terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As 40 perguntas que Yoani Sánchez não irá responder

As 40 perguntas que Yoani Sánchez não irá responder

Postado em: 18 fev 2013 às 21:14

40 perguntas para Yoani Sánchez em sua turnê mundial: famosa opositora cubana fará seu giro global por mais de uma dezena de países do mundo

1. Quem organiza e financia sua turnê mundial?
2. Em agosto de 2002, depois de se casar com o cidadão alemão chamado Karl G., abandonou Cuba, “uma imensa prisão com muros ideológicos”, para imigrar para a Suíça, uma das nações mais ricas do mundo. Contrariamente a qualquer expectativa, em 2004, decidiu voltar a Cuba, “barco furado prestes a afundar”, onde “seres das sombras, que como vampiros se alimentam de nossa alegria humana, nos introduzem o medo através do golpe, da ameaça, da chantagem”, onde “os bolsos se esvaziavam, a frustração crescia e o medo se estabelecia”. Que razões motivaram esta escolha?

yoani sánchez brasil

Grande mídia brasileira não fará nenhum questionamento a Yoani Sánchez que esteja fora dos padrões de conveniências (Foto: aBr)
3. Segundo os arquivos dos serviços diplomáticos cubanos de Berna, Suíça, e de serviços migratórios da ilha, você pediu para voltar a Cuba por dificuldades econômicas com as quais se deparou na Suíça. É verdade?
4. Como pôde se casar com Karl G. se já estava casada com seu atual marido Reinaldo Escobar?
5. Ainda é seu objetivo estabelecer um “capitalismo sui generis” em Cuba?
6. Você criou seu blog Geração y (Generación Y) em 2007. Em 4 de abril de 2008 conseguiu o Prêmio de Jornalismo Ortega e Gasset, de 15 mil euros, outorgado pelo jornal espanhol El País. Geralmente, este prêmio é dado a jornalistas prestigiados ou a escritores de grande carreira literária. É a primeira vez que uma pessoa com seu perfil o recebe. Você foi selecionada entre cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time (2008). Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores blogs do mundo pela cadeia CNN e pela revista Time (2008), e também conquistou o prêmio espanhol Bitacoras.com, assim como The Bob’s (2008). El País lhe incluiu em sua lista das cem personalidades hispano-americanas mais influentes do ano 2008. A revista Foreign Policy ainda a incluiu entre os dez intelectuais mais importantes do ano em dezembro de 2008. A revista mexicana Gato Pardo fez o mesmo em 2008. A prestigiosa universidade norte-americana de Columbia lhe concedeu o prêmio María Moors Cabot. Como você explica esta avalanche de prêmios, acompanhados de importantes quantias financeiras, em apenas um ano de existência?
7. Em que emprega os 250 mil euros conseguidos graças a estas recompensas, um valor equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como França, quinta potencia mundial, e a 1.488 anos de salário mínimo em Cuba?
8. A Sociedade Interamericana de Imprensa, que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional por Cuba de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação. Qual é seu salário mensal por este cargo?
9. Você também é correspondente do jornal espanhol El País. Qual é sua remuneração mensal?
10. Quantas entradas de cinema, de teatro, quantos livros, meses de aluguel ou pizzas pode pagar em Cuba com sua renda mensal?
11. Como pode pretender representar os cubanos enquanto possui um nível de vida que nenhuma pessoa na ilha pode se permitir levar?
12. O que faz para se conectar à Internet se afirma que os cubanos não têm acesso e ela?
13. Como é possível que seu blog possa usar Paypal, sistema de pagamento online que nenhum cubano que vive em Cuba pode utilizar por conta das sanções econômicas que proíbem, entre outros, o comércio eletrônico?
14. Como pôde dispor de um Copyright para seu blog “© 2009 Generación Y – All Rights Reserved”, enquanto nenhum outro blogueiro cubano pode fazer o mesmo por causa das leis do embargo?
15. Quem se esconde atrás de seu site desdecuba.net, cujo servidor está hospedado na Alemanha pela empresa Cronos AG Regensburg, registrado sob o nome de Josef Biechele, que hospeda também sites de extrema direita?
16.  Como pôde fazer seu registro de domínio por meio da empresa norte-americana GoDady, já que isto está formalmente proibido pela legislação sobre as sanções econômicas?
17. Seu blog está disponível em pelo menos 18 idiomas (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, português, russo, esloveno, polaco, chinês, japonês, lituano, checo, búlgaro, holandês, finlandês, húngaro, coreano e grego). Nenhum outro site do mundo, inclusive das mais importantes instituições internacionais, como por exemplo as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE ou a União Europeia, dispõem de tantas versões linguísticas. Nem o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, nem o da CIA dispõem de igual variedade. Quem financia as traduções?
18. Como é possível que o site que hospeda seu blog disponha de uma banda com capacidade 60 vezes superior àquela que Cuba dispõe para todos os usuários de Internet?
19. Quem paga a gestão do fluxo de mais de 14 milhões de visitas mensais?
20. Você possui mais de 400 mil seguidores em sua conta no Twitter. Apenas uma centena deles reside em Cuba. Você segue mais de 80 mil pessoas. Você afirma “Twitto por sms sem acesso à web”. Como pode seguir mais de 80 mil pessoas sem ter acesso à internet?
21. O site www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da rede social Twitter. Revela a partir de 2010 uma impressionante atividade de sua conta. A partir de junho de 2010, você se inscreveu em mais de 200 contas diferentes do Twitter a cada dia, com picos que podiam alcançar 700 contas em 24 horas. Como pôde realizar tal proeza?
22.  Por que cerca de seus 50 mil seguidores são na verdade contas fantasmas ou inativas? (ver aqui) De fato, dos mais de 400 mil perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são ovos (sem foto) e 20 mil têm características de contas fantasmas com uma atividade inexistente na rede (de zero a três mensagens mandadas desde a criação da conta).
23. Como é possível que muitas contas do Twitter não tenham nenhum seguidor, apenas seguem você e tenham emitido mais de duas mil mensagens? Por acaso seria para criar uma popularidade fictícia? Quem financiou a criação de contas fictícias?
24. Em 2011, você publicou 400 mensagens por mês. O preço de uma mensagem em Cuba é de 1,25 dólares. Você gastou seis mil dólares por ano com o uso do Twitter. Quem paga por isso?
25. Como é possível que o presidente Obama tenha lhe concedido uma entrevista, enquanto recebe centenas de pedidos dos mais importantes meios de comunicação do mundo?
26. Você afirmou publicamente que enviou ao presidente Raúl Castro um pedido de entrevista depois das respostas de Barack Obama. No entanto, um documento oficial do chefe da diplomacia norte-americana em Cuba, Jonathan D. Farrar, afirma que você nunca escreveu a Raúl Castro: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou nunca tê-las enviado [as perguntas] ao presidente cubano. Por que mentiu?
27. Por que você, tão expressiva em seu blog, oculta seus encontros com diplomáticos norte-americanos em Havana?
28. Entre 16 e 22 de setembro de 2010, você se reuniu secretamente em seu apartamento com a subsecretaria de Estado norte-americana Bisa Williams durante sua visita a Cuba, como revelam os documentos do Wikileaks. Por que manteve um manto de silêncio sobre este encontro? De que falaram?
29. Michael Parmly, antigo chefe da diplomacia norte-americana em Havana afirma que se reunia regularmente com você em sua casa, como indicam documentos confidenciais da SINA. Em uma entrevista, ele compartilhou sua preocupação em relação à publicação dos cabos diplomáticos norte-americanos pelo Wikileaks: “Eu me incomodaria muito se as numerosas conversas que tive com Yoani Sánchez forem publicadas. Ela poderia sofrer as consequências por toda a vida”. A pergunta que imediatamente vem à mente é a seguinte: quais são as razões por que você teria problemas com a justiça cubana se sua atuação, conforme afirma, respeita o marco da legalidade?
30. Continua pensando que “muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez”?
31. Continua pensando que “havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de toda tendência política” sob a ditadura de Fulgencio Batista entre 1952 e 1958?
32. Você declarou em 2010: “o bloqueio tem sido o argumento perfeito do governo cubano para manter a intolerância, o controle e a repressão interna. Se amanhã as suspenderem as sanções, duvido muito que sejam vistos os efeito”. Continua convencida de que as sanções econômicas não têm nenhum efeito na população cubana?
33. Condena a imposição de sanções econômicas dos Estados Unidos contra Cuba?
34. Condena a política dos Estados Unidos que busca uma mudança de regime em Cuba em nome da democracia, enquanto apoio as piores ditaduras do Oriente Médio?
35. Está a favor da extradição de Luis Posada Carriles, exilado cubano e ex-agente da CIA, responsável por mais de uma centena de assassinatos, que reconheceu publicamente seus crimes e que vive livremente em Miami graças à proteção de Washington?
36. Está a favor da devolução da base naval de Guantánamo que os Estados Unidos ocupam?
37. Você é favorável à libertação dos cinco presos políticos cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 por se infiltrarem em organizações terroristas do exílio cubano na Florida?
38. Em sua opinião, é normal que os Estados Unidos financiem uma oposição interna em  Cuba para conseguir “uma mudança de regime”?
39. Em sua avaliação, quais são as conquistas da Revolução Cubana?
40. Quais interesses se escondem atrás de sua pessoa?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

QUÉM É YOANI SANCHEZ



Yoani Sánchez é graduada em filosofia e letras pela Universidade de Havana, especialista em literatura Latinoamericana. Tem atualmente 34 anos de idade.
Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana, uma agente americana infiltrada  que tenta desestabilizar  o  Governo cubano.

