terça-feira, 6 de julho de 2010

VIVA ALÉCIO VERZOLA

O deputado Sargento Amauri Soares fez, na Tribuna da Assembleia Legislativa, homenagem para o militante comunista Alécio Verzola, que faleceu no dia 3 de julho.




http://www.youtube.com/watch?v=KJu7UJEs8F8

A felicidade impossível / Fidel

PROMETI que seria o homem "mais feliz do mundo se estava errado" e infelizmente minhá felicidade duraria muito pouco.

Ainda não concluiu a Copa Mundial de Futebol. Restam seis dias para o jogo final.

Que extraordinária oportunidade perderão, possivelmente, o império e o Estado fascista de Israel para manter afastadas as mentes da imensa maioria dos habitantes do planeta de seus problemas fundamentais!

Quem terá reparado nos funestos planos do império com relação ao Irã e seus burdos pretextos para agredi-lo?

Ao mesmo tempo me pergunto: o que fazem pela primeira vez os navios de guerra israelenses nos mares do Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e nas áreas marítimas do Irã?

É possível imaginar que os porta-aviões nucleares ianques e os navios de guerra israelenses vão sair dali com o rabo entre as pernas, quando se cumpram os requisitos da Resolução 1929 de 9 de junho de 2010 aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que mantém a autorização para a inspeção dos navios e aeronaves iranianas com a possibilidade de levá-la a cabo no território de qualquer Estado e que esta vez autoriza a fazê-lo aos navios no alto-mar?

A Resolução também estabelece que não se realizaria a inspeção dos navios iranianos sem a autorização do Irã. Nesse caso a denegação seria objeto de análise.

Outro elemento mais é a possibilidade de confiscar o inspecionado, de confirmar-se que descumpre o disposto pela Resolução.

Um Irã desarmado foi vítima daquela guerra cruel com o Iraque onde os Guardiões da Revolução limpavam os campos de minas avançando sobre as mesmas.

Este não é o caso atual. Em Reflexões anteriores expliquei que Mahmud Ahmadineyad foi chefe dos Guardiões da Revolução no oeste do Irã, que levou o peso principal daquela guerra.

Anos depois, um governo do Iraque, valente e audaz,enviou a maioria de sua Guarda Republicana e se anexou o Emirado Arabe de Kuweit rico em petróleo, que foi presa fácil.

O governo do Iraque mantinha estreita amizade com Cuba, e lhe prestávamos colaboração em importantes serviços médicos desde os tempos em que não estava em guerra com ninguém. Nosso país tentou convencê-lo de que abanadonara Kuweit e terminara a guerra que tinha provocado a partir de pontos de vista errados.

Hoje se conhece que uma medíocre embaixadora ianque, que tinha excelentes relações com o governo do Iraque, foi que o levou a cometer o erro.

Bush pai atacou seu antigo aliado dirigindo uma potente coligazão com uma forte composição árabe-muçulmana-sunita de países que fornecem de petróleo a grande parte das nações industrializadas e ricas, que avançou do sul do Iraque para impedir a retirada da Guarda Republicana que retrocedia rumo a Bagdade, e que por prudência da infantaria da Marinha e das Forças Armadas dos Estados Unidos — sob a direção de Colin Powell, general com prestígio, e posteriormente secretário de Estado de George W. Bush — fugiu para a capital do Iraque.

Como vingança, utilizaram contra ela os projéteis contaminados com urânio empobrecido com os quais pela primeira vez experimentaram o dano que poderiam ocasionar nos soldados adversários.

O Irã ao qual este momento ameaçam com seus exércitos de ar, mar e terra, de religião muçulmana-xiita, em nada se parece com a Guarda Republicana que atacaram impunemente no Iraque.

O império está a ponto de cometer um erro impagável sem que nada o possa impedir. Avança inexoravelmente para um destino funesto.

A única coisa que pode afirmar-se é que houve quartas de final na Copa Mundial de Futebol. Desta forma os fanáticos do esporte desfrutamos das emocionantes partidas onde vimos coisas incríveis . Afirma-se que, em 36 anos, o time da Holanda não perdia, sexta-feira, em partidas da Copa Mundial de Futebol. Somente graças aos computadores poderia saber-se isto.

