segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Brasil oferece colaboração em libertações de retidos colombianos

Bogotá, 29 nov (Prensa Latina) Brasil estaria disposto a colaborar na logística para as libertações unilaterais anunciadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), segundo revelou hoje a emissora Caracol Rádio.



De acordo com a rádio, dita informação foi-lhe fornecida por fontes que qualificou de inteiro crédito, sem oferecer detalhes das mesmas.



Assinalou que "as fontes" expressaram que o trabalho do Brasil em passados processos de libertações por parte das FARC foi exitoso.



Da mesma forma, indicou que se mostraram otimistas pela decisão do governo de Álvaro Uribe de dar aprovar a colocação em liberdade do suboficial Pablo Emilio Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo, além da entrega dos restos do major Julián Ernesto Guevara a sua família.



A senadora liberal Piedade Córdoba desmentiu ontem ter recebido por parte das FARC as coordenadas do lugar onde seriam libertos os dois militares e entregues os restos mortais de Guevara.



A parlamentar recalcou que assim como se fez em anteriores libertações, as coordenadas as fazem conhecer no mesmo dia da operação, pois por razões de segurança a localização dos retidos não pode ser revelada antes.



Córdoba afirmou que não vê avanços no processo das citadas libertações. "Estamos como no princípio da criação, não há nada", disse.



Recordou que até o momento não foi convocada para nenhuma reunião com o alto comissionado para a Paz, Frank Pearl, nem com o Comitê Internacional de Cruz Vermelha e a Igreja, e, portanto, desconhece qualquer tipo de avanço que se tenha conseguido no tema das libertações.



Enquanto isso, diante de informações de que um país da região poderia mediar em dito processo, Córdoba manifestou ignorar qual será o aprovado pelo governo.



As referidas libertações unilaterais foram anunciadas pelas FARC desde o passado 16 de abril, com a única condição de que se outorguem e cumpram as mesmas garantias oferecidas em passados processos, a fim de evitar provocações como as sucedidas em anteriores entregas de prisioneiros.



Durante todo este tempo o processo experimentou diversos obstáculos, por causa de condicionamentos, desautorizações de mediadores e dilações por parte do governo.

rl/acl/es

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