O caso da blogueira Yoani Sánchez é um exemplo dos novos métodos de subversão que utiliza os inimigos para desacreditar ao  processo e ao governo cubano.
A fabricação da blogueira contrarevolucionária Yoani Sánchez tem como objetivo forjar novos líderes de opinião entre os mercenários cubanos, a serviço de uma potencia estrangeira.
O enfoque midiático de seu blog “Generación Y” é uma evidencia da intenção de inimigos da revolução de fomentar uma campanha  sobre a confrontação de gerações em Cuba.
A suposta violação dos direitos humanos, no caso da blogueira Yoani Sánchez, é uma manobra mais para acusar a Cuba ante a opinião pública internacional.
Yoani Sánchez é uma mostra de que em Cuba existe liberdade de expressão. É uma blogueira com opiniões opostas ao da revolução e seu blog não tem sido bloqueado nem fechado, se mantem circulando na internet e é parte de mais de 100 blogs que discorre sobre diversos temas  que conforman a blogosfera cubana.
Seu blog “Generación Y” é abertamente contrarevolucionário. Surgiu em abril de 2007 e se encontra hospedado em um servidor na Alemanha. O nome do Site é Desde Cuba (www.desdecuba.com/generaciony) e também se pode acessar a partir da revista c/r “Consenso”.
Tem relações com certas embaixadas européias em Havana e mantem estreitos vínculos com reconhecidos contrarevolucionários radicados no país, os quais mantem comprovadas relações com a representação diplomática dos Estados Unidos no País.
Está casada com o contrarevolucionário Reinaldo Escobar, que trabalha para a revista contrarevolucionária “Consenso” e também tem  m blog na internet.
Yoani Sánchez é o centro de um projeto midiático orquestrado contra a revolução cubana. É uma blogueira construída  de fora e desde o surgimento do seu blog “Generación Y” meios internacionais como o perióridco “El País” ,  “El Nuevo Herald” e a Agência espnhola EFE, se encarregam da sua promoção na Web.
Yoani Sánchez se declara apolítica e diz que sua intenção não é fazer pronunciamentos políticos. Sem dúvida, em seus trabalhos e em suas entrevistas que tem realizado tem afirmado que em Cuba é necessário uma mudança de sistema e uma reimplantação do capitalismo.
Yoani Sánchez diz também ser uma blogueira pacifista. Sem dúvida, vale assinalar que através do seu blog “generación Y”, Yoani tem incitado abertamente a violencia em Cuba.  Um exemplo é seu post incitando a uma noite  de duas facas longas  em Cuba e outro em que se entrusiasma com a agressão midiática organizada e dirigida pelo governo dos Estados Unidos e seus serviços de inteligencia contra a nação iraniana e de onde manifesta suas intenções de que em alguns anos “a onda verde cubana seja mais intensa”.
Yoani Sánchez alega ser vítima de uma intensa perseguição e sem dúvida existem fotografías e vídeos de como a jovem blogueira atualiza  seu blog , sem dificuldade, nos principais e mais centrais hotéis cubanos e de como tem sido entrevistada pelos correspondentes estrangeiros, nesses mesmos hotéis, em ambientes totalmente pacíficos.
Os prêmios outorgados a Yoani Sánchez constituem uma manipulação midiática para dar-lhe reconhecimento e fama, buscar sua legitimidade e chamar a atenção internacional como parte de uma campanha para fazer ver ante a opinião pública que em Cuba existe uma intelectualidade oposta à Revolução.
Em 2008 recebeu o premio Ortega e Gasset (15.000 euros), outorgado pelo periódico espanhol “El País”, em jornalismo digital. Esta decisão foi questionada por numerosos profissionais dos meios de imprensa internacionais ao considerar-se que a entidade e importancia da personalidade não estava em correspondencia com o nível, o profissionalismo e a seriedade do que faz a pessoa premiada.
Em abril de 2008, após apenas um ano de haver criado o blog “Generaciónm Y”, a Revista Time selecionou Yoani entre as 100 personalidades mais influentes do mundo. Nesta seleção Yoani Sánchez compartilhou espaço com figuras como Brat Pitt, Angelina Jolie,  Oprah Winfrey e Mia Farrow,  entre outros e com políticos como George W. Bush, Evo Morales, Hu Jintao e o Dalai Lama.
Yoani Sánchez também recebeu em 2008 o premio “Agustín Tamargo”, premio  que homenageia o periodista miamense que solicitou em uma rádio da Flórida uma licença de três dias para matar comunistas em Cuba
Foi  também selecionada em fevereiro de 2009 entre as 10 intelectuais mais influentes da América Latina, mediante uma sondagem realizada pela revista Foreing Polici. Resulta em um  paradoxo que a simples blogueira cubana Yoani Sánchez tenha ficado em 5º. Lugar, só antecedida por Gabriel Garcia Marques, Mário Vargas Llosa, Fidel Castro e José Saramago. Ademais, que figuras como Eduardo Galeano, Fernando Savater, Carlos Fuentes e Felipe Gonzalez tenham ficado em lugares posteriores a ela, na lista.
Recentemente Yoani Sánchez recebeu mensão no premio Maria Moors Cabot que outorga a Universidade  norteamericana de Colúmbia e que se considera o premio mais antigo do jornalismo internacional. Uma análise sincera dos demais premiados e dos anos de experiencia que acumulam no exercício do jornalismo indicam que a mensão outorgada a Yoani Sánchez não se justifica.
Os prêmios outorgados a Yoani Sánchez constituem uma maneira “límpida” de pagar-lhe pelos seus serviços e de outorgar-lhe legitimidade internacional.
Esta blogueira, admite que sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela quer instaurar um “capitalismo sui generis” em Cuba.

Yoani Sánchez goza de condições de vida materiais privilegiadas quando comparadas às da imensa maioria de seus compatriotas. Ela diz passar fome, mas  é frequentadora de restaurantes de primeiro nível.

A blogueira fez uma reportagem sobre “os 10 melhores restaurantes da renovada cozinha cubana” e descreve com muitos detalhes os suculentos cardápios propostos por um preço médio de “20 euros”, ou seja, o equivalente a um mês de salário em Cuba.

Desde que integrou o universo da dissidência, já foi retribuída com a quantia de 250 mil euros pelas múltiplas distinções que recebeu todas financeiramente remuneradas.

Jamais nenhuma pessoa se beneficiou de uma exposição midiática tão massiva e nem de um reconhecimento internacional de semelhante dimensão em tão pouco tempo.  

Yoani não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, são amplamente conhecidos. O Wikileaks datado 9/4/09, o chefe da SINA, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel em longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.

Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes.

No Brasil, poucos conhecem a blogueira cubana e sua "militância", regiamente paga pelos EUA, com a falsa etiqueta de "defensora do direito de expressão. 

O jornal O Estado de São Paulo, a revista Veja, as Organizações Globo de rádio e TV, ou seja, o chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista), são os quem estão divulgando a blogueira, os mesmos que estão há 9 anos fazendo papel de partido político, manipulando, mentindo e tentando derrubar o governo liderado pelo Partido dos Trabalhadores.

Blogueira Yoani Sánchez é colaboradora do Instituto Millenium financiado pelos grupos midiáticos Estado de São Paulo ( Abril e RBS, entre outras empresas);

Na página da entidade, Yoani Sánchez desfruta a companhia de articulistas como Reinaldo Azevedo, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil

En noviembre 2012,  a Sociedade Interamericana de Imprensa a designou como vicepresidenta regional por Cuba da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação. Esta organização patronal, conhecida  por sua ativa participação na difusão de propaganda contrarevolucionária, desinformação e guerra suja da CIA contra governos progresistas, designou uma blogueira caluniosae a serviço da CIA como guardiã da liberdade de imprensa em Cuba.

Ainda que  “Generación Y” pudesse parecer um blog simples quanto ao seu discenso, uma análise mais profunda evidencia que não é um blog comum e corrente, desde o ponto de vista técnico.
O suporte técnico do blog, as sofisticadas ferramentas de administração e o serviço de personalização deste siftwarwe, evidenciam que por tras de “Generación Y” existe toda uma maquinaria que custeia estes serviços.
O Portal “Desde Cuba” donde se encontra alojado o blog de Yoani , utiliza o sistema Joomla, que é um sistema complexo de gerência de portais dinâmicos e sistema de gestão de conteúdos, cujos módulos só pode habilitar alguém com conhecimentos avançados em informática, que não é o caso de Yoani Sánchez, filósofa de profissão.
Ademais, seu blog tem versões em 18  idiomas e conta com recursos suficientes para a publicidade na Internet e para armazenar a memoria do site por um bom tempo.
O suporte técnico deste site oferece um serviço quase que exclusivo ao blog “Generación Y” e é do tipo ferramenta desenhada a mão e custa hoje no mercado,  centenas de milhares de dólares.
O blog possui também uma estratégia publicitária intencional que o proporciona tanto aos sistemas do Google como em outros meios digitais e tradicionais.
Como outro elemento tenhamos em conta que o registro do dominio do blog de Yoani Sánchez se faz através da empresa GoDaddy, que é uma das companhias que utiliza o Pentágono para a Ciberguerra.
Yoani Sánchez, desinforma, mente, tergiversa, oculta e como a SIP, actua em concordância com a agend  a agenda subversivaey desestabilizadora da CIA.

O caso da Blogueira Yoani Sánchez é um exemplo de como o financiamento e a prefabricação de uma “ciberdissidência” em Cuba forma parte de uma estratégia dos Estados Unidos  contra  Cuba, utilizando a  internet como mecanismo de intervenção política.
As mentiras de Yoani
    Entrevista a Obama e Raúl
Yoani Sánchez mantém estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, assim demostrou uma mensagem, classificada como secreta emitido pela SINA.
Em 2009, a imprensa ocidental propagandeou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido a Yoani Sánchez, o que foi considerado um feito excepcional. À época, Yoani também havia afirmado haver mandado um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que este não havia se dignado a responder a sua solicitação. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados pelo Wikileaks, contradizem essas declarações.     
Na realidade, descobriu-se que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense em Havana quem se encarregou de redigir as respostas para a dissidente e não o presidente Obama. Mais grave ainda, o Wikileaks revelou que Yoani, diferentemente de suas afirmações, jamais mandou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou essa realidade em uma mensagem ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele [Raúl], pois confessou que nunca enviou [as perguntas] ao presidente cubano”.   
    A conta no twitter
Em seu perfil, Sánchez se apresenta do seguinte modo: “Blogueira, que conto a minha realidade em textos de 140 caracteres. ‘Twitto’ via SMS sem acesso à rede”.   Ela tem mais de 214 mil seguidores e apenas 32 deles residem em Cuba. Por seu lado, ela segue mais de 80 mil pessoas e resulta absolutamente impossível seguir essa quantidade de pessoas só por SMS. Um acesso diário à rede é indispensável para tanto.    
Uma análise dos dados da conta Twitter da blogueira cubana, revela que a partir de junho de 2010, Yoani se inscreveu para seguir mais de 200 contas Twitter diferentes por dia, com picos que podiam alcançar 700 contas em 24 horas. A menos que se passe horas inteiras do dia e da noite nisso,  resulta impossível inscrever-se em tantas contas em tão pouco tempo. Parece, então, que as assinaturas tenham sido geradas por meio de um robô.    
Do mesmo modo, descobre-se que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Com efeito, dos 214.063 seguidores da conta @yoanisanchez, 27.012 são “ovos” (perfis sem foto) e cerca de outros 20 mil revestem-se com características de contas fantasmas com uma atividade inexistente na rede.
Essa operação destinada a criar uma popularidade fictícia via Twitter é impossível de se realizar sem acesso a internet
    Suposto sequestro
Em 6 de novembro 2009, Yoany disse em seu blog que foi sequestrada pelo governo por 25 minutos e que sofreu “golpes e empurrões”, que colocaram um “joelho sobre o seu peito”, que a golpearam “nos rins e na cabeça” e que estava cheia de “marcas roxas”.
Três dias depois, ela convocou a imprensa internacional para denunciar o que lhe havia feito. Yoany só não esperava que essa imprensa, supostamente hostil a Cuba, pedisse para ver as tais marcas. Resumindo: não havia marca alguma. Yoani apareceu na coletiva sem qualquer traço de agressão no corpo, não soube explicar como as manchas sumiram num intervalo de 24 horas e não apresentou qualquer testemunha.
     “Show midiático” pelo acidente de Carromero