O fato real é que o Brasil foi eliminado das quartas de final da Copa.

Um juiz deixou o Brasil fora da mesma. Ao menos essa foi a impressão que repetiu constantemente um excelente narrador da televisão cubana. Depois a FIFA declarou que a decisão do árbitro era correta.

Depois, o mesmo juiz deixou o Brasil com 10 jogadores num momento decisivo, quando ainda restava mais da metade do segundo tempo. Com certeza essa não foi nunca a intenção do árbitro.

Ontem foi eliminado o time da Argentina. Nos primeiros minutos a seleção alemã, através do meio-campo Müller, surpreendeu a confiada defensa e o goleiro argentino, conseguindo marcar um gol.

Posteriormente, não menos de 10 vezes os dianteiros argentinos, por uma vez do time alemão, não conseguiram marcar um gol.

Ao contrário, o time alemão marcou três mais e até a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, aplaudia sem cessar.

Desta forma, novamente, um dos times favoritos perdeu. Mais de 90% dos fanáticos do futebol em Cuba ficaram estupefatos.

A maioria dos amadores desse esporte nem sequer sabem em qual continente está o Uruguai. Um final entre países europeus será o mais descolorido e anti-histórico desde que esse esporte nasceu no mundo.

Não obstante, aconteceram fatos na esfera internacional que não têm nada a ver com os jogos de azar e sim com a lógica elementar que rege os destinos do império.

Várias notícias tornaram-se públicas nos dias 1, 2 e 3 de julho.

Todas têm a ver com um mesmo fato: em 2 de julho, as grandes potências representadas no Conselho de Segurança das Nações Unidas com direito ao veto, mais a Alemanha, instaram o governo do Irã a dar "uma rápida resposta" ao convite feito para retornar às negociações pelo seu programa nuclear.

O presidente Barack Obama assinou o dia anterior uma lei que amplia as medidas existentes contra os setores energético e bancário do Irã, e que poderia penalizar a companhias que negociem com o governo de Teerã. Isto é, o bloqueio rigoroso e a estrangulação do Irã.

O presidente Mahmud Ahmadineyad afirmou que seu país retornará ao diálogo nos finais de agosto e destacou que no mesmo deverão participar países como o Brasil e Turquia, os dois únicos membros do Conselho de Segurança que se opuseram às sanções em 9 de junho.

Um funcionário de alto rango da União Europeia advertiu, desprezativamente, que nem o Brasil nem Turquia serão convidados a participar das conversações.

Não faz falta mais para tirar as conclusões pertinentes.

Nenhuma das duas partes vai ceder; uma pelo orgulho dos poderosos, e outra, pela resistência à sujeição e sua capacidade para combater, como tem acontecido tantas vezes na história do homem.

O povo do Irã, nação de milenárias tradições culturais, se defenderá sem dúvida alguma dos agressores. É incompreensível que Obama creia seriamente que o Irã vai ceder a suas exigências.

O presidente desse país e seus líderes religiosos, inspirados na Revolução Islâmica de Ruhollah Jomeini, criador dos Guardiões da Revolução, as Forças Armadas modernas e o novo Estado do Irã, resistirão.

Os povos pobres do mundo, que não temos nenhuma culpa do colossal enredo criado pelo imperialismo, situados neste hemisfério ao sul dos EUA, os demais situados a oeste, centro e sul da áfrica , e os outros que possam ficar indenes da guerra nuclear no resto do planeta, não temos outra alternativa que enfrentar as consequências da catastrófica guerra nuclear que em breve tempo vai estalar.

Infelizmente não tenho nada que retificar e sou responsável pelo escrito nas últimas Reflexões.




Fidel Castro Ruz



4 de julho de 2010



17h36

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Frustram ataque suicida contra base militar em Paquistán

Escrito por Beatriz Quintana Valle

lunes, 05 de julio de 2010



05 de julio de 2010, 06:58Islamabad, 5 jul (Prensa Latina) Forças de segurança paquistaníes mataram hoje a quatro atacantes suicidas que tentaram penetrar em uma base militar do noroeste do país, a bordo de dois veículos carregados de explosivos, informaram fontes castrenses.



