quem culpa pelo auge da violência.

Em declarações a Venezuelana de Televisão, Varela assegurou que "há material audiovisual e fotográfico que comprometem a oficiais do governo de Táchira com irregulares colombianos".

Pérez Vivas, asegurou, apóia grupos paramilitares, que até têm sido encontrados distribuindo panfletos onde falam de uma suposta limpeza social, o qual é parte de um expediente da comissão parlamentar de Política Exterior.

Segundo a deputada, apesar que se fez achar que foram desmobilizados os paramilitares colombianos, a frente Catatumbo, uma dessas organizações, se reagrupou e faz parte do que agora se conhece como Águias Negras.

Recentemente também se denunciou a presença de outro disso grupos denominado Los Rastrojos em oposição por territórios venezuelanos com as Águias Negras, uma das hipóteses sobre a origem do massacre da semana passada em Tachira.

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Cuba designa embaixador diante da Santa Sé

Havana, 30 out (Prensa Latina) O Conselho de Estado de Cuba designou Eduardo Delgado Bermúdez como seu embaixador diante da Santa Sé, anunciou hoje uma nota oficial divulgada pelo jornal Granma.

A breve informação explica que no momento da nomeação, o diplomata se desempenhava como diretor geral do Ministério de Relações Exteriores.

Dessa maneira, Delgado soma-se a um grupo de dezenas de cubanos designados recentemente embaixadores em países da América Latina, África, Ásia, Europa e organismos internacionais.

Cuba e a Santa Sé estabeleceram relações diplomáticas em junho de 1935.

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Nova proposta de reforma fiscal encontra rejeição em congressistas

Guatemala, 30 out (Prensa Latina) A intenção expressada pelo presidente Alvaro Colom de enviar ao Congresso uma nova proposta de reforma fiscal para a Guatemala encontra hoje ecos negativos entre deputados.

O presidente falou ontem sobre o propósito de seu governo de apresentar outra iniciativa nesse sentido, depois que uma primeira foi motivo de grandes polêmica no órgão legislativo no ponto que a bancada oficialista se viu obrigada à retirar.

Colom preferiu chamá-la modernização fiscal integral para fazer à queda da arrecadação tributária, a qual neste ano se estima representará 9,9% do produto interno bruto, em frente a 11,3 no passado ano.

Incluirá, segundo seu anúncio, uma modificação de impostos diretos (para que "pague mais o que tem mais", disse), a eliminação das ações ao portador e a implementação da Lei de Extensão de Domínio.

Esta última estabelece que os bens imóveis utilizados pelo narcotráfico e crime organizado sejam confiscados a favor do Estado.

Essas propostas fazem o presidente ao ser interrogado sobre as ações a empreender com respeito à crise por falta de fundos para cobrir o funcionamento das instituições públicas.

Ao citar fontes próximas à Presidência, a jornal Prensa Livre assegura que a proposta oficial estará dividida em duas partes, uma emergente e outra em longo prazo.

Ambas, afirma, serão modificações ao imposto sobre a renda aplicáveis aos grandes contribuintes, não aos assalariados.

Incluirá, ademais, a possibilidade de aceder à informação bancária sob reserva e eliminar transações ao portador, para que só sejam nominativas.

Alguns blocos parlamentares expressaram já seu desacordo, ao mencionar a necessidade de busca de opções diferentes para aumentar os rendimentos do Estado e assim descartar a possibilidade de uma reforma fiscal.

Coincidiram em que não é o momento apropriado para uma alta dos impostos, em tanto propuseram um combate mais forte à evasão fiscal e o contrabando alfandegário, bem como criar normas de transparência e austeridade nas entidades governamentais.

Não obstante, deixaram uma porta aberta à análise da iniciativa do Executivo pois reconhecem o baixo da carga tributária atual.

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Colômbia e EUA assinarão hoje polêmico acordo militar

Bogotá, 30 out (Prensa Latina) Colômbia e Estados Unidos assinarão hoje um polêmico acordo militar que tem gerado rejeição e preocupação na região e o qual permitirá ao exército da nação realizar suas operações desde ao menos sete bases no território nacional. Segundo informou o governo colombiano, a assinatura do pacto se levará a cabo a porta fechada esta manhã, hora local, na sede da Chancelaria, e estarão presentes na cerimônia os ministros de Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, de Defesa, Gabriel Silva, e Interior, Fabio Valencia.

Em tanto, só o embaixador dos Estados Unidos aqui, William Brownfield, estava confirmado, até ontem à noite, como representante de seu país.

Ontem aconteceu uma reunião reservada entre o Executivo e o Congresso colombianos para analisar o pacto, em virtude do qual terá no país pelo menos 1.400 soldados estadunidenses, 800 de maneira direta e outros 600 sob condição de contratistas.

Essa elevada presença de tropas norte-americanas, bem como o uso de bases estratégicas que farão em solo colombiano, é considerado por vários países vizinhos como um risco à estabilidade e a paz na região.

Em dita reunião o governo nacional ratificou que o referido pacto seria aprovado sem a necessidade de passar previamente pelo Legislativo ou ser submetido a controle de legalidade por um corte.

No entanto, contrário ao que sucederá na Colômbia, o embaixador dos Estados Unidos aqui pontuou que o pacto se passará pelas mãos do Congresso de seu país.

"Após assinar um acordo executivo, temos a obrigação de passar o texto ao Congresso e especificamente, aos dois comitês de relações internacionais do Senado e da Câmara de Representantes", apontou.

Isso é visto por meios locais de imprensa e políticos como uma mostra da submissão total do governo colombiano aos ditados de Washington.

Os promotores do acordo sustentam que o mesmo está dirigido a fortalecer a luta contra o narcotráfico, argumento que muitos consideram, incluído vários governos vizinhos, como um pretexto para encobrir as verdadeiras intenções geopolíticas do Pentágono no hemisfério.

Políticos como Piedade Córdoba e Gustavo Petro, entre outros, bem como vários partidos locais têm manifestado que o pacto vulnera a soberania nacional e converte a Colômbia de fato em um país hostil para os vizinhos da área.

Também, advertem que o uso das bases por soldados estadunidenses isolará a Colômbia da América Latina, que nos últimos anos tem experimentado mudanças progressistas substanciais, o qual preocupa às elites de poder nos Estados Unidos pela perda de espaços para seus interesses, segundo opinião de diversos especialistas.

Colômbia é o principal aliado dos Estados Unidos na região e desde o ano 2000 Washington tem entregado a Bogotá mais de seis bilhões de dólares no marco do controvertido Plano Colômbia.

Esta iniciativa é descrita por seus críticos como a política criada e promovida pela Casa Branca para eliminar militarmente às Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC) e reprimir às comunidades camponesas que a apóiam.

Washington e Bogotá alegam que este Plano é um esforço para erradicar a produção e o comércio de drogas em zonas supostamente controladas pelos grupos insurgentes, no entanto, seus críticos sustentam que os verdadeiros interesses da nação são de caráter geopolíticos.

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Zelaya qualifica como um triunfo acordo sobre eventual restituição

Tegucigalpa, 30 out (Prensa Latina) O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, descreveu hoje como um triunfo para a democracia o acordo atingido ontem com o regime interino para que o Congresso decida sua restituição no poder.

"O só feito de que se esteja já reconhecimento a necessidade de retrair os poderes do Estado ao 28 de junho de 2009 significa um triunfo para a democracia e a volta da paz para o país", disse Zelaya à emissora Rádio Globo.

Não obstante, Zelaya admitiu que ainda deverão se cumprir vários passos para sua restituição, e nesse sentido chamou ao regime interino a cumprir os termos do acordo.

"Não é um jogo onde se pode viver especulando. Honduras tem pago uma quota de sofrimento muito grande", advertiu.

O presidente foi seqüestrado em sua residência por militares encapuchados o 28 de junho e levado pela força a Costa Rica.

Após duas tentativas frustantes por regressar ao país, conseguiu finalmente entrar de maneira inesperada em 21 de setembro e desde então encontra-se na embaixada do Brasil.

De acordo com um relatório do Comitê de Familiares de Detentos Desaparecidos, o regime golpista tem cometido mais de quatro mil violações dos direitos humanos, entre elas mais de uma vintena de assassinatos e centenas de feridos e detentos.

O presidente constitucional fez votos para que a interrupção democrática através de golpes de Estado não se volte a repetir.

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Espionagem colombiana atiça diferendo com Venezuela

Por Waldo Mendiluza

Caracas, 30 out (Prensa Latina) Novas revelações sobre as atividades de espionagem e subversão colombianas na Venezuela complicam hoje as tensas relações bilaterais, afetadas ademais pela ingerência estadunidense na região.

Ontem, o ministro venezuelano do Interior, Tareck El Aissami, apresentou ante a Assembléia Nacional um documento que confirma os planos desestabilizadores contra este país, moldurados em uma operação de inteligência chamada Falcón.

Recopilação de informações sobre o presidente Hugo Chávez e outros dirigentes, busca de dados militares, subornos a servidores públicos e captação de figuras da oposição conformam a iniciativa denunciada.

De acordo com El Aissami, o texto em seu poder pertence ao Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS), entidade subordinada diretamente ao presidente neogranadino, Álvaro Uribe.

Em uma investigação interna a partir de uma suposta fuga de informação desse órgão, vários agentes foram submetidos a interrogatórios que sacaram a reluzir o projeto Falcón. Segundo o titular do Interior, por trás das ações subversivas do plano anti-venezuelano está a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, a qual atua com liberdade na vizinha nação.

A CIA opera abertamente na Colômbia, onde inclusive paga o arrendamento de instalações fachada vinculadas com a citada iniciativa, advertiu.

Mal em uns dias antes das revelações, autoridades venezuelanas tinham detento em flagrante a dois espiões colombianos envolvidos na busca de informações militares e tentativas de suborno.

Ainda que a primeira reação de Bogotá foi negar o fato, uma declaração da Chancelaria admitiu que um dos capturados em Maracaibo pertencia ao DAS.

Com respeito ao documento denunciado por El Aissami, o governo neogranadino reconheceu sua autenticidade mas qüestionou a Caracas por ter em seu poder.

O palco bilateral apresentava desde faz meses pontos incendiários, a partir da decisão de Uribe de ampliar o acesso dos Estados Unidos a bases militares de seu país (até chegar a 10), qüestão considerada pela Venezuela e outras nações da região um ato de guerra.

Por si foi pouco, o ex-diretivo do DAS Rafael García e paramilitares colombianos afirmaram sua participação ou o conhecimento de planos contra o governo de Chávez, incluindo o assassinato do líder.

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EUA desdobra qüestionada ofensiva diplomata no Oriente Médio

Tel Aviv, 30 out (Prensa Latina) O enviado estadunidense para Oriente Médio, George Mitchell, prepara hoje em Israel a visita da secretária de Estado, Hillary Clinton, em vésperas do encontro desta com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em Abu Dhabi.