A blogueira diz que foi presa com seu marido, o jornalista Reinaldo Escobar, e outro blogueiro chamado Agustín Díaz,. Os três esperavam poder acompanhar a audiência como jornalistas, já que Yoani é colaboradora do jornal espanhol “El País” e Escobar é repórter do “Diário de Cuba”. O espanhol é acusado de ter causado a morte do ativista Oswaldo Payá em um acidente de carro. O mesmo Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional — acrescentou ao GLOBO que Yoani e Escobar não foram creditados pelo governo como repórteres que poderiam assistir à audiência de Carromero, por esso foram parados por os policias que tinha como objetivo deter ativistas que pudessem participar de manifestações relacionadas ao julgamento do espanhol.

Associação José Martí Bahia / Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
ARTIGOS DE REFERÊNCIA SOBRE ESTE TEMA  - busque na web
“Yoani Sánchez”:   a filha de PRISMA” . Enrique  Ubieta Gómez.
“Si los blogs son terapéuticos”. Quién paga la terapia de Yoani Sánchez?”  Norelis Morales Aguilera.
“Cibercomando y ciberdissidentes, más de lo mismo”. Rosa Miranda Elizalde.
“Las omisiones de la bloguera de moda, Yoani Sánchez”  Gianni Miná.
“Yoani Sánchez: Romance a la polonesa?” M.H. Lagarde.
“De nuevo los medios españoles y Yoani Sánchez”.Antonio J. Anton.
“Sorprendida Yoani en plena faena mercenaria”. M. H. Lagarde.
“La corta noche de los cuchilos largos” .Yoani Sánchez.
“Yoani Sánchez: Del periodismo diudadano al terrorismo mediatico” Idelfonso González.
“Yoani Sánchez:  Del toque de sartén a los cuchilos largos”. M.H.Lagarde
“Yoani and company, banjo la presión del águila” M.H.Lagarde
“Quiém le paga a la “extraordinaria” mercenaria Yoani Sánchez” M.H. Lagarde
“Yoani Sánchez y la blogosfera color camuflage” M.H.Lagarde
“Usa Yoani iglesia en Santiago de Cuba para esparcir propaganda subversiva”. M.H.Lagarde
“Represedntantes de Yoani al borde del ataque de nervios”. M.H.Lagarde
“Las mentiras de Yoani Sánchez” M.H.Lagarde
“Iráne los llamados a la  subversión en Cuba” M.H.Lagarde
“Yoani Sánchez: Nostalgias polacas?” M.H.Lagarde


Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE


www.cubadebate.cu
Fecha: 2013-02-14

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CELAC: AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE EN UN SOLO HAZ.


Por Ana Ivis Galán

Como el suceso institucional más importante de la región en un siglo, definió el líder de la Revolución cubana Fidel Castro aquel histórico evento del tres de diciembre del 2011.

Nacía la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC), una asociación que agrupa a los países independientes del área, sin la presencia de Estados Unidos y Canadá. Era evidente la madurez política alcanzada.

Desde el 2008 se anunciaban pasos de avance hacia un mayor grado de concertación y un discurso cada vez más comprometido con la integración. Algo bueno se revelaba en el camino.

Con la convocatoria de Brasil a la Cumbre de América Latina y el Caribe sobre Integración y Desarrollo, en diciembre de ese año, arrancó el motor. Por primera vez se reunieron todos los mandatarios regionales. Nunca antes había ocurrido.
Ya en marzo, el primer antecedente. México asumió la secretaría pro témpore del Grupo de Río y se trazó el objetivo de fortalecerlo, ampliando la membresía para hacerlo más representativo.
En abril, el presidente de Ecuador, Rafael Correa, en un gesto de verdadera conciencia integracionista comenzó a circular una carta a sus homólogos del área con la propuesta de crear una nueva organización puramente latinoamericana y caribeña.
Un importante hito tendría lugar meses después. En noviembre de 2008 ingresa Cuba al Grupo de Río como miembro de pleno derecho.
Pero el parto no resultó sin complejidades. Consultas y negociaciones marcaron el 2009. El Grupo de Río era el escenario principal. Estaba clara la necesidad de una integración mayor pero no fue hasta febrero de 2010, en la Cumbre de Jefes de Estado y Gobierno de Cancún, México, que se llegó finalmente al acuerdo.
En la evolución política que mostraba la zona, un peso de vanguardia lo tuvo la llegada al poder de gobiernos más comprometidos con la independencia y la justicia social.

A lo que se sumaron el fracaso de los modelos neoliberales y los esquemas de libre comercio, y el descrédito de la política de EE.UU. hacia el área, en especial bajo el gobierno del ex presidente George W. Bush.
El surgimiento de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), el papel más influyente de nuestro Sur a nivel global, y la brecha creciente entre los intereses de Norteamérica y la región, también hicieron lo suyo.
Y aunque somos la unidad en la diversidad, muchas miradas y una sola voz, quedaron claros principios básicos para andar juntos y no revueltos.Como nueva organización la CELAC tiene que saber desenvolverse para alcanzar el significativo papel que se aspira desempeñe. El apoyo de todos los miembros es imprescindible, si se quieren lograr resultados sobre denominadores comunes y evitar la división que históricamente nos han impuesto intereses ajenos.
Hoy Chile ostenta la primera presidencia de la Comunidad hasta la Cumbre de enero de 2013, responsabilidad que asumirá Cuba a partir de ese momento y luego Costa Rica en 2014, hasta completar la troika inicialmente acordada.
Con la mirada y la esperanza de los pueblos como espuela se desarrollará la Primera Cumbre de Jefes de Estado y de Gobierno de esta Comunidad de países. Solo Paraguay estará ausente, según confirmó el pasado 27 de diciembre el canciller de ese país suramericano, José Fernández Estigarribia.
La decisión se supo tras agotarse las instancias diplomáticas para lograr la participación del actual mandatario Federico Franco, quien asumió el cargo luego del juicio político que destituyó en junio de 2012 al legítimo presidente Fernando Lugo, resultado del complot fraguado en su contra por la ultraderecha.
Sí asistirán Antigua y Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belice, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Dominica, Ecuador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guyana, Haití, Honduras, Jamaica, México, Nicaragua, Panamá, Perú, Santa Lucía, San Cristóbal y Nieves, San Vicente y las Granadinas, Suriname, Trinidad y Tobago, Uruguay y Venezuela.
Los Jefes de Estado y de Gobierno de estas naciones sostendrán, los días 26 y 27 de enero, una reunión con sus homólogos europeos en una Cumbre que será la primera de este tipo tras la creación de la CELAC, un encuentro antecedido por otras sietes citas celebradas entre estos países desde 1999.
Y aunque los retos son compartidos, buen peso corresponderá al Viejo Continente, atendiendo a que hoy una demanda común exige una relación mutuamente beneficiosa, y la necesidad de sobrepasar el limitado resultado de convenios o tratados de libre comercio con determinadas zonas de la región.
Como colofón, sesionará el domingo 27 y lunes 28 la Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños.
Un único objetivo deberá guiar esta unión de naciones pequeñas y grandes: que prevalezca el respeto entre iguales y el desarrollo sostenible en la originaria y necesaria diversidad.

Fuente: AIN

Las claves del conflicto en Mali


CLAUDIA FONSECA SOSA

La crisis política que vive Mali por estos días, tras el golpe de Estado de marzo del 2012, puede considerarse la más grave desde que este país africano logró independizarse de Francia en 1960. La misma potencia colonial a la cual acude ahora el presidente interino Dioncounda Traoré en busca de ayuda para frenar el avance de los grupos armados antigubernamentales que ocupan el norte del país.

SOLDADOS FRANCESES EN MALI.

El Consejo de Seguridad de la ONU —del cual Francia es un miembro permanente— aprobó el lunes la intervención militar gala y la participación en ella de las fuerzas de la Comunidad Económica de los Estados de África Occidental, en apoyo al débil ejército maliense.
Pero en el campo de batalla resonaban los cañones desde el 11 de enero, cuando el Ejecutivo de Mali decretó el estado de emergencia nacional. De acuerdo con estadísticas difusas, cientos de miles de personas se han visto obligadas a emigrar hacia países vecinos como Argelia, Mauritana, Senegal... ; lo que pudiera desencadenar una crisis humanitaria en el norte de África.

ESCENARIOS

Fuentes diplomáticas coinciden en que el conflicto involucra a varios grupos armados con diferentes objetivos. Por un lado están los islamistas de Ansar Dine, quienes controlan las ciudades norteñas más importantes de mali: Tombuctú, Kidal y Gao. Ellos quieren imponer la Ley Sharia en una nación de mayoría musulmana pero definida constitucionalmente como Estado laico con libertad de expresión religiosa.