De acordo com um comunicado emitido pelo departamento de Relações Públicas do Exército, o frustrado ataque teve lugar nas primeiras horas desta segunda-feira na região de Baixo Dir, cerca da fronteira com Afeganistão.



No intercâmbio de disparos à entrada da base ocupada por forças paramilitares morreu também um dos agentes que custodiava a instalação, e outros sete resultaram feridos, informou, por sua vez, a cadeia de televisão DawnNews.



Segundo o reporte, os dois veículos carregados de explosivos foram destruídos, e seus quatro ocupantes abatidos pelo fogo das forças de segurança.



Enquanto, o canal de televisão Geo News assegurou que dois dos atacantes lançaram granadas de mão contra a garita da entrada do quartel, enquanto um terceiro se fez estallar na porta do mesmo ao percatarse de que não poderiam penetrar na base. Geo News, que citou fontes policiais, apontou que 11 agentes de segurança e um civil resultaram feridos.



mb/asg/nm

05 de julio de 2010 )

La felicidad imposible / Fidel

4 Julio 2010

Prometí que sería el hombre “más feliz del mundo si estaba equivocado” y desgraciadamente mi felicidad duraría muy poco.

Todavía no ha concluido la Copa Mundial de Fútbol. Faltan aún seis días para el partido final.

¡Qué extraordinaria oportunidad se perderán posiblemente el imperio yanki y el Estado fascista de Israel para mantener apartadas las mentes de la inmensa mayoría de los habitantes del planeta de sus problemas fundamentales!

¿Quién se habrá percatado de los siniestros planes del imperio con relación a Irán y sus burdos pretextos para agredirlo?

Al mismo tiempo me pregunto: ¿qué hacen por primera vez los buques de guerra israelitas en los mares del Golfo Pérsico, el Estrecho de Ormuz y las áreas marítimas de Irán?

¿Es posible imaginar que de allí se marcharán los portaaviones nucleares yankis y los buques de guerra israelitas con el rabo entre las piernas, cuando se cumplan los requisitos contenidos en la Resolución 1929 del 9 de junio de 2010 aprobada por el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, que mantiene la autorización para la inspección de los buques y aeronaves iraníes con la posibilidad de llevarla a cabo en el territorio de cualquier Estado y que esta vez autoriza a hacerlo a los buques en altamar?

La Resolución establece también que no se realizaría la inspección de los buques iraníes sin el consentimiento de Irán. En ese caso, la denegación sería objeto de análisis.

Otro elemento añadido es la posibilidad de confiscar lo inspeccionado, si se confirma que incumple lo dispuesto por la Resolución.

Un Irán desarmado fue víctima de aquella cruel guerra con Iraq en la que masas de Guardianes de la Revolución limpiaban los campos de minas avanzando sobre las mismas.

Este no es el caso de hoy. Expliqué en Reflexiones anteriores que Mahmud Ahmadineyad fue jefe de los Guardianes de la Revolución en el Oeste de Irán, que llevó el peso principal de aquella guerra.

Años más tarde, un gobierno de Iraq envalentonado envió el grueso de su Guardia Republicana y se anexó el Emirato Árabe de Kuwait rico en petróleo, que fue presa fácil.

El gobierno de Iraq mantenía con Cuba estrecha amistad y se le prestaba, desde los tiempos en que no estaba en guerra con nadie, importantes servicios de salud. Nuestro país trató de persuadirlo de que abandonara Kuwait, y pusiera fin a la guerra que había provocado a partir de puntos de vista erróneos.

Hoy se conoce que una mediocre embajadora yanki, que sostenía con el Gobierno de Iraq excelentes relaciones, lo indujo al error cometido.