Círculos diplomáticos destacaram a ofensiva diplomata traçada pelos Estados Unidos este fim de semana na região, em um novo esforço por calar as críticas dos palestinos ao que qualificam de parcialidade e insuficiente pressão de Washington a Tel Aviv.

Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), se entrevistará este fim de semana na capital de Emirados Árabes Unidos com Clinton, quem prevê realizar no domingo sua primeira viagem oficial a Israel desde a ascensão ao poder de Benjamín Netanyahu.

O chefe de governo israelense sustentou conversas hoje com Mitchell em Jerusalém e discutiram as vias para relançar as negociações interrompidas pela negativa israelense a frear a ampliação dos assentamentos judeus em Jerusalém Leste e Cisjordânia.

Precisamente, o jornal israelense Haaretz reproduziu nesta sexta-feira declarações de Abbas nas que disse desconfiar "profundamente" de Netanyahu e estar perdendo a fé em suas alegadas intenções para conseguir um pacto de paz.

"Não acho que tenha mudado. Temo-me que é o mesmo Netanyahu de 1996", expressou Abbas em alusão ao anterior mandato do atual governante judeu, segundo o rotativo.

Fontes diplomáticas indicaram, por outra parte, que Clinton estará mal umas horas em Tel Aviv, sem pernoitar, e buscará compromissos dos israelenses para voltar à mesa de diálogo com a ANP, prévia aceitação de mudar sua atitude com respeito às colônias judias.

Igualmente, a chefe da diplomacia norte-americana tentará em suas práticas com o presidente palestino persuadi-lo para retomar as negociações, em tanto a administração de Barack Obama as valoriza "um passo necessário" para a paz e a estabilidade regionais.

Clinton, segundo diplomatas estadunidenses, aspira ao menos a destravar o diálogo, ainda quando não tenha uma perspectiva imediata de grandes avanços em temas chave de disputa, como a criação do Estado palestino independente e a partição de Jerusalém.

Tel Aviv também pretende eludir ou negar o direito de volta dos palestinos a seus territórios originários, bem como que o futuro Estado possua estrutura militar.

tgj/Ucl/bj










Morrem oito pessoas por explosão com bomba no Afeganistão

Kabul, 30 out (Prensa Latina) Ao menos oito pessoas morreram hoje ao explodir uma bomba em uma estrada por onde transitavam em uma camioneta na província afegã de Nangarhar, informaram fontes oficiais.

De acordo com a agência de imprensa afegã (AIP), a explosão registrou-se no distrito de Khogyani na oriental província de Nangarhar, em um setor próximo à fronteira com Paquistão.

Nangarhar é uma das províncias mais prósperas do Afeganistão e encontra-se na rota principal entre a capital Kabul e a fronteira paquistanesa.

Em outro incidente no este afegão, a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) liderada pela OTAN, mataram a 26 insurgentes durante um ataque aéreo na província de Ghazni.

Segundo o Ministério afegão do Interior, esse bombardeio ocorreu após que os rebeldes afegãos atacassem o quartel geral do distrito de Guiro, ainda que as forças de segurança opuseram uma dura resistência.

No entanto, o comunicado declina informar sobre as baixas afegãs e estrangeiras e de civis, as principais vítimas desses ataques aéreos dos Estados Unidos e a OTAN.

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Candidato uruguaio favorável a multiplicar o investimento

Montevidéu, 30 out (Prensa Latina) O candidato uruguaio à presidência pela Frente Ampla (FA), José Mujica, considera que "só multiplicando o investimento teremos um país moderno", em declarações ditas hoje pela imprensa local.

Mujica argumentou a intervenção do Estado para redistribuir ao máximo os frutos gerados pelos processos inversionistas e citou como exemplo a Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca e Islândia.

"Não se pode falar de unidade entre uruguaios, de eventuais políticas de acordo nacional, de preocupações em comum nem de tender a mão, se não se tem uma mesma atitude construtiva com respeito ao investimento; isto não é negociável", advertiu.

O representante da coalizão de esquerda remarcou a marcha contínua de um processo de crescimento e desenvolvimento requer uma política o mais justa possível na redistribuição do rendimento.

Mujica comentou que a geração de trabalho requer capital para dispor de ferramentas, tecnologias e capacitação em oficios especializados, e que a sociedade ajude na infra-estrutura.

A julgamento do candidato à presidência, seria impossível a materialização direta de capital privado sem uma intervenção pública geradora em tanto os sócios estrangeiros - acrescentou- "podem ajudar a conquistar novos mercados".

"Não cabe nenhuma dúvida que um país deve oferecer garantias e estabilidade para que os empresários se possam sentir seguros ante perigos de expropriação ou liquidação", expressou.

Mujica junto com seu colega de fórmula Danilo Astori foram os mais votados com 48% nas eleições do 25 de outubro, ainda que a cifra atingida foi insuficiente para triunfar no primeiro turno. A FA, no governo, vai a uma segunda volta ou segundo turno contra o binômio Luis Alberto Lacalle-Jorge Larrañaga, do Partido Nacional, no último domingo de novembro.

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Air France adquire seu primeiro gigante dos céus

Por Fausto Triana

Paris, 30 out (Prensa Latina) Bumbos e pratos acompanharam hoje a chegada do primeiro Airbus A380 ao aeroporto Roissy Charles de Gaulle desta capital, desde onde decolará o próximo 20 de novembro rumo a Nova Iorque.

Será com as cores da linha aérea bandeira gala, Air France, que espera poupar 15 milhões de euros anuais por cada A380 que adquira, de acordo com declarações do diretor geral da companhia, Pierre-Henri Gourgeon.

Para o trajeto Paris-Nova Iorque, o chamado gigante dos céus, estará habilitado com 538 assentos em três categorias: nove em primeira superclasse, 80 de negócios e 449 econômicos, de um total de 850 que pode admitir o avião.

Eufórico e cheio de otimismo, Gourgeon disse na cerimônia efetuada no terminal aéreo -a maior plataforma de correspondências do mundo-, que ao destino Nova Iorque se acrescentarão com o A380 os de Johannesburgo e Montreal e Tóquio.

A primeira parte do evento desta sexta-feira tacontece em Hamburgo, Alemanha, cidade encarregada da entrega dos SuperJumbo. Desde ali voou para Roissy Charles de Gaulle, onde teve um recebimento com todas as honras.

No caso específico do trecho para a Babel de Ferro, Air France sacará de circulação o Boeing 777-200 e o Airbus A340 que utiliza em cinco vôos diários, para os deixar em quatro com o A380.

"Começaremos a economizar 15 milhões de euros por ano na cada trajeto de longo alcance, o qual é uma grande notícia no meio da crise financeira internacional", destacou Gourgeon.

Singapore Airlines, Emirates e a australiana Qantas foram as primeiras firmas de aviação que adquiriram A380, enquanto Air France é a precursora na Europa e tem encarregado ao todo 12 aparelhos desse tipo.

A nave tem uma longitude de 73 metros, altura de 24,1 metros e um diâmetro de fuselagem de 7,14, com uma superfície de 845 metros quadrados das asas e envergadura de 79,8 metros.

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Impulsionam em Cuba programa para elevar produção de frutas

Havana, 30 out (Prensa Latina) A província cubana de Havana, circundante desta capital, impulsiona hoje um programa para semear três mil hectares de frutas com o propósito de aumentar a oferta desses produtos.

De acordo com as autoridades do setor, o plano persegue abastecer os 19 municípios habaneiros e parte do mencionado território vizinho, que recebe também outros itens colhidos fora de seus limites.

Entre os tipos de espécies a cultivar sobressaem a goiaba e a mamão, fontes idóneas para a elaboração de sucos altamente demandados pela população.

Várias fazendas habaneiras, especialmente a chamada La Siguaraya, do município de Bejucal, contribuirão suas experiências no mencionado projeto em aras de elevar rapidamente as cifras produtivas.

Pertencente à Cooperativa de Créditos e Serviços Antonio Maceo, La Siguaraya aplica com sucessos a policultura, e emprega de maneira racional os recursos e o sistema de irrigação às plantações.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Crise hondurenha sem solução após quatro meses de golpe

Tegucigalpa, 28 out (Prensa Latina)

Ao cumprir-se hoje quatro meses do golpe de Estado em Honduras, a crise política continua sem solução pela negativa do regime de facto de aceitar a reposição no cargo do presidente constitucional Manuel Zelaya.

"Eu considero que a esta altura, após quatro meses, as autoridades de todos os países já se deram conta que em Honduras se está instalando um regime ditatorial", denunciou o presidente legítimo.

Zelaya foi sequestrado e retirado à força do país por militares encapuzados no dia 28 de junho, no mesmo dia em que se ia efetuar uma pesquisa para conhecer a opinião da sociedade em torno de futuras reformas à Constituição.

Após duas tentativas frustradas de voltar a Honduras, o dignatário conseguiu retornar de surpresa no dia 21 de setembro e desde então encontra-se na embaixada do Brasil nesta capital, rodeada por um forte dispositivo militar e policial.

Regressei para buscar uma saída pacífica à crise, para reverter o golpe e poder celebrar as eleições e para que o país seja aceito novamente pela comunidade internacional, disse o presidente.

No entanto, o diálogo iniciado em 7 de outubro sob a supervisão da OEA fracassou na semana passada pela insistência do chefe do regime de facto Roberto Micheletti de manter-se no cargo.

Com a pretensão de reavivar o diálogo, nas últimas horas chegou ao país o secretário de Assuntos Políticos da OEA, Víctor Rico.

Também está previsto para hoje a chegada de uma missão encabeçada pelo secretário de Estado anexo para assuntos da América Latina Thomas Shannon.

O objetivo da missão é fazer avançar o Acordo de San José, promovido por Washington, que propõe como primeiro ponto a restituição de Zelaya, ainda que com uma série de condicionamentos que limitam suas funções.

Horas antes da chegada da delegação, Micheletti reiterou sua intenção de não permitir a volta do presidente e fez questão de sua proposta de nomear um terceiro para esse cargo, uma manobra que busca dilatar qualquer saída à crise.

lac/car/bj





Atacam pessoal da ONU no Afeganistão

Kabul, 28 out (Prensa Latina) Homens armados atacaram hoje uma residência onde se hospedam servidores públicos das Nações Unidas nesta capital, com saldo preliminar de sete mortos, entre eles três membros da organização internacional, confirmaram fontes policiais.

O chefe da Polícia de Kabul, Abdul Rahman, disse à imprensa que alguns dos atacantes também morreram no ataque feito na madrugada desta quarta-feira contra a casa de hóspedes localizada no distrito capitalino de Shar-e-Naw.

Adrian Edwards, representante da missão da ONU no Afeganistão, confirmou por sua vez que três membros de seu pessoal faleceram na ação armada, que foi reivindicada posteriormente pelo insurgente movimento Talibã.

Segundo o representante dos rebeldes, Zabiullah Mujahid, o ataque tinha como objetivo interromper a próxima segunda volta nas eleições presidenciais do país.