Los taureg del Movimiento Nacional de Liberación del Azawad (MNLA) buscan, por su parte, el reconocimiento de su autodenominado Estado Independiente del Azawad, comprendido por las tres localidades mencionadas antes, más una parte de Mopti. Una zona sobre la cual el Gobierno no tiene control desde principios del 2012 y que equivale a casi la mitad del territorio nacional.
Otros colectivos más pequeños como el Movimiento para la Unidad y la Jihad en África Occidental (Mujao) también participan en la rebelión. Mientras, informaciones no corroboradas señalan que insurgentes yihadistas extranjeros están estableciendo campos de entrenamiento en las zonas que están en manos de los opositores.
Es necesario destacar, además, que en las filas del MNLA hay taureg malienses que estuvieron involucrados en otros conflictos regionales y regresaron a Mali entrenados y con abundante armamento. La Inteligencia francesa afirma que estos combatientes poseen, sobre todo, armas de infantería que pudieron haber sido compradas a traficantes locales, por lo que de extenderse el conflicto esta actividad ilegal tendería a incrementarse.
Tras el golpe de Estado al presidente Amadou Toumani Touré, perpetrado por fuerzas militares descontentas con el auge de los movimientos insurgentes en el país, el entonces presidente de la Asamblea Nacional, Dioncounda Traoré, asumió el liderazgo de Mali. Sin embargo, este tampoco pudo controlar la situación.
La inestabilidad originada luego de la acción golpista encabezada por el capitán Amadou Sanogo —quien recibió entrenamiento militar en Estados Unidos— facilitó la toma de los territorios ocupados actualmente por los islamistas radicales.
¿QUÉ BUSCA FRANCIA?
Aun cuando fue el propio Gobierno maliense el que solicitó la presencia de su expotencia colonial en el conflicto, analistas políticos no descartan la posibilidad de que Francia aproveche la llamada "guerra contra el terrorismo" para hacerse de un nuevo pedazo de pastel muy rico en hidrocarburos y recursos minerales como el oro y el controvertido uranio. ¿Será este el motivo oculto del presidente Francois Hollande o su imprevista misión no es más que un mecanismo para desviar la atención mediática de su pérdida de popularidad y sus incumplidas promesas electorales, en medio de la crisis europea?
Voces contrarias a la intervención, como la del copresidente del Partido de Izquierda y excandidato presidencial francés, Jean-Luc Mélenchon, observan que la resolución de la ONU sobre Mali estipulaba una misión encabezada por países del continente africano y no por Francia, como en la práctica está sucediendo.
El secretario nacional del Partido Comunista Francés, Pierre Laurent, quien asegura que con la guerra no se solucionará nada, cuestiona asimismo la actuación de su país y lamenta que la decisión de intervenir en Mali se tomase sin autorización ni debate en el Parlamento.
No se puede olvidar tampoco que Francia tiene un amplio historial injerencista en sus antiguos dominios coloniales en momentos de revueltas, golpes de Estado e inestabilidad política. Tales fueron los casos de Gabón, la República Centroafricana, Costa de Marfil y la República del Congo. De hecho, el país europeo "nunca ha dejado la región del todo", apunta el analista británico Tim Whewell.
En tanto, Estados Unidos y la Organización del Tratado del Atlántico Norte dieron el visto bueno a la iniciativa del presidente Hollande y le ofrecieron apoyo logístico (drones e inteligencia) para sus maniobras, aunque todavía no se han decidido a enviar soldados. En cambio, la Unión Europea ya anunció su envío de tropas para mediados de febrero.
Un oscuro escenario se cierne nuevamente sobre el continente más rico en recursos naturales y, a la vez, el más maltratado por el egoísmo y la ambición humana. ¿Será Mali el próximo Afganistán?

Guantánamo: 11 años en cifras



CIFRAS:

11: Años desde los primeros traslados de detenidos al centro de detención estadounidense de Guantánamo, Cuba.
166: Detenidos en Guantánamo al 8 de enero del 2013, de los cuales casi la mitad son ciudadanos yemeníes.
779: Según las autoridades, número de detenidos que han estado recluidos en Guantánamo, la gran mayoría de ellos sin cargos ni juicio penal.
600: Número aproximado de detenidos transferidos de Guantánamo a otros países desde el 2002.
9: Detenidos muertos bajo custodia estadounidense en Guantánamo, el más reciente en septiembre del 2012. Según las autoridades, 7 de las muertes fueron suicidios, mientras que 2 se debieron a causas naturales.
12: Detenidos de Guantánamo que tenían menos de 18 años cuando fueron recluidos.
1: Número de detenidos de Guantánamo transferidos a territorio continental estadounidense para ser juzgado por un tribunal federal.
7: Número de detenidos condenados por una comisión militar, 5 como resultado de acuerdos previos al juicio en los que los acusados se declararon culpables, de los cuales 4 han sido repatriados.
6: Detenidos susceptibles de recibir una condena a muerte tras ser juzgados sin las debidas garantías por una comisión militar.
En el 2010, el Grupo de Trabajo para la Revisión de Guantánamo, establecido bajo el mandato de Barack Obama, reveló que, de los 240 detenidos en Guantánamo a la sazón, 36 estaban siendo activamente investigados para ser procesados, mientras que se había determinado que otros 48 no serían juzgados ni puestos en libertad, sino que permanecerían en detención indefinida. El Grupo de Trabajo también informó de que se había dado autorización para transferir fuera de la prisión a 126 detenidos (de los cuales 44 habían sido transferidos a otros países en el momento en que se publicó el informe del Grupo de Trabajo). En septiembre del 2012, las autoridades estadounidenses hicieron pública una lista de 55 detenidos que todavía estaban recluidos, pero de los que se había autorizado su traslado, aunque observaban que dicha lista no incluía a aquellos cuyo estatuto de transferencia fuese confidencial. En una sentencia emitida por un tribunal federal estadounidense en octubre del 2012 se identificó al 56º detenido con autorización para ser transferido.
OTROS DATOS
El 16 de octubre del 2012, un tribunal de apelaciones estadounidense anuló la sentencia condenatoria dictada por una comisión militar contra 1 de los 2 detenidos en cuyos casos no hubo acuerdo previo al juicio y que, por tanto, fueron juzgados, pues halló que "apoyo material al terrorismo" no era un crimen de guerra en el derecho estadounidense en el momento de la presunta conducta por la que fue procesado con arreglo a la Ley de Comisiones Militares del 2006.
Con independencia de las categorías que establezca el gobierno estadounidense, en virtud del derecho y las normas internacionales de derechos humanos, todos los detenidos de Guantánamo deben ser liberados de inmediato en países (entre ellos, Estados Unidos potencialmente) que respeten sus derechos humanos, a menos que se presenten contra ellos cargos penales reconocibles y sean juzgados con las debidas garantías por tribunales civiles ordinarios.

(Adital, con datos de Amnistía Internacional)

Fidel sobre el equilibrio del mundo.


A propósito de la cercanía de la Tercera Conferencia Internacional por el Equilibrio del Mundo, Granma reproduce fragmentos del discurso del Comandante en Jefe en la Clausura de la primera versión de ese importante evento, en enero del 2003

¿Qué significa Martí para los cubanos?