Bush padre atacó a su antiguo amigo dirigiendo una potente coalición con una fuerte composición árabe-musulmana-sunita de países que abastecen de petróleo a gran parte de las naciones industrializadas y ricas, la cual avanzó desde el Sur de Iraq para cortar la retirada a la Guardia Republicana que se replegaba hacia Bagdad, la que por prudencia de la Infantería de Marina y las Fuerzas Armadas de Estados Unidos -bajo la dirección de Colin Powell, general con prestigio, y posteriormente Secretario de Estado de George W. Bush- escapó hacia la capital de Iraq.

Por pura venganza, contra ella utilizaron los proyectiles contaminados con uranio empobrecido con los que por primera vez experimentaron el daño que podrían ocasionar en los soldados adversarios.

El Irán al que en este momento amenazan, con sus ejércitos de aire, mar y tierra, de religión musulmana-chiíta, en nada se parece a la Guardia Republicana que atacaron impunemente en Iraq.

El imperio está a punto de cometer un impagable error sin que nada lo pueda impedir. Avanza inexorablemente hacia un siniestro destino.

Lo único que puede afirmarse es que hubo cuartos de final en la Copa Mundial de Fútbol. De ese modo los fanáticos del deporte pudimos disfrutar los emocionantes partidos en que vimos cosas increíbles. Se afirma que, en 36 años, el equipo de Holanda no perdía un viernes en partidos de la Copa Mundial de Fútbol. Únicamente gracias a las computadoras podría sacarse esa cuenta.

El hecho real es que Brasil fue eliminado de los cuartos de final de la Copa.

Un juez dejó a Brasil fuera de la misma. Al menos esa fue la impresión que no se cansó de repetir un excelente narrador de la televisión cubana. Después la FIFA declaró que era correcta la decisión arbitral.

Más adelante, el mismo juez dejó a Brasil con 10 jugadores en un momento decisivo, cuando faltaba todavía más de la mitad del segundo tiempo del partido. Con seguridad que esa no fue nunca la intención del árbitro.

Ayer fue eliminada Argentina. En los primeros minutos el equipo alemán, a través del mediocampista Müller, sorprendió a la confiada defensa y al portero argentino logrando obtener un gol.

Con posterioridad, no menos de 10 veces los delanteros argentinos, por una del equipo alemán, no lograron un gol.

Por el contrario, el equipo alemán anotó tres más, y hasta Angela Merkel, Canciller Federal de Alemania, aplaudía rabiosamente.

Así, nuevamente, uno de los equipos favoritos perdió. De ese modo, más del 90% de los fanáticos del fútbol en Cuba quedaron estupefactos.

La inmensa mayoría de los amantes de ese deporte ni siquiera saben en qué continente está Uruguay. Un final entre países europeos será lo más descolorido y antihistórico desde que nació ese deporte en el mundo.

En cambio, ocurrieron hechos en la esfera internacional que no tienen nada que ver con los juegos de azar y sí con la lógica elemental que rige los destinos del imperio.

Una serie de noticias vieron la luz los días 1, 2 y 3 de julio.

Todas giran en torno a un hecho: las grandes potencias representadas en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas con derecho al veto, más Alemania, instaron el dos de julio al Gobierno de Irán a dar “una pronta respuesta” a la invitación que se le hiciera para retornar a las negociaciones por su programa nuclear.

El Presidente Barack Obama firmó el día anterior una Ley que amplía las medidas existentes contra los sectores energético y bancario de Irán, y podría penalizar a compañías que realicen negocios con el Gobierno de Teherán. Es decir, el bloqueo riguroso y el estrangulamiento de Irán.

El Presidente Mahmud Ahmadineyad afirmó que su país retomará las conversaciones a fines de agosto y destacó que en las mismas deben participar países como Brasil y Turquía, los dos únicos miembros del Consejo de Seguridad que se opusieron a las sanciones el 9 de junio.

Un funcionario de alto rango de la Unión Europea advirtió, despectivamente, que ni Brasil ni Turquía serán invitados a participar en las conversaciones.

No hace falta más para sacar las conclusiones pertinentes.

Ninguna de las dos partes cederá; una, por el orgullo de los poderosos, y otra, por la resistencia al yugo y la capacidad para combatir, como ha ocurrido tantas veces en la historia del hombre.