As eleições serão celebradas no próximo dia 7 novembro, depois que o presidente afegão, Hamid Karzai, admitiu que teve irregularidades na contagem dos votos do exercício eleitoral realizado em agosto passado.

Em princípio, Karzai proclamou-se ganhador frente a seu oponente, o ex-chanceler Abdullah Abdullah, mas a Missão da ONU encarregada de supervisionar as eleições detectou ao menos 1,3 milhão de votos suspeitos.

lac/nm/bj






Sessiona em Moscou comissão mista Rússia-Equador

Moscou, 28 out (Prensa Latina) Uma sessão da comissão mista Rússia-Equador nesta capital analisa hoje em seis grupos de trabalhos aspectos da cooperação energética, científico-acadêmica, financeira, agrícola, tecnológica e militar.

Recentemente, o embaixador equatoriano na Rússia, Patricio Chávez, declarou à Prensa Latina que a mesa financeira tratará sobre as vias para abrir convênios que permitam ao Equador ter acesso a benefícios preferenciais governo a governo.

No âmbito energético, temos uma companhia russa interessada em participar na exploração de blocos petroleiros, sublinhou.

Assim mesmo, informou que uma empresa russa também deseja construir uma hidroelétrica no estado sul-americano e outra disposta a participar em um projeto para o aproveitamento do gás acompanhante das extrações petroleiras.

De igual forma, contamos com projetos que implicam a esfera técnico-militar e vamos assinar 10 convênios de colaboração entre as duas nações em matéria científico-acadêmica com igual número de universidades.

No marco da secretaria de Ciência e Tecnologia de Equador, trataremos quatro aspectos importantes de investigação.

Chávez estimou que para seguir em uma segunda etapa do reforço dos vínculos se deve trabalhar, sobretudo, no fortalecimento político.

Com a chegada do presidente Rafael Correa sentimos a atenção que brinda a Rússia a essa visita e estimamos que nela nossos líderes vão ter a oportunidade de conversar e de se conhecer para viabilizar projetos de interesse para empresas russas, considerou.

Durante sua estada de dois dias nesta capital, Correa se reunirá amanhã com seu similar russo, Dmitri Medvedev, e com o premiê Vladimir Putin, entre outras personalidades.

lac/to/bj








Hillary Clinton chega ao Paquistão em visita oficial

Islamabad, 28 out (Prensa Latina) A secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, chegou hoje ao Paquistão em visita oficial dirigida a ratificar o apoio irrestrito do governo do presidente Barack Obama às autoridades do país islâmico.

Minha visita tem como objetivo enviar uma mensagem de apoio total ao governo paquistanês por parte da administração Obama, anunciou a própria Clinton em sua chegada nesta quarta-feira a Islamabad.

A chegada de chefa da diplomacia estadunidense coincide com a ofensiva lançada pelo Exército do Paquistão contra o movimento insurgente na zona montanhosa de Waziristán do Sul, fronteiriça com o Afeganistão.

A respeito, Clinton disse que se informará sobre as operações, e prometeu mais ajuda para os militares, em uma aparente tentativa de suavizar asperezas com os altos comandos militares críticos das condições impostas por Washington no último pacote de assistência ao Paquistão.

Semanas atrás, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que prevê o desembolso de 1,5 bilhão de dólares anuais durante cinco anos para apoiar programas econômicos e sociais no Paquistão.

A cúpula militar paquistanesa criticou, no entanto, algumas das condições impostas por Washington, por considerar que atentam contra a soberania e segurança nacionais do país asiático.

Durante sua estadia de três dias no Paquistão, Clinton se reunirá com o presidente Asif Ali Zardari, o Premiê, Yousuf Raza Gilani, e o chefe do Estado Maior do Exército, general Ashfaq Pervez Kayani, e com outros líderes políticos e religiosos.

lac/nm/bj







Prêmio Nobel Stiglitz: recuperação econômica forte está longe

Seul, 28 out (Prensa Latina) O ganhador do Prêmio Nobel-2001 Joseph Stiglitz afirmou hoje que ainda é muito cedo para falar de retirar as medidas anticrise ao advertir que a economia mundial está longe de conseguir uma forte recuperação.

Stiglitz, condecorado com esse reconhecimento em sua categoria econômica, reconheceu que a situação atual é muito melhor que há um ano, mas sem chegar a uma recuperação forte.

O prestigioso economista fez as declarações à imprensa durante um fórum que ocorre na cidade sul-coreana de Pusan.

Acrescentou que muitos países se encontram em diferentes etapas de melhoramento mas insiste em que ainda é muito cedo para que as economias europeias e dos Estados Unidos comecem a aplicar planos de abandono das políticas anticrise.

O especialista justificou a advertência nesse sentido com um dos grandes problemas que enfrenta a maior economia do mundo, cuja taxa de desemprego, próxima a 10 por cento no mês passado, continua aumentando.

Ao referir-se à situação da Ásia, recordou que seu relativamente rápido crescimento se deve às medidas de estímulos aplicadas pelos governos e uma expansão da demanda na China.

No entanto, alertou que isso é insuficiente para retirar o restante do mundo da crise pelo tamanho das economias da mencionada região.

Convocado pelo Escritório de Estatísticas da Coreia do Sul e pela Organização para a cooperação e o Desenvolvimento Econômico, o fórum de quatro dias analisa formas para medir melhor o crescimento, incluídas soluções frente à atual crise.

lac/Lam/bj







Ao menos 45 mortos pelo atentado no Paquistão

Islamabad, 28 out (Prensa Latina) Ao menos 45 pessoas morreram hoje na explosão de uma bomba em um mercado da cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão.

Segundo a reportagem da corrente GeoTV, o atentado ocorreu no bazar Meena, localizado na parte velha da cidade, onde cujos hospitais foram admitidos mais de 100 feridos após a explosão do artefato dinamiteiro.

A detonação destruiu as janelas dos edifícios próximos e causou pânico entre os habitantes de Peshawar, cidade que foi objeto de vários ataques suicidas nos últimos dias, com saldo de dezenas de mortos.

O atentado desta quarta-feira ocorreu poucas horas após a chegada ao país da secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, para uma visita oficial de três dias.

Em sua chegada a Islamabad, a chefa da diplomacia estadunidense anunciou que o objetivo de sua viagem era ratificar o apoio da administração do presidente Barack Obama à luta que livra o governo paquistanês contra os insurgentes islâmicos.

lac/nm/bj






Vibrante jornada de solidariedade a Cuba em Bruxelas

Bruxelas, 28 out (Prensa Latina) Uma vibrante jornada de solidariedade a Cuba ocorreu nesta capital com a participação de mais de mil pessoas em representação de diversas organizações sindicais e de amizade da Bélgica.

Organizada pelo grupo de solidariedade "Iniciativa Cuba Socialista", o encontro serviu para renovar o apoio à Revolução na Ilha, exigir o fim do bloqueio econômico de Washington e a libertação dos cinco antiterroristas presos nos Estados Unidos.

Em painéis instalados para os debates intervieram Hedí Van Lancker, secretário Geral do Sindicato socialista belga; Tuur van Empten, do Movimento Operário cristão belga, e o intelectual francês Salim Lamrani.

Da mesma forma, Olga Salanueva e Adriana Pérez, esposas de René González e Gerardo Hernández, dois dos Cinco antiterroristas cubanos que permanecem há 11 anos em cárceres estadunidenses, e o embaixador de Cuba na Bélgica, Elio Rodríguez.

Os presentes assinaram um apelo dirigido ao presidente Barack Obama no qual exigem a libertação dos Cinco.

Igualmente, Olga Salanueva leu uma mensagem enviada por René Gerardo, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González na qual agradecem a solidariedade a favor de sua libertação e reiteram o compromisso de continuar fiéis a seus princípios revolucionários.

lac/ft/bj





Que deseja realmente Obama?

Por Gabriela Guerra Rey

México, 28 out (Prensa Latina) Encontros e desencontros do presidente dos Estados Unidos, Barcak Obama, durante seu ano presidencial, foi o tema detalhado aqui pelo diretor de Lhe Monde Diplomatique, Serge Halimi.

Em conferência magistral na Universidade Nacional Autônoma do México, o jornalista fez um percurso pelos acertos da política do estadunidense, os pendentes, e as razões que o levaram a obter um prêmio Nobel da Paz, considerado prematuro.

Destacou que se trata de um país no qual sempre vão imperar as mesmas condições, seja qual for o governante, e nesse sentido se referiu à aplicação sem compaixão de políticas neoliberais e ao desenvolvimento de guerras em órbita.

Obama deve deixar de alienar o mundo, a América Latina, que significa entre outras coisas eliminar as bases militares no continente, erradicar o bloqueio econômico a Cuba e apoiar a restituição da ordem constitucional em Honduras, destacou.

Segundo advertiu o conferencista, Cuba tem sido um símbolo de oposição aos Estados Unidos durante 50 anos, o que sem dúvidas mantém passivo o presidente sobre o tema do bloqueio.

Seria bom que tivesse mais paixão e brigasse com seus adversários, apesar de seu complexo panorama no qual é considerado um traidor pela ultradireita neoconservadora.

Na opinião do especialista, o afroamericano não deve seguir sendo paciente, como proclama em seus discursos, porque o tempo não está a seu favor.

"Chegou ao poder em um momento de pânico, mas seu período de ouro está passando", advertiu.

Realmente gostaríamos que seus atos fossem mais consequentes com seus discursos, sabemos que não pode fazer todo o necessário tanto na política nacional como internacional, mas a grande pergunta é se realmente deseja o que quer.

É ainda nossa grande incerteza, concluiu Halimi.

Independentemente, o jornalista analisou e comparou a Washington de Obama com a de seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush.

Ao referir-se à última campanha presidencial assinalou que este novo presidente além de ser democrata não se apresentou defensor de um programa conservador, e tem tratado de garantir certas condições que não existiam em tempos de Bush.

Não significa que vá resolver todos os problemas originados no norte, como a guerra no Afeganistão, a qual o governante crê necessária, referiu Halimi.

Mas ressaltou como positivo que Obama tenha rompido com a ortodoxia democrata conservadora de William Clinton, por exemplo.

Durante uma hora de exposição e depois em sessão de perguntas e respostas, o prestigioso intelectual do mais famoso dos meios franceses, conhecido e lido ademais em todo o planeta, advertiu que neste mandato não se tratou só do homem senão das circunstâncias.

Nesse sentido, detalhou as condições que ajudaram a impulsionar a carreira de Obama ao poder.

Uma crise financeira de grandes magnitudes, várias guerras e políticas de descrédito aplicadas por Bush, por seu tesoreiro, Alan Greenspan, e por outras personalidades nesses anos, levaram ao demérito republicano, disse.

Por isso é que se considera que a chegada à presidência deste homem é um feliz acidente na história política estadunidense.

Bush, alegou, tinha fracassado na tentativa de converter à potência em um irrebatível império mundial, afirmou.