En un documento denominado El Presidio Político en Cuba, Martí cuando apenas tenía 18 años, después de sufrir cruel prisión a los 16 con grilletes de hierro atados a sus pies, afirmó: "Dios existe, sin embargo, en la idea del bien, que vela el nacimiento de cada ser, y deja en el alma que se encarna en él una lágrima pura. El bien es Dios. La lágrima es la fuente de sentimiento eterno".
Para nosotros los cubanos, Martí es la idea del bien que él describió.
(¼ ) Más allá de Cuba, ¿qué recibió de él el mundo? Un ejemplo excepcional de creador y humanista digno de recordarse a lo largo de los siglos.
(¼ ) En la ya famosa carta inconclusa a su amigo entrañable Manuel Mercado, que Martí interrumpe para marchar sin que nadie pudiera impedirlo a un inesperado combate, reveló para la historia su más íntimo pensamiento, que no por conocido y repetido dejaré de consignar una vez más: "Ya estoy todos los días en peligro de dar mi vida por mi país y por mi deber, [...] de impedir a tiempo con la independencia de Cuba que se extiendan por las Antillas los Estados Unidos y caigan, con esa fuerza más, sobre nuestras tierras de América. Cuanto hice hasta hoy, y haré, es para eso".
Semanas antes, al suscribir en Santo Domingo el Manifiesto de Montecristi junto al ejemplar patriota latinoamericano Máximo Gómez, de origen dominicano y escogido por Martí como jefe militar de las fuerzas cubanas, próximo a partir hacia Cuba, entre otras muchas y brillantes ideas revolucionarias, Martí escribió algo tan admirable que, aun a riesgo de aburrir, también necesito repetir: "La guerra de independencia de Cuba [...] es suceso de gran alcance humano, y servicio oportuno que el heroísmo juicioso de las Antillas presta a la firmeza y trato justo de las naciones americanas, y al equilibrio aún vacilante del mundo".
Cuán precozmente escribió esta última frase, que se ha convertido en el tema principal de este encuentro. Nada hay hoy más necesario y vital que ese distante y al parecer utópico equilibrio.
Ciento seis años, cuatro meses y dos días después de la carta de José Martí a Manuel Mercado, y ciento seis años, cinco meses y veintiséis días después del Manifiesto de Montecristi firmado por Martí y Gómez, el presidente de Estados Unidos, en discurso pronunciado el 20 de septiembre del 2001, ante el Congreso de esa nación, pronunció las siguientes frases:
"Vamos a utilizar cualquier arma de guerra que sea necesaria".
"El país no debe esperar una sola batalla, sino una campaña prolongada, una campaña sin paralelo en nuestra historia".
"Cualquier nación, en cualquier lugar, tiene ahora que tomar una decisión: o está con nosotros o está con el terrorismo".
"Les he pedido a las Fuerzas Armadas que estén en alerta, y hay una razón para ello: se acerca la hora de que entremos en acción, y ustedes nos van a hacer sentir orgullosos".
(¼ ) "No sabemos cuál va a ser el derrotero de este conflicto, pero sí cuál va a ser el desenlace. [...] Y sabemos que Dios no es neutral".
En discurso pronunciado el 1 de junio del 2002, al cumplirse el aniversario 200 de la Academia Militar de West Point, el presidente de Estados Unidos, entre otras cosas, declaró:
"En el mundo en el que hemos entrado, la única vía para la seguridad es la vía de la acción. Y esta nación actuará.
"Nuestra seguridad requerirá que transformemos a la fuerza militar que ustedes dirigirán en una fuerza militar que debe estar lista para atacar inmediatamente en cualquier oscuro rincón del mundo, [...] que estemos listos para el ataque preventivo cuando sea necesario defender nuestra libertad y defender nuestras vidas.
"Enviaremos diplomáticos a donde sean necesarios, y los enviaremos a ustedes, a nuestros soldados, donde ustedes sean necesarios.
"Estamos ante un conflicto entre el bien y el mal. [...] No creamos un problema sino que revelamos un problema. Y dirigiremos al mundo en la lucha contra el problema".
(¼ ) Aquellas palabras no las pronunciaba un loco desde un oscuro rincón de un manicomio. Están avaladas por decenas de miles de armas nucleares, millones de bombas y proyectiles destructores, decenas de miles de misiles teleguiados y precisos, miles de bombarderos y aviones de combate, con pilotos y sin pilotos; decenas de escuadras y destacamentos navales con portaaviones y submarinos de propulsión nuclear o convencional, bases militares con permiso o sin permiso en todos los rincones del mundo; satélites militares que espían cada kilómetro cuadrado del planeta, sistemas de comunicación seguros e instantáneos, capacidad de aplastar los de cualquier otro país y posibilidad de interceptar simultáneamente miles de millones de conversaciones; arsenales fabulosos de armas químicas y biológicas y presupuestos de gastos militares que se aproximan a 400 mil millones de dólares, con los cuales podrían enfrentarse y resolver muchos de los principales problemas del mundo. Las amenazas mencionadas han sido pronunciadas por quien dispone y puede ordenar el empleo de esos medios. ¿Pretexto? El brutal ataque terrorista del 11 de septiembre que costó la vida a miles de norteamericanos. El mundo entero se solidarizó con el pueblo norteamericano e indignado condenó el ataque. Con el apoyo unánime de la opinión mundial, pudo enfrentarse al flagelo del terrorismo desde todos los ángulos y todas las corrientes políticas y religiosas.
La batalla, como planteó Cuba, debía ser fundamentalmente política y ética, en interés y con el apoyo de todos los pueblos del mundo. Nadie podía concebir la idea de enfrentar absurdas, desacreditadas e impopulares concepciones terroristas que afectan a personas inocentes, aplicadas por individuos, grupos, organizaciones, e incluso algún estado o gobierno, utilizando para combatirlas un brutal terrorismo de estado universal y proclamando como derecho de una superpotencia el posible exterminio de naciones enteras, con empleo incluso de armas nucleares y otras de destrucción masiva.
(¼ ) Nadie puede saber o adivinar lo que puede ocurrir en cualquier guerra o situación semejante. Lo único que es posible afirmar es que la amenaza de una guerra en Iraq ha estado gravitando considerablemente sobre la economía mundial, hoy afectada por una grave y profunda crisis que, unida al golpe fascista contra el gobierno bolivariano de Venezuela, uno de los mayores exportadores de petróleo, ha elevado los precios de este vital producto a niveles insoportables para la inmensa mayoría del resto de los países, especialmente los más pobres, aun antes de que haya sonado un disparo en Iraq.
(¼ ) Si nos apartamos de las terribles consecuencias de una guerra en aquella región, que la única superpotencia podría imponer a su arbitrio, el desequilibrio en el terreno económico que hoy padece el mundo es de igual modo una enorme tragedia.
Crecen y se profundizan las diferencias relacionadas con los países ricos y pobres, entre ellos y dentro de ellos, es decir, crece el abismo en la distribución de la riqueza, el peor azote de nuestra era, con su secuela de pobreza, hambre, ignorancia, enfermedades, dolor y sufrimiento insoportables para los seres humanos.
¿Por qué no nos atrevemos a decir que no puede haber democracia, libre opción ni libertad real en medio de espantosas desigualdades, ignorancia, analfabetismo total o funcional, ausencia de conocimientos y una falta asombrosa de cultura política, económica, científica y artística a las que solo pueden acceder exiguas minorías, incluso dentro de los países desarrollados, inundado el mundo por un millón de millones de dólares de publicidad comercial y consumista, que envenena a las masas con ansias de sueños y deseos inaccesibles, que conduce al despilfarro, la enajenación, y la destrucción implacable de las condiciones naturales de la vida humana? En apenas un siglo y medio agotaremos los recursos energéticos y sus reservas probadas y probables que la naturaleza tardó 300 millones de años en crear, sin que apenas se vislumbre un sustituto viable.
¿Qué conocen las masas de los complejos problemas económicos del mundo de hoy? ¿Quién les enseñó lo que es el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial, la OMC, y otras instituciones similares? ¿Quién les explicó las crisis económicas, sus causas y consecuencias? ¿Quién les dijo que ya el capitalismo, la libre empresa y la libre competencia apenas existen, y que 500 grandes empresas transnacionales controlan el 80 % de la producción y el comercio mundiales? (¼ ) ¿Quién les instruyó de que las monedas del Tercer Mundo son papeles que constantemente se devalúan y sus reservas de dinero real o casi real escapan inexorablemente hacia los países más ricos, como la ley física de Newton, y las terribles consecuencias materiales y sociales de esta realidad? ¿O por qué debemos millones de millones de dólares impagables e incobrables, mientras decenas de millones de personas, incluidos niños de cero a cinco años, mueren de hambre y enfermedades curables cada año? ¿Cuántos los que están conscientes de que nuestras culturas nacionales están siendo cada vez más destruidas?
(¼ ) ¿Por qué no se levanta un monumento vivo a la hermosa y profunda verdad contenida en el apotegma martiano "Ser culto es el único modo de ser libre"?
(¼ ) Si en algo hemos sabido honrar al héroe, cuyo fecundo natalicio conmemoramos hoy, es haber demostrado que un país pequeño y pobre, aun cometiendo muchos inevitables errores de aprendizaje, puede hacer mucho con muy poco.
El mayor monumento de los cubanos a su memoria es haber sabido construir y defender esta trinchera, para que nadie pudiera caer con una fuerza más sobre los pueblos de América y del mundo.
(¼ ) En el propio pueblo norteamericano, al que nunca hemos visto como enemigo ni hemos culpado de las amenazas y agresiones que durante más de 40 años hemos sufrido, podemos percibir, a partir de sus raíces éticas, un amigo y un aliado potencial de las causas justas de la humanidad. Lo vimos ya cuando la guerra de Vietnam. Lo vimos en algo que nos tocó tan cerca como el secuestro del niño Elián González. Lo vimos en su apoyo a la lucha de Martin Luther King. Lo vimos en Seattle y en Quebec, junto a canadienses, latinoamericanos y europeos contra la globalización neoliberal. Lo empezamos a ver ya en su oposición a una guerra innecesaria, sin contar al menos con la aprobación del Consejo de Seguridad. Lo veremos mañana junto a los demás pueblos del mundo defendiendo el único camino que puede preservar la especie humana de las propias locuras de los seres humanos.

Maduro: Chávez está sereno y consciente del proceso post-operatorio


Caracas.— Tras visitar al presidente de la República, Hugo Chávez Frías, hace tres días, el Vicepresidente Ejecutivo, Nicolás Maduro, informó este jueves que el jefe de Estado venezolano está consciente de todas las fases del proceso post-operatorio, tras la intervención quirúrgica que recibió el pasado 11 de diciembre.
"En términos generales lo veo muy tranquilo, muy sereno, muy consciente de todas las fases por las que ha pasado en el post-operatorio", declaró Maduro en una entrevista concedida a la agencia EFE .
Maduro, quien visitó a Chávez el pasado lunes en La Habana, donde se recupera de la operación, explicó que "toda la fase de infecciones ha sido controlada", en referencia a la afección respiratoria que sufrió el Mandatario nacional.
Agregó que el manejo de la información acerca de la salud del Presidente Chávez se ha hecho en función de su liderazgo mundial y denunció que, a pesar de los comunicados oficiales, se han generado matrices de opinión en contra de los datos que se han venido suministrando.
"Hugo Chávez es presidente y lo seguirá siendo. Hemos tenido un criterio muy claro del papel que cumple el Presidente. Por ello, enfrentamos una guerra mediática, realmente miserable sobre su vida y su salud. Se trata de un periodismo mortuorio, lleno de maldad, que a nivel mundial se ha instalado particularmente en España, en el periódico Abc, por ejemplo", explicó.
Señaló que "quizás en los próximos días, luego de la reunión con el equipo médico, se podrá dar una respuesta un poco más cerca de la realidad de cuál pudiera ser la evolución del Presidente Chávez para las próximas semanas y en qué momento pudiera estar en condiciones de volver a Caracas".
Al ser consultado en la entrevista sobre una supuesta falta temporal del Presidente Chávez, Maduro ratificó que hay un Gobierno en marcha, hay un Gobierno en funciones trabajando.
El pasado 15 de enero, Maduro anunció, por decisión del Presidente Hugo Chávez, que el sociólogo y líder socialista, Elías Jaua, es el nuevo Canciller de la República.
Esta designación, publicada en Gaceta Oficial, fue cuestionada por sectores de la oposición. Al respecto, Maduro respondió que se trata de una decisión respaldada por un documento fidedigno.
"Fueron ellos quienes falsificaron una carta y la firma del presidente Chávez, diciendo que él había renunciado el 11, 12 y 13 de abril del año 2002. Ahora vienen a poner en duda un nombramiento que con toda la seriedad y solemnidad se ha hecho en el Gobierno bolivariano por parte de quien puede hacer los nombramientos, que es el jefe del Estado, el que dirige la política internacional y ha nombrado un canciller de lujo", enfatizó Maduro.
El Vicepresidente añadió que mientras estuvo en Cuba conversó con Fidel y Raúl Castro en relación a los planes bilaterales de cooperación en materia de salud, educación, deporte, cultura y economía.
"No perdemos ni un segundo para hablar acerca de los proyectos económicos entre las dos naciones. Venezuela y Cuba tenemos un conjunto de inversiones conjuntas y una relación muy dinámica y multidimensional, así que aprovechamos atender también estos asuntos para perfeccionarlos", agregó. 
(AVN)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entrevista com Anita Leocádia Prestes na revista Novos Temas do Instituto Caio Prado Jr.



link para download:


 
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Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes (CCLCP)
www.cclcp.org
imprensa@cclcp.org