El pueblo de Irán, una nación de milenarias tradiciones culturales, se defenderá sin duda alguna de los agresores. Es incomprensible que Obama crea seriamente que se plegará a sus exigencias.

El Presidente de ese país y sus líderes religiosos, inspirados en la Revolución Islámica de Ruhollah Jomeini, creador de los Guardianes de la Revolución, las Fuerzas Armadas modernas y el nuevo estado de Irán, resistirán.

A los pueblos pobres del mundo, que no tenemos la menor culpa del colosal enredo creado por el imperialismo, ubicados en este hemisferio al Sur de Estados Unidos, los demás situados al Oeste, Centro y Sur de África, y los otros que puedan quedar indemnes de la guerra nuclear en el resto del planeta, no nos queda otra alternativa que enfrentar las consecuencias de la catastrófica guerra nuclear que en brevísimo tiempo estallará.

Desdichadamente no tengo nada que rectificar y me responsabilizo plenamente con lo escrito en las últimas Reflexiones.



Fidel Castro Ruz

Julio 4 de 2010

5 y 36 p.m.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Analisam direito a comunicação familiar de antiterroristas cubanos

jueves, 01 de julio de 2010



01 de julio de 2010, 16:22Havana, 1 jul (Prensa Latina) A III Conferência Internacional Mulher, Gênero e Direito analisará hoje em Cuba o direito humano à comunicação familiar no caso dos cinco antiterroristas desta nação presos nos Estados Unidos desde 1998.



O evento, com sede no Hotel Nacional, propiciará um diálogo aberto entre os 70 delegados de ao redor de 15 países, e Nuris Piñero, advogada das famílias dos lutadores e diretora do Escritório de Serviços Legais Especializados desta capital.



Olga Mesa, professora da Universidade de Havana, dissertará sobre as leis da igualdade de gênero, e Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, abordará aspectos relacionados com a educação sexual como política do Estado.



Durante a sessão anterior da Conferência, os delegados estrangeiros conheceram o protagonismo da mulher cubana na obra da Revolução, e os esforços do Estado para que atinjam seus plenos direitos.



Segundo os organizadores do evento, elas formam 46,7 por cento da força trabalhista do país e constituem o maior número de profissionais egressos das universidades.



rc/ydg/bj

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Carta abierta al señor Diego Armando Maradona

Por Carlos Malbrán

Para el caso que no ganemos el campeonato del mundo

Querido Diego, "Pelusa", "Pibe de Oro", "Diez", "Dios", "Gordo":

Quiero hacer memoria, para que no se te olvide a vos, ni a ninguno de los argentinos.

Eras un pibe de la villa miseria de Fiorito. Uno de esos asentamientos informales, insalubres y laberínticos, de viviendas precarias en las que se hacinan los desplazados. Síntoma brutal de la marginación y la pobreza, del que los políticos prefieren no hablar porque es poner en duda toda la estructura legal del sistema.

Jugabas porque el fútbol es la expansión de los humildes, un acto atemporal que los saca de las desdichas cotidianas. La vida te había negado casi todo, y vos, como miles de chicos argentinos, con tus zapatos rotos, te desquitabas a patadas.

En 1973 alguien te dijo:

- Che pibe, vamos a armar un equipo para jugar en el “Torneo Evita”, ¿Entrás?

Con tus piernas flacas y tu rostro de “negrito”, te convertiste en la pesadilla del torneo, nadie quería enfrentarte. “Los Cebollitas”, (así se llamaban), se llevaron la copa y al año siguiente ganaron el Campeonato de la 8ª División. El conjunto se mantuvo invicto 136 partidos y gracias a que “Los Cebollitas” se convirtieron en una sensación, conociste Perú y Uruguay, donde los invitaron a jugar. No tenías 12 años y ya eras campeón.

A alguien se le ocurrió hacerte debutar en las inferiores del Club Argentino Juniors. Resultó fácil, fue el primer acto ilícito de tu vida: te cambiaron el nombre y mintieron la edad, agregándote dos años para que te aceptaran. Algo completamente inútil porque tu brillo era tal que cuando te vieron jugar, todos preguntaban: ¿Quién ese pibe? ¿De dónde salió ese prodigio?