O jornalista, no entanto, expôs que um presidente estadunidense, por democrata que seja, se converte automaticamente no chefe do país que mais despesas militares concentra no mundo.

Ademais passa a ser quem dirige o pentágono, a Agência Central de Inteligência (CIA), as bases militares dispersas em todo mundo, tem o poder, referiu.

Halimi dirige Lhe Monde Diplomatique, é um dos principais especialistas sobre os Estados Unidos, a esquerda francesa e autor do livro “Os novos cães guardiães, denúncia contra os jornalistas a serviço dos grandes interesses transnacionai”.

Doutor em Ciências Políticas pela universidade de Berkeley, e professor associado da universidade Paris VIII, visita o México e trouxe a esta terra suas análises sobre a política internacional e como a concentração midiática está anulando a crítica jornalística.

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Turquia ratifica apoio a desenvolvimento nuclear do Irã

Teerã, 28 out (Prensa Latina) O premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ratificou hoje aqui o respaldo ao Irã para que desenvolva a energia nuclear pacífica, ao mesmo tempo em que defendeu o fortalecimento das relações políticas e comerciais bilaterais.

Erdogan, que concluiu uma visita oficial de dois dias ao Teerã, destacou em coletiva de imprensa o papel deste país no contexto do Oriente Médio e expressou confiança em seus propósitos civis em matéria de tecnologia atômica.

"Tomando em consideração do que é capaz e do que não é, o Irã sempre terá uma posição fundamental na região para o estabelecimento e a continuidade da paz e a estabilidade", sublinhou diante de dezenas de jornalistas convocados à embaixada de seu país aqui. Fez questão do caráter civil do programa nuclear que o Ocidente questiona à nação persa e recordou que Ankara também se opõe à proliferação de armas atômicas, mas "todo país tem direito a usar seu poderio nuclear com fins humanitários", afirmou.

"O Irã tem esse direito, a Turquia também", sentenciou Erdogan, cuja postura expôs antes em uma entrevista concedida ao diário britânico The Guardian e durante a reunião sustentada ontem com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Durante as conversas com Erdogan, o presidente Ahmadinejad agradeceu sua defesa do programa nuclear iraniano e a postura firme do governante turco, que negou legitimidade um país que possui armas nucleares (Israel) para denegrir o programa pacífico de outro.

Antes de terminar sua segunda visita ao Irã, em três anos, afirmou que Ankara concedeu historicamente "grande importância" a seus vínculos com a República Islâmica, enquanto "sempre será um país fundamental para a paz e a estabilidade na região".

O chefe do executivo turco manifestou, por outro lado, a aspiração de estreitar a cooperação e o comércio com os iranianos, e antecipou que será elevado a 20 bilhões de dólares anuais em curto prazo.

De acordo com dados oficiais, o comércio entre ambas as nações cresceu de 4 bilhões para 11 bilhões de dólares nos últimos anos.

Erdogan reuniu-se nesta capital com o primeiro vice-presidente Mohammad-Reza Rahimi e com o chanceler Manouchehr Mottaki, entre outras autoridades, com as quais explorou as modalidades para fortalecer as relações mútuas e o comércio, bem como a paz regional.

tgj/Ucl/bj









Ex-ministro próximo a Sarkozy condenado na França

Paris, 28 out (Prensa Latina) Uma das figuras políticas de outrora mais próximas ao presidente francês, Nicolás Sarkozy, foi condenado a um ano de cárcere em um processo por tráfico de armas a Angola, que também se estende a outras personalidades.

A sentença do expediente conhecido como Angolagate foi divulgado ontem, mas as repercussões maiores foram conhecidas nesta quarta-feira, focalizadas no caso do ex-ministro do Interior francês Charles Pasqua, sentenciado a um ano de prisão.

Pasqua aparece várias vezes mencionado em um artigo do diretor da Red Voltaire, Thierry Messyan, como parte de uma longa trama que facilitou a ascensão de Elíseo de Sarkozy ao Palácio.

No entanto, o ex-titular e senador de direita busca defender-se através dos meios de imprensa locais, em particular da televisão. Ademais, revelou que pedirá ao presidente que abra todo o expediente do processo.

O julgamento de 42 acusados começou neste mês, após sete anos de investigações a nível internacional. O multimilionário israelense Arkady Gaydamak (prófugo atualmente) e o magnata francês Pierre Falcone, receberam penas de seis anos de prisão.

Pasqua, que mantém um alto grau de influência nos espaços conservadores do país, foi na realidade condenado a três anos de cárcere (dois dos quais foram suspensos), por vendas de influência e participação em uma rede de contrabando de armas.

Ademais, deverá pagar 148 mil dólares de multa por corrupção.

tgj/ft/bj








CIA tem em sua lista irmão de presidente afegão

Washington, 28 out (Prensa Latina) A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos realizou pagamentos regulares ao irmão do presidente afegão, Ahmed Wali Karzai, um homem vinculado ao tráfico de opio na região, revela hoje The New York Times.

Oficiais licenciados e ativos informaram ao diário que a agência remunerou Karzai por uma variedade de serviços, incluídos o recrutamento de forças paramilitares afegãs nos arredores de Kandahar e o arrendamento de uma base.

Segundo o jornal, os laços financeiros e a relação ativa entre a CIA e a família do presidente afegão criam divisões profundas no seio da administração Obama, e somam novos problemas à estratégia de guerra na região.

Ademais, agrega, as práticas da inteligência estadunidense sugerem que as forças estadunidenses não estão fazendo todo o possível para deter o comércio de opio, uma das supostas fontes de financiamento dos talibãs.

Outros críticos alertam que a existência de tais laços em uma área dominada pela insurgência mina os esforços da Casa Branca para desenvolver um governo afegão com a suficiente fortaleza como para manter a ordem de Kabul.

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Popularidade de Obama míngua há quase um ano de eleição

Por Ismel Enriquez Palácios

Redação Central, 28 out (Prensa Latina) Há quase um ano de sua histórica eleição como primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama vê hoje minguada sua popularidade em meio aos problemas para fazer cumprir suas promessas de campanha.

Uma pesquisa do diário USA Today e da consultora Gallup revelam que a percepção dos estadunidenses sobre Obama mudou muito nos últimos meses, e ainda que o presidente retenha o apoio maioritário da população, é por uma diferença mínima.

Ele é visto agora mais como um liberal que como alguém capaz de vencer as divisões partidárias, as quais obstaculizam a aprovação de legislações fundamentais como a reforma sanitária, conclui o jornal.

Para Obama o momento é decisivo, pois a estabilidade de tais índices depende de seu sucesso na reestruturação do sistema de saúde nacional, e na proeza de ficar bem com os liberais, moderados e conservadores no tema Afeganistão.

Ao presidente, solicitam um extra de soldados para evitar um fracasso total das tropas estadunidenses na nação centro-asiática, mas, após oito anos, a base democrata está cansada de tanta guerra.

O diretor do Centro de Estudos de Política e Governabilidade da Universidade de Minnesota, Lawrence Jacobs, explica que as pessoas passaram do otimismo infundado para um discurso esperançador, ao realismo, a partir de uma gradual desilusão.

Mas Jacobs refere que, atendendo às características da época na qual lhe tocou presidir o país, no meio da maior depressão econômica dos últimos 70 anos, o apoio a Obama não foi tão débil como os números podem mostrar em uma análise fria.

Segundo o jornal, o eleitorado ainda confere ao presidente o benefício da dúvida, mas a paciência tem um limite e devem chegar cedo os primeiros resultados positivos de seu gerenciamento no plano social e econômico.

Com respeito aos dias de George W. Bush, as percepções mudaram para bom, pois se há um ano apenas 13 por cento da população estava satisfeita com a direção do país, agora o número se duplica.

Desta forma, seis em cada 10 confiam em que viverão tempos melhores dentro de três anos, justo quando Obama esteja a ponto de terminar seu mandato, motivo pelo qual carrega o desafio de cumprir essas expectativas se quiser postular-se para um segundo mandato.

iep/bj







Fidel Castro sustenta encontro com diretora geral da OMS

Havana, 28 out (Prensa Latina) O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, sustentou nesta terça-feira um encontro com a Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, que esteve acompanhada pela Diretora da Organização Panamericana de Saúde (OPS), Mirta Roses.

Uma informação publicada hoje no diário Granma assinala que ambas as autoridades internacionais da Saúde cumpriram um amplo programa de intercâmbio com profissionais cubanos do setor e visitaram diferentes instituições científicas e assistenciais.

Durante o diálogo com o líder da Revolução cubana, a doutora Chan expressou sua admiração pelo sistema cubano de saúde, e reconheceu o trabalho que a ilha caribenha realiza para combater a pandemia de gripe A(H1N1) e as medidas de prevenção que se adotam.

Em tal sentido, manifestou a disposição da OMS de apoiar os esforços de Cuba nesta luta, acrescenta Granma em sua informação.

Também no intercâmbio sustentado se trataram diferentes temas, e se explicou a respeito do estudo de descapacidades que se desenvolve em vários países da América Latina.

De acordo com o diário, a diretora geral da OMS viu com emoção o vídeo sobre a Missão Manuela Espejo que está em marcha no Equador, e elogiou o trabalho que Cuba efetua em colaboração com outras nações da região.

Fidel Castro e a doutora Chan compartilharam suas preocupações sobre a mudança climática e os problemas atuais do meio ambiente, sua incidência na saúde e os perigos para a existência humana.

O líder da Revolução expressou o agradecimento pela visita a Cuba e as demonstrações de apoio manifestadas, assinala Granma.

De acordo com a informação, no encontro participaram também a doutora Leia Guido, coordenadora ONUSIDA da OPS/OMS em Cuba, e Fu Cong, assessor da diretora geral da OMS.

Pela parte cubana estiveram presentes o ministro de Saúde, José Ramón Balaguer, o chefe do Departamento Ideológico do Comitê Central, Rolando Alfonso Borges, o historiador da Cidade da Habana, Eusebio Leal, a vice-ministra de Saúde Marcia Cobas, e a diretora do Centro Médico Psicopedagógico La Castellana, Emelia Icart.

tgj/dsa/bj






Jovens cubanos celebrarão assembleias abertas prévias ao congresso

Havana, 28 out (Prensa Latina) Jovens de Cuba celebrarão hoje assembleias abertas em todo o país com o objetivo de analisar seu desempenho na defesa e fortalecimento da Revolução.

O processo será um dos primeiros passos na rota de reflexão e debate para o IX Congresso da União de Jovens Comunistas (UJC), que ocorrerá nos dias 3 e 4 de abril de 2010.

A realização de ditas reuniões, em cada centro estudantil e trabalhista, coincide nesta quarta-feira com a comemoração do 50 aniversário do desaparecimento físico do destacado revolucionário Camilo Cienfuegos.

Considerado um dos líderes mais populares e carismáticos desta ilha caribenha, o comandante do Exército Rebelde constitui paradigma da juventude cubana junto a outros homens que entregaram suas vidas pela verdadeira independência dos povos.

