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DECLARAÇÃO DE SOLIDARIEDADE
Em 1959 Cuba fez a sua Revolução o que
estimulou o surgimento de diversos movimentos de contraposição ao imperialismo
em toda América Latina. Outra sociedade começava a se tornar realidade para um “outro
mundo” possível. A partir de optar pela posição no campo socialista, neste
momento os EUA iniciaram e ainda impõem um bloqueio econômico rigoroso e
desumano. Há 50 anos o sistema politico socialista cubano é caluniado, difamado
e descaradamente distorcido pela grande mídia mundial. Este resiste a todas as
mentiras da imprensa dominante e manipuladora, a todas as investidas
terroristas arquitetadas pelo governo dos Estados Unidos, resiste também com
força e criatividade à escassez de bens, alimentos e a proibição de importar ou
exportar novas tecnologias.
Apesar destas dificuldades, Cuba optou
em diversas ocasiões por desenvolver ações solidárias junto a vários países,
principalmente os mais pobres, como dar asilo político a companheiros latino-americanos
perseguidos nos período duros da ditadura, ou o envio de profissionais cubanos
de alta competência em missões humanitárias.
Cuba é hoje um país onde a seguridade
social está garantida. Todos os cubanos e cubanas, de qualquer idade, tem
direito à educação, em todos os níveis, sendo esta gratuita, totalmente
subsidiada, de qualidade e avançada. O mesmo ocorre com demais direitos sociais:
alimentação, saúde, pesquisa, habitação, lazer, aposentadoria, cultura, esportes.
Por tudo isso, os e as brigadistas da
XIX Brigada Internacional de Solidariedade a Cuba nos colocamos em favor e a
disposição para o enfrentamento, através da denúncia aberta dos seguintes
pontos:
- Contra as campanhas caluniosas
promovidas pelos monopólios imperialistas midiáticos;
- Pela libertação dos 5 heróis cubanos
presos injustamente por lutarem em contra do terrorismo;
- Pelo fim do criminoso Bloqueio
Econômico;
- Pela desativação da Base Militar de
Guantánamo;
- Pelo respeito ao direito de escolha
politica do povo cubano.
Para alcançar nossos propósitos nos
comprometemos a:
- Desmistificar, a partir de nossa
experiência vivida, a realidade cubana tergiversada, construída pelos meios de
comunicação em função do imperialismo;
- Difundir o caso dos cinco heróis através
de todos os instrumentos de comunicação que temos a disposição em cada
território, para assim trabalhar pela libertação dos mesmos;
- Compromisso e adesão com a Revolução
cubana e suas propostas democráticas, através de reavaliação de nossos valores e
prioridades centrando-as mais na essência de “ser” em lugar do “ter”, dando
sentido a nossa ação a partir de uma prática comprometida;
- Promover a participação e
organização de novos movimentos com o fim de conscientizar e somar novos
companheiros para as próximas brigadas e estimular a união dos povos
latino-americanos.
- Denúncia massiva das condições
desumanas vividas pelos prisioneiros da base militar de Guantánamo, sua origem
e permanência imperialista através da emenda Platt.
Celebramos a criação recente da
organização CELAC – Comunidade de Estados Latino Americanos e do Caribe, que
encontrará a Cuba presidindo o seu governo proximamente. Esperamos que esta
união de nossos povos seja o reflexo do desejo de heróis libertadores de nossas
terras cujos pensamentos coincidem com os de José Martí, herói nacional cubano.
Caimito, Artemisa, 04 de fevereiro de
2012.
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