Entonces decidieron que era mejor ponerte en el entretiempo de los partidos de la Primera División para que entretuvieras a la hinchada haciendo malabares con la pelota. Naciste mago. Siempre la pelota ha hecho todo lo que querés, ¿O será al revés?

Llegaste a la villa eufórico:

- ¡Mamá, me pagaron!

Doña Dalma te dio un beso y tu padre Diego te regaló una sonrisa y una palmada afectuosa. Hasta hay un viejo comercial de Coca Cola, donde se ve a aquel muchachito haciendo maravillas.

La primera vez que figuraste en los diarios, (esos que cada vez que pueden, intentan destruirte por tus ideas), tenías diez años. El Clarín decía: “Había un pibe con porte y clase de ‘crack’…”. Este periodista no sabía que aún faltaban por llenar muchas páginas hablando del “Pibe de Fiorito”. Porque en dos años ascendiste ocho divisiones en Argentinos Juniors, de novena a primera, y comenzaste a dibujar tu historia con goles: en 1978, aunque te consagraste como el goleador del Metropolitano, el flaco Menotti te dejó fuera de la Selección que ganó el campeonato porque eras muy niño, pero al año siguiente nos trajiste la Copa del Mundial Juvenil.

Por ese tiempo, aunque River te quería contratar y te ofreció lo mismo que ganaba Ubaldo Fillol, el jugador mejor pagado de entonces, decidiste jugar para Boca, que estaba en serios problemas económicos y no podía comprar tu pase. Nos hiciste campeones, pero duraste poco. Europa siempre ha pagado mejor y te fuiste al Sevilla y después al Nápoles.

El Mundial de México 86, siempre será recordado como “el Mundial de Maradona” y podría escribir muchas páginas con las emociones que nos hiciste vivir, porque cada vez que mandaste la pelota al fondo de la red, no era un gol de Maradona, era un tanto de desquite de todos los humildes de tu pueblo.

La FIFA, aún a regañadientes, (los oligarcas del fútbol no te quieren Diego) tuvo que elegirte como al mejor jugador del siglo XX. Para nosotros significas mucho más. Siempre recordaré cuando como consecuencia de haber caído en los abismos de la droga, te tuvieron que internar de urgencia y una multitud angustiada hizo intransitable cuadras enteras en torno al hospital. Alguien puso un gran cartel: “El cielo tiene que esperar”, otro decía: “Siempre vivirás, Dios no quiere competencia.”, otro: “Jesús resucitó una vez. Vos, miles.”, y quizá el más significativo rezaba: “Diego, no aflojés que vas a salir. No podés perder. No te olvides que Maradona juega para vos.”

Saliste de la droga como también te levantaste de cada golpe que te dieron en la cancha, pero los medios internacionales siempre magnificaron tu adicción a las drogas y cada error que cometías, porque lo que no te perdonan es que a pesar del dinero, la fama y la gloria, nunca olvidaste al pibe de la villa de Fiorito y que cada uno de tus mensajes políticos mueva la conciencia de los pobres y explotados del mundo.

El mercado puede aceptar que seas un genio del fútbol, pero no que te hayas convertido en la compensación para una sociedad frustrada por varias dictaduras militares y desgastada por el accionar de políticos corruptos.

Se acepta, ¿qué otro remedio les queda?, que seas un campeón, más no que reflejes los sentimientos de los despojados que necesitan creer que Dios no está tan lejos.

Eso no te lo van a perdonar nunca Diego.

La FIFA no te puede perdonar que promuevas la sindicalizació n de los jugadores, a los que llamas “los obreros del fútbol”, porque eso echaría por tierra un negocio que mueve millones de dólares cada cuatro años.

Si Maradona dona una escuela, o promueve una colecta para los niños pobres con parálisis, no saldrá en la primera plana de ningún periódico del mundo, porque lo imperdonable no son estos actos en sí, sino que lo hagas siempre diciendo que sólo estás devolviendo algo de lo que los poderosos roban a la gente.