De acordo com o segundo secretário da UJC, Ernesto Luis Corvo, cada assembléia aberta terá como documento base a convocação ao mencionado congrasso e porá ênfase na solução dos problemas próprios da cada lugar. Pedimos a todos os jovens que enfrentem determinadamente qualquer atitude que constitua um risco para a fortaleza da Revolução, pontualiza esse apelo.

O documento chama à ação, à reflexão e ao debate franco e aberto, em primeiro lugar, sobre que fazer para continuar fortalecendo a vanguarda política juvenil e aperfeiçoamento de seu trabalho.

Também propõe uma análise crítica sobre o quê, como geração, corresponde à juventude de hoje fazer com o propósito de não defraudar jamais a confiança do líder revolucionário Fidel Castro, e o presidente Raúl Castro.

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Venezuelanos pedem à Colômbia que garanta segurança fronteiriça

Caracas, 28 out (Prensa Latina) Autoridades do estado venezuelano Táchira pediram ao governo colombiano que adote medidas para garantir a segurança fronteiriça, depois do massacre de 10 pessoas nessa região hoje em investigação.

Ao argumentar a posição diante do Conselho Legislativo de Táchira, a deputada Nellyver Lugo assegurou que o massacre de oito colombianos, um venezuelano e um peruano é resultado da exportação da violência colombiana para a Venezuela.

Estas ações terroristas não são outra coisa que o Apocalipse do Plano Colômbia, assegurou Lugo, para quem esse plano é parte de um desenho dos Estados Unidos para conter o processo integrador venezuelano, com o disfarce do combate ao narcotráfico.

Em sua opinião recolhida por meios regionais de imprensa, um dos resultados do conflito colombiano é o êxodo que traz como consequência mais grave a comissão de delitos como o vicariato (contratação de matador de aluguel), extorsão e sequestros.

Ontem o presidente venezuelano, Hugo Chávez, denunciou que o assassinato registrado no dia 23 de outubro é um fenômeno da violência que transbordou do governo colombiano.

"Sem dúvida, foi a guerrilha, paramilitares, crime organizado ou narcotráfico, é um fenômeno que vem da Colômbia. O crime veio de lá", assegurou Chávez em um contato com a Venezuelana de Televisão.

O presidente informou que o caso está em investigação, por isso não se podem fazer públicos ainda alguns dados recolhidos, ainda que adiantou que o grupo de colombianos tinha ingressado ilegalmente ao país e se investiga quem os financiava.

Consultado sobre o caso, o deputado por Táchira Julio García Jarpa disse à Prensa Latina que as investigações evidenciam o "modus operandi" de grupos irregulares, que sequestraram o grupo, os torturaram e os assassinaram.

Segundo a versão oficial, o sequestro foi realizado por 25 pessoas aproximadamente portando armas longas e curtas num campo de futebol improvisado.

Posteriormente 10 dos sequestrados foram encontrados mortos em diversas zonas de Táchira, bem como um sobrevivente ferido, atualmente fora de perigo.

tgj/ml/bj








Maus resultados para indústria automobilística do Japão

Tóquio, 28 out (Prensa Latina) Os cinco principais fabricantes de automóveis do Japão registraram uma forte baixa produtiva na primeira metade do ano fiscal (abril-setembro) com respeito a igual etapa anterior, atribuída a uma queda nas exportações.

Fontes do setor informaram hoje que a Toyota anunciou uma diminuição de 30,3 por cento em suas vendas nesse período, com uma queda de 45,4 nos envios a mercados estrangeiros. Os resultados são atribuídos aos efeitos da crise econômica global.

Para Honda, as exportações foram piores, ao cair 64,2 por cento de julho a setembro passados frente à correspondente etapa de 2008.

Nissan também registrou uma baixa em sua produção nacional, de 29,5 por cento na primeira metade do ano fiscal, enquanto as vendas reduziram-se globalmente.

Tanto essa última como a Honda registraram crescimentos em suas produções em mercados asiáticos, incluída a China, de 15,4 e 49,8, respectivamente. No caso de Nissan, suas exportações decresceram 43,3 por cento.

Mazda imitou esse comportamento, com baixa de 14,7 por cento nas vendas e de 31,2 na produção nacional, contrário a uma alta de 8,5 nesse indicador em outros mercados.

Piores resultados registrou Mitsuhibish Motors, a fabricação de veículos despencou 52,6 por cento e os envios ao exterior 66,8 por cento.

Estas partes confirmam que a segunda economia do mundo está longe de recuperar-se dos efeitos da crise econômica global, que tem como um de seus claros expoentes uma taxa de desemprego que em julho chegou a 5,7 por cento, a mais alta na história pós bélica do Japão, e de 5,5 no mês seguinte.

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Em perigo plano democrata sobre reforma de saúde estadunidense

Washington, 28 out (Prensa Latina) O projeto de reforma de saúde apresentado pelo líder da maioria democrata do Senado estadunidense, Harry Reid, enfrenta hoje o perigo de naufragar pela oposição de membros de seu próprio partido.

A proposta de Reid, muito similar à defendida pela Casa Branca, inclui a opção de um plano de seguro do governo, mas choca com a oposição total da bancada republicana e de democratas conservadores.

Para impedir as táticas obstrucionistas dos republicanos, que têm 40 bancas na câmara alta, a iniciativa precisa da aprovação dos outros 60 legisladores, algo que parece impossível de atingir.

A republicana Olimpia Snow, a única que se mostrou favorável a apoiar seus rivais, voltou atrás quando Reid incluiu a opção pública, que permitiria ao Estado competir com as seguradoras privadas.

Também o independente Joseph Lieberman, que tradicionalmente vota com os democratas, anunciou sua rejeição à iniciativa se não fosse modificada.

Estamos bem longe de chegar a uma conclusão, expressou o presidente do Comitê de Orçamento, Kent Conrad, democrata de Dakota do Norte.

Em similar sentido pronunciou-se seu colega da Flórida Bill Nelson, que prognosticou intensos dias de debate. Enquanto a legisladora por Louisiana Mary Landrieu mostrou-se cética pelo novo projeto, ainda que tenha se mostrado aberta ao diálogo.

Também na Câmara de Representantes, sua presidenta Nancy Pelosi, enfrenta a rebelião de democratas conservadores, o quê estancou o debate há 15 dias.

Uma pesquisa da televisora NBC e do diário Wall Street Journal revelou que 48 por cento dos estadunidenses são favoráveis a um plano de saúde público administrado pelo governo federal, enquanto 42 por cento o recusa.

lma/rob/bj













Conservador britânico ataca Brown por cortes militares

Londres, 28 oct (PL) O líder conservador britânico, David Cameron, renovou hoje os ataques à política econômica que aplica o premiê laborista, Gordón Brown, a quem culpa pela magnitude da recessão, a pior dos últimos tempos.

Cameron aproveitou a impugnação dos cortes de financiamento ao Exército regular para atribuir ao governo laborista mau manejo da economia e desafiar Brown pelos anúncios que fez este sobre uma situação favorável do Reino Unido para sobreviver ao temporal da crise e se recuperar.

O líder dos "tories" considerou humilhante os planos de cortar o orçamento de formação do Exército, durante um debate no Parlamento britânico, que segundo a imprensa, foi outra ocasião aproveitada pelo opositor Partido Conservador para os ataques contra o executivo, em plena pugna eleitoral com vistas às eleições gerais de junho.

Cameron acusou Brown de ceder a uma colossal pressão do ex-secretário de Defesa, John Reid, a altos servidores públicos do Ministério de Trabalho e parlamentares de outras bancadas, ao mesmo tempo em que perguntou como pode se reduzir o treinamento do exército se o país está em guerra, em alusão às tropas britânicas no Afeganistão.

O diário The Guardian recorda que ambos os políticos estão enfrentando o tema econômico, no qual Cameron parece levar vantagem diante da opinião pública por suas desafiantes críticas a Brown, frente a longa e profunda contração da economia nacional.

Ao prometer que a Grã-Bretanha sairia da recessão antes do fim do ano, o premiê replicou que o país estaria pior sob as políticas econômicas dos conservadores.

Segundo uma pesquisa da consultora ComRes, o Partido Conservador lidera as intenções de voto com 40 por cento, frente ao Laborismo que subiu neste mês quatro pontos ao se situar em 27 por cento.

lma/oda/bj







Panamá ultima detalhes para reunião parlamentar euro-latino-americana

Panamá, 28 out (Prensa Latina) Panamá concentra hoje a atenção nos preparativos da Assembléia Parlamentar Euro-Latino-americana (EuroLat), com uma agenda que prioriza temas como a globalização e a crise financeira internacional.

Segundo os organizadores, deputados do parlamento europeu e de vários legislativos da América Latina discutirão também o 29 e 30 de outubro em torno das negociações comerciais entre as duas regiões.

Depois da instalação do fórum as sessões se efetuarão em comissões permanentes, entre as quais figuram a de Assuntos Políticos, Segurança e de Direitos Humanos e Assuntos Sociais.

Também, as deliberações se estenderão às instâncias de Intercâmbios Humanos, Meio Ambiente, Educação e Cultura, Assuntos Econômicos, Financeiros e Comerciais, além da mesa diretiva que tratará temas diversos.

Os parlamentares da Europa e América Latina também debaterão um projeto de resolução comum de reforma à Organização Mundial de Comércio (OMC).

Cabe destacar que os membros da EuroLat são designados de acordo com os procedimentos internos da cada parlamento, de forma que a Assembléia reflita a diversidade de grupos políticos e países representados nas respectivas instâncias legislativas.

EuroLat esta integrada por 150 membros, deles 75 do legislativo europeu e igual quantidade contribuída pelos parlamentos Latino-americano, Andino, Centro-americano e do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).

lac/mem/bj






Apresenta presidenta argentina projeto de reforma política

Buenos Aires, 28 out (Prensa Latina) Depois de várias rodadas de conversas com líderes de partidos com bancas no parlamento, o governo apresenta hoje o anteprojeto de reforma política em um ato encabeçado pela presidenta Cristina Fernández.

Segundo fontes oficiais, a cerimônia acontecerá no Salão da Mulher, em uma atmosfera enrarecida pelo anúncio prévio de várias forças políticas da oposição de que não assistirão, apesar de ter participado nas reuniões com o executivo, iniciadas o 15 de julho.

Em declarações a uma rádio, o ministro do Interior, Florencio Randazzo- encarregado pela presidenta para conduzir essas práticas- opinou que essa postura "não contribui absolutamente ao objetivo que estamos buscando", e além da lamentar a qualificou de falta de respeito.

Acrescentou que os pretextos esgrimidos para se negar a assistir, entre eles que o documento está pensado para prejudicar a alguém, estão afastados da realidade e carregados de preconceitos sem sentido.

