quinta-feira, 31 de março de 2011

Carta aberta ao povo brasileiro.

Segue moção aprovada.



Cidade de Havana, 28 de março de 2011.



Presidente ABEMEC – Pólo Havana, Thiago Ponciano,

Reitor da ELAM, presidente da OCLAE, Yeovani

Chachaval, Dr. Juan Carrizo Estevez, do primeiro

secretário da Embaixada do Brasil em Cuba, Túlio

Amaral Kafuri.



No ano de 1998, quando os

furacões George e Mitch provocaram

grandes destruições em centro-américa,

suplantando a capacidade de resposta civil

e governamental aos desastres naturais, o

governo cubano decidiu fundar uma

Escola Internacional para a formação de

médicos, 100% pública, 100% gratuita, aos

jovens dos países periféricos, com o

objetivo de atender aos excluídos dos

sistemas de saúde precarizados e

privatizados. Um ano depois se cria a Escola Latino-americana de Medicina

(ELAM).



A partir da próxima graduação seremos mais de 10.000 médicos,

oriundos de 116 países de Ásia, África, Oceania e América, formados por esse

projeto. Até o momento os médicos formados pela ELAM estão participando de

importantes projetos sociais em inúmeros países de América.

No Haiti existe uma cooperação tripartite entre os governos de

Cuba-Brasil-Haití, onde mais de 680 médicos formados em Cuba, trabalham

atendendo gratuitamente ao povo haitiano, atingido pelo terremoto mais forte

conhecido pela história contemporânea do continente e que agora sofre uma

importante epidemia de cólera.



No Equador, jovens formados em Cuba participam de uma Missão

governamental chamada “Manuela Espejo”, estão fazendo o levantamento em

todos os rincões desse país das pessoas com deficiência física e mental,

levando assistência médica integral a todo o interior equatoriano.



Na Venezuela, jovens formados pela ELAM participam de um projeto

Governamental chamado “Batalhão 51”, em homenagem aos primeiros 51

venezuelanos formados pela ELAM, que atende a populações ao longo da

Amazônia venezuelana e outras regiões afastadas desse país.

Poderíamos citar exemplos do trabalho dos médicos latinos

formados em Cuba, em Nicarágua, México, Honduras, Guatemala, Peru,

Bolívia e em muitos outros países de América.



E no Brasil, país mais rico da América Latina, que possui mais de

568 municípios sem nenhum médico e mais de 1500 sem médico fixo, onde

crianças morrem por enfermidades infecciosas, desidratação, e outras

enfermidades previníveis, facilmente tratáveis se atendidas prontamente, no

qual a mortalidade infantil está em torno de 20 por mil nascidos vivos, sendo

que no nordeste, por exemplo, chega a 34,4 por mil nascidos vivos, muito

diferente de Cuba com 4,5 por mil. Além disso, são milhares os pacientes da

terceira idade, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a

Hipertensão Arterial e a Diabetes, sem atenção médica devida. A inserção dos

estudantes formados em Cuba e em outros países no Brasil tem sido

dificultada por barreiras corporativas de setores reacionários e mentirosos, que

até hoje não assumiram a responsabilidade de levar o direito à saúde a todo o

povo brasileiro.



A medicina no Brasil hoje é controlada pelo Complexo Médico-

Industrial: “empresários da saúde”, corporações farmacêuticas e de tecnologia

médica que influenciam a formação médica, de forma que nossos médicos são

educados a interpretar “exames complementares”, sem tocar nem olhar o

paciente, sem entrevista-lo, nem menos dedicar-lhe atenção psico-social. A

medicina brasileira esta mercantilizada e desumanizada.



Nós, estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, vimos a

público colocar-nos a disposição da sociedade e dos poderes públicos de todos

os níveis da federação para a realização de um Plano Integral de Inserção ao

Sistema Único de Saúde (SUS), que permita a inserção de médicos formados

no Brasil e no exterior, dispostos a levar o acesso à saúde e qualidade de vida

às famílias hoje excluídas da assistência médica.



O Sistema Único de Saúde é a bandeira mais ousada que o

movimento popular brasileiro construiu com muita luta e articulação no século

passado. Desde a sua aprovação na constituição cidadã e da incompleta

regulamentação posterior, tem sofrido ataques constantes que ameaçam

destruir e descaracterizar o maior sistema de cobertura médica do mundo. Por

conta do reconhecimento das patentes internacionais sobre os medicamentos,

a demora para aprovação da Emenda Constitucional 29, a derrubada da

CPMF, a legalização das Fundações e a entrega do serviço de saúde às

Operadoras de Serviço, o SUS necessita cada vez más ser defendido e tornarse

uma realidade.