Demagogo, populista, oportunista, drogadicto, son los calificativos aconsejados por los señores de la SIP para poner junto a tu nombre. Como también aconsejan destacar siempre las declaraciones del señor Pelé, porque ese si es “bueno”. Se coloca debajo de un cartel de alguna firma de productos deportivos, que por supuesto le paga, para reivindicar siempre al sistema y defender sus intereses. De eso vive.

No te van a perdonar tus visitas a Chávez, o que tengas al Ché tatuado en tu hombro.

La única vez que te tuve cerca fue cuando en noviembre de 2005, con motivo de la Cumbre de Presidentes de Mar del Plata, nos invitaste a ir a repudiar la presencia de Bush en la Argentina.

Los grandes diarios del mundo, no publicaron en estos días la foto de la Selección Argentina despidiéndose rumbo a Sudáfrica con una gran pancarta que decía: “Apoyamos a las abuelas de Plaza de Mayo para el Premio Nobel de la Paz”. Ni tampoco la noticia de que recibiste en Pretoria a Estela Carlotto con un gran abrazo.

Eso no se perdona Diego.

El fútbol, vos lo sabés mejor que nadie, es un juego impredecible y como bien declaraste: “No hay favoritos. Cualquiera te puede clavar la pelota en el ángulo y todo lo que hiciste… Chau”. Todo es posible, pero por todo esto y mucho más quiero decirte que si eso sucede, no te hagas ningún problema, porque con nosotros ya cumpliste.

Gracias por ser Maradona.

Gracias por ser nuestra alegría y nuestra esperanza.

Gracias por no olvidar al pibe de Fiorito.

Gracias por representarnos siempre a todos con dignidad.

Gracias campeón.





Cubadebate

CÚPULAS NO CANADÁ

Muito caras para tão pouco saldo

● Organizações não-governamentais consideraram escasso o tratamento dado a temas capitais como o meio ambiente e o combate à pobreza

Elsa Claro

EM 2 de abril de 2009 o presidente dos EUA reconheceu a responsabilidade de seu país como iniciador da crise global ante os representantes do G-20, fórum criado um ano antes e integrado pelos sete países com maior desenvolvimento além da Rússia e de 12 nações de médio ou pequeno porte, entre as quais destacam as chamadas emergentes, quer dizer, aquelas com um ritmo de crescimento atual superior à média e com grandes territórios e população. Eis os casos do Brasil, China e a Índia.


Promissória foi a flexibilização introduzida, ao aceitar a presença daqueles que em outras circunstâncias não teriam sido chamados a consenso, mas o novo fórum, apenas surgido, deixou ver as diferenças existentes e, sobretudo, o inútil de debater assuntos sem pactuar a responsabilidade de cumprir os acordos.


A norma desse fórum não foi a coincidência e muito menos levar à prática aquilo considerado necessário. Embora houvesse suas exceções. Como por exemplo, o bilhão de dólares conferido pelos países ricos ao FMI, dando alento e beligerância a um organismo que não merecia ser ressuscitado.


Na Cúpula realizada em Londres, falou-se de impulsionar uma reforma do sistema financeiro mundial, ditame aprovado depois de vários debates e de duas posições. A norte-americana, que propõe outorgar estímulos fiscais para impulsionar a economia, quer dizer, continuar favorecendo empresas e bancos já favorecidos com dinheiro dos contribuintes e continuar diminuindo os gravames ao setor abastado; e a européia, que advogou priorizar o estabelecimento de regulamentações para as finanças.


Este é o antecedente de Toronto 2010, onde parecia que se repetiria o dito na Grã-Bretanha. Indecisões e contrastes ou embargos inexplicáveis, como são as exorbitantes compensações recebidas pelos banqueiros. Também não existe transparência nos mercados e muito menos naqueles que tratam com valores de risco. Os especuladores continuam atacando os países e as moedas, em situações favorecidas para os setores mais beneficiados, e de desvantagem para o resto dos cidadãos.