Adiantou que o projeto do governo propõe estabelecer uma eleição primária, aberta, obrigatória e simultânea para todos os partidos, para os candidatos nacionais a presidente, vice-presidente, deputados e senadores o qual significa um avanço importante, expressou.

"O objetivo é que todos os candidatos vão a uma eleição primária aberta, simultânea e obrigatória", disse Randazzo, quem indicou que a iniciativa oficialista é muito parecida à lei eleitoral vigente no Uruguai.

Representantes da oposição acusaram ao governo de preparar uma nova armadilha, sem dar precisões, e recusaram a possibilidade de debater no Congresso antes de dezembro, com o qual pretendem adiar sua análise para após a instalação da nova legislatura, prevista para o dia 10 desse mês.

lac/rmh/bj







Força Aérea Equatoriana investiga causas de queda de helicóptero

Quito, 28 out (Prensa Latina) A Força Aérea Equatoriana (FAE) continua hoje as investigações técnicas para determinar a causa pela qual se chocou nesta terça-feira sobre a pista do aeroporto capitalino um helicóptero Dhruv, adquirido faz seis meses na Índia.

A vistosa cerimônia militar pelo 89º aniversário da FAE terminou abruptamente depois que três helicópteros completaram cinco voltas ao redor da base, quando um deles girou 90 graus, combinou com as hélices rotando perpendicular à pista e caiu até chocar-se.

A aeronave impactou a 300 metros do hangar e a um custado da pista da Base Aérea do aeroporto Marechal Sucre, onde o vice-presidente da República, Lenín Moreno, presidia a cerimônia junto com a subsecretaria de Defesa, Rosa Pérez.

Os dois tripulantes saíram do helicóptero por seus próprios meios, ainda que resultaram feridos e encontram-se hospitalizados em condição estável, assegurou o chefe de estado maior da FAE, general Leonardo Barreiro.

O comandante desse corpo, general Rodrigo Bohórquez, indicou a meios de imprensa que o acidente se produziu porque a viragem foi muito prolongada e se perdeu o controle da aeronave. No entanto, não descartou que também se tenha produzido uma falha mecânica.

Jornalistas testemunhas do fato disseram a radio-emissoras que um incêndio começou na parte posterior da nave enquanto estava no ar em formação militar, e repentinamente se pôs perpendicular a terra, pelo que o piloto tentou uma aterrissagem de emergência.

O Governo adquiriu sete helicópteros Dhruv à Índia por 45,2 milhões de dólares. Cinco deles chegaram em abril passado, dos quais quatro se destinaram à força Aérea e um ao transporte Presidencial. Os dois restantes devem chegar a fim de ano. O comando militar ordenou a suspensão das operações dos outros quatro helicópteros indianos Dhruv, até que a Junta Investigadora de Acidentes determine porquê a nave, cujo custo é de sete milhões de dólares, se precipitou a terra e danificou totalmente.

lac/prl/bj






SELA debate sobre integração regional em saúde

Por Randy Saborit Mora

Caracas, 28 out (Prensa Latina) O Sistema Econômico Latino-americano (SELA) debate hoje sobre integração sanitária com representantes da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) e da Comissão Econômica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL).

O secretário permanente do SELA, José Rivera, declarou a Prensa Latina que nesta quarta-feira se abordará um esquema de trabalho relacionado com a cooperação na saúde durante a XXXV reunião ordinária do Conselho Latino-americano deste organismo a concluir amanhã aqui.

Dentro do contexto da crise internacional, manifestou o diretor, a saúde é uma das áreas priorizadas pelo SELA.

Também Rivera adiantou a Prensa Latina que a Secretaria do SELA prepara um documento amplo e exaustivo para assinalar as pautas em busca de avançar na integração e cooperação da saúde a nível regional. De acordo com Rivera, previu-se uma reunião no 2010 com a presença dos organismos de integração e cooperação em saúde dentro da região bem como instituições especializadas junto com representantes dos governos dos 27 estados membros do SELA.

Adiantou que na reunião, "se faria uma análise detalhada de em onde estamos no tema da saúde e quais são as ações mais convenientes".

O SELA é um organismo regional intergovernamental, com sede nesta capital, criado em 17 de outubro de 1975 mediante o Convênio Constitutivo do Panamá.

Atualmente está integrado por Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

O Conselho Latino-americano é o máximo órgão de decisão, composto por um representante de cada estado membro, que se reúne anualmente e estabelece as políticas gerais do organismo e de pronunciamentos específicos através de decisões aprovadas por consenso.

Enquanto, a Secretaria Permanente é o órgão técnico administrativo, dirigida por um secretário permanente, eleito pelo Conselho Latino-americano para um período de quatro anos.

Também os Comitês de Ação são organismos flexíveis de cooperação que se constituem a partir do interesse de dois ou mais estados membros em promover programas e projetos conjuntos em áreas específicas.

lac/rsm/bj







Avaliarão impacto de marco jurídico em desenvolvimento brasileiro

Brasília, 28 out (Prensa Latina) Representantes dos três poderes do Estado e da sociedade civil brasileira participarão hoje aqui no Seminário Direito e Desenvolvimento, no qual avaliarão o impacto do marco jurídico no desenvolvimento econômico nacional.

A reunião, que se desenvolverá no Palácio de Itamaraty -sede da chancelaria brasileira, assistirão os ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e de Justiça, Tarso Genro, bem como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Seminário persegue propor agendas específicas de ações para ser executadas em 2010, enfocadas em três eixos fundamentais de trabalho: Indicadores, Fomento à investigação e divulgação e Ações específicas.

A atuação da ABDI no tema começou no ano passado, com a elaboração da Política de Desenvolvimento Produtivo e continuou com o projeto Ambiente jurídico, investimentos e inovação.

Uma nota de imprensa do Site do encontro indica que no primeiro bimestre deste ano, no meio das reflexões sobre a crise financeira internacional, se percebeu a necessidade de empreender um esforço maior de discussão e análise das relações entre o direito e o desenvolvimento.

O anterior, destaca, busca consolidar a Brasil em um nível mais elevado de competitividade na economia mundial.

A informação oficial sustenta que o Seminário não persegue esgotar as discussões propostas, senão as colocar como temas relevantes do desenvolvimento brasileiro.

lac/ale/bj






Congresso mundial na Bolívia sobre lítio

La Paz, 28 out (Prensa Latina) O Congresso internacional sobre o lítio inicia hoje suas deliberações na cidade sede do governo boliviano, com ênfase em inovações tecnológicas e científicas para industrializar esse mineral.

De acordo com o vice-ministro de Ciência e Tecnologia, Roger Carvajal, a reunião que se estenderá até o próximo sábado irão especialistas locais e convidados de países interessados neste projeto ou com experiência no tratamento do mineral.

Prevê-se a participação de uns 30 cientistas de 11 países, entre eles Japão, Portugal, China, Brasil e Argentina, além de autoridades e empresários nacionais e estrangeiros, explicou.

Os temas centrais do encontro, acrescentou, serão as novas tecnologias para a transformação de recursos evaporíticos em químicos e o desenvolvimento da indústria de produtos com valor agregado, entre eles, baterias de lítio, vidros e cerâmicas.

Os dois primeiros dias do evento se desenvolverão em La Paz, enquanto a clausura do fórum se levará a cabo em Uyuni, Potosí (sudoeste), onde se encontra a maior reserva do mineral.

Ao concluir o fórum, os participantes visitarão a planta piloto para a produção de carbonato de lítio que uma empresa estatal constrói no salina de Uyuni (Potosí)

As firmas francesas Bolloré e Eramet, as nipônicas JOGMEC, Mitsubishi e Sumitomo, a sul-coreana LG e o governo da Rússia têm manifestado seu interesse em participar na exploração da salina de Uyuni.

lac/ga/bj





Nova votação na ONU sobre bloqueio dos EUA a Cuba

Nações Unidas, 28 out (Prensa Latina) A 64º Assembléia Geral de Nações Unidas celebra hoje sua 27 sessão plenária com a discussão do tema Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Para o debate, as delegações dos 192 Estados membros da ONU têm em seu poder um relatório apresentado por Cuba sob o mesmo título e um projeto de resolução com igual encabeçamento e contam, ademais, com a presença aqui do chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

É a décimo oitava ocasião em igual quantidade de anos consecutivos que o máximo órgão da organização mundial se pronuncia sobre o assédio norte-americano contra o país caribenho, em todos os casos com uma manifestação de condenação e a favor de seu levantamento.

A vez anterior, em 2008, a resolução de rejeição ao bloqueio adotada pela Assembléia contou com o voto de 185 Estados membros, com somente três contra (Estados Unidos, Israel e Palau).

A votação desta quarta-feira é a primeira com Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, sob cujo mandato nada tem mudado com respeito ao bloqueio, segundo sustenta o governo cubano com argumentos irrebatíveis.

Um relatório apresentado por Havana sobre o tema aponta que as autoridades norte-americanas descumpriram de maneira absoluta a resolução adotada faz em um ano pelo máximo órgão da ONU para o fim do bloqueio.

Denúncia à Casa Branca por manter em vigor as leis, disposições e práticas que lhe servem de sustento ao cerco e a acusa de continuar reforçando os mecanismos políticos, administrativos e repressivos para sua instrumentação mais eficaz e deliberada.

O atual governo dos Estados Unidos tem continuado aplicando o bloqueio contra Cuba com todo rigor, sublinha o relatório ao destacar a falta de ações para desmontar o entramado de leis e disposições administrativas que conformam as bases legais e as regulações do fustigamento à ilha.

Por seu lado, o projeto de resolução submetido a votação reitera a exortação a todos os países a que se abstenham de promulgar e aplicar leis e medidas dessa classe em cumprimento da Carta da ONU e do direito internacional, que, entre outras coisas, reafirmam a liberdade de comércio e navegação.

Também, adverte sobre a aplicação de novas normas dirigidas a reforçar e ampliar o bloqueio e expressa preocupação pelos efeitos negativos dessas disposições sobre a população cubana e os nacionais de Cuba residentes em outros países. O texto reitera seu apelo aos Estados nos que existem e se aplicam essas regulações a que, no prazo mais breve possível e de acordo com seu ordenamento jurídico, tomem as medidas necessárias para derrogar-las ou as deixar sem efeito.

Em sua parte inicial, o projeto contra o bloqueio reafirma, entre outros, os princípios de igualdade soberana dos Estados, não intervenção e não ingerência em seus assuntos internos e a liberdade de comércio e navegação internacionais.

Também, expressa preocupação ante a promulgação e aplicação de leis e disposições como a chamada Helms-Burton, cujos efeitos extraterritoriais afetam à soberania de outros Estados, os interesses legítimos de entidades ou pessoas e a liberdade de comércio e navegação. lac/vc/bj







Partidos políticos uruguaios ajustam campanha para segundo turno

Escrito por Wilfredo Alayon Perez

Montevidéu, 28 out (Prensa Latina) Os comandos do governamental Frente Ampla (FA) e do Partido Nacional (PN) ajustam hoje detalhes da campanha que lançarão na próxima sexta-feira, com olhos ao segundo turno previsto no Uruguai no último domingo de novembro.