UMA VITÓRIA DOS POVOS DA AMÉRICA LATINA

UMA VITÓRIA DOS POVOS DA AMÉRICA LATINA


Desde Havana, onde cumpro agenda política de iniciativa do PCB, tenho o privilégio de olhar a conjuntura internacional sem as lentes turvas da mídia burguesa.
A leitura diária do Granma e a assistência noturna dos canais de televisão cubanos e venezuelanos permitem o conhecimento de notícias que, no Brasil, só obtemos através de fontes alternativas.
Todos os meios de comunicação brasileiros são burgueses e, entre estes, os hegemônicos são do campo da direita política aliada ao imperialismo, sobretudo o norte-americano. Rigorosamente, todos os jornais diários e todos os canais de televisão e rádio abertos defendem os privilégios e cultuam os valores da ordem capitalista.  
A rica troca de informações e pontos de vista com camaradas cubanos, venezuelanos, colombianos e jovens comunistas brasileiros que estudam na ilha rebelde são também importante fonte de conhecimento.
Este primeiro comentário desde Havana dedico a um dia que ficará na história. O 10 de janeiro de 2013 passou sem que a oligarquia venezuelana e o aparato midiático imperialista lograssem criar um clima de golpe e desestabilização política que vinham urdindo desde que surgiram indícios de que Hugo Chávez não teria condições de saúde para estar em Caracas para o juramento de posse, uma formalidade transformada em cláusula pétrea e sine qua non.
A montanha pariu um rato. A oposição de direita não conseguiu realizar qualquer ato público significativo e suas ameaças caíram no ridículo. Enquanto isso, em torno do Palácio Miraflores, em Caracas, uma multidão incalculável promoveu uma combativa e emotiva manifestação, sob a consigna Todos Somos Chávez, em cujo momento culminante o povo jurou uníssono perante a constituição nacional, blindou e legitimou a posse de Chávez e a interinidade de Nicolás Maduro, de fato e de direito.
No Brasil e em outros países manipulados pela mídia burguesa, certamente a posse foi apresentada sem o calor popular e como um “golpe contra as liberdades democráticas”, cinicamente por aqueles que não respeitam os direitos dos trabalhadores e dos povos. Para manter seus privilégios, satanizam líderes e países adversários, transformam em “ação humanitária” a repressão, a intervenção militar, as guerras de rapina, os covardes assassinatos em massa e seletivos.
Caracas e Havana foram palcos, nos últimos dias, da mais ampla e expressiva solidariedade latino-americana da história recente. Representantes dos governos de 22 países da região estiveram presentes no dia 10 de janeiro no ato público de massas de respaldo a Hugo Chávez e ao povo venezuelano.
No ato, podíamos ver Evo Morales, Daniel Ortega, José Mujica, presidentes e mandatários de todos os países da ALBA e da Petrocaribe e até mesmo o presidente legítimo do Paraguai, Fernando Lugo.
Mais do que a importante manifestação popular, este abraço coletivo dos governos latino-americanos marcou de legitimidade o ato simbólico de posse, que já tinha a legalidade do Tribunal Superior venezuelano. O amplo apoio continental foi decisivo até para que a OEA, para constrangimento dos Estados Unidos, convalidasse o ato jurídico e político como perfeito. Este apoio silenciou a boca maldita da direita, que certamente não desistirá de tentar desestabilizar o governo e o país.
Em 11 de janeiro, alguns representantes de governos que não puderam comparecer ao ato da véspera, em Caracas, vieram a Havana saudar Fidel, Raul e o povo cubano e estar pessoalmente com Hugo Chávez, para lhe visitar e respaldar, incluindo Cristina Kirchner e Ollanta Humala.
Infelizmente, não se pode deixar de lembrar os poucos governos latino-americanos ausentes, seja em Caracas, seja em Havana.
Não foi surpresa a ausência dos governos de direita da região (Chile, Colômbia, México e os golpistas de Honduras e Paraguai). Mas foi triste e decepcionante a ausência do governo social-liberal brasileiro, ainda equivocadamente percebido por parte da esquerda mundial como um governo progressista e até anti-imperialista, quando em verdade é um governo da ordem, que administra com competência a vertiginosa expansão do capitalismo no país e no exterior, mitigando a pobreza com as migalhas de políticas compensatórias.
Como eu estava no Brasil até o dia 9 de janeiro, assistindo ao massacre midiático contra o “golpe de Chávez”, posso entender uma das razões dessa ausência: o governo brasileiro é pautado pela mídia burguesa, frente à qual “bota o rabo entre as pernas”, para usar uma expressão popular em meu país.
Mas há outro fator de natureza objetiva. O pragmatismo da política externa do estado burguês brasileiro não pode politizar nem ideologizar as relações bilaterais. Trata-se também de uma sinalização de que, com ou sem revolução bolivariana, a relação comercial continua com a Venezuela!
O Brasil que investe em Cuba e na Venezuela é o mesmo que tem como importantes parceiros comerciais a Colômbia e Israel.

Ivan Pinheiro 

Havana, 12 de janeiro de 2013

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Evo Morales y Manuel Zelaya celebrarán octavo aniversario del ALBA en Caracas



Presidente boliviano estará presente en los actos conmemorativos del ALBA (Foto: Archivo)
Venezuela conmemorará este sábado 15 de diciembre el octavo aniversario de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), con la celebración de un acto público en la ciudad de Caracas, al cual está previsto que asistan distintas y reconocidas personalidades de América Latina.
El vicepresidente Ejecutivo de la República, Nicolás Maduro, confirmó este jueves por la noche que el evento se realizará en la plaza Bolívar de la capital venezolana, y asistirán delegados de todos los países que integran este foro regional.
Maduro señaló que está confirmada la asistencia del presidente de Bolivia, Evo Morales, y los primeros ministros de San Vicente y las Granadinas, Ralph Gonsalves, de Antigua y Barbuda, Baldwin Spencer; y de Dominica, Roosevelt Skerrit.
Asimismo, también participará el derrocado presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quien asistirá en nombre del Frente Nacional de Resistencia Popular de esa nación centroamericana.
De igual manera, aseguró la presencia de representantes ministeriales de Ecuador y Nicaragua, junto a un delegado especial por Cuba; aunque no reveló nombres por el momento.
El también Canciller de Venezuela recordó también que la fecha coincide con los 200 años del Manifiesto de Cartagena, documento clave en la gesta libertadora de Simón Bolívar; los 18 años del primer encuentro entre el presidente Hugo Chávez y el líder cubano Fidel Castro; y los 14 años de la aprobación de la Constitución Bolivariana.
El ALBA se creó en la ciudad de La Habana el 14 de diciembre de 2004, integradfo inicialmente por Venezuela y Cuba. Posteriormente, se sumó Bolivia en el 2006, Nicaragua en el 2007 y más tarde Dominica, San Vicente y las Granadinas, Antigua y Barbuda y recientemente Ecuador.
Se trata de una organización internacional, enfocada para los países de América Latina y el Caribe, que pone énfasis en la lucha contra la pobreza y la exclusión social con base en doctrinas progresistas.
Según sus estatutos, el ALBA defiende los principios de solidaridad, cooperación genuina y complementariedad; el aprovechamiento racional de sus recursos naturales y energéticos, en función del bienestar de los pueblos y la formación integral e intensiva del capital humano para el desarrollo regional.
teleSUR-PL-VTV-CO/MARL