O Brasil, que possuí um desenho formal do sistema de saúde mais

completo que outros países da região, gasta menos per capita que países

vizinhos como Argentina e Chile.



Nós, estudantes de medicina da Escola Latino-americana de

Medicina, reunidos em nosso II Encontro Nacional em Cuba, vimos a público

manifestar nosso compromisso de tornar o Sistema Único de Saúde uma

realidade para o povo brasileiro. Convidamos a sociedade para juntar-se a nós

na defesa de um SUS verdadeiramente para todos.

27 de março de 2011. Caimito, Província Artemisa, Cuba.











MOCIÓN DE APOYO A CUBA



Desde el año de 1999, cuando nuestro Comandante en Jefe Fidel anunció la creación

de un proyecto de formación de médicos para los pueblos de América, la juventud brasileña ha

tenido la oportunidad de ser partícipe de la formación de un médico de nuevo tipo para construir

una sociedad de nuevo tipo.



Nuestra generación creció en un periodo de ofensiva neoliberal e imperialista contra

los pueblos del mundo. Sin embargo, Cuba, ha sido en todos estos años una guía, ejemplo y

aliento para todos los que luchan y sueñan con un mundo nuevo y justo. Mientras en el pasado

compañeros de la antigua Unión Soviética capitulaban, se alejaban del pueblo y abandonaban el

internacionalismo socialista, la pequeña y valiente Cuba, permanecía profundamente involucrada

con la lucha por la liberación de los pueblos del 3er mundo. Hoy, Cuba está presente a través de la

cooperación médica, en más de 60 países subdesarrollados. La Escuela Latinoamericana de

Medicina ha formado y continúa formando miles de jóvenes para atender a los excluidos de

nuestros sistemas de salud mercantilizados. Por todo eso, el Imperialismo norteamericano y

europeo no perdona a Cuba. Carecen de motivos reales para atacarla, se los inventan.



A partir del 11 de septiembre del 2001, han estructurado una nueva ofensiva contra

todo lo que huela cambio, soberanía, democracia. Usan las viejas y podridas estructuras de los

Organismos Internacionales para agredir a los pueblos: a la ONU para hacer su juego político

sucio; a la OTAN y al Consejo de Seguridad, para agredir militarmente; al FMI y al Banco Mundial,

para imponer políticas económicas neoliberales; a la OMC, para transformar todo en mercancía: la

salud, la educación, el conocimiento.



Hoy presenciamos como las verdades históricas son irrefutables. Como dijo él Che,

“en el Imperialismo no se puede confiar ni un tantico así”. Barack Obama es la mayor estafa del

siglo que empieza. El complejo militar-industrial, el capital financiero y el complejo médico-industrial

mandan en la política norteamericana. En estos momentos los civiles que supuestamente eran

víctimas del Presidente Kadafi, son masacrados por una agresión militar imperialista, legitimada

por la ONU.



El mantenimiento del Bloqueo norteamericano y la Ocupación de la Base Militar de

Guantánamo, representan la continuidad de una política de agresión a Cuba que no ha sido capaz

de doblegar a este pueblo. La no excarcelación de Ramón, Gerardo, René, Fernando y Antonio;

luchadores anti-terroristas que dedicaron su vida para proteger su pueblo de las agresiones de la

mafia terrorista anti-cubana, y la protección a terroristas confesos, como Posada Carriles y Orlando

Bosh, demuestra la inmoralidad de quien pretende hacer una supuesta “cruzada anti-terrorista por

el mundo”.



Por todo eso, nosotros estudiantes brasileños de medicina en Cuba reunidos en

nuestro II Encuentro Nacional, EXIGIMOS:



1 – El levantamiento del Bloqueo Norteamericano a Cuba.

2 – La liberación inmediata de los 5 héroes cubanos.

3 – La retirada inmediata de la Base Militar de Guantánamo, así como el cese del uso

de la tortura a sus prisioneros.

4 – El cese inmediato de los bombardeos al pueblo de Libia.



¡Viva la Revolución Cubana!

¡Viva la Escuela Latinoamericana de Medicina!

¡Vivan Fidel y Raúl!

¡Viva el valiente pueblo de Cuba!



25 de marzo del 2011. Caimito, Provincia de Artemiza - Cuba.

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