Na jornada comicial do 25 de outubro, a FA com 48% das boletas e o PN, 29 unidades percentuais da preferência dos eleitores, foram as forças mais votadas, mas nenhuma com maioria simples para ganhar em primeira volta.

A fórmula frente-amplista, José Mujica-Danilo Astori, iniciará um percurso por vários departamentos, e algo similar farão os nacionalistas divididos em cinco grupos com Jorge Larrañaga, aspirante à vice-presidência, à frente.

O presidenciável Luis Alberto Lacalle, que pretende por segunda vez a principal magistratura, não irá no périplo da chamada "tolda branca".

Pedro Bordaberry, ex-candidato presidencial pelo Partido Colorado (PC), anunciou que estará ausente em atos conjuntos com a fórmula do PN e nesta quarta-feira tomarão uma posição orgânica quando sessione o Comitê Executivo Nacional.

O binômio Bordaberry-Hugo de León obteve no passado domingo 17% dos votos.

Outro ex, Pablo Mieres, líder do Partido Independente (2,5%), ratificou a decisão dessa força de não apoiar a Mujica ou Lacalle.

As últimas estatísticas da Corte Eleitoral destacam o triunfo da coalizão de esquerda em 11 departamentos da nação sul-americana, enquanto os oito restantes ficaram em poder do PN.

De novo a FA cruzou a barreira do milhão de votos e superou assim aos dois partidos tradicionais (PN e PC), em tanto atingiu maioria senatorial com 16 bancas, por nove o PN e as cinco restantes ao PC.

lac/wap/bj





Colombianos e costarricenses por avançar em Mundial sub-17 de futebol

Abuja, 28 out (Prensa Latina) As equipes sub-17 da Colômbia e Costa Rica tratarão hoje de fechar sua classificação para as oitavas de final do Campeonato Mundial da categoria, que continua em várias cidades da Nigéria.

Os colombianos jogarão em Calabar contra os iranianos, quem ao igual que eles debutaram com vitória no passado domingo, e um triunfo daria a qualquer dos dois a vaga direta à seguinte rodada.

No entanto, enquanto os sul-americanos venceram 2-1 a Holanda, sub-campeã da Europa, Irã venceu 2-0 a Gambia, sem dúvidas um das equipes mais fracos da competição.

Sabemos que vai ser muito difícil porque Irã tem bons jogadores em todas as linhas e não é por acaso que sejam campeões da Ásia, teremos o devido respeito, disse o técnico colombiano, Ramiro Viáfara.

Por sua vez, os costarricenses começaram seu andar com empate em frente a Nova Zelândia e agora terão enfrente a Turquia, ganhadora no domingo passado 1-0 de Burquina Faso, pelo que sua tarefa luze mais complicada.

Os ticos deverão melhorar muito para poder derrotar aos turcos, porque os neozelandeses têm um nível muito inferior e arrancaram-lhes uma igualada na localidade de Enugu.

Nossa equipe tem talento e após a primeira partida precisamos falar com os jogadores para ver em que podemos melhorar, acho que podemos conseguir um melhor resultado e avançar, comentou o DT tico Juan Diego Quesada.

Em tanto, os holandeses saltarão ao estádio UJ Esuene de Calabar quase sem margem para o erro em frente aos gambianos, mermados pelas baixas de Janneh Demba e Sama Buba, expulsados em frente aos iranianos.

Por último, Nova Zelândia e Burquina Faso buscarão dar a surpresa e colar-se entre os 16 integrantes da próxima rodada, mas para isso não lhes serve um empate entre eles, de modo que um dos deve dizer adeus.

lp/bj






ONU solicitará mais ajuda para projeto pacificador na Somália

Mogadixo, 28 out (Prensa Latina) Nações Unidas solicitará mais cooperação para aumentar a eficácia do Governo da Somália nas frentes de segurança e serviços sociais, de acordo com declarações de uma fonte autorizada divulgadas hoje.

Lynn Pascoe, subsecretario geral para Assuntos Políticos da instituição, disse à imprensa que sem pecar de otimistas a priori, se implementou uma estratégia com a que se obtêm progressos nas tentativas árduos de conseguir a estabilização deste país de África oriental.

O dirigente da ONU explicou que o Governo Federal de Transição somali, presidido pelo cheque Sharif Sheikh Ahmed, faz todo o que está a seu alcance para incorporar ao Governo representantes de todos os setores, inclusive da oposição.

Isso faz supor que se solicitará mais recurso financeiros e ajuda em general nos próximos meses, apontou Pascoe, necessários para conseguir a segurança e beneficiar os programas sociais.

As presidências transitória somali conta com uma estratégia a fim de devolver a estabilidade ao país, após uma guerra de quase 20 anos, além de dar por terminadas as ações dos grupos opositores, entre os que figuram Al Shabab e Hezb ao Islã.

Pascoe reconheceu que ainda que a situação apresenta um quadro frágil, não é a observada meses atrás, quando todos os estimados prediziam a queda inexorável do Governo, algo que não deve ocorrer por agora.

Ressaltou que custará um longo tempo conseguir a pacificação em uma nação sem governo central e cuja população menor de idade e jovem só conhece a guerra e o caos desde seu nascimento.

Somália sofre uma guerra civil desde 1991, ano em que foi derrocado o ditador Mohamed Siad Barré e os chamados senhores da guerra fragmentaram o território em pequenos feudos sob o controle de grupos armados.

tgj/mgf/bj







Estudantes brasileiros protestam por atos contra o clima

Brasília, 28 out (Prensa Latina) Centenas de estudantes brasileiros protestarão hoje na Esplanada dos Ministérios, no centro desta capital, contra as ações que provocam mudanças climáticos, como a emissão de gases de efeito estufa.

De acordo com os organizadores, do projeto Embaixadores do Clima, os jovens formarão o número 350, a parte de um milhão que os cientistas consideram o limite máximo tolerável de gás carbônico na atmosfera.

Esse projeto tem um programa, De olho no clima, para aumentar o conhecimento e as ações sobre a mudança climática no Brasil, bem como incentiva o intercâmbio de experiências entre estudantes, profissionais, universitários e professores.

A manifestação coincide com a divulgação, por parte do ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, de que a indústria brasileira é a responsável por 56% das emissões de gases de efeito estufa neste país entre 1994 e 2007, segundo um estudo sobre o assunto.

Ademais, explicou Minc, a produção de minerais, química, metalurgia e energia constituem dentro da indústria as atividades que mais contaminam o médio ambiente e provocam mudanças climáticas.

O ministro reiterou a disposição do governo para atingir a meta de reduzir em 40% a emissão de gases de efeito estufa antes de 2020, e para isso mencionou que no setor agropecuário estão previstas medidas como a combinação da semente com o gado no mesmo espaço.

Também, prosseguiu, a recuperação de áreas degradadas e a semeia direta. Com essas três ações -afirmou- reduziremos em sete por cento as emissões do Brasil.

Recordou outras medidas como a diminuição de cerca de 80% do desmatamento na Amazônia, e em outras zonas de biomassa, bem como um maior uso dos biocombustíveis no transporte e a siderurgia verde, que implica para as indústrias a plante de toda a madeira que utilizarão, sem necessidade de cortar árvores nativas.

tgj/ale/bj







Vietnã exportará seis milhões de toneladas de arroz

Hanói, 28 out (Prensa Latina) Vietnã superará neste ano o volume de suas exportações de arroz, com a assinatura de contratos que cheguem aos seis milhões de toneladas, se informou hoje aqui.

Segundo a Associação vietnamita de Alimentos (AVA), o número das contratações disparou-se devido à alta demanda da África e Oriente Médio, explicou um comunicado da AVA.

De janeiro à data o volume realizado na África atingiu um milhão 400 mil toneladas, uma alta inter-anual de 98%, venderam-se 250 mil em países do Oriente Médio para 65% de aumento.

Esta nação indochinesa, segunda exportadora mundial do cereal branco, superada só pela Tailândia, projeta por outra parte junto ao reino tai e outros grandes produtores asiáticos a criação de uma reserva arrozeira concebida ao calor de planos de segurança alimentária.

et/sus/bj









Novos ataques de Berlusconi à justiça italiana

Roma, 28 out (Prensa Latina) O premiê italiano, Silvio Berlusconi, e seus advogados acusaram novamente à justiça de ataque político, depois da ratificação da condenação ao advogado britânico David Mills, culpado de corrupção em fatos vinculados ao presidente.

Depois de conhecer-se a confirmação, Berlusconi interveio inesperadamente por telefone na noite da segunda-feira em um programa de debate da televisão pública RAI três para atacar aos juízes e fiscais, a quem qualificou de "comunistas".

Segundo sua teoria, a decisão do Tribunal Constitucional de recusar a lei de imunidade seria um complô urdido pela esquerda para acabar com sua carreira. "Desde que entrei em política e arrebatei o poder aos comunistas, abriram-se 103 processos contra mim", disse o premiê.

O Tribunal de Apelação de Milão confirmou nesta terça-feira a sentença a quatro anos e seis meses de prisão a Mills, quem aceitou o pagamento de 600 mil dólares norte-americanos a mudança de seu falso depoimento em dois processos abertos em 1997 e 1998 contra Berlusconi, assegura a falha judicial.

Os processos incluíram os fundos secretos do premiê relacionados com as empresas All Iberian e Mediaset; ademais, seu papel na estrutura offshore criada por Mills para atividades ilegais de Fininvest, todas propriedade de Il Cavalieri, publica hoje o jornal italiano La Stampa.

O premier conseguiu ficar fosse do processo graças à aprovação parlamentar de uma controvertida lei de imunidade, que obrigava a suspender os julgamentos iniciados contra os quatro cargos mais importantes do Estado. Essa dispensa ficou eliminada recentemente pelo Tribunal Constitucional.

Berlusconi está acusado de evasão de impostos e falsificação de balanço de contas na compra de direitos televisivos por parte de Mediaset. Este processo será o primeiro que deverá enfrentar agora que seu imunidade tem sido anulada.

O líder da partido Itália dos Valores (IDV), Antonio Di Pietro, considerou que "em um país civilizado, em um Estado de direito, o premiê teria demitido imediatamente depois de se demonstrar sua condição de corruptor judicial".

Como tal, agora Berlusconi "deveria estar em uma senhora cárcere, em lugar de presidir o Conselho de Ministros", acrescentou.

tgj/npg/bj







Aumentam os mortos por atentado no Paquistão

Islamabad, 28 out (Prensa Latina) A 60 aumentou o número de vítimas mortais depois da explosão hoje de um carro bomba em um coincidido mercado da cidade de Peshawar, ao noroeste do Paquistão.

A rede de televisão GeoTV reportou que mais de 150 pessoas resultaram feridas no atentado, que destruiu ademais uma mesquita próxima e ao menos um dos edifícios colimitados com o bazar Meena, localizado na parte velha da cidade.