América Latina con un ALCA y sin un ALBA

Rodolfo Sanz: No me imagino a una América Latina con un ALCA y sin un ALBA

Rodolfo Sanz, secretario ejecutivo del ALBA. (Foto: Archivo)
A ocho años desde que, reunidos en La Habana, los presidentes de Cuba y Venezuela , Fidel Castro y Hugo Chávez, firmaran el acta constitutiva del ALBA, se han adherido seis países más. Los beneficios sociales y económicos son tangibles, como explica el secretario Ejecutivo del bloque, Rodolfo Sanz, en entrevista exclusiva para el sitio en Internet de teleSUR.
“En el plano económico hemos fortalecido el Banco del ALBA, que es el instrumento financiero para el patrocinio de las empresas grannacionales. Estas empresas las hemos constituido en el área de telecomunicaciones con ALBATEL, que va a desarrollar las bases terrenas en Boliva, en Nicaragua para bajar la señal del satélite Simón Bolívar”, detalló.
Al ser consultado sobre qué hubiese pasado si en 2005, la opción derrotada hubiese sido el ALBA y no el ALCA, Sanz enfatizó que ésto nunca ha estado planteado, pero que si eso hubiera ocurrido, América Latina estaría en una grave situación política, económica y social.
“Si no hubiese triunfado el ALBA la situación sería totalmente distinta: cero crecimiento económico, más pobreza, más desigualdad, más desnutrición, más calamidades sociales, porque eso fue lo que dejó la onda neoliberal que pasó por América Latina en las décadas de los 80 y 90”.
A continuación teleSUR transcribe textualmente la entrevista realizada a Rodolfo Sanz, secretario ejecutivo de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA).
Tras ocho años de vida ¿Qué avances han tenido en materia de desarrollo integral los países miembros del ALBA?.
En primer lugar es bueno señalar que el ALBA nace en el 2004, en La Habana, Cuba, bajo la declaración conjunta que firman el presidente (de Cuba, Fidel) Castro, y el comandante presidente, Hugo Chávez, como una opción frente al fracaso del ALCA.
Estados Unidos intentó imponer una zona de libre comercio de las Américas y el presidente Chávez propuso una alternativa que pudiera enfrentarse a la versión tradicional del libre comercio y a la relación de subordinación que tienen nuestros países con América Latina con respecto a la economía industrializada del mundo.
Nace entonces como un proyecto económico, político y social, basado en los principios de la complementación económica, la solidaridad entre los pueblos y las naciones, antes que la competencia voraz que establece el mercado mundial y el imperialismo económico, baso también en la necesidad de utilizar nuestras fortalezas en recursos naturales para potenciar el desarrollo económico de nuestras naciones y bajo el principio de que los gobiernos progresistas que lo componen avanzaran en la cancelación de la deuda social que tenemos con nuestros pueblos.
A ocho años, después de la Cumbre de Tintorero de 2007 (Venezuela), que marca una especie de salto cualitativo importante en el desarrollo del ALBA, porque ahí se aprueban los proyectos grannacionales, se aprueba la estructura y la institucionalidad del ALBA, y además se aprueba la creación del Banco del ALBA, pudiéramos decir, que después de esa cumbre el ALBA entró en un proceso de desarrollo ascendente.
Es así como podemos destacar los logros sociales, todas las misiones que hemos desplegado como la Misión Milagro, que ya ha atendido a más de tres millones de personas que se han operado de la vista en Cuba, en Venezuela, en el Ecuador, y que ha sido una de las misiones más hermosas que se ha desarrollado en los últimos 100 años en nuestra América.
El proceso de alfabetización que hemos desplegado en Bolivia, en Nicaragua, y en algunos países del Caribe. En el plano económico, todo lo que ha sido el acuerdo Petrocaribe, que ha permitido el suministro de crudo y sus derivados, combustibles, a los países del Caribe cambiando su matriz energética y desplazando a las transaccionales como Shell, que tenían el pleno control y dominio del mercado de combustible en todas las islas del Caribe; la reconstrucción de la refinería Cienfuegos en Cuba y el suministro de cerca de 65 mil barriles diarios de petroleo a este país.
La inversión social de parte de la factura petrolera que cancelan a largo plazo los países, que ha impactado de una manera extraordinaria la economía, el intercambio de nuestros países, por ejemplo, Nicaragua tenía en los últimos 100 años 70 por ciento de su comercio en productos agrícolas con Estados Unidos, a raíz del acuerdo Petrocaribe y de todo el apoyo del ALBA, hoy Venezuela representa un mercado donde Nicaragua coloca el 15 por ciento de su producción, es decir, en ocho años Venezuela pasó a ser el segundo socio comercial de Nicaragua e hizo lo que Estados Unidos no pudo construir en 100 años de relación económica con Nicaragua.
También, en el plano económico hemos fortalecido el Banco del ALBA, que es el instrumento financiero para el patrocinio de las empresas grannacionales. Estas empresas las hemos constituido en el área de telecomunicaciones con ALBATEL, que va a desarrollar las bases terrenas en Boliva, en Nicaragua para bajar la señal del satélite Simón Bolívar.
La empresa ALBA Cultura, ha invertido hasta ahora 18 millones de dólares en la realización de festivales, de procesos formativos en el área de cine, de telecomunicación, de radio, ha producido interesantísimos filmes sobre la historia latinoamericana y caribeña.
ALBAMed es otra empresa que ha identificado cerca de 475 medicamentos en un centro de regulación que vamos a instalar todos los países del ALBA (...) para liberarnos nosotros del dominio de las grandes corporaciones de fármacos trasnacionales.
En un escenario hipotético de que en la Cumbre de Mar del Plata (2005, Agentina), hubiese sido derrotado el ALBA, en vez del ALCA, ¿Cómo cree usted que estaría América Latina en la actualidad?
Esa es una hipótesis que nunca estuvo planteada, al contrario, el ALBA nació como parte del entierro del ALCA en Mar del Plata, en aquella famosa cumbre donde se terminaron de cancelar las posibilidades que habían de que este proyecto anexionista de los Estados Unidos se terminara de implantar en nuestras naciones.
El ALBA nace como un proyecto, y esta es la principal característica del bloque, como proyecto contrahegemónico a la lógica del mercado mundial y de la relación de subordinación de las economías de América Latina a los grandes centros industriales y de poder del planeta, de manera que, yo no me imagino, a una América Latina con un ALCA y sin un ALBA.
En el caso de la hipótesis negada, que hubiésemos sido derrotados nosotros, se hubiese profundizado la relación de dependencia, la relación de dominación. América Latina no hubiese crecido como ha crecido, y ya lo reconoce la CEPAL y todos los organismos internacionales, en los últimos 10 años, con una característica importante, y eso se ha expresado en todos los países del ALBA, que este crecimiento económico de América Latina, por primera vez ha impactado en la reducción de la pobreza y en la reducción de las desigualdades.
Si no hubiese triunfado el ALBA la situación sería totalmente distinta: cero crecimiento económico, más pobreza, más desigualdad, más desnutrición, más calamidades sociales, porque eso fue lo que dejó la onda neoliberal que pasó por América Latina en las décadas de los 80 y 90.
¿Cómo se ha fortalecido la relación entre los pequeños países caribeños y el resto de América Latina a través del ALBA?
En 2007 se incorporan Antigua y Barbuda, Dominica y San Vicente y las Granadinas, y entra como observador Haití y Surinam. (Desde su ingreso al ALBA) esos países han podido manejar de manera mucho más autónoma, su matriz energética.
El mercado de combustible (en el Caribe) lo manejaba la Shell, Shell y Texaco, ahora no, ahora lo maneja Petrocaribe; estas empresas han sido reducidas a una mínima expresión en el control y distribución de hidrocarburos y combustibles en toda la región del Caribe.
El ALBA ha construido plantas de generación eléctrica, alimientandas por combustible en Haití, 40 megavatios. A través del ALBA hemos contribuido a reducir los apagones y el racionamiento eléctrico de Managua (capital de Nicaragua). Managua en 2007 tenía apagones de siete horas, esto ya se resolvió, gracias a la participación de Nicaragua dentro del ALBA.
En Dominica hemos instalado dos tanques de almacenamiento de 30 millones de litros cada uno para distribución de combustible en las islas cercanas San Vicente y las Granadinas, Antigua y Barbudas. Ha habido realmente un beneficio impresionante en los países caribeños porque la energía es el recurso más importante que mueve hoy la economía y el mundo entero, y esos países hoy tienen un suministro seguro y confiable desde Venezuela, manejan ellos mismos su factura petrolera, controlan la distri de su combustible, esto ha sido un salto importantísimo en el proceso de liberación económica de los países del Caribe.
¿Hay perspectivas de adhesión de algún nuevo miembros al ALBA?
Haití y Surinam están como invitados permanentes, Irán ha solicitado ser observador, Siria ha solicitado ser observador, Rusia ha solicitado ser observador, eso pudiera estarse discutiendo en la próxima Cumbre, que debemos de estarla realizando en el primer trimestre del 2013, dependiendo de la evolución del comandante presidente Hugo Chávez.
Ahí (en la próxima cumbre) se discutiría seguramente la solicitud de estos países de ser invitados permanentes, algunos, y otros miembros plenos como Haití y Surinam.

