quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Forças armadas bolivianas velarão por segurança em eleições

La Paz, 3 dez (Prensa Latina)


O ministro de Defesa da Bolívia, Walker San Miguel, informou que as Forças Armadas apoiarão à Polícia Nacional no domingo próximo para garantir que as eleições gerais se realizem com plena segurança.



Citado hoje pelo jornal Cambio, San Miguel precisou que segundo o Código e a Lei Eleitoral Transitória, no dia das eleições as Forças Armadas e a Polícia se subordinam ao máximo organismo comicial para aplicar um plano de segurança.



Mais de cinco milhões de bolivianos elegerão o próximo 6 de dezembro ao novo Presidente, Vice-presidente e aos 166 membros da nova Assembléia Legislativa Plurinacional, para o período 2010-2015.



Nesse mesmo dia, as regiões de La Paz, Oruro, Cochabamba, Potosí, Chuquisaca e Grande Chaco, e 12 municípios indígenas decidirão sobre seu status autonômico.



San Miguel explicou que os militares têm a missão de velar pela tranqüilidade e a ordem nos recintos eleitorais, no translado de urnas e das atas de sufrágio, especialmente naquelas populações afastadas das capitais de departamentos ou cidades intermédias.



Os Ministérios de Defesa e de Governo e os chefes policiais e militares desenharam um plano coordenado com a Corte Nacional Eleitoral (CNE) e evitarão qualquer incidente antes e após a consulta, explicou a autoridade.



"A Força Aérea já transfere material eleitoral a todos os lugares onde não há transporte terrestre e a Força Naval por via fluvial", acrescentou.



Ontem, em diálogo com a imprensa, também o presidente Evo Morales ofereceu garantias de transparência e paz nas eleições gerais do próximo domingo.



Morales destacou o acionar das instituições militares para proteger a democracia e garantir que os eleitores elejam com liberdade a seus representantes executivos e legislativos, apesar das afirmações de algumas frentes de direita sobre a suposta preparação de uma fraude, disse.



Por outra parte, advertiu que ante a cercania das eleições, agrupamentos contrários ao governo poderiam abrir outra ofensiva de desprestigio, como sucedeu dantes do referendo revocatório de agosto de 2008 quando emitiram propagandas para desqualificar ao chefe de Estado.



"Nessa ocasião o povo respondeu com seu voto ao respaldar ao presidente com 67%", remarcou.



lgo/ga/dcp

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