A administração do principal hospital da cidade pediu à população que fizesse doações de sangue para atender a avalanche de feridos, alguns dos quais estão em condição crítica, pelo que o número de falecidos poderia aumentar nas próximas horas.

Peshawar tem sido objeto de vários ataques suicidas nos últimos dias, com saldo de várias dezenas de mortos. O atentado desta quarta-feira ocorreu pouco depois da chegada ao país da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, para uma visita oficial de três dias.

A sua chegada a Islamabad, a chefa da diplomacia estadunidense anunciou que o objetivo de sua viagem era ratificar o apoio da administração do presidente Barack Obama à luta que livra o governo paquistanês contra os insurgentes islâmicos.

tgj/nm/bj







Candidato presidencial chileno critica bloqueio dos EUA contra cuba

Por Jorge Lua

Santiago do Chile, 28 out (Prensa Latina) O candidato presidencial chileno Marco Enríquez-Ominami expressou hoje sua oposição ao bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, que qualificou como "arbitrário, inaceitável, cruel e criminoso".

"Eu estou contra o bloqueio", respondeu ante uma pergunta sobre a rejeição em massa da comunidade internacional à medida em um encontro com correspondentes estrangeiros, no que abarcou vários temas nacionais e internacionais.

Ao abundar sobre a política norte-americana, Enríquez-Ominami disse que lhe chama a atenção que, com respeito ao golpe de Estado em Honduras, "não tenha tido nem por assomo 0,00001% do bloqueio que há contra Cuba".

Sobre Honduras, acrescentou, não se assoma o debate nos Estados Unidos sobre a necessidade de mandar um sinal potente ao senhor (Roberto) Micheletti.

Com respeito à nova administração de Barack Obama, sintetizou seu pensamento no sentido de que "não tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Chile".

Propôs que seu eventual governo buscaria as melhores relações com todos os países, incluído os Estados Unidos, mas sempre velando pelos interesses do Chile.

O candidato independente de 36 anos de idade disse ser um "fanático da integração, desde que ela favoreça a nossos povos".

Ante perguntas sobre a União de Nações Sul-americanas (UNASUL) e as relações do Chile com o resto da América Latina e as Caraíbas, Enríquez-Ominami sustentou a necessidade de que a integração regional oferece mais oportunidades e mais autonomia aos países da região.

O filho do fundador do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), Miguel Enríquez, morto em combate contra a ditadura de Augusto Pinochet, recordou que foi criado na Europa, um continente onde o debate sobre a integração -disse- tem estado presente todos os dias.

O deputado e ex-militante do Partido Socialista sublinhou a necessidade de impulsionar a integração especialmente com os países limítrofes (Argentina, Bolívia e Peru) "bem mais lá do atual" e citou alguns exemplos.

Perguntado sobre uma iniciativa peruana para que a região subscreva um acordo de não-agressão, disse estar a favor da paz e contra o armamentismo, mas explicou que o termo não agressão "supõe que estamos em guerra e não estamos em guerra".

Chile -sublinhou- não tem temas pendentes nem está em guerra com Peru, nem com ninguém.

Criticou ao candidato presidencial de direita Sebastián Piñera por ter trazido a Chile recentemente ao ex-presidente espanhol José María Aznar, a quem qualificou de mentiroso, como "símbolo da integração mundial" e disse que, por essa lógica, seu próximo passo deveria ser convidar agora a George Bush.

Enríquez-Ominami, quem na semana passada entrevistou-se com o presidente equatoriano Rafael Correa -já o tinha feito com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández- reiterou seu apoio ao rendimento do Brasil como membro pleno do Conselho de Segurança da ONU.

lma/jl/bj







Brasil engrossa condenação internacional contra bloqueio dos EUA

Washington, 28 out (Prensa Latina) Brasil somou-se hoje desde a Assembléia das Nações Unidas, em Nova Iorque, à condenação enérgica internacional contra o bloqueio econômico mantido pelos Estados Unidos contra Cuba por mais de 45 anos.

Por meio da embaixadora Maria Luiza Ribeiro, o governo do país sul-americano criticou as ações unilaterais de Washington e qualificou-as como medidas anacrônicas que violentam a soberania dos Estados e o respeito ao direito internacional.

Esperamos que em breve possamos celebrar o fim de um bloqueio que pertence à era da guerra fria e possamos oferecer a gerações futuras um futuro livre de elementos conflitivos em nossa região, sublinhou Ribeiro.

A diplomata recordou que no âmbito hemisférico a família latino-americana tem decidido reativar a participação de Cuba em organismos multilaterais como a Organização de Estados Americanos, o Grupo do Rio, e outros.

Desde o Brasil seguimos com máximo interesse e damos as boas-vindas a todas as facilidades e atenuações para aliviar o bloqueio que reafirma o presidente Barack Obama, comentou Ribeiro.

Consideramos que o cerco econômico norte-americano contra a ilha antilhana é um plano anacrônico e irracional, e impede - entre outras graves conseqüências- por diferentes razões o plano desenvolvimento de nossos povos, enfatizou a representante sul-americana.

A 64º Assembléia Geral de Nações Unidas celebrou nesta quarta-feira sua 27 sessão plenária com a discussão do tema Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Para o debate, delegações dos 192 Estados membros da ONU analisaram um relatório apresentado por Cuba sob o mesmo título e um projeto de resolução com igual encabeçamento e contam, ademais, com a presença aqui do chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

É o décimo oitava ocasião em igual quantidade de anos consecutivos que o máximo órgão da organização mundial se pronuncia sobre o assédio norte-americano contra o país caribenho, em todos os casos com uma manifestação de condenação e a favor de seu levantamento.

A vez anterior, em 2008, a resolução de rejeição ao bloqueio adotada pela Assembléia contou com o voto de 185 Estados membros, com somente três contra (Estados Unidos, Israel e Palau).

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Comparam situação no Afeganistão com guerra do Vietnã

Washington, 28 out (Prensa Latina) A guerra no Afeganistão pode ser o Vietnã do presidente norte-americano, Barack Obama, por seus custos e sua extensão, coincidiram hoje especialistas e militares.

A situação é muito similar, em ambas conflagrações os Estados Unidos se enfrentou a uma guerra de guerrilhas e a insurgentes que se movem entre a população, afirmou o jornalista Eric Margolis.

Por tal motivo é muito difícil combatê-los, essa é sua casa. Quando atacamos seus povos matamos a muitos civis e isso provoca maior rejeição, manifestou Margolis, quem lutou no Vietnã.

Em similar sentido pronunciou-se Steve Clemons, da New America Foundation, ao advertir das conseqüências das ofensivas indiscriminadas dos solados norte-americanos e o ódio que causam entre a população afegã.

Não obstante, o jornalista Peter Beinart afirmou que o movimento Talibã carece do apoio no Afeganistão que tinham os combatentes vietnamitas em seu país nem está tão organizado.

Ademais afirmou a diferença no número de tropas despregadas nesses conflitos é abismal.

Enquanto em um momento dado tivemos 500 mil soldados no Vietnã na atualidade há uns 68 mil na nação centro-asiática, expressou.

Não obstante, recordou que o Pentágono solicitou já ao menos 40 mil militares adicionais para enfrentar a crescente resistência ali.

Em outubro morreram 55 soldados norte-americanos no Afeganistão, no mês mais mortífero para o departamento de Defesa desde que invadiu essa nação em 2001.

Segundo uma recente enquete da televisora CNN e a firma Opinion Research Corporation, 57% dos estadunidenses recusa a guerra no Afeganistão, enquanto 59% opôs-se ao translado de mais tropas.

Para 52%, o conflito nesse país é muito similar ao do Vietnã.

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Esperam em Honduras gerenciamento de alto oficial estadunidense

Tegucigalpa, 28 out (Prensa Latina) O secretário de Estado anexo para a América Latina dos Estados Unidos, Thomas Shannon, é esperado hoje em Honduras com a expectativa de que o oficial ajude a restabelecer as negociações internas frustradas pelos golpistas.

Dirigentes políticos latino-americanos têm advertido que a postura da Casa Branca pode ser decisiva na solução do conflito desatado aqui pelo golpe de Estado em junho último, mas até agora o governo da nação desenvolveu uma política qualificada de ambivalente.

Agrupamentos filiados à extrema direita nesse país tiveram vínculos diretos com o golpe de Estado em Honduras, segundo denunciaram agrupamentos regionais e instituições locais como a Organização Fraternal Negra Hondurenha.

Informes de imprensa destacam que Shannon chegará a esta capital antes do meio dia com o propósito de reinstalar as conversas, fracassadas pela negativa do regime interino a aceitar a volta do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Como ante-sala, a secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, conversou por telefone com Zelaya e com o governante interino Roberto Micheletti, em busca de solução ao conflito que chega nesta quarta-feira a quatro meses exatos.

Shannon e seus acompanhantes se reunirão com representantes de ambas partes a fim de discutir estratégias para fazer avançar o processo" do Acordo de San José, anunciou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ian Nelly.

Nesta terça-feira Micheletti reiterou que "não há restituição", ao referir à volta de Zelaya e deixou claro o interesse golpista de celebrar as eleições do próximo 29 de novembro sem restaurar previamente a ordem constitucional.

"Não vamos solucionar nada se não é posterior às eleições, porque não se pode estar jogando com um tema tão importante", disse Micheletti, em desvio ao povo hondurenho e à comunidade internacional que recusa a celebração de eleições nas atuais condições e prevê desconhecer o governo que surja desse ato nas urnas.

A Frente Nacional contra o Golpe de Estado ratificou que sem a volta de Zelaya ao poder, boicotará o processo eleitoral mediante diversas manifestações cívicas de caráter pacífico.

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Chegou vice-ministra cubana de saúde a Nicarágua

Manágua, 28 out (Prensa Latina) A vice-ministra da Saúde de Cuba, Marcia Cobas, chegou hoje a Nicarágua para participar no ato central pelo termo do pilotagem que realizou no departamento de Masaya a brigada médica "Todos com Voz".

Ao Aeroporto Internacional Augusto C. Sandino foram a recebê-la o ministro de Saúde da Nicarágua, Guillermo González, o secretário da Presidência, Salvador Vanegas e o embaixador de Cuba na Nicarágua, Luis Hernández Ojeda, entre outros oficiais.

Cobas viajou ao departamento de Chinandega, uma das áreas onde trabalhará a brigada médica cubano-nicaragüense no estudo que trata de despejar os casos de deficiências existentes no país e suas causas.

Nesta quarta-feira a vice-ministra participará em um ato de fechamento dos trabalhos no departamento de Masaya, a 30 quilômetros ao sul da capital, e amanhã estará na abertura dos trabalhos do coletivo de especialistas no departamento de Masaya, a cerca de 150 quilômetros da capital.

Também chegou hoje a solo nicaragüense o historiador de Havana, Eusebio Leal, quem participará em uma série de conversas com historiadores e acadêmicos nicaragüenses.

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