"(...) a gente é consciente da jogada arquitetada do capital e dos mercados financeiros. Durante anos os benefícios foram extraordinários com a especulação das hipotecas "suprime" ( de pouco valor e elevada debilidade), sem quase pagar impostos, a custa do endividamento do setor privado; quando o sistema colapsa, conseguem que o Tesouro Público os resgate e lhes mantenha uma fiscalização privilegiada, com a promessa ingênua de reativar o credito às empresas e aos cidadãos que mantêm asfixiados.


Finalmente, aproveitam a fraqueza dos Estados, conseqüência do enorme esforço que supõe dita ajuda, para colocá-los à beira da falência e forçá-los a desmontar o pouco que fica do sistema de bem-estar, empobrecendo injustamente milhões de pessoas, com a cumplicidade das mesmas instituições não democráticas que permitiram aumentar o déficit público em benefício da banca". Assim o explica o professor titular de Direito Financeiro e Tributário da Universidade de Almeria, Miguel Ángel Luque Mateo.


E deve reiterar-se algo usualmente escamoteado em diversas palavras e raras lendas: a dívida pública sobre a qual tanto se fala e que parece inquietar os dirigentes, não procede de partidas dedicadas a satisfazer nenhuma das necessidades sociais.


O endividamento dos Estados foi provocado pelas milionárias ajudas oficiais entregues ao setor privado. Aqueles que governam pensam que a primeira obrigação é proteger o status dos avaros e ajeitar o sistema com limitados e funestos moldes.


DISJUNTIVA


Quem tem a razão? Os EUA expondo que devem manter-se os estímulos do Estado ao capital ou aqueles que na União Europeia querem aplicar impostos às operações dos bancos? Nem todos os países sofreram os mesmos efeitos sobre essas entidades, por tal motivo não lhes interessa nem precisam de fixar taxas adicionais. Outros as rejeitam por serem paraísos fiscais, vivem disso, e também estão os que têm enormes fortunas em condição privilegiada e com enormes lucros nesses lugares.


Washington recomenda manter as medidas de estímulo ( eles o chamam "potenciar o crescimento") entronizado no início do estalido imobiliário estadunidense, medida imitada pela Europa, onde agora preferem um projeto de austeridade fiscal, ainda que "exista o risco de que o ajuste fiscal sincronizado de várias economias possa ter um impacto adverso na recuperação", segundo um comunicado final da Cúpula. Nenhum gravame bancário foi concebido para ressarcir as maiorias prejudicadas pelos salvamentos. As receitas obtidas por essa via não são para aliviar as dificuldades da população. Seriam capital de resgate, de novos resgates, para entidades financeiras em apuros. Existe constância documental de temor a outras medidas de apuro.


Os países industrializados se comprometem a reduzir em 50% seu déficit público em 2013 e posteriormente iniciar outras restrições, expressa o texto da Cúpula. Indeciso e até contrário ao que sugere a experiência. O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega advertiu: "Reduzir metade do déficit para alguns países é um ajuste draconiano, quando o médico receita de mais, pode matar o paciente". A presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, destacou sobre o tema: "A política de austeridade é um desastre, nós já experimentamos em 2001", ano do cessar de pagamentos sofrido por Argentina, entre outras calamidades que não seria difícil padeçam varias nações nesta etapa.


Vale a pena esclarecer que se os do Velho Continente ou seus parceiros norte-americanos não coincidem totalmente no que deve fazer-se não se trata de contradições de fundo, apenas é um problema formal. Não buscam mudanças, mantêm o mesmo padrão. A diplomacia ou o pragmatismo levam ao mesmo fim, segundo estima Barack Obama.


Existem outras saídas dentro do próprio capitalismo menos dolorosas para as pessoas, inclusive até benéficas para a sobrevivência do sistema, mas se aferram ao modelo atuante, apesar das dificuldades que já provocou em diversas economias. Falta de perícia ou de imaginação? A falta de apoio sólido, o G-20 e o G-8 aceitam que cada qual aplique soluções nacionais por região ou segundo seus interesses. Unidade, império da sensatez mancomunada, são, como a vilipendiada justiça, preceitos que ficam para uma remota agenda mundial.