teleSUR

Desorganização popular ainda é muito grande no Brasil”, afirma Anita Prestes


Filha de Prestes e Olga, a historiadora Anita Prestes analisa os desafios para a esquerda na América Latina
25/10/2012
Vivian Virissimo,
do Rio de Janeiro (RJ)
Brasil de Fato
Filha dos militantes políticos Luís Carlos Prestes e Olga Benário, a historiadora e professora Anita Prestes palestrou no primeiro módulo do curso “Brasil de Fato – Atualidades e desafios das lutas na América Latina” realizado no dia 10 de outubro, na sede do Sindipetro, no Rio de Janeiro. Nesta entrevista, Anita destacou que transformações profundas na sociedade brasileira só serão possíveis por meio da organização dos setores populares. “Dessa organização popular surgirão lideranças que deverão construir um ou mais partidos que liderem esse processo”, defendeu.
Segundo ela, além da organização popular há necessidade de articulação de outro aspecto fundamental: a formação da consciência política dos movimentos, sobretudo de suas lideranças. “Porque se esses setores populares organizados não souberem para onde vão e para o que eles têm que lutar eles serão levados à derrota – na melhor das hipóteses”, lembra.
Brasil de Fato – O tema geral do curso do Brasil de Fato é “Atualidade e os desafios das lutas na América Latina”. Na sua visão, qual é o maior desafio das lutas na América Latina hoje?
Anita Prestes – É difícil dizer qual é o maior desafio. Parece-me que no momento é defender e assegurar a continuidade da revolução na Venezuela, que é o ponto mais avançado das lutas pelas transformações profundas, sociais e políticas, tendo em vista em longo prazo o socialismo. Essa eleição com a vitória do presidente Hugo Chávez foi um momento muito importante de reafirmação deste processo. Mas não se pode perder a vigilância porque se de um lado foi uma vitória, por outro lado, o inimigo, principalmente o imperialismo, vai fazer tudo para reverter essa vitória. Portanto é muito importante que as forças democráticas, progressistas, de esquerda no continente e diria mais, no mundo, estejam atentos para impedir qualquer provocação e qualquer retrocesso nesse processo que seria muito ruim não só para o povo venezuelano, mas para toda a América Latina.
O que falta no Brasil para termos estas transformações profundas?
Eu diria que só conseguiremos estas transformações profundas com o socialismo. Com o regime socialista, que é o exemplo de Cuba, isso ficou muito claro. A própria ONU e outras entidades internacionais reconhecem que em Cuba foi resolvido o problema da saúde pública, do ensino público. Um país pequeno, com limitações muito grandes do ponto de vista da economia, das suas riquezas naturais, ainda por cima com um bloqueio violento de 50 anos e conseguiu resolver esses problemas com o regime socialista. Claro que no Brasil não vamos conquistar o socialismo da noite para o dia, pois é um processo longo e demorado e acho que só chegaremos lá por meio da organização popular. Dessa organização popular surgirão lideranças que deverão construir um ou mais partidos que liderem esse processo. Eu vejo dessa maneira.
Como a senhora avalia a atuação das esquerdas na preparação das forças sociais nesse processo de organização popular? O que se avançou e o que precisa melhorar?
Avançou-se bastante em termos de organização popular principalmente com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Pela primeira vez no Brasil, temos realmente um movimento que abrange todo o território e que tem feito mobilização dos setores dos trabalhadores expulsos pelo agronegócio. Então esse movimento é um avanço, se a gente olha para o passado do Brasil em que as classes dominantes sempre conseguiram evitar e impedir a organização popular. Mas isso ainda é muito pouco. Os próprios companheiros do MST reconhecem que nas cidades – 90% da população brasileira é urbana – o movimento dos trabalhadores ainda está muito desorganizado, sob influência dos chamados pelegos: lideranças sindicais que invés de levar adiante a luta pelos interesses dos trabalhadores conciliam com os interesses dos patrões: essa é a realidade. Então o movimento sindical urbano deixa muito a desejar, a desorganização popular ainda é muito grande no Brasil, as chamadas esquerdas são muito esfaceladas e com pouquíssima penetração. Lembrando o que meu pai, Luís Carlos Prestes, sempre dizia, vai ser a partir das lutas populares que surgirão novas lideranças. A própria prática do MST mostra isso: na medida em que houve lutas, surgiram novas lideranças. E as mais lúcidas e comprometidas com os interesses populares inevitavelmente terão que marchar para aprofundar seus conhecimentos do marxismo, a única teoria que permite realizar transformações viáveis e que conduzam ao socialismo. Então essas lideranças terão que organizar partidos efetivamente revolucionários. O que, por enquanto, considero que não existe no Brasil.
Numa perspectiva histórica, a senhora analisa que até mesmo lideranças progressistas desestimulam a organização popular no Brasil. Por que isso ocorreu?
Esse período muito extenso de mais de vinte anos de ditadura impediu o surgimento de novas lideranças e as antigas foram morrendo: Arraes, Brizola, o próprio Prestes. Hoje em dia no Brasil temos muito poucas lideranças. Uma grande liderança atual que nós temos é o Lula. Fora disso não existe outra liderança. E essas lideranças que faleceram eram todas lideranças burguesas que, portanto, não tinham interesse em organizar os trabalhadores. Com exceção do Prestes, que era do PCB, partido que cometeu muitos erros, mas que também foi muito combatido e reprimido. Fora esse caso, o Arraes, Brizola e o próprio Jango eram políticos que tinham enraizamento popular, tinham influência, mas não estavam interessados em organizar as massas populares porque eram caudilhos que temiam que o movimento popular pudesse passar por cima deles. Aí os interesses burgueses se sobrepõem. Só lideranças que estejam comprometidas com os interesses populares serão capazes de se empenhar na organização popular. E, lamentavelmente, não é o caso do Lula.
Não se trata simplesmente ter uma base popular, mas organizar essa base.
Organizar essa base para lutar. E organizar não só do ponto de vista de unificar e ter uma estrutura orgânica, mas também lhe dar consciência política e revolucionária. Há necessidade de articulação desses dois aspectos: organização e consciência porque se esses setores populares organizados não souberem para onde vão e para o que eles têm que lutar eles serão levados à derrota – na melhor das hipóteses. Então isso só pode ser feito por um partido político que tenha clareza disso e, na minha opinião, nós não temos esse partido. E Lula, lamentavelmente, também não quis cumprir esse papel. Ele mesmo diz que repudia os livros e, além disso, ele sofreu muita influência de intelectuais que o levaram pelo caminho do reformismo, da conciliação, de ter o poder pelo poder. Fazer doação aos pobres, no fundo, é uma atitude populista e paternalista que não rompe com as estruturas existentes. Acabou distribuindo migalhas para os trabalhadores.
A senhora falou do MST como um exemplo de movimento que consegue ter o mínimo de organicidade e citou o entrave que é a dificuldade de organizar os trabalhadores nas cidades. Por que é tão difícil organizar o povo nas cidades?
É difícil porque historicamente não temos no Brasil tradição de organização popular. Pela própria formação histórica do Brasil, tivemos essa classe dominante de senhores de terra e de escravos durante séculos. A escravidão só acabou no final do século 19 e essa classe dominante brasileira conseguiu construir um aparato de Estado extremamente unificado e repressor que impediu qualquer movimento. Olhando a história do século 19 pipocaram movimentos populares, todos esmagados com uma violência gigantesca. Se olharmos para o século 20 a mesma coisa. Pelo estudos que eu fiz, o único movimento brasileiro que teve algumas características populares e que não foi derrotado, embora não tenha sido vitorioso, foi a Coluna Prestes. Eles não conseguiram derrotar, mas também não se conseguiu o objetivo que era tomar o poder, derrubar o presidente, mas conseguiu sair do Brasil sem ter sido derrotada e derrotou 18 generais do Exército brasileiro. Eu não conheço nenhum outro movimento de caráter popular que não tenha sido derrotado com muita violência. Então essa tradição é um peso muito grande que a gente carrega, dificulta muito. O brasileiro urbano não tem tradição de organização, já no campo surgiu o MST com o apoio da igreja com as comunidades de base, nos anos de 1980, que desempenharam um papel muito importante.
Nas cidades, os sindicatos brasileiros eram muito organizados e combativos. Em que momento houve foi essa ruptura?
Com o golpe de 1964, o que havia de combativo foi esmagado também. Aí os pelegos tomaram conta. Hoje a gente vê o movimento sindical basicamente na mão de setores que ao invés de serem lideranças dos trabalhadores acabam sendo defensores dos interesses da burguesia e do Estado. Esse é um problema muito sério que vai ter que ser vencido. Eu considero que que há algo novo nas greves que têm acontecido no último ano, greves importantes nas usinas do PAC que estão sendo construídas na Amazônia com a paralisação de trinta mil trabalhadores. Mas o que falta a esses movimentos grevistas? Lideranças de um partido revolucionário que estivesse lá para liderar esse movimento. São explosões. Explosões espontâneas acontecem, acabam e não vão pra frente.
 
 

Anita Prestes fala aos trabalhadores da saúde em Greve em SC

 
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Memorial Luiz Carlos Prestes, mais recente obra de Niemeyer




“Como arquiteto, vejo, satisfeito, que meu projeto vai contribuir para manter viva a memória de Luiz Carlos Prestes, um brasileiro que lutou em favor de seu povo, contra a miséria e a desigualdade social que, infelizmente, ainda persistem em nosso país. (...) Sinto que não basta louvar o passado. O importante é continuar essa luta por um mundo melhor que o império de Bush procura em vão obstruir”

CCLCP - A mais recente obra de Oscar Niemeyer deve ser inaugurada em 2013, na cidade de Porto Alegre (RS), e se trata de um projeto pelo qual o arquiteto tinha grande apreço: o Memorial Luiz Carlos Prestes. Niemeyer aceitou desenhá-lo em 1989 e doou o projeto a camaradas comunistas.
A aprovação pela câmara municipal da doação do terreno da Prefeitura para a construção do Memorial ocorreu 1990, no entanto, os recursos seriam disponibilizados somente após assinatura de parceria com a Federação Gaúcha de Futebol que, recebendo metade da área de 11,25 mil metros quadrados, assumiu em contrapartida o compromisso de execução da obra e da posterior manutenção e segurança do Memorial.
Luís Carlos Pinheiro Machado, engenheiro agrônomo e militante da CCLCP, junto com Edson dos Santos, presidente do Instituto Olga Benário Prestes, entidade nacional com sede em Porto Alegre, representam o grupo que vem acompanhando a execução da obra.
As rampas foram os elementos mais complexos de ser executados no trabalho. A obra, de pé-direito de 5,5 metros, aguarda a instalação de dois vidros de 5mm cada no contorno de concreto pintado de preto. O prédio é marcado por um volume vermelho em alusão à foice e o martelo, sendo circundado por um espelho d’água. O Memorial Luiz Carlos Prestes contará com área de exposição, biblioteca e miniauditório. Atualmente, 70% da obra está concluída, com inauguração prevista para Março de 2013.
Como o arquiteto relata no texto Não basta Louvar – sobre o Memorial Luiz Carlos Prestes – publicado na Folha de São Paulo em 11/01/2008, “O projeto que fiz do memorial de Luiz Carlos Prestes é, a meu ver, obra tão especial que vale a pena explicá-la um pouco”. Como diz o arquiteto, trata-se de “Um trabalho que não se baseou, como de costume, num programa construtivo, mas na ideia de criar um elemento principal e único: uma parede que, cheia de curvas e retas inesperadas, atravessando em diagonal um retângulo de vidro do edifício (de lado a lado), possa lembrar aos visitantes as etapas fundamentais da vida desse grande brasileiro. A fachada simples e retilínea de vidro do edifício marcaria, com a parede interna tão movimentada, o contraste que a boa arquitetura procura muitas vezes exibir”.
O arquiteto se preocupou com cada detalhe da obra, cada percurso desenvolvido pelo visitante no interior do Memorial. “Junto da entrada, a parede com textos e imagens começa a mostrar aos visitantes os inícios da vida de Prestes, quando, oficial do Exército, era incumbido de acompanhar obras em construção no Rio Grande do Sul – aí surge, já com 26 anos, severo como sempre foi, Prestes a reclamar da maneira pouco correta com que os trabalhos estavam sendo desenvolvidos”. Aí Prestes passa a organizar a Coluna, no bojo das revoltas tenentistas, percebendo que “os problemas do país tinham de ser resolvidos por meio de uma revolução”, como diz o arquiteto. Após a Coluna Prestes, ficaria exilado na Bolívia, na Argentina e na União Soviética, onde segundo Niemeyer, Prestes já estava sintonizado “com o pensamento de Marx”, ganhando a revolução “um sentido mais amplo e universal”.
Após a derrota dos levantes antifascistas de 1935, Prestes é preso. No percurso do Memorial, esse é o momento onde “a parede vai se escurecendo e, num ambiente mais fechado e sombrio, aparece o período da prisão, em que ele permanece nove anos incomunicável. E, como para agravar tanta tristeza, em 1936, sua mulher, Olga Benário, presa e grávida, é enviada criminosamente a um campo de concentração na Alemanha, onde seria morta numa câmara de gás em 1942; sua filha, Anita, após grande campanha internacional desencadeada pela mãe de Prestes, é afinal entregue à avó”, diz Oscar.
O momento seguinte quando “Prestes é anistiado, e o Partido Comunista Brasileiro conquista a legalidade”, na época “dos grandes comícios, da campanha pela Constituinte”, a parede fica vermelha e “vai mudando de cor, escurece outra vez. Diante dela, comovidos, os visitantes constatam que o momento de euforia passara. Em 1947, o TSE cancela o registro do PCB e, a seguir, cassa os mandatos dos parlamentares comunistas – entre eles, Prestes. Era a reação anticomunista que recomeçava, implacável”.
O percurso do Memorial segue então os anos da clandestinidade, do Golpe de 1964, dos direitos políticos cassados e do novo exílio até 1979. Na década de 80, já fora do PCB e combatendo por um partido revolucionário de novo tipo, efetivamente revolucionário, Prestes segue “altivo e corajoso como sempre”, como relata Niemeyer, vindo a morrer em 1990.
Niemeyer termina dizendo:
“Como arquiteto, vejo, satisfeito, que meu projeto vai contribuir para manter viva a memória de Luiz Carlos Prestes, um brasileiro que lutou em favor de seu povo, contra a miséria e a desigualdade social que, infelizmente, ainda persistem em nosso país. (...) Sinto que não basta louvar o passado. O importante é continuar essa luta por um mundo melhor que o império de Bush procura em vão obstruir”.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012